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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Douglas Costa: moderno e antigo

No início na Alemanha, Douglas tem ignorado os marcadores e recebido diversos elogios (AFP)

Ironizado por muitos e desconhecido por tantos outros no Brasil, Douglas Costa chegou ao Bayern de Munique nesta temporada e já chama atenção. O brasileiro não sente o peso da responsabilidade dos 30 milhões de euros investidos em seu futebol e joga o quanto precisa para afastar as desconfianças. 

Douglas Costa é canhoto, extremamente veloz, habilidoso e não tem medo de confrontos um contra um. O brasileiro foi contratado como alternativa ao famoso dueto bávaro, Robery (Robben e Ribéry), principalmente para substituir o francês, que vem sofrendo com constantes lesões. Neste início de 2015-16, o gaúcho já apareceu na ponta direita e na ponta esquerda, mas se destacou mesmo por atuar como um ponta antigo pelo lado canhoto do ataque bávaro. 

Ponta à moda antiga? Sim, pois, ao contrário das atuais referências na posição – Robben, Hazard, Neymar –, Douglas Costa não atua com pé invertido. O canhoto tem chamado mais a atenção jogando pela esquerda e indo ao fundo para cruzar. Uma característica pouco comum ao futebol moderno, mas que dá muito certo no atualizadíssimo Bayern de Munique de Pep Guardiola. Os números refletem esse sucesso: nos primeiros três jogos da Bundesliga, o camisa 11 soma quatro assistência e um gol – lidera a Liga Alemã no primeiro quesito. 

Com cinco participações em gols do Bayern, o gaúcho é responsável direto por 50% dos tentos anotados pela equipe de Munique, nas três partidas iniciais do campeonato. Apenas Thomas Müller, com os cinco gols anotados – três deles marcados após passe de Douglas Costa –, tem importância igual a do brasileiro no ataque bávaro. 

O bom desempenho inicial tem dois motivos óbvios: a qualidade do jogador e a confiança de Pep Guardiola no futebol dele. Dentro das diversas variações do catalão, neste começo de temporada, Douglas Costa como titular é uma das certezas. Isso somado aos ótimos números e ao bom nível de futebol apresentado, garantiram o prêmio de melhor jogador da Bundesliga no mês de agosto. 

Logo após a estreia do brasileiro, Pep Guardiola declarou estar muito feliz com desempenhos do novo camisa 11 dos bávaros. “O Bayern fez uma ótima aquisição com o jovem Douglas Costa. Ele pode jogar tanto pela ponta direita, quanto pela esquerda. Ele tem a visão necessária para ter sucesso jogando centralizado também. Nos próximos dias, ele vai receber um monte de elogios pelo seu desempenho, mas é o nosso trabalho ajudá-lo a permanecer com os pés no chão”. 

A largada em grande estilo na Alemanha mostra ao Brasil que Douglas Costa é excelente opção aos canarinhos. Além disso, com os constantes problemas físicos de Ribéry e Robben (ambos estão fora das próximas partidas), a possibilidade é muito grande de que o bom início se concretize em uma temporada sendo muito relevante no elenco bávaro. A seleção brasileira e Pep Guardiola apostam nisso.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Os melhores jogadores do mundo 2013-14

Nos últimos dois anos, o Blog, assim como a FIFA, elegeu os melhores do mundo entre dezembro e janeiro. Porém, desta vez, farei da forma que acho mais correta, portanto, a lista será divulgada nesta postagem, levando em conta os desempenhos dos atletas, na temporada 2013-14. Afinal, os melhores do mundo estão na Europa, portanto, o óbvio na hora de premiar é seguir o calendário do melhor futebol do planeta. As estatísticas que serão apresentadas ao longo do texto são do ótimo site inglês Transfermarkt

Ao contrário de 2012, quando selecionei dez jogadores, agora em 2014, repetirei os 15 escolhidos do ano passado. O número um pouco maior é para tentar evitar polêmicas e não deixar de premiar nenhum jogador que teve destaque em 2013-14. Mas, mesmo assim, nem todos os jogadores que gostaria, alcançaram o top 15. As ausências mais sentidas por mim – e, provavelmente, por vocês – foram Thomas Müller, Andrés Iniesta e Neymar Júnior. 

Portanto, vamos aos escolhidos:

1°- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal): 

Ninguém conseguiu segurar Cristiano Ronaldo, em 2013-14 (Getty Images)

A FIFA reconheceu Cristiano Ronaldo como melhor do mundo, depois de anos de domínio de Lionel Messi. Mais goleador do que nunca, o camisa sete foi o um dos principais responsáveis pela décima conquista continental do Real Madrid. Na Liga dos Campeões, o Gajo balançou as redes 17 vezes em onze jogos, e quebrou o recorde de gols em uma única edição. Aliando força, velocidade e técnica, o craque português também foi artilheiro do Espanhol, com 31 gols, e, no título da Copa del Rey, marcou três vezes. Vestindo blanco, Ronaldo jogou 47 vezes, marcou 51 tentos e cedeu 19 assistências. O camisa sete também foi o responsável pela classificação de Portugal ao Mundial do Brasil, pois, na repescagem, marcou os quatro gols portugueses contra a Suécia, que garantiram a vitória por 4 a 2, no placar agregado. Na Copa do Mundo, o Gajo chegou incomodado, por conta de uma lesão, que acompanhou o final de temporada dele, por isso, apenas um gol e a eliminação da Seleção das Quinas na primeira fase. 

2°- Ángel di María (Real Madrid-ESP – Argentina): 

A comemoração de Di María foi repetida muitas vezes, nesta temporada, quando se concretizou entre os melhores do mundo (AFP)

Com a chegada de Gareth Bale por valores astronômicos, o Real Madrid cogitou vender Di María, mas o camisa 22 merengue optou por lutar pela vaga entre os onze e não deixou o clube espanhol. Com lesões e problemas para encaixar o time, "El Fideo" começou a aparecer como titular e trouxe equilíbrio aos blancos. Nos planos de Ancelotti, o argentino se tornou um meia no 4-3-3, que apoiava o ataque e também ajudava na marcação. Assim, foi o grande assistente madridista com 26 assistências, muitas delas, decisivas para vitórias da equipe. A velocidade, a visão de jogo e a precisão dos passes foram as principais características das atuações, por isso, os oito gols marcados ficaram em segundo plano. Na Copa do Mundo, Di María seguiu os bons desempenhos e marcou um gol decisivo, nas oitavas de final, contra a Suíça, no final da prorrogação. Por muitos momentos, foi melhor que Messi. Talvez se o camisa sete albiceleste não tivesse se machucado, nas quartas de final, a Argentina poderia ter chegado ao título. 

3°- Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain – Suécia): 

Ibrahimovic chuta a bandeira de escanteio, após marcar um gol: matador e marrento como nenhum outro jogador do mundo (Benoit Tessier/Reuters)

Durante todo o ano, havia uma dúvida no mundo: quem é o melhor camisa nove do planeta, Ibrahimovic ou Luis Suárez? Ao final da temporada, o sueco pode ostentar este título – ao menos, para este blog. Apesar do crescimento do Monaco, o PSG conseguiu o título da Ligue 1, com alguma tranquilidade, pois tinha um comandante de ataque especial. Ibra começou a temporada como falso nove e, por isso, alcançou bons números nos gols e também nos passes: em 46 jogos, foi às redes 41 vezes e deu 18 assistências – artilharia do Francês e a vice na Liga dos Campeões. Na competição européia, os dez gols do sueco foram fundamentais para a chegada às quartas de final, porém, sem o camisa dez na partida em Stamford Bridge, o PSG parou por aí. Na seleção, Ibrahimovic bem que tentou, mas, no duelo contra Cristiano Ronaldo, acabou superado pelo craque português e ficou fora da Copa. 

4°- Lionel Messi (Barcelona – Argentina): 

Em 2013-14, Lionel Messi não esteve tão iluminado como em anos anteriores, mas, mesmo assim, atingiu altos índices em gols e assistências (David Ramos/Getty Images)

Em 2013-14, Messi não repetiu o nível futebolístico dos últimos anos, muito por conta de problemas físicos, que o acompanharam em toda a temporada e, principalmente, nos momentos decisivos. Porém, mesmo em uma fase de baixa, o camisa dez blaugrana apresentou números impressionantes: em 46 partidas, 41 gols e 15 assistências. Portanto, apesar de não ter jogado como antes, “La Pulga” conseguiu participar de mais de um gol por jogo. Menos intenso, os brilhos esporádicos apareceram, como no 3 a 4 sobre o Real Madrid, onde o craque argentino marcou três vezes e ainda assistiu o outro gol barcelonista. Na Copa do Mundo, Messi foi um dos melhores argentinos e, sem ele, a albiceleste teria muitos problemas para ultrapassar a primeira fase. Assim como no clube, na seleção, o camisa dez não teve atuações lineares, mas apareceu com quatro gols decisivos (todos na fase de grupos) e a assistência igualmente importante contra a Suíça, nas oitavas de final. Por isso, foi eleito o Bola de Ouro do Mundial, escolha que o blog não concorda. 

5°- Luis Suárez (Liverpool-ING – Uruguai): 

Luis Suárez comemorou muitos gols e foi decisivo para o Liverpool, em 2013-14, mas ficou devendo - mais uma vez - na questão disciplinar (Andrew Powell/Liverpool FC via Getty Images)

Se não fosse a questão disciplinar, Luis Suárez seria um dos melhores jogadores do mundo. Em 2013-14, apesar de ter que cumprir seis jogos de suspensão, no início da English Premier League, o uruguaio conseguiu se concretizar como um dos principais futebolistas da atualidade. Na EPL, foram incríveis 31 gols e 21 assistências, em 33 partidas, o que resultou na eleição dele como melhor jogador da liga, pelos jogadores, público e jornalistas. Por conta dos ótimos desempenhos do camisa sete dos reds, a equipe ficou muito próxima do título, que não vem desde 1989-90. Quando o Liverpool precisava, Suárez era capaz de decidir os jogos sozinho, com dribles, poder de finalização e raça incrível. O salteño seria a principal esperança dos charrúas para a Copa do Mundo, porém, às vésperas do início da competição, se lesionou e foi operando, largando a disputa no banco. O camisa nove celeste reapareceu contra a Inglaterra e marcou os dois gols que garantiram a vitória uruguaia, mostrando o poder decisão. Porém, na última rodada da fase de grupos, a mordida em Chiellini e a suspensão de nove partidas internacionais e quatro meses de banimento do futebol. Novamente, a parte disciplinar atrapalhou Luis Suárez. 

6°- Yaya Touré (Manchester City – Costa do Marfim): 

Yaya Toure liderou o Manchester City ao título da Premier League, em temporada que marcou mais gols do que habitualmente (Alex Livesey/Getty Images)

Não há duvidas que, em 2013-14, o mundo viu o melhor de Yaya Touré. Forte na defesa, incrivelmente relevante no ataque e capaz de decidir jogos constantemente, o costa-marfinense foi o grande fator que levou o Manchester City ao título inglês, com arrancada incrível na reta final. O meia-central foi o terceiro artilheiro da Premier League, com 20 gols (muitos de falta) e nove assistências, decidindo várias partidas. Ao todo, na temporada, balançou as redes 24 vezes e cedeu 12 passes decisivos. Sem ele, os citzens não teriam vencido a Liga e a Copa da Liga. No Mundial de 2014, o camisa 19 dos elefantes, assim como toda a equipe costa-marfinense, decepcionou e, sem ser relevante, caiu na primeira fase. Porém, o desempenho no City rendeu a Yaya Touré, pela terceira vez consecutiva, o título de melhor jogador africano do ano, um feito que nenhum futebolista havia alcançado. 

7°- Marco Reus (Borussia Dortmund-ALE – Alemanha): 

Marco Reus foi impressionante e parece capaz de liderar um novo Dortmund, sem Götze e Lewandowski (Getty Images)

O Borussia Dortmund teve uma temporada dominada por lesões, figuras centrais ficaram fora dos onze iniciais e ainda perderam Mario Götze. Mas, apesar disso, a equipe conseguiu alguns bons resultados. Um dos principais responsáveis por isso foi Marco Reus. Na Supercopa da Alemanha, o jogador marcou dois gols e deu uma assistência, no 4 a 2 dos aurinegros sobre o Bayern. Com muita velocidade, habilidade e técnica, o camisa onze se destacou marcando e assistindo os companheiros. O ponta-esquerda marcou 16 vezes e cedeu 14 assistências, liderando a Bundesliga no segundo quesito. Somando as demais competições, sete gols e nove passes decisivos. Portanto, não há dúvida, o vice-campeonato do Alemão, da Copa da Alemanha e a chegada às quartas de final da Liga dos Campeões tiveram muita relação com os desempenhos de Reus. Na seleção, o jogador aurinegro ganhou espaço nesta temporada e disputou cinco jogos, porém, por conta de uma lesão, não veio ao Brasil, ficando de fora da campanha campeãa mundial.

8°- Arjen Robben (Bayern de Munique – Holanda): 

Robben mostrou nível espetacular pelo Bayern, em 2013-14, mas foi pela Holanda que assustou mais os adversários (Reuters)

O Bayern de Munique foi o time da posse de bola e troca de passes, mas a verticalidade e o desequilíbrio não desapareceram. Robben foi o principal responsável pela quebra das defesas adversárias, com os dribles, normalmente buscando a canhota com extrema velocidade e categoria. Com onze gols e seis assistências, o camisa dez bávaro foi muito importante para a conquista da Bundesliga, com recorde de antecedência. No outro título da temporada, a Copa da Alemanha,  marcou quatro vezes e assistiu cinco. Ao todo, em 2013-14, o holandês conseguiu 21 gols e 17 assistências, em 45 aparições. Os números não refletem exatamente a enorme importância de Robben, que talvez, tenha ficado mais clara apenas na Copa do Mundo. No Brasil, o camisa onze da Holanda foi o principal propulsor da equipe ao terceiro lugar, pois o elenco de Van Gaal não era dos mais qualificados e era muito jovem. Com gols, dribles e passes, para muitos – inclusive, este blog –, o carequinha foi o melhor jogador do Mundial 

9°- Arturo Vidal (Juventus – Chile): 

Apesar de ter vencido apenas um título, Vidal pode comemorar uma temporada muito boa, em que foi a estrela bianconera (Getty Images)

Este é mais um típico de caso de jogador, que, em 2013-14, atingiu o melhor nível de futebol. Vidal é importante para a Juventus desde que chegou, porém, neste ano, se tornou mais dono do time do que Pirlo. No 3-1-4-2 de Antonio Conte, o chileno é um dos meias-centrais, que atuam à frente do camisa 21, e, por isso, se divide em ações defensivas e ofensivas. Mesmo executando função dupla, o camisa oito bianconero é incansável e traz intensidade durante todo o tempo que está em campo. O “Rei Arturo” foi fundamental para o terceiro scudetto consecutivo da Velha Senhora e, na campanha, colaborou com onze gols e seis assistências – ao todo, marcou 18 vezes. No final da temporada, uma lesão tirou o jogador de partidas decisivas e quase complicou a participação dele no Mundial. Porém, Vidal chegou ao Brasil e, em três jogos, conseguiu ajudar o Chile a chegar às oitavas de final da disputa. A impressão é que o meia-central ficou devendo um pouco na Copa, onde a questão física pesou em seu desempenho. 

10°- James Rodríguez (Monaco – Colômbia): 

Pela Colômbia, James Rodríguez foi uma das grandes estrelas do Mundial 2014, competição em que foi artilheiro, com seis gols (Reuters)

Não foram poucos que descobriram o camisa dez colombiano durante a Copa, porém, para os que acompanham o futebol internacional com mais profundidade, não existiu nenhuma surpresa. Ótima visão de jogo, bons passes, habilidade extrema e chutes precisos são características antigas do jogo de James, mas, nesta temporada, tudo foi realizado no mais alto nível. O colombiano demorou a ser firmar no Monaco, porém, ao longo do ano, passou a se sentir mais à vontade no principado e liderou o time ao vice-campeonato da Ligue 1, com 13 assistências – um dos líderes no quesito na França. Além disso, a jovem estrela ainda marcou nove vezes. Mas foi o desempenho no Mundial que colocou James Rodríguez em destaque na lista. Artilheiro da Copa com seis gols (dois deles golaços) em cinco jogos, o dez cafetero também cedeu dois passes decisivos. Sem Falcao García lesionado, a Colômbia teve o chuteira de ouro como grande propulsor da ótima campanha no Brasil. 

11°- Diego Costa (Atlético de Madrid – Espanha): 

Diego Costa mostrou muito com a camisa rojiblanca e foi um dos grandes responsáveis pela conquista da Liga pela equipe (Alexander Klein/AFP/Getty Images)

O sergipano de Lagarto não é dos jogadores mais técnicos do mundo, mas deixa isso de lado com força, raça e velocidade. Diego Costa foi o símbolo do futebol do Atlético de Madrid de Diego Simeone, que incomodou – e muito – os gigantes da Espanha e da Europa. Em La Liga 2013-14, o camisa nove rojiblanco marcou 27 vezes e assistiu cinco, em 35 partidas. Assim, o hispano-brasileiro foi o principal destaque do Atléti, que conseguiu quebrar a hegemonia de Barcelona e Real Madrid, que vinha há dez anos, e ganhou o primeiro título espanhol em 18 anos. Na principal competição do planeta, a Liga dos Campeões, Diego Costa marcou um gol a cada 72 minutos em campo (ao todo, oito) e ainda cedeu duas assistências. Novamente com o camisa nove como destaque, o Atlético chegou à final da disputa, contra o Real Madrid. Na decisão em Lisboa, mesmo machucado, o camisa nove foi titular, mas a lesão voltou a incomodá-lo e obrigou que ele fosse substituído. Desta forma, o centroavante teve a sua ida à Copa do Mundo em dúvida, porém, Vicente Del Bosque não abriu mão do jogador e o trouxe ao Brasil. Mas, no Mundial de 2014, o desempenho de Diego Costa – e toda a Espanha – foi muito ruim e, assim, terminou a ótima temporada de forma melancólica. 

12°- Manuel Neuer (Bayern de Munique – Alemanha): 

Ninguém voou tão alto quanto Neuer, que foi o melhor goleiro da temporada e um dos melhores na Copa do Mundo (Adrian Dennis/AFP/Getty Images)

Nas duas últimas temporadas, o camisa um do Bayern de Munique se concretizou como o melhor goleiro do mundo. Com 1,93m, Neuer se destaca pelo bom posicionamento, a segurança, mas também pelos reflexos muito apurados e a força na saída do gol, seja por cima ou por baixo. Ele foi o líder da linha defensiva bávara, que, em 34 rodadas da Bundesliga 2013-14, sofreu apenas 23 gols. Ser vazado poucas vezes colaborou com o título alemão e foi importante para a conquista da Copa da Alemanha. Apesar das duas taças (três, contado a Supercopa da UEFA), o Bayern não teve uma temporada tão marcante como 2012-13, porém, 2014 reservava o Mundial e, no Brasil, Neuer deixou desempenhos marcantes. A conquista da Alemanha teve o camisa um entre os grandes destaques. Contra a França, nas quartas de final, foram diversas defesas e, nos minutos decisivos, com uma só mão, parou um arremate de Benzema, que levaria o jogo à prorrogação. Na semi e na final, o jogador do Bayern não teve tanto trabalho, porém, quando exigido, apareceu bem e garantiu a Luva de Ouro da Copa do Mundo de 2014. 

13°- Gareth Bale (Real Madrid – País de Gales): 

Talvez o principal mérito de Bale tenha sido combinar muito bem com o principal craque madridista, Cristiano Ronaldo (Getty Images)

Contratado por um valor não revelado, mas que deve chegar aos 100 milhões de euros, Gareth Bale mostrou o que já havia apresentado no Tottenham: convívio perfeito entre exuberância física e qualidade técnica. Mostrando tudo isso, o galês chegou ao Real Madrid e, mesmo jogando fora de posição (nos Spurs, atuava pela esquerda e pelo centro), logo se adaptou à ponta-direita e se tornou peça chave no elenco madridista. Ao longo de toda a temporada, camisa onze marcou 22 gols e deu 19 assistências e, na Liga dos Campeões, foi ainda mais importante, pois anotou seis vezes e cedeu quatro passes decisivos. Bale soube ser o coadjuvante de luxo de Cristiano Ronaldo e, quando o português não esteve em campo, não teve problemas para assumir o protagonismo. 

14°- Philipp Lahm (Bayern de Munique – Alemanha): 

Capitão da Alemanha, Philipp Lahm teve a honra de levantar a Copa do Mundo, competição em que foi muito bem (DPA)

Melhor lateral do mundo e um dos melhores da história, com a chegada de Pep Guardiola ao Bayern de Munique, Lahm passou a ser colocado como 1° volante no 4-1-4-1 (4-3-3) do técnico catalão. A idéia era ter uma saída de bola mais limpa, aproveitando do bom passe do camisa 21, que também seria útil para ditar o ritmo das partidas. Apesar de ótimas exibições na nova função, o capitão bávaro perdeu um pouco da relevância ofensiva, em 48 jogos pelo clube, fez apenas um gol e cedeu nove assistências – números mais baixos do que ele produziria na posição de origem. Na seleção alemã, Löw iniciou a Copa com Lahm na volância, com as mesmas idéias de Guardiola e, desta forma, o jogador do Bayern se concretizou como melhor passador da competição: acertou 562 passes dos 651 que tentou (índice de 86%). Porém, na reta final, o capitão voltou a ser lateral-direito e cresceu seu rendimento ofensivo, fechando o Mundial com duas assistências. A queda dos números de ataque do camisa 16 da Alemanha deve fazer o técnico do clube repensar no posicionamento, para, na próxima temporada, Lahm alcançar uma posição mais alta neste ranking. 

15°- Luka Modric (Real Madrid – Croácia): 

Com a chegada de Bale, ex-companheiro de Tottenham, Modric esteve mais à vontade nesta temporada e foi relevante nas conquistas madridistas (Manu Fernandez/AP)

Na primeira temporada em blanco, Modric não foi o jogador que já havia sido na carreira, porém, no segundo ano em Madri, a relevância aumentou muito. Seja no 4-3-3 ou no 4-4-2 de Carlo Ancelotti, o croata teve muita importância como meia-central, ajudando na defesa e no ataque. A elevada qualidade técnica do ex-jogador do Tottenham foi fundamental para a saída de bola e para boa conexão entre o meio e ataque madridista. Na temporada que culminou com os títulos da Copa Del Rey e da Liga dos Campeões, Modric fez dois gols e cedeu oito assistências, nas 49 partidas, em que disputou 3.875 minutos. Na seleção, ostentando a camisa dez, foi importante para a classificação ao Mundial. Mas, na Copa do Mundo, a Croácia não esteve bem e, por isso, o craque do meio-campo acabou não se destacando muito, ficando mais para trás na nossa lista.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Balanço da segunda Era Felipão

Luiz Felipe Scolari assumiu a seleção brasileira em 2013 e mudou o patamar da equipe para a Copa de 2014 (Marcio Iannacca/Globoesporte.com)

Luiz Felipe Scolari começou a segunda passagem pelo comando da seleção brasileira, no dia 23 de janeiro de 2013, quando convocou 21 jogadores (Hernanes foi cortado, ficando com 20 atletas) para o amistoso frente à Inglaterra, no dia seis de fevereiro, no Estádio Wembley. Desde então, os samba boys foram mudando em relação à proposta de jogo que o ex-técnico Mano Menezes propunha. 

Felipão deixou claro que, ao contrário do antecessor, não abriria mão de um volante mais marcador à frente da zaga e também gostaria de um centroavante comandando o ataque. Essas duas funções tinham sido, ao poucos, deixadas de lado por Mano Menezes, que, na reta final do trabalho – a melhor fase dele –, apostava em um 4-2-3-1, com Ramires e Paulinho compondo a volância e Neymar atuando como “1”. 

Mas Luiz Felipe Scolari também repetiu algumas coisas que eram comuns no trabalho do antecessor. O pentacampeão aproveitou muitos jogadores que estrearam com a camisa verde e amarela sob o comando de Mano Menezes e o esquema tático foi mantido, com alterações periódicas. Porém, o atual trabalho é uma ruptura com o anterior, outra alteração é o sensível aumento na média de idade da equipe. O ex-técnico teve, em média, 24,4916 anos, enquanto, Felipão aposta em mais experiência: 26,0885 anos.

Início claudicante 

Apesar de receber um time que começava a se acertar, Felipão não teve facilidade no início com a seleção. O já citado amistoso frente à Inglaterra, acabou com derrota brasileira, por 2 a 1. Mas o jogo serviu para algumas coisas. Arouca, que entrou no intervalo, foi muito mal e cometeu um erro infantil, sepultando qualquer chance com Luiz Felipe Scolari – voltou a ser chamado, mas apenas em jogos que só os jogadores que atuam na América do Sul eram elegíveis. E o centroavante titular, Luís Fabiano (nunca mais foi convocado), participou mal da partida e viu Fred jogar muito melhor, o que deixou o são-paulino para trás na disputa pela camisa nove. 

Este foi o time que jogou contra a Rússia, logo no início do trabalho de Felipão. A configuração da equipe é muito semelhante ao que se vê atualmente em campo (Glyn Kirk/AFP)

O Brasil jogava contra times interessantes e os dois jogos seguintes foram frente à boas seleções europeias, Itália e Rússia. A partir destas partidas, Felipão escalou o 1° volante clássico no time e, assim, Fernando ganhou a vaga de Ramires ao lado de Hernanes. O empate frente aos tetracampeões mundiais teve um ótimo primeiro tempo brasileiro, jogando no 4-4-1-1, com Neymar flutuando atrás de Fred. Porém, na segunda etapa, a Itália conseguiu dois gols e empatou a partida.

Contra a Rússia, o Brasil produziu pouco e merecia a derrota que não veio. O gol russo saiu em lance representativo, Fayzulin marcou após bombardeiro dentro da área verde e amarela. Mas Fred conseguiu o empate aos 44 do segundo tempo. Era mais um gol do centroavante do Fluminense, que já nesta fase, ia se garantindo como nove dos samba boys. Por outro lado, nas duas partidas, Kaká teve oportunidade por cerca de 90 minutos, inclusive sendo titular frente ao time do leste europeu. Porém, o ex-melhor do mundo não foi bem e nunca mais recebeu o chamado de Felipão.

Em jogo sem grande importância, contra a Bolívia, em La Paz, com o ele o composto apenas por jogadores que atuam no Brasil, veio a primeira vitória. O 4 a 0 frente La Verde foi uma partida que teve boa atuação de Ronaldinho e, principalmente, de Jádson, que aí, praticamente, garantiu a vaga na Copa das Confederações. O jogo também serviu para Neymar marcar seus primeiros gols sob o comando de Felipão – com Mano foi artilheiro (17) e líder de assistências (11) da seleção.

 O Brasil ainda fez mais uma partida daquelas que não devem ser realizadas. O jogo contra o Chile, em Belo Horizonte, também contou apenas com jogadores que atuam na América do Sul. Isto provoca a existência da cobrança de seleção brasileira para um time que veste a camisa verde e amarela, mas está longe de ser composto pelos melhores nascidos no país. Esta observação se tornou real em campo, pois o Brasil chegou a ser vaiado e foi mal no empate em 2 a 2. Mas alguém sofreu ainda mais. Na cidade que reencontrou o bom futebol, Ronaldinho fez a última partida com Felipão, quando vestiu a camisa dez, foi titular, capitão e jogo por todos os 90 minutos. Porém, o jogador do Atlético Mineiro foi mal e, para completar, teria se atrasado na apresentação. As duas coisas somadas, até aqui, sacramentam a saída do ex-melhor mundo da seleção.

Virando a chave

Durante a Copa das Confederações, a seleção brasileira mostrou muita união (Getty Images)

A seleção começou a engrenar no pré-Copa das Confederações, quando enfrentou seleções grandes e que virão ao Mundial de 2014, Inglaterra e França. O volante Luiz Gustavo chegou e assumiu o posto de principal marcador do meio-campo, que, no início, se desenhava para ter quatro homens com Neymar à frente dando suporte ao centroavante Fred. Porém, logo o 4-2-3-1 entrou e a formação teve Oscar centralizado, Hulk à direita e Ney à esquerda. O Brasil foi melhor, mas ficou no empate com os ingleses em 2 a 2.

No segundo amistoso, novamente, os canarinhos foram melhores que os rivais europeus. Desta vez, o 4-2-3-1 foi utilizado desde o início e teve muita movimentação dos três meias ofensivos, que, além disso, contribuíram bastante com a marcação – características que se tornaram comuns aos samba boys a partir daí. O 3 a 0 construído na segunda etapa também mostrou a importância de uma outra formação, o 4-3-3, com um volante mais preso e dois meias, que na origem são volantes. Esta alternativa descoberta nestas duas partidas passaria a fazer parte – com importância – do repertório verde e amarelo.

O futebol já era melhor e, com isso, a confiança aumentou. Para melhorar, o Brasil largou bem na Copa das Confederações. Os canarinhos aplicaram 3 a 0 no Japão, em uma partida de altos e baixos, mas que não sofreu muitos sustos e teve Neymar dando um aperitivo daquilo que iria mostrar na disputa. A torcida também ajudou, pois a seleção criou uma relação especial com a arquibancada, criada em meios às “jornadas de junho”, que levaram milhões jovens às ruas do Brasil por melhorias no país. A partir do jogo frente ao México no Castelão, em Fortaleza, um ritual emergiu antes da bola rolar: jogadores abraçados e cantando mesmo após o tempo estipulado pela Fifa para a execução do hino, isto com o apoio de todo o estádio. Por isso, a seleção entrava pilhada a cada jogo, o que deu resultado em campo.

Mesmo sem apresentar o melhor futebol, o Brasil também venceu a Itália, por 4 a 2. A partida representou os primeiros gols de Fred na Copa das Confederações. O centroavante brasileiro recebia justas críticas por não participar muito da partida sem a bola, sendo apenas um homem de área. Os dois gols serviram para acordar o nove brasileiro, que passou a ser mais importante aos canarinhos, pois, a partir daí, se tornou mais participativo, ajudou a pressionar a saída de bola adversária e tocou mais na bola fora da área.

A primeira fase valeu para ganhar Fred, ter Paulinho bem, ver Neymar sendo o craque do torneio, conseguir um sistema defensivo que foi vazado apenas duas vezes em três jogos e ainda encontrar uma alternativa tática viável ao funcional 4-2-3-1. Porém, a semifinal colocava o Uruguai do outro lado e, apesar de não viver o melhor momento, a celeste olímpica utilizou a competição para mudar a mentalidade e buscar a classificação à Copa do Mundo de 2014, que acabou vindo após a Copa das Confederações, quando os charrúas foram muito bem.

O Uruguai apesar de ter Suárez, Cavani e Forlán em campo, foi uma equipe defensiva armada no 4-1-4-1, reduzindo muito os espaços. O Brasil teve muitas dificuldades para enfrenta-los. Mas os canarinhos tiveram os melhores jogadores resolvendo a partida. Primeiro Paulinho encontrou Neymar nas costas da zaga, o dez verde e amarelo chutou cruzado e Fred aproveitou o rebote para marcar. O melhor charrúa do torneio, Cavani assustou ao empatar logo no início da segunda etapa. Os brasileiros sofreram, porém, no final, Ney cruzou bola no segundo pau e Paulinho decidiu de cabeça.

A grande exibição 

O auge da campanha ocorreu no momento necessário, uma final frente à atual bicampeã europeia e campeã mundial, Espanha. É desnecessário postar acrescentar o meu texto no dia neste post, mas ele está aqui.

Brasil tem um craque

O cara da Copa das Confederações é o cara da seleção verde e amarela  (Laurence Griffiths/Getty Images)

Assim como foi com Mano Menezes, o Brasil segue tendo um craque: Neymar. Com o ex-técnico da seleção, o melhor brasileiro começou na ponta-esquerda, terminou como falso centroavante, mas sempre jogou bem. Já com Felipão, Ney atuou, prioritariamente, aberto pela esquerda e foi assim que ele recebeu a bola de ouro da Copa das Confederações. Na competição, o camisa dez teve números bem expressivos: quatro gols, duas assistências, quatro desarmes e cinco bolas recuperadas. Neymar decidiu na frente e também participou bastante do jogo defensivo, portanto, foi o craque que todos esperavam que fosse.

No Barcelona, o dez do Brasil também atua aberto pela esquerda e não decepciona, mostrando que já se vira melhor frente à times que oferecem menos espaço para o seu jogo. Neymar chegou à Catalunha e, logo no início, ganhou espaço na equipe: no 4-3-3 de Gerardo Martino é o ponta-esquerda. No clube que tem Messi no centro do ataque, o brasileiro joga mais na posição e flutua menos, por isso, tem feito menos gols, mas compensa cedendo assistências para que os companheiros marquem. Virou o principal assistente blaugrana, porém, no grande jogo contra o Real Madrid, além do passe decisivo para Alexis Sánchez, foi dele o primeiro gol da partida. Ao mesmo tempo, Neymar também já consegue colaborar mais na defesa e isto é visto em campo também quando veste o verde e amarelo.

Mesmo com os bons rendimentos jogando na ponta-esquerda, na reta final do trabalho de Felipão, nos amistosos contra Honduras e Chile, Neymar passou a jogar no centro da linha três meias. No novo posicionamento, o rendimento não caiu. O camisa dez segue fazendo àquilo que se espera dele: passa, dribla, faz assistências e, principalmente, marca gols. Por isso, é com ele que os samba boys contam para decidir os jogos. A manutenção do alto nível, leva Ney a ser o grande líder da era Luiz Felipe Scolari também em números: são dez gols e dez assistências, liderando os dois quesitos no período, assim como foi com Mano Menezes.

A definição dos 23 da Copa do Mundo de 2014

Pelos resultados e pela repetição seguida dos convocados, há a clara a impressão de que Luiz Felipe Scolari já tem, praticamente, os 23 nomes definidos para a Copa de 2014. Recentemente, o próprio técnico da seleção brasileira deu base àquilo que era especulado: “não estão mais sobrando vagas. Se eu fosse pensar em mexer e riscar eu tenho 25 para levar. Tenho gente a mais. Tenho gente hoje já a mais do que eu imaginava. Está mais fácil para mim do que eu imaginava". Ou seja, jogadores que não foram convocados ainda parecem ter apenas chances remotas de jogar a Copa no Brasil. Então, vamos tentar prever o que ainda é dúvida para Felipão.

A defesa é o setor que tem mais definições. Os goleiros Júlio César e Jefferson são nomes certos, falta o terceiro da lista. Diego Cavalieri e Victor disputam a posição. Fábio, do Cruzeiro, mereceria participar da corrida e seria o meu escolhido, porém, o goleiro do Atlético Mineiro parece estar mais próximo da convocação. Na lateral-direita, a dupla da última Copa do Mundo tem tudo para ser repetida. Daniel Alves parece um pouco à frente, mas, com o inimaginável retorno de Maicon à seleção, o barcelonista passa a ter um grande concorrente pela titularidade. No lado esquerdo, Marcelo é o grande nome e havia a indefinição do reserva, mas, com as últimas boas atuações de Maxwell, caso não haja uma lesão, ambos estarão no Mundial.

Completando a defesa, três dos quatro zagueiros da Copa estão definidos: os titulares Thiago Silva e David Luiz e o reserva Dante. Mais uma vez, o meu escolhido para a vaga restante, não faz parte dos planos da seleção, Miranda. Felipão deve escolher um entre Réver, Dedé, Henrique e Marquinhos. Antes a disputa parecia que seria definida por um clássico mineiro, porém hoje, aposto que o mais jovem dos quatro, Marquinhos será o escolhido. Pois, em 2002, o técnico também levou um jogador bem novo para o Mundial e, desta vez, o zagueiro do PSG pode ser este nome. Ele iria ao Mundial e pegaria experiência, pois está claro que o jovem será jogador dos canarinhos por muito tempo.

Bastante definido também está o setor de marcação do meio-campo. Os volantes mais recuados serão o até aqui titular, Luiz Gustavo e Lucas Leiva, que demorou a ser convocado por Felipão, mas se firmou. Os volantes mais ofensivo serão Paulinho, que joga melhor a cada dia com a camisa verde e amarela, e Ramires, outro que ficou um tempo longe dos samba boys, mas, assim que foi convocado, agarrou a vaga. Além deles, Hernanes também é volante e entrará na conta da convocação como se fosse meia. É importante destacar que a volância é uma posição que hoje sobra talento no Brasil, entre os jogadores que não fazem parte dos planos do gaúcho temos: Ralf (Corinthians), Fernando (Shakhtar), Sandro (Tottenham), Fernandinho (Manchester City) e Fernando Reges (Porto). São bons nomes que tranquilamente poderiam vestir a camisa verde e amarela.

Nos últimos amistosos, Felipão testou uma nova organização da linha de três meias e deu certo (Clique na imagem para ampliar)

No trio de meias também restam apenas duas dúvidas, pois Oscar, Neymar e Hulk se concretizaram com boas atuações e com um ótimo entrosamento devem ser os titulares. Até a Copa das Confederações não teria dúvida de que Hernanes e Lucas estariam na lista de Felipão, porém hoje, não há mais esta certeza. O jogador do PSG perdeu espaço para Bernard, que, quando teve chances, foi bem, por isso, o camisa dez do Shakhtar será um dos reservas no Mundial, podendo até conseguir o lugar de Hulk entre os onze iniciais.

Mas existem indefinições. Hernanes já esteve mais certo na Copa, porque, com o crescimento de Ramires, que, assim como o laziale, joga como volante e meia, o camisa oito da seleção foi ultrapassado na preferência do técnico dos canarinhos. Aposto que apenas um dos dois estará no Mundial. Por isso, a reserva na linha de três ainda teria duas vagas, que depois da última série de dois amistosos, parecem bem encaminhadas. Willian e Robinho entraram bem no time e assumiram a liderança na briga pelos espaços restantes no elenco verde e amarelo. Como Felipão deu a entender que não dará oportunidades para muitos jogadores que ainda não foram convocados, um grande passo foi dado pela dupla. A grande ameaça aos dois é Kaká, que de volta ao Milan, vem jogando melhor e tem o direito de sonhar.

Para terminar, o ataque, setor onde as dúvidas parecem não existir para Luiz Felipe Scolari, pois não são tantas opções existentes para a posição. Fred será o titular e terá um jogador de características semelhantes no banco, o também centroavante Jô. Além disso, com Robinho no grupo, os samba boys ganham a alternativa do falso nove sem mexer em Neymar, que seria outra opção para exercer a função. Porém, apesar dos homens de área já estarem definidos, existe uma grande dúvida: a condição física de Fred. O nove verde e amarelo está lesionado desde setembro e deve voltar a jogar apenas em 2014. Se o jogador do Fluminense não tiver boas condições de jogo no ano que vem, o Brasil terá um grande problema, pois, com dito acima, o país não tem centroavantes de grande nível para substituir a dupla da seleção.

Os incontáveis adversários

Um esquema com variação, um craque à vontade entre os samba boys, um elenco de apoio bem encaixado, um grupo muito próximo de estar definido e, principalmente, um time que parece estar jogando cada dia melhor. O que falta para a Copa, então? Não falta muito, o Brasil tem as ferramentas necessárias para vencer o Mundial em casa, porém, está longe de ser a única seleção que chegará em boas condições em 2014.

As antes incontestáveis Alemanha e Espanha, hoje, não vivem o melhor momento, mas, sem dúvida, são fortes concorrentes e terão elencos fortes e bem treinados no Brasil. Além disso, a Argentina, apesar de peças fracas na defesa, conseguiu com Alejandro Sabella, uma boa forma de jogar e, com Messi, será um perigo. Portugal vive situação semelhante aos albicelestes, pois não tem o melhor time da história, mas tem jogadores como João Moutinho e o hoje melhor do mundo, Cristiano Ronaldo. A reformulada Itália pós-Copa de 2010 virou um time e conta com um ataque imponente com Giuseppe Rossi e Balotelli, não há dúvida que incomodará.

Além destas seleções mais tradicionais, existem boas equipes, com menos tradição, que devem dar trabalho durante o Mundial. A Holanda, talvez, seja a mais brilhante delas, pois virá ao país com os vice-campeões de 2010 um pouco envelhecidos, mas com jogadores do nível de Robben e Van Persie. As sul-americanas Colômbia e Chile têm bons nomes (Alexis Sánchez, Vidal, James Rodríguez, Falcao García e etc) e são bem treinadas por Pekerman e Sampaoli respectivamente. Da Europa ainda vêm a talentosa Béligca e as bem treinadas Bósnia e Rússia. Ainda vêm boas forças da África, onde Costa do Marfim e Gana têm gerações com diversos jogadores atuando em bom nível no futebol europeu, e, por isso, mantêm grupos semelhantes há muito tempo, o que faz com que os elencos sejam bem integrados e com bom entrosamento, que é refletido em campo. E, claro, Estados Unidos, Japão e México, que têm ido bem nos últimos mundiais.


A Copa está aí e o Brasil estreará no dia 12 de junho, na Arena Corinthians frente à seleção croata, um adversário interessante para começar referendando este trabalho, que, em 2013 foi muito bom. Além da Croácia, os canarinhos enfrentarão Camarões e México pelo grupo A do Mundial. Se a fase inicial não causa grande preocupação, a partida de oitavas de final tem grande chance de ser contra um dos finalistas da última Copa, Espanha ou Holanda. E o caminho pode ser ainda pior, colocando Itália, Alemanha e Argentina pela frente. Porém, nesta hora, vale o clichê, quem quer ser campeão do mundo, não pode escolher adversário.

Abaixo confira a campanha dos canarinhos sob o comando de Felipão em 2013, os artilheiros, os líderes em assistências e todos os convocados. Números da seleção com Felipão nesta segunda passagem dele: 

Campanha: 19J 13V 4E 2D 49GP 15GC 34SG 

Artilharia com Felipão: 

Neymar – 10; 
Fred – 9; 
Jô – 5;
Oscar – 4;
Paulinho– 3;
Dante e Hulk – 2;
Alexandre Pato, Bernard, Dedé, Hernanes, Leandro, Leandro Damião, Lucas, Luiz Gustavo, Maicon, Ramires, Réver, Robinho, Thiago Silva e Willian – 1.

Líder em Assistências com Felipão: 

Neymar – 10; 
Oscar – 3;
Fred, Hulk, Marcelo, Maxwell e Paulinho – 2;
Alexandre Pato, Bernard, Daniel Alves, Jádson, Jean, Lucas, Lucas Leiva, Maicon, Ramires, Robinho e Ronaldinho – 1.

Todos os convocados desta segunda era Luiz Felipe Scolari(47):  

Goleiros (5): Diego Cavalieri (Fluminense-BRA), Jefferson (Botafogo-BRA), Júlio César (Queens Park Rangers-ING), Matheus Vidotto (Corinthians-BRA) e Victor (Atlético Mineiro- BRA); 

Laterais-direitos (5): Daniel Alves (Barcelona-ESP), Douglas Santos (Náutico-BRA), Jean (Fluminense-BRA), Maicon (Roma-ITA), Marcos Rocha (Atlético Mineiro-BRA); 

Zagueiros (8): Dante (Bayern de Munique-ALE), David Luiz (Chelsea-ING), Dedé (Vasco-BRA/Cruzeiro-BRA), Dória (Botafogo-BRA), Henrique (Palmeiras-BRA), Marquinhos (Paris Saint-Germain-FRA), Réver (Atlético Mineiro-BRA), Rodrigo Moledo (Internacional-BRA) e Thiago Silva (Paris Saint-Germain-FRA); 

Laterais-esquerdos (4): André Santos (Grêmio-BRA), Filipe Luís (Atlético de Madrid-ESP), Marcelo (Real Madrid-ESP) e Maxwell (Paris Saint-Germain-FRA); 

Volantes (7): Arouca (Santos-BRA), Fernando (Grêmio-BRA/Shakhtar-UCR), Lucas Leiva (Liverpool-ING), Luiz Gustavo (Bayern de Munique-ALE/Wolfsburg-ALE), Paulinho (Corinthians-BRA/Tottenham-ING), Ralf (Corinthians-BRA) e Ramires (Chelsea-ING); 

Meias (8): Bernard (Atlético Mineiro-BRA/Shakhtar-UCR), Hernanes (Lazio-ITA), Jádson (São Paulo-BRA), Kaká (Real Madrid-ESP), Lucas (Paris Saint-Germain-FRA), Oscar (Chelsea-ING), Ronaldinho (Atlético Mineiro-BRA) e Willian (Chelsea-ING);  

Atacantes (10): Alexandre Pato (Corinthians-BRA), Diego Costa (Atlético de Madrid-ESP), Fred (Fluminense-BRA), Hulk (Zenit-RUS), Jô (Atlético Mineiro-BRA), Leandro (Palmeiras-BRA), Leandro Damião (Internacional-BRA), Neymar (Santos-BRA/Barcelona-ESP), Osvaldo (São Paulo-BRA) e Robinho (Milan-ITA).

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Um novo velho Nasri

Nasri renasceu no City com Manuel Pellegrini (PremierLeague.com)

O Manchester City mudou com Manuel Pellegrini, se tornou mais ofensivo, o 4-4-2 passou a ser a formação mais usada e Nasri recuperou o futebol de um jogador que um dia foi comprado por 27,5 M € pelos citzens do Arsenal em 2011-12. Meia-atacante, com bom passe, ótima visão de jogo e, ainda por cima, franco-argelino nascido em Marseille, a sina de “novo Zidane” acompanha a trajetória do marselhês.

O mais próximo disso que Nasri viveu foi no terceiro ano de Arsenal, em 2010-11. O franco-argelino havia se tornado o melhor meio-campista da equipe, quando assumiu a armação central no 4-2-3-1 de Wenger, pois o dono da posição, Fàbregas, teve uma temporada com muitas lesões e, ainda, diversas vezes jogou mais atrás e não como meia-atacante. A temporada é aquela em que foi mais artilheiro, com 15 gols e, ainda, seis assistências – quatro na Liga dos Campeões. Porém, a falta de títulos que tirou tantos jogadores do Emirates Stadium nos últimos anos, fez com que o franco-argelino optasse por jogar no milionário Manchester City.

Na chegada aos citzens, o franco-argelino não foi o mesmo, jogando sob a batuta de Roberto Mancini. Apesar das nove assistências na Premier League 2011-12 e 31 partidas disputadas – 27 como titular –, Nasri não estava no mesmo nível que havia demonstrado no último ano nos gunners. Mas, o objetivo da mudança foi alcançado, o marselhês venceu o segundo título da trajetória futebolística – o primeiro foi a extinta Copa Intertoto no Olympique de Marseille, em 2005.

O ano mediano no título tornou Nasri mais um jogador do elenco sky blue e não um dos principais membros da equipe. Com menos presença em campo, os números pioraram (cinco gols e nove assistência, em 41 partidas) e as convocações para seleção francesa também diminuíram. Seria o franco-argelino um foguete molhado – jogadores que prometem e não explodem? A resposta parece estar vindo em 2013-14. Com Manuel Pellegrini, Nasri começou no banco de Jesús Navas, mas logo ganhou espaço no time. O técnico chileno tem o 4-4-2 como principal esquema, mas eventualmente utiliza o 4-2-3-1. Jogando assim, o City tem campanha impecável dentro de casa, porém ainda deve fora de casa na Premier League, por isso, está a seis pontos do líder Arsenal e a dois do vice-líder Chelsea.

Porém, para o franco-argelino, não importa onde é o jogo e nem a formação tática, pois, neste ano, Nasri vai bem à direita, pelo centro e à esquerda. Desta forma, o camisa oito sky blue renasceu (cinco gols e seis assistências) e se destaca ao lado de Yaya Toure e Sergio Agüero na campanha dos citzens. Hoje, é mais importante que David Silva na equipe, algo impensado há uma temporada. “Eu penso que também sentimos um pouco a falta do espanhol, mas Nasri é inacreditável, um jogador incrível”, estas são as palavras do capitão Yaya Toure ao site ESPN FC.

O elogio vindo do marfinense mostra a força da temporada do franco-argelino e, na mesma entrevista já citada, Yaya Toure encontra uma explicação para os bons desempenhos: “Pellegrini permite que jogadores como ele possam atacar e aproveitar a liberdade, o que é fantástico para ele e para o clube”. Ter Nasri, em alto nível como nunca teve, ao lado do elenco que já mostra força nesta temporada, poderá ser o caminho para mais um título desta fase milionária do Manchester City. Com a liberdade que o camisa oito sky blue tem no esquema do técnico chileno, a parte dele nesta equação deverá ser cumprida.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Os melhores do mundo de 2012

A tão desejada bola de ouro da FIFA (Getty Images)

A FIFA entregará o prêmio “FIFA Ballon d’Or” de 2012, em cerimônia a ser realizada em Zurique no dia 7 de janeiro de 2013. Na disputa da entidade máxima do futebol, apenas três jogadores podem receber o prêmio. O argentino Messi, do Barcelona; o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid e o espanhol Iniesta, do Barcelona. Nesta competição, o nome de “La Pulga” parece ser barbada.

Não tenho direito à voto na disputa da FIFA, por isso, ousei e farei a lista dos meus dez melhores jogadores do mundo neste ano.

1º- Lionel Messi (Barcelona-ESP – Argentina):

Não dá para não considerar Messi o melhor do mundo. Neste ano, o camisa dez blaugrana balançou as redes dos adversários 91 vezes e bateu o recorde de gols em um período de 12 meses. O argentino também fez assistências, em La Liga 2012-13 já foram cinco. Mas a grande diferença para “La Pulga” em 2012 foi o rendimento pela seleção argentina, onde fez 12 gols em nove jogos. Ou seja, a história de que ele não funcionava na albiceleste ficou para trás com a chegada de Alejandro Sabella. O grande problema da temporada foi ter conquistado apenas um título durante os 12 meses, porém, os números mostram que a ausência de conquistas não foi por mau rendimento de Messi. A taça foi a da Copa Del Rey. De qualquer forma, parece improvável que haja um jogador no planeta capaz de desafiar o argentino Rosario pelo prêmio de melhor do mundo nos próximos anos.

2º- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal):

Cristiano Ronaldo fez gol no Camp Nou neste ano e pediu para os culés ficarem em silêncio (Getty Images)

Assim como Messi, Ronaldo parece estar um nível acima dos outros jogadores do mundo, mas levantou duas taças no ano, a Liga Espanhola e Supercopa da Espanha. Enquanto o argentino fecha o ano com 91 gols, CR7 também teve números impressionantes e balançou as redes 63 vezes. A comparação com o dez blaugrana é inevitável e o português também chamou a atenção pela seleção neste ano. Na Euro 2012, Cristiano Ronaldo foi um dos melhores jogadores e foi decisivo para Portugal com três gols. A Seleção das Quinas foi eliminada na semifinal pela campeã Espanha em disputa de  pênaltis e o resultado não foi dos mais justos.  Depois do ótimo primeiro semestre, Ronaldo caiu um pouco de produção, mas, mesmo assim, já anotou 27 gols e cedeu seis assistências.

3º- Andrés Iniesta (Barcelona-ESP – Espanha):

Iniesta cercado por croatas na Euro 2012, a situação não foi incomum para o camisa seis da Fúria neste ano (Getty Images/AFP)

Particularmente gosto muito de Iniesta, acho difícil que haja alguém que não goste do futebol do camisa oito blaugrana. Com Fàbregas no Barcelona, o autor do gol do título mundial espanhol passou a jogar na ponta-esquerda, fazendo um revezamento de função no campo com o ex-jogador do Arsenal. Nesta posição, Iniesta manteve a classe e o estilo de jogo: ótima visão, controle de bola excepcional, facilidade para dar passes, dribles incríveis e uma noção de futebol rara em jogadores atuais. Por conta disso, o camisa seis da Roja foi eleito o melhor da Euro 2012 e o melhor da temporada 2011-12 na UEFA. Neste segundo semestre, a largada foi boa. Na Liga Espanhola 2012-13 é o líder de assistências com dez passes decisivos, o que também impulsiona a boa campanha do Barcelona no campeonato.

4º- Radamel Falcao García (Atlético de Madrid-ESP – Colômbia):

O melhor centroavante do mundo esta é a alcunha que define o que é o camisa nove dos rojiblancos. Falcao é daqueles que faz gols de todas as formas: bate com os dois pés, cabeceia bem, também chuta de fora da área, protege bem a bola e tem a capacidade de executar os dribles necessários para ter o espaço para finalizar. O centroavante foi importante para o Atléti conquistar a Liga Europa, o “Mister Liga Europa” marcou 12 gols na competição e foi decisivo na reta final. No início do segundo semestre, Falcao assombrou a Europa, com um hat-trick na Supercopa da Uefa frente ao Chelsea. Ao todo, só nos seis últimos meses de 2012, “El Tigre” balançou as redes 26 vezes e deu duas assistências. Além do ótimo desempenho em rojiblanco, o colombiano é destaque dos cafeteros que vêm na terceira colocação da Eliminatória Sul-Americana para a Copa do Mundo de 2014. Com a dificuldade de achar grandes centroavantes no mundo, Falcao é peça rara que merece ser cada vez mais valorizada.

5º- Robin van Persie (Arsenal-ING / Manchester United-ING – Holanda):

Centroavante goleador é espécie rara no futebol mundial, mas este é o segundo grande goleador da lista. Van Persie é dotado de mais habilidade que Falcao e tem mais facilidade para atuar fora da área, também criando oportunidades aos companheiros.  Mas foi o instinto artilheiro que trouxe o holandês ao quinto posto da lista. Em 2012, o Arsenal foi o primeiro a usufruir dos trabalhos do, à época, camisa dez gunner. Na Premier League 2011-12, ele terminou com a artilharia e impulsionou o clube do norte de Londres à Liga dos Campeões, com seus 30 gols. Neste segundo semestre, o Manchester United trouxe o atacante e já colhe os resultados desta compra. Atualmente, Van Persie é mais uma vez o líder da artilharia do Inglês, 14 gols já foram anotados pelo agora camisa 20. Portanto, a música “ele marca, quando ele quer”, que era cantada pelos torcedores do Arsenal, vale muito para o holandês.

6º- Zlatan Ibrahimovic (Milan-ITA / Paris Saint-Germain-FRA – Suécia):

Ibra "voou" pelo Milan no primeiro semestre e agora bate asas na França (AFP)

Mais um centroavante de classe mundial. Mas, ao contrário dos atacantes supracitados, Ibrahimovic é um jogador mais habilidoso e com facilidade para o drible, além de ter a capacidade de balançar as redes várias vezes. Por conta dos gols de Ibra, o Milan conseguiu fazer frente até as últimas rodadas à forte Juventus na briga pelo Scudetto. O senso artilheiro do sueco também empurrou os milanistas até onde puderam na Liga dos Campeões – as quartas de final. Ou seja, no primeiro semestre, o centroavante foi o dono dos rossoneri. Por isso, o PSG quis trazê-lo para ser o craque do futebol francês e, na Ligue 1, ele vem provando seu valor: é o artilheiro, com 18 gols e já cedeu quatro assistências. Pela seleção sueca, o principal jogador do país também se destacou e, neste ano, anotou 11 gols em 11 jogos. O bom rendimento por onde quer que passe credencia Ibra ao sexto posto da lista.

7º- Xavi Hernández (Barcelona-ESP – Espanha):

Outro craque da melhor seleção do mundo, Xavi é o homem do carimbo no meio-campo da Roja e do Barcelona, ou seja, as jogadas sempre passam pelos seus pés. Este é o camisa seis blaugrana, jogador de passes e chutes precisos. Assim como os companheiros de Barça, o grande pesar é o único título conquistado no ano por clubes, mas Xavinho compensa isto com o bicampeonato da Eurocopa, onde cedeu duas assistências. Atualmente, o catalão dita o ritmo do Barcelona, que faz campanha histórica em La Liga. Neste segundo semestre, o camisa seis já anotou seis vezes e deu sete assistências. Com 32 anos, Xavi vinha sofrendo com lesões nos últimos anos, o que ainda não o atrapalhou seriamente em 2012-13. Portanto, é provável que, em 2013, o meia-central esteja entre os melhores do mundo mais uma vez e siga sendo o homem dos passes precisos.

8º- Yaya Touré (Manchester City-ING – Costa do Marfim):

Yaya Touré recebeu no dia 20 de dezembro o troféu da Confederação Africana de Futebol (CAF)

Pelo segundo ano consecutivo, o mesmo atleta recebeu o prêmio de Melhor Jogador Africano, o que não acontecia desde 2005, quando Eto’o fechava o tricampeonato. Sim, Yaya Touré levantou o troféu mesmo disputando com um Drogba protagonista de um título de Liga dos Campeões. O camisa 42 é o grande meia-central do Manchester City. Alto, forte, mas com muita técnica e poder de decisão, o costa marfinense se concretizou como melhor jogador e mais constante do elenco campeão da Premier League 2011-12, competição na qual foi escolhido para a seleção da competição. Com seu país, Yaya Touré foi vice-campeão da Copa de Nações Africanas, fez um gol na disputa e esteve entre os 11 melhores do torneio. Com a constância de boas exibições pelos citzens, igualar o tricampeonato de Eto’o como melhor africano não é improvável. No início de 2013, ele poderá dar um passo importante para isso, com bons rendimentos na CAN 2013, que pode ser a última chance da geração de Drogba levantar um título pela seleção.

9º- Andrea Pirlo (Juventus-ITA – Itália):

Depois de deixar o Milan, onde tinha disputado apenas 19 partidas na temporada 2010-11, Pirlo se reinventou na Juventus. Em 2011-12, foi responsável pela engrenagem bianconeri. Com ótimos passes, visão de jogo apurada e facilidade extrema na bola parada, o camisa 21 também teve um ano muito bom. Além de ser campeão italiano com a Vecchia Signora em 2011-12, Pirlo largou bem com o clube neste segundo semestre. O regista é destaque nas boas campanhas na Serie A e na Liga dos Campeões e somando o desempenho nas duas competições ele tem quatro gols e seis assistências. Pela seleção, o camisa 21 também teve destaque e foi ao lado de Balotelli o principal nome da Squadra Azzurra no vice-campeonato da Eurocopa 2012. A idade parece não pesar e o italiano da Lombardia deve seguir entre os melhores do mundo nos próximos anos.

10º- Neymar Júnior (Santos-BRA – Brasil):

Neymar agradece aos torcedores, mas são os santistas que têm que agradecer por terem o craque (Terra)

“O Santos foi um com Neymar e outro sem ele” talvez tenha sido a frase mais falada no futebol brasileiro em 2012. Afinal, Ney jogou apenas 43 vezes pelo alvinegro praiano e, nessas partidas, particou de 51 gols – marcou 37 e deu 14 assistências. A importância do camisa 11 para o Peixe é apresentada pelos números. Mas, em 2012, o craque mostrou crescimento e – ainda – mais objetividade, sem perder os lances de absurdo talento. Com os problemas do Santos, a avalanche de títulos dos últimos anos foi interrompida e, neste ano, apenas taças menos importantes: o Campeonato Paulista e a Recopa Sulamericana. Na seleção principal, o camisa 11 também foi fundamental e a grande estrela da companhia com nove gols em 12 partidas. Na Olimpíada, Ney não foi dos melhores, mas marcou três vezes na campanha de prata. O incontável número de troféus individuais que o santista está conquistando no Brasil passa a sensação que Neymar está fazendo hora-extra no Brasil e que tem condições de jogar nos principais times do futebol europeu. Esta mudança pode ser fundamental para ele se concretizar entre os melhores do mundo.

Entre os que ficaram de fora da minha lista destaco alguns deles: Gianluigi Buffon (g, Juventus-ITA - Itália), Petr Cech (Chelsea-ING – República Tcheca), Iker Casillas (g, Real Madrid-ESP – Espanha), Vincent Kompany (z, Manchester City-ING – Bélgica), Thiago Silva (z, Paris Saint-Germain-FRA – Brasil), Ramires (v, Chelsea-ING – Brasil), Xabi Alonso (v, Real Madrid-ESP - Espanha), Juan Mata (m, Chelsea-ING - Espanha), David Silva (m, Manchester City-ING - Espanha), Marco Reus (m, Borussia Dortmund-ALE – Alemanha), Mario Götze (m, Borussia Dortmund-ALE - Alemanha), Sergio Agüero (a, Manchester City-ING – Argentina), Edinson Cavani (a, Napoli-ITA – Uruguai), Wayne Rooney (a, Manchester United-ING - Inglaterra) e Didier Drogba (a, Chelsea-ING – Costa do Marfim).