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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Olho nelas: Colômbia

Colômbia 

 Falcao García é o dono da bola, mas a Colômbia não se resume ao artilheiro (EFE/Mauricio Duenas)

A história recente do futebol colombiano é semelhante à dos belgas, porém, com um ponto mais negativo e outro bastante positivo. Os sul-americanos não iam ao Mundial desde 1998 (portanto, 16 anos de ausência), mas tiveram um brilho continental depois disso, com a conquista da Copa América disputada em casa, em 2001, quando Aristizábal esteve em grande destaque, conquistando a artilharia do torneio.

Esta geração colombiana bebe da fonte de times que tiveram sucesso recente no futebol base mundial e sul-americano. O trio de meias, Guarín, Aguilar e Macnelly Torres ficou em terceiro lugar no Mundial sub-20 2003. Dois anos depois, o grupo mudou, mas Guarín e Aguilar estavam lá, e ganharam companhia de Zapata, Valdés, Zuniga, Edwin Valencia e Falcao García. Com este grupo, sob o comando de Reinaldo Rueda – hoje, técnico do Equador, que também virá a Copa de 2014 –, a Colômbia foi campeã sul-americana sub-20, deixando Argentina, de Messi e Lavezzi; e o Brasil, de Sóbis e Fernadinho; para trás. No título, Rodallega, que iniciou a competição como reserva, foi o grande destaque, com 11 gols. O artilheiro daquela disputa hoje nem está mais no elenco tricolor, o que mostra as boas opções ofensivas desta seleção. 

A história desta Colômbia começa a mudar quando a Federação escolhe Hernán Darío Gómez, no meio de 2010, para assumir a seleção com o único objetivo: voltar ao Mundial. No meio deste percurso, os cafeteros fizeram ótima campanha, na primeira fase da Copa América de 2011. Mas caíram logo em seguida, nas quartas de final e, com isso, o treinador deixou o comando da equipe. O auxiliar Leonel Álvarez foi promovido ao cargo de técnico principal, porém, a trajetória tricolor mudou mesmo com a chegada do argentino (com passagem longa pela Colômbia, quando era jogador) José Pekerman, no início de 2012. 

“Ele tratou de nos dar a confiança necessária para que pudéssemos jogar da forma como estamos acostumados: tentando competir de igual para igual tanto em casa quanto fora e buscando sempre as vitórias sem rodeios. Hoje em dia, somos uma seleção mais madura e equilibrada”. Disse Falcão García ao site da Fifa recentemente. O principal jogador da tricolor (um dos principais atletas do mundo) mostra a importância de Pekerman, o homem que consegue dar equilíbrio à Colômbia. Pois está claro que a parte ofensiva da seleção tem muito talento, porém, nas Eliminatórias, além do bom ataque, a defesa é a melhor da tabela ao lado da Argentina, méritos para o comandante. 

 Um volante mais fixo e quatro meias buscando municiar o brilhante centroavante, Falcao García (clique na imagem para ampliar)

Taticamente o time joga prioritariamente no 4-1-4-1, porém, muitas vezes, com o avanço dos meias-externos passa a ser um 4-3-3. Um ponto importante para o bom funcionamento do esquema cafetero e que não tem funcionado ultimamente é o meia-central Guarín, que vive má-fase técnica na Internazionale, mas que foi fundamental na campanha da Copa América de 2011. Nestes oito meses que separam a Colômbia do Mundial, um dos principais trabalhos de Pekerman será a recuperação do camisa 13.

Após viver “uma das maiores alegrias da minha vida”, o técnico argentino e seus dois auxiliares seguirão trabalhando muito. Durante a trajetória à frente da seleção, o trabalho de pesquisa sobre os adversários foi destacado pelos comandados e poderá fazer a diferença na Copa de 2014. Para dar mais bagagem aos cafeteros, a Federação Colombiana também trabalha e, em novembro, agendou amistoso frente à Bélgica e Holanda, na Europa.

Acostumar os jogadores à grandes jogos, com seleções que estarão na Copa, poderá ser o antídoto para a falta de experiência em Mundiais do elenco tricolor. A inexperiência é algo que poderá pesar à esta geração colombiana: dos 23 jogadores constantemente convocados por Pekerman, apenas o goleiro reserva Mondragón esteve em uma Copa do Mundo. Mesmo com a maioria dos cafeteros jogando há muito tempo na Europa, não ter disputado um Mundial poderá ser mais um desafio para a boa seleção colombiana. Mas com o incrível centroavante Falca García e o comando do equilibrado José Pekerman, sim, a Colômbia poderá surpreender na Copa do Mundo, que, muito possivelmente, virá ao Brasil como cabeça de chave.

PS: talvez, tenha mais algumas seleções que serão abordas aqui na "Olho nelas", porém, deverão ser faladas apenas mais para frente.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Inter de Mazzarri

 Gol de Cambiasso abriu o caminho para a virada da Inter, que, com isso, segue na perseguição da Roma na Serie A (Inter.it)

Acostumado a jogar com três zagueiros no Napoli, Walter Mazzari chegou à Inter e encontrou um time que já atuava desta forma, porém, sem o mesmo sucesso na execução do esquema. Com o técnico da Toscana, os nerazzurri vem atuando bem no 3-5-1-1, com Álvarez flutuando atrás do único centroavante. O resultado é um ótimo início de temporada: seis jogos, cinco vitórias, um empate, 19 gols marcados e apenas dois sofridos. Por isso, a Inter já está na quarta da fase da Coppa Italia e é a vice-líder da Serie A. 

A campanha no Campeonato Italiano é especial, pois, a Beneamata é dona do melhor ataque (15 gols), da segunda melhor defesa (2 gols sofridos) e está a apenas dois pontos da líder Roma. O curioso é que a dupla de líderes da Serie A 2013-14 é formada, justamente, por equipes que não se classificaram às competições europeias no ano passado. Para a Inter, é interessante observar que a boa largada acontece mesmo já tendo enfrentado a toda poderosa Juventus (1 a 1, no Giuseppe Meazza). 

 Posicionamento inicial das equipes, com um pequeno erro no número da camisa, ele é oito e não o nove (Clique na imagem para ampliar)

Na tarde desta quinta-feira, os nerazzurri passaram por mais um grande desafio, a Fiorentina, mais um grande jogo dentro de casa. Os viola também vinham de bom início de campeonato, mas com a derrota frente à Inter, já ficaram um pouco para trás. No Giuseppe Meazza, a Inter iniciou o jogo como está acostumada nesta temporada: deixa a bola com o rival, se defende muito bem e é muito forte no contra-ataque. Na fase defensiva do jogo vale destacar a ótima contratação de Campagnaro, o zagueiro direito do time e que parece passar tranquilidade aos companheiros mais jovens, Ranocchia e Juan Jesus, este último mal frente à Fiorentina, mas bem na temporada. Porém, ofensivamente, o time não funcionou tão bem – Guarín, ao contrário do ano passado, vai mal. 

Por isso, no primeiro tempo, a Fiorentina no 4-3-2-1 foi mais perigosa. Chutou mais vezes no gol, exigiu algumas boas defesas do ótimo Handanovic e dominou a posse de bola (41% a 59%). Os contra-ataques dos nerazzurri vieram através dos 17 desarmes (ótimo número), o que fizeram com que muitos ataques interistas fossem iniciados pelos zagueiros – Campagnaro foi muito ativo pela direita, na primeira metade do primeiro tempo. 

O gol não saiu, mas, na volta do intervalo, em pênalti bobo de Juan em Joaquín, Rossi abriu o placar. O ítalo-americano, que, nos últimos anos, sofreu com muitas lesões dá bons sinais de recuperação neste ano. Hoje, Rossi é artilheiro da Serie A 2013-14, ao lado de Cerci, do Torino. A Fiorentina apostou no jogador, quando ele estava em baixa na segunda divisão espanhola com o Villarreal, e vai colhendo resultados em campo. 

 A Inter, com dois atacantes, após sofrer o 1 a 0 (Clique na imagem para ampliar)

Após o gol, a Fiorentina recuou e passou a jogar no 4-1-4-1, Ambrosini era o volante e, durante toda a partida, tentou acompanhar Álvarez. A Inter também mexeu, Taider deu espaço à Kovacic e, Guarín, saiu vaiado para a entrada de Icardi, ficando muito irritado com a torcida. Com isso, os nerazzurri foram para o 3-4-1-2, esquema que acredito que deve ser o ideal para o restante da temporada, portanto, Taider perderia espaço e Milito ganharia vaga no ataque. As mudanças deram resultado para a Inter, que passou a dominar a posse de bola e ficar mais no ataque. A partir daí, foram oito finalizações interistas. A Fiorentina finalizou na mesma quantidade, porém, quatro arremates foram dados, após os 83 minutos de partida, ou seja, quando os nerazzurri já estavam à frente do placar e sofreram o famoso “abafa” na reta final do jogo. 

Os gols da Inter vieram em cruzamentos. O primeiro, após bola da esquerda e muita confusão na área, Cambiasso matou a redonda no peito e fez de voleio. O gol da vitória veio com Jonathan, o lateral, que começou bem a temporada, não vinha bem na partida, porém, apagou a má atuação com a jogada decisiva. A assistência para o 2 a 1 veio com Álvarez – terceira do argentino na Serie A 2013-14 –, em cruzamento da esquerda. 

A defesa nerazzurra, que já foi elogiada neste texto, mostra eficiência através dos números do site WhoScored, pois lidera a Serie A 2013-14, em desarmes por partida, são 27,4 por jogo. Além disso é o quarto time que menos deixa os rivais finalizarem em seu gol, permitindo apenas 11,2 arremates por partida. E é o sétimo time em interceptações, com uma média de 16,8 a cada 90 minutos. 

Baseado no ótimo sistema defensivo, na força ofensiva dos alas e no ótimo começo de temporada de Álvarez, a Inter promete incomodar na Serie A. Porém, se Guarín crescer de produção e, Mazzarri, optar por colocar alguém ao lado de Palacio, para que ele não fique mais sozinho no ataque, os nerazzurri podem melhorar ainda mais.

domingo, 6 de maio de 2012

O dérbi de Milito


Milito levanta a torcida interista, nos dérbis, ele tem se dado bem. (Inter.it)

O clima era tenso no estádio Giuseppe Meazza. A Inter, dona da casa nesta tarde, precisava da vitória para manter a remota chance de se classificar à próxima Liga dos Campeões e o Milan queria os três pontos com o intuito de evitar um título da Juventus. Os nerazzurri entraram em campo armados por Andrea Stramaccioni na teoria em um 4-3-2-1, com Álvarez e Sneijder atrás de Diego Milito. Mas, na prática, o argentino ficava mais recuado pela esquerda, configurando um 4-4-1-1 . Já, no outro lado, Allegri escalou o Milan no tradicional 4-3-1-2, com Kevin-Prince Boateng na criação e Ibrahimovic e Robinho, como dupla ofensiva.

O derby della madonnina começou em alta rotação, como esperado. Os “visitantes” iniciaram melhor e quase abriram o placar com Ibrahimovic. Mas, aos pocuos, a Inter começou a se impor e Sneijder passou a tomar conta das ações - o holandês jogou muito, mostrando ter recuperado seu futebol no final da temporada. Em falta cobrada por ele, a defesa milanista assistiu ao lance e viu Diego Milito marcar, após passe de Samuel. Mesmo melhor em campo, os nerazzurrri não conseguiram ampliar e sofreram o empate no final do primeiro tempo. KPB invadiu a área e foi desarmado por Júlio César, mas, para o árbitro Rizzoli: pênalti. Ibra e JC trocaram provocações e o sueco fez o 1 a 1, seu 27° gol na Serie A.

Com o jogo igual e uma confusão entre um auxliar interista e Robinho na descida para os vestiários, a partida prometia voltar quente para o segundo tempo. E a expectativa se realizou no primeiro lance da etapa final: Ibra, o artilheiro do Italiano, virou o jogo e marcou o seu gol 28 na disputa. A Inter não se abalou e empatou logo. Abate fez pênalti infantil em Milito, que cobrou e marcou o 2 a 2.

Daí para frente, a partida ficou muito aberta, mas o terceiro gol não aparecia. Por isso, pouco depois dos 30 minutos, os dois lados fizeram alterações ofensivas. Na Inter, Pazzini no lugar do apagado Álvarez e, no Milan, Muntari deixou o gramado para a entrada de Cassano. Os nerazzurri conseguiram passar na frente mais uma vez, em jogada com participação de Pazzo, que desivou cruzamento e viu a bola pegar no braço de Nesta, que estava com ele aberto: mais um pênalti. Milito cobrou e marcou a tripleta – sexto gol em seis jogos contra o rival na Serie A, com a camisa nerazzurra.

Maicon foi para a família, após marcar um golaço (Inter.it)

Porém, o mais belo ficou para o final. Maicon avançou pelo lado direito e, próximo da entrada da área, soltou a bomba de direita. Amelia não fez nada e viu a bola entrar em seu ângulo direito. O 4 a 2 levou a Inter a loucura. O lateral brasileiro saiu comemorando e foi para a torcida, apontando para a família. Além disso, na comemoração do gol, Júlio César atravessou o campo para participar da festa.

Com o 4 a 2, a Juventus venceu o seu 28° scudetto e a Inter segue viva na briga pela terceira vaga italiana. Mas, para conquistar o que parecia improvável há oito rodadas atrás, os nerazzurri precisam de uma grande combinação de resultado na próxima semana: vencer a Lazio, em Roma; a Udinese perder para o Catania fora de casa e o Napoli não ganhar do Siena, no San Paolo.

A mudança interista tem um nome: Andrea Stramaccioni, o ex-treinador da equipe primavera da Inter, que revigorou o elenco. Com ele são oito jogos, cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota. É provável que Massimo Moratti renove com o jovem treinador para a próxima temporada. Deve ser ele o homem a conduzir a nova Inter, que deve ser reformulada em 2012-13. Hoje, enxergo que a manutenção de Guarín no elenco pode ser o primeiro passo interessante para esta reformulação.


Cordoba

Cordoba é festejado pelos companheiros de time, depois da sua última partida em "sua casa na Itália"  (Inter.it)

A partida ainda marcou a última partida de Iván Cordoba pela Inter em Giuseppe Meazza, pois ele anunciou que não irá seguir na equipe em 2012-13. O colombiano de 35 anos fez 455 jogos e marcou 18 vezes em sua trajetória nerazzurra. Neste domingo, ele teve a sorte de jogar os minutos finais contra o maior rival, pelo fato do jogo já estar decidido. Com o apito final, o camisa dois foi homenageado pelos companheiros e pela torcida, que enquanto ele esteve em campo, não cansou de exaltá-lo. Depois de tudo, Cordoba disse: “eu vou dizer isso: obrigado, Inter”.

sábado, 16 de julho de 2011

Colômbia 0x2 Peru

Colômbia: a grande decepção

A zebra é branca e vermelha na primeira partida das quartas de final da Copa América 2011 (Miguel Ángel Bustamante/Terra)

A Colômbia chegou à partida contra o Peru credenciada pela melhor campanha da Copa América 2011 e pela defesa imbatível até ali. Além disso, Guarín vem em ótima forma no meio-campo e Falcão García parecia ter se reencontrado na partida contra a Bolívia. Como de costume na competição, os cafeteros vieram no 4-1-4-1 e encontraram o Peru armado da mesma forma, com destaque para Vargas, o externo-esquerdo que teve muita liberdade para apoiar Guerrero.

Os primeiros minutos deixaram claro o que seria o jogo: com poucas chances e pouco futebol apresentado pelas duas equipes. A defesa blanquirroja se comportava muito bem e não dava espaços para Falcão García receber bolas em boas condições de marcar. Dayro Moreno e Guarín, fundamentais ao sistema de criação de criação de jogadas colombiano, estavam mal e os laterais, boas opções ofensivas também não jogavam bem.

As chegadas dos cafeteros eram raras, mas quando eram bem neutraziladas pela defesa peruana – em ótima jornada. A chance para o jogo não ir para a prorrogação veio nos pés de Falcão García, que falhou e desperdiçou um pênalti. Mas quem passou mais perto de marcar foi o apagado Guarín, que fez jogada mágica nos acréscimos, mas parou na trave.

O jogo ruim teria prorrogação e a esforçada e dispota seleção peruana conseguiu decidir o jogo nos 30 minutos adicionais. Primeiro, aos 11 minutos, com Lobatón aproveitando saída estabanada de Neco Martínez. Depois, aos seis da segunda etapa, em outro lance ruim do goleiro colombiano, Vargas matou a partida. O desespero cafetero foi tão grande nos minutos finais, que a equipe terminou o jogo com cinco atacantes em campo, mas é óbvio que isso não deu resultado e a zebraça foi confirmada com o 2 a 0.

domingo, 10 de julho de 2011

Colômbia 2x0 Bolívia


Ih fudeu, o Falcão apareceu

 Falcão García demorou três partidas para marcar, mas já abriu a contagem com dois gols (futebolred)

Falcão García após temporada incrível pelo Porto, ainda não havia marcado pela seleção nesta Copa América. Novamente o camisa nove foi o único atacante escalado por Hernán Darío Gómez, no esquema 4-1-4-1 colombiano. Do outro lado, a Bolívia também repetiu a formação tática do jogo anterior: o 4-4-2. Com os desfalques por suspensão na defesa, La Verde sofreu muito com uma retaguarda bastante fraca.

Os gols saíram rápido. Aos 14, Falcão recebeu lançamento maravilhoso de Dayro Moreno e, de frente para Arias, não falhou: 1 a 0. Aos 28, o camisa nove, bateu precisamente o pênalti sofrido por Pablo Armero, que incomodava bastante o fraco Vargas. Além de ser boa alternativa ofensiva, o ex-jogador do Palmeiras ainda comandou a comemoração do primeiro gol, puxando uma dança parecida com o “Armeration”.

Aí a vitória já estava praticamente garantida e os cafeteros foram inteligentes. Recuaram e, na volta para o segundo tempo, pouparam Guarín, que estava pendurado, com um cartão amarelo e o cansado Dayro Moreno. Rodallega, que entrou no lugar do camisa 17, fez ótima partida e poderia ter feito, pelo menos, um gol. Mas não era preciso, o 2 a 0 já garantia a classificação em primeiro lugar. Marcelo Moreno e Arce formavam o ataque boliviano, mas raramente tentaram se aproximar, facilitando o trabalho da retaguarda colombiana.

A vitória dos cafeteros, além de garantir o primeiro posto à equipe, ainda classifica Venezuela, Chile e Peru, eliminando a Bolívia. A Colômbia mostrou que é forte e tem dois jogadores em grande fase: Guarín e Falcão García. Devem incomodar bastante na segunda fase.

Defesa da Colômbia

 O 4-1-4-1 é o segredo para a boa produção da defesa colombiana, que conta com dois laterais bastante ofensivos (Clique na imagem para ampliá-la)

Nos três jogos da primeira fase, o goleiro Neco Martínez, que substituiu o titular Ospina, não foi vazado. O mais curioso é observar a formação da linha defensivva colombiana: Neco Martínez; Zuñiga, Perea, Yepes e Pablo Amero.        Os dois laterais atuam na Itália e por lá jogam mais à frente, às vezes, até como meias. O segredo dos cafeteros é a presença de um volante bem preso. Na primeira partida, Bolívar e, a apartir da segunda, Sánchez. Ele é o resposável pela cobertura dos avanços dos laterais, que, raramente ocorre simultaneamente.

sábado, 2 de julho de 2011

Colômbia 1x0 Bolívia

Colômbia decepciona

Guarín foi o dono do meio-campo colombiano e deve aumentar sua participação para que a produção ofensiva dos cafeteros cresça (David Felipe Rincón/Terra)

Talvez por esperar muito desta Colômbia, me decepcionei bastante com o futebol apresentado frente à fraca e confusa Costa Rica. O técnico Hernán Gómez havia prometido mobilidade e posse de bola, apenas o segundo item foi atingido e muito pela fragilidade adversária. Os cafeteros começaram o jogo no 4-1-4-1, com Dayro Moreno e Adrián Ramos invertendo de lado nas pontas. Bolívar era o jogador mais preso. Do outro lado, uma confusão: muitas trocas de posição, em um estranho 3-4-2-1.
A Colômbia do 4-1-4-1 antes da expulsão de Brenes, que mudou o jogo (clique na imagem para ampliá-la)

Porém, o jogo muito pelo nervosismo costarriquenho. O jovem time de La Sele Tricolor já havia recebido três cartões amarelos em 24 minutos e, três minutos depois, o primeiro vermelho da competição. O meia-atacante Brenes chegou duro em Perea e foi expulso. A partir daí, o domínio da bola ficou mesmo para a Colômbia, que agiu rápido e mudou: saiu o volante Aguilar para a entrada de Rodallega, partindo para o 4-2-3-1, com a linha de meias bem adiantada.

A Colômbia no 4-2-3-1 após a expulsão, com Guarín sendo o dono da bola (clique na imagem para ampliá-la)

Não pode ser dito que houve resultado positivo. A vantagem numérica serviu para que os cafeteros ficassem mais com a bola e só. O gol veio por “acaso”. Guzmán pedalou no círculo central e foi desarmado por Bolívar. A bola ficou com Guarín que dominou e, com muita classe, colocou Adrián Ramos livre na entrada da área. O atacante dominou levando a bola para a esquerda e quando viu ter vencido o goleiro Moreira, bateu de perna direita para o gol aberto.

No segundo tempo, a tendência do jogo não mudou. Domínio territorial e da bola para a Colômbia, mas com poucas chances de gol. Quando elas apareceram, o goleiro Moreira se comportou bem. Mesmo com a boa movimentação, os ticos não conseguiram assustar a defesa colombiana, que parece ser o “calcanhar de aquiles” dos cafeteros.

A estreia ruim não pode fazer com que descartemos a Colômbia. Mas para seguir bem cotada, eles terão que resolver alguns problemas. Falcão García terá que ter mais oportunidades para marcar. Além disso, Guarín terá que receber mais bolas, pois ele é o “cara” para criar estas chances ao companheiro de Porto.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Prévia Copa América - Colômbia

Colômbia – Grupo A

 Falcão é o "cara", mas não dependeremos só dele. É mais ou menos assim que pensa o treinador Hernán Gómez, que tem uma boa geração colombiana em mãos (AFP)

Técnico: Hernán Gómez-COL
Time-base: Ospina (Neco Martínez); Zúniga, Perea, Yepes, Pablo Armero; Aguilar, Anchico, Guarín; Dayro Moreno, Falcão García; Rodallega
Craque: Radamel Falcão García
Títulos de Copa América: 1 título

Quem não gostaria de ter Falcão García como centroavante de sua equipe? O camisa nove do Porto fez 38 gols nas 42 partidas oficiais que disputou com a camisa azul e branca e, além disso, cedeu oito assistências. Deveria ser ele o foco das ações dos cafeteros. Mas o treinador Hernán Gómez pensa diferente. Ele afirma que sua equipe não poderá depender dele e está certo.

Além do excepcional centroavante, o elenco de apoio é bom e conta com um grande companheiro de Falcão. O meia-central Guarín também jogador do Porto, cresceu muito no final da temporada e deve ser um dos principais coadjuvantes de sua estrela. Guaro deve ser fundamental à engrenagem pretendida por Hernán Gómez. Pois o treinador pretende colocar nos campos argentinos, uma Colômbia que tenha mobilidade e posse de bola.

O setor defensivo também tem bons nomes. Armero vem de boa temporada pela Udinese, onde também joga Cuadrado. Yepes quando jogou pelo Milan não foi o desastre, que muitos esperavam. O experiente zagueiro tende a formar boa dupla com o forte Perea. A baliza começará, provavelmente, com Neco Martínez, pois o titular Ospina se contundiu em um dos últimos treinamentos pré-Copa América.
Longe de ser favorita, a Colômbia é um dos times que chega forte à competição e é candidata à próxima fase. Pois há tempos, os cafeteros não apresentam uma equipe tão qualificada quanto esta, que disputará a CA 2011.

Convocações –

Goleiros:                 
1- Davi Ospina (Nice-FRA)
12- Neco Martínez (Once Caldas-COL)
23- Bréiner Castillo (Independiente de Medellín-COL)

Defensores:
10- Juan Cuadrado (Udinese-ITA)
18- Juan Zúniga (Napoli-ITA)
2- Cristián Zapata (Udinese-ITA)
3- Mario Yepes (Milan-ITA)
14- Luis Perea (Atlético de Madrid-ESP)
22- Aquivaldo Mosquera (América do México-MEX)
7- Pablo Armero (Udinese-ITA)
15- Juan Valencia (Junior de Barranquilha-COL)

Meias:
4- Gustavo Bolívar (Deportes Tolima-COL)
5- Yulian Anchico (Pachuca-MEX)
6- Carlos Sáncehz (Valenciennes-FRA)
8- Abel Aguilar (Hércules-ESP)
13- Fredy Guarín (Porto-POR)
16- Elkin Soto (Mainz 05-ALE)
17- Dayro Moreno (Once Caldas-COL)

Atacantes:
9- Radamel Falcão García (Porto-POR)
11- Hugo Rodallega (Wigan-ING)
19- Teófilo Gutiérrez (Racing-ARG)
20- Andrián Ramos (Hertha Berlim-ALE)
21- Jackson Martínez (Jaguares Chiapas-MEX)