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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Um novo velho Nasri

Nasri renasceu no City com Manuel Pellegrini (PremierLeague.com)

O Manchester City mudou com Manuel Pellegrini, se tornou mais ofensivo, o 4-4-2 passou a ser a formação mais usada e Nasri recuperou o futebol de um jogador que um dia foi comprado por 27,5 M € pelos citzens do Arsenal em 2011-12. Meia-atacante, com bom passe, ótima visão de jogo e, ainda por cima, franco-argelino nascido em Marseille, a sina de “novo Zidane” acompanha a trajetória do marselhês.

O mais próximo disso que Nasri viveu foi no terceiro ano de Arsenal, em 2010-11. O franco-argelino havia se tornado o melhor meio-campista da equipe, quando assumiu a armação central no 4-2-3-1 de Wenger, pois o dono da posição, Fàbregas, teve uma temporada com muitas lesões e, ainda, diversas vezes jogou mais atrás e não como meia-atacante. A temporada é aquela em que foi mais artilheiro, com 15 gols e, ainda, seis assistências – quatro na Liga dos Campeões. Porém, a falta de títulos que tirou tantos jogadores do Emirates Stadium nos últimos anos, fez com que o franco-argelino optasse por jogar no milionário Manchester City.

Na chegada aos citzens, o franco-argelino não foi o mesmo, jogando sob a batuta de Roberto Mancini. Apesar das nove assistências na Premier League 2011-12 e 31 partidas disputadas – 27 como titular –, Nasri não estava no mesmo nível que havia demonstrado no último ano nos gunners. Mas, o objetivo da mudança foi alcançado, o marselhês venceu o segundo título da trajetória futebolística – o primeiro foi a extinta Copa Intertoto no Olympique de Marseille, em 2005.

O ano mediano no título tornou Nasri mais um jogador do elenco sky blue e não um dos principais membros da equipe. Com menos presença em campo, os números pioraram (cinco gols e nove assistência, em 41 partidas) e as convocações para seleção francesa também diminuíram. Seria o franco-argelino um foguete molhado – jogadores que prometem e não explodem? A resposta parece estar vindo em 2013-14. Com Manuel Pellegrini, Nasri começou no banco de Jesús Navas, mas logo ganhou espaço no time. O técnico chileno tem o 4-4-2 como principal esquema, mas eventualmente utiliza o 4-2-3-1. Jogando assim, o City tem campanha impecável dentro de casa, porém ainda deve fora de casa na Premier League, por isso, está a seis pontos do líder Arsenal e a dois do vice-líder Chelsea.

Porém, para o franco-argelino, não importa onde é o jogo e nem a formação tática, pois, neste ano, Nasri vai bem à direita, pelo centro e à esquerda. Desta forma, o camisa oito sky blue renasceu (cinco gols e seis assistências) e se destaca ao lado de Yaya Toure e Sergio Agüero na campanha dos citzens. Hoje, é mais importante que David Silva na equipe, algo impensado há uma temporada. “Eu penso que também sentimos um pouco a falta do espanhol, mas Nasri é inacreditável, um jogador incrível”, estas são as palavras do capitão Yaya Toure ao site ESPN FC.

O elogio vindo do marfinense mostra a força da temporada do franco-argelino e, na mesma entrevista já citada, Yaya Toure encontra uma explicação para os bons desempenhos: “Pellegrini permite que jogadores como ele possam atacar e aproveitar a liberdade, o que é fantástico para ele e para o clube”. Ter Nasri, em alto nível como nunca teve, ao lado do elenco que já mostra força nesta temporada, poderá ser o caminho para mais um título desta fase milionária do Manchester City. Com a liberdade que o camisa oito sky blue tem no esquema do técnico chileno, a parte dele nesta equação deverá ser cumprida.

sábado, 23 de junho de 2012

Fiel ao estilo


Espanha 1x0 França

Xabi Alonso tentou 108 passes e acertou 97 e foi o dono do jogo (Getty Images)

O título do texto de hoje também poderia ser: valeu a manutenção do estilo. Enquanto a Espanha não abriu mão de jogar à sua forma, com toques de bola e manutenção da redonda, procurando o melhor espaço para o passe decisivo; a França de Blanc foi covarde. O ex-defensor campeão do mundo em 1998 preferiu abrir mão do esquema ofensivo e de Nasri, para armar um 4-1-4-1 bastante defensivo. Com Réveilèrre na lateral-direita e o ex-lateral-direito titular, Debuchy, como meia-externo direito.

Abrir mão da forma de jogar, que fez Les Bleus alcançarem bons resultados após o fracasso na Copa do Mundo de 2010, logo de cara se mostrou um erro infantil do treinador. Desde o início os espanhóis impuseram o seu estilo de jogo, com um 4-3-3 sem centroavante fixo e com Fàbregas ocupando o centro da linha ofensiva. Mas, o grande destaque era Xabi Alonso, o homem que “marcava” a redonda em cada lance.

O camisa 14 fez de tudo e acertou tudo. Marcou, fez a saída de bola, tocou, lançou e, para coroar a exibição, dois gols. Terceira vez na história em que marcou um doblete pela furia. As outras duas, em amistosos: primeiro na vitória por 3 a 0 contra a Dinamarca, em Copenhagen, no dia 20 de agosto de 2008 e, em 14 de novembro de 2009, no Estádio Vicente Calderón, na vitória por 2 a 1 frente à Argentina.

O primeiro gol do meia-central basco veio em jogada de Iniesta. O camisa seis, que até àquela altura estava apagado, apareceu. Da intermediária ofensiva esquerda enfiou a bola para Jordi Alba, que recebeu atrás dos dois “laterais-direitos” da França. O jogador do Valencia ergueu a cabeça e colocou para Xabi Alonso cabecear livre no segundo pau. Não foi um cruzamento e sim um passe para a finalização pelo alto do companheiro.

Na segunda etapa, a França melhorou seu jogo, mas não foi capaz de assustar Casillas. Les Bleus chutaram apenas uma vez no gol defendido pelo goleiro da roja. Blanc tentou empurrar a sua equipe para a frente, com as entradas de Menez, Nasri e Giroud. Com o artilheiro da Ligue 1 em campo, os franceses passaram a atuar com dois centroavantes, mas nada mudou. A Espanha seguiu dominando sem ter grande profundidade e fazendo uma partida até certo ponto burocrática, porém, eficiente.

O 1 a 0 para a furia pelo jogo que executava estava de bom tamanho, mas havia alguém que merecia algo a mais em campo: Xabi Alonso, o craque da partida. Pedro cavou um pênalti e o camisa 14 bateu com perfeição. 2 a 0 e Espanha na semifinal para enfrentar Portugal, de Crisitano Ronaldo, o melhor jogador da Euro 2012 até aqui. Blanc abrir mão de jogar como a França deu certo com ele fez com que a Espanha, em partida pouco inspirada, eliminasse os franceses sem grandes dificuldades.

Para a semifinal, insisto que Vicente Del Bosque não pode abdicar de um centroavante e Llorente seria a melhor opção. Ter um homem dentro da área, para brigar com Pepe e Bruno Alves pode ser fundamental. Por outro lado, não ter um “nove” pode deixar os dois zagueiros portugueses sem função e confusos na partida. Mas iria de 4-2-3-1, com o jogador do Atlhetic Bilbao no centro do ataque. Pois além de brigar com a dupla lusa, o centroavante dá a profundidade que está faltando à Espanha em alguns jogos da Euro 2012. 

Zidane

Zidane flutuava com elegância pelos gramados europeus (Getty Images)

Hoje é o aniversário de Zinedine Yazid Zidane, 40 anos. Meia recheado de classe, o mais técnico que vi: ótimo finalizador, tocava curto e fazia lançamentos sem problemas, driblava fácil e tinha um domínio de bola impressionante. Porém, isso todos sabem e não é novidade para ninguém. Mas queria dividir com os amigos, uma leitura que fiz há algum tempo, “Zinedine Zidane”, de Patrick Fort e Jean Philippe.

Logo no começo do livro contam que, no início da carreira, o jovem, que já se destacava pela técnica e pela altura, não usava o tamanho a seu favor. Quando as bolas vinham altas, Zidane costumava se abaixar. Porém, ele foi alertado que não deveria fazer isso. O resultado todos sabem: no Stade de France, dois gols de cabeça na final da Copa do Mundo de 1998.

A outra é ainda mais legal. A história da contratação milionária de Zidane pelo Real Madrid em 2001 quase todos conhecem. À época, a maior transferência da história do futebol, por 75 milhões de euros, o francês deixou a Juventus para jogar no clube de Madrid. Florentino Pérez seguia seu plano galáctico, contratando o maior jogador do planeta no momento. Mas a obsessão do Presidente merengue por Zizou começou antes e tem uma explicação. Em uma premiação da Uefa, os dois estavam presentes. E o representante do Real Madrid passou um bilhete em um guardanapo para Zidane, “Zizou, você gostaria de jogar nos merengues?”. O craque francês demorou a responder, mas disse que “sim” e as tratativas com a Juventus começaram.

domingo, 3 de junho de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo D - França

Nasri e Ribéry: jogaram juntos no Olympique de Marselha e, na Euro 2012, são as principais esperanças francesas (AFP)

Técnico: Laurent Blanc (FRA)
Time-base: Lloris; Debuchy, Mexes, Rami, Evra; M’Vila, Cabaye; Valbuena, Nasri, Ribéry; Benzema.
Craque: Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE) – meia-atacante, 59 jogos pela seleção e nove gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 21 pts, 10 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 15 gols marcados, 4 gols sofridos, 11 gols de saldo – primeiro lugar do grupo D

A França foi uma das grandes decepções do último Mundial, quando caiu na primeira fase. Mas, após a Copa, as coisas mudaram. Laurent Blanc assumiu o comando e iniciou um processo de renovação, que vai muito bem. O ex-zagueiro campeão do mundo em 1998 já está à frente da seleção a 22 jogos e só perdeu os dois primeiros. Portanto, les bleus estão invictos desde 3 de setembro de 2010, quando perderam pela última vez: 1 a 0 para a Bielorrúsia, em pleno Stade de France.

O treinador soube deixar de convocar jogadores que não acrescentariam mais nada à seleção, mas não abriu mão de atletas experientes que poderiam ajudar no elenco. Além disso, Benzema e Nasri, grandes ausências dos bleus na Copa do Mundo de 2010, voltaram ao selecionado logo na primeira lista de Blanc. O ex-zagueiro também mostrou muito conhecimento tático e tem hoje diversas opções para escalar a equipe. A formação base é o 4-2-3-1, que varia para o 4-3-3, com o forte avanço dos externos. Além disso, o comandante francês já armou a França no 4-1-4-1, que também poderá ser usado na Eurocopa 2012.

Mas, em qualquer uma das formações táticas, o principal jogador dos bleus é Franck Ribéry. O camisa sete foi o grande nome do Bayern de Munique, na temporada em que os bávaros foram vice-campeões da Liga dos Campeões, da Copa da Alemanha e da Bundesliga. No Campeonato Alemão, o craque francês foi o líder de assistências do torneio com 12 passes decisivos e ainda marcou 12 vezes. Desempenho impressionante. O outro meia-externo, que deve ser titular, Valbuena também teve bom ano no Olympique de Marselha e cedeu 13 assistências na Ligue 1, sendo o segundo colocado no quesito. Pelo centro, Nasri também se destacou pelos passes, na English Premier, foram nove deles que resultaram em gols – no elenco do campeão City, só ficou abaixo de David Silva. A dupla de volantes é bem dinâmica: M’Vila e Cabaye têm capacidade de marcar e saem muito bem para o jogo.

O meio-campo é o setor de grande destaque, mas o ataque com Benzema ou Girou é garantia de gols. A defesa talvez seja o ponto mais frágil do elenco, mas nada que possa preocupar absurdamente o técnico Laurent Blanc. Na fase preparatória para a Euro, a retaguarda sofreu com a Islândia, porém, a partida foi bastante atípica, o técnico francês se utilizou do jogo para fazer testes e a linha defensiva esteve muito desligada, algo que não deve acontecer na disputa do torneio continental.

Convocados –
Goleiros:
1- Hugo Lloris (Lyon-FRA)
16- Steve Mandanda (Olympique de Marselha-FRA)
23- Cedric Carrassso (Bordeaux-FRA)
Defensores:
2- Mathieu Debuchy (Lille-FRA)
3- Patrice Evra (Manchester United-ING)
4- Adil Rami (Valencia-ESP)
5- Philippe Mexès (Milan-ITA)
13- Anthony Réveillere (Lyon-FRA)
21- Laurent Koscielny (Arsenal-ING)
22- Gael Clichy (Manchester City-ING)
Meias:
6- Yohan Cabaye (Newcastle-ING)
7- Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE)
8- Mathieu Valbuena (Olympique de Marselha-FRA)
11- Samir Nasri (Manchester City-ING)
12- Blaise Matuidi (PSG-FRA)
15- Florent Malouda (Chelsea-ING)
17- Yann M’Vila (Rennes-FRA)
18- Alou Diarra (Olympique de Marselha-FRA)
19- Marvin Martin (Sochaux-FRA)
20- Hatem Ben Arfa (Newcastle-ING)
Atacantes:
9- Olivier Giroud (Montpellier-FRA)
10- Karim Benzema (Real Madrid-ESP)
14- Jérémy Ménez (PSG-FRA)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

No pote dos transferíveis

Fàbregas: ainda capitão do Arsenal, mas até quando? (Action Images)

Esta é a situação do capitão dos gunners. A situação é simples, no último sábado, dia nove, o Arsenal anunciou a lista de atletas que irão à Ásia para participar da pré-temporada da equipe no oriente e a ausência de um nome chamou a atenção. Fàbregas está fora da lista, justamente quando o Barcelona mais fala de sua contratação, inclusive já desenhando uma forma do catalão encaixar no esquema blaugrana.

O técnico Arsene Wenger já disse que pretender contar com Fàbregas e Nasri – outro jogador bastante procurado no mercado -, mas a questão é: o Arsenal quer abrir mão do alto valor das possíveis transferências de ambos? Principalmente no caso de seu camisa quatro, que fez uma temporada ruim, foi perseguido por lesões durante ela toda e apresenta estar cada vez mais desgatado em Londres.

O curioso é que se o leitor teve a atenção de olhar a lista dos atletas que viajaram, perceberá que o camisa oito foi à Ásia, o que pode confirmar o que penso. Nasri deve ficar, pois tem rendido mais e não acumula o desgate do catalão. Além disso, Almunia e Bendtner também não entraram no avião que rumou ao oriente. O curioso é que Wenger já declarou que os dois podem deixar o Arsenal, aí voltamos ao começo do texto: sim, Fàbregas ficou em Londres como os outros transferíveis do elenco.

Porém, o site oficial dos gunners, explica esta ausência. Fàbregas ficou em Londres para o final de sua recuperação de uma lesão muscular, sofrida no final da temporada passada. Nos resta esperar pra ver, mas, sinceramente, não entendendo e nem aceito a justificativa oficial do clube, creio que Fàbregas pode realmente estar se mandando.

Gosto muito do futebol do camisa 4, mas é verdade que a última temporada foi decepcionante e a história com o Barcelona ficou chata. O ideal para o Arsenal seria vendê-lo por um valor alto e reinvestir o dinheiro nas posições carentes do elenco, a defesa, por exemplo. Assim, o negócio deve ser vantajoso para os gunners, que perderão o capitão e jogador capaz de contribuir com 28 gols do Arsenal na Premier League de 2009-10 (15 gols e 13 assistências).

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Gol da Semana

Depois da volta das postagens no Blog, é verdade que foi apenas uma, mas a ideia é que o ritmo seja retomado aos poucos. Portanto o Gol da Semana está de volta. O autor do tento faz ótima temporada pelo Arsenal, e já quebrou a marca de dez gols em 2010-11. Falo de Samir Nasri, que na vitória sobre o Fulham fez dois golaços.

Seria injusto escolher só um dos gols do francês, portanto estão aí:


Abraço a todos