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domingo, 3 de novembro de 2013

Enfermedades Futboleras 9

Nesta semana, os destaques do futebol europeu chegaram antes ao blog.

Aos pés de Verratti

Mesmo com dois na marcação, Verratti segue com a bola. Ninguém parou o italiano no 4 a 0 do PSG (C.Gavelle/PSG)

O PSG enfrentou o Lorient recheado de reservas, pois, nesta semana, joga pela Liga dos Campeões. Ibrahimovic foi um dos poupados, por isso, Cavani foi o centroavante no 4-3-3 parisiense, que atacava o 4-4-2 de Les Merlus. Desde o início, domínio amplo do time de Blanc e, com três minutos, Lucas completou, de primeira, belo cruzamento de Digne. O lateral-esquerdo jogou bem avançado, aproveitando o corredor canhoto, que ficava aberto com a movimentação do ponta-esquerda Ménez. No segundo gol, o camisa sete recebeu a assistência de Verratti no lado direito da área, provando a importância de circular pelo campo. Cavani ainda fez o terceiro no primeiro tempo, em ótimo cruzamento de Lucas pela direita. O brasileiro, após não ser convocado por Felipão, aproveitou a chance e participou bem da partida. 

O que chamou atenção no PSG foi a ótima participação dos jovens no jogo, além de Lucas, Digne e, principalmente, Verratti jogaram muito bem. O italiano deu show, e controlou o meio-campo, com 100 passes completados, entre os 107 tentados. Porém , não foram apenas toques laterais, o camisa 24 arriscou e acertou bons passes longos. O jovem volante comandou o elenco vermelho e azul, que trocou incríveis 672 passes, com índice de 91% de acerto. Por isso, os parisiense tiveram 65% da posse de bola. No final do jogo, Cavani manteve a boa fase e fechou a goleada por 4 a 0 – o uruguaio é um dos artilheiros da Ligue 1, com nove gols.

Ribéry resolve

 Müller e Ribéry comemoram muito o gol que valeu os três pontos (AFP)

O Bayern, finalmente, tinha se acertado sob o comando de Guardiola e se tornaria imparável. Pelo menos, era o que todos imaginavam. Porém, a visita a Rhein-Neckar Arena para enfrentar o Hoffenheim, mostrou que nem tudo está bem para os bávaros. A vitória e o retorno à liderança da Bundesliga vieram, mas o bom futebol passou longe. No 4-1-4-1 e com Götze pela primeira vez de titular, o Bayern teve dificuldades para jogar contra o 4-3-2-1, dos donos da casa, que contavam com o forte trio de ataque formado por Volland, Firmino e Modeste – juntos somavam 18 gols marcados no Alemão. Mas os goleadores não foram bem, exceção à Volland, que assustou algumas vezes o goleiro Neuer. 

Götze, que vinha melhorando, atuou mal como titular, mas o Bayern tinha Ribéry, que, mais uma vez, se destacou. Meia-esquerda no esquema de Guardiola, o francês flutuou pelo campo e apareceu até na ponta-direita. Foi o camisa sete que resolveu o jogo, após Neuer falhar e proporcionar o primeiro gol do Hoffenheim. Primeiro, foi em cobrança de falta do melhor jogador da Europa que a bola bateu em Mandzukic (mal no jogo) e entrou. Depois, no segundo tempo, apesar de mais ofensivo e com mais posse de bola, o Bayern não conseguia criar boas chances até que Javi Martínez roubou dentro da área. Aí a redonda ficou com Ribéry, que, inteligentemente, passou para Müller, livre marcar.

O francês deu importantes três pontos ao Bayern, que segue um ponto à frente do Borussia Dortmund, que será o adversário dos bávaros daqui a duas rodadas. Ribéry segue firme para brigar pelo prêmio de melhor do mundo, nesta temporada, já são oito gols e cinco assistências, que o concretizam como craque do grande time do futebol mundial hoje. Na próxima rodada, liderado pelo francês, o Bayern poderá quebrar o recorde de invencibilidade do Campeonato Alemão, que é do Hamburgo, com 36 partidas, entre as temporadas de 1981-82 e 1982-83 – anos que foi bicampeão alemão. 

Mostrou força

Cazorla e Ramsey marcaram para o Arsenal no 2 a 0 sobre o Liverpool, mas Arteta foi o destaque (Arsenal.com)

Arsenal e Liverpool ganhou ainda mais importância, por conta da derrota do Chelsea para o Newcastle. Portanto, quem vencesse, seria líder. Brendan Rodgers apostou no esquema com três zagueiros, desta vez, um 3-1-4-2, com Sturridge e Suárez soltos na frente. Por outro lado, o Arsenal manteve o 4-2-3-1, com muito muita movimentação dos três meias, que, constantemente, trocavam de posição. Jogando em casa, os gunners comandaram o jogo e só foram ameaçados pelos reds, em eventuais jogadas dos dois homens de frente, pois nem os meias, nem os alas – Cissokho fez péssima partida e saiu no intervalo – conseguiram incomodar a defesa do time de Wenger. 

Apesar de ter pouco de Özil durante toda a partida, o domínio territorial do Arsenal, os 181 passes trocados no último terço do campo e os oito desarmes no ataque fizeram com que boas chances fossem criadas. O primeiro gol dos gunners saiu em cima de Cissokho, Sagna foi ao fundo e cruzou. O pequenino Cazorla cabeceou na trave e aproveitou a sobra para marcar, foi o primeiro gol do espanhol na temporada e, justamente, na melhor exibição dele. Rodgers tentou corrigir a inoperância ofensiva, mudando o esquema. Coutinho entrou, o Liverpool passou a jogar no 4-4-2 e chegou a dominar a partida. Mas o meio-campo de Wenger retomou o domínio do jogo e o panorama voltou a ser: Arsenal afogando a saída de bola dos reds, dominando a redonda e criando chances. Em uma delas, Özil passou para Ramsey marcar um belo gol de fora da área e decretar números finais. 2 a 0. 

Esta foi a primeira vitória do Arsenal na temporada sem Flamini, que está lesionado. Ele foi muito bem substituído por Arteta, que facilitou a saída de bola dos gunners durante todo o jogo. Ao todo, o espanhol acertou 100 dos 106 passes que tentou (94% de acerto), fez sete desarmes, recuperou duas bolas e fez um corte de cabeça. Provavelmente, sem o francês por mais alguns jogos, o Arsenal precisará de Arteta neste nível para superar os desafios importantíssimos desta semana: na quarta, o Borussia Dortmund, e, no domingo, o Manchester United, ambos fora de casa.

Clássico moscovita

Se você frequenta este espaço, já deve saber que, na Rússia, o Zenit vem muito bem. Porém, nesta rodada, com um empate em casa contra o Amkar, os zenitchiki deram espaço para que times moscovitas encostassem nele na tabela. O CSKA embalou duas vitórias e subiu, mas os adversários mais próximos eram o Spartak e Lokomotiv, que se enfrentaram, com portões fechados, em Moscou. 

Atuando no 4-2-3-1, o Lokomotiv comandou as ações do jogo durante os noventa minutos. Na maior parte do tempo, os parovozy abdicaram da posse de bola (ficaram com ela apenas 36% do tempo) e apostaram em contra-ataques que assustaram a frágil defesa do Spartak, que hoje teve o lateral Makeyev improvisado como zagueiro. O primeiro gol dos vermelhos e verdes veio com falha no centro da zaga do time do povo, o lateral Parshivlyuk até tentou cobrir o buraco, mas Maicon (ótima atuação) foi mais esperto e conseguiu o toque para N'Doye marcar. Para piorar o goleiro Pesjakov falhou em lançamento do zagueiro Durica e a bola sobrou para Samedov empurrar para o gol aberto. O Spartak conseguiu reduzir o prejuízo em falha de Corluka, que Movsisyan aproveitou. 2 a 1. 

Apesar de ter finalizado muito mais que o adversário (18 a 9), faltou pontaria (4 a 5, em tiros no alvo). Além disso, o time do povo não teve criatividade no 4-2-3-1, mesmo tendo um dos volantes ajudando na criação. As mexidas de Valeri Karpin também pouco colaboraram, pois o técnico mudou apenas os nomes, a forma de jogar seguiu a mesma. No final do jogo, N’Doye aproveitou um bom lançamento de Denisov para marcar o 3 a 1. Com a vitória tranquila no confronto direto, o Lokomotiv fica a três pontos do líder Zenit e se credencia como principal adversário do time de Hulk e Danny na briga pela Premier League Russa.

A Roma parou

 Cerci impediu a 11ª vitória da Roma na Serie A 2013-14 (Ansa)

“É uma vergonha, mas não dá para ganhar todas”. A frase do capitão Danielle De Rossi à Sky Sport Italia ao final do empate, em 1 a 1 com o Torino, é importantíssima para a Roma continuar brigando na frente da tabela. A série de dez vitórias consecutivas na largada na Serie A acabou, mas os giallorossi seguem na ponta da disputa e com três pontos de vantagem em relação a Napoli e Juventus, que se enfrentarão na próxima rodada. Portanto, não há motivos para perder a cabeça e é sempre bom lembrar que esta Roma não pensava em título neste ano e, sim, na classificação à Liga dos Campeões. 

 Os giallorossi sofreram na visita ao Torino, pois, com algumas ausências, o time não criou muito. Rudi Garci deixou o esquema com mais forma de 4-1-4-1. Por conta da falta de Gervinho para jogar na ponta-esquerda, Pjanic foi deslocado para o setor. O bósnio por não ser um atacante de lado, não era tão incisivo como o titular do setor. Somado à isso, Florenzi fez partida ruim na ponta-direita e o centroavante Boriello até brigou na frente, mas não consegue colaborar com a criação, algo que a Roma precisaria nesta partida. Ljajic, que entrou bem, pode ser uma opção no centro do ataque, enquanto Totti estiver machucado. 

A falta de criação romanista ficou clara desde o início, pois o time girava a bola no meio e não conseguia finalizar – chegou a ficar com mais de 70% da posse de bola. O gol veio em uma das raras chegadas de Pjanic à linha de fundo. O bósnio cruzou para trás e Strootman marcou. O Torino tentou quando teve a bola, principalmente, com Cerci, que atuava aberto pela direita no 4-2-3-1 da equipe. Embalado pelo seu artilheiro, o Toro deu mais trabalho ao goleiro De Sanctis do que os giallorossi proporcionaram à Padelli. E foi Cerci que garantiu o empate e marcou o segundo gol sofrido pela defesa romanista na Serie A, o que quebrou a marca de 743 minutos da Roma sem sofrer gols. 1 a 1 que não pode derrubar o ânimo da líder da Serie A, o trabalho está sendo bem feito e assim deve continuar.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mudar é preciso, Real e Barcelona?


No dia 25 de maio será realizada a final da Liga dos Campeões entre Bayern de Munique e Borussia Dortmund. Os clubes alemães eliminaram os gigantes espanhóis, Barcelona e Real Madrid. Com as desclassificações na semifinal, os jornais da Espanha começaram a especular sobre o futuro dos protagonistas de "El Clásico". O mais curioso é que mesmo o Marca, da capital, falou muito sobre os próximos passos do Barcelona e não foi diferente com os catalães de Mundo Deportivo e Sport, que abordaram o que poderá ocorrer com o Real Madrid.

Real Madrid

O abraço de Modric e Bale tende a voltar a acontecer em breve no Santiago Bernabéu. (Getty Images)

O Marca é taxativo quanto ao futuro do Real: são dez intocáveis, cinco transferíveis e Bale é o principal alvo. As informações vão de encontro à tradição dos merengues que é de grandes mudanças após insucessos. O comando também pode ser alterado, tendo em vista a falta de integração de Mourinho com o elenco blanco. Em entrevista, o "Special One" afirmou: "eu ainda não decidi se vou ou se fico", mas, na Inglaterra, se fala que o retorno do português ao Chelsea já está sacramentado. 

Além dos problemas com jogadores, outro indício da troca no banco de reservas é que dos cinco transferíveis, três deles também são agenciados por Jorge Mendes, o empresário de Mourinho. São eles: Coentrão, Pepe e Di María. Kaká e Higuaín também são considerados negociáveis, segundo as informações do jornal Marca. Dos cinco, a grande perda seria Di María, mas, em compensação, a eventual transferência do argentino renderia uma boa quantia para os cofres merengues, tendo em vista o potencial financeiro dos interessados no futebol de "El Fideo", os rivais de Manchester e o PSG. Uma venda do camisa 22 fica mais óbvia se observarmos que Bale, o principal alvo merengue no mercado, faz função semelhante a do argentino e também atua como meia-atacante pelos lados. 

As outras quatro eventuais saídas não fariam tanta falta ao Real. Pepe vem caindo de produção, tem um salário alto e atualmente é reserva. Coentrão é outro jogador que não alinha entre os onze iniciais. Neste ano, o português teve mais espaço por conta das lesões de Marcelo, porém, o brasileiro é a escolha número um para a posição. Kaká nunca emplacou com a camisa branca, mas pode ficar, se Mourinho realmente deixar o cargo de técnico e, principalmente, se o novo treinador for mesmo Carlo Ancelotti, com quem o brasileiro viveu seus melhores anos no Milan. Higuaín alterna a titularidade com Benzema, porém o francês tem mais recursos técnicos que "El Pipita". A eventual saída do centroavante argentino enfraqueceria o elenco merengue, porém parece claro que o Real irá atrás de outro grande camisa nove para revezar com o ex-jogador do Lyon. Os merengues ainda devem liberar jogadores pouco utilizados, como Adán e Ricardo Carvalho. Essien terá o empréstimo finalizado e também não deverá ficar.

Por outro lado, o Marca afirma que dez jogadores não sairão de forma alguma do Real. O titular da seleção espanhola, Casillas e o camisa um de Mourinho nos blancos, Diego López serão os goleiros. A dupla de zaga titular, Varane e Sergio Ramos também permanecerá. Os volantes Xabi Alonso e Khedira são mais dois que seguirão no Santiago Bernabéu. Modric foi contratado para a temporada 2012-13 e ainda não rendeu o máximo, porém, segue como aposta do Real para o próximo ano. Özil joga cada vez melhor e é mais um a fazer parte da lista que o jornal de Madri chama de "dez intocáveis". Mesmo com os problemas de renovação, Cristiano Ronaldo seguirá no clube e Benzema parece ter sido o centroavante escolhido da diretoria para continuar fazendo parte do elenco. 

Com esta estrutura formada pelos "dez intocáveis" e mais alguns jogadores que devem ficar, como Marcelo, Callejón e Morata, muitas contratações deverão ser realizadas. A base seria bastante semelhante a que hoje é utilizada por José Mourinho, mas esta estrutura deverá mesmo ser trabalhada por outro comandante. O preferido de Kaká parece ser o nome mais desejado pela cúpula merengue. Inclusive, na última semana, Ancelotti deu a seguinte declaração: "é difícil falar não para o Real Madrid", mas depois afirmou que ainda não foi procurado pela diretoria dos blancos.

Entre os prováveis reforços, Bale parece ser a grande obsessão madrilenha para 2013-14, mas só a chegada do galês não reconstruirá o elenco, que, pelo o que é sinalizado na Espanha, deverá sofrer muitas baixas. Por isso, vários nomes começam a ser vinculados ao Real para o próximo ano. Dois jovens meias-centrais, Verratti (contratação indicada por Ancelotti ao PSG) e Gündogan, do algoz Dortmund, seriam alvos. O volante italiano do clube da capital francesa parece ser o mais próximo de um acerto com os blancos.

Uma espécie de "El Clásico" poderá ser disputado no mercado de transferências em duas situações. O jogador que causaria mais impacto a qualquer um dos rivais seria Neymar. O brasileiro tem o nome mais ligado ao Barça, mas, na última semana, a imprensa catalã citou que o número 11 santista segue no radar madrilenho. O zagueiro da Real Sociedad, que faz boa campanha em La Liga, Ínigo Martínez deve ser alvo de disputa entre os rivais. Além de Real e Barça, o Bayern também parece interessado no futebol do defensor. Para os merengues, a contratação do basco de 21 anos seria muito importante, pois o clube tem o objetivo de liberar dois zagueiros portugueses, Ricardo Carvalho e Pepe. 

Além de Bale e de Neymar, os nomes para o setor ofensivo, que também precisa de contratações, não são muito divulgados pela imprensa espanhola. O centroavante poderia ser o algoz Lewandowski ou o impressionante uruguaio Cavani, que deve mesmo deixar o Napoli e é hoje o artilheiro da Serie A 2012-13. O grande nome do rival Atlético de Madrid, Falcao García também seria uma excepcional aquisição para o ataque merengue, mas este nome já foi mais comentado no Santiago Bernabéu. Nos últimos dias, ainda surgiu a informação divulgada pelo "El Confidencial" de que o agente de Ibrahimovic, Mino Raiola ofereceu o centroavante para o Real Madrid. O sueco seria outra grande aquisição para a função. Para o meio-campo ofensivo, outro jogador napolitano, Hamsik seria uma boa opção e Isco, do Málaga, poderia ser outra interessante alternativa. Mas, como dito anteriormente, os nomes que estão no radar do Real Madrid seguem serem divulgados.

Para que a reformulação seja ainda mais válida, o Real poderia olhar mais para sua base e de lá trazer jogadores para a composição do novo elenco principal. 

Barcelona

Será que vou jogar no Barcelona a partir do meio do ano? Esta parece ser a dúvida de Neymar. (Agência Estado)


No clube catalão, as cobranças parecem ser maiores, porque, nos últimos anos, o Barcelona sempre foi o melhor time do mundo, mas vem caindo de produção desde 2011-12. A primeira movimentação da direção para o ano que vem foi afirmar que Tito Vilanova será o treinador em 2013-14, muito pelo ótimo desempenho alcançado em Lá Liga. Com a definição do comandante, o Barça tem uma vantagem em relação ao principal rival: já tem definido o técnico e poderá discutir com ele as contratações.

O primeiro passo dos catalães foi fazer o discurso de que o trabalho não está perdido e que a base deverá ser mantida, recebendo reforços pontuais. O técnico Tito Vilanova afirmou: “Esta equipe não necessita de grandes mudanças. No seu tempo o ‘Dream Team’ (época em que o clube foi comandado pelo ex-ídolo Cruyff e misturou jogadores da base com estrelas mundiais, como Koeman, Laudrup, Stoichkov e Romário) ganhou o Espanhol, mas caiu (por 4 a 0 para o Milan) na final (da Liga dos Campeões 1993-94) em Atenas, mudaram muitas coisas e, os anos seguintes, foram bem piores”. O ex-goleiro e agora diretor esportivo do Barcelona, Andoni Zubizaretta foi de encontro às palavras do treinador e, em entrevista ao Canal +, elogiou o plantel blaugrana, “estou encantado com os jogadores que temos”.

A primeira grande baixa blaugrana deve o goleiro Valdés, que vinha melhorando a cada dia, mas anunciou que não renovará o contrato, que acaba em 2014. Por isso, a saída do campeão mundial já pode ocorre agora. Para a camisa um, vários nomes foram ventilados ao longo do ano, porém, com a eliminação na Liga dos Campeões, os jornais catalães passaram a falar mais claramente dos candidatos. O titular do Manchester United, De Gea, que se firmou na Inglaterra como grande goleiro em 2012-13, é o preferido dos torcedores (segundo enquete no diário Sport) e seria o nome ideal, pois é jovem e poderia ficar sob as traves do Camp Nou por muito tempo. O outro nome também viria da terra da rainha, Pepe Reina, do Liverpool. O goleiro de 30 anos seria uma opção que agradaria o elenco, porque o jogador faz parte e é muito querido na seleção espanhola, que tem muitos barcelonistas. Segundo a imprensa catalã, o Barça pode até contratar dois goleiros neste mercado.

Mas o grande problema do Barça é a falta de zagueiros no elenco. Mesmo nos títulos, muitas vezes a equipe sentiu a falta de defensores centrais. Neste sentido, Tito Vilanova tem um nome para alinhar ao lado de Piqué: Thiago Silva. Porém, uma troca de Paris por Barcelona não parece ser o movimento mais fácil no mercado, por isso, a direção blaugrana trabalha com outros dois nomes, Hummels e David Luiz. O zagueiro alemão é o preferido do diretor Zubizarreta e seria, de fato, uma opção mais segura.

Ainda na defesa, se fala muito sobre uma eventual saída de Daniel Alves. O lateral verde e amarelo teve ano bem abaixo do nível habitual. A chegada de Alba para a lateral-esquerda, fez com que o brasileiro fosse mais exigido defensivamente, pois, o jogador da seleção espanhola também tem características bem ofensivas, o que tirou a liberdade do camisa dois blaugrana para funcionar quase como um ponta. Com Alba, há um revezamento entre os alas para o apoio e a preferência parece ser do espanhol. Montoya, com estilo mais defensivo, parece ser o nome ideal para ocupar a lateral-direita do Barça no próximo ano.

Se na defesa as mudanças devem vir em grande escala, no meio-campo, a história tende a ser diferente. A estrutura da linha média está formada: Busquets, Xavi e Iniesta. Além disso, todos têm bons reservas. Song teve pouco espaço em seu primeiro ano na Espanha, porém é um grande 1º volante; Thiago tem o estilo bem semelhante ao maestro blaugrana e Fàbregas é um meia-atacante de grande nível. Portanto, uma reformulação no setor não se mostra necessária. 

A grande dúvida entre estes jogadores é Cesc, que foi contratado por cerca de 35 milhões de euros e, desde 2011-12, vem vivendo altos e baixos com a camisa do clube onde foi criado. O camisa quatro não é unanimidade entre os torcedores e já foi vaiado algumas vezes no Camp Nou. Por isso, visando recuperar uma parte do dinheiro investido, o Barcelona poderia negociar o jogador. Porém, com o técnico Tito Vilanova falando que não há necessidade de tantas mudanças, a permanência de Fàbregas parece mais provável.

O ataque também deverá contar com a atenção da diretoria nesta fase dedicada às contratações. Messi e Pedro são unanimidades do setor e devem continuar, mas o elenco precisa de mais opções para o setor ofensivo. Outro fato que reforça isto é que Villa, buscando protagonismo, deverá sair e Alexis Sánchez, que nunca convenceu em blaugrana, também está na lista dos transferíveis do Barcelona. 
Outro ponto é que, com a dupla, Tello teve poucas chances para mostrar o seu futebol, que tende a ser bastante promissor. Por isso, as negociações do chileno e do espanhol parecem inevitáveis. 

Para reforçar o ataque, o alvo número um segue sendo Neymar, que, mesmo tendo Real e Bayern de olho, deverá mesmo ir para Barcelona. Além do interesse ainda maior do futebol europeu, o staff do craque santista parece ver com melhores olhos uma transferência para o velho mundo, pois o camisa 11 da seleção canarinho já não encontra desafios que proporcionem evolução para ele no Brasil.

Como a provável chegada do brasileiro toma conta de todos os noticiários, outro jogador de lado de campo, que seria necessário para melhorar o elenco, não tem seu nome falado pela imprensa catalã, mas deverá sim ser contratado. Porém, o ataque blaugrana carece mesmo é de um centroavante. Desde a saída de Ibrahimovic, no final da temporada 2009-10, não há um homem de área no elenco e isto faz falta. Para esta função, só o nome de Lewandoski é comentado, mas a diretoria do Barça está ciente da necessidade de um jogador com esta característica, por isso, outros jogadores deverão ser consultados para melhorar o plantel dos culés.

Assim que a temporada terminar de fato, as movimentações dos dois gigantes espanhois devem ser bem interessantes e muito coisa do que foi descrito acima deve ocorrer. Mas, como o mercado de transferências é muito variável, pode ser que os alvos da dupla mudem.