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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O que acontece com Carlos Eduardo?

Na Alemanha, Carlos Eduardo fez com que todos se apaixonassem pelo seu futebol, mas hoje, esta fase no Hoffenheim fica como uma lembrança irrecuperável (Ronald Wittek/EFE)

Quem me segue no Twitter sabe que sou um dos poucos defensores do meia-atacante rubro-negro, Carlos Eduardo. Obviamente que o motivo não é pelo o que ele entrega em campo ao Flamengo e, sim, pelo potencial que já vi no futebol dele. Porém, este não é o mesmo jogador que me fez decorar o Grêmio vice-campeão da Libertadores de 2007, que tinha: Saja; Patricío, William, Teco, Lúcio; Gavilán, Sandro Goiano (com Lucas Leiva, no segundo jogo); Tcheco, Diego Souza, Carlos Eduardo; Tuta. 

Eu não sou gremista e também não era um doente por futebol como sou hoje, mas, este time do tricolor imortal está na minha cabeça muito por conta do meia-atacante canhoto, habilidoso e veloz, que era Carlos Eduardo. Desde então, passei a acompanhar a carreira daquele jogador, pois, para mim, se tratava de um prospecto de seleção brasileira. O desempenho em 2007 chamou a atenção do Hoffenheim, que, mesmo estando na Bundesliga 2, tinha um projeto de crescimento. O clube construiu estádio, melhorou a estrutura, investiu em contratações e o brasileiro foi o grande nome do mercado de transferências. Por 7 M € (até hoje maior transferência paga pela equipe), foi jogar na Alemanha. 

Com maior investimento que os demais clubes, o Hoffenheim subiu e Carlos Eduardo foi importante. Apesar de jovem (20 anos), se adaptou bem, marcou cinco gols e cedeu quatro assistências, nos 1626 minutos que ficou em campo. Na primeira divisão, ostentando a camisa dez, Cadu também teve destaque e o clube teve momentos em que pôde desafiar o gigante Bayern de Munique. Jogando como meia-atacante pelo centro, o brasileiro foi destaque ao marcar oito gols e ceder seis assistências, ajudando o Hoffenheim a terminar a Bundesliga 2008-09 em sétimo lugar. 

Não era apenas uma fase do camisa dez brasileiro, no ano seguinte, o clube não manteve o nível, mas Cadu seguiu em alta, pois marcou cinco vezes e cedeu nove assistências. Por isso, Carlos Eduardo chegou a ser chamado por Dunga para a seleção e foi cotado para defender o país na Copa de 2010. Inclusive o jogador do Hoffenheim fez da lista de suplentes da lista final do técnico brasileiro, portanto, caso houvesse uma lesão, ele poderia ter feito parte do elenco verde e amarelo no Mundial africano. 

 O Flamengo venceu concorrência com outros clubes brasileiros para ter Carlos Eduardo por empréstimo, mas, até agora, o esforço não deu resultado (VIPCOMM)

O bom futebol apresentado e os investimentos menos agressivos de Dietmar Hopp fizeram com que uma proposta do Rubin Kazan de 20 M € fosse irrecusável para o Hoffenheim. Na Rússia, Carlos Eduardo estreou marcando dois gols, Mano Menezes chegou a convoca-lo e lhe dar a camisa dez da seleção brasileira, mas Cadu não teve continuidade nem vestindo verde e amarelo nem com os tártaros. Por isso, neste começo de ano, o clube russo optou por empresta-lo ao futebol brasileiro até a Copa de 2014. 

Porque então, um jogador que surgiu como estrela, foi bem em um dos melhores campeonatos do futebol mundial, fez algumas boas partidas vestindo o verde e amarelo e voltou ao Brasil falando em seleção brasileira, não consegue ser importante para o Flamengo? Vamos aos três principais motivos:

Lesões  

Depois de largar bem no Rubin Kazan, Carlos Eduardo teve uma série de três lesões, que somadas, o afastaram dos gramados, praticamente, por dois anos. Quem faz algum tipo de esporte, sabe que a volta de qualquer lesão séria é muito complicada, imagine três e no nível profissional. O resultado disso é que, pelos tártaros em quase três anos, foram apenas 13 partidas, os dois gols da estreia e 850 minutos em campo. Na apresentação no Flamengo, Cadu destacou que as lesões refletiriam no pouco tempo em campo: “o treinador do Rubin Kazan tinha medo de me botar pra jogar, pois eu ainda sentia muitas dores. Em 2012, entrei em vários jogos. Mas muita gente não entendia o investimento feito pelo time russo e quase não atuava”. O reflexo do grande período parado é visto ainda hoje, pois, neste ano, Carlos Eduardo não participou da pré-temporada rubro-negra e, ainda hoje, parece esgotado no segundo tempo de todos os jogos, sendo o jogador flamenguista que menos contribui com a marcação. 

Desmotivação 

Além de parecer limitado fisicamente, o meia-atacante também parece não ter o interesse de brigar em campo como os demais colegas de elenco no Flamengo. Isto vai contra àquilo que declarou quando foi apresentado na Gávea. “Sou um cara que gosta de desafios, o ser humano convive com isso. Desafio na carreira de jogador é muito importante e quem tem personalidade cresce com ele”, garantiu. Vaiado jogo após jogo, Cadu não parece conseguir reagir. Apesar das vaias e da perseguição da torcida não diminuir o nível de suas atuações (afinal, já está muito baixo), o camisa 20 rubro-negro também não faz nada diferente para deixar de ser o alvo dos torcedores. Somado a isso, o fato de não ter atingido os próprios objetivos, limita a chance de reação. Quando apresentado, Carlos Eduardo afirmou: “meu objetivo é voltar à Seleção Brasileira”. Longe de voltar a vestir verde e amarelo, o meia-atacante pode ter parado de acreditar na reação do próprio futebol.  

Extra-campo 

Não foi uma vez que, neste ano, surgiu a notícia que o Flamengo tentaria devolver o meia-atacante ao Rubin Kazan, pois o alto investimento não estava trazendo resultados. O empresário sempre rechaçou estas hipóteses. Além disso, em outras ocasiões, o camisa 20 – como todos do elenco – teve problemas para o recebimento dos direitos de imagens. O agente Jorge Machado tentou blindar o jogador a cada novo problema fora das quatro linhas, sobre os assuntos supracitados, quem falava era o empresário. Mas é claro que Cadu ficava sabendo das polêmicas e isto interfere no que apresenta em campo. 


Seguir apostando em Carlos Eduardo parece não ser a melhor opção para os rubro-negros, pois já teve quase 900 minutos em campo, marcou apenas um gol, atuou nas mais diversas posições e pôde ter uma sequência de jogos apesar das apresentações ruins. Portanto, Cadu teve várias chances para dar certo no Flamengo e não. Porém, já que bancará o jogador até o final ano, que ele fique até o final do empréstimo, porque esta nova aposta poderá valer a pena. Tendo em vista que, no próximo ano, o camisa 20 terá condições de participar da pré-temporada normalmente e isto poderá fazer diferença dentro das quatro linhas. 

Números da matéria coletados nos sites: Footstats e Transfermarkt

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Inter de Mazzarri

 Gol de Cambiasso abriu o caminho para a virada da Inter, que, com isso, segue na perseguição da Roma na Serie A (Inter.it)

Acostumado a jogar com três zagueiros no Napoli, Walter Mazzari chegou à Inter e encontrou um time que já atuava desta forma, porém, sem o mesmo sucesso na execução do esquema. Com o técnico da Toscana, os nerazzurri vem atuando bem no 3-5-1-1, com Álvarez flutuando atrás do único centroavante. O resultado é um ótimo início de temporada: seis jogos, cinco vitórias, um empate, 19 gols marcados e apenas dois sofridos. Por isso, a Inter já está na quarta da fase da Coppa Italia e é a vice-líder da Serie A. 

A campanha no Campeonato Italiano é especial, pois, a Beneamata é dona do melhor ataque (15 gols), da segunda melhor defesa (2 gols sofridos) e está a apenas dois pontos da líder Roma. O curioso é que a dupla de líderes da Serie A 2013-14 é formada, justamente, por equipes que não se classificaram às competições europeias no ano passado. Para a Inter, é interessante observar que a boa largada acontece mesmo já tendo enfrentado a toda poderosa Juventus (1 a 1, no Giuseppe Meazza). 

 Posicionamento inicial das equipes, com um pequeno erro no número da camisa, ele é oito e não o nove (Clique na imagem para ampliar)

Na tarde desta quinta-feira, os nerazzurri passaram por mais um grande desafio, a Fiorentina, mais um grande jogo dentro de casa. Os viola também vinham de bom início de campeonato, mas com a derrota frente à Inter, já ficaram um pouco para trás. No Giuseppe Meazza, a Inter iniciou o jogo como está acostumada nesta temporada: deixa a bola com o rival, se defende muito bem e é muito forte no contra-ataque. Na fase defensiva do jogo vale destacar a ótima contratação de Campagnaro, o zagueiro direito do time e que parece passar tranquilidade aos companheiros mais jovens, Ranocchia e Juan Jesus, este último mal frente à Fiorentina, mas bem na temporada. Porém, ofensivamente, o time não funcionou tão bem – Guarín, ao contrário do ano passado, vai mal. 

Por isso, no primeiro tempo, a Fiorentina no 4-3-2-1 foi mais perigosa. Chutou mais vezes no gol, exigiu algumas boas defesas do ótimo Handanovic e dominou a posse de bola (41% a 59%). Os contra-ataques dos nerazzurri vieram através dos 17 desarmes (ótimo número), o que fizeram com que muitos ataques interistas fossem iniciados pelos zagueiros – Campagnaro foi muito ativo pela direita, na primeira metade do primeiro tempo. 

O gol não saiu, mas, na volta do intervalo, em pênalti bobo de Juan em Joaquín, Rossi abriu o placar. O ítalo-americano, que, nos últimos anos, sofreu com muitas lesões dá bons sinais de recuperação neste ano. Hoje, Rossi é artilheiro da Serie A 2013-14, ao lado de Cerci, do Torino. A Fiorentina apostou no jogador, quando ele estava em baixa na segunda divisão espanhola com o Villarreal, e vai colhendo resultados em campo. 

 A Inter, com dois atacantes, após sofrer o 1 a 0 (Clique na imagem para ampliar)

Após o gol, a Fiorentina recuou e passou a jogar no 4-1-4-1, Ambrosini era o volante e, durante toda a partida, tentou acompanhar Álvarez. A Inter também mexeu, Taider deu espaço à Kovacic e, Guarín, saiu vaiado para a entrada de Icardi, ficando muito irritado com a torcida. Com isso, os nerazzurri foram para o 3-4-1-2, esquema que acredito que deve ser o ideal para o restante da temporada, portanto, Taider perderia espaço e Milito ganharia vaga no ataque. As mudanças deram resultado para a Inter, que passou a dominar a posse de bola e ficar mais no ataque. A partir daí, foram oito finalizações interistas. A Fiorentina finalizou na mesma quantidade, porém, quatro arremates foram dados, após os 83 minutos de partida, ou seja, quando os nerazzurri já estavam à frente do placar e sofreram o famoso “abafa” na reta final do jogo. 

Os gols da Inter vieram em cruzamentos. O primeiro, após bola da esquerda e muita confusão na área, Cambiasso matou a redonda no peito e fez de voleio. O gol da vitória veio com Jonathan, o lateral, que começou bem a temporada, não vinha bem na partida, porém, apagou a má atuação com a jogada decisiva. A assistência para o 2 a 1 veio com Álvarez – terceira do argentino na Serie A 2013-14 –, em cruzamento da esquerda. 

A defesa nerazzurra, que já foi elogiada neste texto, mostra eficiência através dos números do site WhoScored, pois lidera a Serie A 2013-14, em desarmes por partida, são 27,4 por jogo. Além disso é o quarto time que menos deixa os rivais finalizarem em seu gol, permitindo apenas 11,2 arremates por partida. E é o sétimo time em interceptações, com uma média de 16,8 a cada 90 minutos. 

Baseado no ótimo sistema defensivo, na força ofensiva dos alas e no ótimo começo de temporada de Álvarez, a Inter promete incomodar na Serie A. Porém, se Guarín crescer de produção e, Mazzarri, optar por colocar alguém ao lado de Palacio, para que ele não fique mais sozinho no ataque, os nerazzurri podem melhorar ainda mais.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Diga a todos que ele fica

 De contrato renovado e com salário ainda maior, Cristiano Ronaldo seguirá no Real Madrid até 2018 (RealMadrid.com)

Durante o mercado de verão na Europa, ao se pensar em Real Madrid, só se falava da eventual contratação de Gareth Bale junto ao Tottenham. Ao final, o galês foi contratado por 100 M €. Mas, com o fim da janela de transferências, os merengues voltaram a chamar a atenção, ao confirmarem a renovação de contrato do craque Cristiano Ronaldo, que seguirá no clube até 2018, recebendo 17 M € por ano – maior salário do futebol mundial.

O camisa sete tinha contrato até 2015 e não havia porque o Real Madrid não renovar. Porém, as negociações se arrastaram por muito tempo, pois o agente de Cristiano Ronaldo, Jorge Mendes não aceitava acertar a renovação se o “Gajo” não se tornasse o jogador mais bem pago do mundo. Além disso, o pouco envolvimento do presidente Florentino Pérez decepcionou um pouco a dupla de portugueses.

Sem o envolvimento direto do presidente blanco, o responsável por negociar diretamente com Jorge Mendes foi o diretor corporativo do Madrid, José Ángel Sanchez, o mesmo que, em 2009, participou, diretamente, na contratação de Cristiano Ronaldo junto ao Manchester United. A ex-equipe do camisa sete era uma das candidatas a ter o craque a partir de 2015. Os red devils teriam oferecido 17 M € de salário mais 50 M € pela assinatura do contrato. Outro concorrente teria oferecido ainda mais, o PSG, que pagaria 20 M € anuais e outros 80 M € pela contratação.

Porém, o dinheiro não foi tudo para Cristiano e ele acabou optando por seguir no Real, porque aprendeu a amar o clube. No evento de assinatura, o camisa sete declarou: “hoje é um dia muito feliz, espero acabar minha carreira no Real Madrid” – terá 33 anos, em 2018. O português também destacou que o ambiente no clube é ótimo e que, entre os merengues, se sente em casa. Portanto, não havia motivo para não permanecer na capital espanhola.

Recorde à vista

Vai demorar um pouco, mas uma substituição no posto de maior artilheiro da história do Real Madrid se anuncia: sairá Raúl e entrará Cristiano Ronaldo (EPA)

No início do ano, o blog apontava que o camisa sete estava jogando cada vez melhor e isto vem se confirmando. Na largada desta temporada também não é diferente, com novos companheiros e um novo comandante, Carlo Ancelotti, Ronaldo segue o mesmo e é o destaque dos blancos.

Com o técnico italiano, o quase imutável 4-2-3-1 de José Mourinho deixou de ser o esquema prioritário da equipe. Atualmente, Ronaldo é mais segundo atacante do que ponta-esquerda, pois, sem a bola, não tem tanta responsabilidade para marcar. O Real Madrid se posiciona muitas vezes no 4-4-2 e o português fica como atacante ao lado de Benzema. A alternância tática não acontece apenas na fase defensiva do jogo e, muitas vezes, é o posicionamento inicial da equipe.

Jogando ainda mais à frente, Ronaldo se concretiza como goleador, característica mais marcante de sua trajetória na Espanha. Após a renovação, o craque da camisa sete alcançou um recorde. Ao marcar cinco gols na última semana, o Gajo chegou a 210 (em 2013-14, 9g/7j) e se tornou o quinto maior artilheiro da história do clube, deixando para trás o histórico mexicano Hugo Sánchez.

Agora, falta balançar as redes 113 vezes para igualar Raúl na primeira posição deste ranking. Porém, chama a atenção a média de 1,02 gols/jogo (Raúl tem média bem inferior, 0,44 gols/jogo), resultado dos 210 gols, anotados em 206 partidas, disputadas em quatro temporadas e mais o início de 2013-14. O novo vínculo seguirá até 2018, por isso, além de todo o restante desta temporada, Ronaldo jogará mais quatro anos. Portanto, observando a média de gols do craque, é eminente a quebra do recorde do ex-camisa sete. A marca será quebrada pelo atual dono deste número no elenco madridista e, provavelmente, o novo recordista deverá assumir o posto em, no máximo, três temporadas.

sábado, 3 de novembro de 2012

Benzema ou Higuaín?


Benzema e Higuaín: disputa justa entre os atacantes, que parecem não ligar para a alternância da titularidade no Real Madrid. (Getty Images)

O Real Madrid tem dois centroavantes entre os dez (talvez, 15) melhores do mundo. Benzema e Higuaín são jogadores que no CM seriam descritos como: “precisa só de meia oportunidade para marcar”. No começo desta temporada foi especulada a saída do argentino dos blancos para ir jogar no PSG. Porém, o camisa 20 ficou e segue dividindo a titularidade do ataque madrilenho em 2012-13.

No 4-2-3-1 de Mourinho apenas um homem pode ocupar ataque e, desde 2010-11, quando os dois passaram a dividir esta responsabilidade a disputa é bem acirrada entre o argentino e o francês. Mas os números mostram que, na teoria, o técnico português teria uma escolha óbvia: Higuaín no Campeonato Espanhol e Benzema na Liga dos Campeões.

Na primeira temporada da dupla convivendo ao mesmo tempo em Madri houve a exceção, pois Benzema conseguiu mais gols em La Liga e na LC. Mas proporcionalmente o argentino já se mostrou melhor no torneio local. Em 2010-11, Benzema jogou 33 partidas (20 como titular) no Espanhol e fez 15 gols. No torneio europeu, foram oito jogos (quatro como titular) e seis bolas nas redes adversárias. Depois de ser o artilheiro do Real no Campeonato Espanhol 2009-10, em 2010-11 o camisa 20 jogou menos, por conta de uma lesão. Por isso, foram apenas 17 partidas (16 como titular) e dez gols em La Liga. Na Liga dos Campeões, seis jogos (cinco desde o início) e dois gols.

Na última temporada tanto proporcionalmente como em números absolutos a tese foi comprovada.  O francês mesmo tendo mais jogos como titular, não balançou a rede mais vezes que “El Pipita”. Foram 34 partidas (26 como titular) e 21 gols marcados para o camisa nove no campeonato nacional. Na Liga dos Campeões, 11 jogos (iniciando dez partidas) e dez gols para Benzema. Já Higuaín, jogou 35 vezes (18 desde o início) e marcou 22 vezes em La Liga. Porém, no torneio continental, foram 12 partidas (cinco atuando entre os titulares) e apenas três gols marcados.

Nesta temporada, Mourinho parece ter observado os números e está escalando de acordo com eles. Ou seja, Benzema nos jogos europeus e Higuaín na Espanha. O francês tem nove partidas no Espanhol (três entre os 11 inciais) e um gol. Mas, na LC, o desempenho do camisa nove cresce: três jogos, autuando duas vezes entre os titulares e com dois gols anotados. Neste início de temporada, já foram dez partidas em La Liga (sete como titular) e são sete gols anotados. No torneio continental, o argentino ainda não marcou nos dois jogos (um entre os 11 iniciais) que realizou.

Como dito acima, Mourinho parece ter observado esta coincidência e passou a escalar cada atacante em seu jogo preferido. Os números mostram que isto tem dado certo. Pra mim, na teoria, Benzema é melhor. Parece ser mais completo, tem o artifício do drible melhor desenvolvido, tem mais habilidade. Do outro lado está Higuaín, atacante de finalização fácil e um artilheiro implacável nos campos espanhóis. Ou seja, tanto o argentino como o francês têm ótimas qualidades e características semelhantes, o que não exige uma mudança de forma de atuar da equipe. Além disso, os Benzema e “El Pipita” estão entrosados com os companheiros, algo que também facilita as constantes trocas dos titulares.

Usar os dois juntos em um 4-4-2 não parece ser a ideia do técnico português. Quando atuaram ao mesmo tempo, normalmente, Benzema ficou deslocado para o lado esquerdo da linha de três meias do 4-2-3-1 blanco. Por conta de tudo isso e, principalmente, pelo  alto nível dos dois centroavantes que Mourinho tem à disposição, a tendência é que a alternância do titular deve seguir no Real Madrid e isso é bom para os merengues. 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Números do título colorado

Bolívar ergue a taça - Site oficial do Internacional/Alexandre Lops

Gols Marcados:

O Internacional ficou atrás apenas do Cruzeiro (26 gols) no quesito gols marcados, foram 20 tentos anotados.

A artilharia colorada: Giuliano – 6 gols, Alecsandro – 4 gols, Walter e Bolívar – 2 gols e Kléber, Rafael Sóbis, Leandro Damião, Sorondo, Andrezinho e Nei – 1 gol.

Defesa:

Enquanto o ataque ia bem, a defesa não foi das melhores. Com 12 gols sofridos ficou em sétimo lugar entre as piores retaguardas ao lado de outro brasileiro, o Cruzeiro. O posto de pior linha defensiva, também ficou com um clube verde e amarelo. O Flamengo, que sofreu incríveis 15 gols em dez jogos.

Renan sofreu quase a metade dos gols, foram cinco sofridos pelo arqueiro que terminou o torneio continental como titular e começou jogando apenas as últimas quatro partidas. Os outros sete tentos foram sofridos por Abbondanzieri, porém o argentino atuou mais, foram dez partidas desde o início.

Vitórias:

Nem sempre é assim, porém o Internacional foi campeão sendo também o clube que mais venceu partidas no torneio. Foram oito vitórias, contra sete de Estudiantes e de São Paulo.

A força da nação vermelha:

O Internacional venceu TODAS as setes partidas disputadas em casa, sofreu apenas três gols dentro do Beira-Rio e marcou 14 tentos dentro de casa.

Cartões:

O colorado foi o time que mais recebeu cartões amarelos nessa edição da Libertadores, 41 ao todo. Mas cartões vermelhos foram apenas dois. O lateral-esquerdo Kléber na derrota por 3x1 contra o Banfield fora de casa e o atacante Edú na vitória por 3x0 sobre o Deportivo Quito no Beira-Rio.
Sandro foi o mais punido, levou seis cartões amarelos.

Utilização:

O argentino Guiñazu diversas vezes passa a impressão de ser mais de um jogador e de ter um fôlego inesgotável. Para provar isso, o volante jogou todas as 14 partidas do Internacional na competição e não foi substituido em nenhuma delas. Somando aproximadamente 1260 minutos em ação, é ou não um “monstro”?

Abraço a todos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Números de São Paulo e Internacional

O Simplificando o Futebol foi atrás de algumas informações e números de São Paulo e Internacional nessa Taça Libertadores da América, times que decidirão o representante sul-americano no Mundial de Clubes, pois o Chivas Guadalajara é o outro finalista da competição e por não ser filiado à CONMEBOL não pode ficar com a vaga destinada a essa federação.

Além disso, trago detalhes da final de 2006, quando o tricolor paulista e colorado também se encontraram.

Internacional:

Artilheiros: Giuliano – 4 gols, Alecsandro – 3 gols, Walter – 2 gols, Andrezinho, Nei, Sorondo, Bolívar e Kléber – 1 gol.

Assistências: Andrezinho – 3.

Gols marcados: 14 gols (7° no geral junto com Alianza Lima)

Gols sofridos: 7 gols (6° no geral junto com Dep. Quito, Cerro Porteño e Once Caldas)

São Paulo:

Artilheiros: Washington – 5 gols, Dagoberto – 3 gols, Hernanes – 2 gols, Fernandinho, Rogério Ceni e Léo Lima – 1 gol.

Assitências: Jorge Wagner, Fernandão e Marlos – 2.

Gols marcados: 13 gols (9° no geral)

Gols sofridos: 3 gols (2° no geral junto com Deportivo Táchira)

Finais em 2006:

São poucos os atletas que estavam nos elecos e atuaram em 2006, que voltarão ou já voltaram a disputar esse grande jogo em 2010.

Rogério Ceni, Richarlyson e Ricardo Oliveira viveram a emoção com a camisa tricolor a 4 anos e repetem agora. Jorge Wagner e Fernandão eram do clube gaúcho, mas nesse ano estão no clube do Morumbi.

No colorado, só quem já vestia essa camisa em 2006, que repetirá esse feito. São eles: Fabiano Eller, Bolívar, Índio, Tinga e Rafael Sobis.

Confrontos pós-final de 2006:

Dos oito jogos pós-final o Internacional só bateu o São Paulo uma vez, mas semana passada no reencontro mais importante quem saiu com a vitória foi o colorado com o gol de Giuliano.

São Paulo 2x0 Internacional – Morumbi – Brasileirão 2006 / São Paulo 1x0 Internacional – Morumbi – Brasileirão 2007 / Internacional 1x2 São Paulo – Beira Rio – Brasileirão 2007 / Internacional 2x0 São Paulo – Beira Rio – Brasileirão 2008 / São Paulo 3x0 Internacional – Morumbi – Brasileirão 2008 / Internacional 2x2 São Paulo – Beira Rio – Brasileirão 2009 / São Paulo 1x0 Internacional – Morumbi – Brasileirão 2009 / Internacional 0x2 São Paulo – Beira Rio – Brasileirão 2010.

Os irmãos:

Richarlyson e Alecssandro são filhos de Lela, ex-ponta direita campeão brasileiro pelo Coritiba em 1985. O irmão que for ao Mundial de Clubes, pagará a viagem para a familía assistir ao jogo em Abu Dabi.

Abraço a todos