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domingo, 17 de julho de 2011

Brasil 0x0 Paraguai (Pênaltis: Brasil 0x2 Paraguai)

O erro se repete: faltou o gol

 Justo Villar: brilhou durante os 120 minutos de bola rolando, pegou um pênalti e contou com a sorte nos outros três (Ricardo Matsukawa/Terra )

O Brasil jogou bem; Robinho mostrou maturidade e chamou a responsabilidade; o meio-campo se movimentou muito e mesmo fazendo sua melhor partida na competição, os canarinhos terão que voltar para casa. Os guaraníes contaram com partida muito boa do goleiro Justo Villar e com a falta de tranquilade nas finalizações brasileiras.

Desde o início, postado no 4-2-3-1 o Brasil teve dificuldade para vencer o 4-4-2 paraguaio, mas em momento algum se desesperou. Os três meias trocavam muito de posição e confundiam a marcação albirroja. Robinho finalmente estava à vontade nesta CA. Alexandre Pato era o pior do setor ofensivo. Mas quem assustou mais o goleiro Villar foi Neymar, que falhou cara à cara.

O Paraguai não chegava muito e Júlio César não teve trabalho durante os 90 minutos. Ao contrário do primeiro encontro entre as seleções na Copa América 2011, Estigarribia não se dava bem na ponta-esquerda, pois Maicon vinha muito bem em sua contenção. No segundo tempo; Neymar, Ganso, Robinho e Pato ou falharam na frente do gol ou tiveram seus chutes defendidos pelo capitão albirrojo.

O personagem do jogo parecia estar definido: Justo Villar e, à medida que os pênaltis se aproximavam, o Brasil ficava tenso, pois via que o goleiro rival tinha tarde iluminada e poderia brilhar na disputa de penalidades. Na prorrogação, Lucas (do São Paulo) foi o homem a chamar a responsabilidade, mas não deu. Os canarinhos não conseguiram transformar o domínio da bola em gols – acabaram o jogo com 56% de posse de bola, quesito que foi dominado durantes os 120 minutos.

Porém, o desastre ficou para os pênaltis. O Brasil perdeu as suas quatro cobranças – uma defendida por Villar, o heroi do jogo -, enquanto o Chile marcou duas das três que tentou. A eliminação brasileira, em sua melhor partida na competição, foi vista com calma pelo técnico Mano Menezes. Ele viu como positiva a evolução da seleção durante a CA 2011 e aposta na continuidade do trabalho. Mas a principal falha de hoje foi a mesma da estreia: a falta de precisão e tranquilidade nas finalizações.

O Paraguai chega à semifinal sem ter vencido na competição, mas a vitória nos pênaltis contra o Brasil pode dar a confiança necessária para a reta final da Copa América disputada na Argentina.

domingo, 3 de julho de 2011

Brasil 0x0 Venezuela


Sem ousadia e sem alegria

Alexandre Pato e Robinho: cara feia, empate amargo na estreia brasileira na Copa América 2011 (Ricardo Matsukawa/Terra)

O Brasil de Mano Menezes começou melhor jogando em cima da venezuela. Com a presença de PH Ganso entre os titulares, o esquema tático voltou a ser o 4-2-3-1. A vinotinto marcarva os “canarinhos” no 4-4-2 ortodoxo, com Arango e César González pelos lados, chegando na dupla ofensiva Fedor e Rondón.

Mesmo sem grande participação de seu dez, o Brasil chegava forte – principalmente com André Santos e Neymar pela esquerda. Pato tentava participar bastante do jogo, mas sentia a falta de apoio de Ganso e Robinho. O centroavante chegou a chutar uma bola na trave, após boa descida de Daniel Alves. Mas a grande chance do primeiro tempo veio com o camisa sete verde e amarelo: ele recebeu de Neymar e bateu displicentemente, possibilitando que Vizacarrondo, com o peito, tirasse a bola do destino dela.

Com a má-participação ofensiva dos volantes, faltava alguém para chegar batendo de fora da área. Este artifício seria importante, pois depois do início ruim, a defesa venezuelana passou a impedir as penetrações brasileiras e o Brasil não arriscou de fora. Após o 0 a 0 no primeiro tempo, a vinotinto voltou mais confiante para a segunda etapa e chegou a assustar os “canarinhos”, que contaram com a dupla de zaga Lúcio e Thiago Silva em boa jornada.

Na etapa final, o técnico brasileiro mexeu bastante, mas não houve melhora com as trocas. A equipe passou a jogar no 4-3-3, com Lucas aberto pela direita, Neymar na esquerda e Fred centralizado, mas não uma produção ofensiva maior. O 0 a 0 pareceu um puco duro ao Brasil, que  sentiu justamente a falta da ousadia tão aclamada pelos seu jogadores no twitter. Além disso, faltou uma maior participação de Ganso e que os volantes também aparecessem no setor ofensivo do meio-campo brasileiro.
Agora o Brasil parte para o grande desafio na primeira fase: o Paraguai, onde enfrentará uma equipe que deu muito trabalho à seleção espanhola na Copa do Mundo de 2010.