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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Seleção da Copa do Mundo 2014

Com o final do Mundial é hora de escolher os onze melhores, o craque e o grande comandante. A maior parte dos 12 escolhidos vieram dos quatro semifinalistas e, entre eles, está o principal desempenho. Apesar do esquema com três zagueiros ter brilhado durante a Copa, escolhi o 4-3-3, pois foi a melhor alternativa para receber os onze escolhidos. Vale destacar que as estatísticas citadas no texto estão disponíveis no site da FIFA. 

Goleiro: Keylor Navas (Costa Rica) 

 Keylor Navas pegou pênalti, mas fez muito mais (Jeff Gross/Getty Images)

Keylor Navas chegou ao Mundial 2014 como melhor goleiro do Campeonato Espanhol 2013-14. O camisa um dos Ticos foi um dos grandes responsáveis pela classificação improvável da Costa Rica, no grupo D, que tinha Itália, Inglaterra e Uruguai. Na segunda fase, ademais de salvar com bola rolando, pegou um pênalti e classificou a equipe, contra a Grécia. Depois, nas quartas de final, o goleiro do Levante evitou que a Holanda se classificasse antes dos pênaltis, onde, desta vez, Navas não brilhou. Mesmo parando na terceira etapa da Copa, o camisa um costa-riquenho fez 21 defesas e muitas delas impostíssimas para o bom desempenho dos Ticos, no Brasil. 

Lateral-direito: Philipp Lahm (Alemanha) 

O melhor lateral do mundo e um dos melhores de todos os tempos se tornou volante, nesta temporada. Na Copa do Mundo, foi no meio-campo que começou a trajetória, por isso, se concretizou como melhor passador da competição: acertou 562 passes dos 651 que tentou (índice de 86%). Lahm foi colocado ali para dar uma saída de bola mais limpa à Alemanha e conseguiu. Porém, a Nationalelf sentiu falta de laterais puros, e Löw acabou recolocando o jogador do Bayern de Munique na posição de origem. O lateral deu ofensividade pela direita, acertou seis cruzamentos e foi uma importante saída para a Alemanha, que antes da realocação do capitão, não contava com os avanços pelos lados. Ir bem à frente não significou deixar espaço nas costas, pois correu uma média de 11,5 km por partida, o quarto maior número no Mundial.

Zagueiro: Mats Hummels (Alemanha) 

 Hummels mereceu palmas pelo desempenho, sendo decisivo na defesa e no ataque (Martin Rose/Getty Images)

O melhor zagueiro alemão chegou ao Mundial cercado por dúvidas, afinal, a temporada teve lesões e desempenho abaixo do habitual. Na Copa do Mundo, Hummels deixou isso de lado e mereceu estar na seleção. O camisa cinco foi o principal nome da linha defensiva alemã, com 47 bolas recuperadas, cinco bloqueios e cinco desarmes completos. Em alguns momentos, parecia impossível passar pelo zagueiro do Borussia Dortmund, que mostrou força, velocidade e muita técnica na defesa. Mas ofensivamente, Hummels também deixou um bom desempenho, ao marcar dois gols de cabeça, um deles garantiu a vitória da Alemanha, nas quartas de final, frente à França. 

Zagueiro: Ezequiel Garay (Argentina) 

O grande ponto de interrogação da Argentina era a defesa e foi justamente o setor que se destacou mais durante o Mundial. Um dos principais responsáveis por isso foi o zagueiro que está se transferindo do Benfica para o Zenit. Ao lado de Zabaleta, Garay foi o único titular da linha defensiva em todas jogos. Pelo alto, foi difícil vencê-lo e, pelo chão, foram 52 bolas recuperadas, segundo maior número entre os jogadores da Copa do Mundo. Portanto, o camisa dois, que não é um dos zagueiros mais técnicos do planeta, conseguiu marcar um desempenho muito bom, que foi reflexo da sua raça, evidente nos quase 11 km percorridos por partida. 

Lateral-esquerdo: Daley Blind (Holanda) 

Ao longo da Copa do Mundo, Blind foi ala-esquerdo, zagueiro e, até, volante. Apesar de não ficar restrito à função em que está sendo escalado, conseguiu ir bem em qualquer um dos setores. A Holanda jogou com uma linha de três zagueiros, por isso, os alas tiveram bastante espaço para atacar e o jogador do Ajax aproveitou bastante isto. Foram duas assistências, um gol e bom desempenho nos passes: arriscou 428 e acertou 351 (82%). Além disso, realizou seis desarmes, participando bem do sistema defensivo. 

Volante: Javier Mascherano (Argentina)  

 Mascherano foi o líder argentino em campo e, com este bloqueio, foi decisivo para colocar a equipe na final (Julian Finney/Getty Images)

El Jefecito abriu mão da braçadeira de capitão e entregou ela ao craque Messi, porém, dentro de campo, todos sabem quem manda. Mascherano foi a voz de Sabella nas quatro linhas e o principal protetor da tão criticada defesa albiceleste, que foi muito bem. Na parte defensiva, um monstro com destaque para os dez desarmes, as incríveis 49 bolas recuperadas e seis bloqueios, um deles que garantiu a disputa de pênalti contra a Holanda e, consequentemente, a classificação à final. Mas também teve participação na construção do jogo. Mascherano foi ótimo nos passes e terminou como terceiro melhor passador do campeonato: 626 tentados e 536 completados (86% de acertos). Ele era o responsável pela saída de bola argentina, recuando entre os zagueiros para dar o primeiro passe, seja curto ou longo, sempre teve qualidade. 

Meia-central: Toni Kroos (Alemanha) 

 No meio dos craques alemães, Kroos foi o que mais brilhou, ditando o ritmo dos jogos (Jamie McDonald-Getty Images)

Ao longo da Copa, Toni Kroos foi o craque mais destacado, no meio do elenco estrelado da Alemanha. Com Schweinsteiger crescendo aos poucos, o camisa 18 foi o responsável por ditar o ritmo do toque de bola da Nationalelf. Por isso, o jogador do Bayern de Munique foi o segundo melhor passador do Mundial, com 633 passes tentados e 537 completados (bom índice de 85%). Além de ser o meio-campista líder, nesta Copa, Kroos marcou duas vezes, ambas na goleada sobre o Brasil, quando executou um recital, no Mineirão. Por ser figura central da proposição de jogo alemã, o camisa 18 terminou o Mundial 2014 como um dos líderes em assistências, ao dar quatro passes decisivos. 

Meia-central: Bastian Schweinsteiger (Alemanha) 

A evolução de um jogador. Schweinsteiger não começou a Copa do Mundo como titular, estava se recuperando de lesão, mas, aos poucos, foi aparecendo e crescendo. O pico do camisa sete foi visto na final, quando deixou em campo uma atuação enorme, com ares épicos. Mesmo tendo atuado apenas 505 minutos, o jogador do Bayern de Munique foi o quarto a completar mais passes, com 467 tentados e 412 completados, índice de 88% de acertos, o melhor no top 8 da estatística. Schweinsteiger, assim como Kroos, é um símbolo de volante moderno e polivalente, aquele que marca e constrói desde o campo defensivo, tipo de jogador provou sua importância nesta Copa. 

Ponta-direita e craque: Arjen Robben (Holanda) 

 Robben foi o melhor jogador da Copa do Mundo e impulsionou a Holanda ao terceiro lugar (Paul Gilham/Getty Images)

O esquema com três defensores da Oranje visava liberdade para Sneijder, Van Persie e Robben. O camisa onze foi o que melhor aproveitou esta tranquilidade para desequilibrar em favor da equipe. O jogador do Bayern de Munique marcou três vezes (todas na primeira fase) e cedeu uma assistência. Mas a importância dele para o esquema de Van Gaal não é refletida pelos números. Durante todo o Mundial, quando a bola chegava no carequinha, a Holanda sabia que boas coisas poderiam ocorrer, com velocidade, dribles imprevisíveis, visão de jogo privilegiada e os chutes com a canhota especial. Apesar de bons desempenhos de outros companheiros, ficou claro, se Robben não fosse bem, a Holanda não teria chegado tão próxima da final. 

Ponta-esquerda: James Rodríguez (Colômbia) 

 James quer saber: "alguém jogou mais que eu no Mundial?" (Warren Little/Getty Images)

Sem Falcao García, muitos acharam que a Colômbia havia ficado sem craque, mas, desde o princípio, o camisa dez mostrou o engano. Com apenas 22 anos, o jogador do Monaco apresentou um repertório incrivelmente profundo. O artilheiro da Copa do Mundo balançou as redes seis vezes: quatro com o pé esquerdo, uma com a destra e outra de cabeça – dois deles foram golaços. Porém não foram apenas gols, fez também duas assistências, portanto, participou diretamente de oito dos 12 gols cafeteros. Além disso, James Rodríguez mostrou ser um meia-atacante completo, bom passador, veloz, bastante habilidoso e com visão de jogo apurada. Faltou pouco para o dez colombiano ser o melhor da Copa, talvez uma campanha um pouco mais longa da seleção dele. 

Atacante: Thomas Müller (Alemanha) 

Mais uma Copa com sete jogos e cinco gols. Aos 24 anos, o camisa 13 já está empatado entre os oito maiores artilheiros da história dos mundiais. Thomas Müller alia técnica, velocidade e raça como poucos. Seja como falso centroavante ou meia-atacante, o jogador do Bayern de Munique deixou no Brasil ótimas atuações e participações decisivas pela sua seleção. Vice-artilheiro com cinco gols, também cedeu três assistências e ainda foi quem mais correu na Copa do Mundo, com média de 12 km por partida. Sem se omitir em nenhum momento e participando de vários setores do jogo, Müller foi uma das marcas da conquista da Alemanha. 

Técnico: Louis van Gaal (Holanda)  

 Van Gaal fez de tudo para que suas principais estrelas jogassem bem e deu certo (Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

Habituada a jogar no 4-3-3, às vesperas do início da Copa do Mundo 2014, por conta da lesão de Strootman, a Holanda mudou taticamente por iniciativa do técnico. O 3-4-1-2 entrou em ação para dar liberdade para os jogadores mais especiais, Sneijder, Robben e Van Persie. Se o camisa onze foi a estrela que brilhou mais fortemente e mais constantemente, os outros dois também tiveram momentos que tiraram bom proveito desta tranquilidade dada pelo técnico. A mudança deu resultado, pois, com uma geração mais fraca que as anteriores, a Oranje conseguiu o terceiro posto, com boas vitórias sobre Espanha (5 a 1) e Brasil (3 a 0) e faltou muito pouco para ser finalista. Além de mudar e conseguir ir longe, Van Gaal também não ficou preso ao esquema com três zagueiros e, quando foi necessário, mudou taticamente e chegou a voltar ao 4-3-3. 


Vários jogadores que tiveram bons desempenhos ficaram de fora, mas alguns deles ficaram perto de estarem entre os meus onze. A lista por ordem de posição: Neuer (Alemanha), Romero (Argentina), Howard (Estados Unidos), Fabian Johnson (Estados Unidos), Vlaar (Holanda), Giancarlo González (Costa Rica), Thiago Silva (Brasil), Marcos Rojo (Argentina), Cuadrado (Colômbia), Ángel Di María (Argentina) e Messi (Argentina). E o técnico Jorge Luis Pinto (Costa Rica).

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os melhores do mundo de 2013

Assim como no ano passado, peguei carona com o prêmio FIFA Ballon d'Or e escolhi os melhores jogadores do ano. O vencedor do troféu dado pela entidade máxima do futebol será anunciado no FIFA Gala, no dia 13 de janeiro. A disputa está entre Cristiano Ronaldo (vencedor em 2008), Franck Ribéry e Lionel Messi (Atual tetracampeão do prêmio). A festa será apresentada pela brasileira Fernanda Lima e pelo holandês Ballon d’OR em 1987, Ruud Gullit.

Em 2014, desejo montar a lista ao final da temporada europeia 2013-14, portanto, ao final da Copa do Mundo do Brasil, em julho. Desta forma, a disputa fica mais clara e acompanha o calendário do melhor futebol do mundo. Por enquanto, vamos aos 15 melhores jogadores do planeta em 2013:

 Chamado de comandante pelo presidente da FIFA, Sepp Blatter, Cristiano Ronaldo cumpriu a missão e é novamente o melhor do planeta (El País)

1°- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal): 

 Mais fazedor de gols do que nunca, Ronaldo tem números incríveis em 2013 (69 gols), apesar de só ter conquistado a Supercopa da Espanha. Ora ponta-esquerda, ora segundo atacante, o português decidiu para Portugal e Real Madrid. Pelos merengues, o camisa sete vem de uma temporada que foi vice-artilheiro de La Liga com 34 gols e liderou a Liga dos Campeões no quesito, com 12. No segundo semestre, o desempenho de Cristiano Ronaldo é ainda melhor: artilheiro da LC com nove gols e o segundo da Liga com 18. Além disso, em 2013, pela seleção das quinas, o camisa sete tem seus melhores números, foram dez gols em nove jogos – ao todo, 47 gols, que, agora, o colocam como maior artilheiro da história dos lusos. Nas duas partidas mais importantes do ano, os jogos contra a Suécia, que valiam vaga para a Copa de 2014, foi CR7 quem decidiu. Ele marcou um gol no jogo de ida e outros três na volta, todos os quatro dos portugueses, que venceram no placar agregado por 4 a 2 e se garantiram no Mundial de 2014. 

Ribéry e o troféu de melhor jogador da temporada europeia, em 2012-13 (Getty Images)

2°- Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE – França): 

Ponta-esquerda e estrela no 4-2-3-1 de Jupp Heynckes e no 4-1-4-1 de Pep Guardiola, Ribéry foi decisivo para os cinco títulos dos bávaros em 2013 e para ótima largada neste segundo semestre. Habilidoso, com ótima visão de jogo e finalização precisa, o francês tem um jogo muito vertical e, com seus dribles e passes, sempre busca o gol. Mas não foram os gols que chamaram a atenção em seu jogo, o camisa sete se destacou mesmo nos passes decisivos. Na temporada que terminou no meio do ano, Ribéry liderou a Bundesliga com 15 assistências e ainda cedeu outras cinco na Liga dos Campeões. No segundo semestre, apesar de uma lesão, o melhor jogador da Europa em 2012-13 segue sendo o principal e mais decisivo jogador do elenco bávaro. 

3°- Lionel Messi (Barcelona-ESP – Argentina):

Messi esteve longe do nível de anos anteriores, porém, isto não significa que não mereça estar próximo do topo de qualquer lista de melhores futebolistas do mundo. O que o argentino fez foi nos acostumar mal: jogando todos os jogos, fazendo um gol atrás do outro e sendo decisivo sempre. Em 2013, não foi assim, mas “La Pulga” marcou 45 vezes e cedeu 15 assistências, ótimos números para quem jogou apenas 47 partidas. As lesões atrapalharam, porém, mesmo assim, o argentino foi fundamental para o Barcelona vencer a Liga Espanhola com grande facilidade e, quando ele esteve fora, o time caiu muito de rendimento. O final precoce do ano tirou o camisa dez blaugrana da disputa em 2013, mas deve ajudá-lo a voltar no nível mais alto do futebol em 2014, ano em que terá a chance de, finalmente, ser importante para a albiceleste em uma Copa do Mundo.

4°- Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain-FRA – Suécia):

Todos sabem que o grandalhão é extremamente egocêntrico, mas o que chama a atenção mesmo é o futebol, que alia força física, muita técnica e uma capacidade de finalizar as jogadas de qualquer maneira. Em 2012-13, Ibrahimovic chegou ao PSG e, com ele, o time venceu a Ligue 1 e a Supercopa, voltando a ser soberano na França. No título do campeonato local veio o artilharia com 30 gols e, além disso, o sueco foi o principal responsável pelo sucesso dos parisienses na Liga dos Campeões (pararam nas quartas), onde liderou em assistências, com sete passes. Neste segundo semestre, o desempenho também impressiona. A artilharia do Campeonato Francês é dele, com 15 gols e o PSG é o líder da disputa. Em âmbito europeu, Ibra é o vice-artilheiro da LC, com oito gols. Porém, o brilho não ficou apenas no clube, na seleção o nível do jogo também impressiona, são nove gols, em onze partidas. Porém, também teve uma grande frustação em 2013 com a Suécia: mesmo marcando duas vezes, o camisa dez foi superado por Cristiano Ronaldo e o seu país eliminado na repescagem para vir ao Brasil em 2014. 

Schweinsteiger tem o controle total do meio-campo, bola no pé e olhos no jogo (Getty Images)

5°- Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE - Alemanha): 

Se havia um jogador fundamental ao Bayern de Munique, de Jupp Heynckes, este era Schweinsteiger. O camisa 31 fazia a saída de bola da equipe, era o volante que chegava mais forte ao ataque e ainda participava ativamente da marcação pressão na saída de bola rival. A característica de grande passador ficou clara nas quatro assistências na Liga dos Campeões, mas Schwein não era capaz apenas do último passe, ele tinha a facilidade para simplificar o trabalho dos companheiros, sempre os deixando em melhores condições para jogar. Infelizmente, o craque alemão se lesionou no início do trabalho de Pep Guardiola e perdeu, praticamente, todo o segundo semestre do ano. A combinação do catalão com Schweinsteiger parece ser capaz de colocar o jogador, que já um dos melhores do mundo, alguns níveis acima no ranking futebolístico no planeta. 

6°- Philipp Lahm (Bayern de Munique-ALE – Alemanha): 

Capitão do Bayern, que ganhou tudo na temporada 2012-13, Lahm se concretizou como melhor lateral do mundo. Em 2013, o alemão mostrou, mais uma vez, muita segurança na defesa. Porém, o camisa 21 está nesta lista não apenas pela boa participação na linha defensiva dos bávaros e da Alemanha, e, sim, porque conseguiu ser perigoso quando era exigido no ataque. No título da Bundesliga, cedeu onze assistências – segundo melhor da liga. Neste início de 2013-14, Lahm passou a ser volante e o homem mais defensivo do meio-campo bávaro. No esquema de Pep Guardiola, o ex-lateral agora é o responsável pela saída de bola da equipe. Na nova função, o capitão segue mostrando ótimo nível de futebol e, dificilmente, falha no passe em zonas perigosas, dando segurança para os companheiros tocarem nele sempre que for necessário.
 
O sorriso de Yaya Toure é o resultado de mais um ano com bons desempenhos (Getty Images)

7°- Yaya Touré (Manchester City-ING – Costa do Marfim): 

Dono do meio-campo do Manchester City, Yaya Touré, se habitou a jogar ou como volante ou como meia-atacante pelo centro. Porém, com a chegada de Manuel Pellegrini e o uso prioritário do 4-4-2, o marfinense tem formado ótima dupla na volância com Fernandinho. Entre os dois, é o camisa 42 que colabora mais com a armação seja com velocidade, força ou técnica. Defensivamente, também é importante, pois, dificilmente, perde disputas um contra um. Em 2013, o capitão dos citzens agregou ótimas cobranças de falta ao próprio jogo – um diferencial a mais. No dia nove de janeiro, Yaya Toure deve se tornar o primeiro jogador a ser tricampeão do prêmio de melhor jogador africano do ano, desde que a premiação passou a ser oferecida pela Confederação Africana de Futebol, em 1992. Ou seja, este marfinense é um craque.

  Van Persie comemora contra o ex-time, a vitória contra o Arsenal, com gol do holandês, foi um dos raros bons momentos no segundo semestre dos red devils (Tom Purslow/Getty Images)

8°- Robin van Persie (Manchester United-ING – Holanda): 

Van Persie deixou o Arsenal para conquistar títulos no Manchester United. A missão foi cumprida, hoje, o camisa 20 é campeão da Premier League e da Community Shield, portanto, ele não seria campeão, se não tivesse ido para Manchester. Porém, na verdade, a ordem da sentença é outra: sem o holandês, os red devils não teriam vencido o Campeonato Inglês. Ao todo, em 2012-13, Van Persie marcou 26 gols e cedeu nove assistências e foi o mais decisivo entre todos os comandados da última temporada de Sir Alex Ferguson. O técnico escocês utilizou o centroavante de duas formas no 4-4-1-1 tradicional na equipe, ora era o jogador mais avançado, ora atuava atrás do outro homem frente. Em ambas situações, o holandês foi o diferencial para a conquista. Neste segundo semestre, Van Persie largou muito bem e manteve o nível da temporada anterior, tanto no clube como na seleção. Mas, depois de iniciar bem, algumas lesões atrapalharam a sequência de jogos e o camisa 20 red devil caiu alguns patamares nesta disputa.

9°- Gareth Bale (Tottenham-ING / Real Madrid-ESP – País de Gales): 

O galês foi responsável por manter o Tottenham na briga pela quarta vaga inglesa na Liga dos Campeões até a última rodada. Os spurs não se classificaram à LC, mas a culpa com certeza não foi de Bale, que ficou em terceiro na artilharia da Premier League, com 21 gols e ainda cedeu quatro assistências. Veloz como poucos e dono de canhota especial, o camisa onze teve ótimos desempenhos tanto na ponta-esquerda, como jogando pelo centro no 4-2-3-1 do Tottenham. Jogar mais pelo meio foi uma alternativa pensada para deixa-lo mais perto do gol, afinal, os companheiros de clube não tiveram tanta facilidade para marcar quanto ele. Além de balançar as redes com bola rolando, o galês também conseguiu vários gols de falta. Mas o ano ainda teve a transferência por valor recorde de mais de 100 M € para o Real Madrid. Nos merengues, jogando mais à direita, Bale já se encontrou e é um perigo aos adversários, principalmente, nos passes decisivos, pois os gols são de Cristiano Ronaldo, em Madri.

 Quatro: este foi o número de gols que Lewandowski marcou contra o Real Madrid, em um jogo de semifinal de Liga dos Campeões (AP Photo)

10°- Robert Lewandowski (Borussia Dortmund-ALE – Polônia):

Na ótima temporada do Borussia Dortmund, em 2012-13, ninguém fez tantos gols quanto Lewandowski, liderou o clube e foi vice-artilheiro da Liga dos Campeões e da Bundesliga, somando 34 gols nestas competições – inclusive, aqueles quatro gols contra o Real Madrid, na semifinal da LC, que garantiram o Dortmund na decisão. Porém, o camisa nove, é mais um homem de área que também consegue contribuir fora dela. É fundamental ao esquema de jogo do técnico Jurgen Klopp, pois é o jogador da primeira pressão na saída de bola adversária e se movimenta muito, dando espaço para o trio de meias. Neste segundo semestre, Lewandowski segue fundamental aos aurinegros, e, até aqui, tem 11 gols na Bundesliga, liderando a artilharia da competição. Além disso, tem quatro gols na Liga dos Campeões, que ajudaram o Dortmund a alcançar a segunda fase da disputa europeia. 

Neymar recebeu a camisa dez da seleção brasileira e, com ela, correspondeu na Copa das Confederações (EFE)

11°- Neymar Júnior (Santos-BRA / Barcelona-ESP – Brasil): 

Neymar levou o Santos até a final do Campeonato Paulista e, após a saída do craque, o alvinegro praiano passou por um redimensionamento de objetivos, mostrando a importância do jogador. Com Felipão na seleção, Ney seguiu sendo o principal jogador brasileiro, em 2013, dez gols e oito assistências com a amarelinha. Já vendido ao Barcelona, o camisa dez não decepcionou na Copa das Confederações e foi decisivo: quatro gols, quatro assistências e o prêmio de melhor jogador na disputa, que acabou com título dos canarinhos. Depois de ser decisivo na grande competição entre seleções do ano, Neymar chegou e logo se tornou titular na Catalunha. Um gol do camisa onze blaugrana decidiu a Supercopa da Espanha para o Barcelona e, desde então, são as assistências de Ney que o mantém entre os melhores de 2013. Para fechar o ano em grande estilo, o brasileiro anotou o primeiro gol na Liga dos Campeões, na última partida do ano. No 6 a 1 frente ao Celtic, Neymar não fez um só, foram logo três e ainda um passe decisivo. Está em casa no Barça.

12°- Luis Suárez (Liverpool-ING – Uruguai):

Vestindo o vermelho do Liverpool ninguém joga tanto quanto Luis Suárez nos últimos dois anos. O uruguaio é capaz de resolver partidas sozinho, mesmo quando o restante da equipe não vai bem, algo comum na história recente do clube. Em 2012-13, veio a vice-artilharia da Premier League com 23 gols e, neste ano, é o atual artilheiro da competição com 19 gols. Ao todo, em 2013, Luisito já anotou três hat-tricks – em um deles, marcou quatro vezes. Um jogador que decide jogos e marca tantos gols merecia um posto mais avançado neste ranking, porém, além do bom desempenho, Suárez cria problemas em campo. O camisa sete dos reds tem comportamento explosivo e, constantemente, é expulso. Recentemente, ficou suspenso por dez jogos e não pôde ajudar o Liverpool e melhorar seus números, o que o colocaria à frente nesta lista.

13°- Andrés Iniesta (Barcelona-ESP – Espanha): 

O Camisa oito blaugrana é, mais um, que não teve a melhor temporada da carreira, porém teve bons desempenhos e segue entre os melhores do mundo. Com o declínio físico do principal parceiro no clube e na seleção, Xavi, Iniesta teve de assumir o protagonismo na construção de jogadas. Desta forma, o camisa seis da roja liderou a equipe ao vice-campeonato da Copa das Confederações 2013. Ainda em 2012-13, o meia contribuiu decisivamente para o único título do Barcelona na temporada, foram 16 assistências na conquista de La Liga. Porém, no segundo semestre, Iniesta não conseguiu engrenar, muitas vezes fica fora do time e, quando entra em campo, não tem tido o mesmo destaque de anos anteriores.

 Agüero vem deixando a marca dele na temporada 2013-14 (Getty Images)

14°- Sergio Agüero (Manchester City-ING – Argentina):

Podemos dizer que, nos últimos anos, Agüero foi o único titular absoluto do ataque do Manchester City. Mesmo, muitas vezes, jogando mais atrás, o argentino esteve sempre entre os onze iniciais. E, neste ano, o camisa 16 vem ainda melhor. Apesar dos citzens não terem terminado bem 2012-13 e largarem de forma claudicante 2013-14, Kun é uma das exceções. Rápido, habilidoso e goleador, o ex-genro de Maradona é, atualmente, o mais decisivo do elenco sky blue. O segundo semestre é impressionante, com a definição do 4-4-2 e jogando ao lado de centroavante (ora Dzeko, ora Negredo), Agüero cresceu e tem seis gols e duas assistências na Liga dos Campeões e lidera a artilharia do City na Premier League, com 13 gols.  

15°- Radamel Falcao García (Atlético de Madrid-ESP / Monaco-FRA – Colômbia):

O colombiano não teve o melhor ano da carreira, talvez, este tenha sido 2012, mas a atual temporada é boa. Falcao García é mais um jogador que mudou de clube durante a temporada. O primeiro semestre foi disputado pelo Atlético de Madrid, onde, com os seus gols de cabeça e com as duas pernas, contribuiu para o time retornar à Liga dos Campeões, depois de quatro anos ausentes. Porém, uma proposta milionária do novo rico Monaco, fez com que “El Tigre” topasse encarar um novo desafio. Na França, o centroavante é o principal jogador dos vermelhos e brancos, que desafiam o PSG pelo título da Ligue 1. Falcao García é o quarto artilheiro da Ligue 1, com 9 gols. Além de bons desempenhos por clubes, em 2013, o camisa nove ajudou a Colômbia retornar à Copa, após dois mundiais fora. O principal astro do país vestiu a camisa dos cafeteros em dez partidas e marcou cinco vezes – quatro destes gols foram nas Eliminatórias.