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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo B – Dinamarca

Rommedahl e Eriksen: a receita da Dinamarca é a mescla de experiência e juventude (Liselotte Sabroe © Scanpix)

Técnico: Morten Olsen (DIN)
Time-base: Lindegaard; Jacobsen, Kjaer, Agger, Simon Poulsen; Christian Poulsen, Kvist; Rommedahl, Eriksen, Kahlenberg; Bendtner.
Craque: Christian Eriksen (Ajax-HOL), meia-atacante, 22 jogos pela seleção e dois gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 19 pts, 8 jogos, 6 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 15 gols marcados, 6 gols sofridos, 9 gols de saldo – primeiro lugar do grupo H.

A Dinamarca chega à Euro 2012 disposta a surpreender no grupo da morte. Na fase classificatória já foi assim, e os escandinavios ficaram na frente de Portugal de Cristiano Ronaldo, equipe que será novamente adversária agora. Morten Olsen, que está no comando desde 2000, será o comandante na oitava participação dinamarquesa no torneio continental. Os vermelhos e brancos campeões em 1992 ficarão bem satisfeitos caso cheguem à segunda fase.

A seleção dinamarquesa vive um processo de renovação. Na última Copa, a equipe ainda tinha Jorgensen, Koldrup e Tomasson, maior artilheiro da história do país. Porém a nova geração não tem a mesma qualidade que os escandinavos estavam acostumados. A grande esperança é Eriksen, meia-atacante do Ajax, dotado de muita habilidade e técnica, ele tem tudo para ser a vávula de escape desta seleção. Ele atua centralizado no 4-2-3-1 de Olsen e, na criação, deve ter ajuda de Rommedahl, que liderou os vermelhos e branvos nas assistências, com cinco passes decisivos.

Bendtner será o alvo principal dos meias. O grandalhão terá de ser eficiente, pois as chances não prometem ser em grande quantidade. Contra o Brasil, a Dinamarca foi excessivamente defensiva. Esta postura deve ser adotada nos jogos da fase de grupos da Eurocopa, pois os adversários é que devem tomar conta das ações ofensivas das partidas. Na fase classificatória, a Dinamarca já mostrou isso e teve um desempenho muito fraco no ataque e o a consistência da retaguarda garantiu a boa campanha.

Com veteranos e jovens no elenco, a Dinamarca não deve ser um desfio para os outros integrantes do grupo B da Eurocopa 2012.

Convocados –
Goleiros:
1- Stephan Andersen (Evian-FRA)
16- Anders Lindegaard (Manchester United-ING)
22- Kasper Schmeichel (Leicester-ING)
Defensores:
3- Simon Kjaer (Roma-ITA)
4- Daniel Agger (Liverpool-ING)
5- Simon Poulsen (AZ-HOL)
6- Lars Jacobsen (Copenhagen-DIN)
12- Andreas Bjelland (Nordsjaelland-DIN)
13- Jores Okore (Nordsjaelland-DIN)
18- Daniel Wass (Evian-FRA)
Meias:
2- Christian Poulsen (Evian-FRA)
7- William Kvist (Stuttgart-ALE)
8- Christian Eriksen (Ajax-HOL)
14- Lasse Schone (NEC-HOL)
15- Michael Silberbauer (Young Boys-SUI)
19- Jakob Poulsen (Midtjylland-DIN)
20- Thomas Kahlenberg (Evian-FRA)
21- Niki Zimling (Club Brugge-BEL)
Atacantes:
9- Michael Krohn-Dehli (Brondy-DIN)
10- Dennis Rommedahl (Brondy-DIN)
11- Nicklas Bendtner (Arsenal-ING)
17- Nicklas Pedersen (Groningen-HIL)
23- Tobias Mikkelsen (Nordsjaelland-DIN)

terça-feira, 9 de março de 2010

Aula dos meninos

O Emirates Stadium abrigou um belo jogo nessa tarde-noite brasileira e na noite européia. Na verdade o estádio foi palco para um Arsenal irresistível, com Nasri confirmando a boa fase e Bendtner chutando as vaias para longe. Sem esquecer de citar o baita futebol do russo Arshavin.

Os gunners vieram a campo com um 4-2-3-1, mas os médios das alas, Rosicky pela direita e Arshavin na esquerda, eram quase pontas. O Centroavante era Bendtner e a meia-ofensiva ficava por conta do francês Narsi. Esses quatros homens além de serem as esperanças de gols do Arsenal, eram os primeiros a pressionarem a saída de bola portista.

Essa estratégia foi primordial para que o clube do Emirates conquistasse a vitória tranquila. O dinamarquês Bendtner marcando três gols, tal feito apagou a péssima atuação que teve frente ao Burnley. O primeiro deles veio em um lançamento do goleiro Almunía, que em impedimento Arshavin dominou e tocou para Nasri. O francês devolve em ótimas condições para o russo, na disputa de bola com Fucile, a pelota se ofereceu para Bendtner, que livre marcou.

O segundo surgiu em mais um erro de Fucile, com o passe errado do uruguaio houve espaço para o brilho do russo. Arshavin foi passando com bons dribles e rolou para o dinamarquês marcar seu segundo tento na partida. Nasri fez o terceiro em uma jogada na qual driblou quatro vezes três pobres defensores portistas, com a batida cruzada matou o goleiro Hélton. O arqueiro brasileiro esteve muito bem no jogo.

Arshavin mais uma vez decidiu e com uma arrancada iniciada no campo inglês, o russo tocou para Eboué. O marfinense passou pelo goleiro do dagrão e bateu para as redes. Em mais uma jogada de Eboué, o defensor Fucile fez pênalti nele. Com a moral elevada, Bendtner cobrou no canto direito e não deu chances para Hélton.

Vitória tranquila deu aos Gunners o luxo de poupar seus principais jogadores para a disputa da Premier League. No inglês o time segue bem vivo a dois pontos do líder Manchester e empatado com o Chelsea, porém com um jogo a mais em relação aos Blues. Se mais lesões não atrapalharem, creio que o Arsenal é forte para a Champions e para a Premier league.

Abraço a todos

Foto: AFP