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domingo, 17 de julho de 2011

Chile 1x2 Venezuela


Sem medo de sonhar

 A Venezuela mostrou grande conjunto nesta Copa América e é a grande surpresa na Argentina (Ag. Reuters)

O início do jogo entre Chile e Venezuela causou espanto aos espectadores, pois a vinotinto se comportava bem na contenção das jogadas de la roja, jogando no habitual 4-4-2, armado por César Farías nesta Copa América. Os chilenos novamente jogavam no 3-4-1-2, com Jímenez armando para Suazo e Alexis Sánchez – o último com mais liberdade para circular no meio-campo.

O camisa 11 da roja foi uma grande decepção e pouco fez para criar as jogadas. Após segurar o Chile, a Venezuela começou a crescer na partida e incomodar a defesa chilena, ponto negativo da equipe na CA 2011. O gol saiu dos pés de Arango, que jogou bola na área em cobrança de falta e Vizcarrondo apareceu livre na área e marcou o 1 a 0.

Na segunda etapa, ocorreu o esperado: a Venezuela se fechou na defesa e o Chile buscou o empate. A partir dos 19 minutos do segundo tempo, a vinotinto passou a ter apenas um atacante e se fechou no 4-5-1. Já a roja melhorou com a entrada de Valdívia, no intervalo. O Chile começou a pressionar e colecionou gols perdidos. A trave parou a equipe de Claudio Borghi duas vezes, mas o empate apareceu, aos 24, em finalização de Suazo.

A roja continuou em cima da seleção venezuelana e perdeu diversas chances para a virada. Porém, a Venezuela não se entregou e após estar muito mal na segunda etapa, o time se acentou, segurando o ímpeto chileno, mas não conseguia ameaçar o goleiro Bravo. E Vidal colaborou com a vinotinto, dando a oportunidade para o segundo gol: bola para na intermediária, para cobrança de Arango. Desta vez o capitão venezuelano bateu direto, o goleiro chileno deu rebote e Cichero empurrou a bola para as redes, aos 35 minutos. 

Para complicar ainda mais a vida chilena, Medel foi expulso dois minutos depois do segundo gol da vinotinto. Desorganizada e nervosa, la roja não conseguiu nada mais e, realmente, acabou derrotada. Para a Venezuela houve apenas uma notícia ruim, a expulsão no último minuto de bola rolando do fundamental volante Rincón, que deve fazer falta no jogo contra o Paraguai. Mas a vinotinto terá mostrar a mesma organização e disposição para vencer a albirroja na semifinal da CA 2011.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Uruguai 1x1 Chile


O Chile merecia mais

 Alexis Sánchez foi um dos destaques do Chile e marcou seu primeiro gol na Copa América 2011 (Miguel Bustamante/Terra )

Na partida de estreia o meio-campo uruguaio não criou e foi bastante inativo, faltava criação. Porém, Oscar Tábarez manteve a estrutura tática semelhante. Um 3-4-3, com Maxi Pereira, lateral de origem exercendo uma função mais ofensiva. O Chile jogava no 3-4-2-1, com Jímenez e Alexis Sánchez criando por trás de Suazo, que mais uma vez não rendeu bem.

O jogo foi bastante equilibrado desde o primeiro tempo: a bola ficava com o Chile, mas as melhores chances eram charrúas. A grande oportunidade veio com Suárez, que chutou por cima, após receber ótimo passe de Cavani – outro que não fez boa apresentação e acabou saindo no intervalo. O camisa sete de la roja dava trabalho e se mexia muito. O Chile falhava nos passes, impedindo que a posse da redonda se transformasse em gol.

Na segunda etapa, além de ficar com a bola, o Chile passou a criar mais. Mas quem abriu o placar foi o Uruguai, em um ataque rápido. Após Álvaro Pereira ser desarmado por Isla, Suárez ficou com a bola, limpou o lance e rolou para trás, onde o camisa 11 apareceu para marcar. Depois do Gol, Claudio Borghi mexeu em la roja, colocou Valdívia em campo.

“El Mago” entrou muito bem e dele partiu o passe para Beausejour rolar para Alexis Sánchez marcar de bico. A pressão chilena foi grande até o final, mas Muslera não foi vazado novamente – após ir mal no gol, o camisa 1 celeste realizou algumas defesas. O empate deixa o Chile na ponta da tabela do Grupo C, mas a vitória para la roja seria mais justo.

Um dado interessante do jogo: Carlos Amarilla conseguiu distribuir nove cartões amarelos, maior número de amarelos da CA 2011. O paraguaio exagerou realmente. Bolívia e Costa Rica teve dez cartões, mas foram "apenas" oito amarelos e dois cartões vermelhos - um deles resultante da soma de dois amarelos.