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sábado, 23 de julho de 2011

Peru 4x1 Venezuela

Guerrero, o artilheiro 

Paolo Guerrero anota o hat-trick, ajuda na redenção peruana e, por enquanto, é o artilheiro da Copa América 2011 (Miguel Ángel Bustamante/Terra)

Redenção. É a palavra que define o Peru nesta Copa América. Depois de uma péssima participação nas Eliminatórias, na qual ficaram em último lugar. Além disso, a seleção veio à Argentina sem Farfán, Pizarro e Zambrano, destaques da blanquirroja que atuam na Europa e fizeram falta. A forte vinotinto era a adversária na briga pelo terceiro posto da competição.


César Farías, mais uma vez, mexeu na sua dupla ofensiva, sem alterar a configuração tática da equipe: 4-4-2, com Maldonado e Nicolás Fedor formando o ataque. Já Sergio Markarián optou por três zagueiros, com a proteção de Balbín, em um 3-1-4-2. Corzo era o ala-direita e Yotún fazia este papel pela direita.

O homem do lado destro blaquirrojo era quem tinha mais obrigações na marcação, pois Orozco, meia-esquerda da Venezuela, jogava melhor que César González, muito apagado na partida de hoje. A vinotinto chegou a tomar conta do jogo em La Plata, mas sofreu com um erro em seu ataque. Seijas perdeu a bola para Cruzado e Chiroque, o útlimo passou para Guerrero e finazilou o lance dentro da área.

Os contra-ataques foram a tendência do jogo peruano. Os três gols de Guerrero também vieram desta forma, sempre pegando a retaguarda vinotinto desprotegida. A expulsão do bom volante Rincón, aos 13 minutos do segundo tempo, contribuiu muito para que os contra-golpes peruanos encaixassem com mais facilidade.

O maior beneficiado do buraco defensivo venezuelano foi Guerrero, que com os três gols marcados hoje, assumiu a artilharia isolada da Copa América 2011, com cinco gols, dois a mais que Suárez e Agüero. O centroavante mostrou ótimo repertório na partida de hoje, pois usou a habilidade para se livrar dos marcadores e precisão nos arremates nas três vezes em que marcou.

O 4 a 1 não mostra o que foi o jogo, a Venezuela merecia mais sorte. Porém, a expulsão de Rincón potencializou a eficiência dos contra-ataques blaquirrojos, que contaram com Guerrero iluminado na frente para transformá-los em gols – uma assistência e três gols.


*estou sem o meu computador próprio e, por isso, tenho passado por algumas dificuldades na configuração dos textos, peço desculpas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Paraguai 0x0 Venezuela (Pênaltis: Paraguai 5x3 Venezuela)

Faltou justiça

Em meio a muita gente, o destaque paraguaio mais uma vez foi Justo Villar (Ag. Reuters)

Paraguai e Venezuela protagonizaram mais um jogo fraco na Copa América 2011. Faltou vontade de vencer aos dois lados, ainda mais se levarmos em conta que quem vencesse a partida estaria na final contra o Uruguai. Nem Gerardo Martino, nem César Farías optaram por mudar o esquema tático de suas equipes e ambas entraram em campo no 4-4-2.

Mesmo com o esquema tático habitual, a albirroja veio com algumas modificações, a principal delas era a ausência de Estigarribia entre os 11 iniciais. Na vinotinto, a presença de Moreno ao lado de Rondón no ataque causou surpresas.

A postura pouco corajosa das duas equipes foi constante no jogo. Mesmo sendo dominada no quesito posse de bola, a vinotinto foi quem mais assustou durante os 90 minutos. Mais uma vez, Justo Villar apareceu bem nesta Copa América e fez algumas defesas muito importantes. Quando não deu para o goleiro albirrojo, a trave salvou os paraguaios.

Assim, o jogo foi para a prorrogação e o Paraguai seguiu sem vencer no mata-mata da Copa América 2011. A postura albirroja foi ainda mais covarde e isso ficou acentuado após a expulsão de Santana aos 12 minutos. Com um jogador a mais, a Venezuela tentou muito, mas não conseguiu ter grandes oportunidade contra o gol defendido por Justo Villar, resultado: empate em 0 a 0 e penalidades.

Ao contrário do jogo frente ao Brasil, o a adversário paraguaio foi bem, mas ainda assim falhou. Lucena bateu mal e Villar fez a defesa. Paraguai 5, Venezuela 3 e albirroja na final. Uma pena pela partida que a Venezuela havia feito, mas para a vinotinto há um grande alento. Da forma que jogou na Argentina poderá sim pleitear uma vaga na Copa do Mundo do Brasil. Já o Paraguai chegará à final como zebra, pois o Uruguai apresentou muito mais futebol nesta Copa América – olha que a celeste olímpica nem jogou tanta bola assim.

domingo, 17 de julho de 2011

Chile 1x2 Venezuela


Sem medo de sonhar

 A Venezuela mostrou grande conjunto nesta Copa América e é a grande surpresa na Argentina (Ag. Reuters)

O início do jogo entre Chile e Venezuela causou espanto aos espectadores, pois a vinotinto se comportava bem na contenção das jogadas de la roja, jogando no habitual 4-4-2, armado por César Farías nesta Copa América. Os chilenos novamente jogavam no 3-4-1-2, com Jímenez armando para Suazo e Alexis Sánchez – o último com mais liberdade para circular no meio-campo.

O camisa 11 da roja foi uma grande decepção e pouco fez para criar as jogadas. Após segurar o Chile, a Venezuela começou a crescer na partida e incomodar a defesa chilena, ponto negativo da equipe na CA 2011. O gol saiu dos pés de Arango, que jogou bola na área em cobrança de falta e Vizcarrondo apareceu livre na área e marcou o 1 a 0.

Na segunda etapa, ocorreu o esperado: a Venezuela se fechou na defesa e o Chile buscou o empate. A partir dos 19 minutos do segundo tempo, a vinotinto passou a ter apenas um atacante e se fechou no 4-5-1. Já a roja melhorou com a entrada de Valdívia, no intervalo. O Chile começou a pressionar e colecionou gols perdidos. A trave parou a equipe de Claudio Borghi duas vezes, mas o empate apareceu, aos 24, em finalização de Suazo.

A roja continuou em cima da seleção venezuelana e perdeu diversas chances para a virada. Porém, a Venezuela não se entregou e após estar muito mal na segunda etapa, o time se acentou, segurando o ímpeto chileno, mas não conseguia ameaçar o goleiro Bravo. E Vidal colaborou com a vinotinto, dando a oportunidade para o segundo gol: bola para na intermediária, para cobrança de Arango. Desta vez o capitão venezuelano bateu direto, o goleiro chileno deu rebote e Cichero empurrou a bola para as redes, aos 35 minutos. 

Para complicar ainda mais a vida chilena, Medel foi expulso dois minutos depois do segundo gol da vinotinto. Desorganizada e nervosa, la roja não conseguiu nada mais e, realmente, acabou derrotada. Para a Venezuela houve apenas uma notícia ruim, a expulsão no último minuto de bola rolando do fundamental volante Rincón, que deve fazer falta no jogo contra o Paraguai. Mas a vinotinto terá mostrar a mesma organização e disposição para vencer a albirroja na semifinal da CA 2011.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Paraguai 3x3 Venezuela


Sobrou emoção

 O goleiro Vega subiu para a área no último lance e ajudou no empate venezuelano (AFP)

Por mais que tenha chegado classificada à partida de ontem à noite, foi a Venezuela que dominou as ações no Estádio Padre Ernesto Martearena, em Salta. A vinotinto entrou no 4-4-2, que já vem sendo colocado em prática pelo técnico colombiano César Farías. Os guaraníes também jogaram no 4-4-2, mas com algumas opções estranhas: o zagueiro Alcáraz foi lateral-direito e o atacante Roque Santa Cruz formava dupla de ataque com Barrios, mas recuava muito, buscando a meia-direita.

A defesa albirroja estava confusava e errava muito. Em uma dessas saídas errradas, Rondón abriu o placar para a vinotinto. O Paraguai não se acertava e sofria com Barrios mais uma vez apagado e com Estigarribia jogando mal. A Venezuela poderia ter construido uma vantagem mais confortável nos primeiros 30 minutos, mas ela não veio e a equipe foi castigada pelas bolas paradas de Torres.

Os três gols paraguaios aconteceram após cobranças de falta do lateral-esquerdo. Primeiro Alcáraz, aos 32 da primeira etapa; Barrios foi o segundo, aos 17 do segundo tempo e Riveros praticamente definia a vitória albirroja, aos 40 da segunda etapa. Mas a Venezuela não desistiu e teve a sua boa exibição premiada. Já com mais três titulares, a vinotinto contou com eles para empatar de forma incrível.

Primeiro Nicolás Fedor, que havia entrado aos 21 minutos da etapa final, com concluiu a jogada iniciada pelo passe de Arango, que entrou aos 18. Maldonado e Rodón também participaram do gol, aos 44 minutos. Faltam ainda quatro minutos para o apito final e foi tempo suficiente para a vinotinto colocar justiça no placar.

Arango bateu escanteio da esquerda, o goleiro Vega desviou no primeiro pau e Perozo chegou antes de Villar para fazer o 3 a 3. O Resultado classificou as duas equipes, que irão à segunda fase com moral muito diferente. A vinotinto vai ciente que já mostrou muito e não terá responsabilidade alguma contra o Chile. Já o Paraguai chega pressionado, pois não apresentou muita coisa nesta Copa América, porém foi justamente contra o Brasil que fez sua melhor partida na competição.

sábado, 9 de julho de 2011

Venezuela 1x0 Equador

Venezuela lidera

Arango agradeçe aos céus: a Venezuela venceu, com o gol de César González (AP Photo)

Domínio total venezuelano. Foi isso que o Estádio Padre Ernesto Martearena, de Salta, viu na noite deste sábado. É verdade que a quantidade de espectadores não era muito grande, mas quem estava lá, viu a equipe de César Farías vencer os comandados de Reinaldo Rueda. La Vinotinto entrou em campo no mesmo 4-4-2, que enfrentou o Brasil. O equador também repetiu o esquema tático do jogo de estreia: o 4-2-3-1, com a importante ausência do machucado Valencia.

O primeiro grande momento venezuelano veio após ótima defesa de Elizaga, que Nicolás Fedor não conseguiu aproveitar, mesmo com o goleiro já batido. Em La Tri o jogo sempre passava pelo ativo Benítez, que se movimentava muito ora pelo centro ora pela direita e dava bastante trabalho à defesa adversária. Porém, o domínio da vinotinto não resultou em gols na primeira etapa.

No segundo tempo a tendência da etapa inicial foi mantida. A diferença foi que o gol saiu. Em bela jogada trabalhada por Chichero, Arango e Nicolás Fedor, a bola sobrou para o arremate preciso de César González.

Após abrir o placar, os venezuelanos passaram a sofrer, pois recuaram muito, se armando em um 4-2-3-1, preparado para o contra-ataque, que só apareceu uma vez na partida. O goleiro da vinotinto, Vega teve dois lances em que precisou aparecer: finalizações livres dentro da área de Caicedo e Benítez. Após essas duas finalizações, La Tri seguiu dominando a partida, mas não voltou a assustar o camisa um da Venezuela.

Com mais organização, La Vinotinto vence a partida e assume a liderança do Grupo B da Copa América 2011, o mesmo que a tinha como favorita ao último lugar.

domingo, 3 de julho de 2011

Brasil 0x0 Venezuela


Sem ousadia e sem alegria

Alexandre Pato e Robinho: cara feia, empate amargo na estreia brasileira na Copa América 2011 (Ricardo Matsukawa/Terra)

O Brasil de Mano Menezes começou melhor jogando em cima da venezuela. Com a presença de PH Ganso entre os titulares, o esquema tático voltou a ser o 4-2-3-1. A vinotinto marcarva os “canarinhos” no 4-4-2 ortodoxo, com Arango e César González pelos lados, chegando na dupla ofensiva Fedor e Rondón.

Mesmo sem grande participação de seu dez, o Brasil chegava forte – principalmente com André Santos e Neymar pela esquerda. Pato tentava participar bastante do jogo, mas sentia a falta de apoio de Ganso e Robinho. O centroavante chegou a chutar uma bola na trave, após boa descida de Daniel Alves. Mas a grande chance do primeiro tempo veio com o camisa sete verde e amarelo: ele recebeu de Neymar e bateu displicentemente, possibilitando que Vizacarrondo, com o peito, tirasse a bola do destino dela.

Com a má-participação ofensiva dos volantes, faltava alguém para chegar batendo de fora da área. Este artifício seria importante, pois depois do início ruim, a defesa venezuelana passou a impedir as penetrações brasileiras e o Brasil não arriscou de fora. Após o 0 a 0 no primeiro tempo, a vinotinto voltou mais confiante para a segunda etapa e chegou a assustar os “canarinhos”, que contaram com a dupla de zaga Lúcio e Thiago Silva em boa jornada.

Na etapa final, o técnico brasileiro mexeu bastante, mas não houve melhora com as trocas. A equipe passou a jogar no 4-3-3, com Lucas aberto pela direita, Neymar na esquerda e Fred centralizado, mas não uma produção ofensiva maior. O 0 a 0 pareceu um puco duro ao Brasil, que  sentiu justamente a falta da ousadia tão aclamada pelos seu jogadores no twitter. Além disso, faltou uma maior participação de Ganso e que os volantes também aparecessem no setor ofensivo do meio-campo brasileiro.
Agora o Brasil parte para o grande desafio na primeira fase: o Paraguai, onde enfrentará uma equipe que deu muito trabalho à seleção espanhola na Copa do Mundo de 2010.