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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Copa do Mundo – Dia 5

Massacre alemão

 Müller marca três e conduz a Alemanha ao 4 a 0, contra Portugal (FIFA)

A Alemanha está à vontade no Brasil. Antes da bola rolar, as cenas, em Santa Cruz Cabrália, já mostravam que jogar na América do Sul não seria um desafio tão grande, com o imaginado pré-Mundial. A Nationalmannschaft também surpreendeu taticamente, adotou um 4-3-3, ao invés do habitual 4-2-3-1. Já Portugal, abriu mão do sistema de três atacantes e adotou o esquema da moda. 

Apesar de se sentirem em casa na Bahia, os alemães não começaram comandando o jogo. Portugal teve duas chances de abrir o placar. Mas aí veio a influência da arbitragem. Aos 11, Milorad Mazic assinalou pênalti, que não houve em Götze, e Thomas Müller não desperdiçou a chance bateu e marcou. A partir daí, com a movimentação do trio ofensivo, a Alemanha conseguiu chegar mais e passou a controlar melhor as ações. Além deles, os três meias – Lahm, Khedira e Kroos – também fizeram grande exibição. O camisa 18 bateu o para o segundo gol, anotado por Hummels, em um tiro de cabeça. 

Os primeiros 45 minutos reservavam mais protagonismo à Thomas Müller. Aos 37, se envolveu em confusão com Pepe, que resultou na expulsão do luso-brasileiro – segundo a ESPN Brasil, ele não era expulso desde 2011. Com 2 a 0 no placar e um a mais em campo, ficou tudo mais fácil para a Alemanha. Em mais uma jogada de Kroos, camisa 13 aproveitou uma bobeada da defesa dos lusos e fez o terceiro. 

Sem fazer muita força, no segundo tempo, a Alemanha segurou mais a bola e chegou algumas vezes ao gol português. A segurança da Nationalmannschaft ficou clara, pois Neuer teve que fazer apenas quatro defesas e, talvez, apenas uma delas com algum grau de dificuldade. O craque do jogo ainda apareceu, aos 33 minutos, com o terceiro dele na partida e o quarto da Alemanha. Portanto, com 24 anos, Thomas Müller chega ao oitavo gol em copas, tendo disputado apenas sete jogos. É bom Ronaldo parar de secar o Klose e se atentar para o camisa 13 alemão. 

Pelo lado português, não ficou apenas a derrota, pois, para a próxima partida, não contará com o principal zagueiro, Pepe suspenso e deve ficar sem Fábio Coentrão, que saiu lesionado. O ponto positivo foi Cristiano Ronaldo, que ainda com uma proteção no joelho, conseguiu jogar bem. Para se recuperar no dificílimo grupo G, a Seleção das Quinas precisará do máximo de seu craque, que sinalizou que poderá entregar coisas boas sim.

O pior jogo da Copa

O nigeriano Obi Mikel foi eleito o melhor em campo, em uma partida que o prêmio deveria receber outro nome: o menos pior em campo" (FIFA)

A Nigéria controlou a partida com o 4-2-3-1 costumeiro da equipe, porém, apesar total domínio da posse de bola (65%, no primeiro tempo), as Super Águias não criaram muito em jogadas de passes. Pois, na maioria das vezes, a dupla de volante Obi Mikel e Onazi buscava a ligação direta, com lançamentos para os laterais e pontas, que, na maior parte do tempo, jogaram bem adiantados. A seleção iraniana mais interessada em defender jogou com um 4-1-4-1, com Nekounam como 1° volante e Ghoochannejhad como centroavante. Em alguns momentos, os iranianos iam no 4-4-2, quando Dejagah deixava a linha de meia e se juntava à Gucci na frente. 

O estilo de jogo iraniano sobressaiu às ideias nigerianas e o goleiro Haghighi só foi obrigado a fazer uma defesa e as chances mais claras foram do Irã. Nesses momentos, Enyeama provou ser um dos bons camisas um da Copa. Com as dificuldades de criar no primeiro tempo e a posse de bola improdutiva, Keshi tentou mudanças importantes na equipe. Um dos jogadores mais famosos do time, Moses, do Liverpool, foi substituído e não gostou muito. O camisa 11 estava muito mal, mas a entrada de Ameobi não mudou o desempenho nigeriano. 

Quem assustou mais mesmo foi o Irã, com contra-ataques, normalmente puxados por Dejagah. Porém, na hora do passe para a finalização, os asiáticos falhavam. Portanto, se os ajustes nigerianos não deram certo e a seleção de Calos Queiroz priorizou a defesa, o 0 a 0 foi o placar mais justo para, finalmente, uma partida ruim da Copa do Mundo de 2014. Se o Irã não imaginava se classificar à segunda fase, as Super Águias têm este objetivo, mas, com o empate na estreia, as chances caem muito.

Futebol para americanos

 Todos olhando, ninguém parecia acreditar que seria possível um virada àquela altura do jogo. Nem Brooks acreditou (AP Photo/Hassan Ammar)

Depois do pior confronto da Copa, os fãs de futebol foram recompensados com um confronto bem interessante. Durante todo o dia, o assunto em Natal não foi o jogo e, sim, a chuva, que poderia atrapalhar o segundo jogo da Arena das Dunas. Mas os problemas não chegaram às 19h e, sem água, Estados Unidos e Gana se encontraram na capital do Rio Grande do Norte, revivendo duelo de oitavas de final da Copa de 2010. 

Na preparação para o Mundial, Klinsmann pensou em ter um 4-3-1-2, dando liberdade à Bradley e Dempsey. Na prática, o Team USA jogava em um 4-4-1-1, com o camisa oito atuando atrás de Altidore e o jogador do Toronto fazia parte da linha de meias, mas, sempre que podia, se posicionava mais à frente. No lado ganês, o 4-2-3-1 se transformava em 4-4-2, quando Jordan Ayew se juntava à Gyan no centro do ataque. Mas antes que qualquer tática entrasse em ação, Jones descobriu Dempsey, que limpou o defensor, invadiu a área e marcou um golaço – o sexto mais rápido da história das copas. 

Com 1 a 0 contra, Gana começou a controlar o jogo e chegar muito à área defendida por Howard. A principal saída das Estrelas Negras era Atsu, o ponta-direita no sistema. Ao depender muito do jogador do Vitesse, a seleção ganesa ficava relativamente previsível e, por isso, não exigia tanto do goleiro norte-americano. No segundo tempo, Akwasi Appiah mudou um pouco o time e, a partir daí, passou a ter mais variação no jogo. 

A melhora ganesa não resultou em tantas chances claras de gol. Novamente, as melhores coisas de Gana saiam do lado direito do ataque, com o rápido e habilidoso Atsu. Com a entrada de Kevin-Prince Boateng, a linha de três meias atrás de Gyan ficou melhor desenhada e as Estrelas Negras definitivamente se instalaram à frente da área rival. Do outro lado, os Estados Unidos seguiam fazendo uma partida muito boa defensivamente. Jones e Beckerman marcavam demais e não davam espaço. Por isso, as bolas aéreas passaram a fazer parte do repertório ganês para buscar o empate. 

A igualdade veio a oito minutos do final. Gyan fez passe de calcanhar e Ayew entrou livre para marcar o 1 a 1. A marcação norte-americana finalmente tinha sido vazada e, naquele momento do jogo, o empate surgia como resultado mais provável. Mas, neste Mundial, o improvável tem sempre aparecido e não foi diferente em Natal. O zagueiro Brooks, que havia substituído o lesionado Besler, subiu mais alto que a defesa ganesa e recolocou o Team USA na frente. O reserva marcou e não acreditou, se atirou no chão e foi parabenizado para os companheiros. 

A vitória da forma que foi e o massacre sofrido por Portugal na estreia, mostram que os norte-americanos tem chances de alcançarem a segunda fase, no dificílimo grupo G. O confronto frente aos lusos, no dia 22 de junho, na Arena Amazônia. Para Gana, fica o sentimento de tristeza por ter tido um volume tão grande e não ter conseguido vencer: maior posse de bola (59%), 21 finalizações contra 8 e 65 ataques perigosos (definição da FIFA) frente aos 22 dos norte-americanos. Claro, as Estrelas Negras não podem abdicar de Boateng entre os onze iniciais.

domingo, 15 de junho de 2014

Copa do Mundo – Dia 4

Precisão suíça 

 Seferovic entrou e marcou e Rodríguez assistiu os dois gols suíços (David Gray/Reuters)

A qualidade da Suíça era inegável, não por acaso chegou como cabeça de chave ao Brasil. No grupo E, os suíços eram os favoritos à vaga, ao lado dos franceses. Mas o primeiro jogo, contra o Equador, mostrou que a briga será dura. Antes da partida, o Estádio Nacional de Brasília teve problemas, as filas – organizadas pela FIFA – para a entrada dos torcedores eram quilométricas e, por isso, pessoas, que pagaram caro pelo ingresso, não conseguiram acompanhar todos os minutos do jogo. 

Os europeus entraram dispostos a confirmar o favoritismo. Ottmar Hitzfeld escalou o tradicional 4-2-3-1 e o quarteto ofensivo contava com o apoio dos ótimos laterais, Lichsteiner e Rodríguez. Em vários momentos, a Suíça pressionava a saída de bola adversária. Por isso, o Equador tinha dificuldade para construir o jogo. Um dos volantes do 4-4-1-1 equatoriano, Noboa sempre recuava para tentar ajudar na criação de jogadas. Bem fechada, La Tricolor conseguiu evitar que os europeus chegassem muito ao gol defendido por Domínguez. 

Enner Valencia, que jogava atrás de Caicedo, se movimentava muito e sempre dava opção para quem chegava de trás no Equador. Um dos criadores mais ativos era o meia-esquerda, Montero, que se aproveitava das subidas de Lichsteiner para fazer as jogadas. O gol veio do lado canhoto mesmo. Ayoví cobrou falta lateral e Enner apareceu livre no meio da defesa, para abrir o placar. A retaguarda suíça, que já foi tão elogiada, falhou. 

Ter Ottmar Hitzfeld no banco fez a diferença. Primeiro, ele sacou Stocker e colocou Mehmedi, deixando Shaqiri no centro da linha de três meias e colocar Xhaka à direita. Com o 1 a 0 a favor, o Equador se fechou mais ainda com as duas linhas de marcação, evitando as chegadas europeias. A mudança de Hitzfeld deu resultado. Rodríguez bateu escanteio cirúrgico no meio da área, Mehmedi, que havia acabado de entrar, apareceu livre e empatou o jogo. Desta vez, foi a defesa do Equador que falhou. 

Com o empate, os equatorianos renasceram na partida e passaram a buscar o segundo. Por isso, o jogo ficou mais interessante, mais aberto, inclusive, com os sul-americanos tendo as melhores chances. A grande oportunidade veio com Arroyo, após jogada bem construída pela direita, o meia recebeu dentro da área e demorou a finalizar. Behrami aproveitou a demora, travou de carrinho e saiu para o contra-ataque. O volante chegou a sofrer uma falta, mas se levantou, seguiu a jogada e abriu o lance na direita com Xhaka. Depois a redonda foi para a esquerda, Rodríguez foi ao fundo e cruzou. Novamente, após passe do lateral-esquerdo, a defesa equatoriana falhou e Seferovic, outro que entrou no segundo tempo, marcou a virada. 

A comemoração após o 2 a 1 mostrou a importância da vitória conquistada nos acréscimos. Para os suíços, faltou uma boa exibição do craque Shaqiri, que tentou alguns lances, mas não foi tão preponderante, como é esperado que seja. De qualquer forma, a boa largada está garantida. Para o Equador, fica a impressão de que é possível incomodar no grupo e, apesar da dificuldade, não dá para descarta-los totalmente das oitavas de final.

Tecnologia em campo

  Benzema marcou dois gols e participou do outro, na estreia tranquila francesa, que contou com uma ajudinha da tecnologia (FIFA)

Tida como seleção mais fraca do grupo E, Honduras não confirmou esta marca durante a estreia. A França venceu bem, mas teve muita dificuldade para derrotar o azarão. Jogando no 4-4-2, os hondurenhos focaram na marcação e na saída em contra-ataques. Portanto, a posse de bola e o maior controle territorial francês não rendiam chances claras. O esforço defensivo – e algumas pancadas – dos Catrachos evitou que o domínio do jogo resultasse em muitas oportunidades para Les Bleus. 

As jogadas francesas começaram a surgir com as decidas dos laterais e a boa movimentação de Valbuena, pelos dois flancos. O meia do Olympique foi decisivo, no lance que mudou a partida: foi dele o passe para Pogba sofrer pênalti de Palacios, que foi expulso. Benzema bateu e abriu o placar. Com um a mais e 1 a 0 no placar, Les Bleus tiveram mais espaço para jogar e souberam aproveitar muito bem isso. Ao todo, foram 20 finalizações, contra quatro dos hondurenhos. 

O trio ofensivo francês, Valbuena, Benzema e Griezmann foi capaz de potencializar estes espaços deixados pela defesa hondurenha. Claro, os meias Cabaye, Matuidi e Pogba também apareceram bastante para o jogo. O camisa dez francês também participou decisivamente do segundo de Les Bleus. Foi dele o chute que bateu na trave e, depois, Valladares mandou para dentro contra. Além de ser o 2 a 0, o gol ficou marcado por ter sido confirmado através da tecnologia, pois, afinal, a bola passou pouquíssimo da linha. Portanto, pela primeira vez, no maior palco futebolístico mundial, não houve dúvida em um lance tão polêmico. 

O 2 a 0 deixou Honduras ainda mais entregue ao jogo francês. Sem forçar a França chegou ao terceiro, novamente com Benzema, desta vez, em um chutaço, para não deixar dúvidas de que a bola cruzou a linha da baliza. Apesar do início complicado, o 3 a 0 representou bem o que foi a partida e já mostrou a força da França, que conseguiu vencer a marcação e as faltas da seleção hondurenha. Para, Los Catrachos, pensar em algo além do último lugar do grupo será muito difícil.

Venceu e aprendeu

 Apesar de não ter feito uma exibição espetacular, Messi foi o melhor da Argentina, que se sentiu em casa no Maracanã (FIFA)

A defesa foi a pauta principal da preparação argentina para o Mundial de 2014. Todos falavam: “o ataque é muito bom, mas a retaguarda não traz nenhuma confiança”. Sabella tinha isso cabeça e, apesar de ter trabalhado a maior parte do tempo no 4-3-3 (4-3-1-2), optou por rechear o setor mais fraco da equipe. No Maracanã, a Albiceleste iniciou a trajetória no 3-1-4-2, com Mascherano postado à frente do trio de zagueiros e Messi e Agüero no ataque. Sem a bola, em alguns momentos, os alas recuavam e formavam a última linha com cinco jogadores. 

Mas não foi apenas a Albiceleste que abriu mão do esquema habitual. Para marcar o poderoso ataque rival, Safet Susic armou a Bósnia no 4-4-1-1, com Misimovic dando suporte ao centroavante Dzeko. Se na Argentina a mudança não deu certo, para os europeus, funcionou bem. Com as duas linhas de quatro, pararam os argentinos. Porém, antes de qualquer tática entrar em ação, Messi bateu falta, Rojo desviou e Kolasinac marcou contra. 

Apesar do 1 a 0, a forma de jogada imaginada por Susic não foi desmontada, o foco na marcação evitou mais participação de Messi e de Di María, pontos centrais do funcionamento ofensivo argentino. Marcando mais e evitando o jogo rival, a Bósnia teve chances, principalmente, quando Pjanic apareceu para armar. Por isso, o questionado Romero fez algumas boas defesas. No intervalo, Sabella reconheceu o erro e voltou ao 4-3-1-2, sacando um zagueiro e colocando Higuaín e tendo Gago no lugar de Maxi Rodríguez. 

A equipe europeia seguiu com a postura defensiva, mas, com La Pulga jogando entre as linhas de marcação, o sucesso da postura adota não seguiu no segundo tempo. Mais recuado, Di María apareceu melhor e Gago foi mais importante para o sistema do que Maxi era no primeiro tempo – deu equilíbrio. Na posição em que é mais especial, Messi apareceu com um belo gol. Aos 20 minutos da segunda etapa, o camisa dez albiceleste partiu da direita para o centro driblando a defesa e finalizou no cantinho do gol de Begovic. Com o 2 a 0, a torcida argentina, que lotava o Maracanã, explodiu ainda mais e fez festa linda. 

Perdendo por dois, Susic voltou ao esquema ofensivo, que deu certo durante as eliminatórias. Ibisevic entrou e a Bósnia voltou a jogar com dois atacantes. Assim, a seleção estreante voltou a equilibrar o jogo e ter boas chances de marcar. Claro, pela exposição, os bósnios sofreram com os contra-ataques argentinos. O gol dos Dragões veio muito tarde, apenas aos 40 minutos, quando Ibisevic bateu entre as pernas de Romero. Não foi uma falha enorme do goleiro argentino, mas dava para ter segurado. Menos mal para o camisa um, que o jogo terminou mesmo no 2 a 1 para a Albiceleste. 

Mais do que estrear vencendo, o gol de Messi e ser líder do grupo, a primeira partida valeu para a Argentina saber o que não deu certo. Ao final do jogo, ainda no gramado, Sabella afirmou: “estou de acordo com o resultado, porém, com o rendimento, às vezes sim e outras não. Às vezes, por erros meus”. Ele sabe que abdicar do 4-3-1-2 não foi uma boa escolha e não deverá repetir este erro. Para a Bósnia, também serviu para Susic observar que a dupla de ataque impulsiona a produção ofensiva do time, que está acostumado a criar para Ibisevic e Dzeko na frente. Nos próximos jogos, que devem valer a classificação para os Dragões, os dois devem estar presentes.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo F

Argentina
Di María, Messi, Agüero e Higuaín formam o ataque impressionante da albiceleste (AFP)

Técnico: Alejandro Sabella-ARG

Time-base (4-3-3): Sergio Romero; Zabaleta, Fede Fernández, Garay, Rojo; Enzo Pérez, Mascherano, Di María; Messi, Higuaín, Agüero.

Craque: Lionel Messi – Barcelona-ESP

Lesionados: Nenhum.

Participações no Mundial: 15 (campeão em 1978 e 1986)

Ranking da Fifa: 5º

Campanha nas Eliminatórias (16J-9V-5E-2D-35GP-15GC-20SG)
Argentina 4x1 Chile
Venezuela 1x0 Argentina
Argentina 1x1 Bolívia
Colômbia 1x2 Argentina
Argentina 4x0 Equador
Argentina 3x1 Paraguai
Peru 1x1 Argentina
Argentina 3x0 Uruguai
Chile 1x2 Argentina
Argentina 3x0 Venezuela
Bolívia 1x1 Argentina
Argentina 0x0 Colômbia
Equador 1x1 Argentina
Paraguai 2x5 Argentina
Uruguai 3x2 Argentina

A Argentina não fez uma campanha linear pós-Copa de 2010, mas, no final, parece ter conseguido alcançar alguma consistência. A grande decepção veio com a campanha ruim na Copa América 2011, disputada em casa, e que acabou com eliminação nas semifinais frente ao Uruguai. Após isso, Alejandro Sabella assumiu o comando da seleção e liderou a Albiceleste a primeira colocação nas eliminatórias, acabando com o melhor ataque e a segunda melhor defesa.

As mudanças de Sabella começaram pela faixa de capitão, que passou a ser de Lionel Messi, com anuência do ex-dono, Javier Mascherano. A forma de jogar também prioriza o principal jogador do país. O esquema mais utilizado pelo técnico é o 4-3-3, no qual, La Pulga joga com bastante liberdade, muitas vezes, recuando para armar o jogo, formando um 4-3-1-2. Outra alternativa tática testada por Sabella é o 4-4-1-1, onde Messi atuaria atrás de Higuaín e, novamente, muito livre para atuar no lado que quiser. O grande problema argentino é a defesa (causa pressão nos hermanos, como mostrei aqui), por isso, a formação mais cautelosa poderá ganhar espaço nas fases mais agudas do Mundial e, até mesmo, o 4-3-3, com Mascherano preso como 1º volante, tem esta atenção à retarguarda.

A estrela é o já citado Lionel Messi, que, com a chegada de Sabella, se tornou um jogador melhor para seleção. O técnico conseguiu extrair o máximo do craque e, nas eliminatórias, foram dez gols marcados e a vice-artilharia. Na temporada, a Pulga não repetiu os desempenhos recentes, porém, mesmo assim, terminou com números impressionantes: 41 gols e 15 assistências, em 46 partidas. Mas não é só de Messi que o ataque argentino vive. O ótimo setor ofensivo já começa no meio com Di María, o melhor da Albiceleste na temporada, que chega ao Mundial com 26 assistências pelo Real Madrid, em 2013-14. Rápido, habilidoso, incansável e ótimo nos passes, o camisa sete, ademais de Messi, irá abastecer outros dois grandes finalizadores: Agüero e Higuaín, que somam 52 gols na temporada.

Com esta força ofensiva impressionante, a Argentina chega muito forte ao Brasil e é umas das grandes candidatas ao título. O grupo F parece o ideal para a Albiceleste passar com tranquilidade e chegar forte para às oitavas de final. Porém há um outro ponto: com menos exigência na fase inicial, a segunda etapa poderá apresentar aos argentinos adversários em outra rotação, que trarão bastante dificuldade a equipe.

Goleiros: 1- Sergio Romero (Monaco-FRA), 21- Mariano Andújar (Catania-ITA) e 12- Agustín Orión (Boca Juniors-ARG);
Defensores: 4- Pablo Zabaleta (Manchester City-ING), 2- Ezequiel Garay (Benfica-POR), 17- Federico Fernández (Napoli-ITA), 16- Marcos Rojo (Sporting-POR), 3- Hugo Campagnaro (Internazionale-ITA), 15- Martín Demichelis (Manchester City-ING) e 23- José María Basanta (Monterrey-MEX);
Meias: 14- Javier Mascherano (Barcelona-ESP), 5- Fernando Gago (Boca Juniors-ARG), 11- Maxi Rodríguez (Newell’s-ARG), 7- Ángel Di María (Real Madrid-ESP), 6- Lucas Biglia (Lazio-ITA), 19- Ricky Álvarez (Internazionale-ITA), 8- Enzo Pérez (Benfica-POR) e 13- Augusto Fernández (Celta-ESP);
Atacantes: 10- Lionel Messi (Barcelona-ESP), 20- Sergio Agüero (Manchester City-ING), 9- Gonzalo Higuaín (Napoli-ITA), 22- Ezequiel Lavezzi (Paris Saint-Germain-FRA) e 18- Rodrigo Palacio (Internazionale-ITA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Bósnia: nunca se enfrentaram
Irã: nunca se enfrentaram
Nigéria: Nigéria 1x2 Argentina (fase de grupos, 1994), Nigéria 0x1 Argentina (fase de grupos, 2002) e Nigéria 0x1 Argentina (fase grupos, 2010)


Calendário de amistosos durante a preparação
4/junho: Argentina 3x0 Trinidad e Tobago
7/junho: Argentina 2x0 Eslovênia


Bósnia
Dzeko e Ibisevic formam algo raro nos dias de hoje, uma dupla de ataque, que promete muitos gols no Brasil (AFP)

Técnico: Safet Susic-BOS

Time-base (4-4-2): Begovic; Vrsajevic, Spahic, Bicakcic, Kolasinac; Misimovic, Pjanic, Salihovic, Lulic; Dzeko, Ibisevic.

Craque: Edin Dzeko – Manchester City-ING

Lesionados: Nenhum

Participações no Mudial: 1 (estreia em 2014)

Ranking da FIFA: 21º

Campanha nas Eliminatórias (10J-8V-1E-1D-30GP-6GC-24SG)
Liechtenstein 1x8 Bósnia
Bósnia 4x1 Letônia
Grécia 0x0 Bósnia
Bósnia 3x0 Lituânia
Bósnia 3x1 Grécia
Letônia 0x5 Bósnia
Bósnia 0x1 Eslováquia
Eslováquia 1x2 Bósnia
Bósnia 4x1 Liechtenstein
Lituânia 0x1 Bósnia

Nas eliminatórias, em um grupo com duas equipes que estiveram na África do Sul, a Bósnia passou com muita tranquilidade e mostrou força. O ataque aproveitou jogos contra Liechtenstein e Letônia e balançou as redes 30 vezes, nos dez jogos. Além disso, a defesa funcionou bem e só sofreu seis gols. Foi com este bom rendimento, na frente e atrás, que os Dragões conseguiram chegar ao primeiro mundial. E o objetivo dos bósnios é deixar o nome marcado já na primeira participação.

O comando é de Safet Susic, que está à frente da seleção desde 2009, e conta com um elenco bastante qualificado. O treinador adota um 4-4-2 ousado e, na maioria das vezes, não usa um volante clássico no meio-campo, prefere jogar com meias que sabem tratar a bola e têm mais qualidades ofensivas. Além disso, em um futebol dominado por esquemas com um centroavante apenas ou às vezes até sem um atacante clássico, o bósnio coloca dois noves na frente e explica: “seria um crime contra o futebol não jogar com dois atacantes tão bons como são Dzeko e Ibisevic”.

A dupla de homens de frente com mais de 1,88m é o destaque da equipe e, nas eliminatórias, marcaram juntos 18 dos 30 gols anotados pelos Dragões. Somando o desempenho dos atacantes bósnios, nas ligas nacionais que disputam (Premier League e Bundesliga), temos 26 gols na temporada, sendo que ambos participaram de menos de 30 partidas. Sem dúvidas, bons números. Além disso, o meio-campo mais focado ao ataque conta com Lulic, Misimovic, Pjanic e Salihovic, que poderão criar muitas chances de gols para os atacantes, sendo que os três últimos também são um perigo em chutes de longa distância. Mas esta opção mais ofensiva do treinador poderá trazer problemas para a retaguarda, que não será tão protegida, e, por isso, poderá ser o problema bósnio na Copa.

A falta de experiência em copas e o meio-campo, na maioria das vezes, composto por jogadores muito ofensivos serão as grandes dificuldade da equipe no Mundial. Porém, ao olhar para o grupo F da competição, fica claro que Bósnia e Argentina são as principais candidatas a passar as oitavas de final. Com um setor de ataque tão forte, os problemas poderão ser minimizados na primeira fase, mas, no mata-mata, onde qualquer erro é fatal, um time tão ousado poderá ter problemas para sobreviver.

Goleiros: 1- Asmir Begovic (Stoke City-ING), 12- Jasmin Fejzic (Aalen-ALE) e 22- Asmir Avdukic (Borac Banja Luka-BIH);
Defensores: 4- Emir Spahic (Bayer Leverkusen-ALE), 2- Avdija Vrsajevic (Hajduk Split-CRO), 5- Sead Kolasinac (Schalke-ALE), 3- Ermin Bicakcic (Eintracht Braunschweig-ALE), 6- Ognjen Vranjes (Elazigspor-TUR), 15- Toni Sunjic (Zorya Lugansk-UCR), 13- Mensur Mujdza (Freiburg-ALE) e 7- Muhamed Besic (Ferencvaros-HUN);
Meias: 11- Zvjezdan Misimovic (Guizhou Renhe-CHN), 18- Haris Medunjanin (Gaziantepspor-TUR), 8- Miralem Pjanic (Roma-ITA), 23- Sejad Salihovic (Hoffenheim-ALE), 16- Senad Lulic (Lazio-ITA), 20- Izet Hajrovic (Galatasaray-TUR), 17- Senijad Ibricic (Erciyesspor-TUR), 14- Tino Susic (Hajduk Split-CRO), 21- Anel Hadzic (Sturm Graz-AUS) e 19- Edin Visca (Istanbul BB-TUR).
Atacantes: 11- Edin Dzeko (Manchester City-ING) e 9- Vedad Ibisevic (Stuttgart-ALE).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Argentina: nunca se enfrentaram
Irã: nunca se enfrentaram
Nigéria: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação
30/maio: Bósnia 2x1 Costa do Marfim
2/junho: Bósnia 1x0 México

Nigéria
Enyeama já foi destaque na Copa de 2010 e, para 2014, chega ainda melhor (Anesh Debiky/Gallo Images via Getty Images)

Técnico: Stephen Keshi-NIG



Time-base (4-2-3-1): Enyeama; Ambrose, Omeruo, Oboabona, Oshaniwa; Obi Mikel, Onazi; Musa, Azeez, Moses; Emenike

Craque: Vincent Enyeama – Lille-FRA



Lesionados: Elderson Echiéjilé (lateral-esquerdo, Monaco-FRA) – lesão muscular e Bright Dike (atacante, Toronto FC-CAN) – ruptura do tendão de Aquiles.

Participações no Mudial: 5 (oitavas de final em 1994 e 1998)

Ranking da FIFA: 44º

Campanha nas Eliminatórias (8J-5V-3E-0D-11GP-4GC-7SG)
Segunda fase:
Nigéria 1x0 Namíbia
Malawi 1x1 Nigéria
Nigéria 1x1 Quênia
Quênia 0x1 Nigéria
Namíbia 1x1 Nigéria
Nigéria 2x0 Malawi

Terceira fase:
Etiópia 1x2 Nigéria
Nigéria 2x0 Etiópia

A Nigéria não tem sido constante em mundiais, porém, em 2014, participará do segundo consecutivo. Mas novamente, as expectativas de fazer uma grande competição não são altas. Ademais disso, nas eliminatórias, as Super Águias passaram sem dificuldade e não perderam nenhuma partida, com cinco vitórias e três empates. O grande momento entre copas dos nigerianos ocorreu em 2013, na Copa de Nações Africanas. A Nigéria cresceu na reta final, eliminou a favorita Costa do Marfim e conquistou o título de forma invicta.

Desde 2011, Stephen Keshi está no comando, mas já deu a entender que não seguirá pós-Mundial. O trabalho do treinador nigeriano é bom, pois é o responsável por controlar a conturbada relação do grupo com a federação. Depois da crise que ocorreu antes da Copa das Confederações 2013, por conta de premiação, Keshi conseguiu colocar na cabeça dos jogadores a importância de jogar na seleção. Dentro de campo, o treinador trabalha no esquema da moda, o 4-2-3-1, mas com o 2º volante avançando e ajudando na criação, formando, muitas vezes, um 4-1-4-1.

A grande dificuldade é que o talento que os nigerianos tiveram recentemente, não está tão presente nesta seleção. Ainda existem bons jogadores, mas o melhor deles hoje é Enyeama, apontado por muitos como principal goleiro da Ligue 1. O arqueiro dará segurança aos nigerianos, que têm uma boa defesa, que foi vazada apenas quatro vezes durante as eliminatórias. O sistema defensivo conta com a proteção da dupla de volantes, Obi Mikel, que atua mais preso, e Onazi, que tem um pouco mais de liberdade. O setor ofensivo também tem peças interessantes, que podem garantir gols: os pontas velozes, Musa e Moses e o centroavante Emenike. Mas não há dúvida que, hoje, a Nigéria tem mais qualidade na defesa.

Se o ataque funcionar bem e Keshi conseguir manter o grupo com o mesmo objetivo, a Nigéria tem chances de avançar. Afinal, a chave F não é a mais difícil da Copa, porém tem Argentina e Bósnia como claras favoritas às oitavas de final. Por isso, para se classificar, as Super Águias deverão chegar ao Brasil sem problemas internos e, com o elenco, preparado para jogar no nível máximo que pode atingir.


Goleiros: 1- Vincent Enyeama (Lille-FRA), 16- Austin Ejide (Hapoel Be’er Sheva-ISR) e 21- Chigozie Agbim (Gombe United-NIG);
Defensores: 5- Efe Ambrose (Celtic-ESC), 14- Godfrey Oboabona (Rizespor-TUR), 6- Azubuike Egwuekwe (Warri Wolves-NIG), 22- Kenneth Omeruo (Middlesbrough-ING), 13- Juwon Oshaniwa (Ashdod FC-ISR), 2- Joseph Yobo (Norwich City-ING) e 12- Kunle Odunlami (Sunshine Stars-NIG);
Meias: 10- John Obi Mikel (Chelsea-ING), 17- Ogenyi Onazi (Lazio-ITA), 15- Ramon Azeez (Almeria-ESP), 3- Ejike Uzoenyi (Enugu Rangers-NIG), 4- Gabriel Reuben (Beveren-BLG), 18- Michael Babatunde (Volyn-UCR) e 20- Michael Uchebo (Cercle Brugge-BLG);
Atacantes: 7- Ahmed Musa (CSKA Moscou-RUS), 23- Shola Ameobi (Newcastle-ING), 11- Victor Moses (Liverpool-ING), 9- Emmanuel Emenike (Fenerbahce-TUR), 8- Peter Odemwingie (Stoke City-NIG) e 19- Uche Nwofor (Heerenveen-HOL).


Retrospecto contra rivais do grupo
Argentina: Nigéria 1x2 Argentina (fase de grupos, 1994), Nigéria 0x1 Argentina (fase de grupos, 2002) e Nigéria 0x1 Argentina (fase grupos, 2010)
Bósnia: nunca se enfrentaram
Irã: nunca se enfrentaram


Calendário de amistosos durante a preparação
28/maio: Nigéria 2x2 Escócia
3/junho: Nigéria 0x0 Grécia
7/junho: Nigéria 1x2 Estados Unidos


Irã
O meia-central Nekounam é o capitão, grande líder e referência iraniana em campo (Amin M. Jamali/Getty Images)

Técnico: Carlos Queiroz-POR

Time-base (4-2-3-1): Davari; Heydari, Hosseini, Sadeghi, Pouladi; Nekounam, Teymourian; Dejagah, Shojaei, Jahanbakhsh; Ghoochannejhad.

Craque: Javada Nekounam – Al-Kuwait-KUW


Lesionados: Ferydoon Zandi (meia-atacante, Al Ahli-QAT) – fratura na perna esquerda.

Participações no Mundial: 4 (fase de grupos em 1978, 1998 e 2006)

Ranking da FIFA: 43º

Campanha nas Eliminatórias (16J-10V-4E-2D-30GP-7GC-23SG)
Segunda fase:
Irã 4x0 Ilhas Maldivas
Ilhas Maldivas 0x1 Irã

Terceira fase:
Irã 3x0 Indonésia
Qatar 1x1 Irã
Irã 6x0 Bahrein
Bahrein 1x1 Irã
Indonésia 1x4 Irã
Irã 2x2 Qatar

Quarta fase:
Uzbequistão 0x1 Irã
Irã 0x0 Qatar
Líbano 1x0 Irã
Irã 1x0 Coreia do Sul
Irã 0x1 Uzbequistão
Qatar 0x1 Irã
Irã 4x0 Líbano
Coreia do Sul 0x1 Irã

O Irã chega ao seu quarto mundial e, novamente, não tem grandes esperanças de ir longe – em quatro disputas, nunca ultrapassou a fase de grupos. O elenco não tem muita qualidade e, a maior parte dos jogadores, atua no fraco futebol local. Por isso, o Time Melli aposta em uma defesa forte e na mistura de atletas bem experientes com alguns nomes que ainda estão longe do fim da trajetória futebolística.

O comandante da façanha foi o experiente Carlos Queiroz. O português assumiu a seleção asiática em 2011 e logo identificou os problemas do plantel. Desta forma, optou por armar uma equipe preparada para o contra-ataque, focando em um sistema defensivo que conta como muita experiência e dá segurança ao restante dos onze iniciais. Jogando assim, nas eliminatórias, o Time Melli sofreu apenas sete gols, em 16 partidas. No mesmo período, o Irã anotou 30 vezes, mas apenas oito delas foram nos oito jogos decisivos – fase que a defesa foi vazada apenas duas vezes.

Os números defensivos são interessantes, mas o sistema conta com ótimo apoio da dupla de volantes, Nekounam e Teymourian. O primeiro deles é o capitão da equipe e, além de ajudar na retaguarda, chega bem ataque e foi o artilheiro iraniano nas eliminatórias com seis gols. No setor ofensivo, o bom Dejagah, do Fulham, é uma alternativa para criar pelos flancos e também para balançar as redes adversárias. Mas, nos últimos tempos, o nome que tem chamado mais atenção é o do atacante Ghoochannejhad, que marcou três vezes na fase final das eliminatórias. Gucci vive na Holanda desde os oitos anos e, na base, chegou a jogou pela oranje, sendo convencido por Queiroz a defender o Time Melli. Veloz e bom finalizador, ele é a grande esperança dos gols iranianos.

Apoiado na boa defesa e em contra-ataques, o Irã almeja fazer história e alcançar uma inédita segunda fase. Porém, enfrentando Argentina, Bósnia e Nigéria, o sonho não deverá ser atingido nesta Copa. De qualquer forma, ao contrário do que muitos pensam, o Time Melli não será um adversário simples para nenhum dos favoritos do grupo, pois vencer as linhas defensivas da equipe iraniana não será fácil.

Goleiros: 22- Daniel Davari (Eintracht Braunschweig-ALE), 12- Alireza Haghighi (Sporting Covilhã-POR) e 1- Rahman Ahmadi (Sepahan-IRN);
Defensores: 2- Khosro Heydari (Esteghlal-IRN), 13- Hossein Mahini (Persepolis-IRN), 20- Steven Beitashour (Vancouver Whitecaps-CAN), 15- Pejman Montazeri (Umm Salal-QAT), 4- Jalal Hosseini (Persepolis-IRN), 5- Amir Hossein Sadeghi (Esteghlal-IRN), 17- Ahmad Alenemeh (Naft-IRN), 19- Hashem Beikzadeh (Esteghlal-IRN), 3- Ehsan Hajsafi (Sepahan-IRN) e 23- Mehrdad Pouladi (Persepolis-IRN);
Meias: 7- Masoud Shojaei (Las Palmas-ESP), 6- Javad Nekounam (Kuwait SC-KUW), 14- Andranik Teymourian (Esteghlal-IRN), 8- Reza Haghighi (Persepolis-IRN), 11- Ghasem Haddadifar (Zob Ahan-IRN), 18- Bakhtiar Rahmani (Foolad-IRN), 21- Ashkan Dejagah (Fulham-ING) e 9- Alireza Jahanbakhsh (NEC-HOL); 
Atacantes:  16- Reza Ghoochannejhad (Charlton Athletic-ING) e 10- Karim Ansarifard (Tractor Sazi-IRN).

Retrospecto contra rivais do grupo
Argentina: nunca se enfrentaram
Bósnia: nunca se enfrentaram
Nigéria: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

18/maio: Irã 0x0 Bielorrússia
26/maio: Irã 0x0 Montenegro
30/maio: Irã 1x1 Angola
8/junho: Irã 2x0 Trinidad e Tobago

Para completar a análise, um podcast com Pierre Andrade, que, por muito tempo comandou o site Futebolespanhol.com.br. Confiram o programa, em que falamos muito da Argentina: