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sábado, 21 de junho de 2014

Copa do Mundo – Dia 9



Finalmente, a experiência in loco e o sonho está realizado

 A Arena da Baixada estava cheia e a maioria vestia o amarelo, do Brasil ou do Equador (Manoella Nolasco)

Chegou a o dia que tive uma das grandes histórias da minha vida. Fui à uma Copa do Mundo e, para completar no meu país. Antes da partida, poucos esperavam algo de Equador e Honduras, mas, com a vitória francesa categórica frente aos suíços, as equipes se permitiram sonhar com a classificação. Por isso, vimos um jogo bastante aberto.

Desde a chegada à Curitiba, no dia 19, fiquei impressionado com a organização do aeroporto e os enfeites, que preenchiam o local. Tudo decorado em verde e amarelo e equatorianos e hondurenhos também estavam presentes. No local, além da decoração especial, havia uma área chamada “Fun Zone”, onde ficavam videogames, televisão com os jogos, voluntários da FIFA para orientação e espaço para descanso, naquele momento, ocupado por estrangeiros.

Mas chegar à capital não acabava com a minha ansiedade, eu queria estar lá dentro e queria reencontrar a Arena da Baixa, que já havia achado espetacular em 2009. Antes de partir, conheci Cézar, que era quase família e estava hospedado na casa de um dos meus primos de Curitiba. Fomos juntos e encontramos o Gui Lopes, sim, o companheiro de Trifon Ivanov, camisa dez do Bonde dos Chilenos, e a sua futura esposa, a Tati. Conversamos um pouco e, pouco antes das 18h, partimos para o Estádio, isso depois de já termos passado por dois cordões policiais, onde fomos revistados e apresentamos nossos ingressos.

Na rua da Arena, me despedi dos amigos, meu caminho era outro – um tio norte-americano e uma prima já partiram para o Estádio separados. Fui sozinho para o portão cinco, que ficava longe. No caminho só alegria e a maioria vestia o amarelo do Equador, a minha escolha para a partida. Depois de pegar uma fila de uns 15/20 minutos, que pareceram uma eternidade, cheguei ao Estádio e, em mais uns cinco minutos, entrei. Primeira coisa, visitei o banheiro padrão FIFA e fui para o meu lugar.

Ao encontrar meu bloco, um fiscal pegou o ingresso comigo e me indicou o meu assento. Fiquei por ali. Logo meu vizinho, também sozinho, sentou e começamos a conversar. Ali ocorreu algo que nunca imaginei, o meu novo amigo era E-GÍ-PI-CIO. O português dele fluente tinha explicação, morava há oito anos em Curitiba. Depois, ele trocou de lugar com um mexicano, Alfonso Cruz, mais um amigo para mim. Com ele, falei muito sobre futebol. Torcedor do Puebla, estava muito animado com as chances dos mexicanos e, principalmente, para o próximo jogo. No dia 23 de junho, ele irá à Arena Pernambuco para aquilo que chamei de a “primeira final” de El Tri, contra a Croácia. Animado, Alfonso falava: “seremos locales em Recife”.

Nenhuma outra coisa poderia me proporcionar isso. Portanto, só agradeço ao Mundial e fico feliz, pois semana que vem tem mais.

O jogo

 Enner agradece aos céus: a Arena viu mais uma grande exibição do camisa 13 equatoriano (Julian Finney/Getty Images)

Maioria em Curitiba, os equatorianos deram show. Entoando várias vezes: “Somos ecuatorianos y esta noche tenemos que ganar”. Apesar da força das arquibancadas e a importância que o jogo tinha ganhado, o Equador não foi absoluto, Honduras conseguiu equilibrar as ações. No lado sul-americano, aquele 4-4-1-1, com Enner Valencia circulando mais e tendo Caicedo como nove fixo. Em Honduras, o 4-4-2 era escolha e o ataque tinha os grandalhões Costly e Bengston, pressionando a dupla de zaga da Tri.

Desta forma, o jogo foi muito aberto. Às vezes, falha individuais colaboravam, mas Curitiba viu uma grande partida. Novamente, Enner era o melhor da Tri e era quem aparecia nos melhores momentos. Inclusive, perdeu gol incrível. Além dele, os equatorianos tinham muito de Noboa, que controlava o centro do campo (sete roubadas de bola), e Paredes e Ayoví, laterais que avançavam muito.

Honduras tinha a alternativa da bola longa, que, normalmente, buscava Carlos Costly. Além disso, Espinoza, meia-esquerda de La H, tentava muito e colaborava ofensiva e defensivamente. O gol saiu em uma falha equatoriana e Costly recebeu livre para marcar de canhota. O 1 a 0 quase virou o estádio para os hondurenhos, mas o empate, logo depois, manteve o domínio da Tri. Em uma das subidas, Paredes arrematou do bico da área e, no outro lado, a bola sobrou para Enner marcar o 1 a 1.

A igualdade animou os equatorianos. Reinaldo Rueda chegou a mudar de lado os pontas, Antonio Valencia (jogador do United faz Mundial muito ruim) foi para a esquerda e Montero para a direita, pois ambos não rendiam nos flancos habituais. A partir da troca, o Equador cresceu e a torcida foi junto. Com este espírito, La Tri passou a dominar ações, mas sempre sofrendo em contra-ataques e nas bolas que procuravam Costly, que dominava a defesa equatoriana.

O jogo seguia no mesmo ritmo e, apesar do domínio, La Tri não conseguia as melhores chances. Honduras fazendo o jogo que havia se proposto: com menos posse de bola (no final, igualou o número) e menos ataques, era perigosa (teve mais chutes no alvo, inclusive) e causava preocupação nos equatorianos, que estavam sentados perto do meu lugar. Mas o gol da vitória foi marcado por Enner. Assim como no primeiro jogo, ele subiu mais alto que a defesa adversária e, de cabeça, fez o 2 a 1. Terceiro gol do Equador no Mundial e terceiro do jogador do Pachuca.

No mesmo esquema dos 90 minutos, Honduras chegou assustar os sul-americanos. Domínguez teve que aparecer com defesas importantes, para garantir o placar favorável. Após o gol da vitória, em minha frente, um equatoriano abaixou a cabeça e, quando levantou, lacrimejava. O “si, se puede”, que eles tanto gritaram e, talvez, nem acreditassem muito, ocorreu. Equador chega vivo à última rodada e, dependendo do resultado de Suíça e Honduras, poderá se classificar à segunda fase com um empate.

O ponto negativo

Logo depois que o mexicano sentou ao meu lado, uma voluntária da FIFA acionou um dos Stewards para checar se o meu novo amigo tinha ingresso. Não, isso não é coisa de esquerdista, que vê preconceito em tudo. Com o rosto típico dos latinos, Alfonso, após já ter apresentado o ingresso em, pelo menos, quatro barreiras, passou pelo constrangimento de ter, mais uma vez, provar tinha sido comprado a entrada para o jogo.

Não vou me alongar, mas, após o caso, apenas falei para Alfonso: “preconceito, este é um dos grandes problemas do Brasil, tem muita gente que tem dificuldade para conviver com negros e pardos. Te peço desculpas pelo país”. O mexicano, praticamente, ignorou o caso e continuamos conversando. Portanto, a Copa do Mundo é um claro retrato do Brasil, pois o povo é impressionante, a miscigenação é potencializada. Porém, infelizmente, o preconceito ainda está aí.

domingo, 15 de junho de 2014

Copa do Mundo – Dia 4

Precisão suíça 

 Seferovic entrou e marcou e Rodríguez assistiu os dois gols suíços (David Gray/Reuters)

A qualidade da Suíça era inegável, não por acaso chegou como cabeça de chave ao Brasil. No grupo E, os suíços eram os favoritos à vaga, ao lado dos franceses. Mas o primeiro jogo, contra o Equador, mostrou que a briga será dura. Antes da partida, o Estádio Nacional de Brasília teve problemas, as filas – organizadas pela FIFA – para a entrada dos torcedores eram quilométricas e, por isso, pessoas, que pagaram caro pelo ingresso, não conseguiram acompanhar todos os minutos do jogo. 

Os europeus entraram dispostos a confirmar o favoritismo. Ottmar Hitzfeld escalou o tradicional 4-2-3-1 e o quarteto ofensivo contava com o apoio dos ótimos laterais, Lichsteiner e Rodríguez. Em vários momentos, a Suíça pressionava a saída de bola adversária. Por isso, o Equador tinha dificuldade para construir o jogo. Um dos volantes do 4-4-1-1 equatoriano, Noboa sempre recuava para tentar ajudar na criação de jogadas. Bem fechada, La Tricolor conseguiu evitar que os europeus chegassem muito ao gol defendido por Domínguez. 

Enner Valencia, que jogava atrás de Caicedo, se movimentava muito e sempre dava opção para quem chegava de trás no Equador. Um dos criadores mais ativos era o meia-esquerda, Montero, que se aproveitava das subidas de Lichsteiner para fazer as jogadas. O gol veio do lado canhoto mesmo. Ayoví cobrou falta lateral e Enner apareceu livre no meio da defesa, para abrir o placar. A retaguarda suíça, que já foi tão elogiada, falhou. 

Ter Ottmar Hitzfeld no banco fez a diferença. Primeiro, ele sacou Stocker e colocou Mehmedi, deixando Shaqiri no centro da linha de três meias e colocar Xhaka à direita. Com o 1 a 0 a favor, o Equador se fechou mais ainda com as duas linhas de marcação, evitando as chegadas europeias. A mudança de Hitzfeld deu resultado. Rodríguez bateu escanteio cirúrgico no meio da área, Mehmedi, que havia acabado de entrar, apareceu livre e empatou o jogo. Desta vez, foi a defesa do Equador que falhou. 

Com o empate, os equatorianos renasceram na partida e passaram a buscar o segundo. Por isso, o jogo ficou mais interessante, mais aberto, inclusive, com os sul-americanos tendo as melhores chances. A grande oportunidade veio com Arroyo, após jogada bem construída pela direita, o meia recebeu dentro da área e demorou a finalizar. Behrami aproveitou a demora, travou de carrinho e saiu para o contra-ataque. O volante chegou a sofrer uma falta, mas se levantou, seguiu a jogada e abriu o lance na direita com Xhaka. Depois a redonda foi para a esquerda, Rodríguez foi ao fundo e cruzou. Novamente, após passe do lateral-esquerdo, a defesa equatoriana falhou e Seferovic, outro que entrou no segundo tempo, marcou a virada. 

A comemoração após o 2 a 1 mostrou a importância da vitória conquistada nos acréscimos. Para os suíços, faltou uma boa exibição do craque Shaqiri, que tentou alguns lances, mas não foi tão preponderante, como é esperado que seja. De qualquer forma, a boa largada está garantida. Para o Equador, fica a impressão de que é possível incomodar no grupo e, apesar da dificuldade, não dá para descarta-los totalmente das oitavas de final.

Tecnologia em campo

  Benzema marcou dois gols e participou do outro, na estreia tranquila francesa, que contou com uma ajudinha da tecnologia (FIFA)

Tida como seleção mais fraca do grupo E, Honduras não confirmou esta marca durante a estreia. A França venceu bem, mas teve muita dificuldade para derrotar o azarão. Jogando no 4-4-2, os hondurenhos focaram na marcação e na saída em contra-ataques. Portanto, a posse de bola e o maior controle territorial francês não rendiam chances claras. O esforço defensivo – e algumas pancadas – dos Catrachos evitou que o domínio do jogo resultasse em muitas oportunidades para Les Bleus. 

As jogadas francesas começaram a surgir com as decidas dos laterais e a boa movimentação de Valbuena, pelos dois flancos. O meia do Olympique foi decisivo, no lance que mudou a partida: foi dele o passe para Pogba sofrer pênalti de Palacios, que foi expulso. Benzema bateu e abriu o placar. Com um a mais e 1 a 0 no placar, Les Bleus tiveram mais espaço para jogar e souberam aproveitar muito bem isso. Ao todo, foram 20 finalizações, contra quatro dos hondurenhos. 

O trio ofensivo francês, Valbuena, Benzema e Griezmann foi capaz de potencializar estes espaços deixados pela defesa hondurenha. Claro, os meias Cabaye, Matuidi e Pogba também apareceram bastante para o jogo. O camisa dez francês também participou decisivamente do segundo de Les Bleus. Foi dele o chute que bateu na trave e, depois, Valladares mandou para dentro contra. Além de ser o 2 a 0, o gol ficou marcado por ter sido confirmado através da tecnologia, pois, afinal, a bola passou pouquíssimo da linha. Portanto, pela primeira vez, no maior palco futebolístico mundial, não houve dúvida em um lance tão polêmico. 

O 2 a 0 deixou Honduras ainda mais entregue ao jogo francês. Sem forçar a França chegou ao terceiro, novamente com Benzema, desta vez, em um chutaço, para não deixar dúvidas de que a bola cruzou a linha da baliza. Apesar do início complicado, o 3 a 0 representou bem o que foi a partida e já mostrou a força da França, que conseguiu vencer a marcação e as faltas da seleção hondurenha. Para, Los Catrachos, pensar em algo além do último lugar do grupo será muito difícil.

Venceu e aprendeu

 Apesar de não ter feito uma exibição espetacular, Messi foi o melhor da Argentina, que se sentiu em casa no Maracanã (FIFA)

A defesa foi a pauta principal da preparação argentina para o Mundial de 2014. Todos falavam: “o ataque é muito bom, mas a retaguarda não traz nenhuma confiança”. Sabella tinha isso cabeça e, apesar de ter trabalhado a maior parte do tempo no 4-3-3 (4-3-1-2), optou por rechear o setor mais fraco da equipe. No Maracanã, a Albiceleste iniciou a trajetória no 3-1-4-2, com Mascherano postado à frente do trio de zagueiros e Messi e Agüero no ataque. Sem a bola, em alguns momentos, os alas recuavam e formavam a última linha com cinco jogadores. 

Mas não foi apenas a Albiceleste que abriu mão do esquema habitual. Para marcar o poderoso ataque rival, Safet Susic armou a Bósnia no 4-4-1-1, com Misimovic dando suporte ao centroavante Dzeko. Se na Argentina a mudança não deu certo, para os europeus, funcionou bem. Com as duas linhas de quatro, pararam os argentinos. Porém, antes de qualquer tática entrar em ação, Messi bateu falta, Rojo desviou e Kolasinac marcou contra. 

Apesar do 1 a 0, a forma de jogada imaginada por Susic não foi desmontada, o foco na marcação evitou mais participação de Messi e de Di María, pontos centrais do funcionamento ofensivo argentino. Marcando mais e evitando o jogo rival, a Bósnia teve chances, principalmente, quando Pjanic apareceu para armar. Por isso, o questionado Romero fez algumas boas defesas. No intervalo, Sabella reconheceu o erro e voltou ao 4-3-1-2, sacando um zagueiro e colocando Higuaín e tendo Gago no lugar de Maxi Rodríguez. 

A equipe europeia seguiu com a postura defensiva, mas, com La Pulga jogando entre as linhas de marcação, o sucesso da postura adota não seguiu no segundo tempo. Mais recuado, Di María apareceu melhor e Gago foi mais importante para o sistema do que Maxi era no primeiro tempo – deu equilíbrio. Na posição em que é mais especial, Messi apareceu com um belo gol. Aos 20 minutos da segunda etapa, o camisa dez albiceleste partiu da direita para o centro driblando a defesa e finalizou no cantinho do gol de Begovic. Com o 2 a 0, a torcida argentina, que lotava o Maracanã, explodiu ainda mais e fez festa linda. 

Perdendo por dois, Susic voltou ao esquema ofensivo, que deu certo durante as eliminatórias. Ibisevic entrou e a Bósnia voltou a jogar com dois atacantes. Assim, a seleção estreante voltou a equilibrar o jogo e ter boas chances de marcar. Claro, pela exposição, os bósnios sofreram com os contra-ataques argentinos. O gol dos Dragões veio muito tarde, apenas aos 40 minutos, quando Ibisevic bateu entre as pernas de Romero. Não foi uma falha enorme do goleiro argentino, mas dava para ter segurado. Menos mal para o camisa um, que o jogo terminou mesmo no 2 a 1 para a Albiceleste. 

Mais do que estrear vencendo, o gol de Messi e ser líder do grupo, a primeira partida valeu para a Argentina saber o que não deu certo. Ao final do jogo, ainda no gramado, Sabella afirmou: “estou de acordo com o resultado, porém, com o rendimento, às vezes sim e outras não. Às vezes, por erros meus”. Ele sabe que abdicar do 4-3-1-2 não foi uma boa escolha e não deverá repetir este erro. Para a Bósnia, também serviu para Susic observar que a dupla de ataque impulsiona a produção ofensiva do time, que está acostumado a criar para Ibisevic e Dzeko na frente. Nos próximos jogos, que devem valer a classificação para os Dragões, os dois devem estar presentes.

domingo, 8 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo E

Suíça
Xhaka e Shaqiri representam a nova geração, enquanto Behrami é um dos mais experientes do grupo (Walter Bieri/AP Photo)

Técnico: Ottmar Hitzfeld-ALE

Time-base (4-2-3-1): Benaglio; Lichsteiner, Schär, Djourou, Rodríguez; Behrami, Inler; Shaqiri, Xhaka, Stocker; Drmic.

Craque: Xherdan Shaqiri – Bayern de Munique-ALE

Lesionados: Nenhum

Participações no Mudial: 10 (quartas de final em 1934, 1938 e 1954)

Ranking da FIFA: 6º

Campanha nas Eliminatórias (10J-7V-3E-0D-17GP-6GC-11SG)

Eslovênia 0x2 Suíça
Suíça 2x0 Albânia
Suíça 1x1 Noruega
Islândia 0x2 Suíça
Chipre 0x0 Suíça
Suíça 1x0 Chipre
Suíça 4x4 Islândia
Noruega 0x2 Suíça
Albânia 1x2 Suíça
Suíça 1x0 Eslovênia

A Suíça chega ao terceiro Mundial consecutivo, combinando jovens com jogadores mais experientes, que participaram da Copa do Mundo 2010, e vindo das eliminatórias sem derrotas. A equipe contará com três jogadores que foram titulares (Sommer, Xhaka e Shaqiri) no vice-campeonato europeu sub-21, em 2011, além de dez jogadores que estiveram presentes na África do Sul. Esta mistura parece preparada para dar bons frutos e, não por acaso, os suíços vêm ao Brasil como cabeças de chave do grupo E, tendo chances de fazer uma boa Copa.

O experiente técnico Ottmar Hitzfeld está no comando desde 2008, quando deixou o Bayern de Munique, com os títulos da Bundesliga e da Copa da Alemanha. Recentemente, o comandante declarou ao jornalista Dassler Marques, do portal Terra: “Você simplesmente não pode comparar o time de agora com o que jogou a Copa há quatro anos. A atual equipe adquiriu um bom espírito coletivo baseado na mistura de jovens e experientes”. E é isso mesmo, a Suíça não é mais aquele time que não sofre gols, porém, tem um ataque mais confiável e é capaz de criar mais oportunidades do que era criado antes.

Ter um técnico com o currículo de Hitzfeld será importante para dar tranquilidade aos jovens, que serão os protagonistas ofensivos da equipe. Entre os destaques estão dois integrantes do trio de meias-atacantes: Shaqiri e Xhaka, nascidos na mesma cidade em Kosovo e amigos de infância, ambos estiveram juntos nas seleções de base da Suíça e no Basel (entre 2002 e 2012). Enquanto Shaqiri é mais explosivo, veloz e capaz de dribles impensáveis, Xhaka é mais técnico, grande passador. Além destes jogadores, existem os mais experientes, a dupla de volantes Behrami e Inler, que estiveram juntos na Euro 2008 e na Copa de 2010. Ambos marcam bem, mas também ajudam na saída de bola, têm boa chegada ao ataque e, claro, têm o entrosamento não só de seleção e também de Napoli, onde jogam juntos desde 2012.

O forte meio-campo e a defesa que ainda é forte, tendo destaques individuais como o goleiro Benaglio e os laterais Lichsteiner e Rodríguez, sob o comando do experiente Hitzfeld permitem que os suíços sonhem com a melhor campanha na história do país, em Copas. O grupo E se mostra bastante acessível para os suíços, mas além da também favorita França, Equador e Honduras poderão dificultar o caminho dos europeus na chave.

Goleiros: 1- Diego Benaglio (Wolfsburg-ALE), 12- Roman Burki (Grasshopper-SUI) e 21- Yann Sommer (Basel-SUI);
Defensores: 5- Steve von Bergen (Young Boys-SUI), 20- Johannes Djourou (Hamburgo-ALE), 6- Michael Lang (Grasshopper-SUI), 2- Stephan Lichsteiner (Juventus-ITA), 13- Ricardo Rodríguez (Wolfsburg-ALE), 22- Fabian Schär (Basel-SUI), 4- Philippe Senderos (Valencia-ESP) e 3- Reto Ziegler (Sassuolo-ITA);
Meias: 7- Tranquillo Barnetta (Eintracht Frankfurt-ALE), 11- Valon Behrami (Napoli-ITA), 15- Blerim Dzemaili (Napoli-ITA), 16- Gelson Fernandes (Freiburg-ALE), 8- Gökhan Inler (Napoli-ITA), 23- Xherdan Shaqiri (Bayern de Munique-ALE), 10- Granit Xhaka (Borussia Mönchengladbach-ALE) e 14- Valentin Stocker (Basel-SUI);
Atacantes: 19- Josip Drmic (Nuremberg-ALE), 17- Mario Gavranovic (Zurich-SUI), 18- Admir Mehmedi (Freiburg-ALE) e 9- Haris Seferovic (Real Sociedad-ESP).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Equador: nunca se enfrentaram
França: Suíça 0x0 França (fase de grupos, 2006)
Honduras: Honduras 0x0 Suíça (fase de grupos, 2010)

Calendário de amistosos durante a preparação

31/maio: Suíça 1x0 Jamaica
3/junho: Suíça 2x0 Peru

França
Benzema é uma a estrela ofensiva, mas a força francesa está mesmo no meio-campo, onde jogam Pogba e Matuidi (AP Photo)

Técnico: Didier Deschamps-FRA

Time-base (4-3-3): Lloris; Debuchy, Varane, Sakho, Evra; Pogba, Cabaye, Matuidi; Valbuena, Benzema, Griezmann.

Craque: Karim Benzema – Real Madrid-ESP

Lesionados: Steve Mandanda (goleiro, Olympique Marselha-FRA) – lesão no pescoço que afetou a região cervical, Clement Grenier (meia, Olympique Lyon-FRA) – lesão na virilha e Franck Ribéry (meia-atacante, Bayern de Munique-ALE) – lombalgia.

Participações no Mundial: 14 (campeã em 1998)

Ranking da Fifa: 17º

Campanha nas Eliminatórias (10J-6V-2E-2D-18GP-8GC-10SG)

Finlândia 0x1 França
França 3x1 Bielorrússia
Espanha 1x1 França
França 3x1 Geórgia
França 0x1 Espanha
Georgia 0x0 França
Bielorrússia 2x4 França
França 3x0 Finlândia

Repescagem europeia:
Ucrânia 2x0 França
França 3x0 Ucrânia

Após o fracasso na Copa de 2010, a França escolheu o ex-zagueiro e campeão mundial em 1998, Laurent Blanc para conduzir a equipe ao Brasil. Porém, no meio do caminho, havia a Eurocopa 2012, quando Les Bleus não foram bem e caíram nas quartas de final, contra a futura campeã Espanha. Depois do desempenho aquém do esperado na Euro, Blanc não seguiu à frente da seleção e, para a disputa das eliminatórias, outro campeão do mundo foi chamado, Didier Deschamps. Na classificatória, os franceses ficaram perto da vaga direta, mas acabaram na repescagem. Com dificuldade e, após perder por 2 a 0 na Ucrânia, Les Bleus reverteram o placar no Stade de France e, finalmente, conseguiram a passagem para o Mundial.

Apesar de recente na carreira de técnico, o capitão do título 1998 só passou por times grandes, como Monaco, Juventus, Olympique de Marselha. Sob o comando dele, a França voltou a ser vista como uma das principais seleções do mundo. Deschamps priorizou o 4-3-3, se aproveitando de volantes que atacam, marcam e têm boa imposição física – a exceção é Cabaye, mais técnico e menos forte. Por conta deste forte meio-campo, os franceses acabam priorizando muito a posse de bola, mas, com pontas velozes, o time também é perigoso nos contra-ataques. Ademais de encaixar um sistema tático bastante funcional, Deschamps também tem muitos méritos, pois, até aqui, tem lidado bem com o conturbado plantel, que teve problemas na Copa de 2010 e na Euro 2012.

Os destaques da França estão espalhados por todos os setores e a maior estrela ocuparia a ponta-esquerda, porém, no dia 6 de junho, Ribéry teve que ser cortado por conta de uma lombalgia. Com isso, a responsabilidade de desequilibrar jogos no ataque ficará com Benzema, que chegará ao Brasil depois da melhor temporada na carreira pelo Real Madrid. O centroavante é o grande candidato a goleador dos bleus. Porém, o setor mais forte é mesmo o meio-campo, onde Cabaye joga mais atrás para ditar o ritmo e, mais avançados, estão Pogba e Matuidi, que ajudam no ataque e na defesa. Para terminar, a defesa começa com um ótimo goleiro, Lloris, e tem bons zagueiros, Sakho e Varane. O substituto da estrela francesa entre os onze inicias será Griezmann, ponta-esquerda da Real Sociedad, que, na temporada, marcou 20 vezes e cedeu cinco assistências. O jogador do clube espanhol é muito rápido, habilidoso e finaliza bem as jogadas, por isso, apesar da grande perda com a ausência de Ribéry, Les Bleus terão um bom substituto.

Portanto, os franceses prometem render bem ofensiva e defensivamente. Mostrar este equilíbrio na prática é o ponto fundamental para a França chegar longe na Copa. O grupo E se desenha bem acessível e Les Bleus, ao lado dos suíços, largam com claro favoritismo para as vagas nas oitavas de final. Por isso, mesmo sem a badalação de competições anteriores, a campeã mundial de 1998 será uma adversária dura no Brasil.

Goleiros: 1- Hugo Lloris (Tottenham-ING), 16- Stephane Ruffier (Saint Etienne-FRA) e 23- Mickael Landreau (Bastia-FRA);
Defensores: 4- Raphael Varane (Real Madrid-ESP), 21- Laurent Koscielny (Arsenal-ING), 5- Mamadou Sakho (Liverpool-ING), 13- Eliaquim Mangala (Porto-POR), 15- Bacary Sagna (Arsenal-ING), 2- Mathieu Debuchy (Newcastle-ING), 3- Patrice Evra (Manchester United-ING) e 17- Lucas Digne (Paris Saint-Germain-FRA);
Meias: 19- Paul Pogba (Juventus-ITA), 6- Yohan Cabaye (Paris Saint-Germain-FRA), 14- Blaise Matuidi (Paris Saint-Germain-FRA), 8- Mathieu Valbuena (Olympique Marselha-FRA), 18- Moussa Sissoko (Newcastle-FRA), 7- Morgan Schneiderlin (Southampton-ING), 12- Rio Mavuba (Lille-FRA) e 22- Rémy Cabella (Montpellier-FRA).
Atacantes: 10- Karim Benzema (Real Madrid-ESP), 9- Olivier Giroud (Arsenal-ING), 20- Loic Remy (Newcastle-ING) e 11- Antoine Griezmann (Real Sociedad-ESP).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Suíça: Suíça 0x0 França (fase de grupos, 2006)
Equador: nunca se enfrentaram
Honduras: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

27/maio: França 4x0 Noruega
1/junho: França 1x1 Paraguai

8/junho: França 8x0 Jamaica

Honduras
Costly (ajoelhado) e Bengtson (de costas), formam a dupla de ouro hondurena, que mostra força e faz gols (Elheraldo.hn)

Técnico: Luis Fernando Suárez-COL

Time-base (4-4-2): Valladares; Beckeles, Bernárdez, Maynor Figueroa, Izaguirre; Boniek García, Wilson Palacios, Espinoza, Andy Najar; Costly, Bengston.

Craque: Wilson Palacios – Stoke City-ING

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: 3 (fase de grupos em 1982 e 2010)

Ranking da Fifa: 33º

Campanha nas Eliminatórias (16J-7V-2E-4D-25GP-15GC-10SG)

Terceira fase:
Honduras 0x2 Panamá
Canadá 0x0 Honduras
Cuba 0x3 Honduras
Honduras 1x0 Cuba
Panamá 0x0 Honduras
Honduras 8x1 Canadá

Quarta fase:
Honduras 2x1 Estados Unidos
Honduras 2x2 México
Panamá 2x0 Honduras
Costa Rica 1x0 Honduras
Honduras 2x0 Jamaica
Estados Unidos 1x0 Honduras
México 1x2 Honduras
Honduras 2x2 Panamá
Honduras 1x0 Costa Rica
Jamaica 2x2 Honduras

Honduras chega ao segundo Mundial consecutivo, porém, mais uma vez, não há grande expectativa de ultrapassar a primeira fase. Mas, para los Catrachos, que, antes disso, só haviam disputado a Copa do Mundo de 1982, é um grande avanço se tornar figura constante na competição mundial. O jogador mais famoso do país, o volante Wilson Palacios ressaltou a importância dessas classificações, em entrevista ao site da FIFA: “Sonhamos em continuar nos classificando para a Copa do Mundo”. Além disso, nas Eliminatórias, la Bicolor, somou duas vitórias, um empate e uma derrota contra México e Estados Unidos, os times mais fortes e tradicionais da CONCACAF.

Agora, na Copa, Honduras reencontrará dois velhos conhecidos: a seleção suíça, com quem empatou na primeira fase na África do Sul, em 2010, e Reinaldo Rueda, ex-técnico da Bicolor, que hoje comanda os equatorianos. Além disso, o ex-comandante tem influência na presença Luis Fernando Suárez, pois ele que indicou o compatriota para sucedê-lo no comando dos Catrachos. O novo treinador está à frente da seleção hondurenha desde 2011 e, neste período, levou o time a duas semifinais de Copa Ouro e, com la Bicolor olímpica, foi às quartas de final em Londres, quando foi eliminando pelo Brasil, em jogo bastante equilibrado.

A principal característica do time comandado por Suárez é a força física, que está presente em todos os setores do campo. Jogando normalmente em um 4-4-2, o colombiano costuma ter entre os onze inciais a dupla de ataque, Costly (1,90m) e Bengston (1,87m), que juntos marcaram 16 gols na campanha que trouxe a equipe ao Brasil. Além dos atacantes altos, la Bicolor conta com a liderança e experiência de Wilson Palacios no meio-campo e Izaguirre e Maynor Figueroa na defesa, todos muito fortes – os três jogadores atuam no futebol britânico.

A cada dia, mais jogadores do país estão no futebol europeu, muito pela influência do empresário francês Jean Marc Goiran. De qualquer forma, a presença de hondurenhos no principal mercado futebolístico mundial ajuda a seleção, pois há esta influência positiva no grupo e participação de atletas com selo internacional na bicolor. Mas, apesar disso, imaginar uma classificação para a segunda fase nesta Copa do Mundo é bastante improvável.

Goleiros: 18- Noel Valladares (Olimpia-HON), 22- Donis Escober (Olimpia-HON) e 1- Luis López (Real Espanha-HON);
Defensores: 2- Osman Chávez (Qingdao Jonoon-CHN), 3- Maynor Figueroa (Hull City-ING), 12- Arnold Peralta (Rangers-ESC), 6- Juan Carlos García (Wigan-ING), 5- Victor Bernárdez (SJ Earthquakes-EUA), 4- Juan Pablo Montes (Motagua-HON), 21- Bryan Beckeles (Olimpia-HON) e 7- Emilio Izaguirre (Celtic-ESC);
Meais: 8- Wilson Palacios (Stoke City-ING), 15- Roger Espinoza (Wigan-ING), 19- Luís Garrido (Olimpia-HON), 20- Jorge Claros (Motagua-HON), 17- Andy Najar (Anderlecht-BEL), 14- Boniek García (Houston Dynamo-EUA), 10- Mario Martínez (Real Espanha-HON) e 23- Marvin Chávez (Colorado Rapids-EUA);
Atacantes: 13- Carlos Costly (Real Espanha-HON), 11- Jerry Bengston (NE Revolution-EUA), 16- Rony Martínez (Real Sociedad-HON) e 9- Jerry Palacios (Alajuelense-CRI).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Suíça: Honduras 0x0 Suíça (fase de grupos, 2010)
Equador: nunca se enfrentaram
França: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

29/maio: Honduras 0x2 Turquia
1/junho: Honduras 2x4 Israel
7/junho: Honduras 0x0 Inglaterra

Equador
Os grandes craques equatorianos, Noboa e A. Valencia ladeiam "Chucho" Benítez, que morreu em 2013, causando grande comoção no país (Jose Jácome/EFE)

Técnico: Reinaldo Rueda-COL

Time-base (4-4-2): Banguera; Paredes, Guagua, Erazo, W. Ayoví; A. Valencia, Noboa, Gruezo, J. Montero; E. Valencia, Caicedo.

Craque: Antonio Valencia – Manchester United-ING

Lesionados: Jayro Campos (zagueiro, Barcelona de Guayaquil-ECU) – ruptura no tendão de Aquiles e Segundo Castillo (volante, Al Hilal-SAL) – lesão no ligamento cruzado anterior e distensão do ligamento colateral.

Participações no Mundial: 3 (oitavas de final em 2006)

Ranking da Fifa: 26º

Campanha nas Eliminatórias (16J-7V-4E-5D-20GP-16GC-4SG)

Equador 2x0 Venezuela
Paraguai 2x1 Equador
Equador 2x0 Peru
Argentina 4x0 Equador
Equador 1x0 Colômbia
Equador 1x0 Bolívia
Uruguai 1x1 Equador
Equador 3x1 Chile
Venezuela 1x1 Equador
Equador 4x1 Paraguai
Peru 1x0 Equador
Equador 1x1 Argentina
Colômbia 1x0 Equador
Bolívia 1x1 Equador
Equador 1x0 Uruguai
Chile 2x1 Equador

Desde 2002, o Equador se acostumou a participar de mundiais e só ficou de fora em 2010. Mas agora, no Brasil, o país estará mais uma vez presente. No período entre copas, La Tricolor não esteve muito bem e, na Copa América, saiu na primeira fase, sem vencer nenhuma partida. Nas eliminatórias, os equatorianos tiveram um desempenho regular e conseguiram a vaga direta, por conta do maior saldo de gols, quando comparado com o Uruguai, que ficou na quinta colocação. O destaque do desempenho tricolor foi a invencibilidade em casa: oito jogos, sete vitórias e apenas um empate, contra a Argentina.

O técnico é Reinaldo Rueda, que está no comando desde setembro de 2010, portanto, comandou a equipe durante todo o período entre mundiais. Ao contrário do Equador, o técnico esteve na África do Sul, quando comandou a seleção hondurenha. No período à frente da Tricolor, o colombiano alternou os esquemas táticos: muitas vezes utilizou o 4-2-3-1, o 4-4-1-1 e o 4-4-2. As duas últimas formações são as mais comuns para os equatorianos e a maior força ofensiva se encontra pelos flancos. Jogar com duas linhas de quatro é a alternativa para proteger a fraca defesa, um dado comprova esta fraqueza na retaguarda: o rubro-negro Erazo é considerado o melhor zagueiro do país.

A grande estrela é o meia-direita Valencia, que tem boa chegada ao ataque. O jogador do United é muito veloz, tem boa força física e, ademais de ser muito forte ofensivamente, consegue ajudar na defesa, por tudo isso, ele é a referência equatoriana. No setor meio-campo também está o bom Noboa, que marca bastante, consegue chegar forte ao ataque e chuta muito bem de fora da área (com bola parada ou rolando). Caicedo é o centroavante e é um perigo: forte fisicamente, faz muito bem o trabalho de pivô e finaliza com muita qualidade de canhota. Ele foi o artilheiro da Tricolor nas eliminatórias, com sete gols, e Rueda confia muito nele para marcar.

Apesar de ter uma seleção experiente, acostumada a jogar copas e com alguns bons jogadores, o Equador não deve conseguir chegar às oitavas de final. O grupo E não é dos mais difíceis, porém tem Suíça e França como claras favoritas. Mas, se as seleções europeias tropeçarem, La Tricolor poderá repetir 2006 e alcançar à segunda fase.

Goleiros: 1- Máximo Banguera (Barcelona de Guayaquil-ECU), 12- Adrián Bone (El Nacional-ECU) e 22- Alexander Domínguez (LDU de Quito-ECU);
Defensores: 21- Gabriel Achilier (Emelec-ECU), 10- Walter Ayoví (Pachuca-MEX), 3- Frickson Erazo (Flamengo-BRA), 2- Jorge Guagua (Emelec-ECU), 4- Juan Carlos Paredes (Barcelona de Guayaquil-ECU) e 18- Óscar Bagui (Emelec-ECU);
Meias: 14- Oswaldo Minda (Chivas USA-EUA), 23- Carlos Gruezo (Stuttgart-ALE), 5- Renato Ibarra (Vitesse-HOL), 20- Fidel Martínez (Tijuana-MEX), 6- Cristian Noboa (Dinamo Moscou-RUS), 19- Luis Saritama (Barcelona de Guayaquil-ECU), 16- Antonio Valencia (Manchester United-ING), 8- Édison Méndez (Santa Fe-COL) e 15- Michael Arroyo (Atlante-MEX);

Atacantes: 17- Jaime Ayoví (Tijuana-MEX), 11- Felipe Caicedo (Al-Jazira-UAE), 7- Jefferson Montero (Morelia-MEX), 9- Joao Rojas (Cruz Azul-MEX) e 13- Enner Valencia (Pachuca-MEX).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Suíça: nunca se enfrentaram
França: nunca se enfrentaram
Honduras: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação
17/maio: Equador 1x1 Holanda
31/maio: Equador 1x3 México
4/junho: Equador 2x2 Inglaterra


Para completar a análise, um podcast com Eduardo Junior, especialista em futebol francês, colaborador do site Doentes Por Futebol e administrador do blog Europa Football, e Matheus Rocha, redator do Extra Time e colunista de futebol norte-americano do site Trivela. Confiram o material, ficou bem completo: