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domingo, 20 de setembro de 2015

“Eu não consigo jogar”

Cena cotidiana: Jack Wilshere caído após lesão (Getty Images)

A frase é resultado de uma viagem de ficção deste que vos escreve, mas não surpreenderia se fosse atribuída a Jack Wilshere. O meia-central do Arsenal e da Inglaterra acumula a 12ª lesão na carreira, sendo que as seis últimas – incluindo a atual – roubaram/roubarão 379 dias de futebol das temporadas de 2013-14, 2014-15 e 2015-16 do jogador. 

A mais recente lesão não é nova, é a mesma na fíbula da perna esquerda, que apareceu em agosto de 2015. Porém, na época, a primeira opção do jogador e do departamento médico gunner foi tentar a recuperação sem uma intervenção cirúrgica. Agora, depois de seis semanas, com a não evolução do quadro, a decisão foi partir para a operação, que o deixará fora até o final de 2015. 

Com lesões seguidas, aquele que, por muito tempo, foi considerado pela imprensa inglesa “o jogador mais talentoso surgido na Inglaterra desde Wayne Rooney” não consegue atingir este nível imaginado para ele. Mas não há como negar que Wilshere alcançou um patamar importante no futebol mundial. Afinal, quando tem condições, é titular em um dos gigantes ingleses e no English Team. 

Se as lesões o impedem de dar um passo à frente, por outro lado, um dos grandes especialistas em Arsenal, John Croos, do Daily Mirror, enxerga algo positivo nisso. O jornalista, que está muito próximo do dia a dia gunner, vê Wilshere mais forte a cada recuperação. Ele, inclusive, acha que, se não tivesse passado por tantos momentos ruins, o camisa dez do Arsenal não estaria no nível que está hoje. 

Talvez, outro jogador utilizasse a frase título deste post como justificativa para uma queda de patamar futebolístico ou até para uma desistência do esporte. Mas Wilshere não. Apesar de seu corpo parecer incapaz de suportar a exigência do futebol de alto nível, o camisa dez gunner mostra uma força mental, praticamente, inatingível. É com isso e com muito apoio da comunidade futebolística que ele conta para se recuperar. 

O capitão do Arsenal, Mikel Arteta, é um daqueles que confia em Wilshere e tem certeza que o meia-central terá “uma carreira maravilhosa pela frente”. Ao que tudo indica, a mente do dez gunner está apta para superar cada obstáculo, que o corpo insiste em colocar pelo caminho.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Prévia da Premier League 2014-15

O milionário Manchester City ganhou a Premier League 2013-14 e, para esta temporada, vem ainda mais forte (Getty Images)

A principal liga de futebol do mundo, a English Premier League começa no próximo final de semana e promete ser ainda mais interessante que a temporada anterior. Por isso, neste espaço, faremos uma prévia tática dos cinco principais candidatos ao título, que trazem coisas novas para a disputa de 2014-15. As possibilidades de Manchester City (1°), Liverpool (2°), Chelsea (3°), Arsenal (4°) e Manchester United (7°) serão apresentadas aqui, na ordem inversa à classificação da última temporada. 

Manchester United 

Depois do péssimo desempenho sob a batuta de David Moyes, o Manchester United entra com algumas novidade interessantes para a temporada, se desprendendo do estilo Alex Ferguson. A principal delas está no banco de reservas, o melhor técnico da Copa de 2014, Louis van Gaal. Com o holandês, os red devils devem emular o sistema da oranje no Mundial, um 3-4-1-2, com muita liberdade para o trio ofensivo. No mesmo esquema, Van Persie rendeu bem pelo seu país; Rooney costuma atuar melhor quando joga mais solto; e, desde que chegou à Inglaterra, Mata tem mostrado o máximo, quando é escalado pelo centro. Portanto, para o trio ofensivo, a mudança aparenta trazer apenas benefícios.

Manchester United - Van Gaal 2014-15 - Football tactics and formations
   
Outro setor que chama a atenção no novo desenho do United são as alas, em que devem jogar Valência pela direita e o recém-contratado Shaw pela esquerda. Dois jogadores de boa chegada e que, com a proteção de três zagueiros, deverão aparecer bastante na fase ofensiva do jogo. O equatoriano foi testado na função durante a pré-temporada e trouxe variação aos red devils, pois, com as subidas dele, muitas vezes o time ficou no 4-2-3-1, com Rooney jogando um pouco mais aberto. Mas é sempre bom lembrar que, com Ferguson, Valencia foi utilizado como lateral em linha de quatro, portanto, se adaptar na ala (principalmente, nas questões defensivas) não será tão difícil. Mesmo assim, o elenco do United dá a possibilidade de usar Rafael, lateral de origem, na função - opção mais defensiva. 

Ander Herrera terá papel central no novo Manchester United de Louis van Gaal (Manchester United)

Quem terá papel central no jogo dos red devils é o novo contratado Ander Herrera, que era alvo desde a temporada passada e chegou por 36 M €. O basco será o responsável pela saída de bola do time, alternando passes curtos e longos, e dando dinâmica à meia-cancha da equipe. A dúvida fica por conta de seu acompanhante no centro do campo, o sonho do United é Vidal, mas, por enquanto, a realidade é Carrick ou Fletcher, dois jogadores que não estão nos melhores momentos da carreira. 

Para completar, o grande problema da equipe, a defesa, que, até por isso, pode ser muito beneficiada do esquema. Pois, com três zagueiros e quatro meias, a proteção ao bom goleiro De Gea deve melhorar. Mesmo assim, com as saídas de Ferdinand e Vidic, que já não estavam no melhor nível, Van Gaal sentirá falta de um zagueiro mais experiente para liderar o novo sistema defensivo. Como o mercado ainda está aberto, há a expectativa que o Manchester United ainda possa trazer este jogador, que não existe no plantel.

Arsenal  

Nove anos depois, o Arsenal voltou a ser campeão da FA Cup e começou esta temporada com a conquista da Community Shield. Além disso, reforçou o elenco e só perdeu jogadores que não eram centrais ao time, ao contrário do que havia ocorrido em temporadas anteriores. Com mais de 77 M € investidos, Arsene Wenger surpreendeu e trouxe Alexis Sánchez, Calum Chambers, Mathieu Debuchy e David Ospina.  

Mas não foi apenas ao abrir o bolso que o técnico francês surpreendeu. Na Supercopa da Inglaterra, o 3 a 0 foi conquistado com um esquema diferente do 4-2-3-1 habitual do comandante. Wenger escalou a equipe no 4-1-4-1 e os jogadores responderam mostrando àquilo que o técnico queria: contra-ataques velozes, troca de passes e a boa chegada dos dois meias-centrais, Wilshere e Ramsey à área. Alexis Sánchez estreou muito bem pela ponta-direita e fez parceria interessante com o novo lateral-direito gunner, Debuchy. Por conta de bom desempenho pelo lado e porque Groud, mais uma vez, marcou, a possibilidade de utilizar o chileno como centroavante deve ser deixada de lado como plano inicial da temporada.  

 Arsenal - Football tactics and formations  

A boa atuação dos gunners não traz apenas soluções ao técnico Arsene Wenger, pois o 3 a 0 foi construído sem a presença da contratação mais cara da história do clube, Özil e com bom atuação do substituto, Santi Cazorla. Apesar disso, a Copa do Mundo traz alento ao treinador, pois, no Mundial, o camisa onze do Arsenal atuou bem partindo ponta-esquerda, justamente o espaço que o espanhol ocupou bem na primeira partida oficial da temporada. Mesmo sem jogar no posicionamento habitual, pelo centro, Özil mostrou que pode ser relevante jogando aberto. Se Santi Cazorla aceitar o banco de reservas, o problema que Wenger teria, pode se tornar uma ótima alternativa de jogo. O espanhol entrando durante as partidas pode mudar esquema, formando um 4-2-3-1, por exemplo, ou, em ausências de Özil, ser ótimo dublê do camisa onze alemão.  

Com o setor ofensivo bem definido, o foco do Arsenal neste final de mercado de transferências deve ser a defesa. No 4-1-4-1, Arteta, que foi recentemente convertido como capitão da equipe, deverá ser o volante mais fixo. O movimento de entregar a faixa ao espanhol mostra a confiança do técnico na situação física dele (uma grande dúvida antes do início de 2014-15), por isso, com o apoio de Ramsey e Wilshere deve dar segurança à defesa. A dupla de zaga deverá ser composta por Mertesacker e Koscielny, porém há a necessidade da contratação de um zagueiro para ser o reserva imediato da dupla, apesar de que Nacho Monreal e Chambers têm condições de atuarem por aquele setor.

Chelsea  

Nas últimas temporadas, independentemente do time que assumia, Mourinho colocava em prática um 4-2-3-1. O técnico luso ficou conhecido e consagrado como um dos grandes executores do sistema da moda. Porém, na primeira passagem pelo Chelsea, o Special One utilizava um 4-3-3, com Makelele mais fixo e Essien e, principalmente, Lampard com mais liberdade para chegar ao trio ofensivo.  

As contratações realizadas por Roman Abramovich permitem que o técnico luso volte ao esquema utilizado na temporada 2004-05. De qualquer forma, o elenco segue permitindo que os blues sejam escalados no 4-2-3-1, sem grandes mudanças nos onze iniciais de 2013-14. Uma dupla de volantes com Matic e Fàbregas, com Willian, Oscar e Hazard à frente não seria ruim e pode ser bastante viável para o decorrer da temporada. Mas, desde o início, imagino José Mourinho tentando colocar o 4-3-3 em ação.
  
Chelsea - Football tactics and formationsChelsea - Football tactics and formations  


No 4-3-3, Oscar perderia a vaga no time titular, mas os blues ganhariam defensivamente com a presença de três volantes no meio. O trio formado por Matic, Ramires e Fàbregas tem as características muito valorizadas atualmente: todos sabem marcar e atacar. O espanhol é bom passador e um perigo próximo à área, Ramires traz infiltrações e velocidade e Matic, o melhor marcador do trio, é muito forte, tem bom primeiro passe e alguma habilidade. Além do bom triângulo no meio, o 4-3-3 daria liberdade para Willian e Hazard ficarem mais focados na fase ofensiva do jogo, ao lado do centroavante Diego Costa. O recém-contratado agrega bastante ao elenco blue e deve garantir gols.  

A defesa, que já não preocupava, ainda ganhou um bom reforço na lateral-esquerda, posição que o elenco era mais frágil. Filipe Luís deve garantir boa marcação e interessantes avanços pelo flanco, uma eventual dobradinha pelo setor com Hazard promete incomodar os adversários. O restante da retaguarda deve contar com a boa dupla Terry e Cahill no centro e Azpilicueta na direita, mas, se Mourinho quiser mais proteção, Ivanovic pode assumir a lateral-direita. Na meta, a dúvida entre Cech e Courtois deve seguir nos primeiro jogos e será decidida de acordo com o desempenho dentro das quatro linhas.

Liverpool  

Em 2013-14, o ótimo técnico Brendan Rodgers mostrou toda a sua capacidade e, ao longo da temporada, foi rascunhando o time ideal do Liverpool. A partir de um momento, não existiu mais dúvida, o melhor dos reds seria encontrado ou no 4-1-4-1 (4-3-3), com Gerrard mais recuado e Suárez partindo da ponta-esquerda, ou no 4-3-1-2, com Sterling sendo o um atrás da infernal dupla composta pelo uruguaio e Sturridge.  

Tendo em vista as contratações e a pré-temporada, Brendan Rodgers deve apostar no 4-1-4-1, com desenho bastante similar ao que deu certo em 2013-14. A enorme ausência de Suárez deve fazer Sterling ocupar a ponta-esquerda e, no outro lado, disputa aberta entre dois recém-contratados, Markovic e Lallana. O primeiro deve começar a temporada como titular, pois o inglês iniciará a trajetória no novo clube lesionado. No centro do ataque, Sturridge, que já teve bom rendimento de gols na última temporada, terá que elevar esta marca, pois o artilheiro do Liverpool não faz mais parte do elenco.  

Liverpool - Football tactics and formations  

Neste esquema, Coutinho deve atuar como meia-central e terá papel fundamental à estratégia do técnico norte-irlandês. Mesmo não jogando como meia-atacante, o brasileiro deve ser o principal armador da equipe e terá bastante liberdade para encostar no centroavante Sturridge. Além do camisa dez, o eterno capitão Gerrard também terá responsabilidade na armação, pois é dele que o primeiro passe deve sair. Além disso, o histórico número oito é o homem da proteção à linha defensiva.  

O sistema defensivo dos reds ganhou bons reforços. Na zaga, Lovren vem de boa temporada com o Southampton e chega para ser titular, muito provavelmente, ao lado de Sakho. Outro que chama a atenção é Alberto Moreno, que, após longa negociação, vem com a expectativa de ser o dono da lateral-esquerda, setor que deu algumas dores de cabeça ao técnico Brendan Rodgers.
 
Manchester City  

Campeão e mais reforçado, o Manchester City chega mais favorito à disputa da Premier League, mas, na verdade, quer mesmo ir mais longe na Liga dos Campeões. Os 65,5 M € foram investidos naquilo que o clube mais necessitava: um zagueiro para ser titular e um volante mais de marcação. O elenco, que já era muito bom, conseguiu ficar melhor e fornece mais variantes ao técnico Manuel Pellegrini, que colocou o City no patamar que o dinheiro investido exigia. O chileno fez isso jogando de forma simples, um 4-4-2.  

O esquema, que deu certo na temporada passada, deve ser repetido neste ano com Fernando Reges ou Fernandinho ao lado de Yaya Toure na volância e Jovetic, Dzeko ou Negredo fazendo a dupla ofensiva com Agüero. O 4-4-2 deu ao Manchester City o melhor ataque da EPL, com 102 gols, mas, em algumas partidas, principalmente, jogos grandes, o time pecou defensivamente, pois faltava um volante mais marcador. Fernando Reges traz esta alternativa ao técnico chileno, o que tiraria Fernandinho do time, que esteve muito bem em 2013-14.  

Manchester City - Football tactics and formations  

Porém, sacar Fernandinho pode não ser a melhor alternativa. Manuel Pellegrini pode colocar um esquema que chegou a testar, o 4-2-3-1. Com este outro desenho, os citzens teriam mais proteção à zaga, com Fernando Reges e Fernandinho na volância. Além disso, o Manchester City teria o seu principal jogador, Yaya Toure, com grande liberdade e ele voltaria a jogar em função que já exerceu com a camisa sky blue. O problema seria abrir mão de dois atacantes e ter só Agüero no ataque, tendo jogadores da qualidade de Jovetic, Dzeko e Negredo no elenco.

Manchester City - Football tactics and formations 

A grande evolução no time deve ser vista na defesa. Mangala vem do Porto e chega para formar uma dupla interessante com Kompany, que vem de uma temporada de altos e baixos. Com um defensor melhor ao seu lado, o belga deverá render melhor e voltar ao nível de 2012-13. Além do zagueiro portista, Sagna e Caballero chegaram e, ambos, podem pressionar os titulares, Zabaleta e Hart, que não são jogadores completamente constantes.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Enfermedades Futboleras 13

Finalmente a coluna se tornou de futebol internacional. Pela primeira vez, passo pela Europa, mas também falo do futebol aqui nas Américas. Na verdade, o jogo escolhido para estreia foi nos Estados Unidos, a final da MLS.

Rodada quase perfeita 

 Özil marcou, mas a rodada foi perfeita para o Arsenal por apenas quatro minutos (ArsenalPics.com)

O vice-líder Chelsea perdeu, o terceiro Manchester City empatou com o Southampton e o atual campeão Manchester United foi derrotado pelo Newcastle. A exceção entre os principais adversário foi o Liverpool, que ganhou e reassumiu o segundo posto. Portanto, uma vitória do Arsenal colocaria a equipe a sete pontos do primeiro perseguidor. O triunfo não veio, mas o empate contra o fortíssimo Everton, foi um bom resultado, pois agora, mais uma rodada se passou e a diferença ainda aumentou um pontinho. 

O 1 a 1 entre times de conceitos bem semelhantes foi um dos grandes jogos da temporada. Arsene Wenger e Roberto Martínez espelharam o 4-2-3-1 e suas equipes revezaram no comando da partida. Mesmo no Emirates, foram os toffees que começaram controlando o jogo (mais de 65% de posse), toque de bola, movimentação dos jogadores e marcação na saída adversária. Porém, o Arsenal resistiu à pressão com boa participação da dupla de zaga, Koscielny e Mertesacker. Ao final do primeiro tempo e após o intervalo, os gunners passaram a dominar o jogo, contando muito com a movimentação dos meio-campistas. Neste período, surgiram as melhores oportunidades do 0 a 0, que era um grande jogo. 

Mais equilibrado no segundo tempo, no melhor momento do Everton, os donos da casa abriram o placar. A jogada contou com bela inversão de Rosicky, toque de Walcott, furada de Giroud na pequena área e toque decisivo de Özil com a perna ruim, a direita. O 1 a 0 durou pouco tempo no placar, Deulofeu, que havia acabado de entrar bem, fez boa jogada dentro da área e achou um chute inimaginável, que surpreendeu Szczesny. O goleiro polonês que fazia boa partida, desta vez, falhou e viu o Everton empatar. O final ainda reservou um lance de extrema emoção, Giroud dominou um pouco atrás da entrada da área e girou batendo para acertar a junção entre a trave o travessão. O golaço poderia ter feito a rodada perfeita para o Arsenal, mas, pelo o que apresentaram as equipes, o empate fez justiça ao jogaço no Emirates Stadium.

Leverkusen mostra força

 Leverkusen, do esforço coletivo, ganha decisão pelo segundo lugar fora de casa (Reuters)

O Bayer Leverkusen foi ao hostil Signal Iduna Park na condição de principal adversário do Bayern pelo título da Bundesliga. Mas, com o histórico de fracassos da equipe, a partida contra o Dortmund era considerada o limite da permanência das aspirinas na segunda posição. Os aurinegros, jogando em casa, imaginavam retomar o posto de vice-líder da competição. Porém, em campo, o time local fez muito pouco ofensivamente e sofreu com o desfalque de toda a defesa titular: Piszczek começou no banco, pois ainda não está 100%; Subotic não deverá jogar mais na temporada; Hummels voltará apenas em 2014 e Schmelzer estava suspenso. Além disso, o principal volante da equipe, Gündogan também está machucado. 

O Bayer Leverkusen também não fez partida primorosa, porém jogo de forma correta. No 4-3-2-1 tradicional, o time contou com muita transpiração dos homens do meio-campo. O bom trabalho defensivo das aspirinas aliado ao jogo pouco inspirado do Dortmund, resultou em poucas participações decisiva do ótimo goleiro Leno. O gol decisivo veio em um erro de saída de bola dos aurinegros. Friedrich, que estava parado e só foi contratado por conta da série de lesões da equipe, falhou, Can tocou de primeira para Castro, que rolou para o bom sul-coreano Son marcar na saída de Weidenfeller. O camisa sete das aspirinas ainda teve outra boa oportunidade, mas, desta vez, o goleiro aurinegro fez a boa defesa no um contra um. 

Assim, o Leverkusen se mantém vice-líder, mas a quatro pontos do quase perfeito Bayern de Munique. Já o Dortmund fica em terceiro a dez pontos dos bávaros e empatado com o Borussia Mönchengladbach, que venceu o Schalke 04 na rodada. Para piorar as coisas, além das lesões supracitada, na partida contra o Leverkusen, Sahin e Bender saíram lesionados e Sokratis foi expulso. Portanto, Schmelzer voltará, mas o Dortmund terá outras três baixas.

Mais do mesmo no Bayern

O Bayern nem se importou com o confronto pela vice-liderança, pois, mais cedo, aplicou 7 a 0 fora de casa no Werder Bremen. Os destaques foram Ribéry, com dois gols e uma assistência, e Thomas Müller, com duas assistência e um gol. Sem os lesionados, Schweinsteiger, Lahm e Robben, os bávaros atropelaram no habitual 4-1-4-1, que teve Thiago de 1° volante, Müller ponta-direita, Ribéry à esquerda, a dupla Kroos e Götze no centro e, no ataque, Mandzukic. A exceção de Lahm, as demais ausências se repetirão no Mundial de Clubes, por isso, o time que proporcionou a maior derrota da história do Werder Bremen em casa, deve ser bem semelhante ao que veremos no Marrocos.

Não engrena

 Com David Moyes, o Manchester United não consegue engrenar, o clique após o gol do Newcastle mostra o quanto é frustrante a temporada red devil até aqui (PremierLeague)

Nos 90 minutos de futebol em Old Trafford, o United teve domínio completo por apenas 15 minutos, logo após o intervalo. Com o habitual 4-4-1-1 e a volta de Van Persie, a esperança era de um jogo melhor dos comandados de Moyes, o que não aconteceu. Ao contrário do que normalmente ocorre, o holandês não foi o jogador mais avançado e jogou atrás de Javier Hernández. Alternativa utilizada para tentar sanar a falta de criatividade no meio-campo red devil. Mas não funcionou, pois tirar o camisa 20 de locais onde pode finalizar, nunca será uma boa opção. 

Se Moyes errou, Pardew executou a estratégia correta. Armou o time no 4-3-2-1, com um dos meias, Cabaye, com bastante liberdade para encostar no ataque – o lateral-direito Debuchy também avançou bastante. Na marcação, ora esperavam, ora sufocavam o United no próprio campo. E foi em um momento de pressão na saída de bola red devil, que Evra errou, Sissoko foi ao fundo e rolou para trás, onde Cabaye chegou batendo rasteiro no canto, sem chances para De Gea, 1 a 0. O United que era melhor àquela altura não se recuperou do gol sofrido. O resultado é que o time de Manchester se afasta cada vez mais da briga pelo título e, para piorar, a distância pela vaga da Liga dos Campeões é de sete pontos. O Newcastle, que não vencia no Old Trafford há 41 anos pelo Campeonato Inglês, venceu e, ao contrário do ano passado, em que brigou contra o rebaixamento, desta vez, pode até sonhar com uma vaga na Liga Europa.

 O soccer tem um novo campeão

 O goleiro Nielsen foi o heroi improvável no segundo título do Sporting Kansas City na MLS Cup (MLSsoccer.com)

Temperatura abaixo de zero desde o primeiro minuto, e, nas arquibancadas, o soccer teve tudo que tem direito: estádio cheio e torcida apaixonada. Vantagem para o Sporting Kansas City, que teve a maior parte dos torcedores ao seu favor, pois o jogo único da decisão foi disputado no Sporting Park. Jogando em casa e com o esquema mais ofensivo, o 4-3-3, os wizards começaram em cima do Real Salt Lake, que marcava no 4-3-1-2 e apostava em contra-ataques puxados por Findley. Mas, a postura dos donos da casa deu mais resultado e, a defesa comanda pelo goleiro Rimando, foi a que mais teve que trabalhar. 

Após o intervalo, o RSL conseguiu assumir o controle da partida, por conta da melhor presença de Beckerman. O primeiro volante passou a ditar o ritmo do jogo e colaborar mais com o ataque. Foi em um passe genial do capitão que Saborío saiu livre para marcar o 1 a 0. O gol fez muito mal aos wizards, mas, após um momento de baixa, conseguiram voltar ao jogo. Em cobrança de escanteio do bom ponta-esquerda Zusi, o zagueiro Collin, que vinha muito mal na partida – já poderia ter sido expulso –, subiu mais alto que a defesa do Salt Lake e empatou o jogo. 

A igualdade no placar deu mais ânimo ao Sporting Kansas City, que retomou o controle do jogo e só não virou a partida, porque a defesa do RSL conseguiu suportar bem a pressão. Na prorrogação, a tendência do jogo seguiu: os wizards em cima e os royals tentando um contra-ataque, que não apareceu. A consistência defensiva dos visitantes impediu que os 120 minutos bastassem para decidir o título, portanto, a taça só soube seu destino nas cobranças de pênalti. 

Nem sempre justa, desta vez, as penalidades deram o título para o time que foi melhor durante toda a partida, mas o momento decisivo teve um herói improvável. O goleiro do Sporting Kansas City, Nielsen, que foi completamente inseguro durante os 120 minutos, brilhou. Nos pênaltis, o dinamarquês não largou alguns papeis e, a cada nova cobrança, recorria à eles para estudar o próximo batedor. O estudo deu certo e o capitão dos wizards fez duas defesas e ainda contou com dois erros dos rivais. Portanto, 13 anos depois do primeiro título, o time Kansas levantou pela segunda vez a MLS Cup.

domingo, 3 de novembro de 2013

Enfermedades Futboleras 9

Nesta semana, os destaques do futebol europeu chegaram antes ao blog.

Aos pés de Verratti

Mesmo com dois na marcação, Verratti segue com a bola. Ninguém parou o italiano no 4 a 0 do PSG (C.Gavelle/PSG)

O PSG enfrentou o Lorient recheado de reservas, pois, nesta semana, joga pela Liga dos Campeões. Ibrahimovic foi um dos poupados, por isso, Cavani foi o centroavante no 4-3-3 parisiense, que atacava o 4-4-2 de Les Merlus. Desde o início, domínio amplo do time de Blanc e, com três minutos, Lucas completou, de primeira, belo cruzamento de Digne. O lateral-esquerdo jogou bem avançado, aproveitando o corredor canhoto, que ficava aberto com a movimentação do ponta-esquerda Ménez. No segundo gol, o camisa sete recebeu a assistência de Verratti no lado direito da área, provando a importância de circular pelo campo. Cavani ainda fez o terceiro no primeiro tempo, em ótimo cruzamento de Lucas pela direita. O brasileiro, após não ser convocado por Felipão, aproveitou a chance e participou bem da partida. 

O que chamou atenção no PSG foi a ótima participação dos jovens no jogo, além de Lucas, Digne e, principalmente, Verratti jogaram muito bem. O italiano deu show, e controlou o meio-campo, com 100 passes completados, entre os 107 tentados. Porém , não foram apenas toques laterais, o camisa 24 arriscou e acertou bons passes longos. O jovem volante comandou o elenco vermelho e azul, que trocou incríveis 672 passes, com índice de 91% de acerto. Por isso, os parisiense tiveram 65% da posse de bola. No final do jogo, Cavani manteve a boa fase e fechou a goleada por 4 a 0 – o uruguaio é um dos artilheiros da Ligue 1, com nove gols.

Ribéry resolve

 Müller e Ribéry comemoram muito o gol que valeu os três pontos (AFP)

O Bayern, finalmente, tinha se acertado sob o comando de Guardiola e se tornaria imparável. Pelo menos, era o que todos imaginavam. Porém, a visita a Rhein-Neckar Arena para enfrentar o Hoffenheim, mostrou que nem tudo está bem para os bávaros. A vitória e o retorno à liderança da Bundesliga vieram, mas o bom futebol passou longe. No 4-1-4-1 e com Götze pela primeira vez de titular, o Bayern teve dificuldades para jogar contra o 4-3-2-1, dos donos da casa, que contavam com o forte trio de ataque formado por Volland, Firmino e Modeste – juntos somavam 18 gols marcados no Alemão. Mas os goleadores não foram bem, exceção à Volland, que assustou algumas vezes o goleiro Neuer. 

Götze, que vinha melhorando, atuou mal como titular, mas o Bayern tinha Ribéry, que, mais uma vez, se destacou. Meia-esquerda no esquema de Guardiola, o francês flutuou pelo campo e apareceu até na ponta-direita. Foi o camisa sete que resolveu o jogo, após Neuer falhar e proporcionar o primeiro gol do Hoffenheim. Primeiro, foi em cobrança de falta do melhor jogador da Europa que a bola bateu em Mandzukic (mal no jogo) e entrou. Depois, no segundo tempo, apesar de mais ofensivo e com mais posse de bola, o Bayern não conseguia criar boas chances até que Javi Martínez roubou dentro da área. Aí a redonda ficou com Ribéry, que, inteligentemente, passou para Müller, livre marcar.

O francês deu importantes três pontos ao Bayern, que segue um ponto à frente do Borussia Dortmund, que será o adversário dos bávaros daqui a duas rodadas. Ribéry segue firme para brigar pelo prêmio de melhor do mundo, nesta temporada, já são oito gols e cinco assistências, que o concretizam como craque do grande time do futebol mundial hoje. Na próxima rodada, liderado pelo francês, o Bayern poderá quebrar o recorde de invencibilidade do Campeonato Alemão, que é do Hamburgo, com 36 partidas, entre as temporadas de 1981-82 e 1982-83 – anos que foi bicampeão alemão. 

Mostrou força

Cazorla e Ramsey marcaram para o Arsenal no 2 a 0 sobre o Liverpool, mas Arteta foi o destaque (Arsenal.com)

Arsenal e Liverpool ganhou ainda mais importância, por conta da derrota do Chelsea para o Newcastle. Portanto, quem vencesse, seria líder. Brendan Rodgers apostou no esquema com três zagueiros, desta vez, um 3-1-4-2, com Sturridge e Suárez soltos na frente. Por outro lado, o Arsenal manteve o 4-2-3-1, com muito muita movimentação dos três meias, que, constantemente, trocavam de posição. Jogando em casa, os gunners comandaram o jogo e só foram ameaçados pelos reds, em eventuais jogadas dos dois homens de frente, pois nem os meias, nem os alas – Cissokho fez péssima partida e saiu no intervalo – conseguiram incomodar a defesa do time de Wenger. 

Apesar de ter pouco de Özil durante toda a partida, o domínio territorial do Arsenal, os 181 passes trocados no último terço do campo e os oito desarmes no ataque fizeram com que boas chances fossem criadas. O primeiro gol dos gunners saiu em cima de Cissokho, Sagna foi ao fundo e cruzou. O pequenino Cazorla cabeceou na trave e aproveitou a sobra para marcar, foi o primeiro gol do espanhol na temporada e, justamente, na melhor exibição dele. Rodgers tentou corrigir a inoperância ofensiva, mudando o esquema. Coutinho entrou, o Liverpool passou a jogar no 4-4-2 e chegou a dominar a partida. Mas o meio-campo de Wenger retomou o domínio do jogo e o panorama voltou a ser: Arsenal afogando a saída de bola dos reds, dominando a redonda e criando chances. Em uma delas, Özil passou para Ramsey marcar um belo gol de fora da área e decretar números finais. 2 a 0. 

Esta foi a primeira vitória do Arsenal na temporada sem Flamini, que está lesionado. Ele foi muito bem substituído por Arteta, que facilitou a saída de bola dos gunners durante todo o jogo. Ao todo, o espanhol acertou 100 dos 106 passes que tentou (94% de acerto), fez sete desarmes, recuperou duas bolas e fez um corte de cabeça. Provavelmente, sem o francês por mais alguns jogos, o Arsenal precisará de Arteta neste nível para superar os desafios importantíssimos desta semana: na quarta, o Borussia Dortmund, e, no domingo, o Manchester United, ambos fora de casa.

Clássico moscovita

Se você frequenta este espaço, já deve saber que, na Rússia, o Zenit vem muito bem. Porém, nesta rodada, com um empate em casa contra o Amkar, os zenitchiki deram espaço para que times moscovitas encostassem nele na tabela. O CSKA embalou duas vitórias e subiu, mas os adversários mais próximos eram o Spartak e Lokomotiv, que se enfrentaram, com portões fechados, em Moscou. 

Atuando no 4-2-3-1, o Lokomotiv comandou as ações do jogo durante os noventa minutos. Na maior parte do tempo, os parovozy abdicaram da posse de bola (ficaram com ela apenas 36% do tempo) e apostaram em contra-ataques que assustaram a frágil defesa do Spartak, que hoje teve o lateral Makeyev improvisado como zagueiro. O primeiro gol dos vermelhos e verdes veio com falha no centro da zaga do time do povo, o lateral Parshivlyuk até tentou cobrir o buraco, mas Maicon (ótima atuação) foi mais esperto e conseguiu o toque para N'Doye marcar. Para piorar o goleiro Pesjakov falhou em lançamento do zagueiro Durica e a bola sobrou para Samedov empurrar para o gol aberto. O Spartak conseguiu reduzir o prejuízo em falha de Corluka, que Movsisyan aproveitou. 2 a 1. 

Apesar de ter finalizado muito mais que o adversário (18 a 9), faltou pontaria (4 a 5, em tiros no alvo). Além disso, o time do povo não teve criatividade no 4-2-3-1, mesmo tendo um dos volantes ajudando na criação. As mexidas de Valeri Karpin também pouco colaboraram, pois o técnico mudou apenas os nomes, a forma de jogar seguiu a mesma. No final do jogo, N’Doye aproveitou um bom lançamento de Denisov para marcar o 3 a 1. Com a vitória tranquila no confronto direto, o Lokomotiv fica a três pontos do líder Zenit e se credencia como principal adversário do time de Hulk e Danny na briga pela Premier League Russa.

A Roma parou

 Cerci impediu a 11ª vitória da Roma na Serie A 2013-14 (Ansa)

“É uma vergonha, mas não dá para ganhar todas”. A frase do capitão Danielle De Rossi à Sky Sport Italia ao final do empate, em 1 a 1 com o Torino, é importantíssima para a Roma continuar brigando na frente da tabela. A série de dez vitórias consecutivas na largada na Serie A acabou, mas os giallorossi seguem na ponta da disputa e com três pontos de vantagem em relação a Napoli e Juventus, que se enfrentarão na próxima rodada. Portanto, não há motivos para perder a cabeça e é sempre bom lembrar que esta Roma não pensava em título neste ano e, sim, na classificação à Liga dos Campeões. 

 Os giallorossi sofreram na visita ao Torino, pois, com algumas ausências, o time não criou muito. Rudi Garci deixou o esquema com mais forma de 4-1-4-1. Por conta da falta de Gervinho para jogar na ponta-esquerda, Pjanic foi deslocado para o setor. O bósnio por não ser um atacante de lado, não era tão incisivo como o titular do setor. Somado à isso, Florenzi fez partida ruim na ponta-direita e o centroavante Boriello até brigou na frente, mas não consegue colaborar com a criação, algo que a Roma precisaria nesta partida. Ljajic, que entrou bem, pode ser uma opção no centro do ataque, enquanto Totti estiver machucado. 

A falta de criação romanista ficou clara desde o início, pois o time girava a bola no meio e não conseguia finalizar – chegou a ficar com mais de 70% da posse de bola. O gol veio em uma das raras chegadas de Pjanic à linha de fundo. O bósnio cruzou para trás e Strootman marcou. O Torino tentou quando teve a bola, principalmente, com Cerci, que atuava aberto pela direita no 4-2-3-1 da equipe. Embalado pelo seu artilheiro, o Toro deu mais trabalho ao goleiro De Sanctis do que os giallorossi proporcionaram à Padelli. E foi Cerci que garantiu o empate e marcou o segundo gol sofrido pela defesa romanista na Serie A, o que quebrou a marca de 743 minutos da Roma sem sofrer gols. 1 a 1 que não pode derrubar o ânimo da líder da Serie A, o trabalho está sendo bem feito e assim deve continuar.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Enfermedades Futboleras 6

Roma atropela a Inter

 Totti, Florenzi e Gervinho, trio de ataque funciona bem no início de Serie A 2013-14 (Eurosport)

O atropelo se deu no primeiro tempo, quando a Roma, praticamente, não deu chances a Internazionale. O Giuseppe Meazza viu os times armados nos esquemas tradicionais, os nerazzurri no 3-5-1-1 e os giallorossi no 4-3-3, com Totti muito bem atuando como falso nove, se aproveitando da velocidade dos pontas do time, Florenzi à esquerda e Gervinho à direita, que invertiam de lado constantemente. O ataque da Inter segue sofrendo com o isolamento de Palacio, muitas vezes, Álvarez se junta ao compatriota, porém, um outro atacante, com o camisa 11 atuando atrás da dupla pode ser mais interessante. 

Apesar do equilíbrio, a Roma dominava as ações e o craque Totti foi decisivo na construção da vitória. Primeiro fez um gol em belo chute de fora da área, que contou com passe de Gervinho. A Inter melhorou depois de sofrer o 1 a 0, acertou bola na trave e De Sanctis fez algumas boas defesas. Mas, mesmo no bom momento nerazzurro, a Roma conseguiu um pênalti (pela imagem, fora da área, mas coisa milimétrica), quando A. Pereira derrubou o costa-marfinense e o Totti fez o segundo na cobrança. No terceiro gol, “Il Capitano” romanista teve a menor participação: fez embaixadinha para conseguir iniciar o contra-ataque que culminou no gol de Florenzi. 

No segundo tempo, a Inter tentou um 4-3-3, sacando A. Pereira e colocando Icardi, enquanto os romanistas se fecharam no 4-4-1-1, com Totti atrás de Gervinho, que atuava livre para puxar contra-ataques. O jogo não mudou e terminou mesmo no 0 a 3 para os visitantes. Rudi Garcia segue mostrando que a Roma, com ele, deve brigar entre os quatro primeiros até o final da Serie A. Hoje, os Giallorossi tem o melhor ataque (20 marcados), a melhor defesa (um sofrido) e o líder em assistências da competição, “Il Capitano”, com seis passes decisivos. Por isso, Totti, que recentemente renovou seu contrato, começa a ver o sonho de jogar mais uma Copa do Mundo próximo de se concretizar, nesta segunda, o técnico da Squadra Azzurra, Cesare Prandelli afirmou: "Se o Mundial fosse agora, eu o convocaria". "Um mês antes da Copa de 2014 irei avaliar a forma física de Totti", completou o comandante da Nazionale. 

Os outros dois times 100% nas cinco grandes ligas, Atlético de Madrid e Barcelona também venceram e também seguem com a marca.

Havia Leno no meio do caminho

 Palmas para Leno: com 21 anos e cada vez mais seguro, o camisa um deve ser um dos três goleiros da Alemanha no Brasil (bayer04.de)

A rodada trazia dois jogos bem interessantes na Bundesliga neste sábado e, no confronto entre o Borussia Mönchengladbach e o Borussia Dortmund, melhor para o primeiro, com gols de Max Kruse e Raffael, citados, neste mesmo espaço, na semana passada. Por isso, no jogo disputado mais tarde, entre Bayer Leverkusen e Bayern de Munique, quem vencesse assumiria a ponta da tabela isoladamente. Após o massacre no City, no meio da semana, tudo levava a crer que os bávaros venceriam, mesmo sendo visitantes. 

Em campo, o Bayern no já tradicional 4-1-4-1, de Guardiola, amassou o Leverkusen, de Sami Hyypia, que vinha no 4-3-2-1, com Sam e Can dando suporte ao centroavante Kiessling. Nos bávaros a pressão na saída de bola era ordem, nas aspirinas, era uma atitude circunstancial. Depois de muito parar em Leno, o Bayern abriu o placar com um chute forte de Kroos, após assistência de Ribéry. O empate veio com Sam, artilheiro do Leverkusen na Bundesliga 2013-14, que marcou seu sexto gol, aproveitando rebote de chute de Can. 

Mas o brilho de Leno (21 anos) foi mais intenso no 2°T, quando o Bayern finalizou 17 vezes e, em oito ocasiões, exigiu defesas do goleiro do Leverkusen, que garantiu o 1 a 1. No outro lado, estava mais um jovem promissor alemão, Götze (21 anos), que, para variar, começou no banco e segue sem conseguir mostrar nada no Bayern – na temporada, são 160 minutos em campo. A escolha de trocar do Dortmund pelos bávaros, até aqui, não se mostra acertada. 

Ponto valioso

Era óbvio que o Arsenal tinha condições de chegar no The Hawthorns e bater o West Bromwich Albion, porém, em campo, não foi isso que se viu. Os gunners sofreram com más atuações ofensivas de Wilshere e Ramsey. Com isso, os baggies deram bastante trabalho aos londrinos. O primeiro tempo teve um domínio infrutífero dos comandados de Arsene Wenger, porém, sem produzir muito, acabaram castigados com o gol de Yacob, no final do primeiro tempo. 

A volta do intervalo trouxe um WBA melhor ainda e que desperdiçou duas chances importantes, principalmente com Anelka, que perdeu um lance na pequena área. O Arsenal voltou ao jogo quando Rosicky entrou, no lugar de Ramsey, que tinha sentindo uma lesão durante a primeira etapa. A partir daí, o domínio foi dos londrinos, mas, de fato, o time criou poucas chances. O ponto foi conquistado na raça, após grande jogada coletiva, Wilshere (jogando bem melhor no 2°T) acertou belo chute. O camisa dez dos gunners esteve envolvido em polêmicas nesta semana, ao ser pego com um cigarro na mão foi criticado por Wenger. Mas a torcida parece não ter se incomodado, após o gol marcado, o meia ouviu dos torcedores: "Jack Wilshere ele fuma quando quer"

O 1 a 1 deu mais ânimo aos gunners que tiveram algumas boas e, na mais clara delas, Giroud perdeu. O ponto conquistado, apesar da partida abaixo, serve para manter o Arsenal na ponta da tabela, agora, empatado com o Liverpool. Para voltar a ser campeão, os Gunners, que não vencem desde a FA Cup 2004-05, terão que fazer pontos em jogos assim, onde não brilharam e tiveram jogadores importantes atuando mal.

Bernard dá show em goleada

 Festa com Bernard, o camisa dez cedeu quatro passes decisivos frente ao Arsenal Kiev (Shakhtar.com)

A rodada da Premyer League teve dois jogos com placares incríveis. O Dynamo de Kiev, que está em quinto lugar a oito pontos do líder, Metalist, bateu o Metalurg Donestk, por 9 a 1, com três gols de Belhanda e dois de Lens. O time da capital jogou a maior parte do tempo com um a mais. Mas o destaque ficou para Bernard, que comandou a goleada do Shakhtar sobre o Arsenal Kiev. O 7 a 0 foi conquistado 11 contra 11, com o novo camisa dez dos “mineiros” fazendo a diferença: quatro assistências, duas delas pelo setor esquerdo, uma de bola parada e outra pelo centro. Alex Teixeira também chamou a atenção com dois gols. Mas a pintura da partida veio sem participação de brasileiros, Srna fez lançamento da lateral-direita e Facundo Ferreyra (balançou três vezes as redes na partida) surpreendeu o goleiro adversário com belo toque de cobertura, de fora da área. O resumo da ótima atuação de Bernard está disponível neste vídeo. A vitória manteve o Shakhtar entre os três primeiros, agora, a três pontos do líder Metalist, que perdia por 2 a 1 para o Dnipro, terceiro colocado, com 26 pontos, quando o jogo foi paralisado por falta de luz e deve ser remarcado pela Federação em breve.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Enfermedades Futboleras 3



O primeiro gol de Lucas

 Ameaçado na seleção brasileira, Lucas conseguiu uma boa atuação no 2 a 0 do PSG, porém isso só foi possível, quando ele teve espaço para jogar (Jean Pierre Muller/AFP)

O PSG encarou o Bordeaux fora de casa e conseguiu uma vitória por 2 a 0, mesmo fazendo um primeiro tempo bem ruim. O problema foi o mesmo de sempre: falta de criação. Blanc armou o time no 4-3-3, com três volantes no meio, mas além de marcadores, Thiago Motta, Matuidi e Verratti passam bem a bola e têm boas condições de chegar ao ataque, que era composto por Lucas na direita, Ibrahimovic no centro e o jovem (18 anos) Ongenda na ponta-esquerda.

A alternativa que deu certo foi Ibrahimovic assumir a responsabilidade de criar, muitas vezes, recuando para abrir espaços para a penetração dos volantes. O sueco tem esta característica, pois é muito técnico e tem um bom passe. O dez parisiense recuou e, da entrada da área, descobriu a penetração de Matuidi pelo lado esquerdo da área. O volante aproveitou a chance e marcou.

Com o resultado negativo em casa, os girondinos deixaram o time exposto e pareciam convidar o visitante para um contra-ataque, a especialidade de Lucas. Foi, em um lance assim, que o brasileiro recebeu ótima enfiada de Verratti, nas costas da defesa do Bordeaux, e marcou pela primeira vez pelo PSG – um gol e quatro assistências, em 21 partidas. O camisa 29 fez ótimo segundo tempo, aproveitando o espaço cedido pelo rival, mas ainda falta aparecer em jogos onde tiver uma marcação mais apertada. Lucas ainda conseguiu colocar Ibrahimovic – duas vezes – e Rabiot na frente do goleiro adversário, porém ambos não converteram os gols. 


No ritmo do Mágico de Oz

 Özil já mostra que se encaixa muito bem no jogo do Arsenal, 90% de passes completos na partida (FourFourTwo Stats Zone)

No 4-2-3-1 de Arsene Wenger, Özil jogou livre. Prioritariamente, pelo centro, o alemão fez ótima exibição, ao encarrar, um Sunderland sujeito ao domínio do clube de Londres. Na maior parte do tempo, os gunners controlaram a posse, terminando com 69,4% do domínio dela. Além disso, os londrinos conseguiram jogar com a velocidade prometida, mesmo com Walcott em um dia ruim.   

A maior contratação da história dos gunners além de jogar pelo centro, também caiu pela esquerda, abrindo espaço para as chegadas pelo meio de Ramsey e Wilshere, titular pela ponta-esquerda. Mas foi Özil, que chamou a atenção, acostumado a criar chances de gols, o alemão proporcionou, nas últimas cinco temporadas, 382 oportunidades aos companheiros (maior número entre as cinco grandes ligas) e repetiu o desempenho na estreia pelo Arsenal. Foram quatro chances claras – duas para Giroud e duas para Walcott – surgidas através de seus pés e, um destes passes para o centroavante francês, resultou em gol.

O segundo gol veio em jogada de Jenkinson pela direita e belo arremate, de primeira, de Ramsey. Golaço, curiosamente com participação de dois dos cincos jovens, que tiveram os contratos renovados pelo Arsenal no final de 2012 – os outros, Wilshere, Oxlade-Chamberlain e Gibbs. O galês (seis partidas, cinco gols e uma assistência) ainda fez o terceiro (1 a 3, na partida), em jogada tramada por Özil e Giroud, que largou muito bem a temporada, quatro gols, em quatro partidas da Premier League.



Equilíbrio no Derby d’Italia

Pogba e Vida comemoram o empate frente à Inter: na Serie A, bianconeri e nerazzurri vêm empatados atrás de Napoli e Roma, com sete pontos (Ag. Reuters)

O Giuseppe Meazza recebeu o grande jogo da rodada no futebol mundial: o jogo entre Inter e Juventus. Mazzarri e Conte apostaram no mesmo sistema tático, o 3-5-2. Com isso, a partida foi muito estudada e os dois lados não tiveram tantas chances de gol. O resultado disso tudo o empate em 1 a 1. Primeiro os nerazzurri marcaram com Icardi, mas, dois minutos depois, Vidal empatou.

Deve se destacar que, com a chegada de Mazzarri, alguns jogadores que ainda não haviam se dado bem na Inter, conseguir elevar o nível de jogo. São os casos de Juan, Nagatomo, Jonathan e Álvarez (autor da roubada de bola e da assisência no gol nerazzurro), que largaram muito bem na temporada e foram bem no dérbi também. Do outro lado, chama a atenção como Vidal vem evoluindo, o ótimo jogador chileno parece um patamar acima do que já esteve na carreira e, hoje, está à frente de Pirlo na briga pelo protagonismo bianconero e, sem dúvida, é um dos 15 melhores jogadores do mundo. Na ausência de Marchisio (lesionado), Pogba vem compondo muito bem o meio-campo da Vecchia Signora.



O encaixe perfeito de Eto’o

 Eto'o estreou bem, mas com derrota (Getty Images)

Apesar da derrota, por 1 a 0, frente ao Everton, no Goodison Park mostrou que Eto’o é o centroavante ideal para o 4-2-3-1 dos blues. O camaronês interagiu muito bem com os três meias-atacantes, que se mexem muito, e encontraram no camisa 29, um jogador que também tem como característica esta mobilidade. Integração perfeita. A participação de Eto’o no jogo mostra como, em sua primeira partida, ele já se sentiu à vontade com a camisa azul do Chelsea: seis finalizações, três delas no gol; recebeu 30 passes, em vários setores do campo; e roubou duas bolas.

A derrota foi consequência das chances perdidas pelo Chelsea, que viu o Everton ser, praticamente, letal nas poucas oportunidades que construiu na partida. E olho em Ross Barkley, de apenas 19 anos, que foi o meia-atacante pelo centro no 4-2-3-1 de Roberto Martínez, e participou bastante da partida, criando boas oportunidades para o ataque dos toffees. A combinação de técnica e força física do jovem é bem interessante, vale prestar a atenção.