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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Enfermedades Futboleras 10

Sob às ordens do comandante Cristiano

 Aqui mando eu, diz Cristiano Ronaldo, pois, afinal, é o craque madridista há algumas temporadas (Real Madrid.com)

O presidente da Fifa Sepp Blatter afirmou que Cristiano Ronaldo parece um comandante em campo e é desta forma mesmo que o português se comporta. Neste final de semana, o português liderou o Real Madrid, que atropelou a Real Sociedad no Santiago Bernabéu. O 5 a 1 ainda ficou barato, pois, claramente, os blancos reduziram o ritmo após alcançarem o 4 a 0. Desde que Ancelotti passou a armar os merengues no 4-3-3, o rendimento da equipe cresceu, e, mais recentemente, com a volta de Xabi Alonso, o onze inicial ganhou a peça que faltava. O basco é o volante mais recuado, mas circula na frente da área madridista para facilitar a saída de bola com os passes precisos (completou 43 dos 47, que tentou, 91% de acerto) e, além disso, contribui na fase defensiva do jogo, com desarmes, recuperações e cortes (ao todo, oito). 

Mas, quem comanda a equipe em campo é mesmo o craque do camisa sete. No 5 a 1 contra os bascos, Ronaldo foi às redes três vezes, o que lhe coloca na artilharia de La Liga, com 16 gols, e deu uma assistência para o gol de Benzema – Khedira e Griezmann fecharam o marcador. Porém, a atuação do português não se resumiu a isso, ele fez mais: ao todo, finalizou oito vezes (cinco no alvo); acertou 88% dos passes que arriscou; fez três desarmes e foi acionado pelos companheiros 41 vezes. O camisa sete é a grande referência merengue em campo e, com o desempenho que ele entrega, não dá para ser diferente. Com Ronaldo comandando o time, Xabi ditando o ritmo, Bale se encontrando vestindo blanco e Ancelotti acertando o esquema tático, o Real cresce na temporada e promete um ano melhor que o anterior, que acabou sem títulos.


O vencedor da rodada

 No primeiro plano, o craque da partida Rooney e, no segundo, o homem dos gols do United. Com eles, o Manchester pode voltar a sonhar com o bicampeonato na Premier League (Getty Images)

O Manchester United entrou na rodada em oitavo lugar a oito pontos da liderança, mas, após o 1 a 0 frente ao Arsenal, avançou três posições na tabela e diminui três pontos na diferença para o primeiro colocado. O retrospecto era todo favorável ao time da casa, pois, nas 12 últimas partidas envolvendo as duas equipes: nove vitórias, dois empates e apenas uma derrota para o United. David Moyes armou o time no 4-2-3-1, com Rooney atrás de Van Persie, no outro lado, o mesmo esquema, mas sem a ótima execução dos jogos recentes: faltavam a pressão na saída de bola do rival e as finalizações de fora da área. 

A dupla Rooney e Van Persie comandou a partida e aproveitou a postura mais defensiva do Arsenal. O gol da vitória veio em cobrança de escanteio do camisa 10, que o holandês antecipou Vermaelen e Giroud e, do primeiro pau, cabeceou para as redes. O camisa 20 que havia prometido nunca comemorar um gol marcado contra o ex-clube, hoje, deixou a promessa de lado e vibrou muito. Após sofrer o 1 a 0, o Arsenal mudou a postura, foi mais à frente e, principalmente depois do intervalo, intensificou o comportamento mais ofensivo. Porém, o domínio do campo (156 passes trocados no último terço) e da bola (60%), resultou em apenas duas finalizações na baliza defendida por De Gea e dois cruzamentos de Sagna, que passaram perigosamente dentro da pequena área sem serem tocados pelo ataque dos gunners. 

A falta de finalizações do Arsenal por ser explicada pelas atuações ruins dos três meias, Cazorla, Ramsey e Özil. Mas o Manchester United também colaborou para que os gunners tivessem poucas chances, pois inflamados pelo espírito de Rooney, que correu a partida inteira, os red devils mal deixaram espaço para que os visitantes pensassem próximos da área. Ao final da partida, Moyes ressaltou a importância dos dois melhores jogadores do United. “Grande jogadores marcam grandes gols e ele é um grande jogador”, sobre Van Persie. O "Shrek" recebeu um elogio ainda maior: “A energia dele foi magnífica”.

Monaco derrapa

Apontando como principal adversário do PSG desde o início da Ligue 1, por conta do investimento e da facilidade de só disputar competições na França, o Monaco derrapou nas duas últimas rodadas. Primeiro, Enyeama parou o time e os dois gols de Roux colocaram fim à invencibilidade monegasca, e, nesta semana, o clube esbarrou na boa defesa do Evian, que, na maior parte do tempo, defendeu com duas linha de quatro, apesar de estar postado no 4-2-3-1. No Monaco, seguiu o 4-2-3-1 de Ranieri, porém, com algumas mudanças, James se tornou o meia-atacante central e Moutinho virou 2° volante. Não deu certo, o time comandou a posse de bola (terminou com 69%), mas criou pouquíssimo. 

A retaguarda dos visitantes se comportou muito bem, porém, merece destaque a participação do meio-campo de Les Roses, que anulou a participação dos meias vermelhos e brancos. Ocampos à direita e Carrasco à esquerda não conseguiram explorar a velocidade pelos flancos e Moutinho e James pelo centro também trabalharam pouco. Em uma das raras chances que teve, o camisa dez colombiano, conseguiu descobrir Falcao às costas da defesa e o compatriota marcou o nono gol na Ligue 1 para empatar a partida (1 a 1, que foi o placar final). O técnico italiano colocou Riviere (seis gols) e reposicionou o time no 4-4-2, tentando atacar mais. O novo centroavante somado à falta de chances para criar com a bola no chão, fez com que a opção pelos cruzamentos fosse ainda mais clara. Porém, o sistema defensivo do Evian conseguiu impedir que a alternativa desse certo e, apesar das 15 finalizações durante todo o jogo, apenas duas chegaram à baliza de Les Roses, provando que a ótima atuação defensiva impediu que oportunidades mais claras fossem criadas pelo Monaco. Os vermelhos e brancos agora vão ficando pra trás na tabela: terceira colocação a cinco pontos do líder PSG.

Na cola

 Llorente, Pirlo e Pogba garantiram a Juventus na cola da Roma (Reuters/Giorgio Perottino)

A Roma tropeçou no Sassuolo e abriu espaço para que o vencedor do confronto entre os perseguidores, Juventus e Napoli ficasse a um ponta da liderança. Jogando em casa, a Vecchia Signora não desperdiçou a oportunidade e colou nos giallorossi. Conte utilizou o 3-1-4-2, com a interessante dupla de ataque, Tévez e Llorente. No Napoli, que poupou alguns jogadores no meio da semana pela Liga dos Campeões, time completo, mas, apesar disso, os azzurri não conseguiram fazer uma grande partida. A Juventus soube se impor muito bem e foi desta forma desde o início. Antes do primeiro minuto, Pogba quase abriu o placar, mas parou em Reina. Porém, no lance seguinte, Isla jogou na área, Tévez desviou e Llorente, em ligeiro impedimento, apareceu para marcar no segundo pau. Para variar, os bianconeri tiveram Pirlo comandando o meio-campo e abusando dos passes longos. Após o susto inicial, os partenopei equilibraram o jogo, mas só Insigne, pelo lado esquerdo, conseguiu assustar Buffon. Por isso, o 1°T só não acabou com uma vitória maior da Juventus, pois Pepe Reina fez ótimas defesas.

Na volta para o segundo tempo, o equilíbrio persistiu, o Napoli tentou aparecer mais no campo ofensivo, porém seguiu sem fazer grande partida. Por outro lado, a defesa bianconera, ao contrário de jogos recentes, se comportou muito bem. Barzagli foi um monstro, com sete cortes, cinco desarmes e duas recuperações. Nesta toada, o jogo tinha tudo para terminar 1 a 0, mas Inler fez falta desnecessária na entrada da área, resultado: cobrança milimétrica de Pirlo e 2 a 0. Depois, mais expostos, os azzurrini sofreram o terceiro gol, anotado por Pogba. Foi um golaço, o camisa seis matou a bola, ela subiu e, antes dela cair no chão, com o pé direito, o francês acertou belo chute no canto direito de Reina. O jovem tem, ao todo, cinco gols e sete assistências na temporada, em 17 partidas e vai se tornando indispensável aos bianconeri atualmente.

Estranhamente tranquilo

Um dos maiores clássicos futebolísticos do mundo ocorreu neste domingo na Turquia. A partida envolveu os asiáticos do Fenerbahçe e os europeus do Galatasaray, os dois maiores campeões da Süper Lig, com 18 e 19 títulos respectivamente e, cada um, de um lado de Istambul. O clima era favorável ao Fener, que, por jogar no Estádio Sukru Saracoglu, era o único a ter torcedores nas arquibancadas. Ao contrário de clássicos recentes na Turquia, o jogo não foi tão disputado e os canários venceram tranquilamente por 2 a 0. O técnico Ersun Yanal armou bem a equipe no 4-3-3 e, no esquema, um dos meias, o brasileiro Cristian – o melhor em campo – foi fundamental, pois era aquele que apoiava mais o ataque. No lado do Cimbom, o 4-1-4-1 (no 2°T, mais cara de 4-3-3) tinha Drogba na frente e, as melhores chances do Galatasaray, vieram quando o marfinense deixou a área para criar, mas foi pouco. 

 Os gols saíram com Emre de pênalti e com Cristian, que marcou, após uma jogada que só ocorreu por conta de uma roubada de bola no campo ofensivo, resultado de uma pressão forte na saída de bola do rival. Felipe Melo teve chance de diminuir e colocar fogo no jogo nos minutos finais, mas o brasileiro cobrou muito mal um pênalti e o goleiro Demirel fez a defesa tranquila. O 2 a 0 mantém o Fenerbahçe na ponta da Süper Lig com quatro pontos de vantagem em relação ao vice-líder Kasimpasa, enquanto o atual bicampeão Galatasaray é apenas o sexto a nove pontos da liderança.

domingo, 3 de novembro de 2013

Enfermedades Futboleras 9

Nesta semana, os destaques do futebol europeu chegaram antes ao blog.

Aos pés de Verratti

Mesmo com dois na marcação, Verratti segue com a bola. Ninguém parou o italiano no 4 a 0 do PSG (C.Gavelle/PSG)

O PSG enfrentou o Lorient recheado de reservas, pois, nesta semana, joga pela Liga dos Campeões. Ibrahimovic foi um dos poupados, por isso, Cavani foi o centroavante no 4-3-3 parisiense, que atacava o 4-4-2 de Les Merlus. Desde o início, domínio amplo do time de Blanc e, com três minutos, Lucas completou, de primeira, belo cruzamento de Digne. O lateral-esquerdo jogou bem avançado, aproveitando o corredor canhoto, que ficava aberto com a movimentação do ponta-esquerda Ménez. No segundo gol, o camisa sete recebeu a assistência de Verratti no lado direito da área, provando a importância de circular pelo campo. Cavani ainda fez o terceiro no primeiro tempo, em ótimo cruzamento de Lucas pela direita. O brasileiro, após não ser convocado por Felipão, aproveitou a chance e participou bem da partida. 

O que chamou atenção no PSG foi a ótima participação dos jovens no jogo, além de Lucas, Digne e, principalmente, Verratti jogaram muito bem. O italiano deu show, e controlou o meio-campo, com 100 passes completados, entre os 107 tentados. Porém , não foram apenas toques laterais, o camisa 24 arriscou e acertou bons passes longos. O jovem volante comandou o elenco vermelho e azul, que trocou incríveis 672 passes, com índice de 91% de acerto. Por isso, os parisiense tiveram 65% da posse de bola. No final do jogo, Cavani manteve a boa fase e fechou a goleada por 4 a 0 – o uruguaio é um dos artilheiros da Ligue 1, com nove gols.

Ribéry resolve

 Müller e Ribéry comemoram muito o gol que valeu os três pontos (AFP)

O Bayern, finalmente, tinha se acertado sob o comando de Guardiola e se tornaria imparável. Pelo menos, era o que todos imaginavam. Porém, a visita a Rhein-Neckar Arena para enfrentar o Hoffenheim, mostrou que nem tudo está bem para os bávaros. A vitória e o retorno à liderança da Bundesliga vieram, mas o bom futebol passou longe. No 4-1-4-1 e com Götze pela primeira vez de titular, o Bayern teve dificuldades para jogar contra o 4-3-2-1, dos donos da casa, que contavam com o forte trio de ataque formado por Volland, Firmino e Modeste – juntos somavam 18 gols marcados no Alemão. Mas os goleadores não foram bem, exceção à Volland, que assustou algumas vezes o goleiro Neuer. 

Götze, que vinha melhorando, atuou mal como titular, mas o Bayern tinha Ribéry, que, mais uma vez, se destacou. Meia-esquerda no esquema de Guardiola, o francês flutuou pelo campo e apareceu até na ponta-direita. Foi o camisa sete que resolveu o jogo, após Neuer falhar e proporcionar o primeiro gol do Hoffenheim. Primeiro, foi em cobrança de falta do melhor jogador da Europa que a bola bateu em Mandzukic (mal no jogo) e entrou. Depois, no segundo tempo, apesar de mais ofensivo e com mais posse de bola, o Bayern não conseguia criar boas chances até que Javi Martínez roubou dentro da área. Aí a redonda ficou com Ribéry, que, inteligentemente, passou para Müller, livre marcar.

O francês deu importantes três pontos ao Bayern, que segue um ponto à frente do Borussia Dortmund, que será o adversário dos bávaros daqui a duas rodadas. Ribéry segue firme para brigar pelo prêmio de melhor do mundo, nesta temporada, já são oito gols e cinco assistências, que o concretizam como craque do grande time do futebol mundial hoje. Na próxima rodada, liderado pelo francês, o Bayern poderá quebrar o recorde de invencibilidade do Campeonato Alemão, que é do Hamburgo, com 36 partidas, entre as temporadas de 1981-82 e 1982-83 – anos que foi bicampeão alemão. 

Mostrou força

Cazorla e Ramsey marcaram para o Arsenal no 2 a 0 sobre o Liverpool, mas Arteta foi o destaque (Arsenal.com)

Arsenal e Liverpool ganhou ainda mais importância, por conta da derrota do Chelsea para o Newcastle. Portanto, quem vencesse, seria líder. Brendan Rodgers apostou no esquema com três zagueiros, desta vez, um 3-1-4-2, com Sturridge e Suárez soltos na frente. Por outro lado, o Arsenal manteve o 4-2-3-1, com muito muita movimentação dos três meias, que, constantemente, trocavam de posição. Jogando em casa, os gunners comandaram o jogo e só foram ameaçados pelos reds, em eventuais jogadas dos dois homens de frente, pois nem os meias, nem os alas – Cissokho fez péssima partida e saiu no intervalo – conseguiram incomodar a defesa do time de Wenger. 

Apesar de ter pouco de Özil durante toda a partida, o domínio territorial do Arsenal, os 181 passes trocados no último terço do campo e os oito desarmes no ataque fizeram com que boas chances fossem criadas. O primeiro gol dos gunners saiu em cima de Cissokho, Sagna foi ao fundo e cruzou. O pequenino Cazorla cabeceou na trave e aproveitou a sobra para marcar, foi o primeiro gol do espanhol na temporada e, justamente, na melhor exibição dele. Rodgers tentou corrigir a inoperância ofensiva, mudando o esquema. Coutinho entrou, o Liverpool passou a jogar no 4-4-2 e chegou a dominar a partida. Mas o meio-campo de Wenger retomou o domínio do jogo e o panorama voltou a ser: Arsenal afogando a saída de bola dos reds, dominando a redonda e criando chances. Em uma delas, Özil passou para Ramsey marcar um belo gol de fora da área e decretar números finais. 2 a 0. 

Esta foi a primeira vitória do Arsenal na temporada sem Flamini, que está lesionado. Ele foi muito bem substituído por Arteta, que facilitou a saída de bola dos gunners durante todo o jogo. Ao todo, o espanhol acertou 100 dos 106 passes que tentou (94% de acerto), fez sete desarmes, recuperou duas bolas e fez um corte de cabeça. Provavelmente, sem o francês por mais alguns jogos, o Arsenal precisará de Arteta neste nível para superar os desafios importantíssimos desta semana: na quarta, o Borussia Dortmund, e, no domingo, o Manchester United, ambos fora de casa.

Clássico moscovita

Se você frequenta este espaço, já deve saber que, na Rússia, o Zenit vem muito bem. Porém, nesta rodada, com um empate em casa contra o Amkar, os zenitchiki deram espaço para que times moscovitas encostassem nele na tabela. O CSKA embalou duas vitórias e subiu, mas os adversários mais próximos eram o Spartak e Lokomotiv, que se enfrentaram, com portões fechados, em Moscou. 

Atuando no 4-2-3-1, o Lokomotiv comandou as ações do jogo durante os noventa minutos. Na maior parte do tempo, os parovozy abdicaram da posse de bola (ficaram com ela apenas 36% do tempo) e apostaram em contra-ataques que assustaram a frágil defesa do Spartak, que hoje teve o lateral Makeyev improvisado como zagueiro. O primeiro gol dos vermelhos e verdes veio com falha no centro da zaga do time do povo, o lateral Parshivlyuk até tentou cobrir o buraco, mas Maicon (ótima atuação) foi mais esperto e conseguiu o toque para N'Doye marcar. Para piorar o goleiro Pesjakov falhou em lançamento do zagueiro Durica e a bola sobrou para Samedov empurrar para o gol aberto. O Spartak conseguiu reduzir o prejuízo em falha de Corluka, que Movsisyan aproveitou. 2 a 1. 

Apesar de ter finalizado muito mais que o adversário (18 a 9), faltou pontaria (4 a 5, em tiros no alvo). Além disso, o time do povo não teve criatividade no 4-2-3-1, mesmo tendo um dos volantes ajudando na criação. As mexidas de Valeri Karpin também pouco colaboraram, pois o técnico mudou apenas os nomes, a forma de jogar seguiu a mesma. No final do jogo, N’Doye aproveitou um bom lançamento de Denisov para marcar o 3 a 1. Com a vitória tranquila no confronto direto, o Lokomotiv fica a três pontos do líder Zenit e se credencia como principal adversário do time de Hulk e Danny na briga pela Premier League Russa.

A Roma parou

 Cerci impediu a 11ª vitória da Roma na Serie A 2013-14 (Ansa)

“É uma vergonha, mas não dá para ganhar todas”. A frase do capitão Danielle De Rossi à Sky Sport Italia ao final do empate, em 1 a 1 com o Torino, é importantíssima para a Roma continuar brigando na frente da tabela. A série de dez vitórias consecutivas na largada na Serie A acabou, mas os giallorossi seguem na ponta da disputa e com três pontos de vantagem em relação a Napoli e Juventus, que se enfrentarão na próxima rodada. Portanto, não há motivos para perder a cabeça e é sempre bom lembrar que esta Roma não pensava em título neste ano e, sim, na classificação à Liga dos Campeões. 

 Os giallorossi sofreram na visita ao Torino, pois, com algumas ausências, o time não criou muito. Rudi Garci deixou o esquema com mais forma de 4-1-4-1. Por conta da falta de Gervinho para jogar na ponta-esquerda, Pjanic foi deslocado para o setor. O bósnio por não ser um atacante de lado, não era tão incisivo como o titular do setor. Somado à isso, Florenzi fez partida ruim na ponta-direita e o centroavante Boriello até brigou na frente, mas não consegue colaborar com a criação, algo que a Roma precisaria nesta partida. Ljajic, que entrou bem, pode ser uma opção no centro do ataque, enquanto Totti estiver machucado. 

A falta de criação romanista ficou clara desde o início, pois o time girava a bola no meio e não conseguia finalizar – chegou a ficar com mais de 70% da posse de bola. O gol veio em uma das raras chegadas de Pjanic à linha de fundo. O bósnio cruzou para trás e Strootman marcou. O Torino tentou quando teve a bola, principalmente, com Cerci, que atuava aberto pela direita no 4-2-3-1 da equipe. Embalado pelo seu artilheiro, o Toro deu mais trabalho ao goleiro De Sanctis do que os giallorossi proporcionaram à Padelli. E foi Cerci que garantiu o empate e marcou o segundo gol sofrido pela defesa romanista na Serie A, o que quebrou a marca de 743 minutos da Roma sem sofrer gols. 1 a 1 que não pode derrubar o ânimo da líder da Serie A, o trabalho está sendo bem feito e assim deve continuar.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Enfermedades Futboleras 7

Quando pensei em fazer a coluna semanal sobre o futebol europeu, confesso que não imaginava que ela duraria tanto, já foram sete publicações. Não posso deixar de agradecer os amigos do site Doentes Por Futebol, que tem divulgado o material através da Fanpage deles, que tem mais de 60 mil curtidas. Indico o site e a Fanpage da DPF, que era – e ainda é – uma comunidade do Orkut e, por um tempo, teve uma revista, a qual eu tive a honra de colaborar nas cinco edições. 

A imparável Roma 

A cada rodada impressiona mais o desempenho da Roma na Itália. Agora, em oito jogos na Serie A 2013-14, são oito vitórias, 22 gols marcados e apenas um sofrido – melhor ataque e melhor defesa. Nunca na história da Liga Italiana um time perdeu o scudetto, após conquistar o 100% de aproveitamento nas primeiras oito partidas de uma temporada, e existem motivos para acreditar que a Roma não quebrará esta marca, apesar da força dos concorrentes. Com mais uma vitória, os giallorossi irão igualar o melhor início da história no Italiano, a Juventus de 2005-06. 

 O 4-3-3 da Roma e de Rudi Garcia vem dando muito certo nesta Serie A (Clique na imagem para ampliar)

O ótimo desempenho tem muita relação com o técnico Rudi Garci, egresso do Lille, onde venceu a Ligue 1 2010-11. O conceito tático é semelhante, um 4-3-3, que, em muitos momentos, se torna um 4-1-4-1. O comandante francês faz o time capitolino marcar na frente e pressiona a saída de bola adversária, com o avanço dos meias, Pjanic e Strootman, deixando De Rossi preso na frente da defesa. Para exercer a pressão no ataque e conseguir recompor sem prejudicar o sistema defensivo, impressiona o desempenho físico desta equipe. 

Contra o ex-vice-líder Napoli, na sexta-feira, a vitória teve muito do físico giallorossi. O 2 a 0 foi conquistado sob os olhares de Maradona, que, pela primeira vez, desde que deixou a Itália em 1991, viu um jogo dos azzurri no estádio, não deu sorte. A Roma atuou bem, mas, no primeiro tempo, viu os partenopei terem as duas melhores chances de gol, antes de Pjanic cobrar falta – cometida por Cannavaro – no ângulo de Reina. E, antes do 2 a 0, a situação era semelhante: Napoli dominando o jogo e assustando De Sanctis. Porém, o ex-capitão napolitano cometeu pênalti, levou o segundo cartão amarelo e, na cobrança, o bósnio marcou pela segunda vez. A partir daí, o ímpeto dos azzurri foi bem reduzido e a Roma marchou tranquila para a oitava vitória consecutiva.

A grande virada

Rossi marcou três vezes na virada da Fiorentina sobre a Juventus e é o artilheiro da Serie A, com oito gols em oito jogos (AP Photo)

No Artemio Franchi, a Juventus foi ao intervalo vencendo a Fiorentina por 2 a 0, com um gol de Tévez, em pênalti que não ocorreu, e outro de Pogba. Quem via o jogo não podia imaginar o que iria ocorrer no 2°T. A Vecchia Signora se deixou levar pelo sentimento de que o jogo já estava definido, enquanto, do outro lado, a Viola tinha certeza que tudo poderia mudar. Montella sacou Aquilani e colocou Joaquín, desta forma, a dona da casa passou a ter Cuadrado na ponta-esquerda e o espanhol na ponta-direita, portanto, 4-3-2-1 tão utilizado nesta temporada.

O placar da partida começou a tomar novo rumo, quando, aos 65 minutos, o árbitro inventou um pênalti para a Fiorentina, que Giuseppe Rossi bateu e marcou. O empate veio aos 75 minutos, mais uma vez através da canhota do camisa 49, que surpreendeu Buffon com chute de fora da área – falha do goleiro da seleção italiana. Sem reação e entregue ao jogo dos donos da casa, a Juventus falhou e Borja Valero passou para Joaquín, que recebeu livre dentro da área e virou o jogo. Aos 80 minutos, após mais uma participação do ex-jogador do Villarreal, Cuadrado (decisivo para a virada) disparou pela direita e rolou para Rossi fechar a tripleta. 

Ao final da partida que garantiu a Fiorentina a sexta colocação da Serie A 2013-14 a nove pontos da líder Roma, as declarações dos jogadores da viola mostraram claramente a importância do resultado. “No vestiário, tivemos champanhe e festa. Por 15 anos, não havíamos derrotado a Juventus e isto era duro”, disse Joaquín. O craque do jogo, Rossi comemorou: “temos grandes elementos na equipe, no campo e no banco, e hoje vimos muito caráter e coração. Podemos jogar contra qualquer adversário”.

Acabou o 100%

Fàbregas lamentou uma das ocasiões desperdiçadas pelo Barcelona, contra o Osasuna (AFP)

Nem Atlético, nem Barcelona, La Liga 2013-14 não tem mais times com 100% de aproveitamento. Mas o prejuízo dos colchoneros foi maior, derrotado, em Barcelona, pelo Espanyol, por 1 a 0. No jogo, os rojiblancos não finalizaram nenhuma vez na baliza defendida por Kiko Casilla. Por isso, a liderança de La Liga ficou, de forma isolada, com o Barça, pelo ponto conquistado no 0 a 0, contra o Osasuna, fora de casa. Os blaugranas pouparam Messi (entrou no 2°T), Daniel Alves, Pique e Alba e não conseguiram produzir muita coisa. O Barcelona finalizou apenas três vezes no gol e não foram chances tão claras. Desta forma se encerra a maior série de jogos consecutivos marcando gol na Liga, foram 64 partidas, entre 2012 e 2013. 

O grande beneficiado foi o Real Madrid, que agora está a três pontos do líder e próximo adversário na Liga, Barcelona. Os blancos mudaram o esquema tático para desafiar o Málaga, Ancelotti armou o time no 4-3-3. No meio-campo, Illarramendi preso, Khedira saindo pela direita e Isco pela esquerda. No ataque, Cristiano Ronaldo na ponta-esquerda, Morata como centroavante e Di María aberto pela direita. O jogo não foi brilhante, mas os merengues dominaram os boquerones durante todo o tempo e acabaram com o 2 a 0. Foram 15 chutes no gol defendido por Caballero, que teve ótima exibição, fazendo defesas espetaculares. Quem perdeu chance importante foi Morata, o cantero não fez grande partida, mas, ainda assim, merece outra oportunidade entre os titulares, pois o ex-titular Benzema, que teve inúmeras oportunidades, não vinha bem.

Mudanças na Premier League

Na última rodada, Arsenal e Liverpool terminaram na primeira colocação da Premier League, mas, nesta semana, beneficiado pelo empate dos reds, os gunners retomaram a ponta da tabela isolada, após vencerem muito bem o Norwich e alcançarem os 19 pontos. O 4 a 1 no Emirates marcou a volta de Cazorla ao time e, com isso, pela primeira vez foi possível ver o espanhol e Özil jogando juntos. Wenger armou o time no 4-2-3-1, com o alemão pelo centro e o camisa 19 pela ponta-esquerda, mas, a troca de posição entre ambos foi constante, a dupla promete funcionar bem. No jogo, que exceção ao início do 2°T foi todo dominado pelo Arsenal, os londrinos marcaram dois golaços. Um deles de Wilshere, após tabela de Playstation com Giroud, e, o outro, de Ramsey, depois de fazer fila dentro da área. Özil marcou os outros dois gols. 

Chelsea, City e Tottenham também ganharam na rodada e subiram na classificação. O Chelsea (17) é o segundo; o Liverpool (17), apesar de empatar com o Newcastle, segue entre os líderes, em terceiro; Manchester City (16) é o quarto; Tottenham (16) é o quinto; os surpreendentes, Southampton (15) e Everton (15) vêm na sexta e sétima colocação respectivamente; e, por fim, a decepção, Manchester United (11) fecha o grupo de oito primeiros da equilibradíssima Premier League 2013-14.

O incrível Zenit

 Antes da partida, Hulk recebeu o prêmio de melhor jogador do Campeonato Russo, em Setembro (SpheraSports)

Impulsionado pelos ótimos desempenhos de Hulk, o Zenit segue na ponta da tabela na Premier League Russa. A vantagem é tranquila: são cinco pontos em relação ao vice-líder, Lokomotiv Moscou. Na última sexta, o desafio do líder foi enfrentar o atual campeão do campeonato e da Copa da Rússia, CSKA. Porém o momento dos moscovitas já não é o mesmo do ano passado e do Zenit é especial.

Em campo, o craque da Premier League Russa 2013-14, Hulk jogou em função diferente. Ao invés de ser ponta-direita, atuou como centroavante no 4-3-3 de Spalletti. O brasileiro se mexeu muito e foi o destaque na vitória dos zenitchiki, por 2 a 0. O primeiro gol veio com Shirokov, homem mais avançado do trio de meias. Mas foi de Hulk o lance que decidiu a partida. Próximo do intervalo, o CSKA era melhor em campo, mas esbarrava no fraco desempeno dos quatro homens mais ofensivos. Nisso, uma bola chegou ao brasileiro na entrada da área, que, com dois cortes rápidos, achou espaço para o chute de perna direita, que acertou o ângulo esquerdo de Chepchugov. O camisa sete concretiza ótimo início de Liga Russa: sete gols e quatro assistências. 

A vantagem conquistada na primeira metade do jogo deu tranquilidade ao Zenit, que controlou bem o jogo, com um pouco mais de posse de bola que o adversário. O técnico moscovita Leonid Slutsky até mudou as peças ofensivas do time, mas nenhuma alteração ousada. Portanto, não aumentou o potencial ofensivo dos vermelhos e azuis em nenhum momento e não conseguiu mudar o rumo da partida. O jovem brasileiro Vitinho foi um dos que entrou em campo e teve um bom desempenho, o que confirma a tendência de, aos poucos, ganhar espaço no time titular do CSKA.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Inter de Mazzarri

 Gol de Cambiasso abriu o caminho para a virada da Inter, que, com isso, segue na perseguição da Roma na Serie A (Inter.it)

Acostumado a jogar com três zagueiros no Napoli, Walter Mazzari chegou à Inter e encontrou um time que já atuava desta forma, porém, sem o mesmo sucesso na execução do esquema. Com o técnico da Toscana, os nerazzurri vem atuando bem no 3-5-1-1, com Álvarez flutuando atrás do único centroavante. O resultado é um ótimo início de temporada: seis jogos, cinco vitórias, um empate, 19 gols marcados e apenas dois sofridos. Por isso, a Inter já está na quarta da fase da Coppa Italia e é a vice-líder da Serie A. 

A campanha no Campeonato Italiano é especial, pois, a Beneamata é dona do melhor ataque (15 gols), da segunda melhor defesa (2 gols sofridos) e está a apenas dois pontos da líder Roma. O curioso é que a dupla de líderes da Serie A 2013-14 é formada, justamente, por equipes que não se classificaram às competições europeias no ano passado. Para a Inter, é interessante observar que a boa largada acontece mesmo já tendo enfrentado a toda poderosa Juventus (1 a 1, no Giuseppe Meazza). 

 Posicionamento inicial das equipes, com um pequeno erro no número da camisa, ele é oito e não o nove (Clique na imagem para ampliar)

Na tarde desta quinta-feira, os nerazzurri passaram por mais um grande desafio, a Fiorentina, mais um grande jogo dentro de casa. Os viola também vinham de bom início de campeonato, mas com a derrota frente à Inter, já ficaram um pouco para trás. No Giuseppe Meazza, a Inter iniciou o jogo como está acostumada nesta temporada: deixa a bola com o rival, se defende muito bem e é muito forte no contra-ataque. Na fase defensiva do jogo vale destacar a ótima contratação de Campagnaro, o zagueiro direito do time e que parece passar tranquilidade aos companheiros mais jovens, Ranocchia e Juan Jesus, este último mal frente à Fiorentina, mas bem na temporada. Porém, ofensivamente, o time não funcionou tão bem – Guarín, ao contrário do ano passado, vai mal. 

Por isso, no primeiro tempo, a Fiorentina no 4-3-2-1 foi mais perigosa. Chutou mais vezes no gol, exigiu algumas boas defesas do ótimo Handanovic e dominou a posse de bola (41% a 59%). Os contra-ataques dos nerazzurri vieram através dos 17 desarmes (ótimo número), o que fizeram com que muitos ataques interistas fossem iniciados pelos zagueiros – Campagnaro foi muito ativo pela direita, na primeira metade do primeiro tempo. 

O gol não saiu, mas, na volta do intervalo, em pênalti bobo de Juan em Joaquín, Rossi abriu o placar. O ítalo-americano, que, nos últimos anos, sofreu com muitas lesões dá bons sinais de recuperação neste ano. Hoje, Rossi é artilheiro da Serie A 2013-14, ao lado de Cerci, do Torino. A Fiorentina apostou no jogador, quando ele estava em baixa na segunda divisão espanhola com o Villarreal, e vai colhendo resultados em campo. 

 A Inter, com dois atacantes, após sofrer o 1 a 0 (Clique na imagem para ampliar)

Após o gol, a Fiorentina recuou e passou a jogar no 4-1-4-1, Ambrosini era o volante e, durante toda a partida, tentou acompanhar Álvarez. A Inter também mexeu, Taider deu espaço à Kovacic e, Guarín, saiu vaiado para a entrada de Icardi, ficando muito irritado com a torcida. Com isso, os nerazzurri foram para o 3-4-1-2, esquema que acredito que deve ser o ideal para o restante da temporada, portanto, Taider perderia espaço e Milito ganharia vaga no ataque. As mudanças deram resultado para a Inter, que passou a dominar a posse de bola e ficar mais no ataque. A partir daí, foram oito finalizações interistas. A Fiorentina finalizou na mesma quantidade, porém, quatro arremates foram dados, após os 83 minutos de partida, ou seja, quando os nerazzurri já estavam à frente do placar e sofreram o famoso “abafa” na reta final do jogo. 

Os gols da Inter vieram em cruzamentos. O primeiro, após bola da esquerda e muita confusão na área, Cambiasso matou a redonda no peito e fez de voleio. O gol da vitória veio com Jonathan, o lateral, que começou bem a temporada, não vinha bem na partida, porém, apagou a má atuação com a jogada decisiva. A assistência para o 2 a 1 veio com Álvarez – terceira do argentino na Serie A 2013-14 –, em cruzamento da esquerda. 

A defesa nerazzurra, que já foi elogiada neste texto, mostra eficiência através dos números do site WhoScored, pois lidera a Serie A 2013-14, em desarmes por partida, são 27,4 por jogo. Além disso é o quarto time que menos deixa os rivais finalizarem em seu gol, permitindo apenas 11,2 arremates por partida. E é o sétimo time em interceptações, com uma média de 16,8 a cada 90 minutos. 

Baseado no ótimo sistema defensivo, na força ofensiva dos alas e no ótimo começo de temporada de Álvarez, a Inter promete incomodar na Serie A. Porém, se Guarín crescer de produção e, Mazzarri, optar por colocar alguém ao lado de Palacio, para que ele não fique mais sozinho no ataque, os nerazzurri podem melhorar ainda mais.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

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O primeiro gol de Lucas

 Ameaçado na seleção brasileira, Lucas conseguiu uma boa atuação no 2 a 0 do PSG, porém isso só foi possível, quando ele teve espaço para jogar (Jean Pierre Muller/AFP)

O PSG encarou o Bordeaux fora de casa e conseguiu uma vitória por 2 a 0, mesmo fazendo um primeiro tempo bem ruim. O problema foi o mesmo de sempre: falta de criação. Blanc armou o time no 4-3-3, com três volantes no meio, mas além de marcadores, Thiago Motta, Matuidi e Verratti passam bem a bola e têm boas condições de chegar ao ataque, que era composto por Lucas na direita, Ibrahimovic no centro e o jovem (18 anos) Ongenda na ponta-esquerda.

A alternativa que deu certo foi Ibrahimovic assumir a responsabilidade de criar, muitas vezes, recuando para abrir espaços para a penetração dos volantes. O sueco tem esta característica, pois é muito técnico e tem um bom passe. O dez parisiense recuou e, da entrada da área, descobriu a penetração de Matuidi pelo lado esquerdo da área. O volante aproveitou a chance e marcou.

Com o resultado negativo em casa, os girondinos deixaram o time exposto e pareciam convidar o visitante para um contra-ataque, a especialidade de Lucas. Foi, em um lance assim, que o brasileiro recebeu ótima enfiada de Verratti, nas costas da defesa do Bordeaux, e marcou pela primeira vez pelo PSG – um gol e quatro assistências, em 21 partidas. O camisa 29 fez ótimo segundo tempo, aproveitando o espaço cedido pelo rival, mas ainda falta aparecer em jogos onde tiver uma marcação mais apertada. Lucas ainda conseguiu colocar Ibrahimovic – duas vezes – e Rabiot na frente do goleiro adversário, porém ambos não converteram os gols. 


No ritmo do Mágico de Oz

 Özil já mostra que se encaixa muito bem no jogo do Arsenal, 90% de passes completos na partida (FourFourTwo Stats Zone)

No 4-2-3-1 de Arsene Wenger, Özil jogou livre. Prioritariamente, pelo centro, o alemão fez ótima exibição, ao encarrar, um Sunderland sujeito ao domínio do clube de Londres. Na maior parte do tempo, os gunners controlaram a posse, terminando com 69,4% do domínio dela. Além disso, os londrinos conseguiram jogar com a velocidade prometida, mesmo com Walcott em um dia ruim.   

A maior contratação da história dos gunners além de jogar pelo centro, também caiu pela esquerda, abrindo espaço para as chegadas pelo meio de Ramsey e Wilshere, titular pela ponta-esquerda. Mas foi Özil, que chamou a atenção, acostumado a criar chances de gols, o alemão proporcionou, nas últimas cinco temporadas, 382 oportunidades aos companheiros (maior número entre as cinco grandes ligas) e repetiu o desempenho na estreia pelo Arsenal. Foram quatro chances claras – duas para Giroud e duas para Walcott – surgidas através de seus pés e, um destes passes para o centroavante francês, resultou em gol.

O segundo gol veio em jogada de Jenkinson pela direita e belo arremate, de primeira, de Ramsey. Golaço, curiosamente com participação de dois dos cincos jovens, que tiveram os contratos renovados pelo Arsenal no final de 2012 – os outros, Wilshere, Oxlade-Chamberlain e Gibbs. O galês (seis partidas, cinco gols e uma assistência) ainda fez o terceiro (1 a 3, na partida), em jogada tramada por Özil e Giroud, que largou muito bem a temporada, quatro gols, em quatro partidas da Premier League.



Equilíbrio no Derby d’Italia

Pogba e Vida comemoram o empate frente à Inter: na Serie A, bianconeri e nerazzurri vêm empatados atrás de Napoli e Roma, com sete pontos (Ag. Reuters)

O Giuseppe Meazza recebeu o grande jogo da rodada no futebol mundial: o jogo entre Inter e Juventus. Mazzarri e Conte apostaram no mesmo sistema tático, o 3-5-2. Com isso, a partida foi muito estudada e os dois lados não tiveram tantas chances de gol. O resultado disso tudo o empate em 1 a 1. Primeiro os nerazzurri marcaram com Icardi, mas, dois minutos depois, Vidal empatou.

Deve se destacar que, com a chegada de Mazzarri, alguns jogadores que ainda não haviam se dado bem na Inter, conseguir elevar o nível de jogo. São os casos de Juan, Nagatomo, Jonathan e Álvarez (autor da roubada de bola e da assisência no gol nerazzurro), que largaram muito bem na temporada e foram bem no dérbi também. Do outro lado, chama a atenção como Vidal vem evoluindo, o ótimo jogador chileno parece um patamar acima do que já esteve na carreira e, hoje, está à frente de Pirlo na briga pelo protagonismo bianconero e, sem dúvida, é um dos 15 melhores jogadores do mundo. Na ausência de Marchisio (lesionado), Pogba vem compondo muito bem o meio-campo da Vecchia Signora.



O encaixe perfeito de Eto’o

 Eto'o estreou bem, mas com derrota (Getty Images)

Apesar da derrota, por 1 a 0, frente ao Everton, no Goodison Park mostrou que Eto’o é o centroavante ideal para o 4-2-3-1 dos blues. O camaronês interagiu muito bem com os três meias-atacantes, que se mexem muito, e encontraram no camisa 29, um jogador que também tem como característica esta mobilidade. Integração perfeita. A participação de Eto’o no jogo mostra como, em sua primeira partida, ele já se sentiu à vontade com a camisa azul do Chelsea: seis finalizações, três delas no gol; recebeu 30 passes, em vários setores do campo; e roubou duas bolas.

A derrota foi consequência das chances perdidas pelo Chelsea, que viu o Everton ser, praticamente, letal nas poucas oportunidades que construiu na partida. E olho em Ross Barkley, de apenas 19 anos, que foi o meia-atacante pelo centro no 4-2-3-1 de Roberto Martínez, e participou bastante da partida, criando boas oportunidades para o ataque dos toffees. A combinação de técnica e força física do jovem é bem interessante, vale prestar a atenção.