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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A camisa nove

Suárez é, hoje, o melhor centroavante no mundo, mas são vários camisas nove jogando em alto nível no futebol mundial (Andrew Powell/Getty Images)
 
Há, praticamente, dois anos escrevi um post sobre centroavantes, citando exemplos de professores na função. Mas, desta vez, a ideia é diferente, falarei da situação dos camisas noves no futebol contemporâneo. Apesar das críticas constantes a jogadores da posição e de mais técnicos utilizarem a opção do falso nove, hoje são diversos centroavantes atuando em alto nível no mundo e nos mais diferentes estilos de jogo. 

Minha percepção é que o nove não morrerá e, como diz o amigo jornalista, Thiago Rabelo: “quem tem centroavante é feliz”. Porém, hoje, a função mudou. Claro, ainda existem aqueles atacantes que vivem dentro da área e só aparecem em um toque, o chute do gol, mas, no futebol de alto nível, este tipo de jogador está cada vez mais raro. Os centroavantes de grande valor já sabem disso e se adaptaram ao novo cenário do futebol mundial. 

O nove atual tem que ter bom poder de finalização e, de preferência, saber chutar de fora da área – e claro com as duas pernas. Porém, esta já era uma característica básica anteriormente, o que se tornou mais importante é aliar isto à visão de jogo e à qualidade no passe. O centroavante, muitas vezes, deixa a área e vê os pontas e laterais invadirem o “seu espaço” para realizarem a finalização. Portanto, o passe preciso pode resultar em uma assistência e até definir um jogo. Em uma passada rápida na lista de assistentes das grandes ligas europeias, alguns camisas nove figuram entre os destaques, muito por conta deste movimento – em La Liga, Bacca e Benzema; na Ligue 1, Ibrahimovic; na Premier League, Giroud; e, na Serie A, Higuaín, Luca Toni e Palacio são destaques no quesito. 

Outro ponto que destaco sempre no futebol dos centroavantes atuais é a capacidade para driblar, nada que peça muito refinamento, mas cortes capazes de limpar espaço para a finalização. Pois, com a marcação mais apertada, um passe que forneça total liberdade para o finalizador é raro, portanto, o drible pode garantir a oportunidade do chute e, consequentemente, do gol. Além disso, o aspecto físico deve ser desenvolvido, porque isto pode ser a diferença entre permanecer em pé e conseguir o arremate ou desperdiçar uma oportunidade clara, após uma trombada do adversário. 

Portanto, os centroavantes deixaram de ser apenas os homens do gol e participam de todo o jogo ofensivo das equipes: com passes, abrindo espaços e fazendo o pivô. Outro ponto que não pode faltar nos noves de destaque no futebol atual é a presença na defesa, pois são muitos times que jogam com marcação pressão. Neste sistema, a participação do atacante neste movimento da saída adversária, constantemente resulta em gols, por isso, a aplicação defensiva também é importante.  

Novamente, faltam brasileiros 

 Fred foi amado pelos companheiros na reta final da Copa das Confederações. Brasileiros esperam que ele repita as atuações no Mundial (Ag. Reuters)

Neste contexto, os brasileiros estão ausentes dos dez principais centroavantes do futebol mundial, apesar de nem todos terem porte de centroavante e nem sempre jogarem centralizados. A minha lista dos dez contaria com: Agüero, Cavani, Diego Costa, Falcao García, Ibrahimovic, Lewandowski, Lukaku, Negredo, Suárez e Van Persie. Dentre eles, Agüero, Falcao García, Ibrahimovic, Suárez e Van Persie estão acima dos demais, em termos de potencial. Porém, nem todos estão nos melhores momentos das carreiras e, mesmo assim, conseguem ficar entre os principais nomes da posição. 

Desde a época do post citado no início deste texto, faltavam brasileiros entre os principais destaques da posição e, quase dois anos depois, o panorama não mudou. Nas principais ligas da Europa e em alguns mercados menores, os brasileiros não são destaques absolutos na artilharia. Mas jogadores nascidos aqui conseguiram balançar as redes de forma relevante: na Bundesliga, Raffael (9 g) e Roberto Firmino (8 g); na Serie A, Eder (9 g); na Eredivisie, Lucas Piazon (11 g); e, na Premier League Russa, Hulk (9 g). 

Nenhum deles, um claro centroavante, por isso, as melhores alternativas para a camisa nove verde e amarela estão no Brasil. Uma delas está longe de ser ruim, é o ótimo Fred, porém, o centroavante do Fluminense não é tão confiável, pois se lesiona constantemente e nem sempre repete a atuação intensa que teve contra a Espanha, na final da Copa das Confederações. O jogador daquela partida estaria entre os 15 melhores homens de área do mundo, mas afetado por uma lesão na coxa, Fred não atua desde setembro de 2013. Portanto, o melhor nove brasileiro é um grande ponto de interrogação. 

As outras opções para a seleção acabam sendo jogadores que não são considerados de nível tão alto e que, ainda por cima, não vivem o melhor momento da trajetória futebolística. Os últimos camisas nove convocados para a reserva de Fred foram Alexandre Pato, Leandro Damião e Jô. O artilheiro da Libertadores pelo Galo se firmou na vaga, mas recentemente não vem convencendo e parece não ter o porte da seleção brasileira. Pato e Damião também, pois iniciaram as carreiras mostrando força para assumirem a nove canarinha e, hoje, estão muito longe daquele nível que prometeram. 

Sem nenhum dos três jogando bem, Felipão ensaiou nos últimos amistosos a alternativa do falso nove, que Mano Menezes vinha utilizando na reta final do trabalho. Porém, ao contrário do antecessor, o técnico pentacampeão mundial não escolheu Neymar para exercer a função. A principal opção para comandar o ataque com mais mobilidade foi Robinho, que está longe dos melhores momentos na Europa, mas conseguiu render bem pelos samba boys. 

Portanto, apesar do mundo ter, a cada dia mais, centroavantes – de diferentes estilos – atuando em alto nível, a ausência de duas ou três opções brasileiras – além de Fred – fazem a alternativa do falso nove ser quase obrigatória para a seleção. Parece, cada vez mais óbvio que Robinho será o reserva do centroavante do Brasil na Copa de 2014. Felipão não terá um nove clássico no banco durante o Mundial, não por opção dele, mas por falta de brasileiros que atuam por ali e com nível para estarem na maior competição entre seleções do planeta.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Olho nelas: Colômbia

Colômbia 

 Falcao García é o dono da bola, mas a Colômbia não se resume ao artilheiro (EFE/Mauricio Duenas)

A história recente do futebol colombiano é semelhante à dos belgas, porém, com um ponto mais negativo e outro bastante positivo. Os sul-americanos não iam ao Mundial desde 1998 (portanto, 16 anos de ausência), mas tiveram um brilho continental depois disso, com a conquista da Copa América disputada em casa, em 2001, quando Aristizábal esteve em grande destaque, conquistando a artilharia do torneio.

Esta geração colombiana bebe da fonte de times que tiveram sucesso recente no futebol base mundial e sul-americano. O trio de meias, Guarín, Aguilar e Macnelly Torres ficou em terceiro lugar no Mundial sub-20 2003. Dois anos depois, o grupo mudou, mas Guarín e Aguilar estavam lá, e ganharam companhia de Zapata, Valdés, Zuniga, Edwin Valencia e Falcao García. Com este grupo, sob o comando de Reinaldo Rueda – hoje, técnico do Equador, que também virá a Copa de 2014 –, a Colômbia foi campeã sul-americana sub-20, deixando Argentina, de Messi e Lavezzi; e o Brasil, de Sóbis e Fernadinho; para trás. No título, Rodallega, que iniciou a competição como reserva, foi o grande destaque, com 11 gols. O artilheiro daquela disputa hoje nem está mais no elenco tricolor, o que mostra as boas opções ofensivas desta seleção. 

A história desta Colômbia começa a mudar quando a Federação escolhe Hernán Darío Gómez, no meio de 2010, para assumir a seleção com o único objetivo: voltar ao Mundial. No meio deste percurso, os cafeteros fizeram ótima campanha, na primeira fase da Copa América de 2011. Mas caíram logo em seguida, nas quartas de final e, com isso, o treinador deixou o comando da equipe. O auxiliar Leonel Álvarez foi promovido ao cargo de técnico principal, porém, a trajetória tricolor mudou mesmo com a chegada do argentino (com passagem longa pela Colômbia, quando era jogador) José Pekerman, no início de 2012. 

“Ele tratou de nos dar a confiança necessária para que pudéssemos jogar da forma como estamos acostumados: tentando competir de igual para igual tanto em casa quanto fora e buscando sempre as vitórias sem rodeios. Hoje em dia, somos uma seleção mais madura e equilibrada”. Disse Falcão García ao site da Fifa recentemente. O principal jogador da tricolor (um dos principais atletas do mundo) mostra a importância de Pekerman, o homem que consegue dar equilíbrio à Colômbia. Pois está claro que a parte ofensiva da seleção tem muito talento, porém, nas Eliminatórias, além do bom ataque, a defesa é a melhor da tabela ao lado da Argentina, méritos para o comandante. 

 Um volante mais fixo e quatro meias buscando municiar o brilhante centroavante, Falcao García (clique na imagem para ampliar)

Taticamente o time joga prioritariamente no 4-1-4-1, porém, muitas vezes, com o avanço dos meias-externos passa a ser um 4-3-3. Um ponto importante para o bom funcionamento do esquema cafetero e que não tem funcionado ultimamente é o meia-central Guarín, que vive má-fase técnica na Internazionale, mas que foi fundamental na campanha da Copa América de 2011. Nestes oito meses que separam a Colômbia do Mundial, um dos principais trabalhos de Pekerman será a recuperação do camisa 13.

Após viver “uma das maiores alegrias da minha vida”, o técnico argentino e seus dois auxiliares seguirão trabalhando muito. Durante a trajetória à frente da seleção, o trabalho de pesquisa sobre os adversários foi destacado pelos comandados e poderá fazer a diferença na Copa de 2014. Para dar mais bagagem aos cafeteros, a Federação Colombiana também trabalha e, em novembro, agendou amistoso frente à Bélgica e Holanda, na Europa.

Acostumar os jogadores à grandes jogos, com seleções que estarão na Copa, poderá ser o antídoto para a falta de experiência em Mundiais do elenco tricolor. A inexperiência é algo que poderá pesar à esta geração colombiana: dos 23 jogadores constantemente convocados por Pekerman, apenas o goleiro reserva Mondragón esteve em uma Copa do Mundo. Mesmo com a maioria dos cafeteros jogando há muito tempo na Europa, não ter disputado um Mundial poderá ser mais um desafio para a boa seleção colombiana. Mas com o incrível centroavante Falca García e o comando do equilibrado José Pekerman, sim, a Colômbia poderá surpreender na Copa do Mundo, que, muito possivelmente, virá ao Brasil como cabeça de chave.

PS: talvez, tenha mais algumas seleções que serão abordas aqui na "Olho nelas", porém, deverão ser faladas apenas mais para frente.

sábado, 1 de junho de 2013

A sensação do mercado



 Entre os agachados, João Moutinho (o primeiro), Falcao García (no centro) e James Rodríguez (o último) tem muita coisa em comum: o histórico no Porto, o empresário Jorge Mendes e o fato de terem sido contratações milionárias do novo Monaco (AP Photo)

Acabamos de entrar no mês de junho e o campeão da Ligue 2 já investiu 115 milhões de euros em contratações. O Monaco é mais um caso de clube milionário com dinheiro vindo da Arábia ou da Rússia, como é o caso do time francês. Por isso, os monegascos estão chamando a atenção no mercado de transferências que foi aberto recentemente na Europa.

Desde dezembro de 2011 o russo Dmitry Rybolovlev é dono de 66% do clube. Médico que fez o dinheiro na indústria – principalmente no ramo de fertilizantes – hoje coleciona quadros de pintores famosos, é proprietário uma ilha no Havaí, quer comprar outra na Grécia, no nome da filha possui um apartamento de 88 milhões de dólares em Nova Iorque, é dono de uma mansão em Palm Beach com garagem para 50 carros no valor de 95 milhões de dólares e, claro, é dono do AS Monaco. Segundo a Forbes, em 2012, o novo comandante vermelho e branco era dono de uma fortuna estimada em 9,1 bilhões de dólares, o que o colocava como 119° homem mais rico do mundo. Portanto, dinheiro não é mesmo o problema deste novo Monaco.

Já com o russo como mandatário, os vermelhos e brancos conseguiram o título na Ligue 2, com alguma facilidade. Foram apenas quatros derrotas na campanha do acesso e seis pontos de vantagem em relação ao vice-campeão Guingamp. Mas o desempenho serviu mesmo para recolocar o time na elite e para dar sequência ao projeto de Dmitry Rybolovlev que quer fazer o Monaco tomar a ponta no futebol francês do também milionário PSG e, posteriormente, voltar a ter sucesso em nível europeu. O diretor esportivo do time, Vadim Vasilyev afirmou ao Telegraph que eles querem até mais do que isso: “Nós queremos construir um belo time, que jogue um futebol bonito”.

Para que o projeto se materialize o dinheiro está sendo muito bem investido neste mercado recém-aberto. Porém, o que chama a atenção é que, nas quatro contratações já realizadas, um elemento está por trás de todas elas: Jorge Mendes. O agente proprietário da Gestifute se notabilizou pela forte relação com outro portguês, José Mourinho. Por conta disso, hoje o empresário tem muitos jogadores no Real Madrid. Mas, nos últimos anos, os tentáculos de Jorge Mendes abraçaram o Porto e Atlético de Madrid também.

As quatro primeiras contratações monegascas, João Moutinho (22 milhões de euros), James Rodríguez (40 mi), Ricardo Carvalho (gratuita) e Falcao García (60 mi) têm Jorge Mendes como empresário e, durante a carreira, passaram pelo Porto. Os dois primeiros dispensam comentários e, em 2012-13, 44,8% dos gols (43 dos 96 gols) marcados pelos azuis e brancos na temporada ou foram anotados pela dupla ou tiveram a assistência de um dos dois. Falcao García anotou 40 gols em 50 partidas por Atlético de Madrid e seleção colombiana em 2012-13. Pelo desempenho dentro de campo, essas três primeiras contratações são incontestáveis, mas Ricardo Carvalho levanta muitas dúvidas. Porém, o zagueiro português deverá ter um papel fundamental nos bastidores do clube e no quesito de dar experiência ao novo elenco que está sendo formado.

A opção por Jorge Mendes como grande parceiro neste novo time também se reflete na provável aquisição do goleiro Víctor Valdés, mais um jogador ligado ao empresário português. Ter relação tão forte com um agente pode dar problemas, no Real Madrid foi assim. Os atletas que não eram de Jorge Mendes formaram um grupo e isolaram os jogadores ligados à Mourinho e ao chefe da Gestifute. A dificuldade de relacionamento dentro do elenco merengue foi bastante prejudicial ao desempenho da equipe no ano.

Por outro lado, desde 2011-12, quando Falcão chegou ao Atlético de Madrid, mesmo os rojiblancos tendo muitos jogadores do empresário português, não houve problemas deste tipo. No Porto, é a mesma coisa, a influência de Jorge Mendes só parece aumentar, mas o Dragão segue mandando no Campeonato Português. Portanto, cada grupo de jogadores reage de uma forma diferente a forte influência de um empresário no elenco. Este será um ponto importante para ser trabalhado pelo Monaco neste ano. Claudio Ranieri é o treinador e terá que ter muito apoio da diretoria e do homem do dinheiro para lidar com esta situação no Estádio Louis II.

*Os valores considerados nas transferências são os apresentados no site: http://www.transfermarkt.co.uk

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Os melhores do mundo de 2012

A tão desejada bola de ouro da FIFA (Getty Images)

A FIFA entregará o prêmio “FIFA Ballon d’Or” de 2012, em cerimônia a ser realizada em Zurique no dia 7 de janeiro de 2013. Na disputa da entidade máxima do futebol, apenas três jogadores podem receber o prêmio. O argentino Messi, do Barcelona; o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid e o espanhol Iniesta, do Barcelona. Nesta competição, o nome de “La Pulga” parece ser barbada.

Não tenho direito à voto na disputa da FIFA, por isso, ousei e farei a lista dos meus dez melhores jogadores do mundo neste ano.

1º- Lionel Messi (Barcelona-ESP – Argentina):

Não dá para não considerar Messi o melhor do mundo. Neste ano, o camisa dez blaugrana balançou as redes dos adversários 91 vezes e bateu o recorde de gols em um período de 12 meses. O argentino também fez assistências, em La Liga 2012-13 já foram cinco. Mas a grande diferença para “La Pulga” em 2012 foi o rendimento pela seleção argentina, onde fez 12 gols em nove jogos. Ou seja, a história de que ele não funcionava na albiceleste ficou para trás com a chegada de Alejandro Sabella. O grande problema da temporada foi ter conquistado apenas um título durante os 12 meses, porém, os números mostram que a ausência de conquistas não foi por mau rendimento de Messi. A taça foi a da Copa Del Rey. De qualquer forma, parece improvável que haja um jogador no planeta capaz de desafiar o argentino Rosario pelo prêmio de melhor do mundo nos próximos anos.

2º- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal):

Cristiano Ronaldo fez gol no Camp Nou neste ano e pediu para os culés ficarem em silêncio (Getty Images)

Assim como Messi, Ronaldo parece estar um nível acima dos outros jogadores do mundo, mas levantou duas taças no ano, a Liga Espanhola e Supercopa da Espanha. Enquanto o argentino fecha o ano com 91 gols, CR7 também teve números impressionantes e balançou as redes 63 vezes. A comparação com o dez blaugrana é inevitável e o português também chamou a atenção pela seleção neste ano. Na Euro 2012, Cristiano Ronaldo foi um dos melhores jogadores e foi decisivo para Portugal com três gols. A Seleção das Quinas foi eliminada na semifinal pela campeã Espanha em disputa de  pênaltis e o resultado não foi dos mais justos.  Depois do ótimo primeiro semestre, Ronaldo caiu um pouco de produção, mas, mesmo assim, já anotou 27 gols e cedeu seis assistências.

3º- Andrés Iniesta (Barcelona-ESP – Espanha):

Iniesta cercado por croatas na Euro 2012, a situação não foi incomum para o camisa seis da Fúria neste ano (Getty Images/AFP)

Particularmente gosto muito de Iniesta, acho difícil que haja alguém que não goste do futebol do camisa oito blaugrana. Com Fàbregas no Barcelona, o autor do gol do título mundial espanhol passou a jogar na ponta-esquerda, fazendo um revezamento de função no campo com o ex-jogador do Arsenal. Nesta posição, Iniesta manteve a classe e o estilo de jogo: ótima visão, controle de bola excepcional, facilidade para dar passes, dribles incríveis e uma noção de futebol rara em jogadores atuais. Por conta disso, o camisa seis da Roja foi eleito o melhor da Euro 2012 e o melhor da temporada 2011-12 na UEFA. Neste segundo semestre, a largada foi boa. Na Liga Espanhola 2012-13 é o líder de assistências com dez passes decisivos, o que também impulsiona a boa campanha do Barcelona no campeonato.

4º- Radamel Falcao García (Atlético de Madrid-ESP – Colômbia):

O melhor centroavante do mundo esta é a alcunha que define o que é o camisa nove dos rojiblancos. Falcao é daqueles que faz gols de todas as formas: bate com os dois pés, cabeceia bem, também chuta de fora da área, protege bem a bola e tem a capacidade de executar os dribles necessários para ter o espaço para finalizar. O centroavante foi importante para o Atléti conquistar a Liga Europa, o “Mister Liga Europa” marcou 12 gols na competição e foi decisivo na reta final. No início do segundo semestre, Falcao assombrou a Europa, com um hat-trick na Supercopa da Uefa frente ao Chelsea. Ao todo, só nos seis últimos meses de 2012, “El Tigre” balançou as redes 26 vezes e deu duas assistências. Além do ótimo desempenho em rojiblanco, o colombiano é destaque dos cafeteros que vêm na terceira colocação da Eliminatória Sul-Americana para a Copa do Mundo de 2014. Com a dificuldade de achar grandes centroavantes no mundo, Falcao é peça rara que merece ser cada vez mais valorizada.

5º- Robin van Persie (Arsenal-ING / Manchester United-ING – Holanda):

Centroavante goleador é espécie rara no futebol mundial, mas este é o segundo grande goleador da lista. Van Persie é dotado de mais habilidade que Falcao e tem mais facilidade para atuar fora da área, também criando oportunidades aos companheiros.  Mas foi o instinto artilheiro que trouxe o holandês ao quinto posto da lista. Em 2012, o Arsenal foi o primeiro a usufruir dos trabalhos do, à época, camisa dez gunner. Na Premier League 2011-12, ele terminou com a artilharia e impulsionou o clube do norte de Londres à Liga dos Campeões, com seus 30 gols. Neste segundo semestre, o Manchester United trouxe o atacante e já colhe os resultados desta compra. Atualmente, Van Persie é mais uma vez o líder da artilharia do Inglês, 14 gols já foram anotados pelo agora camisa 20. Portanto, a música “ele marca, quando ele quer”, que era cantada pelos torcedores do Arsenal, vale muito para o holandês.

6º- Zlatan Ibrahimovic (Milan-ITA / Paris Saint-Germain-FRA – Suécia):

Ibra "voou" pelo Milan no primeiro semestre e agora bate asas na França (AFP)

Mais um centroavante de classe mundial. Mas, ao contrário dos atacantes supracitados, Ibrahimovic é um jogador mais habilidoso e com facilidade para o drible, além de ter a capacidade de balançar as redes várias vezes. Por conta dos gols de Ibra, o Milan conseguiu fazer frente até as últimas rodadas à forte Juventus na briga pelo Scudetto. O senso artilheiro do sueco também empurrou os milanistas até onde puderam na Liga dos Campeões – as quartas de final. Ou seja, no primeiro semestre, o centroavante foi o dono dos rossoneri. Por isso, o PSG quis trazê-lo para ser o craque do futebol francês e, na Ligue 1, ele vem provando seu valor: é o artilheiro, com 18 gols e já cedeu quatro assistências. Pela seleção sueca, o principal jogador do país também se destacou e, neste ano, anotou 11 gols em 11 jogos. O bom rendimento por onde quer que passe credencia Ibra ao sexto posto da lista.

7º- Xavi Hernández (Barcelona-ESP – Espanha):

Outro craque da melhor seleção do mundo, Xavi é o homem do carimbo no meio-campo da Roja e do Barcelona, ou seja, as jogadas sempre passam pelos seus pés. Este é o camisa seis blaugrana, jogador de passes e chutes precisos. Assim como os companheiros de Barça, o grande pesar é o único título conquistado no ano por clubes, mas Xavinho compensa isto com o bicampeonato da Eurocopa, onde cedeu duas assistências. Atualmente, o catalão dita o ritmo do Barcelona, que faz campanha histórica em La Liga. Neste segundo semestre, o camisa seis já anotou seis vezes e deu sete assistências. Com 32 anos, Xavi vinha sofrendo com lesões nos últimos anos, o que ainda não o atrapalhou seriamente em 2012-13. Portanto, é provável que, em 2013, o meia-central esteja entre os melhores do mundo mais uma vez e siga sendo o homem dos passes precisos.

8º- Yaya Touré (Manchester City-ING – Costa do Marfim):

Yaya Touré recebeu no dia 20 de dezembro o troféu da Confederação Africana de Futebol (CAF)

Pelo segundo ano consecutivo, o mesmo atleta recebeu o prêmio de Melhor Jogador Africano, o que não acontecia desde 2005, quando Eto’o fechava o tricampeonato. Sim, Yaya Touré levantou o troféu mesmo disputando com um Drogba protagonista de um título de Liga dos Campeões. O camisa 42 é o grande meia-central do Manchester City. Alto, forte, mas com muita técnica e poder de decisão, o costa marfinense se concretizou como melhor jogador e mais constante do elenco campeão da Premier League 2011-12, competição na qual foi escolhido para a seleção da competição. Com seu país, Yaya Touré foi vice-campeão da Copa de Nações Africanas, fez um gol na disputa e esteve entre os 11 melhores do torneio. Com a constância de boas exibições pelos citzens, igualar o tricampeonato de Eto’o como melhor africano não é improvável. No início de 2013, ele poderá dar um passo importante para isso, com bons rendimentos na CAN 2013, que pode ser a última chance da geração de Drogba levantar um título pela seleção.

9º- Andrea Pirlo (Juventus-ITA – Itália):

Depois de deixar o Milan, onde tinha disputado apenas 19 partidas na temporada 2010-11, Pirlo se reinventou na Juventus. Em 2011-12, foi responsável pela engrenagem bianconeri. Com ótimos passes, visão de jogo apurada e facilidade extrema na bola parada, o camisa 21 também teve um ano muito bom. Além de ser campeão italiano com a Vecchia Signora em 2011-12, Pirlo largou bem com o clube neste segundo semestre. O regista é destaque nas boas campanhas na Serie A e na Liga dos Campeões e somando o desempenho nas duas competições ele tem quatro gols e seis assistências. Pela seleção, o camisa 21 também teve destaque e foi ao lado de Balotelli o principal nome da Squadra Azzurra no vice-campeonato da Eurocopa 2012. A idade parece não pesar e o italiano da Lombardia deve seguir entre os melhores do mundo nos próximos anos.

10º- Neymar Júnior (Santos-BRA – Brasil):

Neymar agradece aos torcedores, mas são os santistas que têm que agradecer por terem o craque (Terra)

“O Santos foi um com Neymar e outro sem ele” talvez tenha sido a frase mais falada no futebol brasileiro em 2012. Afinal, Ney jogou apenas 43 vezes pelo alvinegro praiano e, nessas partidas, particou de 51 gols – marcou 37 e deu 14 assistências. A importância do camisa 11 para o Peixe é apresentada pelos números. Mas, em 2012, o craque mostrou crescimento e – ainda – mais objetividade, sem perder os lances de absurdo talento. Com os problemas do Santos, a avalanche de títulos dos últimos anos foi interrompida e, neste ano, apenas taças menos importantes: o Campeonato Paulista e a Recopa Sulamericana. Na seleção principal, o camisa 11 também foi fundamental e a grande estrela da companhia com nove gols em 12 partidas. Na Olimpíada, Ney não foi dos melhores, mas marcou três vezes na campanha de prata. O incontável número de troféus individuais que o santista está conquistando no Brasil passa a sensação que Neymar está fazendo hora-extra no Brasil e que tem condições de jogar nos principais times do futebol europeu. Esta mudança pode ser fundamental para ele se concretizar entre os melhores do mundo.

Entre os que ficaram de fora da minha lista destaco alguns deles: Gianluigi Buffon (g, Juventus-ITA - Itália), Petr Cech (Chelsea-ING – República Tcheca), Iker Casillas (g, Real Madrid-ESP – Espanha), Vincent Kompany (z, Manchester City-ING – Bélgica), Thiago Silva (z, Paris Saint-Germain-FRA – Brasil), Ramires (v, Chelsea-ING – Brasil), Xabi Alonso (v, Real Madrid-ESP - Espanha), Juan Mata (m, Chelsea-ING - Espanha), David Silva (m, Manchester City-ING - Espanha), Marco Reus (m, Borussia Dortmund-ALE – Alemanha), Mario Götze (m, Borussia Dortmund-ALE - Alemanha), Sergio Agüero (a, Manchester City-ING – Argentina), Edinson Cavani (a, Napoli-ITA – Uruguai), Wayne Rooney (a, Manchester United-ING - Inglaterra) e Didier Drogba (a, Chelsea-ING – Costa do Marfim).

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Três professores na função de centroavante


Drogba comemora o gol marcado contra o Barcelona. O marfinense é muito decisivo. (AP Photo)

Na semana passada tive a oportunidade de assistir Chelsea 5x1 Tottenham; Bayern de Munique 2x1 Real Madrid; Chelsea 1x0 Barcelona e Atlético de Madrid 4x2 Valencia. Um fator compartilhado por todos estes jogos é que centroavantes excepcionais estavam dentro das quatro linhas: Drogba (11 gols na temporada), Mario Gómez (39 gols na temporada), mais uma vez Drogba e Falcao García (32 gols na temporada), respectivamente. Estes são alguns dos melhores exemplares de “camisas noves” disponíveis no futebol mundial atualmente. O que chama a atenção é a diferença de gols marcados pelo marfinense em relação aos outros dois, mas a explicação é simples: ele disputou na temporada apenas 22 partidas e, em oito delas, entrou com o jogo em andamento.

Não são jogadores de habilidade incrível ou donos de um repertório de dribles desconcertantes, mas têm como caracteristíca primária a facilidade de estarem bem colocados para fazerem gols. Falcao e Drogba ainda contam com a facilidade de terem bons chutes de fora da área em seus repertórios, o que torna ainda mais ingrata a missão de marcá-los. Já Mario Gómez tem seu jogo mais focado ao trabalho dentro da área, onde atua praticamente perfeitamente.

Os três me encantaram na semana passada, não apenas pelos gols anotados, mas pela forma com que jogaram. Bem posicionados e sempre dando a impressão de que ao receber uma chance em condição, eles iriam marcar. Às vezes, a oportunidade não precisa ser tão clara, pois o trio conta com as habilidades necessárias para limpar o lance para o arremate fatal.

O trabalho sem a bola dos três impressiona. O destaque fica por conta de Drogba e Falcao, pois Mario Gómez se mexe bem e está sempre bem colocado, porém, como dito anteriormente, o jogo do alemão é realizado, em sua maior parte, dentro da área. O camisa 11 dos blues usa toda a força aliada à velocidade para ser praticamente fatal ao ficar no um contra um – seja de frente ou de costas para a marcação. Contra o Tottenham pela semifinal da FA CUP, ele mostrou exatamente isso, com um giro fatal. Frente ao Barcelona, o marfinense muitas vezes se utilizou de seu fisíco para brigar sozinho com diversos jogadores blaugranas. Falcao, mesmo tendo 12 centímetros a menos que Drogba, sabe proteger a bola como poucos. Muitas vezes, o colombiano vence no corpo adversários muito maiores e mais fortes. Pois, com sua técnica e velocidade, o nove colchonero é dificilmente parado pelas defesas adversárias.

Junto ao trio existem diversos outros atacantes em grande fase na Europa, mas com esta caracteristíca de homem mais de área e dotado dos recursos para marcar os gols. Cavani, Soldado, Higuaín, Benzema, Llorente, Huntelaar, Luuk de Jong, Lewandowski, Giroud e o incrível Bas Dost seriam os nomes que mais chamam atenção pelo velho mundo. Como podemos observar, faltam os brasileiros nesta lista.

Brasileiros em baixa

Leandro Damião: nos últimos jogos, ele tem sido o nove brasileiro (AP Photo)

Na questão de homem gol, a ausência de brasileiros chama a atenção. Além de estarem mal cotados nas brigas pelas principais artilharias, não há hoje disponível para Mano Menezes este homem gol, que faz seu jogo mais ao redor da área. Hoje os nossos compatriotas com mais gols anotados nas principais ligas da Europa não têm a caracteristíca de ser um jogador de área. Após a rodada do final de semana, os três homens gols brasileiros são: Lima, do Braga, 24 gols; Hulk, do Porto, 17 gols e Nenê, do PSG, 17 gols – números somando todas as competições que os atletas disputam pelo clube.

A baixa europeia está refletida na seleção. Recentemente, Mano tem usado o bom Leandro Damião, do Internacional, no centro do ataque. O camisa nove colorado tem caracteristícas bem próximas às de Falcao e Drogba: chuta com os dois pés, cabeceia bem, também arremata próximo da área, busca o drible já pensando na finalização, tem velocidade e sabe usar o corpo para proteger a bola. Mas da Europa têm vindo vestir a camisa nove do Brasil, jogadores que não são centroavantes nos clubes, casos de Jonas e de Hulk.

Nem no Brasil existem grandes opções para a suplência de Damião, mostrando que o problema é global no país: não estamos produzindo centroavantes como em outros tempos. Pela juventude do titular da seleção, não há dúvidas que ele vai passar por inconstâncias em seu jogo – coisa natural, levando-se em conta a idade do jogador do Internacional. Pato, que tem um estilo de jogo diferente, poderia ser o camisa nove, mas, por culpa das intermináveis lesões, não conseguiu se firmar com a camisa verde e amarela. Lembrando que a “Era Mano Menezes” começou com o jogador rossonero na titularidade no centro do ataque.

A ausência do homem gol entre os brasileiros é clara, mas, na Europa, existem diversos jogadores, que exercem a função com maestria. Na última semana, vi três grandes exemplos: Didier Drogba, Falcao García e Mario Gómez. Espero mais aulas nesta semana.

sábado, 16 de julho de 2011

Colômbia 0x2 Peru

Colômbia: a grande decepção

A zebra é branca e vermelha na primeira partida das quartas de final da Copa América 2011 (Miguel Ángel Bustamante/Terra)

A Colômbia chegou à partida contra o Peru credenciada pela melhor campanha da Copa América 2011 e pela defesa imbatível até ali. Além disso, Guarín vem em ótima forma no meio-campo e Falcão García parecia ter se reencontrado na partida contra a Bolívia. Como de costume na competição, os cafeteros vieram no 4-1-4-1 e encontraram o Peru armado da mesma forma, com destaque para Vargas, o externo-esquerdo que teve muita liberdade para apoiar Guerrero.

Os primeiros minutos deixaram claro o que seria o jogo: com poucas chances e pouco futebol apresentado pelas duas equipes. A defesa blanquirroja se comportava muito bem e não dava espaços para Falcão García receber bolas em boas condições de marcar. Dayro Moreno e Guarín, fundamentais ao sistema de criação de criação de jogadas colombiano, estavam mal e os laterais, boas opções ofensivas também não jogavam bem.

As chegadas dos cafeteros eram raras, mas quando eram bem neutraziladas pela defesa peruana – em ótima jornada. A chance para o jogo não ir para a prorrogação veio nos pés de Falcão García, que falhou e desperdiçou um pênalti. Mas quem passou mais perto de marcar foi o apagado Guarín, que fez jogada mágica nos acréscimos, mas parou na trave.

O jogo ruim teria prorrogação e a esforçada e dispota seleção peruana conseguiu decidir o jogo nos 30 minutos adicionais. Primeiro, aos 11 minutos, com Lobatón aproveitando saída estabanada de Neco Martínez. Depois, aos seis da segunda etapa, em outro lance ruim do goleiro colombiano, Vargas matou a partida. O desespero cafetero foi tão grande nos minutos finais, que a equipe terminou o jogo com cinco atacantes em campo, mas é óbvio que isso não deu resultado e a zebraça foi confirmada com o 2 a 0.

domingo, 10 de julho de 2011

Colômbia 2x0 Bolívia


Ih fudeu, o Falcão apareceu

 Falcão García demorou três partidas para marcar, mas já abriu a contagem com dois gols (futebolred)

Falcão García após temporada incrível pelo Porto, ainda não havia marcado pela seleção nesta Copa América. Novamente o camisa nove foi o único atacante escalado por Hernán Darío Gómez, no esquema 4-1-4-1 colombiano. Do outro lado, a Bolívia também repetiu a formação tática do jogo anterior: o 4-4-2. Com os desfalques por suspensão na defesa, La Verde sofreu muito com uma retaguarda bastante fraca.

Os gols saíram rápido. Aos 14, Falcão recebeu lançamento maravilhoso de Dayro Moreno e, de frente para Arias, não falhou: 1 a 0. Aos 28, o camisa nove, bateu precisamente o pênalti sofrido por Pablo Armero, que incomodava bastante o fraco Vargas. Além de ser boa alternativa ofensiva, o ex-jogador do Palmeiras ainda comandou a comemoração do primeiro gol, puxando uma dança parecida com o “Armeration”.

Aí a vitória já estava praticamente garantida e os cafeteros foram inteligentes. Recuaram e, na volta para o segundo tempo, pouparam Guarín, que estava pendurado, com um cartão amarelo e o cansado Dayro Moreno. Rodallega, que entrou no lugar do camisa 17, fez ótima partida e poderia ter feito, pelo menos, um gol. Mas não era preciso, o 2 a 0 já garantia a classificação em primeiro lugar. Marcelo Moreno e Arce formavam o ataque boliviano, mas raramente tentaram se aproximar, facilitando o trabalho da retaguarda colombiana.

A vitória dos cafeteros, além de garantir o primeiro posto à equipe, ainda classifica Venezuela, Chile e Peru, eliminando a Bolívia. A Colômbia mostrou que é forte e tem dois jogadores em grande fase: Guarín e Falcão García. Devem incomodar bastante na segunda fase.

Defesa da Colômbia

 O 4-1-4-1 é o segredo para a boa produção da defesa colombiana, que conta com dois laterais bastante ofensivos (Clique na imagem para ampliá-la)

Nos três jogos da primeira fase, o goleiro Neco Martínez, que substituiu o titular Ospina, não foi vazado. O mais curioso é observar a formação da linha defensivva colombiana: Neco Martínez; Zuñiga, Perea, Yepes e Pablo Amero.        Os dois laterais atuam na Itália e por lá jogam mais à frente, às vezes, até como meias. O segredo dos cafeteros é a presença de um volante bem preso. Na primeira partida, Bolívar e, a apartir da segunda, Sánchez. Ele é o resposável pela cobertura dos avanços dos laterais, que, raramente ocorre simultaneamente.