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terça-feira, 17 de junho de 2014

Copa do Mundo – Dia 6

Solução no banco

 
 Mertens foi um dos reservas que entrou bem e colaborou com a virada, fazendo o gol decisivo da partida (AP Photo)

Marc Wilmots escalou a Bélgica no tradicional 4-1-4-1. Witsel mais atrás, De Bruyne à direita, Dembele e Chadli no meio e Hazard à esquerda. A escolha mais questionável – e menos habitual – foi a escalação da dupla do Tottenham pelo centro do meio-campo, para deixar um batalhão de jogadores em melhor fase fora da partida. Focado na marcação, Vahid Halilhodzic escalou o time no 4-2-3-1, em que os três meias – Feghouli, Taider e Mahrez – ajudavam na recomposição defensiva. 

Com a boa barreira defensiva montada pelas Raposas do Deserto, a Bélgica precisaria se movimentar para conseguir penetrar e ter chances de finalizar, o que não ocorreu no início. Portanto, o jogo ia da forma planejada pelos argelinos. As coisas ficaram ainda melhores quando Vertoghen fez um pênalti muito infantil em Feghouli. O camisa dez da Argélia bateu e abriu o placar, para fechar ainda mais o time. Com isso, os Diabos Vermelhos começaram a tentar de outras formas, principalmente com o 1° volante Witsel tentando aparecer para finalizar da entrada da área. Apagado no início, Hazard tentou duas boas jogadas no lado esquerdo, mas faltou colaboração dos companheiros. 

No segundo tempo, Wilmots foi consertar os erros na escalação. Sacou Chadli e colocou Mertens, que foi jogar na ponta direita, e De Bruyne foi para o centro. Depois sacou o apagado Lukaku e colocou o jovem Origi. Por fim, aos 20 minutos, Fellaini entrou no lugar de Dembele. Com as substituições, os Diabos Vermelhos melhoraram e a movimentação, que estava ausente anteriormente, começou a aparecer. Mertens foi problema constante para o lado esquerdo argelino. Além disso, De Bruyne pelo centro, com liberdade para aparecer nos flancos, melhorou muito o rendimento. 

O jogador do Wolfsburg participou decisivamente da virada belga. Primeiro, cruzou para Fellaini, de cabeça, empatar. A entrada do jogador do United ajudou demais, pois os Diabos Vermelhos passaram a ter presença constante dentro da área e uma ótima opção no jogo aéreo. A segunda participação de De Bruyne foi com a roubada, que iniciou o contra-ataque. No final, Hazard assistiu e Mertens marcou um belo gol. O 2 a 1 deu mais moral aos belgas, que estiveram próximo de alcançar o terceiro gol, enquanto, os argelinos não assustaram mais. 

A estreia passou muito perto de ser a mais frustrante de todos, por conta do ótimo desempenho defensivo das Raposas do Deserto. Porém, ao perceber os erros na escalação, Wilmots conseguiu arrumar com as mexidas e mostrou que o time belga merece respeito. Os argelinos também provaram que serão adversários duros no grupo H e têm chances de alcançar a segunda fase.

Decepção e um herói 

 Ochoa foi um gigante contra o Brasil, mas isso não significa que os canarinhos jogaram bem (AP Photo/Themba Hadebe)

Fortaleza recebeu uma festa. No mesmo local que o hino a capela se tornou tradição, o Castelão, veio a primeira grande decepção brasileira na Copa do Mundo. Nas arquibancadas, maioria amarela, mas haviam grandes manchas verdes. Sim, os mexicanos invadiram o Nordeste e equilibraram o jogo fora das quatro linhas também. A quase igualdade fora da cancha foi para o campo. 

Em nenhum momento, o Brasil jogou bem no Castelão, porém, no início da partida, deu impressão de que poderia vencer, pois o México não se apresentava muito bem ofensivamente, apesar de marcar bem os canarinhos, no já tradicional 3-1-4-2, porém desta vez, com os alas mais presos, para evitar os ataques brasileiros. Mas a produção ofensiva do Brasil também não foi boa. Novamente, Paulinho não fazia boa partida e não ajudava na saída de bola, para piorar, Oscar não ia bem e, portanto, não conseguia ocupar este vazio. Ramires, no lugar do lesionado Hulk, foi mais um a não funcionar em campo. 

Com as atuações ruins, Neymar recebeu ainda mais importância, sendo procurado a todo o momento. Muitas vezes, exagerou na jogada individual, também por conta de não ter boa parceria. A grande chance do primeiro tempo veio com uma cabeçada do camisa dez, após belo cruzamento de Daniel Alves, Ney acertou o cantinho do gol mexicano, mas Ochoa estava lá para defender. Uma defesaça. El Tri chegava também e, com chutes de fora da área, assustava a baliza defendida por Júlio César. Quando os mexicanos não conseguiam a finalização era porque David Luiz e, principalmente, Thiago Silva e Luiz Gustavo faziam ótimas exibições. 

Sem conseguir jogar bem, Felipão sacou Ramires e colocou Bernard. O Alegria nas Pernas teve bons momentos esporádicos, mas não acrescentou muito ao Brasil. O México chegou a controlar as ações do jogo e, como já citado acima, só não assustou mais JC, pois o sistema defensivo dos Samba Boys se comportava bem. Aos verde e amarelos, faltava mais participação do meio. O 2° volante Paulinho não ajudava ofensivamente e Oscar fazia jogo muito abaixo do que apresentou em São Paulo. 

Na base do abafa, com Marcelo subindo bastante pela esquerda e com Neymar tentando muito em jogadas individuais, o Brasil ficou rodando a área de El Tri. Jô substituiu o apagadíssimo Fred (péssima Copa até aqui) e Willian veio para o lugar de Oscar. Em uma falta na esquerda, o camisa dez cruzou e Thiago Silva apareceu livre para dar um tiro de cabeça. Com muito reflexo, Ochoa brilhou e fez mais uma defesaça. 

Além das duas ótimas defesas citadas no texto, Ochoa fez outras quatro. As seis intervenções igualam Bholi, da Argélia, como maior número de defesas em uma partida. Ao final do jogo, o técnico Miguel Herrera destacou o próprio goleiro: “fez três defesas extraordinárias”. Apesar de Ochoa ter sido o jogador do jogo, o Brasil não foi bem e o 0 a 0 reflete claramente o que foi a partida. Os canarinhos têm grandes chances de alcançarem o primeiro lugar na chave o México deve ter uma decisão contra a Croácia, na próxima rodada.

Reservas decidem

Até aqui, Akinfeev protagonizou a falha da Copa, que, curiosamente, contribuiu para a melhoria da partida em Cuiabá (AP Photo)

Rússia e Coreia do Sul jogaram em ritmo lento. As duas equipes pareciam estar em interessadas em contra-ataque e, como nenhum dos lados se abria, o espaço para executar esta estratégia não existia. Os russos jogavam no tradicional 4-1-4-1, com Glushakov mais preso na volância e Kokorin no ataque. Os coreanos vinham no esquema da moda, o 4-2-3-1, com o ponta-esquerda Son sendo o principal destaque. 

No início, o domínio foi dos asiáticos. Com boa posse de bola e participação interessante de Ki, na distribuição de passes no meio-campo. Apesar de jogar melhor, a Coreia do Sul não criou muito e só chegou em alguns chutes de fora da área. A Rússia, de fato, não assustou, chegava quando Kokorin deixava a área para tentar participar da construção das jogadas. O jogo cresceu no segundo tempo com boas participações dos técnicos. Hong Myung-Bo mudou o centroavante e Lee Keun-Ho, entrou se mexendo muito e buscando participar mais das ações. Em uma das saídas da área, ele construiu a jogada sozinho e finalizou de longe. Ankinfeev, que já havia demonstrado insegurança, protagonizou a primeira grande falha da Copa e engoliu um frangaço. 

Depois de sofrer o 1 a 0, Capello também mexeu. Dzagoev, Denisov e Kerzhakov entraram em campo. A partir daí, o time do leste europeu passou a ter dois atacantes dentro da área e um meia de criação pelo centro, um 4-3-1-2. O recuo sul-coreano também colaborou, mas é certo que, após as mexidas, a Rússia passou a mandar na partida. A jogada do empate teve a marca de dois reservas. Dzagoev caiu pela direita e cruzou rasteiro. Depois de muita confusão, Kerzhakov dominou e fez o 26° gol dele com a camisa russa, se colocando como maior artilheiro da história da seleção, ao lado de Beschastnykh – contando apenas o período de Rússia. 

O empate deixa as duas seleções vivas para a provável disputa da segunda vaga às oitavas de final, pois a primeira deve ser mesmo da Bélgica. Claro, se Coreia ou Rússia conseguirem um empate frente aos favoritos aumentarão as chances de ultrapassar a primeira fase. O jogo também valeu para os treinadores observarem a boa participação de reservas, que, na próxima rodada, poderão ganhar espaço. Não tenho muita dúvida que Capello abrirá mão do 4-1-4-1 e irá escalar Kokorin e Kerzhakov juntos, tendo também Dzagoev entre os onze iniciais. Na Coreia, com a boa participação, Lee Keun-Ho deve ganhar espaço nos titulares, pois jogou mais que Park Chu-Young.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa do Mundo – Dia 2

Apesar da arbitragem

Melhor em campo, Giovani dos Santos teve dois gols anulados e também participou do que valeu, de Oribe Peralta (AP Photo)

No amistoso frente à Alemanha, Camarões deixou a impressão de que havia encontrado uma forma de jogar, que poderia dar certo no Brasil. Enquanto o México, em suas partidas pré-Mundial, não conseguia deixar claro qual seria a forma de atuar. Porém, na prática, em Natal, o que se viu foi o contrário: africanos não conseguiram jogar e americanos mostraram saber bem o que queriam. 

Herrera armou o tradicional 3-1-4-2 dos amistosos e optou por Gio dos Santos e Oribe Peralta no ataque, com Vásquez sendo o 1° volante. Em Camarões, Song foi o mais recuado do meio-campo e Eto’o, o centroavante, no 4-1-4-1 de Volker Finke. O craque dos Leões Indomáveis ficou muito isolado e não participou como deveria da partida. Além disso, os africanos não conseguiram a pegada na linha média, que tiveram contra a Alemanha. 

Por isso, com boa movimentação, o México controlou a partida. Giovani foi um dos mais ativos, por várias vezes, recuou para ajudar Herrera e Guardado na armação pelo centro. Pelos flancos, destaque para o ala-esquerdo Layún, que incomodou muito o lado direito da defesa camaronesa. Apesar do melhor desempenho durante toda a partida, no primeiro tempo, Itandjé não foi vazado. Na verdade, sofreu dois gols, ambos marcados por Gio dos Santos, que, posteriormente, foram mal anulados pelo árbitro auxiliar.

A arbitragem podia ter definido a partida, mas o México não desistiu e seguiu lutando muito pela vitória, afinal, exceção feita à uma bola chutada na trave, Camarões produziu pouquíssimo. O gol decisivo veio com Herrera (14 passes corretos no último terço do campo) encontrando Gio no meio da zaga, o camisa dez chutou e Itandjé rebateu. O artilheiro mexicano nas Eliminatórias, Oribe Peralta aproveitou o rebote e marcou.

Sem muito a perder, Camarões se posicionou mais ofensivamente, trocando peças e mudando a mentalidade no jogo. Com mais companhia, Eto’o se mexeu mais e, muitas vezes, deixou a área, quando conseguiu criar algumas chances. Porém, assim que foi exigido, o bom goleiro de El Tri, Ochoa não decepcionou, garantindo o 1 a 0. Portanto, mesmo com a arbitragem ruim, o México conseguiu largar com vitória, se colocando como principal adversária da Croácia, pela segunda vaga às oitavas de final da Copa do Mundo de 2014.

Massacre holandês 

 Van Persie voou para empatar e mudar o jogo, após o 1 a 1, massacre holandês (Ryan Pierse/FIFA-Getty Images)

A reedição da final da última Copa marcada para a primeira rodada trazia grande expectativa. Salvador recebeu o grande evento e viu, até aqui, o que de melhor a Copa trouxe ao Brasil. Descartada por muitos, a Holanda veio reinventada por Van Gaal, em um 3-4-1-2, e impôs seu jogo frente à campeã do mundo. Placar final, 5 a 1 para a Oranje, mas podia ter sido, ao menos, 7 a 0, pois o gol da Roja veio em um pênalti inexistente. 

A Espanha saiu na frente, jogando como gosta: posse de bola, passes incríveis e, eventualmente, marcando pressão a saída do adversário. O trio de meias, Silva, Xavi e Iniesta iniciou bem ofensivamente. Xabi Alonso converteu o pênalti cavado por Diego Costa (atuação, no máximo, nota seis) e, com este estilo supracitado, a Roja quase conseguiu o segundo. O massacre laranja começou tímido, em contra-ataques, com Sneijder e, principalmente, Robben e Van Persie. Mas faltava alguma coisa. O auxilio criativo ao trio deveria vir com os alas, que, até ali, não ocorria. No final do primeiro tempo, o lateral-esquerdo Blind apareceu bem e, da intermediária, descobriu Van Persie livre nas costas da defesa. O centroavante se atirou e encobriu o Casillas, empatando a partida. 

O gol do empate, fundamental àquela altura do jogo, foi muito representativo. Afinal, escancarou os problemas de defesa do lado direito espanhol, pois nem Azpilicueta adiantou para marcar Blind e, muito menos, David Silva fez a recomposição defensiva – problema durante todo o jogo. Mas não foi só o lado que apresentou buracos, pelo meio, Sergio Ramos e Pique deixaram Van Persie muito à vontade para marcar. Além disso, o lance apresentou a primeira falha do camisa um da roja, que teve exibição pavorosa. 

A sucessão de erros defensivos da Roja combinados com uma Holanda bem postada defensivamente e exercendo bastante pressão na saída de bola, resultou na virada e, ao final, no 5 a 1 holandês. A virada veio em novo lançamento de Blind, que, desta vez, encontrou Robben. Ao tomar a virada, a Espanha passou a se expor mais e Vicente del Bosque chegou a sacar Xabi Alonso e colocar Pedro Rodríguez. Na bola aérea veio o terceiro. Com a marcação pressão veio o quarto, em mais uma falha feia de Casillas. O quinto foi resultado de contra-ataque, após ótimo passe de Sneijder, Robben ganhou fácil de Sergio Ramos na corrida, deixou o goleiro da Roja deitado no chão e fez o segundo dele. 

Como dito acima, podia ter sido mais, pois, além deste contra-ataque que deu certo, outros tantos foram tentados e quase resultaram em mais gols. O 5 a 1 mostra a força da Holanda, que, apesar de mais jovem, tem um trio espetacular à frente e bem aparado por um sistema defensivo muito bem armado pelo ótimo Van Gaal. Ao final do jogo, ao fazer um carinho em cada jogador, Del Bosque deu o tom do que terá que fazer para recuperar a equipe. Recuperar a confiança da Roja é primordial, mas fazer mudanças, no sistema defensivo, talvez seja o mais importante.

Decepção e surpresa 

 Alexis Sánchez brilhou na estreia, quando o Chile conseguiu cumprir o que prometia, apenas por 25 minutos (Reuters)

Para fechar o segundo dia de Copa, se esperava muito do Chile e nada da Austrália, mas, em campo, Cuiabá viu um ótimo jogo. Com o resultado da Holanda, a Roja entrou sabendo que, com uma vitória, poderia largar na frente da Espanha, na briga pela vaga às oitavas. Para aumentar a expectativa sobre os chilenos, haviam muitos torcedores na Arena Pantanal, que, inclusive, cantaram o hino à capela, assim como os brasileiros. 

Discípulo de Bielsa, Sampaoli armou um 4-3-1-2, com diversas movimentações táticas. Os laterais Isla e Mena avançavam muito e o volante Marcelo Díaz recuava para o meio dos zagueiros, fazendo quase uma linha de três defensores. Além disso, os homens mais ofensivos eram os pontas, Alexis Sánchez e Vargas e o armador Valdívia, muitas vezes, se tornava o falso nove da equipe. Com este esquema, o Chile, assim como o Brasil, iniciou jogando com pressão muito alta, afogando a saída de bola australiana. Desta forma, amassou os Socceroos e conseguiu largar na frente com 2 a 0. Alexis Sánchez foi a marca deste bom início, pois marcou o primeiro, assistiu o segundo e foi o jogador mais lúcido em campo. 

Mas, aos poucos, a Austrália, que não apresentava nada, foi se encontrando e começou a aparecer mais no ataque. Os destaques na criação foram Jedinak e Bresciano, pelo centro, e Leckie, pela direita. Mais à frente estava Cahill, que aproveitou da baixa estatura e grande exposição da zaga chilena, para dar opções de finalização. Em uma delas, recebeu cruzamento, ganhou no alto e marcou de cabeça. O 2 a 1 já não refletia mais o que era o jogo, pois o Chile só havia jogado bem no começo da partida. Depois, foram os Socceroos que dominaram as ações do jogo. Faltou muito pouco para o empate, Claudio Bravo brilho e evitou o gol de Bresciano. Ademais disso, a Austrália soube aproveitar os espaços deixados por Isla e Mena, indo muito bem pelas pontas. Assim, Cahill quase conseguiu o segundo de cabeça. 

Mais próximo de tomar o segundo do que fazer o terceiro, o Chile conseguiu garantir a vitória, com gol de Beausejour, que havia entrado para colaborar com Mena na marcação de Leckie. O 3 a 1 garante a boa largada da Roja, mas a Austrália mostrou que o Chile tem muitas falhas óbvias no jogo, que podem ser exploradas, por adversários que têm mais qualidade técnica que os Socceroos. Pela largada do grupo B, a partida do dia 18 de junho, no Maracanã, entre Espanha e Chile valerá muito para a disputa da classificação. E um detalhe interessante desta primeira rodada: a Roja sul-americana trocou mais passes que a Roja europeia, 541 contra 540, portanto, o time dos toques é o Chile.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo A

Brasil
Thiago Silva é o capitão e Neymar é o craque, uma Copa em alto nível da dupla poderá garantir o hexa ao Brasil (Getty Images)

Técnico: Luiz Felipe Scolari-BRA

Time-base (4-2-3-1): Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho; Hulk, Oscar, Neymar; Fred.

Craque: Neymar Junior – Barcelona-ESP

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: Todas as 20 (pentacampeão em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)

Ranking da Fifa: 3º

Campanha nas Eliminatórias

País-sede, não participou.

O Brasil tem um time. Após a derrota para Holanda, em 2010, Dunga saiu e veio Mano Menezes, mas o técnico não conseguiu ficar no cargo até a Copa. No final de 2012, quando o seu time começava a se acertar, foi demitido e o presidente da CBF, José Maria Marin optou por colocar no cargo o último campeão do mundo com os canarinhos, Luiz Felipe Scolari, com Carlos Alberto Parreira na retaguarda. Ao longo da Copa das Confederações 2013, o país viveu uma onda de protestos, mas a seleção foi poupada e, com muito apoio nas arquibancadas, venceu a competição FIFA, jogando muito bem na final, contra a forte Espanha.

Para ganhar a Copa das Confederações, Felipão não desprezou todo o trabalho do ex-comandante verde e amarelo: manteve o 4-2-3-1 (com variações para o 4-4-1-1, com Neymar atrás de Fred) e aproveitou de vários jogadores. Porém, realizou mudanças: priorizou o uso de centroavantes clássicos e volantes de mais marcação. Além de dar confiança, segundo o treinador, os protestos contra a Copa das Confederações, em Fortaleza, definiram a nova “família Scolari” – na convocação para o Mundial, repetiu 16 dos convocados para a competição anterior.

O Brasil tem destaques em todas as posições. A defesa é uma das mais elogiadas do mundo e, apesar dos laterais apoiarem muito, a dupla de volantes Luiz Gustavo e Paulinho tem ótima integração e fecha bem os setores. O setor ofensivo tem Hulk, Oscar e Neymar compondo a linha de três meias e o trio funciona bem, com muita movimentação e características complementares. Mais à frente, está Fred, que, se conseguir participar do jogo sem a bola, será um dos centroavantes interessantes da Copa do Mundo. Mas o grande destaque verde e amarelo é Neymar. O camisa dez é o artilheiro (13) e líder em assistências (10) da Era Felipão – já havia sido na Era Mano Menezes.

Jogando em casa e com um grupo acessível (não confunda com fácil), o Brasil deve alcançar a segunda fase sem grandes problemas. Mas, a partir daí, a disputa ficará mais acirrada, porém, com o bom time e com uma etapa inicial ideal para ganhar confiança, os canarinhos chegam entre os principais favoritos. Para confirmar este favoritismo alguns pontos são chaves: a defesa terá manter a solidez, Neymar jogar em alto nível e Fred ajudar também sem a bola.

Goleiros: 12- Júlio César (Toronto FC-CAN), 1- Jefferson (Botafogo-BRA) e 22- Victor (Atlético Mineiro-BRA);
Defensores: 2- Daniel Alves (Barcelona-ESP), 23- Maicon (Roma-ITA), 6- Marcelo (Real Madrid-ESP), 14- Maxwell (Paris Saint-Germain-FRA), 3- Thiago Silva (Paris Saint-Germain-FRA), 13- Dante (Bayern de Munique-ALE), 4- David Luiz (Chelsea-ING) e 15- Henrique (Napoli-ITA);
Meias: 17- Luiz Gustavo (Wolfsburgo-ALE), 8- Paulinho (Tottenham-ING), 16- Ramires (Chelsea-ING), 5- Fernandinho (Manchester City-ING), 11- Oscar (Chelsea-ING), 19- Willian (Chelsea-ING), 18- Hernanes (Internazionale-ITA) e 20- Bernard (Shakhtar Donetsk-UCR);
Atacantes: 10- Neymar (Barcelona-ESP), 9- Fred (Fluminense-BRA), 7- Hulk (Zenit-RUS) e 21- Jô (Atlético Mineiro-BRA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Croácia: Brasil 1x0 Croácia (fase de grupos, 2006)
México: Brasil 4x0 México (fase de grupos, 1950), Brasil 5x0 México (fase de grupos, 1954) e Brasil 2x0 México (fase de grupos, 1962)
Camarões: Camarões 0x3 Brasil (fase de grupos, 1994)

Calendário de amistosos durante a preparação
3/junho: Brasil 4x0 Panamá
6/junho: Brasil 1x0 Sérvia

Croácia
Rakitc e Modric são os motores do meio-campo croata, que terá que municiar o ótimo centroavante Mandzukic (Goran Stanzl/Pixsell)

Técnico: Niko Kovac-CRO

Time-base (4-2-3-1): Pletikosa; Srna, Corluka, Lovren, Pranjić; Modric, Rakitic; Olic, Kovacic, Peresic; Mandzukic.

Craque: Luka Modric – Real Madrid-ESP



Lesionados: Ivan Strinic (lateral-esquerdo, Dnipro-UCR) – ruptura no tendão do tornozelo, Mate Males (volante, Rijeka-CRO) – lesão no tornozelo, Ivan Mocinic (Rijeka-CRO) – lesão no tornozelo, Niko Kranjcar (meia, Queens Parks-Rangers-ING) – lesão nos ligamentos da coxa e Ivo Ilicevic (meia, Hamburgo-ALE) – lesão muscular nas duas pernas.

Participações no Mundial: 4 (terceiro lugar em 1998)

Ranking da Fifa: 18º 

Campanha nas Eliminatórias (12J-6V-3E-3D-14GP-9GC-5SG)
Croácia 1x0 Macedônia
Bélgica 1x1 Croácia
Macedônia 1x2 Croácia
Croácia 2x0 País de Gales
Croácia 2x0 Sérvia
País de Gales 1x2 Croácia
Croácia 0x1 Escócia
Sérvia 1x1 Croácia
Croácia 1x2 Bélgica
Escócia 2x0 Croácia
Repescagem europeia:
Islândia 0x0 Croácia
Croácia 2x0 Islândia

A Croácia teve dificuldades para se classificar ao Mundial de 2014, mas após uma disputa ausente, está de volta. O difícil grupo nas eliminatórias com bons adversários, como a Bélgica, Escócia, País de Gales e a arquirrival Sérvia, justifica o grande trabalho que os croatas tiveram para chegar à Copa. Os Vatreni não venceram nenhuma das últimas quatro partidas da primeira fase e quase ficaram fora da repescagem, porém a boa largada garantiu à Croácia a participação nos jogos decisivos. Contra a Islândia, apesar da dificuldade, os croatas garantiram a classificação com a vitória por 2 a 0 em casa.

O ex-jogador Niko Kovac assumiu a seleção após o final de eliminatórias ruim da equipe, mas já estava na federação desde o início de 2013, quando comandava a seleção sub-21. Com Kovac, a seleção passou pela repescagem e virá ao Mundial. O treinador opta por um 4-2-3-1 bastante ofensivo, pois não tem nenhum 1º volante na composição do meio-campo da equipe. A ideia de priorizar a qualidade no manejo da bola explica a opção. Ademais de não ter um volante mais marcador no meio, Kovac conta com o esforço dos jogadores mais avançados na marcação e com uma boa linha defensiva, destacando os bons níveis do zagueiro Lovren e do lateral-direito e capitão Srna.

O talentoso meio-campo supracitado começa com Modric e Rakitic, como volantes. A dupla que atua na Liga Espanhola vem de ótima temporada, ambos estão jogando em altíssimo nível. O problema é que Rakitic tem jogado mais avançado no Sevilla e, talvez, tenha dificuldade para jogar como volante, o que até poderá proporcionar uma troca de posição com o jovem Kovacic, que atua centralizado mais à frente. Além do ótimo passador interista, a linha de três tem o bom ponta Peresic e o atacante Olic. O trio dá suporte ao ótimo centroavante Mandzukic, que além de balançar as redes, consegue ajudar na pressão da saída de bola adversária e assistir para gols de companheiros.

Não há dúvida que, depois de ficar ausente em 2010, a Croácia chega com chances de fazer uma boa campanha no Brasil. Afinal, o grupo A tem os anfitriões como claros favoritos e os europeus como segunda força. Mas, México e Camarões não podem ser totalmente desprezados da briga pela vaga, por isso, os Vatreni deverão ter atenção total contra esses adversários, para não serem surpreendidos e conseguirem alcançar as oitavas de final.

Goleiros: 1- Stipe Pletikosa (Rostov-RUS), 23- Danijel Subasic (Monaco-FRA) e 12- Oliver Zelenika (NK Lokomotiva-CRO);
Defensores: 11- Darijo Srna (Shakhtar Donetsk-UCR), 6- Dejan Lovren (Southampton-ING), 5- Vedran Corluka (Lokomotiv Moscou-RUS), 13- Gordon Schildenfeld (Panathinaikos-GRE), 3- Danijel Pranjić (Panathinaikos-GRE), 21- Domagoj Vida (Dinamo Kiev-UCR) e 2- Šime Vrsaljko (Genoa-ITA);
Meias: 10- Luka Modric (Real Madrid-ESP), 7- Ivan Rakitic (Sevilla-ESP), 8- Ognjen Vukojevic (Dinamo Kiev-UCR), 4- Ivan Perisic (Wolfsburgo-ALE), 20- Mateo Kovacic (Internazionale-ITA), 14- Marcelo Brozović (Dinamo Zagreb-CRO), 15- Milan Badelj (Hamburgo-ALE) e 19- Sammir (Getafe-ESP);
Atacantes: 17- Mario Mandzukic (Bayern de Munique-ALE), 18- Ivica Olic (Wolfsburgo-ALE), 22- Eduardo da Silva (Shakhtar-UCR), 9- Nikica Jelavic (Hull City-ING) e 16- Ante Rebic (Fiorentina-ITA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Brasil: Brasil 1x0 Croácia (fase de grupos, 2006)
México: Croácia 0x1 México (fase de grupos, 2002)
Camarões: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

31/maio: Croácia 2x1 Mali
6/junho: Croácia 1x0 Austrália

México
Oribe e Gio se conhecem do título olímpico e, na Copa do Mundo, formarão dupla novamente (EFE)

Técnico: Miguel Herrera-MEX

Time-base (3-4-1-2): Ochoa; Reyes, Rafa Márquez, Héctor Moreno; Aguilar, Medina, Peña, Guardado; Giovani dos Santos; Oribe Peralta e Javier Hernández.

Craque: Guillermo Ochoa – Ajaccio-FRA

Lesionados: Juan Carlos Medina (meia, América-MEX) – lesão ântero-lateral no tornozelo direito e Luis Montes (meia, León-MEX) – fratura na perna direita.

Participações no Mundial: 14 (quartas de final em 1970 e 1986)

Ranking da Fifa: 20º 

Campanha nas Eliminatórias (18J-8V-5E-3D-22GP-11GC-11SG)

Terceira fase:
México 3x1 Guiana
El Salvador 1x2 México
Costa Rica 0x2 México
México 1x0 Costa Rica
Guiana 0x5 México
México 2x0 El Salvador

Quarta fase:
México 0x0 Jamaica
Honduras 2x2 México
México 0x0 Estados Unidos
Jamaica 0x1 México
Panamá 0x0 México
México 0x0 Costa Rica
México 1x2 Honduras
Estados Unidos 2x0 México
México 2x1 Panamá
Costa Rica 2x1 México

Repescagem
México 5x1 Nova Zelândia
Nova Zelândia 2x4 México

Desorganizada, a seleção mexicana deixou de ser a mais forte das Américas Central e do Norte e, na Copa Ouro disputa em 2013, perdeu nas semifinais para o Panamá. Além disso, desde que caiu nas oitavas de final da última Copa do Mundo, seis técnicos a comandaram – sendo quatro deles só em 2013. Não por acaso, a classificação para o Brasil só veio na repescagem. Porém não só de fracassos vive o futebol mexicano, com investimento sério na base, El Tri chegou ao inédito ouro olímpico em 2012. Para o Mundial, o atual comandante Miguel Herrera convocou oito campeões em Londres, que venceram o Brasil.

A classificação apertada parece ter ensinado e o técnico Miguel Herrera, que levou o time ao Mundial sem jogadores que atuavam na Europa, não deixou totalmente de lado esta filosofia. São apenas sete atletas do velho mundo e Vela, que vai muito bem na Real Sociedad, foi deixado de lado para não prejudicar o grupo. Outra mudança importante do comandante ocorreu na parte tática. Acostumada a jogar na frente, agora, El Tri adota uma postura mais defensiva, muitas vezes atuando com cinco defensores. Para a Copa, acredito que Herrera flexibilize um pouco o esquema, poderia abrir mão do 3-1-4-2 e adotar o 3-4-1-2, dando espaço para os europeus, que poderão acrescentar bastante à verde.

A defesa contará com um dos melhores goleiros da última Ligue 1, Ochoa. Além do seguro arqueiro, o experiente Rafa Márquez deve ser o responsável por comandar a linha defensiva mexicana. Outro ponto forte do onze inicial de Herrera pode ser o lado esquerdo, pois Guardado, recém-convertido em lateral-esquerdo, poderá aproveitar a segurança dos três zagueiros e apoiar bastante. Na frente, para dar espaço a Javier Hernández, Gio dos Santos poderá ser escalado como meia-atacante, com bastante liberdade para chegar ao ataque. Mas, como Chicharito é reserva no United, durante a Copa, o jogador mais famoso poderá perder a vaga e El Tri ganhar mais solidez defensiva. Além deles, o setor ofensivo deve ter o bom Oribe Peralta (autor de cinco gols contra a Nova Zelândia), que vem marcando gols no Campeonato Mexicano e que foi vice-artilheiro das eliminatórias da CONCACAF, com dez gols.

A grande dúvida para a Copa é como se integrarão ao grupo estes jogadores europeus e que não participaram dos jogos que garantiram a equipe no Mundial. Como já descrito aqui, o bom desempenho deles será fundamental para El Tri ter alguma chance de classificação. Apesar de Herrera afirmar que “o México chegará às quartas”, até mesmo passar à segunda fase parece improvável, neste contexto do grupo A.

Goleiros: 12- Jesús Corona (Cruz Azul-MEX), 1- Guillermo Ochoa (Ajaccio-FRA) e 23- Alfredo Talavera (Toluca-MEX);
Defensores: 4- Rafael Márquez (León-MEX), 13- Diego Reyes (Porto-POR), 15- Héctor Moreno (Espanyol-ESP), 22- Paul Aguilar (América-MEX), 7- Miguel Layún (América-MEX), 3- Carlos Salcido (Tigres-MEX), 2- Francisco Maza Rodríguez (América-MEX), 16- Miguel Ponce (Toluca-MEX) e 18- Andrés Guardado (Bayer Leverkusen-ALE);
Meias: 5- José Juan Vázquez (León-MEX), 6- Héctor Herrera (Porto-POR), 17- Carlos Peña (León-MEX), 8- Marco Fabián (Cruz Azul-MEX), 20- Javier Aquino (Villarreal-ESP) e 21- Isaac Brizuela (Toluca-MEX);
Atacantes: 19- Oribe Peralta (Santos Laguna-MEX), 14- Javier Hernández (Manchester United-ING), 9- Raúl Jiménez (América-MEX), 11- Alan Pulido (Tigres-MEX) e 10- Giovani dos Santos (Villarreal-ESP).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Brasil: Brasil 4x0 México (fase de grupos, 1950), Brasil 5x0 México (fase de grupos, 1954) e Brasil 2x0 México (fase de grupos, 1962)
Croácia: Croácia 0x1 México (fase de grupos, 2002)
Camarões: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

28/maio: México 3x0 Israel
31/maio: México 3x1 Equador
3/junho: México 1x0 Bósnia
6/junho: México 1x0 Portugal

Camarões
Eto'o é o craque dos camaroneses, que esperam não repetir a péssima campanha da Copa de 2010 (Getty Images)

Técnico: Volker Finke-ALE

Time-base (4-1-4-1): Itandje; M’Bia, N’Koulou, Chedjou, Bedimo; Song; Choupo Moting, Makoun, Enoh, Eto’o; Webo.

Craque: Samuel Eto’o – Chelsea-ING

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: 7 (quartas de final em 1990)

Ranking da Fifa: 56º 

Campanha nas Eliminatórias (8J-5V-2E-1D-12GP-4GC-8SG)

Segunda fase:
Camarões 1x0 República Democrática do Congo
Líbia 2x1 Camarões
Camarões 2x1 Togo
Togo 0x3 Camarões (originalmente, o jogo foi 2 a 0 para Togo, que, por ter escalado um jogador irregularmente, perdeu a vitória para os camaroneses)
República Democrática do Congo 0x0 Camarões
Camarões 1x0 Líbia

Terceira fase:
Tunísia 0x0 Camarões
Camarões 4x1 Tunísia

Depois de ficar ausente em 2006, Camarões participou da Copa de 2010 e também virá ao Brasil em 2014. E, ao contrário do que ocorreu há quatro anos, quando saíram sem vencer da competição, os Leões Indomáveis têm esperança de chegar à segunda fase. Porém, a passagem pelas eliminatórias africanas não foi tranquila e quase veio a eliminação. Nas partidas decisivas, contra a Tunísia, o 4 a 1, no jogo em casa, garantiu a vaga. Ainda no período entre copas, os camaroneses tiveram quatro comandantes e não conseguiram a classificação para as duas copas de nações africanas disputadas em 2012 e 2013. E, claro, como não poderia ser diferente em Camarões, muitos problemas internos e confusões, com Eto’o no protagonismo.

Para o Mundial, o técnico será Volker Finke, que assumiu o comando em 2013 e conduziu o time na reta final das eliminatórias. Algumas vezes com ele, Camarões não teve muita criatividade, chegando a jogar em um 4-3-1-2, com o volante Makoun sendo o homem mais avançado da linha média. Mas, nos últimos jogos, Finke escolheu um 4-1-4-1, com Eto’o aberto pela esquerda. Desta forma, o camisa nove pode contribuir não só com os gols, mas também com a criação de jogadas, que é o grande problema camaronês. Nas eliminatórias, os Leões Indomáveis marcaram 12 gols (três deles conquistados no tribunal) em oito jogos e, em cinco partidas, ou marcou apenas uma vez ou não anotou.

O melhor jogador da história do país, Samuel Eto’o, mesmo aos 33 anos, segue como principal esperança dos Leões Indomáveis. O capitão da equipe já teve problemas com o treinador e com o grupo, chegando a anunciar a retirada do futebol internacional. Mas, no final, esteve em campo e acabou saudado pelos companheiros. Além do camisa nove, que é a grande alternativa ofensiva camaronesa, a equipe tem um bom sistema defensivo. A dupla de zaga Chedjou e N’Koulou vêm jogando em alto nível há um bom tempo e o setor de marcação do meio-campo é onde Camarões tem mais opções válidas: Makoun, Song, M’Bia (que poderá jogar na lateral), Enoh e Matip.

Por isso, para alcançar a segunda fase, os Leões Indomáveis se apoiarão muito na boa defesa e, claro, contar com um Eto’o inspirado. O grupo A parece acessível, mas Camarões não larga como favorito à vaga, este posto é ocupado por Brasil e Croácia. Mas os africanos têm condição de surpreender neste Mundial, que poderá ser o último de Eto’o jogando em alto nível.

Goleiros: 16- Charles Itandje (Konyaspor-TUR), 23- Sammy Ndjock (Fethiyespor-TUR) e 1- Loic Feudjou (Coton Sport-CMR);
Defensores: 22- Allan Nyom (Granada-ESP), 5- Danny Nounkeu (Besiktas-TUR), 4- Cedric Djeugoue (Coton Sport-CMR), 14- Aurelien Chedjou (Galatasaray-TUR), 3- Nicolas N’Koulou (Olympique Marsella-FRA), 12- Henri Bedimo (Olympique Lyon-FRA) e 2- Benoit Assou-Ekotto (Queens Park Rangers-ING);
Meias: 6- Alex Song (Barcelona-ESP), Stephane 17- M’Bia (Sevilla-ESP),18-  Eyong Enoh (Antalyaspor-TUR), 11- Jean Makoun (Rennes-FRA), 21- Joel Matip (Schalke 04-ALE), 7- Landry N’Guemo (Bordeaux-FRA) e 20- Edgar Salli (Lens-FRA);

Atacantes: 9- Samuel Eto’o (Chelsea-ING), 13- Maxin Choupo-Moting (Mainz 05-ALE), 8- Benjamin Moukandjo (Nancy-FRA), 10- Vincent Aboubakar (Lorient-FRA), 15- Pierre Webo (Fenerbahçe-TUR) e 19- Fabrice Olinga (Zulte-Waregem-BEL).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Brasil: Camarões 0x3 Brasil (fase de grupos, 1994)
Croácia: nunca se enfrentaram
México: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

26/maio: Camarões 2x0 Macedônia
29/maio: Camarões 1x2 Paraguai
1/junho: Camarões 2x2 Alemanha
7/junho: Camarões 1x0 Moldávia

Para completar a análise, um podcast com Pierre Andrade, que, por muito tempo comandou o site Futebolespanhol.com.br, e Tauan Ambrosio, repórter do Goal Br, que trabalha com futebol internacional. Confiram o programa, que claro, contou com muita análise do futebol da seleção brasileira: