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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Inter de Mazzarri

 Gol de Cambiasso abriu o caminho para a virada da Inter, que, com isso, segue na perseguição da Roma na Serie A (Inter.it)

Acostumado a jogar com três zagueiros no Napoli, Walter Mazzari chegou à Inter e encontrou um time que já atuava desta forma, porém, sem o mesmo sucesso na execução do esquema. Com o técnico da Toscana, os nerazzurri vem atuando bem no 3-5-1-1, com Álvarez flutuando atrás do único centroavante. O resultado é um ótimo início de temporada: seis jogos, cinco vitórias, um empate, 19 gols marcados e apenas dois sofridos. Por isso, a Inter já está na quarta da fase da Coppa Italia e é a vice-líder da Serie A. 

A campanha no Campeonato Italiano é especial, pois, a Beneamata é dona do melhor ataque (15 gols), da segunda melhor defesa (2 gols sofridos) e está a apenas dois pontos da líder Roma. O curioso é que a dupla de líderes da Serie A 2013-14 é formada, justamente, por equipes que não se classificaram às competições europeias no ano passado. Para a Inter, é interessante observar que a boa largada acontece mesmo já tendo enfrentado a toda poderosa Juventus (1 a 1, no Giuseppe Meazza). 

 Posicionamento inicial das equipes, com um pequeno erro no número da camisa, ele é oito e não o nove (Clique na imagem para ampliar)

Na tarde desta quinta-feira, os nerazzurri passaram por mais um grande desafio, a Fiorentina, mais um grande jogo dentro de casa. Os viola também vinham de bom início de campeonato, mas com a derrota frente à Inter, já ficaram um pouco para trás. No Giuseppe Meazza, a Inter iniciou o jogo como está acostumada nesta temporada: deixa a bola com o rival, se defende muito bem e é muito forte no contra-ataque. Na fase defensiva do jogo vale destacar a ótima contratação de Campagnaro, o zagueiro direito do time e que parece passar tranquilidade aos companheiros mais jovens, Ranocchia e Juan Jesus, este último mal frente à Fiorentina, mas bem na temporada. Porém, ofensivamente, o time não funcionou tão bem – Guarín, ao contrário do ano passado, vai mal. 

Por isso, no primeiro tempo, a Fiorentina no 4-3-2-1 foi mais perigosa. Chutou mais vezes no gol, exigiu algumas boas defesas do ótimo Handanovic e dominou a posse de bola (41% a 59%). Os contra-ataques dos nerazzurri vieram através dos 17 desarmes (ótimo número), o que fizeram com que muitos ataques interistas fossem iniciados pelos zagueiros – Campagnaro foi muito ativo pela direita, na primeira metade do primeiro tempo. 

O gol não saiu, mas, na volta do intervalo, em pênalti bobo de Juan em Joaquín, Rossi abriu o placar. O ítalo-americano, que, nos últimos anos, sofreu com muitas lesões dá bons sinais de recuperação neste ano. Hoje, Rossi é artilheiro da Serie A 2013-14, ao lado de Cerci, do Torino. A Fiorentina apostou no jogador, quando ele estava em baixa na segunda divisão espanhola com o Villarreal, e vai colhendo resultados em campo. 

 A Inter, com dois atacantes, após sofrer o 1 a 0 (Clique na imagem para ampliar)

Após o gol, a Fiorentina recuou e passou a jogar no 4-1-4-1, Ambrosini era o volante e, durante toda a partida, tentou acompanhar Álvarez. A Inter também mexeu, Taider deu espaço à Kovacic e, Guarín, saiu vaiado para a entrada de Icardi, ficando muito irritado com a torcida. Com isso, os nerazzurri foram para o 3-4-1-2, esquema que acredito que deve ser o ideal para o restante da temporada, portanto, Taider perderia espaço e Milito ganharia vaga no ataque. As mudanças deram resultado para a Inter, que passou a dominar a posse de bola e ficar mais no ataque. A partir daí, foram oito finalizações interistas. A Fiorentina finalizou na mesma quantidade, porém, quatro arremates foram dados, após os 83 minutos de partida, ou seja, quando os nerazzurri já estavam à frente do placar e sofreram o famoso “abafa” na reta final do jogo. 

Os gols da Inter vieram em cruzamentos. O primeiro, após bola da esquerda e muita confusão na área, Cambiasso matou a redonda no peito e fez de voleio. O gol da vitória veio com Jonathan, o lateral, que começou bem a temporada, não vinha bem na partida, porém, apagou a má atuação com a jogada decisiva. A assistência para o 2 a 1 veio com Álvarez – terceira do argentino na Serie A 2013-14 –, em cruzamento da esquerda. 

A defesa nerazzurra, que já foi elogiada neste texto, mostra eficiência através dos números do site WhoScored, pois lidera a Serie A 2013-14, em desarmes por partida, são 27,4 por jogo. Além disso é o quarto time que menos deixa os rivais finalizarem em seu gol, permitindo apenas 11,2 arremates por partida. E é o sétimo time em interceptações, com uma média de 16,8 a cada 90 minutos. 

Baseado no ótimo sistema defensivo, na força ofensiva dos alas e no ótimo começo de temporada de Álvarez, a Inter promete incomodar na Serie A. Porém, se Guarín crescer de produção e, Mazzarri, optar por colocar alguém ao lado de Palacio, para que ele não fique mais sozinho no ataque, os nerazzurri podem melhorar ainda mais.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

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Intensidade

 Agüero foi mais um dos destaques dos citzens na goleada sobre o Manchester United (Getty Images)

Há uma evidente mudança de postura do Manchester City, com a chegada de Manuel Pellegrini, o time mais defensivo de Roberto Mancini ficou para trás. O chileno transformou os citzens, que, agora, jogam mais no ataque e não seguram tanto a bola, pois, ao controlarem a posse dela, logo visam as finalizações. O retrato desta intensidade foi visto no dérbi de Manchester, no Etihad Stadium, que terminou com vitória dos donos da casa, por 4 a 1.

Logo após o primeiro gol dos Sky Blues, aos 17 minutos, os números refletiam o que era o jogo. Posse de bola, City 68% x 32% United, e, as finalizações, 8 a 0 para o City, sendo cinco chutes bloqueados, um no gol e dois para fora. Era um massacre, que só aumentou. Com cinco minutos da segunda etapa, os comandados de Pellegrini já tinham alcançado o 4 a 0. Era difícil apontar alguém jogando mal com a camisa sky blue, Yaya Toure e Fernandinho combinavam bem na volância, Negredo participava muito como centroavante, e, os três meias, Jesús Navas, Agüero (muitas vezes virava atacante) e Nasri também faziam ótima jornada. 

A vitória tranquila até ali, fez com que o City, naturalmente, diminuísse o ritmo alucinante imposto nos primeiros 50 minutos de partida. Por isso, o United entrou no jogo, melhorou, mas, em momento algum, ameaçou, de fato, a vitória tranquila dos donos da casa. Os red devils se aproximaram no número de finalizações e acabaram, com a desvantagem de 18 a 14, mas longe do intenso início sky blue. O esforço dos visitantes foi recompensado, com o golaço de falta de Rooney – o melhor do United – quase no final do jogo. 

David Moyes tenta repetir a receita vencedora de Ferguson, mexendo pouco no sistema de jogo e, quando o altera, muda dentro daquilo que o antecessor fazia: do 4-4-1-1 para o 4-2-3-1 e vice-versa. Neste domingo, ficou clara a dependência que o United tem na dupla Rooney e Van Persie, tanto para criar quanto para finalizar – problema que já existia com Fergie. Hoje, com a ausência do holandês, os red devils só tiveram o "Shrek", pois os wingers do time seguem sem serem constantes e a dupla de meias centrais também não funciona bem. Agora, o City é o terceiro, dois pontos atrás dos norte-londrinos, Arsenal e Tottenham. Enquanto o time de Moyes, fica em sétimo a cinco pontos dos dois líderes.

Arrasadora

 Milito comemora gol, em seu retorno aos gramados, na vitória, por 7 a 0, frente ao Sassuolo - (Inter.it)

A Inter vem se concretizando entre os primeiros colocados da Serie A 2013-14. Quem acompanha o blog já vem lendo sobre o desempenho dos nerazzurri sob o comando de Walter Mazzarri. Jogando sempre no 3-5-2, com o técnico e com a adição de Campagnaro à zaga, o time ganhou consistência defensiva (em quatro jogos, um gol sofrido), o que também possibilita liberdade à Jonathan e Nagatomo, que sem tanta responsabilidade para marcar, conseguem render muito bem ofensivamente.

Se a defesa vai bem, o ataque não fica devendo e foi o setor ofensivo que se destacou neste final de semana, frente ao Sassuolo. A Inter atropelou o clube recém-promovido da Serie B fora de casa, por incríveis 0 a 7. O bom rendimento do ataque teve como destaque Ricky Álvarez, jogador que evoluiu muito com Mazzarri, e a boa presença ofensiva dos laterais. A movimentação de Palacio no ataque também chamou a atenção. A volta de Milito ao time, após sete meses parado, animou, pois, em 35 minutos em campo, o argentino marcou duas vezes. Quem não repete as melhores atuações na Beneamata é Guarín.

O feito da Inter é muito impressionante, principalmente, quando confrontamos a vitória com os números apresentados por Alexis Martín-Tamayo, no Twitter, Mister Chip. A Inter não marcava sete gols ou mais desde 14/04/96, no 8 a 2, frente ao Padova. E uma vitória por sete gols de diferença não vinha desde 13/03/66, no 7 a 0, contra o Brescia.

O óbvio

O novo centroavante da Juventus, Llorente é um grande cabeceador, e o armador central do Arsenal, Özil cria chances de gols como poucos no futebol mundial.  O alemão chegou nesta temporada e foi titular em todas as partidas desde que chegou. Com isso, o camisa 11 gunner tem três assistências, em três jogos – duas delas, neste domingo, frente ao Stoke.

Por outro lado, o centroavante basco ainda não havia tido chances de jogar desde o início pelos bianconeri, porém, neste domingo, foi titular frente ao Hellas Verona. Jogou 69 minutos, finalizou quatros vezes (as quatro na baliza adversária), e marcou o gol da vitória, por 2 a 1, dos atuais bicampeões. O gol veio, de cabeça, após cruzamento de Vidal (sempre ele!).

Massacrado

Vermeer aparece na foto fazendo uma defesa, porém, a atuação, no início desta temporada, é bastante discutível (Voetbal International) 

Haviam dois objetivos claros no início da temporada para o Ajax: conseguir, ao menos, passar da primeira fase na Liga dos Campeões, e alcançar o tetracampeonato, que, a última vez que veio na Holanda, foi do grande rival PSV (2004-05, 2005-06, 2006-07 e 2007-08). Os atuais tricampeões dominaram a Eredivisie recentemente com, praticamente, o mesmo elenco, com perdas e reposições pontuais. 

Porém, neste ano, o ritmo mudou e os Godenzonen perderam dois dos principais jogadores do elenco. O maestro do meio-campo, Eriksen, e o zagueiro capitão, Alderweireld deixaram Amsterdan, mas a reposição não foi do mesmo nível. O resultado é um time sem muita experiência e menos qualidade. Por isso, o Ajax é, hoje, o sétimo – próximo aos líderes, é verdade – na Eredivisie e tem três vitórias, dois empates e duas derrotas. Sem vencer fora de casa, neste domingo, o Ajax visitou o grande rival, PSV. O resultado foi decepcionante, apesar do bom primeiro tempo, os visitantes sucumbiram na segunda etapa e acabaram massacrados, por 4 a 0, com gols marcado em 15 minutos. 

O que acentua o ponto negativo da derrota é que os vermelhos e brancos, mesmo em ano de centenário, também não têm um grande time, portanto, a derrota é muito dura – ver o rival em primeiro na tabela e já com quatro pontos de vantagem também machuca.

sábado, 3 de agosto de 2013

Napoli, o grande adversário


 Contratados nesta temporada, Albiol, Callejón e Higuaín tiveram a mesma origem, o Real Madrid (SSCNapoli.it)
Na temporada 2012-13, a Serie A foi mais uma vez dominada pela Juventus, que se mostrou muito à frente dos demais clubes. Porém, em alguns momentos, o Napoli impulsionado pelo artilheiro do campeonato, Cavani conseguiu como adversário bianconero. Mas, no final, os nove pontos de vantagem da Vecchia Signora em relação aos azzurri, vice-campeões, refletiu bem o que foi a Liga Italiana.
 
O Napoli perdeu seu principal jogador, Cavani, que, por 64,5 milhões de euros, foi para o PSG. Além de El Matador, o clube do Sul da Itália ficou sem o comandante, Walter Mazzarri, que treinava a equipe desde outubro de 2009 e foi responsável por recolocar os partenopei na Liga dos Campeões, após 21 anos. Apesar das perdas, o Napoli iniciará a Serie A 2013-14 como principal adversário da Juventus. Os anteriormente grande rivais da Vecchia Signora, Inter e Milan estão em fase de reconstrução, os clubes da capital ainda parecem em busca de constância e a Fiorentina perdeu seu principal jogador, Jovetic.
 
Para seguir no topo a aposta é no treinador Rafa Benítez, ex-comandante do Chelsea e vencedor da Liga Europa na última temporada com os blues. O técnico bicampeão espanhol com o Valencia e europeu com o Liverpool tem como preferência o 4-2-3-1, com a variação para o 4-4-1-1, principalmente, na fase defensiva do jogo. Esta é a primeira grande mudança do elenco partenopeo, que, com Mazzarri, estava acostumado a atuar com três zagueiros, preferencialmente, no 3-4-2-1.

Com o plantel definido para jogar com os três defensores, os azzurri atuaram fortemente no mercado para conseguir jogadores capazes de desempenhar as funções no 4-2-3-1. Por isso, o folclórico presidente Aurelio De Laurentiis investiu os 64,5 M € recebidos pelo artilheiro Cavani e outros 14,95 M € em contratações. Alguns nomes são duvidosos, mas ficou claro o objetivo de brigar com a Juventus, que sinaliza que virá ainda mais forte.

 O provável Napoli no 4-2-3-1 de Benítez (clique na imagem para ampliar)

No sistema defensivo, os partenopei abriram mão do goleiro da seleção italiana, De Sanctis, de 36 anos, para contratarem Pepe Reina (por empréstimo de um ano) e o jovem Rafael, do Santos, por 5 milhões. Na zaga, Albiol veio do Real Madrid por 12 M €, é uma opção interessante para uma linha de quatro, tanto como zagueiro e até como um lateral-direito mais defensivo. Podendo ser usado como balanço em relação ao alas-esquerdos, Armero e Zuniga, que são mais ofensivos.

A provável defesa titular com Maggio, Albiol, Cannavaro e Armero parece ter lacunas defensivas nas laterais, mas, com um elenco mais profundo do que em anos anteriores, Rafa Benítez tem peças para modificar a escalação. Esta pode ser a diferença em relação à 2012-13, quando a profundidade do plantel partenopeo não foi a ideal para disputar o scudetto até o fim.

Na proteção à defesa um trio de suíços, com ótima chegada ao ataque, foi mantido: Inler, Behrami e Dzemaili. Além disso, há o retorno de empréstimo do implacável marcador, Gargano, que deve ser um dos titulares da volância e combinar com um dos volantes com mais saída. O Napoli agora também conta com o croata Radosevic, de 19 anos, contratado junto ao Hajduk Split, uma promessa que deve aparecer como outra opção de marcação no meio-campo.

Mas os partenopei investiram mais na compra de jogadores para o setor ofensivo. O principal nome é Higuaín, que vem do Real Madrid por 37 M €. El Pipita chega para substituir o uruguaio Cavani na missão de fazer os gols napolitanos. O argentino marcou 107 gols na Liga Espanhola, nos últimos sete anos que passou no Real Madrid, número que anima os azzurri. Para a reserva do novo camisa nove, Calaiò chegou durante a temporada passada e foi mantido. O italiano é um centroavante que deve fazer alguns gols na Serie A e substituir Higuaín, quando o ex-madridista não puder atuar.

Para as pontas, vieram Callejón (9,5 M €), que joga à direita, e Mertens (9,7 M €), destro que atua pela esquerda e procura o corte para o meio, buscando o arremate. O belga tem tudo para ser titular e ótima opção para marcar gols. Do outro lado, Pandev também tem a tendência de centralizar os lances. Portanto, em teoria, os dois externos titulares atuam com os pés invertidos, sendo perigo constante nos arremates de fora da área. Os “reservas” dos dois lados também são jogadores que preferem o corte para o meio, tanto o destro ponta-direita, Callejón, e o destro ponta-esquerda, Insigne.

O macedônico tem como característica contribuir bastante na fase defensiva do jogo, atuação que ficou bastante clara durante a sua participação no triplete interista em 2009-10. Por isso, com Pandev em campo, o Napoli tem condições de atuar com um homem mais solto pela ponta esquerda, pois o camisa 19 pode compor de forma melhor na marcação. O homem para jogar desta forma seria o jovem de 19 anos, Insigne, que tem a ponta-esquerda como habitat natural, mas pode servir de reserva para Hamsik pelo centro. Por ser franzino, o número 24 não é um grande jogador defensivamente, porém dribla e finaliza muito bem, o que o transforma em ameaça constante quando joga próximo da área adversária.

A profundidade do elenco partenopeo fica clara quando mensuramos as alternativas táticas que os jogadores o proporcionam. Os alas ofensivos, Dossena, Maggio, Zuniga, Mesto e Pablo Armero podem ser utilizados na linha de três armadores, como opções para o fundo de campo, criando jogadas áreas para as finalizações de cabeça de Higuaín. Além disso, como foram formados como laterais (exceção feita à Mesto, originalmente, meia), podem ajudar bastante na fase defensiva do jogo.

O panorama encontrado é muito diferente dos dois últimos trabalhos realizados por Rafa Benítez. Na Inter, assumiu um time órfão de Mourinho e não conseguiu manter os nerazzurri na rota das conquistas, desta forma, mesmo com o título mundial, não emplacou uma temporada completa no clube. No Chelsea, mais uma vez, recebeu um time campeão europeu e que passava por uma reformulação. Criticado e com prazo definido para seguir no comando dos blues, Benítez venceu a Liga Europa, mas, sem os jogadores de sua preferência, e sem a simpatia dos torcedores do clube, a saída pré-anunciada, ocorreu mesmo.

No Napoli, Benítez teve liberdade da direção para trabalhar e, com muito dinheiro, trouxe jogadores da sua confiança. O novos napolitanos têm características bem interessantes para a construção do 4-2-3-1, esquema de confiança do técnico espanhol. Vencedor duas vezes com um improvável Valencia em La Liga (em 2001-02 e 2003-04), Benítez terá tempo e a paixão dos azzurri para trabalhar com um elenco interessante. Com a Juventus mostrando que a prioridade é a Liga dos Campeões, este novo Napoli tem a condição de brigar, de fato, pelo scudetto, que não vem desde a era Maradona e foi pela última vez erguido em 1989-90.