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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Uma das chaves de Berlim

Andrea Pirlo: mesmo longe dos melhores dias, o camisa 21 será ponto chave na final em Berlim (La Presse)

“Quando ele me disse que estava contratado pela Juventus, a primeira coisa que pensei foi: ‘Deus existe’. Um jogador do seu nível e habilidade e, ainda por cima, sem custos. Foi a contratação do século”. A frase é do goleiro Buffon e o jogador que mereceu tal referência, Andrea Pirlo. Mesmo sem ser aquele dos primeiros anos de Vecchia Signora, o camisa 21 será uma das chaves da final da Liga dos Campeões 2014-15, entre Juventus e Barcelona, que será disputada neste sábado, dia 6 de junho, no Olympiastadion, em Berlim.

Durante a coletiva de imprensa realizada na terça-feira (02/06), o técnico do Barcelona Luis Enrique teve uma de suas frases destacadas pelos diários catalães. “Tenho interesse que Pirlo não jogue muito”. A fala chama atenção, porque Pirlo tem a sua pior temporada desde que chegou aos bianconeri. Confiram os números abaixo:

Temporada
Partidas
Minutos em campo
Gols
Assistências
2011-12
41
3.675
3
14
2012-13
45
3.922
5
11
2013-14
45
3.706
6
8
2014-15
32
2.571
5
5

Por que Luis Enrique se preocupa tanto com Pirlo? A resposta é simples: no 4-3-1-2 que Allegri costuma escalar a Juventus, o camisa 21 segue sendo peça chave na saída da equipe para o jogo. Ele é o responsável pelo primeiro passe que faz a bola chegar com mais qualidade aos outros meias – Marchisio, Pogba e Vidal – e também ao craque da equipe, Carlos Tévez.

Sem o meia-central na saída de bola, a Juventus mudaria um pouco a sua forma de atuar. Os bianconeri teriam que utilizar mais o passe longo de Bonucci e alternativas pelos flancos: Lichtsteiner e Evra, o que resultaria em menos qualidade. E, claro, além disso, Marchisio, Pogba e Vidal teriam que participar do jogo mais próximo à defesa e a equipe perderia a chegada do trio ao ataque. Portanto, nos dois casos, a Vecchia Signora teria seu poderio ofensivo diminuído.

Pelas declarações, o técnico blaugrana sabe exatamente o risco que corre, caso o camisa 21 adversário tenha a liberdade que deseja para jogar. Mas, para marcá-lo, Luis Enrique terá que fazer escolhas. Trazer um dos meias para acompanhar Pirlo individualmente não parece a melhor alternativa, pois, para qualquer um deles – ou Busquets ou Rakitic ou Iniesta –, ir marcar tão à frente resultará em espaços às costas para Pogba, Marchisio e Vidal jogarem. Essa tranquilidade aos demais meio-campistas da Juventus também não faz parte dos planos de Lucho.

Por isso, a alternativa mais clara é de exigir um esforço defensivo um pouco maior do trio de ataque. Juntos, Messi, Suárez e Neymar, marcaram 120 gols em 59 partidas, números impressionantes. Porém, além de querer que eles balancem as redes defendidas por Buffon, Luis Enrique precisará da participação dos três na defesa. Cada um deles terá que dar um pouco a mais, para atrapalhar a saída de bola bianconera, protagonizada por Pirlo.

Por conta de tudo isso, creio que o resultado da final de sábado passará muito pela produção de Andrea Pirlo.

Podcast – Resenha VAVEL
Falei de outros aspectos da partida decisiva, no podcast do portal VAVEL Brasil. O convite foi feito pelo amigo Felipe Ferreira, e eu participei do programa ao lado do amigo de Quattro Tratti, Murillo Moret, blogueiro da Juventus no ESPN FC, para falar sobre a partida.


Confiram abaixo o podcast que gravamos sobre a decisão:

terça-feira, 29 de abril de 2014

Recital dos melhores

 Cristiano Ronaldo é a grande estrela, mas este Real Madrid é forte, pois tem um grupo muito qualificado, contra o Bayern, mostrou isso (AFP/Getty Images)

Primeiro, se convencionou chamar o Barcelona de melhor time do mundo, porém, após a tríplice coroa na temporada passada, o Bayern de Munique passou a ostentar a alcunha. Mas, em 2013-14, o Real Madrid, com o acréscimo de Bale e com Cristiano Ronaldo jogando cada vez melhor, mostrou que estaria pronto para reassumir o topo do futebol, algo que, talvez, não ocorra desde 2001-02. Por envolver os dois melhores times do planeta e valer vaga na final da Liga dos Campeões, a partida de hoje já tinha atmosfera especial, mas, além disso, a vitória madridista, por placar mínimo, na ida, deixava as duas equipes com boas chances de avançar.

Com Bale e Ronaldo 100%, Ancelotti voltou a escalar o time com ambos. Porém, ao invés de apostar no 4-3-3, que deu certo na maior parte da temporada, o italiano armou um 4-4-2, com Bale à direita e Di María à esquerda, ajudando os meias-centrais, Xabi Alonso e Modric, na marcação e, claro, Ronaldo e Benzema jogaram na frente, mas também recompondo, quando necessário. Guardiola colocou o Bayern em uma espécie de 4-2-3-1, em que Kroos e Schweinsteiger foram os volantes, e Robben à direita, Müller no centro e Ribéry à esquerda alinharam atrás do centroavante Mandzukic - exceção de Robben, todos muito abaixo daquilo que podem oferecer. Além disso, os laterais Lahm e Alaba avançaram muito, o que deixou, muitas vezes, Dante e Boateng completamente expostos aos contra-ataques do Real Madrid.

Mas os merengues ofereceram muito mais do que os mortais contra-golpes. A defesa funcionou muito bem, destaque para a dupla de zaga, Sergio Ramos e Pepe. E, quando teve oportunidade, o Real propôs o jogo, com uma verticalidade impressionante. O Bayern controlou a posse de bola (acabou com 64% dela), mas chutou pouco, no primeiro tempo, não conseguiu exigir nenhuma defesa de Casillas e, enquanto a marcação blanca funcionava a perfeição, os bávaros não foram bem lá atrás. Em duas bolas paradas, o mesmo erro: Boateng e Dante foram marcar Ronaldo e, com isso, Ramos apareceu, com alguma liberdade, para marcar.

Com os dois gols do zagueiro, o Bayern se perdeu. Os jogadores passaram a querer ganhar algumas jogadas no grito e também avançaram muito ao ataque, dando ainda mais espaço ao Real, que não costuma desperdiçar os contra-golpes. Em um deles, Benzema achou Bale, que deixou a defesa para trás, e rolou para o lado esquerdo, onde Ronaldo apareceu para fazer o gol. Foi o 15° gol do camisa sete na competição, o que o torna o maior artilheiro de uma edição de Liga dos Campeões, deixando para trás José Altafini, do Milan, e Lionel Messi, do Barcelona, que marcaram 14 gols, em 1962-63 e 2011-12 respectivamente.

Depois dos primeiros 45 minutos perfeitos do rival, o Bayern não tinha muito o que fazer, precisava de um improvável 5 a 3 para avançar. Guardiola até mexeu, colocou Javi Martínez para dar segurança à defesa e o basco proporcionou isso, porém, o estrago já estava feito. Os bávaros seguiram dominando a posse de bola e o território de jogo (213 passes trocados no terço final do campo, contra 27 do Real), mas, precisando de cinco gols e enfrentando a ótima defesa madridista, conseguiram apenas quatro finalizações na baliza de Casillas, que não deixou nenhuma delas se transformar em gol.

A vantagem era enorme, por isso, o Real não buscou estar muito presente no ataque. Em alguns contra-ataques, assustou. Mas a intensidade no segundo tempo foi outra. Porém, Ronaldo ainda tinha um truque para apresentar à Allianz Arena. Depois de cobrar uma falta na barreira, o português teve mais uma oportunidade, desta vez, bem próximo da área. O camisa sete surpreendeu a todos e bateu rasteiro por baixo dos adversários, matando Neuer e fechando o placar em 4 a 0 – 16° gol na LC 2013-14, ampliando o recorde recém-conquistado.

A goleada categórica impede que o Bayern repita o feito do ano passado (já tem a Bundesliga e ainda poderá vencer a Copa da Alemanha) e recoloca o Real Madrid em uma final de LC, após 12 anos ausentes. O técnico Carlo Ancelotti, que tem muita responsabilidade neste feito, ressaltou o recital madridista: “estão todos de parabéns, os nossos jogadores estiveram muito bem. Quando todos trabalham em conjunto, podemos juntar a qualidade e as coisas podem resultar na perfeição”.

Falta um jogo para o clube alcançar a tão sonhada décima conquista da Liga dos Campeões, que é perseguida desde 2001-02, quando venceu a nona taça. Para isso, além de enfrentar um grande adversário, seja o Chelsea, seja o Atlético de Madrid, o Real terá de suprir a ausência do indispensável Xabi Alonso, que está suspenso para a final. Mas isso é assunto para a prévia da decisão, que ocorrerá no Estádio da Luz, em Lisboa, no dia 24 de maio.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Podcast 4

Calma, calma, ele está de volta. Ronaldo é a principal arma madridista para o confronto com o Bayern e, com mais um gol, ele se torna, de forma isolada, o maior artilheiro de uma edição de Liga dos Campeões (AP Photo)

Chegou uma das semanas mais esperadas do ano, pois teremos os jogos de volta das semifinais de Liga dos Campeões e Liga Europa, envolvendo oito grandes times europeus. Portanto, quatro partidas que prometem ser de alto nível. Por isso, eu, Pierre Andrade e Tauan Ambrosio, do Goal Brasil,  gravamos o quarto podcast do Blog. Já me justifiquei na gravação, mas não custa repetir, por culpa de um erro meu, perdi o início do programa e, na hora da regravação, apenas o Tauan esteve comigo - alguns outros problemas técnicos poderão ser observados no programa, mas nada que prejudique o entendimento.

Na ordem, os assuntos:

Ronaldo e Bale serão preponderantes? E os técnicos repetirão os esquemas da última partida? (Bayern de Munique x Real Madrid);

José Mourinho colocará o Chelsea mais para frente, precisando vencer a partida? O Atlético optará apenas pelo contra-ataque ou tentará propor mais o jogo? (Chelsea x Atlético de Madrid);

O sonho de decidir a Liga Europa em casa parece próximo para Juventus, que deve ter Vidal. O Benfica deixou a marca de quase no ano passado, mas ainda pode perder três títulos na temporada e ficar apenas com uma taça de quatro possíveis (Juventus x Benfica);

O confronto que parece mais definido, pois o 2 a 0 em casa deu boa vantagem ao Sevilla, que tem os ótimos Bacca e Rakitic (Valencia x Sevilla).

Confiram o papo  de quase uma hora neste player abaixo:


terça-feira, 22 de abril de 2014

Sentimentos diferentes

Arda Turan entrou no segundo tempo para inflamar o Atlético, que, apesar do discurso dos técnicos, agora parece ter uma ligeira vantagem no confronto (Getty Images)

Antes dos confrontos entre Atlético de Madrid e Chelsea, no podcast do Blog, falamos que a disputa envolveria dois times bem semelhantes. Nesta tarde, no Vicente Calderón, isto foi visto em campo. Porém, por jogarem em casa, os rojiblancos de Diego Simeone tiveram uma postura mais ofensiva, enquanto os blues de José Mourinho mostraram completa satisfação com o empate sem gols. 

A escalação do Chelsea deixou clara a ambição em não sofrer gols. O Special One armou um 4-1-4-1, com Mikel mais recuado, Ramires pela direita, Lampard e David Luiz pelo centro, e Willian na esquerda. Os cinco meias pouco atacaram e correram muito atrás dos adversários. Por isso, isolado no ataque, Fernando Torres brigou muito, mas conseguiu pouco sucesso nos lançamentos longos que o procuraram. Sem Arda Turan desde o início, o Atlético veio com 4-2-3-1, no qual os dois volantes foram Mario Suárez e Gabi, e, na linha de meias, alinharam com Raúl García à direita, Diego Ribas no centros e Koke na ponta-esquerda – o trio se movimentou muito atrás de Diego Costa. 

Desde o início o Atlético mandou na partida, mas não assustou muito. O ótimo cobrador de bolas paradas Koke não acertou em nenhuma das oportunidades que teve e, quando a bola subia na área, Cahill e Terry afastavam. Aos 18 minutos, a lesão de Cech (deslocou o ombro), que também não jogará a volta em Londres, mudou um pouco a postura dos rojiblancos. Com Schwarzer no gol, o Atléti passou a arriscar de fora da área, afinal, entrar na zona final do campo parecia impossível. 

Trocando passes, não vencendo a linha defensiva blue e ainda sofrendo com alguns contra-ataques, o Atlético reagiu rapidamente. Na volta para o segundo tempo, Simeone colocou Raúl Garcia mais próximo de Diego Costa e abriu Diego Ribas na esquerda e manteve Koke à direita. Além disso, o Chelsea se mostrou ainda mais preocupado com a marcação e sem saída para o contra-ataque. 

A troca de Diego Ribas por um ativo Arda Turan, normalmente partindo da direita, mas presente em todas as partes do campo, fez com que o Atlético amassasse o Chelsea. Porém, apesar de ter finalizado 25 vezes, apenas quatro chegaram ao gol inglês e, de fato, não assustaram a defesa dos blues. Os comandados de Mourinho também não ameaçaram, das cinco finalizações, apenas duas exigiram a intervenção de Cortouis. 

Sem conseguir o gol, apesar de tentar de todas as formas, Diego Simeone reconheceu o bom trabalho defensivo do adversário: “as duas equipas fizeram o jogo que acharam ser melhor para si. O Chelsea defendeu muito bem. Nós tentámos pelas alas, pelo meio, mas eles não deram espaços”. José Mourinho atingiu o objetivo, porém teria sido melhor se tivesse conseguido encaixar um gol em um dos raros contra-ataques. 

Portanto, a vantagem não é grande e, além disso, a equipe não contará com dois pilares defensivos, Cech e Terry, que saíram machucados hoje e não se recuperarão para a partida de volta, e o meias Lampard e Obi Mikel estarão suspensos. A grande dúvida é se Hazard terá condições de jogo. A expectativa é que o belga possa jogar, mas, por enquanto, ainda não voltou a treinar com os companheiros. O Atlético tem apenas um desfalque confirmado, o capitão e importante meia-central, Gabi está suspenso. Não há dúvida que, até aqui, as ausências serão mais cruéis com o Chelsea. 

A vantagem de decidir em Stamford Bridge, onde é muito forte com o português, é mínima e, um gol do Atlético, obrigará o Chelsea, dono do pior ataque entre os semifinalistas, a fazer dois gols na melhor defesa da LC 2013-14, com apenas cinco gols sofridos. Por isso, ao contrário do que ocorreu em Madri, os blues que tomarão a iniciativa do jogo e os rojiblancos jogarão do jeito que mais gostam: bem compactados e prontos para marcar no contra-ataque. Por isso, apesar de Mourinho parecer ter atingido o objetivo traçado, a pequena vantagem no confronto é espanhola. 

Antes do jogo de volta, neste final de semana, as duas equipes, que estão brigando pelos títulos nacionais, jogam partidas duras fora de casa pelos campeonatos. O Atlético vai domingo ao Mestalla, enfrentar o forte Valencia, semifinalista da Liga Europa. Para os rojiblancos faltam quatro jogos para o título e precisa de mais três vitórias para ganhar La Liga, após 18 anos. Também no domingo, o Chelsea viaja ao Anfield e, se for derrotado pelo Liverpool, dará adeus às chances de título na Premier League. Vitórias no final de semana poderão influenciar na mentalidade das equipes para a decisão da próxima quarta-feira.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Podcast Simplificando Futebol 3

 Na europa, está chegando a hora de levantar taça (Harold Cunningham/Mirror)

Mais um podcast do Simplificando futebol, desta vez, os comentaristas convidados são Pierre Andrade e Tauan Ambrosio, do site Goal.com.br. O papo foi longo, pois falamos muito da reta final do futebol europeu, focando nos campeonatos que estão mais equilibrados.

Pela ordem, os assuntos foram:

- Reta final da Premier League, com destaque para o bom trabalho de Brendan Rodgers no Liverpool;

- Últimas rodadas da Liga Espanhola, falando também um pouco da final da Copa do Rey, que ocorrerá nesta quarta-feira;

- Confrontos de semifinal da Liga dos Campeões


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Podcast 2

Voltamos a gravar um podcast para o blog, desta vez, com escalação diferente. Thomaz Santos segue no time e, agora, entra o camisa dez do Futebol Espanhol, Pierre Andrade. Como sempre, o esquema é simples, mas acho que nas próximas edições conseguirei fazer uma edição mais fina, com trilha e efeitos, que este episódio não tem. Além disso, vocês irão notar alguns picotes na gravação, infelizmente tive mudar de última hora o programa que uso para gravar o podcast e o resultado foi o maior decréscimo de qualidade no áudio

Os assuntos:
- Diego Costa: Brasil ou Espanha? 
- Barcelona e Real Madrid: o jogo do final de semana 
- Jogos de ida da Liga dos Campeões concluídos 
- Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo em fases espetaculares e um deles ficará fora da Copa 




O texto lembrado no final do programa é este aqui: http://futebolespanhol.com.br/leitao-de-figo/ 

Então, é isso, espero que possam divulgar o nosso podcast, fiquem à vontade para criticar e mandar sugestões para o programa.

sábado, 27 de julho de 2013

Os troféus mais cobiçados

O Atlético Mineiro venceu, pela primeira, a Copa Libertadores da América na última quarta-feira e levantou a taça mais deseja do futebol sul-americano. A tradição pede que o escudo e o nome do time campeão fiquem marcados no troféu eternamente, através de pequenas placas de metal pregadas à base de madeira da taça. Um vídeo foi divulgado nesta semana, na página oficial da competição na internet, o www.pasionlibertadores.com e apresentou como o nome do Galo foi marcado no troféu: 


Como fica claro, a placa é pregada ao lado do campo. Se na América do Sul, é assim, na Europa, história não é muito diferente. A famosa taça das grandes orelhas dada ao campeão da Liga dos Campeões tem o nome de todos os vencedores gravados na parte de trás. A marcação dos nomes na taça de prata também é feita imediatamente após o minuto final da decisão, mas não à beira do campo e, sim, no túnel do vestiário.
O modelo que foi erguido pelos bávaros, em 2012-13, é o sexto desenvolvido pela Uefa (Harold Cunningham/Mirror)

A orelhuda original só é dada a um clube, de forma definitiva, caso ele vença a competição três vezes consecutivas ou em cinco ocasiões e, se repetir os feitos, leva outra versão oficial do troféu. Portanto, apenas Real Madrid, Ajax, Bayern de Munique, Milan e Liverpool têm os exemplares originais nas salas de troféus – como nove títulos ao todo, os merengues estão próximos da segunda taça. Os clubes que não atingem as especificações podem confeccionar uma réplica para mantê-la sob sua posse.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Alô, United

Cristiano Ronaldo vem em estado de graça e reencontrará o clube pelo o qual marcou 118 vezes, o United na quarta-feira pela Liga dos Campeões (Ag. Reuters)


Cercado de problemas, mas ainda dono de plantel qualificado e, com um dos melhores jogadores do mundo no time, o Real Madrid atropelou o Sevilla no Santiago Bernabéu. Os rojiblancos pouco fizeram na capital do país e voltam para a Andaluzia. Para os brasileiros, a boa notícia foi a atuação de Kaká, nada espetacular, mas um jogo bom, algo que deve ser comemorado, principalmente, para um jogador que mal estava atuando na temporada.

Mourinho não inventou, porém, rodou o elenco, pensando no Manchester United, adversário da quarta-feira pelas oitavas da Liga dos Campeões. No 4-2-3-1 merengue, os volantes foram Essien e Modric e, na linha de meias, Ronaldo à esquerda, Kaká no centro e Benzema bem espetado à direita. O centroavante foi Higuaín. Desde o princípio o Sevilla pareceu acuado e viu CR7 tomar o comando das ações do jogo.

O craque luso se movimentou muito durante toda a partida e dificultou o trabalho de seus marcadores. A dupla de volantes combinou muito bem: Essien marcava mais e Modric tinha liberdade para ajudar na criação de jogadas. O que não funcionou foi a escalação de Higuaín e Benzema – deslocado pela esquerda – juntos. Nenhum dos dois centroavantes rendeu bem. O francês até fez gol, mas pouco participou do restante das ações. Por outro lado, o compatriota, que optou por defender a seleção argentina, foi ainda pior e corou sua péssima atuação com uma expulsão no segundo tempo. O goleiro Diego López, contratado para suprir a ausência do Casillas, também atuou muito e dá sinais de que o problema na baliza blanca acabou.

Ronaldo, de fato, se comportou como um dos melhores do mundo. Fez toda a jogada do primeiro gol, marcou um golaço e ainda fez mais dois, completando um triplete. Agora, CR7 tem 24 gols na Liga e fez seu terceiro triplete em 2013. Ferguson já deve estar pensando: “mesmo com tantos problemas, eles golearam na Liga e o craque deles jogou muito, será duro”. As razões para se preocupar existem nos dois lados. Pois o futebol apresentado neste sábado pelos merengues merece atenção, porém, o United também vem mostrando um jogo constante e conta com, talvez, a melhor dupla de ataque do mundo, Van Persie e Rooney.

Quarta-feira não dá para não assistir a disputa entre merengues e red devils. O momento é do United, mas este ambiente pró-ingleses já foi mais favorável, portanto, o confronto, que parecia ser equilibrado na hora do sorteio, deve ser ainda mais duro neste momento, exatamente pelo o que Ronaldo está jogando em 2013 e pela recuperação do futebol madrilheno.

Kaká

Depois da exibição ruim do Brasil na quarta-feira frente à Inglaterra em Wembley, o nome de Kaká voltou a ser especulado por várias pessoas como possível referência de experiência do elenco da seleção. Neste sábado, o camisa oito blanco deu alguma razão aos pedidos. Esta foi apenas a quinta partida que ele atuou como titular em 2012-13, número muito baixo para quem postula vaga no grupo verde e amarelo.

O brasileiro jogou como meia-armador central do 4-2-3-1 do Real Madrid e se comportou bem. Claro, ele foi mais um a se beneficiar do mau jogo executado pelo Sevilla. O camisa oito merengue não marcou, mas foi bem ativo na partida: deu, ao menos, três arremates perigosos. No primeiro gol de Cristiano Ronaldo foi o brasileiro que rolou a bola para ele realizar o drible e marcar o 2 a 0. Além disso, Kaká se dedicou ao jogo e executou bem a função de um meia-atacante no 4-2-3-1: também esteve atento à marcação e combateu os adversários – inclusive, acabou a partida amarelado.

Claro, é pouco, porém, voltar a jogar e realizar uma partida boa junto com o restante do time já é um primeiro passo. A partida contra o Sevilla mostra para José Mourinho que Kaká tem condição de fazer parte da rotação do Real Madrid. E voltar aos planos do técnico luso é o primeiro passo para o camisa oito merengue retornar à seleção brasileira, agora, comandada por Luiz Felipe Scolari.
 

domingo, 29 de maio de 2011

Visca el Barça, visca el fútbol

 Barcelona campeão, nada mais justo (Getty Images)

Foram 12 minutos. Sim, o Manchester United armado por Sir Alex Ferguson no já tradicional 4-4-1-1, conseguiu ser melhor e dominar o Barça apenas por duas dúzias de minutos. Depois o 4-3-3 blaugrana tomou conta das ações e fez o jogo progredir da forma que estamos acostumados: posse de bola com o Barcelona e o adversário se desgastando para tentar retomá-la.

Os esquemas foram os habituais, mas as escalações até certo ponto surpreenderam. No lado red devil, era esperado que Giggs ou Javier Hernádez deixassem o 11 iniciais, para que alguém com mais vigor na marcação, entrasse. Tal opção foi  bem descrita por Caio Maia, no blog da Trivela. Pelos espanhois, a titularidade de Abidal e ausência do capitão Puyol – Mascherano formou a dupla de zaga com Piqué. O francês, em sua primeira partida como titular após a retirada de um tumor, não sentiu o ritmo e o camisa 14, mais uma vez, se comportou bem como zagueiro.

Nos 12 minutos que dominou o jogo, o Manchester exerceu uma pressão absurda sobre a saída de bola dos catalães e ficou com o domínio da bola, atrapalhando muito o plano de jogo adversário. Mas como dito no início do texto, logo o Barcelona pôs ordem em Wembley e fez valer a sua forma de jogar. Primeiro retomaram a posse da redonda. E logo, a pressão na saída de bola do United deu resultado: Carrick perdeu a bola e xavi pôde conduzir e descobriu Pedro solto no lado direito da área. O camisa 17 blaugrana não vacilou e bateu no canto esquerdo de Van der Sar.

Rooney vibrou muito com o seu gol, que empatou a partida, porém não deu para o United (Getty Images)

Seis minutos depois, aos 33, o Barça provou de seu próprio veneno: perdeu a bola no seu campo defensivo e deu chance para o United enfrentar o seu sistema defensivo desorganizado. Rooney recebeu, abriu com Fábio, que devolveu para o Shrek, que passou para Carrick, que retornou o jogo com o camisa dez. Aí Rooney decidiu e passou para Giggs dentro da área. Em ligeiro impedimento, o galês dominou e cedeu a sua quinta assistência na Uefa Champios League 2010-11. Quem finalizou a jogada? Rooney, de primeira, acertou o canto direito de Valdés – no que ao final da partida, seria o único chute a gol do United.

O primeiro tempo ainda teve alguns lances algudos do Barcelona. Por exemplo: Messi chegou um pouco atrasado e viu a bola passar à frente do gol, com Van der Sar batido. O 1 a 1 ficou barato para os red devils, que só ameaçaram os catalães nos minutos iniciais.

Logo no início da etapa derradeira, ficou claro, que a superioridade do primeiro tempo seguiria agora. Aos 51, Van der Sar teve que fazer defesa mágica, pois Dani Alves apareceu livre à sua frente. Porém, dois minutos depois, o holandês não teve chance. O Barça trocava passes na entrada da área, até Iniesta rolar para Messi, que dominou, driblou Evra e finalizou forte de canhota. A bola passou ao lado de Vidic e a poucos centímetros da luva do goleiro holandês.

Messi vibrou como há tempos não se via, seu gol valeu o título para os blaugranas - Getty Images

O gol deixou La Pulga na história. Pois são 53 gols em 53 jogos, na temporada 2010-11. 12 deles na UCL, o que lhe coloca ao lado de Ruud van Nistelrooy, que também 12 vezes, em 2002-03, pelo Manchester United. Este recorde, apenas da era moderna da competição, ou seja, a partir de 1992-93, quando adotou o nome de Uefa Champios League. Contando o período anterior, Altafini é dono de 14 gols, pelo Milan em 1962-63.

Mas não é só isso. O argentino de apenas 23 anos, entra no seleto grupo de artilheiros por três vezes da maior competição interclubes do mundo. Ferenc Puskás, do Real Madrid, 1959-60, 1961-62 e 1963-64; Eusébio, que viu o jogo em Wembley, do Benfica, 1964-65, 1965-66 e 1967-68; Jean-Pierre Papin, do Olympique Marseille, em 1989-90, 1990-91 e 1991-92; Ruud van Nistelrooy, do Manchester United, em 2001-02, 2002-03 e 2004-05 e, agora, Lionel Messi, do Barcelona, em 2008-09, 2009-10 e 2010-11. E o que eleva o feito do camisa dez blaugrana, três artilharias consecutivas, como Eusébio, Papin e Gerd Müller, do Bayern de Munique. O alemão, além de ser o marcador máximo três vezes seguidas (1972-73, 1973-74 e 1974-75), ainda venceu uma quarta vez, em 1976-77. Alguém dúvida que o argentino pode igular o jogador do clube bávaro.

Passado o momento estatistíca, o massacre seguiu. Messi cria o espaço e quase marca, mas Van der Sar faz ótima defesa. Aos 65 minutos, Xavi arrisca de fora da área, para mais uma grande intervensão do goleiro do United. Um minuto depois, o arremate parte de Iniesta. Aos 68 veio o golpe de misericórdia. Messi fez o que quis com Nani, pela direita, driblou Evra e rolou para trás. Carrick e Nani se atrapalharm para isolar a bola, que sobrou com Villa na entrada da área. O canhoto teve tempo para dominar e bater colocado de perna direita, acertando o ângulo esquerdo de Van der Sar, que nada pôde fazer.

O tempo foi passando e nada mudava. Ferguson até mexeu: minutos antes do terceiro gol, entrou Nani e, mais tarde, Scholes foi ao campo. Porém, o treinador escocês, na mexeu na estrutura tática. O mais fácil seria falar que nada pode ser feito contra o Barcelona, mas a verdade é que o tão aclamado treinador fez opções estranhas na partida, como a manutenção de Javier Hernández e Valencia em campo, ambos estiveram em jornada terrível hoje, porém, jogaram os 90 minutos da decisão. Com isso, aos 86 minutos, se pode ouvir o grito de: “Campeones, Campeones ole ole ole”.

O tradicional corredor de homenagem aos que perderam também esteve presente em Wembley (Getty Images)

Minutos depois do apito final, o telão mostrou que Lionel Messi havia sido o escolhido como melhor jogador da partida e as arquibancadas explodiram gritando o nome do seu craque. O fair-play entre as equipes ficou muito claro, quando o Manchester United caminhou para receber as medalhas de prata. Os blaugranas repetiram a cena do ano passado e fizeram um corredor para aplaudir a equipe derrotada.

Abidal: símbolo da quarta conquista de UCL do Barcelona, ele teve a honra de ser o primeiro a levantar a amada taça (Getty Images)

Para fechar, duas cenas marcaram muito. Puyol havia entrado faltando dez minutos e logo recebeu a faixa de capitão de Xavi. A lógica apontava para a entrada do camisa cinco, apenas para como capitão, ele levantar a taça. Porém, todos fomos surpreendidos quando Abidal apareceu em último na fila blaugrana para receber as medalhas e um detalhe chamou atenção: a faixa de capitão com as cores da bandeira catalã, estava em seu braço esquerdo. Desta forma, o francês foi o primeiro a levantar a taça das grandes orelhas.

Por fim, o mais dolorido ao futebol, uma das últimas cenas da transmissão oficial da final é a de Van der Sar dando tchau. Um adeus dolorido, de um dos melhores goelrios que a nossa geração pôde presenciar. Porém, o que fica é alegria de termos a horna de ver Messi, Xavi, Inieste e cia, que formam o Barcelona de Guardiola, um dos melhores times da história.

Abraço a todos e, mais uma vez, obrigado, futebol

sábado, 30 de abril de 2011

Wesley Sneijder e o Twitter

Wesley Sneijder entrou no mundo do twitter recentemente, no dia 9 de abril e, por lá, atende por Sneijder 101010. No tempo que dedica à rede social, ele fala, preferencialmente, em três idiomas (Inglês, Holandês e o Italiano) e, normalmente, mima a bela esposa Yolanthe Cabau. O camisa dez interista sempre destaca como ela é amável com ele e, às vezes, faz elogios diretos, como o feito ao jantar que ela preparou no dia de sua estréia no mundo twitteiro.

Outro alvo do carinho do craque holandês é seu irmão mais jovem, Rodney Sneijder, que inclusive já foi pretendido pelo Real Madrid. À época, o familiar mais famoso defendia os merengues, mas ele indicou que o irmão seguisse no Ajax, pois o trabalho de base do clube holandês é muito bom e como já havia ajudado Wesley a evoluir, também ajudaria Rodney. Uma das últimas postagens de Sneijder no twitter, trouxe justamente a estreia de seu irmão em uma partida profissional dos "Filhos dos Deuses".

Mas o motivo da postagem não é o amor que o camisa dez nerazzurro tem pela família. O que me chamou a atenção foi uma foto postada na última quarta-feria, durante o jogo Real Madrid 0 a 2 Barcelona. Sneijder assistia ao jogo acompanhado de Nagatomo, o xodó do elenco interista, mas havia mais "alguém" na sala. 



A "convidada" de honra da dupla, estará em outras mãos no ano que vem. Manchester United, Schalke 04, Barcelona ou Real Madrid ficarão com ela para a próxima temporada. Além da grande surpresa que tive com a foto, um vídeo da Nike, sua patrocinadora, que através de um casaco personalizado do atleta, trata da história do camisa dez da oranje e da Inter. Vejam abaixo:

Abraço a todos

terça-feira, 26 de abril de 2011

Liga dos Campeões análises das Semifinais - Jogo 2

27/04/11

Real Madrid x Barcelona

 Lionel Messi e Cristiano Ronaldo: Barcelona e Real Madrid confiam neles para decidir o "El Clásico" (Getty Images)

Um dos maiores clássicos do mundo – Chamado de “El Clásico” na Espanha – Real Madrid e Barcelona se enfrentarão mais duas vezes, algo que já ocorreu nessas últimas duas semanas, por uma vaga na final da UCL. Antes dos embates mais recentes, os blaugranas pareciam imbátiveis, mas o 1 a 1, no Santiago Bernabéu por La liga e o 1 a 0, no Mestalla valendo a Copa del Rey, mostraram que os blancos podem impedir mais comemorações dos culés.

José Mourinho é a figura central nessa espécie de redenção merengue. O treinador português mudou o sistema tático da equipe: Saiu o 4-2-3-1 e entrou 4-3-3, com Özil e Ronaldo revezando na função de centroavante, além de muito trabalho dos pontas. Dessa forma, Arbeloa foi fixado na lateral-direita, Sergio Ramos passou a compor o centro da defesa com Ricardo Carvalho – em grande fase – e Pepe passou a ser o volante central.

Porém, o português e ex-jogador de Mourinho no Chelsea e Porto está suspenso e perderá o primeiro jogo. Outra baixa importante para o treinador luso é o volante Khedira, que com o intenso desgate muscular pela temporada com o Real e Alemanha ficará de fora. O teuto-tunisiano já considerava voltar a jogar apenas em 2011-12, mas agora sonha com a participação em uma eventual decisão continental.

No Barcelona, Guardiola segue utilizando o 4-3-3, onde Messi funciona como centroavante, mas tem liberdade para voltar e armar o jogo. Assim, “La Pulga” marcou a maioria dos seus nove gols e executou a maior parte das suas três assistências na competição continental. Mas para os blaugranas nem tudo está bem, a lateral-esquerda promete ser um grande problema para a partida no Santiago Bernabéu, pois Adriano e Maxwell sofreram lesões recentes. O zagueiro Abidal, que também executa a função, ainda se recupera da operação para a retirada de um tumor.

Assim que o Barcelona chegou em Madrid, nessa manhã, um problema de última hora foi anunciado: Andrés Iniesta sofreu uma contratura muscular e poderá ficar de fora da partida de ida. E na tarde de hoje, a dúvida virou certeza e Guardiola confirmou que Iniesta desfalcará o Barça no jogo. É sempre bom lembrar que na temporada passada, na mesma semifinal e também enfrentando um time de Mourinho, os blaugranas não tiveram Iniesta em campo e o camisa oito fez muita falta ao time, que acabou eliminado pela Inter.

Além das ausências confirmadas para a partida na casa merengue, os dois lados podem ter problemas na partida de Barcelona e em uma eventual final. Cristiano Ronaldo, Sergio Ramos, Albiol e Di María estão à um cartão amarelo da suspensão. Já os barcelonistas; Iniesta, Piqué, Valdés, Busquets, Milito e Puyol e os madrilistas; Ricardo Carvalho, Adebayor, Casillas, Lass Diarra e Granero se receberem mais dois cartões estarão fora do jogo de Wembley.

Os dois treinadores já iniciaram a batalha dos microfones. Jose Mourinho, como de costume, deu a largada. “Pep inaugurou uma nova era, ao criticar um acerto do árbitro”. O que mudou foi a resposta dos catalães, pois Guardiola respondeu: “Como o senhor Mourinho falou de mim, também falarei dele. Quarta na hora do jogo, nos enfrentaremos no campo. Eu lhe dou de presente sua Champions particular, (a que você joga) fora do campo. Na outra, jogaremos”. O treinador ainda completou, “Já que ele falou de Pep, responderei a José”.

Dentro de campo, a batalha deve seguir a tendência dos últimos jogos, com o Barcelona dominando a posse de bola e o Real muito esforçado na marcação, procurando anular o jogo ofensivo do rival. Um problema muito difícil para os visitantes é a ausência de um lateral-esquerdo de origem. A provável improvisação de Puyol deve resolver o problema, mas a equipe perderá a força ofensiva de Adriano, o titular nos últimos jogos. Como dito no início, Ricardo Carvalho fará muita falta ao setor defensivo, mas Albiol pode substituí-lo à altura, caso não se exceda como ocorreu na partida de La Liga, quando fez um pênalti infantil.

A chave para uma vitória blanca seria uma boa execução da marcação, como ocorreu no último embate, que valeu a Copa del Rey. Porém, na segunda etapa o time cansou e deu espaços que não podem ser concedidos ao Barcelona. O Barça deve apostar um pouco mais nos arremates de fora da área, que não existiram no último duelo e a boa presença da linha defensiva merengue impediu muitas penetrações, por isso, Casillas não passou tantos riscos.

Cristiano Ronaldo disse após o jogo que quem marcasse primeiro, sairia com a vitória. Pelas equipes serem tão próximas e capazes de anular o jogo adversário, compartilho do pensamento do craque luso também para essa partida, principalmente porque as duas equipes têm defesas muito sólidas e difíceis de serem vazadas.

Real Madrid –

Relacionados: 1- Iker Casillas, 13- Antonio Adán, 25- Jerzy Dudek; 3- Pepe, 4- Sergio Ramos, 18- Raúl Albiol, 17- Álvaro Arbeloa, 19- Ezequiel Garay, 12- Marcelo; 10 Lassana Diarra, 14- Xabi Alonso, 11- Esteban Granero, 8- Kaká, 22- Ángel Di María, 23- Mesut Özil; 7- Cristiano Ronaldo, 9- Karim Benzema, 20- Gonzalo Higuaín e 28- Emmanuel Adebayor

Time provável (4-3-3): Casillas; Arbeloa, Sergio Ramos, Albiol, Marcelo; Pepe, Xabi Alonso, Lass (Granero); Özil, Cristiano Ronaldo e Di María.

Barcelona –

Relacionados: 1- Victor Valdés, 13- José Manuel Pinto; 2- Daniel Alves, 40- Martín Montoya, 3- Gerard Piqué, 26- Andreu Fontás, 18- Gabriel Milito, 5- Carles Puyol; 14- Javier Mascherano, 16- Sergio Busquets, 15- Seydou Keita, 30- Thiago Alcántara, 6- Xavi Hernández, 8- Andrés Iniesta, 28- Sergi Roberto, 20- Ibrahim Afellay; 17- Pedro, 10- Messi, 7- David Villa e 11- Jefrren.

Time provável (4-3-3): Valdés; Daniel Alves, Piqué, Mascherano, Puyol; Busquets, Xavi, Keita; Pedro, Messi e Villa.

Palpite: Real Madrid (ESP)

Abraço a todos