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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Os melhores jogadores do mundo 2013-14

Nos últimos dois anos, o Blog, assim como a FIFA, elegeu os melhores do mundo entre dezembro e janeiro. Porém, desta vez, farei da forma que acho mais correta, portanto, a lista será divulgada nesta postagem, levando em conta os desempenhos dos atletas, na temporada 2013-14. Afinal, os melhores do mundo estão na Europa, portanto, o óbvio na hora de premiar é seguir o calendário do melhor futebol do planeta. As estatísticas que serão apresentadas ao longo do texto são do ótimo site inglês Transfermarkt. 

Ao contrário de 2012, quando selecionei dez jogadores, agora em 2014, repetirei os 15 escolhidos do ano passado. O número um pouco maior é para tentar evitar polêmicas e não deixar de premiar nenhum jogador que teve destaque em 2013-14. Mas, mesmo assim, nem todos os jogadores que gostaria, alcançaram o top 15. As ausências mais sentidas por mim – e, provavelmente, por vocês – foram Thomas Müller, Andrés Iniesta e Neymar Júnior. 

Portanto, vamos aos escolhidos:

1°- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal): 

Ninguém conseguiu segurar Cristiano Ronaldo, em 2013-14 (Getty Images)

A FIFA reconheceu Cristiano Ronaldo como melhor do mundo, depois de anos de domínio de Lionel Messi. Mais goleador do que nunca, o camisa sete foi o um dos principais responsáveis pela décima conquista continental do Real Madrid. Na Liga dos Campeões, o Gajo balançou as redes 17 vezes em onze jogos, e quebrou o recorde de gols em uma única edição. Aliando força, velocidade e técnica, o craque português também foi artilheiro do Espanhol, com 31 gols, e, no título da Copa del Rey, marcou três vezes. Vestindo blanco, Ronaldo jogou 47 vezes, marcou 51 tentos e cedeu 19 assistências. O camisa sete também foi o responsável pela classificação de Portugal ao Mundial do Brasil, pois, na repescagem, marcou os quatro gols portugueses contra a Suécia, que garantiram a vitória por 4 a 2, no placar agregado. Na Copa do Mundo, o Gajo chegou incomodado, por conta de uma lesão, que acompanhou o final de temporada dele, por isso, apenas um gol e a eliminação da Seleção das Quinas na primeira fase. 

2°- Ángel di María (Real Madrid-ESP – Argentina): 

A comemoração de Di María foi repetida muitas vezes, nesta temporada, quando se concretizou entre os melhores do mundo (AFP)

Com a chegada de Gareth Bale por valores astronômicos, o Real Madrid cogitou vender Di María, mas o camisa 22 merengue optou por lutar pela vaga entre os onze e não deixou o clube espanhol. Com lesões e problemas para encaixar o time, "El Fideo" começou a aparecer como titular e trouxe equilíbrio aos blancos. Nos planos de Ancelotti, o argentino se tornou um meia no 4-3-3, que apoiava o ataque e também ajudava na marcação. Assim, foi o grande assistente madridista com 26 assistências, muitas delas, decisivas para vitórias da equipe. A velocidade, a visão de jogo e a precisão dos passes foram as principais características das atuações, por isso, os oito gols marcados ficaram em segundo plano. Na Copa do Mundo, Di María seguiu os bons desempenhos e marcou um gol decisivo, nas oitavas de final, contra a Suíça, no final da prorrogação. Por muitos momentos, foi melhor que Messi. Talvez se o camisa sete albiceleste não tivesse se machucado, nas quartas de final, a Argentina poderia ter chegado ao título. 

3°- Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain – Suécia): 

Ibrahimovic chuta a bandeira de escanteio, após marcar um gol: matador e marrento como nenhum outro jogador do mundo (Benoit Tessier/Reuters)

Durante todo o ano, havia uma dúvida no mundo: quem é o melhor camisa nove do planeta, Ibrahimovic ou Luis Suárez? Ao final da temporada, o sueco pode ostentar este título – ao menos, para este blog. Apesar do crescimento do Monaco, o PSG conseguiu o título da Ligue 1, com alguma tranquilidade, pois tinha um comandante de ataque especial. Ibra começou a temporada como falso nove e, por isso, alcançou bons números nos gols e também nos passes: em 46 jogos, foi às redes 41 vezes e deu 18 assistências – artilharia do Francês e a vice na Liga dos Campeões. Na competição européia, os dez gols do sueco foram fundamentais para a chegada às quartas de final, porém, sem o camisa dez na partida em Stamford Bridge, o PSG parou por aí. Na seleção, Ibrahimovic bem que tentou, mas, no duelo contra Cristiano Ronaldo, acabou superado pelo craque português e ficou fora da Copa. 

4°- Lionel Messi (Barcelona – Argentina): 

Em 2013-14, Lionel Messi não esteve tão iluminado como em anos anteriores, mas, mesmo assim, atingiu altos índices em gols e assistências (David Ramos/Getty Images)

Em 2013-14, Messi não repetiu o nível futebolístico dos últimos anos, muito por conta de problemas físicos, que o acompanharam em toda a temporada e, principalmente, nos momentos decisivos. Porém, mesmo em uma fase de baixa, o camisa dez blaugrana apresentou números impressionantes: em 46 partidas, 41 gols e 15 assistências. Portanto, apesar de não ter jogado como antes, “La Pulga” conseguiu participar de mais de um gol por jogo. Menos intenso, os brilhos esporádicos apareceram, como no 3 a 4 sobre o Real Madrid, onde o craque argentino marcou três vezes e ainda assistiu o outro gol barcelonista. Na Copa do Mundo, Messi foi um dos melhores argentinos e, sem ele, a albiceleste teria muitos problemas para ultrapassar a primeira fase. Assim como no clube, na seleção, o camisa dez não teve atuações lineares, mas apareceu com quatro gols decisivos (todos na fase de grupos) e a assistência igualmente importante contra a Suíça, nas oitavas de final. Por isso, foi eleito o Bola de Ouro do Mundial, escolha que o blog não concorda. 

5°- Luis Suárez (Liverpool-ING – Uruguai): 

Luis Suárez comemorou muitos gols e foi decisivo para o Liverpool, em 2013-14, mas ficou devendo - mais uma vez - na questão disciplinar (Andrew Powell/Liverpool FC via Getty Images)

Se não fosse a questão disciplinar, Luis Suárez seria um dos melhores jogadores do mundo. Em 2013-14, apesar de ter que cumprir seis jogos de suspensão, no início da English Premier League, o uruguaio conseguiu se concretizar como um dos principais futebolistas da atualidade. Na EPL, foram incríveis 31 gols e 21 assistências, em 33 partidas, o que resultou na eleição dele como melhor jogador da liga, pelos jogadores, público e jornalistas. Por conta dos ótimos desempenhos do camisa sete dos reds, a equipe ficou muito próxima do título, que não vem desde 1989-90. Quando o Liverpool precisava, Suárez era capaz de decidir os jogos sozinho, com dribles, poder de finalização e raça incrível. O salteño seria a principal esperança dos charrúas para a Copa do Mundo, porém, às vésperas do início da competição, se lesionou e foi operando, largando a disputa no banco. O camisa nove celeste reapareceu contra a Inglaterra e marcou os dois gols que garantiram a vitória uruguaia, mostrando o poder decisão. Porém, na última rodada da fase de grupos, a mordida em Chiellini e a suspensão de nove partidas internacionais e quatro meses de banimento do futebol. Novamente, a parte disciplinar atrapalhou Luis Suárez. 

6°- Yaya Touré (Manchester City – Costa do Marfim): 

Yaya Toure liderou o Manchester City ao título da Premier League, em temporada que marcou mais gols do que habitualmente (Alex Livesey/Getty Images)

Não há duvidas que, em 2013-14, o mundo viu o melhor de Yaya Touré. Forte na defesa, incrivelmente relevante no ataque e capaz de decidir jogos constantemente, o costa-marfinense foi o grande fator que levou o Manchester City ao título inglês, com arrancada incrível na reta final. O meia-central foi o terceiro artilheiro da Premier League, com 20 gols (muitos de falta) e nove assistências, decidindo várias partidas. Ao todo, na temporada, balançou as redes 24 vezes e cedeu 12 passes decisivos. Sem ele, os citzens não teriam vencido a Liga e a Copa da Liga. No Mundial de 2014, o camisa 19 dos elefantes, assim como toda a equipe costa-marfinense, decepcionou e, sem ser relevante, caiu na primeira fase. Porém, o desempenho no City rendeu a Yaya Touré, pela terceira vez consecutiva, o título de melhor jogador africano do ano, um feito que nenhum futebolista havia alcançado. 

7°- Marco Reus (Borussia Dortmund-ALE – Alemanha): 

Marco Reus foi impressionante e parece capaz de liderar um novo Dortmund, sem Götze e Lewandowski (Getty Images)

O Borussia Dortmund teve uma temporada dominada por lesões, figuras centrais ficaram fora dos onze iniciais e ainda perderam Mario Götze. Mas, apesar disso, a equipe conseguiu alguns bons resultados. Um dos principais responsáveis por isso foi Marco Reus. Na Supercopa da Alemanha, o jogador marcou dois gols e deu uma assistência, no 4 a 2 dos aurinegros sobre o Bayern. Com muita velocidade, habilidade e técnica, o camisa onze se destacou marcando e assistindo os companheiros. O ponta-esquerda marcou 16 vezes e cedeu 14 assistências, liderando a Bundesliga no segundo quesito. Somando as demais competições, sete gols e nove passes decisivos. Portanto, não há dúvida, o vice-campeonato do Alemão, da Copa da Alemanha e a chegada às quartas de final da Liga dos Campeões tiveram muita relação com os desempenhos de Reus. Na seleção, o jogador aurinegro ganhou espaço nesta temporada e disputou cinco jogos, porém, por conta de uma lesão, não veio ao Brasil, ficando de fora da campanha campeãa mundial.

8°- Arjen Robben (Bayern de Munique – Holanda): 

Robben mostrou nível espetacular pelo Bayern, em 2013-14, mas foi pela Holanda que assustou mais os adversários (Reuters)

O Bayern de Munique foi o time da posse de bola e troca de passes, mas a verticalidade e o desequilíbrio não desapareceram. Robben foi o principal responsável pela quebra das defesas adversárias, com os dribles, normalmente buscando a canhota com extrema velocidade e categoria. Com onze gols e seis assistências, o camisa dez bávaro foi muito importante para a conquista da Bundesliga, com recorde de antecedência. No outro título da temporada, a Copa da Alemanha,  marcou quatro vezes e assistiu cinco. Ao todo, em 2013-14, o holandês conseguiu 21 gols e 17 assistências, em 45 aparições. Os números não refletem exatamente a enorme importância de Robben, que talvez, tenha ficado mais clara apenas na Copa do Mundo. No Brasil, o camisa onze da Holanda foi o principal propulsor da equipe ao terceiro lugar, pois o elenco de Van Gaal não era dos mais qualificados e era muito jovem. Com gols, dribles e passes, para muitos – inclusive, este blog –, o carequinha foi o melhor jogador do Mundial 

9°- Arturo Vidal (Juventus – Chile): 

Apesar de ter vencido apenas um título, Vidal pode comemorar uma temporada muito boa, em que foi a estrela bianconera (Getty Images)

Este é mais um típico de caso de jogador, que, em 2013-14, atingiu o melhor nível de futebol. Vidal é importante para a Juventus desde que chegou, porém, neste ano, se tornou mais dono do time do que Pirlo. No 3-1-4-2 de Antonio Conte, o chileno é um dos meias-centrais, que atuam à frente do camisa 21, e, por isso, se divide em ações defensivas e ofensivas. Mesmo executando função dupla, o camisa oito bianconero é incansável e traz intensidade durante todo o tempo que está em campo. O “Rei Arturo” foi fundamental para o terceiro scudetto consecutivo da Velha Senhora e, na campanha, colaborou com onze gols e seis assistências – ao todo, marcou 18 vezes. No final da temporada, uma lesão tirou o jogador de partidas decisivas e quase complicou a participação dele no Mundial. Porém, Vidal chegou ao Brasil e, em três jogos, conseguiu ajudar o Chile a chegar às oitavas de final da disputa. A impressão é que o meia-central ficou devendo um pouco na Copa, onde a questão física pesou em seu desempenho. 

10°- James Rodríguez (Monaco – Colômbia): 

Pela Colômbia, James Rodríguez foi uma das grandes estrelas do Mundial 2014, competição em que foi artilheiro, com seis gols (Reuters)

Não foram poucos que descobriram o camisa dez colombiano durante a Copa, porém, para os que acompanham o futebol internacional com mais profundidade, não existiu nenhuma surpresa. Ótima visão de jogo, bons passes, habilidade extrema e chutes precisos são características antigas do jogo de James, mas, nesta temporada, tudo foi realizado no mais alto nível. O colombiano demorou a ser firmar no Monaco, porém, ao longo do ano, passou a se sentir mais à vontade no principado e liderou o time ao vice-campeonato da Ligue 1, com 13 assistências – um dos líderes no quesito na França. Além disso, a jovem estrela ainda marcou nove vezes. Mas foi o desempenho no Mundial que colocou James Rodríguez em destaque na lista. Artilheiro da Copa com seis gols (dois deles golaços) em cinco jogos, o dez cafetero também cedeu dois passes decisivos. Sem Falcao García lesionado, a Colômbia teve o chuteira de ouro como grande propulsor da ótima campanha no Brasil. 

11°- Diego Costa (Atlético de Madrid – Espanha): 

Diego Costa mostrou muito com a camisa rojiblanca e foi um dos grandes responsáveis pela conquista da Liga pela equipe (Alexander Klein/AFP/Getty Images)

O sergipano de Lagarto não é dos jogadores mais técnicos do mundo, mas deixa isso de lado com força, raça e velocidade. Diego Costa foi o símbolo do futebol do Atlético de Madrid de Diego Simeone, que incomodou – e muito – os gigantes da Espanha e da Europa. Em La Liga 2013-14, o camisa nove rojiblanco marcou 27 vezes e assistiu cinco, em 35 partidas. Assim, o hispano-brasileiro foi o principal destaque do Atléti, que conseguiu quebrar a hegemonia de Barcelona e Real Madrid, que vinha há dez anos, e ganhou o primeiro título espanhol em 18 anos. Na principal competição do planeta, a Liga dos Campeões, Diego Costa marcou um gol a cada 72 minutos em campo (ao todo, oito) e ainda cedeu duas assistências. Novamente com o camisa nove como destaque, o Atlético chegou à final da disputa, contra o Real Madrid. Na decisão em Lisboa, mesmo machucado, o camisa nove foi titular, mas a lesão voltou a incomodá-lo e obrigou que ele fosse substituído. Desta forma, o centroavante teve a sua ida à Copa do Mundo em dúvida, porém, Vicente Del Bosque não abriu mão do jogador e o trouxe ao Brasil. Mas, no Mundial de 2014, o desempenho de Diego Costa – e toda a Espanha – foi muito ruim e, assim, terminou a ótima temporada de forma melancólica. 

12°- Manuel Neuer (Bayern de Munique – Alemanha): 

Ninguém voou tão alto quanto Neuer, que foi o melhor goleiro da temporada e um dos melhores na Copa do Mundo (Adrian Dennis/AFP/Getty Images)

Nas duas últimas temporadas, o camisa um do Bayern de Munique se concretizou como o melhor goleiro do mundo. Com 1,93m, Neuer se destaca pelo bom posicionamento, a segurança, mas também pelos reflexos muito apurados e a força na saída do gol, seja por cima ou por baixo. Ele foi o líder da linha defensiva bávara, que, em 34 rodadas da Bundesliga 2013-14, sofreu apenas 23 gols. Ser vazado poucas vezes colaborou com o título alemão e foi importante para a conquista da Copa da Alemanha. Apesar das duas taças (três, contado a Supercopa da UEFA), o Bayern não teve uma temporada tão marcante como 2012-13, porém, 2014 reservava o Mundial e, no Brasil, Neuer deixou desempenhos marcantes. A conquista da Alemanha teve o camisa um entre os grandes destaques. Contra a França, nas quartas de final, foram diversas defesas e, nos minutos decisivos, com uma só mão, parou um arremate de Benzema, que levaria o jogo à prorrogação. Na semi e na final, o jogador do Bayern não teve tanto trabalho, porém, quando exigido, apareceu bem e garantiu a Luva de Ouro da Copa do Mundo de 2014. 

13°- Gareth Bale (Real Madrid – País de Gales): 

Talvez o principal mérito de Bale tenha sido combinar muito bem com o principal craque madridista, Cristiano Ronaldo (Getty Images)

Contratado por um valor não revelado, mas que deve chegar aos 100 milhões de euros, Gareth Bale mostrou o que já havia apresentado no Tottenham: convívio perfeito entre exuberância física e qualidade técnica. Mostrando tudo isso, o galês chegou ao Real Madrid e, mesmo jogando fora de posição (nos Spurs, atuava pela esquerda e pelo centro), logo se adaptou à ponta-direita e se tornou peça chave no elenco madridista. Ao longo de toda a temporada, camisa onze marcou 22 gols e deu 19 assistências e, na Liga dos Campeões, foi ainda mais importante, pois anotou seis vezes e cedeu quatro passes decisivos. Bale soube ser o coadjuvante de luxo de Cristiano Ronaldo e, quando o português não esteve em campo, não teve problemas para assumir o protagonismo. 

14°- Philipp Lahm (Bayern de Munique – Alemanha): 

Capitão da Alemanha, Philipp Lahm teve a honra de levantar a Copa do Mundo, competição em que foi muito bem (DPA)

Melhor lateral do mundo e um dos melhores da história, com a chegada de Pep Guardiola ao Bayern de Munique, Lahm passou a ser colocado como 1° volante no 4-1-4-1 (4-3-3) do técnico catalão. A idéia era ter uma saída de bola mais limpa, aproveitando do bom passe do camisa 21, que também seria útil para ditar o ritmo das partidas. Apesar de ótimas exibições na nova função, o capitão bávaro perdeu um pouco da relevância ofensiva, em 48 jogos pelo clube, fez apenas um gol e cedeu nove assistências – números mais baixos do que ele produziria na posição de origem. Na seleção alemã, Löw iniciou a Copa com Lahm na volância, com as mesmas idéias de Guardiola e, desta forma, o jogador do Bayern se concretizou como melhor passador da competição: acertou 562 passes dos 651 que tentou (índice de 86%). Porém, na reta final, o capitão voltou a ser lateral-direito e cresceu seu rendimento ofensivo, fechando o Mundial com duas assistências. A queda dos números de ataque do camisa 16 da Alemanha deve fazer o técnico do clube repensar no posicionamento, para, na próxima temporada, Lahm alcançar uma posição mais alta neste ranking. 

15°- Luka Modric (Real Madrid – Croácia): 

Com a chegada de Bale, ex-companheiro de Tottenham, Modric esteve mais à vontade nesta temporada e foi relevante nas conquistas madridistas (Manu Fernandez/AP)

Na primeira temporada em blanco, Modric não foi o jogador que já havia sido na carreira, porém, no segundo ano em Madri, a relevância aumentou muito. Seja no 4-3-3 ou no 4-4-2 de Carlo Ancelotti, o croata teve muita importância como meia-central, ajudando na defesa e no ataque. A elevada qualidade técnica do ex-jogador do Tottenham foi fundamental para a saída de bola e para boa conexão entre o meio e ataque madridista. Na temporada que culminou com os títulos da Copa Del Rey e da Liga dos Campeões, Modric fez dois gols e cedeu oito assistências, nas 49 partidas, em que disputou 3.875 minutos. Na seleção, ostentando a camisa dez, foi importante para a classificação ao Mundial. Mas, na Copa do Mundo, a Croácia não esteve bem e, por isso, o craque do meio-campo acabou não se destacando muito, ficando mais para trás na nossa lista.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo B

Espanha
Iniesta se tornou a principal referência da estrelada seleção espanhola (Jose Jordan/AFP/Getty Images)

Técnico: Vicente del Bosque-ESP

Time-base (4-3-3): Casillas; Azpilicueta, Sergio Ramos, Pique, Jordi Alba; Busquets, Xabi Alonso, Xavi; Pedro, Diego Costa, Iniesta.

Craque: Andrés Iniesta – Barcelona-ESP

Lesionados: Victor Valdés (goleiro, Barcelona-ESP) – ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito, Álvaro Arbeloa (lateral-direito, Real Madrid-ESP) – fissura na rótula do joelho direito, Thiago Alcântara (meia, Bayern de Munique-ALE) – lesão no ligamento medial do esquerdo, Jesé Rodríguez (meia, Real Madrid-ESP) – ruptura no ligamento do joelho direito e Jesús Navas (ponta, Machester City-ING) – lesão no calcanhar.



Participações no Mundial: 14 (campeã em 2010)

Ranking da Fifa: 1º 

Campanha nas Eliminatórias (8J-6V-2E-0D-14GP-3GC-11SG)
Geórgia 0x1 Espanha
Bielorrússia 0x4 Espanha
Espanha 1x1 França
Espanha 1x1 Finlândia
França 0x1 Espanha
Finlândia 0x2 Espanha
Espanha 2x1 Bielorrússia
Espanha 2x0 Geórgia

Atual campeã do mundo e bieuropeia, a Espanha não é mais absoluta no posto de melhor seleção do mundo. Porém, apesar de alguma dificuldade, a Roja passou invicta pelas eliminatórias e será uma das principais equipes que desembarcará no Brasil em junho. A continuidade é a grande marca espanhola, pois, desde o Mundial de 2006, com Luís Aragonés, a ideia de ter a posse de bola trabalhada à exaustão é o ponto central do jogo. Vicente Del Bosque, que assumiu pós a conquista da Euro 2008, não mudou a forma de jogar e manteve a maior parte do elenco do antecessor. É claro, fase e surgimento de novos atletas proporcionaram mudanças no elenco.

O envelhecimento de alguns pilares do plantel pode pesar, principalmente porque Xavi, o homem que é o rosto deste estilo passador da furia, é o que mais sofre com a idade e, no Barcelona, já não consegue mais dar o ritmo à engrenagem do Tiki-Taka. Além disso, o ex-líder da defesa, Puyol não virá ao Mundial. Para a função do camisa oito, a Roja tem boas opções, como o jovem Koke, ou os mais experientes Fàbregas e David Silva, porém, Del Bosque sinaliza que Xavi estará entre os onze iniciais na Copa. O maior problema é a defesa, onde já existe a ausência de Puyol e a dúvida sobre Pique, que não vem de grande temporada no Barcelona. Apesar disso, Sergio Ramos teve desempenhos espetaculares pelo Real Madrid e chega com mais moral à seleção. Na linha defensiva, ainda está o lateral-esquerdo Jordi Alba, que é ótimo no apoio, mas peca na fase defensiva do jogo.

Também existem pontos bem positivos, apesar de Xavi não estar no melhor momento da carreira, o meio-campo é muito bom. Os volantes Xabi Alonso e Sergio Busquets se completam bem, os meias Iniesta, David Silva e Juan Mata, seguem dando criatividade ao time e, pelas pontas, existe boa opção de velocidade com Pedro. O centro do ataque, que já foi problema crônico, parece resolvido, pois Diego Costa optou por defender a Roja e vem ótima fase. No primeiro amistoso pela Espanha, o hispano-brasileiro não foi bem, pois não está acostumado ao estilo de jogo da equipe. Se bem trabalhada, esta dificuldade poderá se tornar um ponto positivo para o esquema espanhol, porque Diego Costa aumentará o repertório ofensivo da Furia.

Portanto, a primeira fase não deve ser o grande desafio para os espanhóis, pois chegarão com uma equipe mais pronta que qualquer adversário do grupo B. Mas, apesar desta vantagem competitiva, as fortes equipes de Chile e Holanda virão com tudo em busca de uma das vagas às oitavas.  Por isso, a Roja deve entrar em alta rotação na competição para não dar espaço para uma eliminação na primeira fase, que não seria uma zebra, mas seria surpreendente.

Goleiros: 1- Iker Casillas (Real Madrid-ESP), 23- Pepe Reina (Napoli-ITA) e 12- David de Gea (Manchester United-ING);
Defensores: 15- Sergio Ramos (Real Madrid-ESP), 3- Gerard Piqué (Barcelona-ESP), 4- Javi Martínez (Bayern de Munique-ALE), 2- Raúl Albiol (Napoli-ITA), 18- Jordi Alba (Barcelona-ESP), 22- César Azpilicueta (Chelsea-ING) e 5- Juanfran (Atlético de Madrid-ESP);
Meias: 16- Sergio Busquets (Barcelona-ESP), 14- Xabi Alonso (Real Madrid-ESP), 8- Xavi Hernández (Barcelona-ESP), 6- Andrés Iniesta (Barcelona-ESP), 10- Cesc Fábregas (Barcelona-ESP), 21- David Silva (Manchester City-ING), 20- Santi Cazorla (Arsenal-ING), 17- Koke (Atlético de Madrid-ESP) e 13- Juan Mata (Manchester United-ING);

Atacantes: 19- Diego Costa (Atlético de Madrid-ESP), 11- Pedro Rodríguez (Barcelona-ESP), 9- Fernando Torres (Chelsea-ING) e 7- David Villa (Atlético de Madrid-ESP).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Holanda: Espanha 1x0 Holanda (na prorrogação, final, 2010)
Chile: Espanha 2x0 Chile (fase de grupos, 1950) e Espanha 2x1 Chile (fase de grupos, 2010)
Austrália: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

30/maio: Espanha 2x0 Bolívia
7/junho: Espanha 2x0 El Salvador

Holanda
Melhor jogador em 2010, hoje, Sneijder está abaixo de Van Persie e Robben, que são os craques, mas Van Gaal confia no trio para decidir as partidas em 2014 (Michael Kooren/Reuters)

Técnico: Louis van Gaal-HOL

Time-base (3-4-1-2): Cillessen; De Vrij, Vlaar, Martins Indi; Janmaat, Clasie, De Jong, Blind; Sneijder; Robben e Van Persie.

Craque: Robin van Persie – Manchester United-ING

Lesionados: Gregory van der Wiel (lateral-direito, Paris Saint-Germain-FRA) – lesão no joelho direito, Jetro Willems (lateral-esquerdo, PSV-HOL) – ruptura no ligamento do joelho, Stijn Schaars (volante, PSV-HOL) – dores persistentes no joelho esquerdo, Marco van Ginkel (meia, Chelsea-ING) – demora na recuperação de lesão no joelho, Kevin Strootman (meia, Roma-ITA) – rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e Rafael van der Vaart (meia-atacante, Hamburgo-ALE) – lesão muscular na panturrilha direita.

Participações no Mundial: 9 (vice-campeã em 1974, 1978 e 2010)

Ranking da Fifa: 15º 

Campanha nas Eliminatórias (10J-9V-1E-0D-34GP 5GC-29SG)
Holanda 2x0 Turquia
Hungria 1x4 Holanda
Holanda 3x0 Andorra
Romênia 1x4 Holanda
Holanda 3x0 Estônia
Holanda 4x0 Romênia
Estônia 2x2 Holanda
Andorra 0x2 Holanda
Holanda 8x1 Hungria
Turquia 0x2 Holanda

Vice-campeã em 2010, a Holanda vem ao Brasil com uma combinação de jovens e de estrelas, que brilharam na África do Sul. Porém, após a última Copa, a Oranje teve uma grande decepção: a Euro 2012, quando caiu na primeira fase, perdeu todas as partidas e só marcou dois gols. O que faz os holandeses sonharem com um Mundial melhor é o desempenho espetacular nas eliminatórias. Sorteada para um grupo fácil, a Holanda fez o que se esperava dela e passou invicta pela disputa, marcando 34 gols e sofrendo apenas cinco.

Os altos e baixos pós-Copa provocaram a saída de Bert van Marwijk e o retorno de Louis van Gaal, que já havia comandado o país entre 2000 e 2002. Com o novo técnico, o espaço para os jovens aumentou e também adotou uma forma de jogar mais ofensiva. O comandante começou a escalar a equipe no 4-3-3, com o trio Lens, Van Persie e Robben (na seleção, joga na ponta-esquerda) no ataque, focando na velocidade dos pontas e na posse de bola com os meias. Porém, no período pré-Copa, com a lesão de Strootman, resolveu utilizar o 3-4-1-2. Com a nova formação tática, Van Gaal busca dar liberdade para o trio de jogadores mais experientes e especiais, Sneijder para criar e Robben e Van Persie mais à frente. Além disso, consegue mais proteção à defesa, setor tradicionalmente mais fraco da seleção holandesa. Durante o Mundial, o 4-3-3 habitual poderá voltar a ser utilizado, mas, para o início, o esquema com três defensores ganhou força.

As estrelas holandesas estão na fase ofensiva do jogo, como já é tradição. Van Persie é o melhor jogador do país, mas, nesta temporada, sofreu com algumas lesões e, por isso, não marcou tantos gols como nos últimos anos. Apesar disso, o jogador do United segue sendo um dos melhores centroavantes do mundo e, além de ter facilidade para balançar as redes, é muito habilidoso, participando bastante do jogo fora da área. O outro grande nome é Robben, que é o jogador do drible nesta seleção e, claro, tem uma das pernas esquerdas mais temidas do futebol mundial. Para levar a bola à dupla, estará o experiente Sneijder, que está bem abaixo do que foi em 2010, mas já foi elogiado, no aspecto físico, pelo técnico. Portanto, o camisa dez deverá ter condições de liderar a criatividade no meio-campo, com colaboração dos alas Janmaat e Blind e do segundo atacante Robben.

A Oranje não tem o mesmo nível que apresentou em 2010, mas, sem dúvida, tem muito talento e um grande técnico, portanto, não pode ser descartada. O grupo B é muito difícil, principalmente, por contar com Holanda e Chile. Por isso, os holandeses de maior nível não poderão começar de forma claudicante o Mundial, pois, se isso ocorrer, poderá custar pontos e, consequentemente, a classificação.

Goleiros: 23- Tim Krul (Newcastle-ING), 22- Michael Vorm (Swansea-WAL) e 1- Jasper Cillessen (Ajax-HOL);
Defensores: 5- Daley Blind (Ajax-HOL), 7- Daryl Janmaat (Feyenoord-HOL), 2- Ron Vlaar (Aston Villa-ING), 4- Bruno Martins Indi (Feyenoord-HOL), 13- Joel Veltman (Ajax-HOL), 12- Paul Verhaegh (Augsburgo-ALE), 3- Stefan de Vrij (Feyenoord-HOL) e 14- Terence Kongolo (Feyenoord-HOL);
Meias: 10- Wesley Sneijder (Galatasaray-TUR), 16- Jordy Clasie (Feyenoord-HOL), 6- Nigel de Jong (Milan-ITA), 18- Leroy Fer (Norwich-ING), 11- Arjen Robben (Bayern de Munique-ALE), 8- Jonathan De Guzmán (Swansea-WAL) e 20- Georginio Wijnaldum (PSV-HOL);
Atacantes: 9- Robin van Persie (Manchester United-ING), 19- Klaas-Jan Huntelaar (Schalke 04-ALE), 21- Memphis Depay (PSV-HOL), 15- Dirk Kuyt (Fenerbahçe-TUR) e 17- Jeremain Lens (Dinamo Kiev-UCR).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Espanha: Espanha 1x0 Holanda (na prorrogação, final, 2010)
Chile: nunca se enfrentaram
Austrália: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

17/maio: Holanda 1x1 Equador
31/maio: Holanda 1x0 Gana
4/junho: Holanda 2x0 País de Gales

Chile
Conexão entre Alexis Sánchez e Vidal é fundamental para o sucesso chileno na Copa (EFE)

Técnico: Jorge Sampaoli-ARG

Time-base (3-4-1-2): Bravo; Medel, Albornoz, Jara; Isla, Vidal, Aránguiz, Beausejour; Valdivia; Alexis Sánchez, Vargas.

Craque: Arturo Vidal – Juventus-ITA

Lesionados: Matías Fernández (meia, Fiorentian-ITA) – dores no tornozelo direito.

Participações no Mundial: 9 (terceiro lugar em 1962)

Ranking da Fifa: 14º 

Campanha nas Eliminatórias (16J-9V-1E-6D-29GP-25GC-4SG)
Argentina 4x1 Chile
Chile 4x2 Peru
Uruguai 4x0 Chile
Chile 2x0 Paraguai
Bolívia 0x2 Chile
Venezuela 0x2 Chile
Chile 1x3 Colômbia
Equador 3x1 Chile
Chile 1x2 Argentina
Peru 1x0 Chile
Chile 2x0 Uruguai
Paraguai 1x2 Chile
Chile 3x1 Bolívia
Chile 3x0 Venezuela
Colômbia 3x3 Chile
Chile 2x1 Equador

Após a saída de Marcelo Bielsa, que recolocou os chilenos no mapa do futebol mundial, o país viveu altos e baixos nas eliminatórias, o que ocasionou a saída de Claudio Borghi do comando. Mas, ao final, o Chile virá ao Brasil para participar da segunda Copa consecutiva. Para a classificação, as últimas partidas foram fundamentais, afinal, a Roja conseguiu ficar invicta em seis jogos, sendo cinco vitórias. Após a disputa conturbada das eliminatórias, os chilenos chegam ao Brasil com boas perspectivas, pois venceram recentemente uma das melhores seleções do mundo, a Alemanha.

O responsável pela retomada da esperança no Chile é outro argentino, Jorge Sampaoli, que é discípulo de Marcelo Bielsa. A ligação de ambos faz com que a equipe tenha um pouco do que El Loco havia deixado. O ex-técnico da Universidad de Chile muda muito a equipe taticamente e costuma jogar com três defensores, mas, durante o jogo, definir o esquema tático da roja é complicado. Os dois homens de frente não são centroavante e, muitas vezes, recuam e é Valdívia que se torna o jogador mais avançado. Além disso, também existem alguns movimentos defensivos. Isla é um dos que às vezes se une aos três zagueiros como lateral-direito, o que coloca Jara para a outra lateral, formando uma linha de quatro. Portanto, as mudanças táticas chilenas na Copa do Mundo de 2014 merecerão muito destaque.

A grande estrela é o meia-central Vidal, que parece capaz de fazer tudo em campo: marca, passa, é rápido, é forte fisicamente e ainda faz gols. Porém o meio-campista terá um problema para superar neste Mundial, uma lesão no joelho, que o perseguiu no final da temporada europeia e exigiu uma cirurgia às vésperas da Copa. Mesmo que Vidal não esteja no ápice físico, ele deve ser personagem central da equipe. Mas é importante ressaltar a boa dupla ofensiva formada pelos móveis atacantes Alexis Sánchez e Vargas. Ambos estão jogando bem no futebol espanhol e, desde que foram colocados juntos no time titular de Sampaoli, têm combinado de forma bastante interessante, deixando as defesas adversárias bem confusas.

O problema para o Chile é o grupo B, que conta com as duas seleções finalistas da Copa do Mundo de 2010, Espanha e Holanda. A dupla europeia não chega ao Brasil com os principais jogadores no mesmo nível de quatro anos atrás, mas não deixam de ser fortes concorrentes. A Austrália deve ser coadjuvante no grupo, portanto, para chegar as oitavas de final, a briga será nos jogos contra as duas seleções europeias.

Goleiros: 1- Claudio Bravo (Real Sociedad-ESP), 23- Johnny Herrera (Universidad de Chile-CHI) e 12- Cristopher Toselli (Universidad Católica-CHI);
Defensores: 18- Gonzalo Jara (Nottingham Forest-ING), 4- Mauricio Isla (Juventus-ITA), 3- Miiko Albornoz (Malmö-SUE), 2- Eugenio Mena (Santos-BRA) e 13- José Rojas (Universidad de Chile-CHI);
Meias: 17- Gary Medel (Cardiff City-WAL), 8- Arturo Vidal (Juventus-ITA), 21- Marcelo Díaz (Basel-SUI), 5- Francisco Silva (Osasuna-ESP), 16- Felipe Gutiérrez (Twente-HOL), 6- Carlos Carmona (Atalanta-ITA), 15- Jean Beausejour (Wigan-ING), 20- Charles Aránguiz (Internacional-BRA), 10- Jorge Valdivia (Palmeiras-BRA) e 19- José Pedro Fuenzalida (Colo Colo-CHI);

Atacantes: 7- Alexis Sánchez (Barcelona-ESP), 22- Esteban Paredes (Colo Colo-CHI), Eduardo Vargas (Valencia-ESP), 14- Fabián Orellana (Celta-ESP) e 9- Mauricio Pinilla (Cagliari-ITA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Espanha: Espanha 2x0 Chile (fase de grupos, 1950) e Espanha 2x1 Chile (fase de grupos, 2010)
Holanda: nunca se enfrentaram
Austrália: Chile 0x0 Austrália (fase de grupos, 1974)

Calendário de amistosos durante a preparação

30/maio: Chile 3x2 Egito
4/junho: Chile 2x0 Irlanda do Norte

Austrália
Tim Cahill segue como principal alternativa de gols para a Austrália (Mark Nolan/Getty Images)

Técnico: Angelos Postecoglu-GRE

Time-base (4-2-3-1): Ryan; Franjic, Spiranovic, Good, Davidson; Jedinak, Milligan; Leckie, Bresciano, Oar; Cahill.

Craque: Michael Jedinak – Crystal Palace-ING

Lesionados: Lucas Neill (lateral-direito, Doncaster Rovers-ING) – dores no tendão de Aquiles, Rhys Williams (zagueiro, Middlesbrough-ING) – ruptura no tendão de Aquiles, Trent Sainsbury (zagueiro, PEC Zwolle-HOL) – fratura na perna esquerda, Chris Herd (meia, Aston Villa-ING) – afastado do futebol por razões pessoais não informadas pelo clube desde março 2014 e Robbie Kruse (meia-atacante, Bayer Leverkusen-ALE) – rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo.

Participações no Mundial: 4 (oitavas de final em 2006)

Ranking da Fifa: 62º 

Campanha nas Eliminatórias (14J-8V-4E-2D-25GP-12GC-13SG)

Terceira fase:
Austrália 2x1 Tailândia
Arábia Saudita 1x3 Austrália
Austrália 3x0 Omã
Omã 1x0 Austrália
Tailândia 0x1 Austrália
Austrália 4x2 Arábia Saudita

Quarta fase:
Omã 0x0 Austrália
Austrália 1x1 Japão
Jordânia 2x1 Austrália
Iraque 1x2 Austrália
Austrália 2x2 Omã
Japão 1x1 Austrália
Austrália 4x0 Jordânia
Austrália 1x0 Iraque

A Austrália ainda não foi capaz de cortar os laços com a melhor geração da história futebolística do país, que, em 2006, alcançou as oitavas de final. Desde então, bebendo da fonte daquela equipe, os Socceroos estiveram em todos os Mundiais, porém, não conseguiram ultrapassar a primeira fase. No Brasil, a história não promete ser diferente, pois o sorteio foi ingrato e, claro, o plantel não tem o mesmo nível que tinha há oito anos.

O comando é de Ange Postecoglu, ex-defensor grego naturalizado australiano, que defendeu as seleções de base e a principal do país que escolheu para viver. O técnico é velho conhecido da Federação, pois afinal, ficou sete anos à frente da sub-20 australiana (2000-07). O início da caminhada na equipe adulta ocorreu no final de 2013, portanto, não participou da campanha das eliminatórias, quando os Socceroos não tiveram grandes dificuldades para se classificarem ao Brasil.

Dentro do elenco experiente da Austrália, Tim Cahill emerge como principal estrela. O jogador da MLS foi o artilheiro australiano na fase final das eliminatórias, quando marcou os seus três gols na campanha. No meio, está o substituto de Lucas Neill na função de capitão, Jedinak, bom marcador, que será o líder dos Socceroos. Mesmo assumindo o destaque dentro do elenco, a maior parte da turma da velha guarda, não joga mais na Europa, porém, há jogadores mais jovens ganhando espaço no velho continente. Dois sub-23 devem ser titulares na Copa e atuam em Holanda e Alemanha respectivamente, Oar e Leckie, que são alternativas interessantes para o ataque com velocidade pelos flancos.

Porém, mesmo com um elenco recheado de jogadores experientes em copas, a Austrália não vem ao Brasil pensando em atingir a segunda fase. Um grupo difícil como é o B, permite que os Socceroos sonhem com nada além de uma campanha sem sofrer derrotas categóricas, contra adversários, que vêm ao país, pensando em título ou em ir muito longe na disputa.

Goleiros: 12- Mitchell Langerak (Borussia Dortmund-ALE), 1- Matthew Ryan (Club Brugge-BEL) e 18- Eugene Galekovic (Adelaide United-AUS); 
Defensores: 6- Matthew Spiranovic (Western Sydney Wanderers-AUS), 3- Jason Davidson (Heracles Almelo-HOL), 2- Ivan Franjic (Brisbane Roar-AUS), 19- Ryan McGowan (Shandong Luneng Taishan-CHN), 8- Bailey Wright (Preston North End-ING) e 22- Alex Wilkinson (Jeonbuk Hyundai Motors-KOR); 
Meias: 15- Mile Jedinak (Crystal Palace-ING), 11- Tommy Oar (Utrecht-HOL), 23- Mark Bresciano (Al-Gharafa-QAT), 13- Oliver Bozanic (Luzern-SUI), 5- Mark Milligan (Melbourne Victory-AUS), 16- James Holland (Austria Viena-AUT), 17- Matt McKay (Brisbane Roar-AUS), 20- Dario Vidosic (Sion-SUI), 21- Massimo Luongo (Swindon Town-ING) e 14- James Troisi (Melbourne Victory-AUS);
Atacantes: 4- Tim Cahill (New York Red Bulls-EUA), 7- Matthew Leckie (FSV Frankfurt-ALE), 9- Adam Taggart (Newcastle Jets-AUS) e 10- Ben Halloran (Fortuna Dusseldorf-ALE).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Espanha: nunca se enfrentaram
Holanda: nunca se enfrentaram
Chile: Chile 0x0 Austrália (fase de grupos, 1974)

Calendário de amistosos durante a preparação

26/maio: Austrália 1x1 África do Sul
2/junho: Austrália 2x0 Paraná
6/junho: Austrália 0x1 Croácia

Para completar a análise, um podcast com Pierre Andrade, que, por muito tempo comandou o site Futebolespanhol.com.br, e Tauan Ambrosio, repórter do Goal Br, que trabalha com futebol internacional. Confiram o programa:



O vídeo motivacional dos mineiros, citado no podcast, pode ser acessado aqui.