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sábado, 23 de junho de 2012

Fiel ao estilo


Espanha 1x0 França

Xabi Alonso tentou 108 passes e acertou 97 e foi o dono do jogo (Getty Images)

O título do texto de hoje também poderia ser: valeu a manutenção do estilo. Enquanto a Espanha não abriu mão de jogar à sua forma, com toques de bola e manutenção da redonda, procurando o melhor espaço para o passe decisivo; a França de Blanc foi covarde. O ex-defensor campeão do mundo em 1998 preferiu abrir mão do esquema ofensivo e de Nasri, para armar um 4-1-4-1 bastante defensivo. Com Réveilèrre na lateral-direita e o ex-lateral-direito titular, Debuchy, como meia-externo direito.

Abrir mão da forma de jogar, que fez Les Bleus alcançarem bons resultados após o fracasso na Copa do Mundo de 2010, logo de cara se mostrou um erro infantil do treinador. Desde o início os espanhóis impuseram o seu estilo de jogo, com um 4-3-3 sem centroavante fixo e com Fàbregas ocupando o centro da linha ofensiva. Mas, o grande destaque era Xabi Alonso, o homem que “marcava” a redonda em cada lance.

O camisa 14 fez de tudo e acertou tudo. Marcou, fez a saída de bola, tocou, lançou e, para coroar a exibição, dois gols. Terceira vez na história em que marcou um doblete pela furia. As outras duas, em amistosos: primeiro na vitória por 3 a 0 contra a Dinamarca, em Copenhagen, no dia 20 de agosto de 2008 e, em 14 de novembro de 2009, no Estádio Vicente Calderón, na vitória por 2 a 1 frente à Argentina.

O primeiro gol do meia-central basco veio em jogada de Iniesta. O camisa seis, que até àquela altura estava apagado, apareceu. Da intermediária ofensiva esquerda enfiou a bola para Jordi Alba, que recebeu atrás dos dois “laterais-direitos” da França. O jogador do Valencia ergueu a cabeça e colocou para Xabi Alonso cabecear livre no segundo pau. Não foi um cruzamento e sim um passe para a finalização pelo alto do companheiro.

Na segunda etapa, a França melhorou seu jogo, mas não foi capaz de assustar Casillas. Les Bleus chutaram apenas uma vez no gol defendido pelo goleiro da roja. Blanc tentou empurrar a sua equipe para a frente, com as entradas de Menez, Nasri e Giroud. Com o artilheiro da Ligue 1 em campo, os franceses passaram a atuar com dois centroavantes, mas nada mudou. A Espanha seguiu dominando sem ter grande profundidade e fazendo uma partida até certo ponto burocrática, porém, eficiente.

O 1 a 0 para a furia pelo jogo que executava estava de bom tamanho, mas havia alguém que merecia algo a mais em campo: Xabi Alonso, o craque da partida. Pedro cavou um pênalti e o camisa 14 bateu com perfeição. 2 a 0 e Espanha na semifinal para enfrentar Portugal, de Crisitano Ronaldo, o melhor jogador da Euro 2012 até aqui. Blanc abrir mão de jogar como a França deu certo com ele fez com que a Espanha, em partida pouco inspirada, eliminasse os franceses sem grandes dificuldades.

Para a semifinal, insisto que Vicente Del Bosque não pode abdicar de um centroavante e Llorente seria a melhor opção. Ter um homem dentro da área, para brigar com Pepe e Bruno Alves pode ser fundamental. Por outro lado, não ter um “nove” pode deixar os dois zagueiros portugueses sem função e confusos na partida. Mas iria de 4-2-3-1, com o jogador do Atlhetic Bilbao no centro do ataque. Pois além de brigar com a dupla lusa, o centroavante dá a profundidade que está faltando à Espanha em alguns jogos da Euro 2012. 

Zidane

Zidane flutuava com elegância pelos gramados europeus (Getty Images)

Hoje é o aniversário de Zinedine Yazid Zidane, 40 anos. Meia recheado de classe, o mais técnico que vi: ótimo finalizador, tocava curto e fazia lançamentos sem problemas, driblava fácil e tinha um domínio de bola impressionante. Porém, isso todos sabem e não é novidade para ninguém. Mas queria dividir com os amigos, uma leitura que fiz há algum tempo, “Zinedine Zidane”, de Patrick Fort e Jean Philippe.

Logo no começo do livro contam que, no início da carreira, o jovem, que já se destacava pela técnica e pela altura, não usava o tamanho a seu favor. Quando as bolas vinham altas, Zidane costumava se abaixar. Porém, ele foi alertado que não deveria fazer isso. O resultado todos sabem: no Stade de France, dois gols de cabeça na final da Copa do Mundo de 1998.

A outra é ainda mais legal. A história da contratação milionária de Zidane pelo Real Madrid em 2001 quase todos conhecem. À época, a maior transferência da história do futebol, por 75 milhões de euros, o francês deixou a Juventus para jogar no clube de Madrid. Florentino Pérez seguia seu plano galáctico, contratando o maior jogador do planeta no momento. Mas a obsessão do Presidente merengue por Zizou começou antes e tem uma explicação. Em uma premiação da Uefa, os dois estavam presentes. E o representante do Real Madrid passou um bilhete em um guardanapo para Zidane, “Zizou, você gostaria de jogar nos merengues?”. O craque francês demorou a responder, mas disse que “sim” e as tratativas com a Juventus começaram.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Tabelando com Lucas Imbroinise: Eurocopa

Mais uma vez tive a honra de tabelar com o amigo, Lucas Imbroinise, do blog esportivo Golaço e do Boleiragem Tática. Falamos de Eurocopa 2012, demos nossos palpites e a conversa rendeu bastante. A íntegra do diálogo vocês podem conferir abaixo:

Robin Van Persie: a aposta dos dois blogueiros para artilheiro da Eurocopa 2012 (Steven Paston/Action Images)


Pedro Spiacci: Fala, Lucas, como está? Ansioso para o maior torneio de seleções do ano?
Lucas Imbroinise: Grande Pedro! Tudo bem. Muito ansioso pra bola rolar na Polônia e Ucrânia.

PS: Minha ansiedade também é grande. Vamos fazer as análises grupo por grupo?

LI: Vamos lá. Como você analisa o grupo A, tido para muitos como o "grupo da vida", em alusão oposta aos complicados grupos "da morte"?

PS: O grupo A pode ser tido como a chave dos coadjuvantes, mas a briga promete ser bastante equilibrada. Acredito na República Tcheca um pouco atrás de Polônia, Rússia e Grécia. Os donos da casa vêm embalados pelo trio do Borussia Dortmund. Os russos têm uma boa geração e contam com Dick Advocaat, técnico que comandou o Zenit na melhor fase do clube e é justamente o time de São Petersburgo que cedeu boa parte da base da seleção. Com ele, Arshavin também jogou muito, pode dar samba. Já a Grécia, àquele jogo de sempre, muita marcação, filosofia que não mudou com o português Fernando Santos no comando.

LI: Então, Pedro. Eu também aposto muito na empolgação dos donos da casa e no talento dos russos, que, por mais que não tenham uma geração tão boa quanto a de 2008, vêm com ótimo elenco. A Polônia é um time de força, de muita marcação no meio e contra-ataques rápidos. Tem uma zaga minimamente segura e um goleiro em boa fase num grande clube europeu, além do artilheiro Lewandowski inspirado. Discordo um pouco de você quanto aos tchecos. Para mim, eles ficam na frente da Grécia, como a terceira força do grupo. Acho quase impossível dos gregos surpreenderem positivamente. Posso queimar minha língua, mas sinceramente, vejo com chances quase nulas de sucesso para a Grécia.

PS: Vamos ao segundo grupo então. O grupo B tem duas das três principais favoritas. A Holanda vem mais uma vez muito forte e tem uma vantagem em relação ao elenco da Copa: Van Persie está em fase totalmente inversa a de 2009-10, hoje é um dos melhores do mundo. Ao seu lado, Sneijder, Robben e Huntelaar no setor ofensivo. A defesa pode preocupar, mas a forte dupla de volantes protege a retaguarda muito bem. Na Alemanha a expectativa é alta também, né, Lucas?

LI: Sem dúvidas, Pedro. Talvez seja, juntamente com Espanha e Holanda, uma das equipes mais consolidadas atualmente. Joachim Löw segue dando continuidade a seu ótimo trabalho, lançando jovens promessas e habilitando o país com um futebol vistoso, ofensivo e agressivo, no bom sentido. Quanto à Holanda, chamo a atenção para uma incógnita: Arjen Robben. Que Robben veremos nessa Euro? O meia-extremo do Bayern terminou a temporada de forma trágica, perdendo pênaltis decisivos e de mal com o próprio futebol. É, sem dúvidas, uma das armas mais importantes do 4-2-3-1 holandês. Menos mal para os "laranjas" que Afellay voltou comendo a bola de sua última contusão no joelho, e pode ser um bom substituto para Robben.

PS: E ainda tem Portugal de Nani e principalmente de Cristiano Ronaldo. Se o camisa sete for bem, não duvido que a “seleção das quinas” consiga algo grande nesta Euro, mas disputar uma das vagas no grupo B já será um grande desafio. Mesmo com um ótimo jovem como Eriksen – talvez, o melhor da Euro 2012 junto com Götze –, creio que a Dinarmaca não vá conseguir nada além de participar.

LI: Muita gente se enganou com a Dinamarca, no último amistoso diante do Brasil. A imagem passada, de uma equipe fraca, retroativa, monótona, não faz parte da realidade do time. Mas, por azar, os dinamarqueses caíram no "grupo da morte", e dificilmente conseguirão passar de fase. Já Portugal surge como, de fato, a terceira força do grupo. Depende muito de Cristiano Ronaldo e de sua irregular dupla de zaga. Para piorar, os volantes também não vêm bem. É um time que toma muitos gols. E contra Alemanha e Holanda, nunca é bom ter uma defesa "peneira".

PS: No grupo D também vejo equilíbrio com Espanha e Itália à frente das demais, não é?

LI: Isso. A Espanha é a grande força do torneio, mas nos últimos amistosos não vem jogando o melhor que sabe. Ainda assim, com Xavi e Iniesta querendo jogo, e Juan Mata e David Silva minimamente participativos, será muito difícil segurar a Fúria. Mesmo sem o artilheiro David Villa. Afinal, além dele, os espanhois também podem confiar em Fernando Torres, Fernando Llorente, Pedro...

PS: Exato, são 19 campeões mundiais no elenco, mas algumas mudanças pontuais. Já a Itália é o inverso: buscou se renovar e vem com dez da Copa de 2010. Os escândalos de combinação de resultados tiraram Criscito da Euro e Bonucci e Buffon tiveram seus nomes citados. Sem dúvida, isto abala o elenco azzurro, que vai confiar no forte sistema defensivo, que só foi vazado duas vezes na fase classificatória. Os bons volantes ajudam na consistência defensiva italiana. No ataque, a confiança é depositada nos ótimos e imprevisíveis Cassano e Balotelli. Croácia de Modric também pode incomodar, Lucas?

LI: Pedro, para te falar a verdade, aposto até mais na Croácia e na Irlanda do que propriamente na Itália. A crise pela qual passa o futebol italiano só tende a piorar o desempenho da Azzurra, que já não é dos melhores nos últimos tempos. O peso da camisa, obviamente, pode reverter esse panorama, mas se tivesse que apostar a favor ou contra os italianos, optaria pela segunda opção.

A Croácia vive da mesma geração de 2008. Tem em Modric a figura de protagonista do time e em Eduardo da Silva de definidor das jogadas. Conta com uma defesa experiente, chefiada por Simunic, e um meio-campo talentoso, com Modric, Kranjcar e Rakitic. Após as decepções recentes em Copas do Mundo e a frustração por não ter chegado às semis na Euro de 2008, o time comandado por Slaven Bilic pode surpreender, apesar de ter caído num grupo bem complicado. Bilic, inclusive, é uma espécie de inspiração para seus comandados. Afinal, fez parte da melhor seleção croata de todos os tempos, em 1998, ao lado de Prosinecki, Kovac, Boban e o artilheiro da Copa do Mundo daquele ano, o monstruoso Davor Suker.

PS: A Irlanda de Trapattoni também é bem organizada no tradicional 4-4-2 e pode beliscar uma vaga.

LI: Exato. Os irlandeses apostam muito nesse time. É o melhor desde o de 2002. E tem um técnico sério, que vem revolucionando o futebol no país, após décadas de adminsitrações conturbadas e treinadores derrotados. O time tem gente do nível de Richard Dunne, Damien Duff e Robbie Keane. Pode beliscar uma vaga, hein.

PS: E o grupo D, hein, não me lembro de uma Inglaterra tão fraca nos últimos anos, como esta da Euro, hein?

LI: Sim. Muito atrapalhada também pelos desfalques. São tantos...Ao menos se passar, terá Rooney na fase final. Menos mal, né? Ainda assim, um time muito costurado.

PS: Quem pode se beneficiar muito com isso é a Suécia do gênio Ibrahimovic, artilheiro da Serie A 2011-12, com 28 gols que, de quebra, cedeu seis assistências. Além de ter se destacado nas Eliminatórias: marcou cinco e cedeu três assistências. Mas a grande seleção da chave é a França de Blanc, com muita variação tática: 4-2-3-1, 4-1-4-1 e 4-3-3 são bem executados pelos bleus. Além de ter um dos melhores meio-campos da Euro 2012: M’Vila e Cabaye são volantes bem dinâmicos e o trio Ribéry, Nasri e Valbuena tem capacidade de criar jogadas e também de marcar seus gols. A defesa não é tão forte, mas o conjunto francês é muito. E olha que a equipe havia sido eliminada na primeira fase da Copa de 2010.

LI: Apesar de me encantar no papel, não vejo, na prática, a França tão forte, Pedro. Gosto bastante do trabalho de Laurent Blanc, é como uma espécie de renascimento do futebol francês, mas acho que o ponto alto dessa seleção virá daqui a um tempo somente.

PS: E a outra anfitriã, Lucas?

LI: A Ucrânia, para mim, é uma incógnita. Tem um time pouco conhecido e uma zaga lenta. Na frente, ainda há vaga para o veterano Shevchenko, que se despedirá do futebol. Ele bem que merecia um adeus honroso, por tudo que fez com a bola nos pés... Porém, acho difícil.

PS: Então é isso, Lucas, competição vai ser muito interessante, com Espanha, Holanda e Alemanha largando na frente, mas com a França muito forte também. A Euro 2012 será demais. Vamos palpitar...

Palpites Pedro Spiacci
Campeã: Holanda
Artilheiro: Robin Van Persie
Craque: Wesley Sneijder

Palpites Lucas Imbroinise
Campeã: Alemanha
Artilheiro: Robin Van Persie
Craque: M. Özil


PS: Valeu, Lucas, foi um prazer tabelar mais uma vez contigo!
LI: Digo o mesmo, Pedro. É sempre uma honra!
PS: Abração!
LI: Outro!

domingo, 3 de junho de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo D - Suécia

Camisa dez, faixa de capitão e temporada espetacular, este é Ibrahimovic. Com ele focado, a Suécia espera ir longe (PA)

Técnico: Erik Hamren (FRA)
Time-base: Isaksson; Lustig, Mellberg, Granqvist, Martin Olsson; Källström, Elm; S. Larsson, Toivonen, Elmander; Ibrahimovic.
Craque: Zlatan Ibrahimovic (Milan-ITA) – atacante, 76 jogos pela seleção e 30 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 24 pts, 10 jogos, 8 vitórias, 0 empates, 2 derrotas, 31 gols marcados, 11 gols sofridos, 20 gols de saldo – segundo lugar do grupo E. Melhor segundo colocado entre todos os grupos, portanto, classificado sem a necessidade de passar por Play-off.

A campanha na fase classificatória deu o tom. A Suécia é uma das seleções mais fortes do continente europeu atualmente e tem um jogador iluminado, Zlatan Ibrahimovic. Os azuis e amarelos tiveram o terceiro melhor ataque das Eliminatórias para a Euro 2012, com 3,1 gols por partida ficaram atrás apenas das favoritas Holanda e Alemanha. O elenco não parece capaz de levar a taça à Escandinávia, mas não fará feio. Terminar na frente de França ou principalmente, da Inglaterra não é improvável.

O técnico é Erik Hamren, que fez toda a carreira entre clubes suecos e dinamarqueses, está à frente da seleção desde 2009. Ele não classificou o país à Copa de 2010, mas se recuperou nesta disputa para chegar à Euro 2012. O sueco de 54 anos e mais um comandante que aposta no esquema da moda, o 4-2-3-1. Como provado através dos números, o sistema ofensivo é o ponto de destaque. E o ataque já tem grande contribuição do 2° volante Källström, que cedeu sete assistências nas Eliminatórias, liderando o torneio no quesito. O externo S. Larsson também ajudou muito nos passes e, ao longo da classificatória, passou seis vezes para os companheiros marcarem.

Porém, a grande esperança azul e amarela é Ibrahimovic, o genial atacante milanista. O camisa dez da seleção já se destacou na fase classificatória, quando participou de oito gols suecos – marcou cinco e cedeu três assistências. Além disso, na Itália, também está em alta: artilheiro da Serie A 2011-12, com 28 gols e, de quebra, seis assistências. Se no ataque tudo vai bem, a defesa não é uma certeza. Sem o equilíbrio entre os setores ficará difícil para que os escandinavos consigam algo além de ultrapassar a primeira fase, se aproveitando muito da instabilidade inglesa. Claro, se Ibra estiver iluminado, a Suécia pode avançar um pouco mais.

Convocados –
Goleiros:
1- Andreas Isaksson (PSV-HOL)
12- Johan Wiland (Copenhagen-DIN)
23- Par Hansson (Helsingborg-SUE)
Defensores:
2- Mikael Lustig (Celtic-ESC)
3- Olof Mellberg (Olympiacos-GRE)
4- Andreas Granqvist (Genoa-ITA)
5- Martin Olsson (Blackburn-ING)
13- Jonas Olsson (West Bromwich-ING)
15- Mikael Antonsson (Bologna-ITA)
17- Behrang Safari (Anderlecht-BEL)
Meias:
Rasmus Elm (AZ-HOL)
7- Sebastian Larsson (Sunderland-ING)
8- Anders Svensson (Elfsborg-SUE)
9- Kim Källström (Lyon-FRA)
16- Pontus Wernbloom (CSKA-RUS)
18- Samuel Holmen (Istanbul-TUR)
19- Emir Bajrami (Twente-HOL)
20- Ola Toivonen (PSV-HOL)
21- Christian Wilhelmsson (Al-Hilal-SAU)
Atacantes:
10- Zlatan Ibrahimovic (Milan-ITA)
11- Johan Elmander (Galatasaray-TUR)
14- Tobias Hysen (IFK Göteborg-SUE)
22- Markus Rosenberg (Werder Bremen-ALE)

Guia da Eurocopa: Grupo D - França

Nasri e Ribéry: jogaram juntos no Olympique de Marselha e, na Euro 2012, são as principais esperanças francesas (AFP)

Técnico: Laurent Blanc (FRA)
Time-base: Lloris; Debuchy, Mexes, Rami, Evra; M’Vila, Cabaye; Valbuena, Nasri, Ribéry; Benzema.
Craque: Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE) – meia-atacante, 59 jogos pela seleção e nove gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 21 pts, 10 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 15 gols marcados, 4 gols sofridos, 11 gols de saldo – primeiro lugar do grupo D

A França foi uma das grandes decepções do último Mundial, quando caiu na primeira fase. Mas, após a Copa, as coisas mudaram. Laurent Blanc assumiu o comando e iniciou um processo de renovação, que vai muito bem. O ex-zagueiro campeão do mundo em 1998 já está à frente da seleção a 22 jogos e só perdeu os dois primeiros. Portanto, les bleus estão invictos desde 3 de setembro de 2010, quando perderam pela última vez: 1 a 0 para a Bielorrúsia, em pleno Stade de France.

O treinador soube deixar de convocar jogadores que não acrescentariam mais nada à seleção, mas não abriu mão de atletas experientes que poderiam ajudar no elenco. Além disso, Benzema e Nasri, grandes ausências dos bleus na Copa do Mundo de 2010, voltaram ao selecionado logo na primeira lista de Blanc. O ex-zagueiro também mostrou muito conhecimento tático e tem hoje diversas opções para escalar a equipe. A formação base é o 4-2-3-1, que varia para o 4-3-3, com o forte avanço dos externos. Além disso, o comandante francês já armou a França no 4-1-4-1, que também poderá ser usado na Eurocopa 2012.

Mas, em qualquer uma das formações táticas, o principal jogador dos bleus é Franck Ribéry. O camisa sete foi o grande nome do Bayern de Munique, na temporada em que os bávaros foram vice-campeões da Liga dos Campeões, da Copa da Alemanha e da Bundesliga. No Campeonato Alemão, o craque francês foi o líder de assistências do torneio com 12 passes decisivos e ainda marcou 12 vezes. Desempenho impressionante. O outro meia-externo, que deve ser titular, Valbuena também teve bom ano no Olympique de Marselha e cedeu 13 assistências na Ligue 1, sendo o segundo colocado no quesito. Pelo centro, Nasri também se destacou pelos passes, na English Premier, foram nove deles que resultaram em gols – no elenco do campeão City, só ficou abaixo de David Silva. A dupla de volantes é bem dinâmica: M’Vila e Cabaye têm capacidade de marcar e saem muito bem para o jogo.

O meio-campo é o setor de grande destaque, mas o ataque com Benzema ou Girou é garantia de gols. A defesa talvez seja o ponto mais frágil do elenco, mas nada que possa preocupar absurdamente o técnico Laurent Blanc. Na fase preparatória para a Euro, a retaguarda sofreu com a Islândia, porém, a partida foi bastante atípica, o técnico francês se utilizou do jogo para fazer testes e a linha defensiva esteve muito desligada, algo que não deve acontecer na disputa do torneio continental.

Convocados –
Goleiros:
1- Hugo Lloris (Lyon-FRA)
16- Steve Mandanda (Olympique de Marselha-FRA)
23- Cedric Carrassso (Bordeaux-FRA)
Defensores:
2- Mathieu Debuchy (Lille-FRA)
3- Patrice Evra (Manchester United-ING)
4- Adil Rami (Valencia-ESP)
5- Philippe Mexès (Milan-ITA)
13- Anthony Réveillere (Lyon-FRA)
21- Laurent Koscielny (Arsenal-ING)
22- Gael Clichy (Manchester City-ING)
Meias:
6- Yohan Cabaye (Newcastle-ING)
7- Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE)
8- Mathieu Valbuena (Olympique de Marselha-FRA)
11- Samir Nasri (Manchester City-ING)
12- Blaise Matuidi (PSG-FRA)
15- Florent Malouda (Chelsea-ING)
17- Yann M’Vila (Rennes-FRA)
18- Alou Diarra (Olympique de Marselha-FRA)
19- Marvin Martin (Sochaux-FRA)
20- Hatem Ben Arfa (Newcastle-ING)
Atacantes:
9- Olivier Giroud (Montpellier-FRA)
10- Karim Benzema (Real Madrid-ESP)
14- Jérémy Ménez (PSG-FRA)

Guia da Eurocopa: Grupo D – Inglaterra

Hodgson não abriu mão de Rooney, mesmo sabendo que talvez ele possa jogar apenas uma partida na Euro 2012 (Ag. Reuters)

Técnico: Roy Hodgson (ING)
Time-base: Hart; Glen Johnson, Terry, Lescott, Ashley Cole; Walcott, Parker, Gerrard, Ashley Young; Rooney (Welbeck) e Andy Carrol.
Craque: Wayne Rooney (Manchester United-ING) – atacante, 73 jogos pela seleção e 28 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 18 pts, 8 jogos, 5 vitórias, 3 empates, 0 derrotas, 17 gols marcados, 5 gols sofridos, 12 gols de saldo – primeiro lugar do grupo G.

Sempre tida como uma das melhores seleções do mundo, a Inglaterra não vem em boa forma, mesmo com uma geração recheada de jogadores de destaque mundial: John Terry, Ashley Cole, Steven Gerrard e Wayne Rooney – só para ficar em atletas que estarão nesta Eurocopa. Na última Copa, uma eliminação com goleada para a forte Alemanha e, na fase classificatória do torneio continental, apesar de não ter perdido, o English Team teve algumas dificuldades para terminar na frente de Montenegro e Suíça. Além disso, após polêmica com o capitão Terry, o técnico Fábio Capello caiu e a seleção chegou a ser dirigida pelo interino Stuart Pearce em uma partida.

Para disputar a Euro 2012, a Inglaterra terá Roy Hodgson no comando. Com ele, a equipe deve jogar no tradicional 4-4-2 ortodoxo – esquema que já havia sido muito utilizado por Capello. Ashley Young, que apareceu muito bem nas últimas duas temporadas, deve ser o principal nome inglês na largada da competição – cedeu três assistências nas Eliminatórias e liderou a Inglaterra no quesito ao lado de Rooney. Atuando aberto pelo lado esquerdo o meia-externo red devil tem jogado muito bem pela seleção e mostrou força na reta final da preparação para a competição. Mas, de qualquer forma, a grande aposta do país é Rooney, que está suspenso para as duas primeiras partidas e seu protagonismo deve fazer falta no início da trajetória inglesa. O camisa dez tem grandes chances de jogar apenas um jogo na Euro 2012.

Além da suspensão de Rooney, lesões castigaram o meio-campo de Hodgson. O jovem meia-central do Arsenal, Wilshere, que surgiu em 2010-11 como grande aposta para a linha média inglesa, não disputou nenhuma partida nesta temporada e ficou de fora. Barry e Lampard, que tiveram ótimas exibições no último ano por Machester City e Chelsea respectivamente, se lesionaram na reta final de preparação para a Euro 2012. O entrosamento que a ex-dupla titular do meio-campo central inglês tinha também fará falta.

Como vimos, a Inglaterra é mais destaque pelo o que não terá na competição do que por àqueles que estarão na Polônia e Ucrânia. Esta talvez seja a equipe inglesa que se apresenta como menos capaz de conquistar algo.

Convocados –
Goleiros:
1- Joe Hart (Manchester City-ING)
13- Robert Green (West Ham-ING)
23- Jack Butland (Cheltenham Town-ING)
Defensores:
2- Glen Johnson (Liverpool-ING)
3- Ashley Cole (Chelsea-ING)
5- Martin Kelly (Liverpool-ING)
6- John Terry (Chelsea-ING)
12- Leighton Baines (Everton-ING)
14- Phil Jones (Manchester United-ING)
15- Joleon Lescott (Manchester City-ING)
18- Phil Jagielka (Everton-ING)
Meias:
4- Steven Gerrard (Liverpool-ING)
7- Theo Walcott (Arsenal-ING)
8- Scott Parker (Tottenham-ING)
11- Ashley Young (Manchester United-ING)
16- James Milner (Manchester City-ING)
17- Jordan Henderson (Liverpool-ING)
19- Stewart Downing (Liverpool-ING)
20- Alex Oxlade-Chamberlain (Arsenal-ING)
Atacantes:
9- Andy Carroll (Liverpool-ING)
10- Wayne Rooney (Manchester United-ING)
21- Jermain Defoe (Tottenham-ING)
22- Danny Welbeck (Manchester United-ING)

Guia da Eurocopa: Grupo D – Ucrânia

Sevchenko, o maior da história ucraniana, escolheu a Euro 2012 para se despedir da seleção (AFP)

Técnico: Oleh Blokhin (UCR)
Time-base: Pyatov; Husyev, Kucher, Rakitskiy, Selin; Tymoshchuk, Rotan; Yarmolenko, Milevskiy, Konoplyanka; Sevchenko (Voronin).
Craque: Andriy Shevchenko (Dynamo Kiev-UCR) – atacante, 107 jogos pela seleção e 46 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: Não participou, pois é país sede.

A impressão clara é que a Ucrânia não irá incomodar na Eurocopa e, caso não fosse anfitriã, não estaria nem disputando a competição. Porém, o fato de jogar não deve ser o único motivo que impulsionará os azuis e amarelos na disputa. A Euro 2012 marcará o adeus do maior jogador da história do país: Andriy Shevchenko, artilheiro máximo da seleção, com 46 gols, em 107 partidas.

O elenco tem seus principais jogadores em decadência e, aos jovens, parece faltar a capacidade de assumir o protagonismo. Não há – nem de longe – um jogador que se mostre capaz de ter o destaque internacional que Shevchenko teve nos anos 2000. Mas é justamente no setor do craque que a Ucrânia deve ter menos problemas. Os meias-ofensivos e o centroavante, que até pode ser Sheva, formam uma linha ofensiva respeitável. A grande força azul e amarela está nas pontas, onde jogam Yarmolenko e Konoplyanka. Milevskiy, pelo centro, também é nome importante.

O treinador Oleh Blokhin era o comandante da equipe na Copa de 2006, quando o país alcançou a inédita fase de quartas de final da Copa do Mundo da Alemanha. Ele está à frente da seleção ucraniana desde 2011 nesta segunda passagem pelo comando da Ucrânia e sabe o que o grande problema azul e amarelo é a retaguarda.  Por conta disso, já sinaliza que pode abrir mão de uma das peças ofensivas para colocar mais um volante na linha média.

Não há dúvidas que todo o país sabe que as conidções desse time ir longe é pequena, mas, com certeza, a torcida não deixará de apoiar. O “fator sheva” e a questão do jogar em casa podem ajudar, porém, não devem conseguir levar a Ucrânia longe, já que os azuis e amarelos estão em grupo bastante difícil, com a favorita França, a sempre forte Inglaterra e a Suécia de Ibrahimovic.

Convocados –
Goleiros:
1- Maksym Koval (Dynamo Kiev-UCR)
12- Andriy Pyatov (Shakhtar Donetsk-UCR)
23- Oleksandr Horyainov (Metalist-UCR)
Defensores:
2- Yevhen Selin (Vorskla Poltava-UCR)
3- Yevhen Khacheridi (Dynamo Kiev-UCR)
5- Oleksandr Kucher (Shakhtar Donetsk-UCR)
13- Vyacheslav Shevchuk (Shakhtar Donetsk-UCR)
17- Taras Mykhalyk (Dynamo Kiev-UCR)
20- Yaroslav Rakitskiy (Shakhtar Donetsk-UCR)
21- Bohdan Butko (Illichivets Mariupol-UCR)
Meias
4- Anatoliy Tymoshchuk (Bayern de Munique-ALE)
6- Denys Harmash (Dynamo Kiev-UCR)
8- Oleksandr Aliyev (Dynamo Kiev-UCR)
9- Oleh Husyev (Dynamo Kiev-UCR)
11- Andriy Yarmolenko (Dynamo Kiev-UCR)
14- Ruslan Rotan (Dnipro-UCR)
18- Serhiy Nazarenko (Tavriya Simferopol-UCR)
19- Yevhen Konoplyanka (Dnipro-UCR)
Atacantes:
7- Andriy Shevchenko (Dynamo Kiev-UCR)
10- Andriy Voronin (Dynamo Moscou-RUS)
15- Artem Milevskiy (Dynamo Kiev-UCR)
16- Yevhen Seleznyov (Shakhtar Donetsk-UCR)
22- Marko Devych (Shakhtar Donetsk-UCR)