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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O final frustrou

Ronaldinho e Jô tiveram partida apagada na semifinal do Mundial de clubes (AFP)

O Atlético Mineiro parou na semifinal do Mundial de Clubes 2013 e não enfrentará o Bayern na tão sonhada decisão, um fim frustrante para o ótimo ano. Porém, o título mais importante e mais difícil já havia sido conquistado, a inédita Libertadores, com aquele roteiro que nunca será esquecido. Isto tem que ser ressaltado, pois este elenco alvinegro é sim vencedor e está na história do clube. 

No jogo em Marrakech e com grande torcida favorável ao rival, o Atlético não foi bem – jogar longe do Independência sempre foi difícil para o clube, em 2013. O Raja Casablanca atuou no mesmo 4-2-3-1 atleticano, mas foi melhor durante, praticamente, todo o jogo. Os brasileiros iniciaram de forma nervosa, sendo controlados pelos rivais do dia, mas conseguiram uma certa estabilização e incomodaram os águias verdes. Os pontas Fernadinho e Diego Tardelli se mexeram muito e criaram os espaços para os melhores lances do Galo, porém faltava mais de Ronaldinho e de Jô, que além de não aparecer fazendo o tradicional papel de pivô, falhou em duas finalizações cruciais. 

Bem postado e controlando a partida, no segundo tempo, o Raja aproveitou melhor os espaços que o sistema defensivo do Galo proporcionou – os dois laterais estiveram muito mal. Os dois melhores jogadores dos águias verdes, o ponta-direita bastante técnico Moutouali e o centroavante de muita movimentação Iajour decidiram a partida. Primeiro veio o gol do atacante, que apareceu em um clarão no lado esquerdo da defesa alvinegra. O Atlético conseguiu o empate, em cobrança de falta milimétrica do apagado Ronaldinho. Porém, como bem descrito pelo ex-atacante Guilherme, no Bate-Bola, da ESPN Brasil, “em nenhum momento, mesmo no empate, o Galo deu sinais de que ganharia a partida”. 

A descrição do ex-jogador de Atlético, Corinthians, Vasco e outros vários clubes é perfeita sobre o que foi a partida. Tanto é um retrato dos 90 minutos em Marrakech, que, após o empate, o alvinegro seguiu sofrendo com o sistema defensivo. Em contra-ataque, o autor do primeiro gol, Iajour cavou um pênalti (absurdamente assinalado pelo árbitro) e Moutouali marcou na cobrança, onde Victor fez movimento bastante semelhante ao da histórica defesa contra o Tijuana. Porém, desta vez, a alegria não foi alvinegra. O 2 a 1 no placar fez com que o Atlético jogasse mais à frente, porém, sem assustar o adversário. Os águias verdes ainda marcaram mais um, em outro contra-ataque. O craque Moutouali recebeu na frente e, de cavadinha, encobriu Victor, a bola tocou no travessão e Mabide, no rebote, completou o placar, 3 a 1. 

Após o apito final, o lance mais bonito da partida e, até aqui, do Mundial de Clubes. Decepcionado, Ronaldinho cumprimentava o árbitro e, em pouco tempo, se viu cercado por jogadores do Raja, que àquela hora não viam o rival e, sim, o ídolo. Guehi conseguiu a camisa, já Madibe, o que havia falado que o camisa dez não é o mesmo do Barcelona – o que convenhamos, é uma verdade –, ficou abraçado por um bom período com o craque e conseguiu o pé direito da chuteira – a canhota ficou com o ganhador da camisa. Ainda sobrou tempo para Ronaldinho receber um beijo do goleiro Asskri e outros cumprimentos dos africanos até entrar no vestiário.

O frustrante 3 a 1 não pode apagar o ótimo ano alvinegro, o bom trabalho de Cuca, as atuações de Ronaldinho e o nível de jogo que Tardelli tem apresentado. A derrota para o guerreiro Raja Casablanca está longe de ser o golpe mais duro para o time no ano que vem, a saída do técnico para o milionário futebol chinês é que será a perda mais difícil de corrigir. Se conseguir convencer Tite a retomar a carreira já no início de 2014, o Galo terá o melhor substituto possível para comandar o bom elenco, que, com algumas aquisições pontuais, deve seguir entre os planteis mais fortes do Brasil. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Brasil pode dar certo


Felipão durante o anúncio da convocação da seleção brasileira para a Copa do Confederações 2013 (André Durão - Globoesporte.com)

O técnico Luiz Felipe Scolari convocou hoje a seleção brasileira para os amistosos frente Inglaterra e França e para a Copa das Confederações. A lista de 23 nomes não teve grandes surpresas, mas recebeu críticas principalmente pela ausência de Ronaldinho, o craque do melhor time da América do Sul atualmente. Confira os convocados abaixo e depois a análise dos nomes:

Goleiros: Júlio César (Queens Park Rangers-ING) – 33 anos, Jefferson (Botafogo-BRA) – 30 anos e Diego Cavalieri (Fluminense-BRA) – 30 anos;

Laterais-direitos: Daniel Alves (Barcelona-ESP) – 30 anos e Jean (Fluminense-BRA) – 26 anos;

Zagueiros: Thiago Silva (Paris Saint-Germain-FRA) – 28 anos, David Luiz (Chelsea-ING) – 26 anos, Dante (Bayern de Munique-ALE) – 29 anos e Réver (Atlético Mineiro-BRA) – 28 anos;

Laterais-esquerdos: Marcelo (Real Madrid-ESP) – 25 anos e Filipe Luís (Atlético de Madrid-ESP) – 27 anos

Volantes: Fernando (Grêmio-BRA) – 21 anos, Paulinho (Corinthians-BRA) – 24 anos, Luiz Gustavo (Bayern de Munique-ALE) – 25 anos, Hernanes (Lazio-ITA) – 27 anos;

Meias: Oscar (Chelsea-ING) – 21 anos, Jádson (São Paulo-BRA) – 29 anos, Lucas (Paris Saint-Germain-FRA) – 20 anos e Bernard (Atlético Mineiro-BRA) – 20 anos;

Atacantes: Neymar (Santos-BRA) – 21 anos, Hulk (Zenit-RUS) – 26 anos, Fred (Fluminense-BRA) – 29 anos e Leandro Damião (Internacional-BRA) – 23 anos.

Média de idade: 26 anos

Felipão deixou claro nos amistosos de que seu esquema preferido é o 4-2-3-1, porém o 4-4-1-1 também foi utilizado em algumas partidas. Dentro disso, o técnico campeão do mundo em 2002 não abriu mão de ter um volante clássico (aquele mais marcador) e um centroavante. A ideia, que não é exatamente alinhada com o que se faz em todo o mundo, mostra um pouco do fato do Brasil estar atrasado em termos de trabalho.

Com a definição dos 23 convocados, surgiram várias especulações sobre os eventuais 11 titulares e este seria o esboço que mais acredito que possa mesmo ser o time titular brasileiro para jogo contra a Inglaterra: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Fernando, Paulinho; Hulk, Oscar, Neymar; Fred. Não acho um absurdo este provável time titular e também acho a convocação regular, mas com algumas ressalvas.

A ausência que causou mais comentários foi a de Ronaldinho. O camisa dez vem jogando muito no Atlético Mineiro e é o grande maestro do principal time da América do Sul atualmente. O R10 do Galo faria, sem dúvida nenhuma, parte da lista de 23 e deveria ser titular. Porém, o Ronaldinho da seleção brasileira dos últimos tempos, não vai bem e é um rascunho deste jogador que encanta o mundo jogando com a dez alvinegra. Por isso, entendo a não convocação do camisa dez, porém, arriscaria convocá-lo, pois creio que tê-lo no grupo neste período seria importante. Este será o maior tempo que os jogadores estarão juntos e poderão treinar para aprimorar o entendimento do estilo de jogo que Felipão tem o desejo de impor à seleção brasileira. Portanto, como Ronaldinho não tem ido bem com a camisa verde e amarela, o período de treinos poderia servir para encaixá-lo melhor no time brasileiro.

Além disso, a presença de Ronaldinho serviria como referência técnica e de experiência no setor ofensivo da seleção brasileira, que hoje conta com jogadores mais jovens que em outros tempos. Como apontado na lista, os jogadores mais experientes se concentram na defesa e, mesmo assim, apenas Júlio César tem experiência em Copa do Mundo como titular. Nem um outro dos 22 convocados foi à um Mundial como integrante dos 11 iniciais. A média de idade de 26 anos esta longe de ser a menor do pós-Copa de 2010, mas os jogadores experientes estão concentrados no setor defensivo. Do meio campo para a frente, o Brasil tem apenas Jádson, Hulk e Fred com mais de 25 anos. Ou seja, esta responsabilidade no setor ofensivo será do centroavante do Fluminense, que cumpre bem este papel no clube.

Outra falta muito sentida foi a do volante Ramires, que tem características bem interessantes para o 4-2-3-1, pois joga com meio-campista defensivo e também pode atuar como meia-externo pela direita. Nas duas funções, o jogador dos blues já mostrou valor jogando pelo Chelsea. Por outro lado, a saída de Ramires do plantel teoricamente abriu espaço para Hernanes, que deverá ser o reserva de Paulinho. O camisa oito laziale está bem há muito tempo na Itália, mas nunca teve a oportunidade de se firmar como parte do grupo da seleção. Em entrevista à Espn Brasil após a convocação, “Il Profeta” afirmou: “eu sempre quis muito representar o Brasil, mas sempre dava algo errado”. Esta parece ser a hora de Hernanes.

A lateral-direita é o ponto que mais tenho desconfianças. Não sou fã do futebol de Daniel Alves, que vive altos e baixos nesta temporada no Barcelona e, na seleção, não consegue ir bem há muito tempo. E o seu reserva é Jean, que, pelo Fluminense, foi um dos melhores volantes do último Brasileirão e, com a camisa verde e amarela, atuará na lateral, função que não é a de origem dele. Sou totalmente contra convocar jogador improvisado, ainda mais que, neste ano, tivemos laterais-direitos brasileiros em boa fase. O primeiro nome que convocaria seria Rafael, titular no Manchester United campeão inglês, e, para a reserva, apostaria em Danilo, titular no provável campeão português, Porto. Esta posição não merece improvisação e nem uma aposta em jogador que não tem ido bem. Como o setor defensivo é composto por jogadores com mais experiência, acho que valeria apostar na renovação na lateral-direita, que pede por isso.

A última contestação seria o atacante para a reserva de Fred. O convocado Leandro Damião forma a dupla ofensiva do campeão gaúcho, Internacional com o uruguaio Forlán, porém não me encanta completamente. A minha escolha seria outra, Diego Costa. O parceiro de Falcao García nos rojiblancos está muito bem na Liga Espanhola e, quando o colombiano não aparece, é o brasileiro que está lá para resolver. Além disso, o camisa 22 do Atlético de Madrid tem características que agradam o treinador da seleção: é alto, forte, consegue brigar bem com os zagueiros e também tem qualidade para criar jogadas para os companheiros definirem o jogo.

O grande ponto é que esta convocação da seleção brasileira deve ser base para a lista da Copa do Mundo de 2014 e a esta estrutura não é ruim, com alguns outros nomes, o grupo poderá dar certo. Muito deste sucesso passa por este plantel ter tempo para trabalhar e os poucos dias que estarão reunidos para a Copa das Confederações poderão fazer a diferença.

sábado, 17 de março de 2012

Santos bem, Flamengo tropeça no final

A competição começou, pelo menos, para mim. A Fox Sports chegou à Sky e, por isso, já voltei a ficar de olho na Copa Libertadores da América. Dois brasileiros entraram em campo nesta quinta-feira e pude acompanhar os jogos.

Juan Aurich 1x3 Santos: o campeão vai bem

Ganso voltou a ser decisivo para alegria de Neymar e cia (Ag. Reuters)

Fora de casa, com campo de grama sintética, o Santos teve algum trabalho no primeiro tempo, contra o Juan Aurich. Antes da partida, o alvi-negro praiano teve que ir às compras: jogadores tiveram que correr às lojas para comprarem chuteira de futebol suiço. O Peixe teve dificuldade na primeira metade dos primeiros 45 minutos, quando a bola parecia queimar no pé de seus jogadores – inclusive dos craques Paulo Henrique Ganso e Neymar.

Nos reticentes primeiros minutos do time brasileiro, o Juan Aurich conseguiu assustuou a defesa alvi-negra. Em vacilo da zaga, o bom atacante Luis Tejada (melhor em campo de El Ciclón del Norte) fez belo domínio de canhota e girou batendo de direita, sem chances para o goleiro Rafael. O camisa nove do time peruano foi o artilheiro do último campeonato do país, com 17 gols.

Aparentando estar mais adaptado ao gramado, o Santos foi se encontrando em campo e PH Ganso começou a desfilar bom futebol. No primeiro gol, marcado pelo bom lateral uruguaio Fucile, foi dele o cruzamento para à área. A virada – ainda no primeiro tempo –, veio em gol de falta cobrada pelo dez do Peixe e que o goleiro Penny chegou bem atrasado.

No segundo tempo, as coisas ficaram mais fácies ainda para os brasileiros, pois, aos 14 minutos, o zagueiro e capitão da equipe peruana Guadalupe foi expulso. Mais espaço para Ganso jogar e ele apareceu com mais um passe decisivo, desta vez, para Borges, que fechou o placar do jogo em 3 a 1. Neymar, que passou longe de ser o jogador de outras partidas, quase fez um gol, em boa jogada individual, mas a finalização parou na trave.

A vitória do time brasileiro embolou o grupo 1 da Libertadores. Agora, Internacional é líder com seis pontos e saldo cinco; Santos também tem seis, mas com saldo de três e o The Strongest é o terceiro e mais uma equipe com seis pontos, porém, com saldo negativo de três gols. Depois de um início ruim dos brasileiros, o grupo parece sem encaminhar para que a dupla verde e amarela passe à segunda fase.

Flamengo 3x3 Olimpia: vacilo do tamanho da nação

Ronaldinho Gaúcho sofreu com muitas faltas, mas, mesmo assim, fez boa exibição, principalmente, no segundo tempo (AFP)

Todos estão falando e é verdade, o Flamengo jogava sua melhor partida no ano, mas vacilou e desperdiçou dois pontos importantes. Agora, o complicado para o rubro-negro é que no segundo truno fará dois dos três jogos fora de casa – justamente os dois primeiros, contra Olimpia e Emelec.

O Engenhão não estava lotado para acompanhar Flamengo e Olimpia, mas um bom público compareceu para apoiar o time da casa. O domínio rubro-negro no início da partida não foi capaz de assustar El Decano, que marcava muito bem em um 4-4-2 em linha. Para o 1 a 0 surgir, Vágner Love teve de fazer bela jogada, para quebrar a defesa e descobrir Bottinelli, que de cobertura marcou. O resultado refletia bem a primeira etapa: Flamengo melhor, mas não controlando totalmente o jogo.

No segundo tempo, os donos da casa voltaram muito acesos. E com uma cobrança de pênalti de Ronaldinho e uma finalização livre dentro da área de Luiz Antônio, após assistência genial do camisa dez, o Flamengo parecia ter matado o jogo. A sensação não ficou apenas fora de campo e, dentro dele, o time brasileiro se acomodou frente à um bom adversário, que estava disposto a empatar a partida.

O camisa dez do time tricampeão da Libertadores, Zeballos havia começado a partida no banco e entrou no decorrer do segundo tempo. Com o melhor jogador do último Campeonato Paraguaio em campo, o Olimpia passou a jogar no 4-3-3 e cresceu. Zeballos fez o primeiro, em bela cobrança de falta, um torpedo da entrada da área, indefensável para o goleiro Paulo Victor, que fazia mais uma boa exibição. O segundo foi de Caballero, atacante, que é terceiro colocado na tabela de artilharia do Apertura 2012. No lance do 3 a 2, falha de González, que atua mais uma vez bem, mas falhou no gol.

O vexame ficou ainda maior, quando Marín (ex-Atlético Paranaense e um ótimo cobrador de faltas) recebeu livre dentro da área passe de Maxi Biancucchi e finalizou forte e cruzado para empatar. O espaço que o carequinha teve dentro da área foi muito grande, algo que não pode acontecer em um momento decisivo de uma partida tão importante. Muralha e Luiz Antônio se saíram bem na marcação frente à zaga, mas, em alguns momentos, houve desleixo na marcação.

Porém, a culpa não pode ficar com os meninos, em um momento como esse, o Flamengo – os mais experientes – devem segurar a bola no ataque e esperar o tempo passar ou quem sabe alcançar um quarto gol. O time Gávea pecou mais uma vez na Libertadores, algo comum nos últimos anos. Em breve levantamento do amigo Thiago Rabelo, em seu twitter, isto ficou claro: nas últimas seis participações nada mais que as quartas de final em 1991, 93 e 2010. Além de ter ficado na primeira fase em 2002 e nas oitavas de final em 2007 e 2008.

Hoje o Flamengo lidera o grupo com cinco pontos, mas é seguido de perto por Olimpia e Lanús que têm quatro e o Emelec também enxerga a liderança, com três. O grupo 2 da Libertadores está bem embolado e, como dito no início do texto, o Flamengo tem a desvantagem de jogar duas partidas das três restantes fora de casa. A situação está longe de pedir desespero, mas o rubro-negro deve jogar o seu máximo nas três partidas restantes e, principalmente, aprender com os erros cometidos na quinta-feira.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Curtinhas sobre o futebol no mundo

Disputa aberta na Premier League

Ontem, o Manchester United, que assumiu a ponta da competição logo no início, sofreu um duro golpe. Ao visitar o Chelsea para recuperar partida adiada, por culpa das nevascas no final do ano, os red devils saíram na frente, mas com gols de David Luiz e Lampard – em pênalti duvidoso – o time londrino virou. Mas a maior ameaça ao United não vem do oeste de Londres e sim do norte da capital inglesa, onde se encontra o Arsenal.

Os gunners estão apenas quatro pontos atrás do líder e ainda tem um jogo a menos (contra o Tottenham). Porém a grande dúvida fica por conta do emocional dos comandados de Arsene Wenger, que recentemente perderam a Carling Cup para o Birmingham, candidato ao rebaixamento na EPL. E ainda, as lesões, que voltaram a aparecer. Mas, mesmo com alguns problemas, o Arsenal pode voltar a erguer uma taça, algo que não ocorre desde 2005, quando venceram a FA Cup.

Quartas-de-final na Copa Viareggio 2011

O tradicional torneio de futebol de base já se encontra na fase quartas-de-final. Para variar, a competição é dominada pelos italianos. A Juventus, campeã em 2009 e 2010, foi a segunda colocada do grupo A, mas permanece entre as favoritas para o título. O destaque biaconero é o atacante de 19 anos Niko Bianconi, que tem três gols no torneio. Outro atacante que vem se destacando é Denis Alibec, que veste o nerazzurro da Inter. O romeno já tem cinco tentos em Viareggio (vice-artilheiro) e lidera a Beneamata na briga pela taça.

O nome menos tradicional entre os oito melhores times de Viareggio é o Varese, dono da melhor campanha na primeira fase e que venceu suas quatro partidas na Copa. Os biancorossi chegam às quartas-de-final entre os favoritos, a liderança em seu grupo no Campeonato Primavera e o início no torneio são as credenciais. Além disso, a equipe conta com Giuseppe De Luca, artilheiro da competição com seis gols, e com o bom meia ambidestro Alessandro Scialpi.

Confira os confrontos:

Sampdoria x Varese
Inter x Genoa
Juventus x Atalanta
Fiorentina x Parma

Ronaldinho puxa o bonde

 Ronaldinho já se sente em casa no Flamengo e, até puxa o "bonde" - Ag. O Globo

Na final do primeiro turno do Campeonato Carioca, Ronaldinho voltou a ser a estrela principal de uma conquista e levantou a taça como capitão (A Copa das Confederações de 2005 havia sido o último título dele trajando a faixa). Atuação nota 7,5/8, bem participativo, chamando sempre a atenção de dois ou mais marcadores, o camisa dez facilitou a vida do rubro-negro, que desde o principío do jogo deixou claro que levaria a Taça Guanabara.

E o gol do Flamengo veio dos pés de Ronaldinho Gaúcho. O meia tentou tabelar com Thiago Neves, que sofreu falta na entrada da área. Como nos tempos de Barcelona, o camisa dez pegou a bola e olhou sério em direção ao gol. Não teve jeito, bola no canto esquerdo de Thiago. Ronaldinho saiu pra comemorar antes da bola cruzar a linha, pois percebeu a perfeição com que colocou a redonda. A conquista rubro-negra sobre o Boavista foi destaque na imprensa internacional, pelo fato de ter tido o craque como principal nome.

Abraço a todos

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ronaldinho, mais próximo do que nunca


Ronaldinho e a tradicional sambadinha podem deixar Milão em breve - Ag. Reuters

Sim, o Melhor do Mundo pela FIFA em 2004 e 2005 está próximo de voltar ao Brasil. Não é a primeira vez que um clube brasileiro demonstra interesse e diz ter pronta a engenharia financeira para contar com Ronaldinho Gaúcho. Porém, agora o camisa 80 rossonero conta com vários motivos para deixar a Itália. Listarei alguns:

- Hoje ele é reserva do time de Massimiliano Allegri, Robinho e Ibrahimovic formam a dupla de ataque, onde o técnico enxerga Ronaldinho jogando. Além disso, Pato está machucado e antes de se lesionar era presença certa nos onze iniciais. Ou seja, mais um à frente do compatriota.

- E se Ronaldinho voltasse a jogar no meio-campo, na função de trequartista no 4-3-1-2 milanista? Também seguiria sendo reserva. Pois enquanto estava sendo escalado por trás da dupla ofensiva, a produção era baixa e não demorou muito para perder a vaga para Seedorf, que hoje também já é banco. O novo dono da posição é Kevin-Prince Boateng, portanto na função de criação de jogadas o brasileiro é a terceira opção.

- Cassano vem aí. O segundo atacante está em litígio com a Sampdoria e muitos jornais já o colocam no Milan. O negócio parece ser questão de tempo, portanto seria mais um concorrente à vaga de Ronaldinho.

- Os minutos de Ronaldinho nas últimas sete partidas não são nada animadores para quem ainda sonha em defender a seleção brasileira. Foram aproximadamente 134 minutos, uma média 20 minutos por jogo. Porém a maior parte desse tempo vem do jogo contra o Ajax, quando a sua equipe entrou já classificada e os principais nomes foram poupados. Sem essa partida completa, o tempo aproximado em campo cairia para 44 minutos e a média despencaria para 7 minutos.

O presidente do Grêmio Paulo Odone já deixou claro que trabalha para viabilizar o pagamento de salários ao camisa 80 do rossoneri. Mas a liberação ficaria por conta do jogador de seu irmão-empresário Assis, revelou o presidente do Tricolor Imortal à ESPN Brasil (Entrevista completa, clique aqui, ele ainda fala da concorrência do Los Angeles Galaxy e diz que a proposta gremista seria superior as de Palmeiras e Flamengo, principais adversários no repatriamento de R80).

A grande diferença dessa vez é que Ronaldinho têm todos esses motivos listados acima para deixar o Milan. Na temporada passada, ele não estava jogando muito bem, mas tinha vaga no time e quando sentava no banco, não passava muito tempo por lá. Portanto esse é o seu pior momento na Itália e os rossoneri ainda têm um bom motivo para liberá-lo, pois além de não precisarem tanto do astro brasileiro, conseguiriam se livrar do segundo maior salário do elenco, os 7,5 milhões de euros por temporada (abaixo apenas dos 9 milhões de Ibra).

Portanto, dessa vez, acho que realmente Ronaldinho está próximo. E Grêmio, Flamengo e Palmeiras, podem ser seu destino.

Abraço a todos

segunda-feira, 29 de março de 2010

A odisseia de Ronaldinho Gaúcho no Barcelona


Com Joan Laporta, Ronaldinho recebendo a camisa dez blaugrana (Cesar Rangel – AP Photo)


Ronaldinho Gaúcho chegou ao Barcelona na temporada 2003/2004. O ex-jogador do PSG trocou a França pela Catalunha para ser o “cara” do novo projeto blaugrana. O homem que o atraiu para lá foi Sandro Rosell, ex-diretor da Nike no Brasil, que acabara de ser eleito vice-presidente esportivo barcelonista e que também era amigo do gaúcho. À época, o novo comando do Barça, além de ter Sandro, contava com o presidente Joan Laporta; o vice-presidente de finanças, Ferran Soriano; o vice-presidente de marketing, Marc Ingla; e o diretor esportivo, Txiki Bergiristain, ex-ídolo do clube.

A promessa de campanha de Joan Laporta era trazer David Beckham, mas o inglês acabou saindo do Manchester United para o rival Real Madrid. Porém, o novo presidente blaugrana nunca irá se arrepender de ter contratado o brasileiro. Os 32,25 milhões de euros pagos ao time da capital francesa foram o melhor negócio da nova era barcelonista. Um verdadeiro divisor de águas no mundo do Barça.

O desafio da chegada

O problema para Ronaldinho era o momento de sua chegada. Desde o começo, estava claro que os primeiros companheiros no Camp Nou não permaneceriam muito tempo na Catalunha. Além do craque verde e amarelo, o outro grande nome dessa nova fase seria o técnico. Mais uma vez, um holandês, Frank Rijkaard, ex-volante, com passagens destacadas por Ajax e Milan. O fim da era Louis Van Gaal estava decretado.

Para fazer companhia ao novo camisa dez do Barcelona, chegaram Rafael Marquéz, Quaresma e o goleiro Rüstü. Como todos sabem, os dois últimos tiveram vida curta no Camp Nou. A “Ronaldinhomania” começava a surgir. Logo na apresentação do brasileiros aos culés, 20 mil pessoas foram ao estádio, para darem as boas-vindas ao novo craque do clube. Ronaldinho chegava em um contexto ruim, pois o Barcelona havia ficado em sexto lugar em La Liga 02/03 e, o pior, 22 pontos atrás do campeão Real Madrid.

O primeiro jogo foi realizado longe da Espanha, no estádio Foxboro (Gillette Stadium), em Boston, nos Estados Unidos. O adversário foi a tradicional e forte Juventus, que, na época, era a vice-campeã da Liga dos Caampeões. O resultado: 2 a 2 no tempo normal e 6 a 5 na disputa de pênaltis. A dúvida pairava sobre os culés: o craque traia sorte ao novo clube?

O famoso sinal do Ronaldinho: em Barcelona, foi símbolo de sucesso por muitos anos (Getty Images)

A primeira temporada já mostrou que, com o brasileiro no time, o Barcelona voltaria a ser grande. Mas os blaugranas sofreram muito durante a campanha: a reestruturação do clube foi contestada, a cabeça de Rijkaard foi pedida várias vezes e Laporta chegou a ter a vida ameaçada, pelos setores mais radicais dos culés. O ponto mais baixo da trajetória, em 2003-04, foi a derrota por 2 a 1 para o Real Madrid. O revés para o maior rival não vinha há 20 anos, no Camp Nou. Ao final daquela partida, o Barça estava na 11ª colocação na Liga Espanhola. Ronaldinho acompanhou o jogo das tribunas, com o rosto desolado, pois só voltaria aos gramados na outra rodada.

Quando o camisa dez retornou de lesão, o time foi se acertando e, após três jogos alternando altos e baixos, conseguiu a sequência de 17 partidas sem derrotas, que incluíram vitórias importantes frente à Real Madrid, Valencia, Deportivo La Coruña e Real Sociedad. A série invicta levou o time a segunda colocação em La Liga. Frente ao rival basco, no dia de seu aniversário, Ronaldinho teve muito o que comemorar. A vitória por 1 a 0 veio com cobrança de falta genial do brasileiro, aos 43 minutos do segundo tempo. Com isso, a festa de aniversário ocorreu nos bastidores do Camp Nou. Uma curiosidade mostra como o camisa dez era especial para o clube: o presidente Joan Laporta desceu para a festividade, tendo uma aula de como cantar parabéns em português, com Sandro Rosell, para mostrar carinho ao seu jogador especial. 

Pronto, o time voltava a Liga dos Campeões e teria maior poder de investimento para montar o plantel da próxima temporada. Além disso, o ano de estreia dos novos dirigentes já começava a apresentar resultados, reduzindo as dívidas (primeira vez desde 1997), aumentando o número de sócios e iniciando o processo de modernização do clube, que culminaria na troca completa do gramado do Camp Nou ao final de 2003-04.

O feito de Ronaldinho Gaúcho foi enorme, principalmente, se levarmos em conta os seus companheiros de equipe. Valdés; Rüstü, que não jogava tanto por não ter passaporte europeu; Reizeger; Puyol; Márquez; Oleguer; Giovanni van Bronckhorst; Cocu; Xavi; Gabri; Gerard; Luis Enrique; Davids, que chegou por empréstimo da Juventus em janeiro; Luis García; Overmars; Quaresma; Saviola e Kluivert. Bons nomes, mas existem várias coisas para se pontuar. Os holandeses – exceção feita a Gio – já estavam em fim de carreira e, depois do Barça, a maioria se transferiria para times menores. Luis Enrique vivia seus últimos tempos. Valdés, Oleguer, Xavi, Quaresma e Saviola, eram promessas e sabemos que apenas o goleiro e Xavinho deram certo no Barcelona. O grau de aproveitamento dos não tão jovens, como Puyol, Gabri, Gerard e Luis García, também foi baixo: o zagueiro cabeludo deu certo, os outros logo deixaram o Barça.

Foi na temporada de estreia no Campeonato Espanhol, que ele protagonizou um de seus lances mais geniais naquela ponta-esquerda do Camp Nou. Os três chapéus consecutivos sobre os dois marcadores bascos do Athletic de Bilbao foram um dos cartões de visitas de Ronaldinho. O camisa dez ressaltou que seria importante aos blaugranas, terminando a temporada com 22 gols, sendo 15 em La Liga, o que o colocou como artilheiro do time no ano e no Campeonato Espanhol.

O novo esquadrão estava formado

Os investimentos imaginados vieram e, desta forma, Ronaldinho recebeu novos parceiros. Deco e Giuly, campeão e vice da LC no ano anterior chegaram de Porto e Monaco, respectivamente. Para a defesa, foram contratados os brasileiros Belletti, Edmilson e Sylvinho. No ataque, destaques de outros times da Europa: Eto’o, do Mallorca, e Larsson, do Celtic.

Eto'o e Ronaldinho: conexão perfeita e uma dupla que assombrou a Europa e o Mundo por quatro temporadas (AP Photo)


Um novo esquadrão em azul-grená estava formado e, com este time, o Barça voltou a vencer La Liga, após seis anos de jejum. Agora, os blaugranas já tinham um objetivo: voltar ao topo da Europa. O último e único título da Liga dos Campeões havia sido conquistado com o “Dream Team”, comandado por Cruyff, em 1991-92. Em campo, estavam Ronald Koeman (autor do gol único, na prorrogação da final, contra a Sampdoria), Bakero, Guardiola, Hristo Stoichkov e Michael Laudrup.

Em 2005, Ronaldinho ganhou o prêmio Melhor do Mundo FIFA, Eto'o ficou em terceiro e Messi foi coroado Golden Boy (Reuters)

Novamente, meta traçada e alcançada, com um bônus: o bi Espanhol. Nessas conquistas, um nome teve destaque maior que os outros, Ronaldinho, que foi o craque do título da LC 2005-06 e artilheiro do Barça na campanha, com sete gols. Nessas temporadas abençoadas, o camisa dez blaugrana foi condecorado como Melhor do Mundo FIFA 2004 e 2005 e como Bola de Ouro da revista France Football 2005 – diversos outros prêmios menores também foram conquistados.

Atuações memoráveis

O biquinho maravilhoso, contra o Chelsea, em Stanford Bridge (FourFourTwo)


Além dos prêmios individuais, Ronaldinho colecionou atuações memoráveis. Contra o Chelsea, pelas oitavas de final da LC 2004-05, em Stamford Bridge, ele marcou os dois gols blaugranas naquela noite. Um deles de forma mágica: dançando na frente dos marcadores e, com um biquinho, acertando o ângulo da meta. O belo gol anotado contra o Milan, na primeira fase do mesmo ano, coroou outra exibição de gala. Naquele momento, o Gaúcho sabia exatamente o que representava para o Barcelona e a que patamar havia chegado. Após o elástico, no qual deixou para trás Nesta e Gattuso de uma vez só e chute de canhota – sua perna “ruim” –, saiu falando para quem quisesse ver e ouvir, “eu sou foda”. E de fato era.


Ronaldinho e a exibição de gala frente ao Real Madrid no Real Madrid (Miguel Ruiz/FCB)

Para finalizar, a melhor atuação individual que pude presenciar no futebol. O 0 a 3, no Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu, no dia 19 de novembro de 2005. Ronaldinho Gaúcho marcou dois gols muito parecidos no segundo tempo: partindo da esquerda, anotando sem tomar conhecimento de Sergio Ramos, Helguera, Roberto Carlos e Casillas. A diferença entre seus gols foi que, em um cortou para a direita, e, no outro, para a esquerda, sendo que, no segundo, Roberto Carlos não ficou para trás. A atuação mágica na capital espanhola lhe rendeu honraria só repetida duas vezes na história. Ser aplaudido de pé pelos torcedores merengues foi fato raro e apenas Maradona e Messi conseguiram o feito em “território inimigo”.

Despedida com altos e baixos

Mesmo sendo vaiado nos seus últimos tempos de Espanha, chamado de gordo, o brilho não se resumiu a três ótimas temporadas. Ronaldinho, de vez em quando, aprontava das suas: um gol de bicicleta, cobranças de faltas milimétricas e assistências geniais foram os momentos finais de brilho do camisa dez. Na área de lendas do site do Barcelona, Ronaldinho é lembrado e existem dois vídeos de gols do brasileiro com a camisa blaugrana, que merecem ser conferidos. Acessem o primeiro aqui e o segundo aqui.

 Foi de Ronaldinho o passe para o primeiro gol profissional de Messi com a camisa do Barcelona (Getty Images)


Ronaldinho Gaúcho foi muito importante para o Barcelona, tanto dentro ,quanto fora de campo. Hoje, se o Barça chegou onde está, foi muito por conta do craque brasileiro. Se Laporta tivesse contratado Beckham, a história talvez não tivesse o sucesso que acabou aparecendo. Não nego a importância de Messi, mas a base do time e a estrutura do clube vem lá de trás, quando era o brasileiro quem dava as cartas no Barcelona.

Visca el Barça, Visca Ronaldinho, Visca el Fútbol!


Protagonismo na conquista da Liga dos Campeões, em 2005-06 (Getty Images)

Números de Ronaldinho no Barcelona


Temporadas no Clube: 2003-2008

Jogos: 250

Gols: 110 (94 em partidas oficiais)

Assistências: 81 em jogos oficiais.

Títulos: 2 Ligas (2004-05 e 2005-06), Liga dos Campeões (2005/06) e 2 Supercopas da Espanha (2005-06 e 2006-07)