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terça-feira, 17 de junho de 2014

Copa do Mundo – Dia 6

Solução no banco

 
 Mertens foi um dos reservas que entrou bem e colaborou com a virada, fazendo o gol decisivo da partida (AP Photo)

Marc Wilmots escalou a Bélgica no tradicional 4-1-4-1. Witsel mais atrás, De Bruyne à direita, Dembele e Chadli no meio e Hazard à esquerda. A escolha mais questionável – e menos habitual – foi a escalação da dupla do Tottenham pelo centro do meio-campo, para deixar um batalhão de jogadores em melhor fase fora da partida. Focado na marcação, Vahid Halilhodzic escalou o time no 4-2-3-1, em que os três meias – Feghouli, Taider e Mahrez – ajudavam na recomposição defensiva. 

Com a boa barreira defensiva montada pelas Raposas do Deserto, a Bélgica precisaria se movimentar para conseguir penetrar e ter chances de finalizar, o que não ocorreu no início. Portanto, o jogo ia da forma planejada pelos argelinos. As coisas ficaram ainda melhores quando Vertoghen fez um pênalti muito infantil em Feghouli. O camisa dez da Argélia bateu e abriu o placar, para fechar ainda mais o time. Com isso, os Diabos Vermelhos começaram a tentar de outras formas, principalmente com o 1° volante Witsel tentando aparecer para finalizar da entrada da área. Apagado no início, Hazard tentou duas boas jogadas no lado esquerdo, mas faltou colaboração dos companheiros. 

No segundo tempo, Wilmots foi consertar os erros na escalação. Sacou Chadli e colocou Mertens, que foi jogar na ponta direita, e De Bruyne foi para o centro. Depois sacou o apagado Lukaku e colocou o jovem Origi. Por fim, aos 20 minutos, Fellaini entrou no lugar de Dembele. Com as substituições, os Diabos Vermelhos melhoraram e a movimentação, que estava ausente anteriormente, começou a aparecer. Mertens foi problema constante para o lado esquerdo argelino. Além disso, De Bruyne pelo centro, com liberdade para aparecer nos flancos, melhorou muito o rendimento. 

O jogador do Wolfsburg participou decisivamente da virada belga. Primeiro, cruzou para Fellaini, de cabeça, empatar. A entrada do jogador do United ajudou demais, pois os Diabos Vermelhos passaram a ter presença constante dentro da área e uma ótima opção no jogo aéreo. A segunda participação de De Bruyne foi com a roubada, que iniciou o contra-ataque. No final, Hazard assistiu e Mertens marcou um belo gol. O 2 a 1 deu mais moral aos belgas, que estiveram próximo de alcançar o terceiro gol, enquanto, os argelinos não assustaram mais. 

A estreia passou muito perto de ser a mais frustrante de todos, por conta do ótimo desempenho defensivo das Raposas do Deserto. Porém, ao perceber os erros na escalação, Wilmots conseguiu arrumar com as mexidas e mostrou que o time belga merece respeito. Os argelinos também provaram que serão adversários duros no grupo H e têm chances de alcançar a segunda fase.

Decepção e um herói 

 Ochoa foi um gigante contra o Brasil, mas isso não significa que os canarinhos jogaram bem (AP Photo/Themba Hadebe)

Fortaleza recebeu uma festa. No mesmo local que o hino a capela se tornou tradição, o Castelão, veio a primeira grande decepção brasileira na Copa do Mundo. Nas arquibancadas, maioria amarela, mas haviam grandes manchas verdes. Sim, os mexicanos invadiram o Nordeste e equilibraram o jogo fora das quatro linhas também. A quase igualdade fora da cancha foi para o campo. 

Em nenhum momento, o Brasil jogou bem no Castelão, porém, no início da partida, deu impressão de que poderia vencer, pois o México não se apresentava muito bem ofensivamente, apesar de marcar bem os canarinhos, no já tradicional 3-1-4-2, porém desta vez, com os alas mais presos, para evitar os ataques brasileiros. Mas a produção ofensiva do Brasil também não foi boa. Novamente, Paulinho não fazia boa partida e não ajudava na saída de bola, para piorar, Oscar não ia bem e, portanto, não conseguia ocupar este vazio. Ramires, no lugar do lesionado Hulk, foi mais um a não funcionar em campo. 

Com as atuações ruins, Neymar recebeu ainda mais importância, sendo procurado a todo o momento. Muitas vezes, exagerou na jogada individual, também por conta de não ter boa parceria. A grande chance do primeiro tempo veio com uma cabeçada do camisa dez, após belo cruzamento de Daniel Alves, Ney acertou o cantinho do gol mexicano, mas Ochoa estava lá para defender. Uma defesaça. El Tri chegava também e, com chutes de fora da área, assustava a baliza defendida por Júlio César. Quando os mexicanos não conseguiam a finalização era porque David Luiz e, principalmente, Thiago Silva e Luiz Gustavo faziam ótimas exibições. 

Sem conseguir jogar bem, Felipão sacou Ramires e colocou Bernard. O Alegria nas Pernas teve bons momentos esporádicos, mas não acrescentou muito ao Brasil. O México chegou a controlar as ações do jogo e, como já citado acima, só não assustou mais JC, pois o sistema defensivo dos Samba Boys se comportava bem. Aos verde e amarelos, faltava mais participação do meio. O 2° volante Paulinho não ajudava ofensivamente e Oscar fazia jogo muito abaixo do que apresentou em São Paulo. 

Na base do abafa, com Marcelo subindo bastante pela esquerda e com Neymar tentando muito em jogadas individuais, o Brasil ficou rodando a área de El Tri. Jô substituiu o apagadíssimo Fred (péssima Copa até aqui) e Willian veio para o lugar de Oscar. Em uma falta na esquerda, o camisa dez cruzou e Thiago Silva apareceu livre para dar um tiro de cabeça. Com muito reflexo, Ochoa brilhou e fez mais uma defesaça. 

Além das duas ótimas defesas citadas no texto, Ochoa fez outras quatro. As seis intervenções igualam Bholi, da Argélia, como maior número de defesas em uma partida. Ao final do jogo, o técnico Miguel Herrera destacou o próprio goleiro: “fez três defesas extraordinárias”. Apesar de Ochoa ter sido o jogador do jogo, o Brasil não foi bem e o 0 a 0 reflete claramente o que foi a partida. Os canarinhos têm grandes chances de alcançarem o primeiro lugar na chave o México deve ter uma decisão contra a Croácia, na próxima rodada.

Reservas decidem

Até aqui, Akinfeev protagonizou a falha da Copa, que, curiosamente, contribuiu para a melhoria da partida em Cuiabá (AP Photo)

Rússia e Coreia do Sul jogaram em ritmo lento. As duas equipes pareciam estar em interessadas em contra-ataque e, como nenhum dos lados se abria, o espaço para executar esta estratégia não existia. Os russos jogavam no tradicional 4-1-4-1, com Glushakov mais preso na volância e Kokorin no ataque. Os coreanos vinham no esquema da moda, o 4-2-3-1, com o ponta-esquerda Son sendo o principal destaque. 

No início, o domínio foi dos asiáticos. Com boa posse de bola e participação interessante de Ki, na distribuição de passes no meio-campo. Apesar de jogar melhor, a Coreia do Sul não criou muito e só chegou em alguns chutes de fora da área. A Rússia, de fato, não assustou, chegava quando Kokorin deixava a área para tentar participar da construção das jogadas. O jogo cresceu no segundo tempo com boas participações dos técnicos. Hong Myung-Bo mudou o centroavante e Lee Keun-Ho, entrou se mexendo muito e buscando participar mais das ações. Em uma das saídas da área, ele construiu a jogada sozinho e finalizou de longe. Ankinfeev, que já havia demonstrado insegurança, protagonizou a primeira grande falha da Copa e engoliu um frangaço. 

Depois de sofrer o 1 a 0, Capello também mexeu. Dzagoev, Denisov e Kerzhakov entraram em campo. A partir daí, o time do leste europeu passou a ter dois atacantes dentro da área e um meia de criação pelo centro, um 4-3-1-2. O recuo sul-coreano também colaborou, mas é certo que, após as mexidas, a Rússia passou a mandar na partida. A jogada do empate teve a marca de dois reservas. Dzagoev caiu pela direita e cruzou rasteiro. Depois de muita confusão, Kerzhakov dominou e fez o 26° gol dele com a camisa russa, se colocando como maior artilheiro da história da seleção, ao lado de Beschastnykh – contando apenas o período de Rússia. 

O empate deixa as duas seleções vivas para a provável disputa da segunda vaga às oitavas de final, pois a primeira deve ser mesmo da Bélgica. Claro, se Coreia ou Rússia conseguirem um empate frente aos favoritos aumentarão as chances de ultrapassar a primeira fase. O jogo também valeu para os treinadores observarem a boa participação de reservas, que, na próxima rodada, poderão ganhar espaço. Não tenho muita dúvida que Capello abrirá mão do 4-1-4-1 e irá escalar Kokorin e Kerzhakov juntos, tendo também Dzagoev entre os onze iniciais. Na Coreia, com a boa participação, Lee Keun-Ho deve ganhar espaço nos titulares, pois jogou mais que Park Chu-Young.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo H

Bélgica
Hazard é a principal estrela belga, mas a companhia para o camisa dez também é muito boa (Christof Koepsel/Getty Images)

Técnico: Marc Wilmots-BEL

Time-base (4-1-4-1): Courtois; Alderweireld, Van Buyten, Kompany, Vertonghen; Witsel; De Bruyne, Fellaini, Defour, Hazard; Lukaku.

Craque: Eden Hazard – Chelsea-ING

Lesionados: Silvio Proto (goleiro, Anderlecht-BEL) – fratura no pé, Koen Casteels (goleiro, Hoffenheim-ALE) – fratura na tíbia e Christian Benteke (atacante, Aston Villa-ING) – ruptura do tendão de Aquiles da perna esquerda.

Participações no Mudial: 12 (quarto lugar em 1986)



Ranking da FIFA: 11°

Campanha nas Eliminatórias (10J-8V-2E-0D-18GP-4GC-14SG)
País de Gales 0x2 Bélgica
Bélgica 1x1 Croácia
Sérvia 0x3 Bélgica
Bélgica 2x0 Escócia
Macedônia 0x2 Bélgica
Bélgica 1x0 Macedônia
Bélgica 2x1 Sérvia
Escócia 0x2 Bélgica
Croácia 1x2 Bélgica
Bélgica 1x1 País de Gales

Depois de ficar fora de dois mundiais, a Bélgica volta, chega como cabeça de chave e o termo “ótima geração belga” já está bem difundido. Mas há uma explicação para esta mudança: antes mesmo de sumir das copas, o diretor técnico da Federação Belga, Michel Sablon resolveu o reformular o futebol do país. Vendo o baixo nível da liga nacional, a ideia foi fortalecer as equipes de base e, para isso, uma espécie de cartilha foi definida. O diretor implantou uma homogeneização nos esquemas táticos nas categorias amadoras e convenceu os times a não se importarem com os resultados nos níveis inferiores (mais sobre isso, neste texto do blog.  O resultado é a classificação para o Brasil de forma invicta e passando por um grupo complicado nas eliminatórias.

O comando é do ex-atacante da seleção, Marc Wimots, que, desde 2009, faz parte da comissão técnica e, em 2012, se tornou o técnico principal dos Diabos Vermelhos. O treinador se aproveitou muito bem dos talentos criados no período e, mesmo sem ser obrigado, segue o mesmo modelo tático definido por Sablon. Hoje, os belgas atuam no 4-1-4-1, que pode ser descrito como 4-3-3, com os avanços constantes dos pontas. Wilmots também tem méritos no comando do grupo, pois mescla bem os atletas mais jovens, com alguns nomes mais experientes, como Kompany e Van Buyten. Ademais de ser um líder, o segundo é o ponto mais fraco dos onze iniciais.

Mas os belgas têm destaques por todos os setores. O goleiro titular Courtois é um dos melhores do mundo na posição. Ainda na defesa, dos quatro nomes, três estão em ótimo nível, são eles Kompany, Alderweireld e Vertonghen – a exceção é o supracitado Van Buyten. Os dois últimos são zagueiros de origem, mas, na equipe nacional, atuam pelo lado do campo. Portanto, o setor é muito forte. No meio, os pontas Hazard e De Bruyne chamam a atenção por habilidade, velocidade e poder de finalização – ainda tem Mirallas, Mertens e Januzaj como opções no banco. Mas, além deles, os jogadores centralizados Witsel, Fellaini e Defour, apesar de não viverem a melhor fase da carreira, têm condição de marcar e sair para o jogo. Para completar o time, no ataque, está o ótimo finalizador Lukaku, que marcou 15 gols pelo Everton, na Premier League.

A descrição do time mostra como a Bélgica é forte, mesmo com a insistência de Wilmots em alguns nomes, que estão em baixa. O treinador parece ter optado por manter o grupo na mão, sem se indispor com as referências da equipe. Desta forma, os Diabos Vermelhos foram bem nas eliminatórias e devem passar sem grandes dificuldades pelo grupo H da Copa do Mundo de 2014.

Goleiros: 1- Thibaut Courtois (Atlético de Madrid-ESP), 12- Simon Mignolet (Liverpool-ING) e 13- Sammy Bossut (Zulte-Waregem-BLG);
Defensores: 4- Vincent Kompany (Manchester City-ING), 3- Thomas Vermaelen (Arsenal-ING), 5- Jan Vertonghen (Tottenham-ING), 2- Toby Alderweireld (Atlético de Madrid-ESP), 15- Daniel van Buyten (Bayern de Munique-ALE), 18- Nicolas Lombaerts (Zenit-RUS), 21- Anthony Vanden Borre (Anderlecht-BEL) e 23- Laurent Ciman (Standard Liege-BEL);
Meias: 8- Marouane Fellaini (Manchester United-ING), 6- Axel Witsel (Zenit-RUS), 16- Steven Defour (Porto-POR), 19- Moussa Dembelé (Tottenham-ING), 7- Kevin de Bruyne (Wolfsburgo-ALE), 20- Adnan Januzaj (Manchester United-ING), 14- Dries Mertens (Napoli-ITA) e 22- Nacer Chadli (Tottenham-ING);

Atacantes: 9- Romelu Lukaku (Everton-ING), 10- Eden Hazard (Chelsea-ING), 11- Kevin Mirallas (Everton-ING) e 17- Divock Origi (Lille-FRA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Argélia: nunca se enfrentaram
Rússia – contando participações como União Soviética: Bélgica 1x4 União Soviética (fase de grupos, 1970), Bélgica 0x1 União Soviética (segunda fase de grupos, 1982), Bélgica 4x3 União Soviética (oitavas de final, 1986, na prorrogação) e Bélgica 3x2 Rússia (fase de grupos, 2002)
Coreia do Sul: Coreia do Sul 0x2 Bélgica (fase de grupos, 1990) e Coreia do Sul 1x1 Bélgica (fase de grupos, 1998)

Calendário de amistosos durante a preparação
26/maio: Bélgica 5x1 Luxemburgo
1/junho: Bélgica 2x0 Suécia
7/junho: Bélgica 1x0 Tunísia
12/junho: Bélgica x Estados Unidos


Grupo H - Rússia
Sem Shirokov, Dzagoev terá que assumir o protagonismo na criação de jogadas no meio-campo russo (Reuters)

Técnico: Fabio Capello-ITA

Time-base (4-1-4-1): Akinfeev; Kozlov, Vasily Berezutsky, Granat, Kombarov; Glushakov; Dzagoev, Fayzulin, Denisov, Zhirkov; Kokorin.

Craque: Alan Dzagoev – CSKA Moscou-RUS



Lesionados: Roman Shirokov (volante, FC Krasnodar-RUS) – ruptura no tendão de Aquiles

Participações no Mudial: 10 (quarto lugar em 1966) – contando participações como União Soviética

Ranking da FIFA: 19º

Campanha nas Eliminatórias (10J-7V-1E-2D-20GP-5GC-15SG)
Rússia 2x0 Irlanda do Norte
Israel 0x4 Rússia
Rússia 1x0 Portugal
Rússia 1x0 Azerbaijão
Portugal 1x0 Rússia
Irlanda do Norte 1x0 Rússia
Rússia 4x1 Luxemburgo
Rússia 3x1 Israel
Luxemburgo 0x4 Rússia
Azerbaijão 1x1 Rússia

A Rússia não esteve nas últimas duas copas, porém, no período, chegou à semifinal da Eurocopa 2008, deixando a impressão de que aquele grupo poderia trazer bons frutos ao futebol do país. A ausência no Mundial em 2010 e a eliminação na primeira fase da Euro 2012 mostraram que a campanha na Áustria e Suíça foi um ponto fora da curva. Mas, sob o comando de Fabio Capello desde 2012, apesar da dificuldade, os russos conseguiram classificação ao Mundial, deixando Portugal, de Cristiano Ronaldo, na repescagem.

Experiente, Fabio Capello teve que trabalhar muito para dar segurança à seleção russa. A passagem pelas eliminatórias mostrou que o técnico italiano conseguiu sucesso, pois, apesar das duas derrotas, a Rússia mostrou consistência e equilibrou bem o ataque e a defesa: marcou 20 vezes e sofreu apenas cinco gols, nos dez jogos disputados. O mérito disso vem muito do comandante, que, com o 4-1-4-1, estabilizou o grupo. Além disso, Capello conseguiu renovar as esperanças deste elenco envelhecido e que não é mais tão internacional, como foi após a Euro 2008. Hoje, os 23 jogadores atuam no próprio país.

O plantel é envelhecido, mas conta com bons jovens, como o habilidoso e criativo meia Dzagoev e o bom centroavante Kokorin, que não é perigoso apenas dentro da área e, na Premier League Russa, marcou dez vezes e cedeu seis assistências. Entre os mais experientes, destaque para a dupla de meias-centrais Denisov e Fayzulin, que marcam e atacam bem e, por cinco anos, jogaram juntos no Zenit. Os dois terão que jogar demais, afinal, neste setor, também estaria Shirokov, atualmente o melhor jogador russo e que, na reta final de preparação para o Mundial, foi cortado . Além deles, no meio-campo, chama a atenção o papel tático de Glushakov, que, mais recuado, dá sustentação ao setor com muita disposição para marcar e qualidade para passar.

O grupo H da Copa do Mundo se mostra muito acessível para este elenco russo. Se não houver surpresas, os comandados de Fabio Capello devem chegar à segunda fase. Para evitar deslizes, bons desempenhos dos jovens Dzagoev e Kokorin e, claro, a colaboração dos mais experientes dando sustentação à talentosa dupla serão fundamentais.

Goleiros: 1- Igor Akinfeev (CSKA Moscou-RUS), 12- Yury Lodygin (Zenit-RUS) e 16- Sergei Ryzhikov (Rubin Kazan-RUS);
Defensores: 14- Vasily Berezutsky (CSKA Moscou-RUS), 4- Sergei Ignashevich (CSKA Moscou-RUS), 3- Georgy Shchennikov (CSKA Moscou-RUS), 13- Vladimir Granat (Dinamo Moscou-RUS), 2- Alexei Kozlov (Dinamo Moscou-RUS), 22- Andrei Eshchenko (Anzhi-RUS), 23- Dmitry Kombarov (Spartak Moscou-RUS) e 5- Andrei Semenov (Terek Grozny-RUS);
Meias:  7- Igor Denisov (Dinamo Moscou-RUS), 18- Yury Zhirkov (Dinamo Moscou-RUS), 10- Alan Dzagoev (CSKA Moscou-RUS), 8- Denis Glushakov (Spartak Moscou-RUS), 15- Pavel Mogilevets (Rubin Kazan-RUS), 20- Viktor Fayzulin (Zenit-RUS) e 17- Oleg Shatov (Zenit-RUS);
Atacantes: 11- Alexander Kerzhakov (Zenit-RUS), 21- Alexei Ionov (Dinamo Moscou-RUS), 9- Alexander Kokorin (Dinamo Moscou-RUS), 6- Maxim Kanunnikov (Amkar Perm-RUS) e 19- Alexander Samedov (Lokomotiv Moscou-RUS).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Bélgica: Bélgica 1x4 União Soviética (fase de grupos, 1970), Bélgica 0x1 União Soviética (segunda fase de grupos, 1982), Bélgica 4x3 União Soviética (oitavas de final, 1986, na prorrogação) e Bélgica 3x2 Rússia (fase de grupos, 2002)
Argélia: nunca se enfrentaram
Coreia do Sul: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

26/maio: Rússia 1x0 Eslováquia
31/maio: Rússia 1x1 Noruega
6/junho: Rússia 2x0 Marrocos

Coreia do Sul
Son é o mais jovem do elenco sul-coreano, mas, mesmo assim, é a principal esperança do país na Copa do Mundo (Chung Sung-Jun/Getty Images)

Técnico: Hong Myung-Bo-KOR

Time-base (4-2-3-1): Sung-Ryong; Lee Yong, Kwak Tae-Hwi, Kim Young-Gwon, Park Jong-Woo; Ki, Koo Ja-Cheol; Lee Chung-Yong, Son, Kim Bo-Kyung; Ji Dong-Won.

Craque: Heung-Min Son – Bayer Leverkusen-ALE

Lesionados: Kim Jin-Su (lateral-esquerdo, Albirex Niigata-JAP) – lesão no tornozelo.

Participações no Mundial: 9 (quarta colocação em 2002)



Ranking da Fifa: 57°

Campanha nas Eliminatórias (14J-8V-3E-3D-27GP-11GC-16SG)

Terceira fase:
Coreia do Sul 6x0 Líbano
Kuwait 1x1 Coreia do Sul
Coreia do Sul 2x1 Emirados Árabes Unidos
Emirados Árabes Unidos 0x2 Coreia do Sul
Líbano 2x1 Coreia do Sul
Coreia do Sul 2x0 Kuwait

Quarta fase:
Qatar 1x4 Coreia do Sul
Coreia do Sul 3x0 Líbano
Uzbequistão 2x2 Coreia do Sul
Irã 1x0 Coreia do Sul
Coreia do Sul 2x1 Qatar
Líbano 1x1 Coreia do Sul
Coreia do Sul 1x0 Uzbequistão
Coreia do Sul 0x1 Irã

Desde 1990, a Coreia do Sul sempre está presente em Copas do Mundo e, no período, em 2002, atingiu o melhor resultado na disputa, um quarto lugar, na competição que sediou ao lado do Japão. Mas a equipe asiática mudou muito para o Mundial de 2014, Park Ji-Sung, que, nos últimos anos, sempre foi a referência já não faz mais parte do grupo. O elenco dos Guerreiros Taeguk terá apenas cinco jogadores, que estiveram na África do Sul há quatro anos e um atleta com mais de 30 anos de idade, o zagueiro Kwak Tae-Hwi.

O processo de reformulação é liderado por Hong Myung-Bo, que, aposentado desde 2004, ostenta a marca de ser o jogador que mais vestiu a camisa da seleção, com 136 partidas. Bo passou pela sub-20 do país, em 2009, e, a partir daquele ano, assumiu a sub-23. Sob o comando dele, os sul-coreanos foram às semifinais dos Jogos Olímpicos de 2012, fase em que foram derrotados pelo Brasil. Depois, conquistaram a medalha de bronze na disputa contra os japoneses. A campanha olímpica valorizou o treinador, que chegou a auxiliar Guus Hiddink, no Anzhi, porém, com a largada ruim dos sul-coreanos nas eliminatórias, Hong Myung-Bo foi chamado para assumir a seleção principal. Pelo bom conhecimento dos jovens, o técnico trará ao Mundial onze jogadores que estiveram com ele em Londres.

Apesar da juventude, o grupo sul-coreano é bem interessante e conta com muito jogadores com experiência nas principais ligas europeias. O meio-campo é o setor que mais tem europeus e, até por isso, é o mais qualificado. Os dois volantes, Ki e Koo têm boa qualidade no passe, além da força na marcação. Porém, a maior esperança – para agora e para o futuro – dos Guerreiros Taeguk é Son, meia-atacante de velocidade e boa finalização e que pode jogar pelas pontas ou centro. Sob o jogador mais jovem do grupo (21 anos) recaem as principais expectativas coreanas, tanto para gols quanto para assistências. A defesa, que sofreu 11 gols nas eliminatórias, sete deles na fase final, pode ser apontada como ponto fraco dos coreanos.

Talento, base acostumada a jogar junto e o técnico que formou esta equipe no comando. A receita parece pronta para a Coreia do Sul, mais uma vez, avançar de fase. Porém, desta vez, os asiáticos terão adversários duros pela frente, como Bélgica e Rússia. Já a Argélia pode até complicar, mas se coloca como quarta força do grupo. Por isso, para passar as oitavas de final, os Guerreiros Taeguk terão que tirar pontos dos favoritos europeus, que não parecem dispostos a desperdiçar a sorte, que, aparentemente, tiveram no sorteio.

Goleiros: 1- Jung Sung-Ryong (Suwon Bluewings-KOR), 21- Kim Seung-Gyu (Ulsan Hyundai-KOR) e 23- Lee Bum-Young (Busan IPark-KOR);
Defensores: 5- Kim Young-Gwon (Guangzhou Evergrande-CHN), 20- Hong Jeong-Ho (Augsburg-ALE), 3- Yun Suk-Young (Queens Park Rangers-WAL), 22- Park Joo-Ho (Mainz 05-ALE), 6- Hwang Seok-Ho (Sanfrecce Hiroshima-JAP), 4- Kwak Tae-Hwi (Al-Hilal-KSA), 12- Lee Yong (Ulsan Hyundai-KOR) e 2- Kim Chang-Soo (Kashiwa Reysol-JAP);
Meias: 16- Ki Sung-Yueng (Sunderland-ING), 17- Lee Chung-Yong (Bolton-ING), 7- Kim Bo-Kyung (Cardiff City-ING), 14- Han Kook-Young (Kashiwa Reysol-JAP), 8- Ha Dae-Sung (Beijing Guoan-CHN), 13- Koo Ja-Cheol (Mainz-ALE), 15- Park Jong-Woo (Guangzhou R&F-CHN) e 9- Son Heung-Min (Bayer Leverkusen-ALE);
Atacantes: 10- Park Chu-Young (Watford-ING), 19- Ji Dong-Won (Augsburg-ALE), 11- Lee Keun-Ho (Sangju Sangmu-KOR) e 18- Kim Shin-Wook (Ulsan Hyundai-KOR).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Bélgica: Coreia do Sul 0x2 Bélgica (fase de grupos, 1990) e Coreia do Sul 1x1 Bélgica (fase de grupos, 1998)
Argélia: nunca se enfrentaram
Rússia – contando participações como União Soviética: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação
28/maio: Coreia do Sul 0x1 Tunísia
9/junho: Coreia do Sul x Gana

Argélia
O destaque do time, Feghouli é um dos jogadores nascido na Europa que atuam pelas Raposas do Deserto (Louafi Larbi/Reuters)

Técnico: Vahid Halilhodzic-BOS

Time-base (4-2-3-1): Zemmamouche; Cadamuro, Bougherra, Medjani, Ghoulam; Mostefa, Taider; Feghouli, Soudani, Brahimi; Ghilas.

Craque: Sofiane Feghouli – Valencia-ESP

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: 4 (fase de grupos em todos os anos)



Ranking da Fifa: 22°

Campanha nas Eliminatórias (8J-6V-0E-2D-16GP-7GC-9SG)

Segunda fase:
Argélia 4x0 Ruanda
Mali 2x1 Argélia
Argélia 3x1 Benin
Benin 1x3 Argélia
Ruanda 0x1 Argélia
Argélia 1x0 Mali

Terceira fase:
Burkina Faso 3x2 Argélia
Argélia 1x0 Burkina Faso

A Argélia chega à segunda Copa consecutiva, querendo esquecer o que fez na África do Sul. Pois, em 2010, a equipe caiu na primeira fase, com apenas um ponto e sem marcar gols. Mas, apesar de querer escrever uma história diferente no Brasil, nas últimas disputas, as Raposas do Deserto não tiveram bons desempenhos: não se classificaram para a Copa Africana de Nações de 2011 e, na CAN 2013, caíram na primeira fase. Porém, nas eliminatórias, os argelinos não enfrentaram grandes problemas, passaram pela segunda etapa tranquilamente e, no último confronto contra Burkina Faso, se classificaram com o empate, no placar agregado.

O treinador é o experiente bósnio Vahid Halilhodzic, que assumiu a equipe em 2011, e é o responsável por recolocar a Argélia entre as principais seleções africanas. Um dos méritos do técnico foi trabalhar em conjunto com a federação, para assegurar que jogadores descendentes de argelinos nascidos na Europa, pudessem defender o país (Dassler Marques explica melhor este trabalho de captação, aqui). Por isso, no grupo de 23 jogadores que virá ao Mundial, 16 nasceram no velho continente.

O comandante experiente e os bons jogadores nascidos fora do país, não parecem ser o suficiente para Argélia entrar na Copa buscando algo maior do que o alcançado há quatro anos. O provável trio de meias, no 4-2-3-1, tem três jogadores que atuam na Europa: Feghouli, Soudani, Brahimi, mas o principal destaque é o jogador do Valencia, que fez boa temporada na Espanha. Além deles, o volante Taider teve bastante espaço na Internazionale e, até, conseguiu alguns gols em arremates de longa distância. No ataque, o forte atacante Ghilas do Porto pode ser o titular pelo centro ou pelas pontas, assim dando espaço para o artilheiro das Raposas do Deserto nas eliminatórias, Slimani. Já a defesa não é o forte dos argelinos, mas há o experiente Bougherra, que será o líder do setor, que, nas eliminatórias, sofreu apenas sete gols em oito jogos, números que não são ruins.

Mesmo no Grupo H, que não se desenha como dos mais difíceis, a Argélia parece incapaz de conseguir uma classificação à segunda fase. As Raposas do Deserto também não devem repetir o fiasco do último Mundial, ao menos um gol, o ataque deverá conseguir produzir. Mas, ao contrário do presente, o futuro parece promissor, afinal, a maior parte dos destaques do elenco desta Copa, tem menos de 26 anos e, com certeza, poderá participar do Mundial de 2018.

Goleiros: 1- Cedric Si Mohamed (CS Constantine-ALG), 16- Mohamed Zemmamouche (USM Alger-ALG) e 23- Rais M’Bolhi (CSKA Sofia-BUL);
Defensores: 3- Faouzi Ghoulam (Napoli-ITA), 17- Liassine Cadamuro (Mallorca-ESP), 2- Madjid Bougherra (Lekhwiya-ALG), 5- Essaid Belkalem (Watford-ING), 4- Rafik Halliche (Académica-POR), 20- Aissa Mandi (Reims-FRA), 12- Carl Medjani (Valenciennes-FRA) e 6- Djamel Mesbah (Livorno-ITA);
Meias: 14- Nabil Bentaleb (Tottenham-ING), 11- Yacine Brahimi (Granada-ESP), 8- Mehdi Lacen (Getafe-ESP), 18- Abdelmoumene Djabou (Club Africain-TUN), 22- Mehdi Mostefa (Ajaccio-FRA), 19- Saphir Taider (Internazionale-ITA), 10- Sofiane Feghouli (Valencia-ESP), 21- Riyad Mahrez (Leicester City-ING) e 7- Hassan Yebda (Udinese-ITA);
Atacantes: 9- Nabil Ghilas (Porto-POR), 13- Islam Slimani (Sporting-POR) e 15- El Arbi Hillel Soudani (Dinamo Zagreb-CRO).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Bélgica: nunca se enfrentaram
Coréia do Sul: nunca se enfrentaram
Rússia – contando participações como União Soviética: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação
31/maio: Argélia 3x1 Armênia
4/junho: Argélia 2x1 Romênia


Neste grupo, infelizmente, não teremos podcast, pois tive problemas na gravação e a totalidade dela foi perdida.