Mostrando postagens com marcador Thiago Motta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Thiago Motta. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Grazie, Júlio César

Júlio César chora no adeus ao Giuseppe Meazza (Inter.it)

Não escondo de ninguém o tanto que torço pela Internazionale, por isso, resolvi escrever esta postagem. O título é uma referência ao adeus de Júlio César no Giuseppe Meazza e quer dizer, “Obrigado, Júlio César”. 

Depois de sete anos em Appiano Gentile, JC vai para Londres, defender o Queens Park Rangers. Na Inter, ganhou tudo e foi importante em tudo que venceu – foram 14 taças. Em 2009-10, era o goleiro titular do triplete e teve participação fundamental. Na semifinal, contra o Barcelona de Messi, o brasileiro fez uma defesa espetacular em chute do melhor do mundo. No período em que esteve nos nerazzurri, Julione sempre figurou entre os melhores do mundo e chegou a ser o número um do planeta por uma temporada. 

Ao acertar a transferência, o camisa um nerazzurro fez questão de dizer que queria se despedir da torcida no estádio. E isto aconteceu hoje, na partida frente ao Vaslui, em que o empate por 2 a 2, garantiu a Inter na fase de grupos da Liga Europa. Antes da bola rolar, Julione tirou uma foto com o grupo e agradeceu pelo apoio que os torcedores lhe ofereceram durante todo o tempo em que vestiu a camisa do clube. No momento da despedida, o brasileiro chegou a chorar e eu confesso fui às lágrimas com Julione. A torcida colaborou com o momento e, além de aplaudir, fez a saudação tradicional ao camisa 12: "Júlio César lálálálá".

Protagonistas brasileiros se foram 

Maicon, Júlio César, Lúcio, Philippe Coutinho e Thiago Motta comemoraram juntos o Mundial Interclubes de 2010 (AP Photo)

No time titular do triplete, estavam Júlio César, Maicon, Lúcio e o ítalo-brasileiro Thiago Motta, que alternava entre o banco e a titularidade. No início de 2012, Thiago foi negociado para o PSG e, no começo da temporada, o zagueiro já havia sido liberado para assinar com a Juventus. Com a saída de JC e a quase certa venda de Maicon para o Manchester City, os nerazzurri ficarão sem os principais brasileiros da história recente do clube. 

O jogador verde e amarelo do elenco que parece com mais condições de assumir o protagonismo exercido pelos ex-companheiros é Philippe Coutinho. O agora camisa sete nerazzurro está na Itália desde 2010 e tem evoluído bem no clube, principalmente, depois do empréstimo, no início deste ano, ao Espanyol. Cout parece ter a confiança plena do técnico Andrea Stramaccioni. O brasileiro ainda não é titular, mas é membro importante no elenco interista. A temporada 2012-13 tem tudo para ser a da afirmação Coutinho na Europa. 

Sobre as saídas de Maicon e Júlio César, o presidente Massimo Moratti declarou: "eu já fiz isso (sobre liberá-los). É triste para nós, mas isso também vai motivá-los a ter um melhor desempenho daqui pra frente. Nós gostamos muito deles e A INTER SEMPRE SERÁ A CASA DELES".

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Uma Inter guerreira e perfeita bate o Barcelona

Jogando no Camp Nou com quase, ou até mais de 90 mil pessoas o Barça precisava do apoio de seus adeptos para vencer a Internazionale de José Mourinho. É isso mesmo, os nerazzurri que nessa temporada já foram acusados de anti-futebol, de pragmatismo e muitas vezes eram dados como desclassificados. Porém deixaram o poderoso Chelsea nas oitavas e depois a surpresa CSKA nas quartas.

Os blaugranas apresentavam o futebol arte, Messi vivia um estado de graça. A vitíma nas oitavas foi o Sttugart e nas quartas, um empate e uma vitória, mas acima de tudo dois shows do esquadrão catalão. O chaveamento dava que Inter e Barcelona se encontrariam nas semis, e os espanhóis ainda teriam a vantagem de decidir em casa. Seria o último jogo da Inter na UCL da atual temporada, um time que já estava garantido na final da Coppa Italia, mas que nos últimos suspiros da Serie A perdia fôlego e se encontrava em segundo lugar.

Porém veio a primeira partida no Guiseppe Meazza, para a surpresa de todos que começou jogando futebol foi a Inter. O Barcelona mantinha a bola, mas atacar era com os nerazzurri. O primeiro gol de Pedro para o visitantes parecia um acidente de percurso, e realmente foi. Depois do “susto”, deu Inter e por 3 X 1, com um gol impedido de Milito, mas ficou claro que os italianos poderiam ter feito mais.

Finalmente volto ao dia de hoje, mas deixo claro que ainda farei alguns flashbacks. Um mosaico maravilhoso recebeu as duas equipes. No começo o desenho está definido, Barcelona atacaria e a Inter concentraria seus esforços em sua forte defesa.
Mourinho aplude ironicamente a expulsão de Thiago Motta - AP Photo

A preferência pela defesa foi intensificada quando Motta foi expulso. O brasileiro dominou a bola e a protegeu, abrindo os braços, e sua mão direita pegou no rosto de Busquets. O volante desabou, mas se entregou, ao cair com as duas mãos sobre o rosto, porém já no chão o espanhol tira as mãos da face para ver se o árbitro acreditou no lance, e Frank De Bleeckere acreditou.

O barça tentava, mas pouco assustava os italianos, a exceção foi feita em uma jogada de Pedro e outra de Messi, que Júlio César o parou brilhantemente.

A primeira metade do jogo havia passado, faltavam 45 minutos para que o sistema ultradefensivo armado por “The Special One” Jose Mourinho tivesse o resultado esperado. A tática adota pelo português lembrava o Catenaccio, consagrado pela “Grande Inter” dirigida pelo pai de Massimo Moratti, Angelo Moratti e treinada pelo vitorioso Helenio Herrera. Equipe campeã europeia e mundial em 1964 e 1965. Mas o Catenaccio previa o contra-ataque que a equipe nerazzurra não apresentou no Camp Nou.

O domínio blaugrana apenas aumentou no segundo tempo, mas a eficiência defensiva nerazzurra cresceu dessa mesma forma. Messi tentou, e em um ótimo passe dele, Bojan perdeu a melhor chance do barça. Livre e na pequena área o jovem atacante falhou. Lúcio e Maicon foram bem hoje, porém a Inter teve em Cambiasso e Samuel que foram os melhores da defesa nerazzurra.
Piqué e seu golaço de centroavante - Getty Images

Messi não era o jogador de outrora, longe de fazer uma partida como a contra o Arsenal. Mas o argentino não deixa de ser o melhor do mundo, e foi ele quem iniciou a jogada do gol de Piqué. “La Pulga” passou a Xavi, o maestro espanhol enfiou bola para o zagueiro, que mais uma vez fez papel de atacante. O camisa três marcou um gol que poucos fariam, dominou e girou sobre Cordoba e Júlio César. Faltava um gol e aproximadamente 12 minutos para que o barça se classificasse.

Imaginem o que foi o final da partida, só deu Barcelona, Júlio salvou mais duas tentativas. E o pior o árbitro anulou um gol blaugrana. Jogada em que a bola bateu na mão de Touré, a defesa nerazzurra parou o ataque do barça, não, resultado gol de Bojan, que depois foi anulado. Talvez, não nem fosse acontecer o gol, mas o belga errou, a bola apenas tocou no braço (Junto ao corpo) do volante.

A última chance de gol dos donos da casa veio em um escanteio cobrado curto, Daniel Alves jogou na área e Lúcio afastou. Depois disso os donos do Camp Nou foram os visitantes, foi o árbitro apitar o final da partida que o banco interista invadiu o campo para festejar.
Mourinho explodiu com o apito final - Getty Images

Mourinho foi um dos que mais comemorou – lembrando que o português iniciou sua carreira de treinador como auxiliar técnico de Louis Van Gaal no Barcelona em 1999. O treinador português saiu em disparada em direção ao outro lado do campo, em suas mãos estava o número um. Victor Valdés interpretou como provocação isso, e tentou conter “Mou”, que nem deu atenção e continou sua festa.

Cambiasso – O melhor jogador do mundo que não irá a Copa – desabou no chão, visivelmente emocionado e também muito exausto. Maicon após trocar a camisa com Dani Alves tinha seu rosto coberto por lágrimas. Lúcio, Chivu e Samuel, caíram no gramado juntos, a missão de ambos estava cumprida. Eto’o abraçou seus ex-companheiros e hoje jogando muito mais preocupado com a marcação mostrou que Guardiola fez errado ao falar que não contava mais com ele.

A reposta do Barcelona a comemoração interista, “Cant del Barça” (Hino do clube) muito alto no som do estádio e sistema de irrigação do Camp Nou ligado, detalhe: Só onde se concentravam os nerazzurri. E o Ibra, não fez nada na primeira partida e hoje também não, parece que ninguém mais sente a saída de “Il Genio” da Itália.

A união que o grupo da Inter passou foi emocionante, até Balotelli foi saudado pelos companheiros. Os abraços e o semblante dos atletas mostravam comprometimento e que o grupo está fechado para a conquista desse título.

Agora a Inter (A equipe não chegava a final da Champions desde 1972) segue podendo conquistar a tríplicie coroa, seria a primeira vez que isso ocorreria com um time italiano. O Bayern é muito forte e tentará atrapalhar o sonho nerazzurro no Santiago Bernabéu. José Mourinho e Louis Van Gaal podem ser o terceiro treinador da história a conquistar o título da UCL por times diferentes.
Zanetti dá carrinho e pará Messi - Ag. Reuters

Javier Zanetti que já pensa em aposentadoria, poderia terminar sua carreira podendo levantar a taça mais importante da Europa e quem sabe depois conquistar o mundo. Grazie, Il Capitano!

Forza Inter e abraço a todos