Mostrando postagens com marcador Gana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gana. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Copa do Mundo – Dia 5

Massacre alemão

 Müller marca três e conduz a Alemanha ao 4 a 0, contra Portugal (FIFA)

A Alemanha está à vontade no Brasil. Antes da bola rolar, as cenas, em Santa Cruz Cabrália, já mostravam que jogar na América do Sul não seria um desafio tão grande, com o imaginado pré-Mundial. A Nationalmannschaft também surpreendeu taticamente, adotou um 4-3-3, ao invés do habitual 4-2-3-1. Já Portugal, abriu mão do sistema de três atacantes e adotou o esquema da moda. 

Apesar de se sentirem em casa na Bahia, os alemães não começaram comandando o jogo. Portugal teve duas chances de abrir o placar. Mas aí veio a influência da arbitragem. Aos 11, Milorad Mazic assinalou pênalti, que não houve em Götze, e Thomas Müller não desperdiçou a chance bateu e marcou. A partir daí, com a movimentação do trio ofensivo, a Alemanha conseguiu chegar mais e passou a controlar melhor as ações. Além deles, os três meias – Lahm, Khedira e Kroos – também fizeram grande exibição. O camisa 18 bateu o para o segundo gol, anotado por Hummels, em um tiro de cabeça. 

Os primeiros 45 minutos reservavam mais protagonismo à Thomas Müller. Aos 37, se envolveu em confusão com Pepe, que resultou na expulsão do luso-brasileiro – segundo a ESPN Brasil, ele não era expulso desde 2011. Com 2 a 0 no placar e um a mais em campo, ficou tudo mais fácil para a Alemanha. Em mais uma jogada de Kroos, camisa 13 aproveitou uma bobeada da defesa dos lusos e fez o terceiro. 

Sem fazer muita força, no segundo tempo, a Alemanha segurou mais a bola e chegou algumas vezes ao gol português. A segurança da Nationalmannschaft ficou clara, pois Neuer teve que fazer apenas quatro defesas e, talvez, apenas uma delas com algum grau de dificuldade. O craque do jogo ainda apareceu, aos 33 minutos, com o terceiro dele na partida e o quarto da Alemanha. Portanto, com 24 anos, Thomas Müller chega ao oitavo gol em copas, tendo disputado apenas sete jogos. É bom Ronaldo parar de secar o Klose e se atentar para o camisa 13 alemão. 

Pelo lado português, não ficou apenas a derrota, pois, para a próxima partida, não contará com o principal zagueiro, Pepe suspenso e deve ficar sem Fábio Coentrão, que saiu lesionado. O ponto positivo foi Cristiano Ronaldo, que ainda com uma proteção no joelho, conseguiu jogar bem. Para se recuperar no dificílimo grupo G, a Seleção das Quinas precisará do máximo de seu craque, que sinalizou que poderá entregar coisas boas sim.

O pior jogo da Copa

O nigeriano Obi Mikel foi eleito o melhor em campo, em uma partida que o prêmio deveria receber outro nome: o menos pior em campo" (FIFA)

A Nigéria controlou a partida com o 4-2-3-1 costumeiro da equipe, porém, apesar total domínio da posse de bola (65%, no primeiro tempo), as Super Águias não criaram muito em jogadas de passes. Pois, na maioria das vezes, a dupla de volante Obi Mikel e Onazi buscava a ligação direta, com lançamentos para os laterais e pontas, que, na maior parte do tempo, jogaram bem adiantados. A seleção iraniana mais interessada em defender jogou com um 4-1-4-1, com Nekounam como 1° volante e Ghoochannejhad como centroavante. Em alguns momentos, os iranianos iam no 4-4-2, quando Dejagah deixava a linha de meia e se juntava à Gucci na frente. 

O estilo de jogo iraniano sobressaiu às ideias nigerianas e o goleiro Haghighi só foi obrigado a fazer uma defesa e as chances mais claras foram do Irã. Nesses momentos, Enyeama provou ser um dos bons camisas um da Copa. Com as dificuldades de criar no primeiro tempo e a posse de bola improdutiva, Keshi tentou mudanças importantes na equipe. Um dos jogadores mais famosos do time, Moses, do Liverpool, foi substituído e não gostou muito. O camisa 11 estava muito mal, mas a entrada de Ameobi não mudou o desempenho nigeriano. 

Quem assustou mais mesmo foi o Irã, com contra-ataques, normalmente puxados por Dejagah. Porém, na hora do passe para a finalização, os asiáticos falhavam. Portanto, se os ajustes nigerianos não deram certo e a seleção de Calos Queiroz priorizou a defesa, o 0 a 0 foi o placar mais justo para, finalmente, uma partida ruim da Copa do Mundo de 2014. Se o Irã não imaginava se classificar à segunda fase, as Super Águias têm este objetivo, mas, com o empate na estreia, as chances caem muito.

Futebol para americanos

 Todos olhando, ninguém parecia acreditar que seria possível um virada àquela altura do jogo. Nem Brooks acreditou (AP Photo/Hassan Ammar)

Depois do pior confronto da Copa, os fãs de futebol foram recompensados com um confronto bem interessante. Durante todo o dia, o assunto em Natal não foi o jogo e, sim, a chuva, que poderia atrapalhar o segundo jogo da Arena das Dunas. Mas os problemas não chegaram às 19h e, sem água, Estados Unidos e Gana se encontraram na capital do Rio Grande do Norte, revivendo duelo de oitavas de final da Copa de 2010. 

Na preparação para o Mundial, Klinsmann pensou em ter um 4-3-1-2, dando liberdade à Bradley e Dempsey. Na prática, o Team USA jogava em um 4-4-1-1, com o camisa oito atuando atrás de Altidore e o jogador do Toronto fazia parte da linha de meias, mas, sempre que podia, se posicionava mais à frente. No lado ganês, o 4-2-3-1 se transformava em 4-4-2, quando Jordan Ayew se juntava à Gyan no centro do ataque. Mas antes que qualquer tática entrasse em ação, Jones descobriu Dempsey, que limpou o defensor, invadiu a área e marcou um golaço – o sexto mais rápido da história das copas. 

Com 1 a 0 contra, Gana começou a controlar o jogo e chegar muito à área defendida por Howard. A principal saída das Estrelas Negras era Atsu, o ponta-direita no sistema. Ao depender muito do jogador do Vitesse, a seleção ganesa ficava relativamente previsível e, por isso, não exigia tanto do goleiro norte-americano. No segundo tempo, Akwasi Appiah mudou um pouco o time e, a partir daí, passou a ter mais variação no jogo. 

A melhora ganesa não resultou em tantas chances claras de gol. Novamente, as melhores coisas de Gana saiam do lado direito do ataque, com o rápido e habilidoso Atsu. Com a entrada de Kevin-Prince Boateng, a linha de três meias atrás de Gyan ficou melhor desenhada e as Estrelas Negras definitivamente se instalaram à frente da área rival. Do outro lado, os Estados Unidos seguiam fazendo uma partida muito boa defensivamente. Jones e Beckerman marcavam demais e não davam espaço. Por isso, as bolas aéreas passaram a fazer parte do repertório ganês para buscar o empate. 

A igualdade veio a oito minutos do final. Gyan fez passe de calcanhar e Ayew entrou livre para marcar o 1 a 1. A marcação norte-americana finalmente tinha sido vazada e, naquele momento do jogo, o empate surgia como resultado mais provável. Mas, neste Mundial, o improvável tem sempre aparecido e não foi diferente em Natal. O zagueiro Brooks, que havia substituído o lesionado Besler, subiu mais alto que a defesa ganesa e recolocou o Team USA na frente. O reserva marcou e não acreditou, se atirou no chão e foi parabenizado para os companheiros. 

A vitória da forma que foi e o massacre sofrido por Portugal na estreia, mostram que os norte-americanos tem chances de alcançarem a segunda fase, no dificílimo grupo G. O confronto frente aos lusos, no dia 22 de junho, na Arena Amazônia. Para Gana, fica o sentimento de tristeza por ter tido um volume tão grande e não ter conseguido vencer: maior posse de bola (59%), 21 finalizações contra 8 e 65 ataques perigosos (definição da FIFA) frente aos 22 dos norte-americanos. Claro, as Estrelas Negras não podem abdicar de Boateng entre os onze iniciais.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo G

Alemanha
Schweinsteiger e Lahm são os principais líderes da seleção e devem guiar a jovem equipe ao sucesso (Bongarts/Getty Images)

Técnico: Joachim Löw-ALE

Time-base (4-2-3-1): Neuer; Boateng, Mertesacker, Hummels, Lahm; Khedira, Schweinsteiger; Thomas Müller, Özil, Podolski; Götze.

Craque: Philipp Lahm – Bayern de Munique-ALE

Lesionados: Holger Badstuber (zagueiro, Bayern de Munique-ALE) – ruptura no ligamento do joelho direito, Sven Bender (volante, Borussia Dortmud-ALE) – inflamação no púbis, Lars Bender (volante, Bayer Leverkusen-ALE) – lesão no tendão e músculo da coxa direita, Ilkay Gündogan (volante, Borussia Dortmud-ALE) – compressão espinal nas costas, Marco Reus (meia-atacante, Borussia Dortmund-ALE) – ruptura parcial nos ligamentos anteriores acima do tornozelo esquerdo e Mario Gomez (atacante, Fiorentina-ITA) – série de lesões nos dois joelhos, durante toda a temporada.

Participações no Mundial: 17 (campeã em 1954, 1974 e 1990)

Ranking da FIFA: 2º

Campanha nas Eliminatórias (10J-9V-1E-0D-36GP-10GC-26SG)
Alemanha 3x0 Ilhas Faroe
Áustria 1x2 Alemanha
Irlanda 1x6 Alemanha
Alemanha 4x4 Suécia
Kazaquistão 0x3 Alemanha
Alemanha 4x1 Kazaquistão
Alemanha 3x0 Áustria
Ilhas Faroe 0x3 Alemanha
Alemanha 3x0 Irlanda
Suécia 3x5 Alemanha

No período entre as Copas, por muito tempo, a Alemanha foi considera a melhor seleção de futebol do planeta. Porém, no grande teste, a Euro 2012, a seleção alemã não chegou tão longe como era esperado, parou nas semifinais. Depois, a Nationalmannschaft perdeu para os Estados Unidos, empatou com o Paraguai e não manteve o nível anterior. Apesar da decepção europeia, nas eliminatórias, a equipe passou com tranquilidade com nove vitórias, um empate, nenhuma derrota, 36 gols marcados e apenas dez sofridos.

Assistente de Jürgen Klinsmann entre 2004 e 2006 e, a partir daí, treinador principal da seleção, Joachim Löw participou de todo o processo de renovação da equipe, que está dando muito certo. O principal resultado veio em 2010, quando a Alemanha chegou ao terceiro posto e mostrou um nível de futebol altíssimo naquele Mundial. O esquema de jogo do treinador segue o mesmo: 4-2-3-1 (às vezes, utiliza o 4-3-3), com foco na posse de bola e, do meio-campo para frente, tendo muito velocidade e improviso de jogadores de enorme talento. A grande modificação da forma de jogar deve ser no ataque, pois, ao contrário das últimas competições, desta vez, a Alemanha não chega à Copa com um centroavante clássico em boa fase, por isso, Götze (ou Müller ou Schürrle) pode, mais uma vez, ser escalado como “falso nove”.

Existem dois tipos de destaques neste grupo alemão, os mais experientes e os mais jovens. Mertesacker, Lahm e Schweinsteiger foram titulares em 2006, 2010 e devem novamente estar neste espaço em 2014, por isso, serão líderes do plantel, também mostrando ótimo nível. Podolski e Klose ocuparam vagas entre os onze, nas duas copas anteriores, e, teoricamente, seriam reservas. Mas, com a lesão de Reus, o camisa dez ganha a vaga entre os onze e, se o centroavante conseguir estar bem fisicamente, fará com Löw abra mão do esquema com falso nove e opte por ele no centro do setor ofensivo. Na parte de mais jovens, dois integrantes do trio de meias chamam a atenção: Müller à direita e Özil no centro. Ambos têm velocidade, técnica, arrematam bem e trazem o improviso para a Nationalmannschaft. Além deles, Götze, que deve jogar mais à frente (talvez ganhe vaga no setor também), tem as mesmas características e poderá combinar muito bem com a dupla. No banco, para o setor, devem estar os ótimos Draxler, Schürrle e Kroos, portanto, criatividade não deve faltar aos alemães.

O problema para Alemanha é que o grupo G é o mais difícil da Copa do Mundo. Todas as seleções têm condições de avançar às oitavas e, por isso, as partidas serão decisões. Portanto, a Nationalmannschaft não deverá entrar de forma vacilante no Mundial, pois isso poderá representar a eliminação precoce. Mas também há outra possibilidade, se a Alemanha mostrar o nível de futebol que apresentou nos últimos tempos, vencerá a chave e avançará com muito mais confiança.

Goleiros: 1- Manuel Neuer (Bayern de Munique-ALE), 22- Roman Weidenfeller (Borussia Dortmund-ALE) e 12- Ron-Robert Zieler (Hannover-ALE);
Defensores: 16- Philipp Lahm (Bayern de Munique-ALE), 20- Jerome Boateng (Bayern de Munique-ALE), 15- Erik Durm (Borussia Dortmund-ALE), 4- Benedikt Howedes (Schalke 04-ALE), 5- Mats Hummels (Borussia Dortmund-ALE), 3- Matthias Ginter (Friburgo-ALE), 21- Shkodran Mustafi (Sampdoria-ITA), 17- Per Mertesacker (Arsenal-ING) e 2- Kevin Grosskreutz (Borussia Dortmund-ALE);
Meias: 6- Sami Khedira (Real Madrid-ESP), 7- Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE), 14- Julian Draxler (Schalke 04-ALE), 19- Mario Gotze (Bayern de Munique-ALE), 18- Toni Kroos (Bayern de Munique-ALE), 8- Mesut Özil (Arsenal-ING) e 23- Christoph Kramer (Borussia Mönchengladbach-ALE);
Atacantes: 13- Thomas Muller (Bayern de Munique-ALE), 11- Miroslav Klose (Lazio-ITA), 10- Lukas Podolski (Arsenal-ING) e 9- André Schürrle (Chelsea-ING).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Portugal: Alemanha 3x1 Portugal (disputa do terceiro lugar, 2006)
Gana: Alemanha 1x0 Gana (fase de grupos, 2010)

Estados Unidos: Estados Unidos 0x2 Alemanha (fase de grupos, 1998) e Estados Unidos 0x1 Alemanha (quartas de final, 2002)

Calendário de amistosos durante a preparação
13/maio: Alemanha 0x0 Polônia
1/junho: Alemanha 2x2 Camarões
6/junho: Alemanha 6x1 Armênia

Portugal
Após ótima temporada, Cristiano Ronaldo teve algumas lesões na reta final, mas a Copa não ficará sem ele: "calma, calma, eu tô aqui"  (AFP/Jonathan Nackstrand)

Técnico: Paulo Bento-POR

Time-base (4-3-3): Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão; Raul Meireles, William Carvalho, João Moutinho; Nani, Hélder Postiga, Cristiano Ronaldo.

Craque: Cristiano Ronaldo – Real Madrid-ESP

Lesionados: Jeffrey Bruma (ponta, Galatasaray-TUR) – ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho direito.

Participações no Mundial: 6 (terceiro lugar em 1966)

Ranking da Fifa: 4º

Campanha nas Eliminatórias (12J-8V-3E-1D-24GP-11GC-13SG)
Luxemburgo 1x2 Portugal
Portugal 3x0 Arzebaijão
Rússia 1x0 Portugal
Portugal 1x1 Irlanda do Norte
Israel 3x3 Portugal
Arzebaijão 0x2 Portugal
Portugal 1x0 Rússia
Irlanda do Norte 2x4 Portugal
Portugal 1x0 Israel
Portugal 3x0 Luxemburgo

Repescagem europeia:
Portugal 1x0 Suécia
Suécia 2x3 Portugal

Não foi fácil, a classificação só veio na repescagem, mas Portugal está na quarta Copa do Mundo consecutiva. A Seleção das Quinas teve um grupo bem acessível nas eliminatórias e, mesmo assim, não conseguiu a classificação direta. Não há dúvidas em dizer que os portugueses estarão no Brasil, porque um deles é o melhor jogador do planeta. Na repescagem, contra a Suécia, de Ibrahimovic, Cristiano Ronaldo marcou os quatro gols do seu país no confronto, que terminou em 4 a 2 para Portugal. Ao todo, na campanha, o camisa sete luso balançou as redes oito vezes.

O comando é de Paulo Bento desde o final da Copa de 2010 e a continuidade é marca deste trabalho. O ainda jovem treinador tem trabalhado bastante e os objetivos são claros: colocar o mais talento ao redor de Cristiano Ronaldo e ter o máximo do craque. E, nos últimos tempos, as metas parecem estar sendo atingidas em campo. A alternativa do lisboeta é armar o time no 4-3-3, com os homens do meio-campo sendo volantes (ou meias-centrais), com condição de chegar ao ataque. O setor formado por Raul Meireles, William Carvalho (ou Miguel Veloso) e João Moutinho é bem interessante e poderá criar boas oportunidades de gols. O ponto principal é que Ronaldo, ponta-esquerda na seleção (assim como no Real Madrid), tem total liberdade para se mover pelo campo e, muitas vezes, aparece como centroavante.

Cristiano Ronaldo agradece a liberdade com ótimos desempenhos. O camisa sete luso já mostrou capacidade de liderar a equipe, tanto nas eliminatórias quanto na Eurocopa 2012. Na disputa europeia, Portugal chegou ao quarto posto, sendo eliminada pela campeã Espanha, apenas nos pênaltis e, na campanha, Ronaldo foi um dos artilheiros da disputa, com três gols. O problema talvez seja o centroavante, mas Hélder Postiga ignorou as dúvidas ao redor do nome dele e foi o vice-artilheiro nas eliminatórias, marcando seis vezes. Além do ataque inflado por Ronaldo e meio bastante sólido, a defesa tem um grande nome e que vem em boa fase, Pepe. O madridista poderá ser o líder da retaguarda lusa na Copa.

Com bons jogadores espalhados por todo o campo e o melhor jogador do mundo em ótimo nível, Portugal pensa em fazer uma campanha histórica e, quem sabe, igualar o que foi feito em 1966, com Eusébio. O grupo G é um dos mais equilibrados do Mundial e, por isso, se conseguir chegar à segunda fase, a Seleção das Quinas já terá superado um duro desafio.

Goleiros: 12- Rui Patrício (Sporting-POR), 22- Beto (Sevilla-ESP) e 1- Eduardo (Sporting Braga-POR);
Defensores: 3- Pepe (Real Madrid-ESP), 2- Bruno Alves (Fenerbahçe-TUR), 14- Luis Neto (Zenit-RUS), 13- Ricardo Costa (Valencia-ESP), 21- João Pereira (Valencia-ESP), 5- Fábio Coentrão (Real Madrid-ESP) e 19- André Almeida (Benfica-POR);
Meias: 8- João Moutinho (Monaco-FRA), 16- Raul Meireles (Fenerbahçe-TUR), 4- Miguel Veloso (Dinamo Kiev-UCR), 6- William Carvalho (Sporting-POR) e 20- Rúben Amorim (Benfica-POR);
Atacantes: 7- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP), 23- Hélder Postiga (Lazio-ITA), 9- Hugo Almeida (Besiktas-TUR), 17- Nani (Manchester United-ING), 18- Silvestre Varela (Porto-POR), 11- Éder (Sporting Braga-POR), 15- Rafa (Sporting Braga-POR) e 10- Vieirinha (Wolfsburgo-ALE).


Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Alemanha: Alemanha 3x1 Portugal (disputa pelo terceiro lugar, 2006)
Estados Unidos: Estados Unidos 3x2 Portugal (fase de grupos, 2002)
Gana: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação
31/maio: Portugal 0x0 Grécia
6/junho: Portugal 1x0 México
10/junho: Portugal 5x1 Irlanda

Estados Unidos
Com a opção por deixar Donovan em casa, as referências técnicas norte-americanas serão os ótimos Dempsey e Bradley (AP Photo)

Técnico: Jürgen Klinsmann-ALE

Time-base (4-3-1-2): Howard; Johnson, Besler, Cameron, Chandler; Zusi, Jones, Bedoya; Bradley; Dempsey, Altidore.

Craque: Clint Dempsey – Seattle Sounders-EUA

Lesionados: Stuart Holden (meia, Bolton-ING) – ruptura nos ligamentos do joelho direito.

Participações no Mundial: 10 (terceiro lugar em 1930)

Ranking da Fifa: 13º

Campanha nas Eliminatórias (16J-11V-2E-3D-26GP-14GC-12SG)
Terceira fase:
Estados Unidos 3x1 Antígua e Barbuda
Guatemala 1x1 Estados Unidos
Jamaica 2x1 Estados Unidos
Estados Unidos 1x0 Jamaica
Antígua e Barbuda 1x2 Estados Unidos
Estados Unidos 3x1 Guatemala

Quarta fase:
Honduras 2x1 Estados Unidos
Estados Unidos 1x0 Costa Rica
México 0x0 Estados Unidos
Jamaica 1x2 Estados Unidos
Estados Unidos 2x0 Panamá
Estados Unidos 1x0 Honduras
Costa Rica 3x1 Estados Unidos
Estados Unidos 2x0 México
Estados Unidos 2x0 Jamaica
Panamá 2x3 Estados Unidos

Cada vez mais forte e mais apaixonado por futebol, os Estados Unidos estão em todas as copas do mundo, desde 1990. Para a disputa no Brasil, a equipe vem credenciada de bons desempenhos na CONCACAF. Primeiro, venceram a Copa Ouro, com seis vitórias, nos seis jogos disputados. E, nas eliminatórias, a trajetória também foi tranquila: ao todo, 16 jogos, onze vitórias, dois empates e apenas três derrotas. Portanto, com a primeira colocação, nas duas disputas, os americanos assumiram o posto de melhor seleção do continente, deixando para trás o tradicional rival, México.

Os bons desempenhos têm muito de Jürgen Klinsmann, que foi fundamental para dar mais segurança ao time. O alemão parece ter conseguido convencer os seus jogadores de que eles podem ganhar e, que hoje, na CONCACAF, não há nenhuma equipe melhor que o Team USA. Por isso, desde quando Klinsmann assumiu (2011), os Estados Unidos colecionam vitórias improváveis: 1 a 0 contra a Itália, em Gênova, e 1 a 0 contra o México, no Estádio Azteca – a primeira norte-americana no local. Ao longo do período que está à frente da seleção, o técnico executou muitas mudanças táticas, jogou no 4-4-2, no 4-2-3-1, mas deve vir ao Mundial no 4-3-1-2.

O esquema escolhido por Klinsmann tem um grande objetivo: dar liberdade aos seus principais jogadores, Bradley e Dempsey, que depois de bons desempenhos na Europa, retornaram à MLS. O primeiro jogará no meio-campo, com bastante liberdade para encostar nos atacantes e organizar o time. Muito técnico, mas capaz de se impor fisicamente, Bradley será a referência técnica da linha média. Mais à frente, estará Dempsey, que não é atacante de origem, mas, no período que esteve na Inglaterra, mostrou faro de gol. Por isso, o camisa oito jogará mais avançado, para potencializar este instinto artilheiro – nas eliminatórias, liderou os americanos com oito gols. Há também um grande destaque defensivo, o ótimo goleiro Howard (na Inglaterra desde 2003), que será difícil de ser vencido pelos ataques adversário.

Mais experiente, muito organizado e bastante equilibrado, os Estados Unidos chegam ao Mundial querendo mais do que participar. Porém, o sorteio foi cruel com os Yanks, afinal o grupo G tem quatro seleções com boas condições de avançar à segunda fase da Copa. Por isso, essa força mental, que Klinsmann conseguiu impor ao grupo, será fundamental para o Team USA conseguir brigar ponto a ponto com Alemanha, Gana e Portugal por uma das vagas às oitavas de final no Brasil.

Goleiros: 12- Brad Guzan (Aston Villa-ING), 1- Tim Howard (Everton-ING) e 22- Nick Rimando (Real Salt Lake-EUA);
Defensores: 5- Matt Besler (Sporting Kansas City-EUA), 6- John Brooks (Hertha Berlin-ALE), 20- Geoff Cameron (Stoke City-ING), 21- Timothy Chandler (Nürnberg-ALE), 3- Omar Gonzalez (LA Galaxy-EUA), 23- Fabian Johnson (Hoffenheim-ALE), e 2- DeAndre Yedlin (Seattle Sounders-EUA);
Meias: 7- DaMarcus Beasley (Puebla-MEX), 15- Kyle Beckerman (Real Salt Lake-EUA), 11- Alejandro Bedoya (Nantes-FRA), 4- Michael Bradley (Toronto FC-CAN), 14- Brad Davis (Houston Dynamo-EUA), 10- Mix Diskerud (Rosenborg-DIN), 16- Julian Green (Bayern de Munique-ALE), 13- Jermaine Jones (Besiktas-TUR), 8- Clint Dempsey (Seattle Sounders-EUA) e 19- Graham Zusi (Sporting Kansas City-EUA);
Atacantes:  17- Jozy Altidore (Sunderland-ING), 9- Aron Johannsson (AZ Alkmaar-HOL) e 18- Chris Wondolowski (San Jose Earthquakes-EUA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Alemanha: Estados Unidos 0x2 Alemanha (fase de grupos, 1998) e Estados Unidos 0x1 Alemanha (quartas de final, 2002)
Portugal: Estados Unidos 3x2 Portugal (fase de grupos, 2002)
Gana: Gana 2x1 Estados Unidos (fase de grupos, 2006) e Gana 2x1 Estados Unidos (oitavas de final, 2010, na prorrogação)

Calendário de amistosos durante a preparação

27/maio: Estados Unidos 2x0 Azerbaijão
1/junho: Estados Unidos 2x1 Turquia
7/junho: Estados Unidos 2x1 Nigéria
12/junho: Estados Unidos x Bélgica

Gana
Gana tem bons talentos individuais, mas o destaque é mesmo a força do grupo (Luc Gnago/Reuters)

Técnico: Akwasi Appiah-GAN

Time-base (4-1-4-1): Kwarasey; Inkoom, Boye, Mensah, Asamoah; Essien; Kevin-Prince Boateng, Muntari, Badu, André Ayew; Asamoah Gyan.

Craque: Michael Essien – Milan-ITA
Lesionados: Jerry Akaminko (defensor, Eskisehirspor-TUR) – fratura no tornozelo esquerdo.
Participações no Mundial: 3 (quartas de final em 2010)

Ranking da Fifa: 37º

Campanha nas Eliminatórias (8J-6V-0E-2D-25GP 6GC-19SG)
Segunda fase:
Gana 7x0 Lesoto
Zâmbia 1x0 Gana
Gana 4x0 Sudão
Sudão 1x3 Gana
Lesoto 0x2 Gana
Gana 2x1 Zâmbia

Terceira fase:
Gana 6x1 Egito
Egito 2x1 Gana

Gana chega a terceira Copa do Mundo consecutiva e, em todas as outras vezes, alcançou, ao menos, a segunda fase. Apesar de sempre conseguir bons resultados nos mundiais, no mesmo período, a seleção não conseguiu nenhum título da Copa de Nações Africanas – o melhor resultado foi o vice, em 2010. Mas os Estrelas Negras não tiveram nenhuma dificuldade para se classificar ao Brasil, pois, nas eliminatórias, só perderam duas vezes e a defesa sofreu apenas seis gols, enquanto o ataque marcou 25 vezes.

O treinador é Akwasi Appiah, que, em 2011 comandou a equipe sub-23 ganesa, e, desde 2012, está à frente da seleção principal. Com ele, os Estrelas Negras se tornaram um time bem organizado e de muita marcação. O 4-1-4-1 tem sempre Essien como 1º volante para dar mais segurança à defesa e boa saída de bola. À frente do jogador do Milan estão meia-centrais com bom poder de marcação e extremos que dão a criatividade da seleção. Portanto, Gana é um time muito equilibrado e com boa pegada no meio, sendo um adversário difícil para ser batido, inclusive por times que têm muito talento.

O grande destaque dos ganeses ainda é o volante Essien, que, além de papel preponderante dentro de campo, é o grande líder do elenco. Outro milanista experiente, Muntari também é importante no setor de marcação do meio-campo. Ainda na meia-cancha, os dois extremos chamam a atenção: enquanto pela direita, Kevin Prince-Boateng é forte e técnico, na esquerda, Ayew é mais veloz e um perigo nos dribles. Esta forte linha média atua atrás do centroavante Asamoah Gyan, que, nos Emirados Árabes Unidos, marcou 39 gols em 37 partidas e será um perigo constante às defesas adversárias.

Com o bom meio-campo e o time bem equilibrado, Gana chega forte e Essien destaca que eles podem ir longe: “nosso objetivo inicial é passar da fase de grupos e chegar ao mata-mata. Depois, vamos encarar um jogo de cada vez, e aí quem sabe? Certamente temos condições de fazer ainda melhor e avançar às semifinais ou até à final”. Porém, o grupo G é um dos mais difíceis da Copa, o que referenda a frase do capitão, se conseguir uma vaga, eliminando Alemanha, Portugal ou Estados Unidos, Gana estará pronta para chegar bem longe no Mundial.

Goleiros: 12- Adam Kwarasey (Stromsgodset-NOR), 16- Fatua Dauda (Orlando Pirates-AFS) e 1- Stephen Adams (Aduana Stars-GHA);
Defensores: 2- Samuel Inkoom (Platanias-GRE), 4- Daniel Opare (Standard Liege-BEL), 19- Jonathan Mensah (Evian-FRA), 23- Harrison Afful (Esperance-TUN), 21- John Boye (Rennes-FRA) e 15- Rashid Sumaila (Mamelodi Sundowns-AFS);
Meais: 9- Kevin-Prince Boateng (Schalke 04-ALE), 10- André Ayew (Olympique Marsella-FRA), 11- Sulley Muntari (Milan), 5- Michael Essien (Milan), 22- Wakaso (Rubin Kazan), 17- Mohammed Rabiu (Kuban Krasnodar-RUS), 8- Emmanuel Agyemang Badu (Udinese-ITA), 6- Afriyie Acquah (Parma-ITA), 20- Kwadwo Asamoah (Juventus-ITA), 14- Albert Adomah (Middlesbrough-ING) e 7- Christian Atsu (Vitesse-HOL);
Atacantes: 3- Asamoah Gyan (Al-Ain-UAE), 13- Jordan Ayew (Sochaux-FRA) e 18- Abdul Majeed Waris (Valenciennes-FRA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo                  
Alemanha: Alemanha 1x0 Gana (fase de grupos, 2010)
Portugal: nunca se enfrentaram
Estados Unidos: Gana 2x1 Estados Unidos (fase de grupos, 2006) e Gana 2x1 Estados Unidos (oitavas de final, 2010, na prorrogação)

Calendário de amistosos durante a preparação
31/maio: Gana 0x1 Holanda
9/junho: Gana 4x0 Coreia do Sul

Para completar a análise, um podcast com Eduardo Junior, especialista em futebol alemão, colaborador do site Doentes Por Futebol e administrador do blog Europa Football, e Matheus Rocha, redator do Extra Time e colunista de futebol  norte-americano do site Trivela. Confiram o material, ficou bem completo: