quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A escolha de Rafinha

A opção pela Alemanha se mostra correta, mas, por já ter defendido o Brasil em competições oficiais na base, a participação na Nationalef  pode ser vetada (VIPCOMM)

No sábado pela manhã, recebi a seguinte informação: “a família de Rafinha não está feliz com a convocação dele para a seleção. Na verdade, eles estão incomodados (para usar uma palavra mais leve) com o chamado de Dunga”. Segundo a mesma pessoa, o lateral-direito, que, em 2015-16, completará a décima temporada de futebol alemão, vislumbra mesmo uma oportunidade na Nationalef

Agora, depois dos ocorridos nesta terça-feira, a informação que recebi se mostrou acertada. E não dá para julgá-lo pela escolha, pois, para a seleção brasileira, Rafinha nunca foi uma das primeiras opções. No auge, foi contemporâneo de dois melhores laterais-direitos da história do futebol brasileiro, Daniel Alves e Maicon, e, atualmente, é deixado de lado em prol da convocação de jogadores mais jovens, como Danilo e Fabinho. 

Aos 30 anos e provavelmente com apenas uma Copa com possibilidade de jogar pela frente, Rafinha faz a opção de ser o provável primeiro ou segundo nome da lateral-direita da atual campeã do mundo, a Alemanha. A Nationalef tem grande carência nas laterais, principalmente após a aposentadoria do ex-capitão Philipp Lahm. 

No último jogo, contra a Escócia, na posição que Rafinha poderia atuar, Emre Can (volante/meia-central) foi o titular. No banco, estava o mediano Sebastian Rudy como opção. Se formos um pouco mais para trás, lembraremos que, na Copa de 2014, nos quatro primeiros jogos, enquanto Lahm atuava como volante, a lateral-direita foi ocupada pelos zagueiros Boateng e Mustafi. 

Portanto, não há dúvidas de que Rafinha teria boas condições de ser convocado e, provavelmente, seria titular da seleção alemã durante o ciclo do Mundial 2018. Além de estar acima dos concorrentes, o brasileiro conta com o respaldo do ex-dono da lateral-direita da Mannschaft, Philipp Lahm.

“Rafinha, na seleção alemã, seria incrível para mim. Ele é um grande cara. No começo, ele estava em um nível um pouco atrás no Bayern, mas ele faz um trabalho tremendo, sempre dando tudo. Rafinha tem uma enorme classe. É um lateral-direito para jogar em um nível superior”, declarou Lahm ao site alemão Münchner Merku. 

Trocar uma chance assim para ser a quarta opção do técnico Dunga não pode ser considerada uma escolha sensata. O caso da Copa América é sintomático. O Brasil iria com Danilo e Fabinho ao Chile, porém, às vésperas da competição, o titular acabou cortado por lesão. O técnico dos canarinhos preferiu chamar Daniel Alves, que àquela altura era dado como carta fora do baralho, ao invés de trazer o jogador do Bayern para o elenco da Copa América. 

A escolha de Rafinha parece ser acertada e, ao que tudo indica, foi bem pensada. Porém, segundo reportagem do ótimo Leandro Stein, no site Trivela, a Fifa pode vetar a opção do londrinense. Acredito que, assim que receber a cidadania alemã, Rafinha iniciará uma briga jurídica, para tentar vestir a camisa tetracampeã mundial e fazer parte do elenco de Joachim Löw.

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