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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Douglas Costa: moderno e antigo

No início na Alemanha, Douglas tem ignorado os marcadores e recebido diversos elogios (AFP)

Ironizado por muitos e desconhecido por tantos outros no Brasil, Douglas Costa chegou ao Bayern de Munique nesta temporada e já chama atenção. O brasileiro não sente o peso da responsabilidade dos 30 milhões de euros investidos em seu futebol e joga o quanto precisa para afastar as desconfianças. 

Douglas Costa é canhoto, extremamente veloz, habilidoso e não tem medo de confrontos um contra um. O brasileiro foi contratado como alternativa ao famoso dueto bávaro, Robery (Robben e Ribéry), principalmente para substituir o francês, que vem sofrendo com constantes lesões. Neste início de 2015-16, o gaúcho já apareceu na ponta direita e na ponta esquerda, mas se destacou mesmo por atuar como um ponta antigo pelo lado canhoto do ataque bávaro. 

Ponta à moda antiga? Sim, pois, ao contrário das atuais referências na posição – Robben, Hazard, Neymar –, Douglas Costa não atua com pé invertido. O canhoto tem chamado mais a atenção jogando pela esquerda e indo ao fundo para cruzar. Uma característica pouco comum ao futebol moderno, mas que dá muito certo no atualizadíssimo Bayern de Munique de Pep Guardiola. Os números refletem esse sucesso: nos primeiros três jogos da Bundesliga, o camisa 11 soma quatro assistência e um gol – lidera a Liga Alemã no primeiro quesito. 

Com cinco participações em gols do Bayern, o gaúcho é responsável direto por 50% dos tentos anotados pela equipe de Munique, nas três partidas iniciais do campeonato. Apenas Thomas Müller, com os cinco gols anotados – três deles marcados após passe de Douglas Costa –, tem importância igual a do brasileiro no ataque bávaro. 

O bom desempenho inicial tem dois motivos óbvios: a qualidade do jogador e a confiança de Pep Guardiola no futebol dele. Dentro das diversas variações do catalão, neste começo de temporada, Douglas Costa como titular é uma das certezas. Isso somado aos ótimos números e ao bom nível de futebol apresentado, garantiram o prêmio de melhor jogador da Bundesliga no mês de agosto. 

Logo após a estreia do brasileiro, Pep Guardiola declarou estar muito feliz com desempenhos do novo camisa 11 dos bávaros. “O Bayern fez uma ótima aquisição com o jovem Douglas Costa. Ele pode jogar tanto pela ponta direita, quanto pela esquerda. Ele tem a visão necessária para ter sucesso jogando centralizado também. Nos próximos dias, ele vai receber um monte de elogios pelo seu desempenho, mas é o nosso trabalho ajudá-lo a permanecer com os pés no chão”. 

A largada em grande estilo na Alemanha mostra ao Brasil que Douglas Costa é excelente opção aos canarinhos. Além disso, com os constantes problemas físicos de Ribéry e Robben (ambos estão fora das próximas partidas), a possibilidade é muito grande de que o bom início se concretize em uma temporada sendo muito relevante no elenco bávaro. A seleção brasileira e Pep Guardiola apostam nisso.

domingo, 8 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo E

Suíça
Xhaka e Shaqiri representam a nova geração, enquanto Behrami é um dos mais experientes do grupo (Walter Bieri/AP Photo)

Técnico: Ottmar Hitzfeld-ALE

Time-base (4-2-3-1): Benaglio; Lichsteiner, Schär, Djourou, Rodríguez; Behrami, Inler; Shaqiri, Xhaka, Stocker; Drmic.

Craque: Xherdan Shaqiri – Bayern de Munique-ALE

Lesionados: Nenhum

Participações no Mudial: 10 (quartas de final em 1934, 1938 e 1954)

Ranking da FIFA: 6º

Campanha nas Eliminatórias (10J-7V-3E-0D-17GP-6GC-11SG)

Eslovênia 0x2 Suíça
Suíça 2x0 Albânia
Suíça 1x1 Noruega
Islândia 0x2 Suíça
Chipre 0x0 Suíça
Suíça 1x0 Chipre
Suíça 4x4 Islândia
Noruega 0x2 Suíça
Albânia 1x2 Suíça
Suíça 1x0 Eslovênia

A Suíça chega ao terceiro Mundial consecutivo, combinando jovens com jogadores mais experientes, que participaram da Copa do Mundo 2010, e vindo das eliminatórias sem derrotas. A equipe contará com três jogadores que foram titulares (Sommer, Xhaka e Shaqiri) no vice-campeonato europeu sub-21, em 2011, além de dez jogadores que estiveram presentes na África do Sul. Esta mistura parece preparada para dar bons frutos e, não por acaso, os suíços vêm ao Brasil como cabeças de chave do grupo E, tendo chances de fazer uma boa Copa.

O experiente técnico Ottmar Hitzfeld está no comando desde 2008, quando deixou o Bayern de Munique, com os títulos da Bundesliga e da Copa da Alemanha. Recentemente, o comandante declarou ao jornalista Dassler Marques, do portal Terra: “Você simplesmente não pode comparar o time de agora com o que jogou a Copa há quatro anos. A atual equipe adquiriu um bom espírito coletivo baseado na mistura de jovens e experientes”. E é isso mesmo, a Suíça não é mais aquele time que não sofre gols, porém, tem um ataque mais confiável e é capaz de criar mais oportunidades do que era criado antes.

Ter um técnico com o currículo de Hitzfeld será importante para dar tranquilidade aos jovens, que serão os protagonistas ofensivos da equipe. Entre os destaques estão dois integrantes do trio de meias-atacantes: Shaqiri e Xhaka, nascidos na mesma cidade em Kosovo e amigos de infância, ambos estiveram juntos nas seleções de base da Suíça e no Basel (entre 2002 e 2012). Enquanto Shaqiri é mais explosivo, veloz e capaz de dribles impensáveis, Xhaka é mais técnico, grande passador. Além destes jogadores, existem os mais experientes, a dupla de volantes Behrami e Inler, que estiveram juntos na Euro 2008 e na Copa de 2010. Ambos marcam bem, mas também ajudam na saída de bola, têm boa chegada ao ataque e, claro, têm o entrosamento não só de seleção e também de Napoli, onde jogam juntos desde 2012.

O forte meio-campo e a defesa que ainda é forte, tendo destaques individuais como o goleiro Benaglio e os laterais Lichsteiner e Rodríguez, sob o comando do experiente Hitzfeld permitem que os suíços sonhem com a melhor campanha na história do país, em Copas. O grupo E se mostra bastante acessível para os suíços, mas além da também favorita França, Equador e Honduras poderão dificultar o caminho dos europeus na chave.

Goleiros: 1- Diego Benaglio (Wolfsburg-ALE), 12- Roman Burki (Grasshopper-SUI) e 21- Yann Sommer (Basel-SUI);
Defensores: 5- Steve von Bergen (Young Boys-SUI), 20- Johannes Djourou (Hamburgo-ALE), 6- Michael Lang (Grasshopper-SUI), 2- Stephan Lichsteiner (Juventus-ITA), 13- Ricardo Rodríguez (Wolfsburg-ALE), 22- Fabian Schär (Basel-SUI), 4- Philippe Senderos (Valencia-ESP) e 3- Reto Ziegler (Sassuolo-ITA);
Meias: 7- Tranquillo Barnetta (Eintracht Frankfurt-ALE), 11- Valon Behrami (Napoli-ITA), 15- Blerim Dzemaili (Napoli-ITA), 16- Gelson Fernandes (Freiburg-ALE), 8- Gökhan Inler (Napoli-ITA), 23- Xherdan Shaqiri (Bayern de Munique-ALE), 10- Granit Xhaka (Borussia Mönchengladbach-ALE) e 14- Valentin Stocker (Basel-SUI);
Atacantes: 19- Josip Drmic (Nuremberg-ALE), 17- Mario Gavranovic (Zurich-SUI), 18- Admir Mehmedi (Freiburg-ALE) e 9- Haris Seferovic (Real Sociedad-ESP).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Equador: nunca se enfrentaram
França: Suíça 0x0 França (fase de grupos, 2006)
Honduras: Honduras 0x0 Suíça (fase de grupos, 2010)

Calendário de amistosos durante a preparação

31/maio: Suíça 1x0 Jamaica
3/junho: Suíça 2x0 Peru

França
Benzema é uma a estrela ofensiva, mas a força francesa está mesmo no meio-campo, onde jogam Pogba e Matuidi (AP Photo)

Técnico: Didier Deschamps-FRA

Time-base (4-3-3): Lloris; Debuchy, Varane, Sakho, Evra; Pogba, Cabaye, Matuidi; Valbuena, Benzema, Griezmann.

Craque: Karim Benzema – Real Madrid-ESP

Lesionados: Steve Mandanda (goleiro, Olympique Marselha-FRA) – lesão no pescoço que afetou a região cervical, Clement Grenier (meia, Olympique Lyon-FRA) – lesão na virilha e Franck Ribéry (meia-atacante, Bayern de Munique-ALE) – lombalgia.

Participações no Mundial: 14 (campeã em 1998)

Ranking da Fifa: 17º

Campanha nas Eliminatórias (10J-6V-2E-2D-18GP-8GC-10SG)

Finlândia 0x1 França
França 3x1 Bielorrússia
Espanha 1x1 França
França 3x1 Geórgia
França 0x1 Espanha
Georgia 0x0 França
Bielorrússia 2x4 França
França 3x0 Finlândia

Repescagem europeia:
Ucrânia 2x0 França
França 3x0 Ucrânia

Após o fracasso na Copa de 2010, a França escolheu o ex-zagueiro e campeão mundial em 1998, Laurent Blanc para conduzir a equipe ao Brasil. Porém, no meio do caminho, havia a Eurocopa 2012, quando Les Bleus não foram bem e caíram nas quartas de final, contra a futura campeã Espanha. Depois do desempenho aquém do esperado na Euro, Blanc não seguiu à frente da seleção e, para a disputa das eliminatórias, outro campeão do mundo foi chamado, Didier Deschamps. Na classificatória, os franceses ficaram perto da vaga direta, mas acabaram na repescagem. Com dificuldade e, após perder por 2 a 0 na Ucrânia, Les Bleus reverteram o placar no Stade de France e, finalmente, conseguiram a passagem para o Mundial.

Apesar de recente na carreira de técnico, o capitão do título 1998 só passou por times grandes, como Monaco, Juventus, Olympique de Marselha. Sob o comando dele, a França voltou a ser vista como uma das principais seleções do mundo. Deschamps priorizou o 4-3-3, se aproveitando de volantes que atacam, marcam e têm boa imposição física – a exceção é Cabaye, mais técnico e menos forte. Por conta deste forte meio-campo, os franceses acabam priorizando muito a posse de bola, mas, com pontas velozes, o time também é perigoso nos contra-ataques. Ademais de encaixar um sistema tático bastante funcional, Deschamps também tem muitos méritos, pois, até aqui, tem lidado bem com o conturbado plantel, que teve problemas na Copa de 2010 e na Euro 2012.

Os destaques da França estão espalhados por todos os setores e a maior estrela ocuparia a ponta-esquerda, porém, no dia 6 de junho, Ribéry teve que ser cortado por conta de uma lombalgia. Com isso, a responsabilidade de desequilibrar jogos no ataque ficará com Benzema, que chegará ao Brasil depois da melhor temporada na carreira pelo Real Madrid. O centroavante é o grande candidato a goleador dos bleus. Porém, o setor mais forte é mesmo o meio-campo, onde Cabaye joga mais atrás para ditar o ritmo e, mais avançados, estão Pogba e Matuidi, que ajudam no ataque e na defesa. Para terminar, a defesa começa com um ótimo goleiro, Lloris, e tem bons zagueiros, Sakho e Varane. O substituto da estrela francesa entre os onze inicias será Griezmann, ponta-esquerda da Real Sociedad, que, na temporada, marcou 20 vezes e cedeu cinco assistências. O jogador do clube espanhol é muito rápido, habilidoso e finaliza bem as jogadas, por isso, apesar da grande perda com a ausência de Ribéry, Les Bleus terão um bom substituto.

Portanto, os franceses prometem render bem ofensiva e defensivamente. Mostrar este equilíbrio na prática é o ponto fundamental para a França chegar longe na Copa. O grupo E se desenha bem acessível e Les Bleus, ao lado dos suíços, largam com claro favoritismo para as vagas nas oitavas de final. Por isso, mesmo sem a badalação de competições anteriores, a campeã mundial de 1998 será uma adversária dura no Brasil.

Goleiros: 1- Hugo Lloris (Tottenham-ING), 16- Stephane Ruffier (Saint Etienne-FRA) e 23- Mickael Landreau (Bastia-FRA);
Defensores: 4- Raphael Varane (Real Madrid-ESP), 21- Laurent Koscielny (Arsenal-ING), 5- Mamadou Sakho (Liverpool-ING), 13- Eliaquim Mangala (Porto-POR), 15- Bacary Sagna (Arsenal-ING), 2- Mathieu Debuchy (Newcastle-ING), 3- Patrice Evra (Manchester United-ING) e 17- Lucas Digne (Paris Saint-Germain-FRA);
Meias: 19- Paul Pogba (Juventus-ITA), 6- Yohan Cabaye (Paris Saint-Germain-FRA), 14- Blaise Matuidi (Paris Saint-Germain-FRA), 8- Mathieu Valbuena (Olympique Marselha-FRA), 18- Moussa Sissoko (Newcastle-FRA), 7- Morgan Schneiderlin (Southampton-ING), 12- Rio Mavuba (Lille-FRA) e 22- Rémy Cabella (Montpellier-FRA).
Atacantes: 10- Karim Benzema (Real Madrid-ESP), 9- Olivier Giroud (Arsenal-ING), 20- Loic Remy (Newcastle-ING) e 11- Antoine Griezmann (Real Sociedad-ESP).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Suíça: Suíça 0x0 França (fase de grupos, 2006)
Equador: nunca se enfrentaram
Honduras: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

27/maio: França 4x0 Noruega
1/junho: França 1x1 Paraguai

8/junho: França 8x0 Jamaica

Honduras
Costly (ajoelhado) e Bengtson (de costas), formam a dupla de ouro hondurena, que mostra força e faz gols (Elheraldo.hn)

Técnico: Luis Fernando Suárez-COL

Time-base (4-4-2): Valladares; Beckeles, Bernárdez, Maynor Figueroa, Izaguirre; Boniek García, Wilson Palacios, Espinoza, Andy Najar; Costly, Bengston.

Craque: Wilson Palacios – Stoke City-ING

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: 3 (fase de grupos em 1982 e 2010)

Ranking da Fifa: 33º

Campanha nas Eliminatórias (16J-7V-2E-4D-25GP-15GC-10SG)

Terceira fase:
Honduras 0x2 Panamá
Canadá 0x0 Honduras
Cuba 0x3 Honduras
Honduras 1x0 Cuba
Panamá 0x0 Honduras
Honduras 8x1 Canadá

Quarta fase:
Honduras 2x1 Estados Unidos
Honduras 2x2 México
Panamá 2x0 Honduras
Costa Rica 1x0 Honduras
Honduras 2x0 Jamaica
Estados Unidos 1x0 Honduras
México 1x2 Honduras
Honduras 2x2 Panamá
Honduras 1x0 Costa Rica
Jamaica 2x2 Honduras

Honduras chega ao segundo Mundial consecutivo, porém, mais uma vez, não há grande expectativa de ultrapassar a primeira fase. Mas, para los Catrachos, que, antes disso, só haviam disputado a Copa do Mundo de 1982, é um grande avanço se tornar figura constante na competição mundial. O jogador mais famoso do país, o volante Wilson Palacios ressaltou a importância dessas classificações, em entrevista ao site da FIFA: “Sonhamos em continuar nos classificando para a Copa do Mundo”. Além disso, nas Eliminatórias, la Bicolor, somou duas vitórias, um empate e uma derrota contra México e Estados Unidos, os times mais fortes e tradicionais da CONCACAF.

Agora, na Copa, Honduras reencontrará dois velhos conhecidos: a seleção suíça, com quem empatou na primeira fase na África do Sul, em 2010, e Reinaldo Rueda, ex-técnico da Bicolor, que hoje comanda os equatorianos. Além disso, o ex-comandante tem influência na presença Luis Fernando Suárez, pois ele que indicou o compatriota para sucedê-lo no comando dos Catrachos. O novo treinador está à frente da seleção hondurenha desde 2011 e, neste período, levou o time a duas semifinais de Copa Ouro e, com la Bicolor olímpica, foi às quartas de final em Londres, quando foi eliminando pelo Brasil, em jogo bastante equilibrado.

A principal característica do time comandado por Suárez é a força física, que está presente em todos os setores do campo. Jogando normalmente em um 4-4-2, o colombiano costuma ter entre os onze inciais a dupla de ataque, Costly (1,90m) e Bengston (1,87m), que juntos marcaram 16 gols na campanha que trouxe a equipe ao Brasil. Além dos atacantes altos, la Bicolor conta com a liderança e experiência de Wilson Palacios no meio-campo e Izaguirre e Maynor Figueroa na defesa, todos muito fortes – os três jogadores atuam no futebol britânico.

A cada dia, mais jogadores do país estão no futebol europeu, muito pela influência do empresário francês Jean Marc Goiran. De qualquer forma, a presença de hondurenhos no principal mercado futebolístico mundial ajuda a seleção, pois há esta influência positiva no grupo e participação de atletas com selo internacional na bicolor. Mas, apesar disso, imaginar uma classificação para a segunda fase nesta Copa do Mundo é bastante improvável.

Goleiros: 18- Noel Valladares (Olimpia-HON), 22- Donis Escober (Olimpia-HON) e 1- Luis López (Real Espanha-HON);
Defensores: 2- Osman Chávez (Qingdao Jonoon-CHN), 3- Maynor Figueroa (Hull City-ING), 12- Arnold Peralta (Rangers-ESC), 6- Juan Carlos García (Wigan-ING), 5- Victor Bernárdez (SJ Earthquakes-EUA), 4- Juan Pablo Montes (Motagua-HON), 21- Bryan Beckeles (Olimpia-HON) e 7- Emilio Izaguirre (Celtic-ESC);
Meais: 8- Wilson Palacios (Stoke City-ING), 15- Roger Espinoza (Wigan-ING), 19- Luís Garrido (Olimpia-HON), 20- Jorge Claros (Motagua-HON), 17- Andy Najar (Anderlecht-BEL), 14- Boniek García (Houston Dynamo-EUA), 10- Mario Martínez (Real Espanha-HON) e 23- Marvin Chávez (Colorado Rapids-EUA);
Atacantes: 13- Carlos Costly (Real Espanha-HON), 11- Jerry Bengston (NE Revolution-EUA), 16- Rony Martínez (Real Sociedad-HON) e 9- Jerry Palacios (Alajuelense-CRI).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Suíça: Honduras 0x0 Suíça (fase de grupos, 2010)
Equador: nunca se enfrentaram
França: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

29/maio: Honduras 0x2 Turquia
1/junho: Honduras 2x4 Israel
7/junho: Honduras 0x0 Inglaterra

Equador
Os grandes craques equatorianos, Noboa e A. Valencia ladeiam "Chucho" Benítez, que morreu em 2013, causando grande comoção no país (Jose Jácome/EFE)

Técnico: Reinaldo Rueda-COL

Time-base (4-4-2): Banguera; Paredes, Guagua, Erazo, W. Ayoví; A. Valencia, Noboa, Gruezo, J. Montero; E. Valencia, Caicedo.

Craque: Antonio Valencia – Manchester United-ING

Lesionados: Jayro Campos (zagueiro, Barcelona de Guayaquil-ECU) – ruptura no tendão de Aquiles e Segundo Castillo (volante, Al Hilal-SAL) – lesão no ligamento cruzado anterior e distensão do ligamento colateral.

Participações no Mundial: 3 (oitavas de final em 2006)

Ranking da Fifa: 26º

Campanha nas Eliminatórias (16J-7V-4E-5D-20GP-16GC-4SG)

Equador 2x0 Venezuela
Paraguai 2x1 Equador
Equador 2x0 Peru
Argentina 4x0 Equador
Equador 1x0 Colômbia
Equador 1x0 Bolívia
Uruguai 1x1 Equador
Equador 3x1 Chile
Venezuela 1x1 Equador
Equador 4x1 Paraguai
Peru 1x0 Equador
Equador 1x1 Argentina
Colômbia 1x0 Equador
Bolívia 1x1 Equador
Equador 1x0 Uruguai
Chile 2x1 Equador

Desde 2002, o Equador se acostumou a participar de mundiais e só ficou de fora em 2010. Mas agora, no Brasil, o país estará mais uma vez presente. No período entre copas, La Tricolor não esteve muito bem e, na Copa América, saiu na primeira fase, sem vencer nenhuma partida. Nas eliminatórias, os equatorianos tiveram um desempenho regular e conseguiram a vaga direta, por conta do maior saldo de gols, quando comparado com o Uruguai, que ficou na quinta colocação. O destaque do desempenho tricolor foi a invencibilidade em casa: oito jogos, sete vitórias e apenas um empate, contra a Argentina.

O técnico é Reinaldo Rueda, que está no comando desde setembro de 2010, portanto, comandou a equipe durante todo o período entre mundiais. Ao contrário do Equador, o técnico esteve na África do Sul, quando comandou a seleção hondurenha. No período à frente da Tricolor, o colombiano alternou os esquemas táticos: muitas vezes utilizou o 4-2-3-1, o 4-4-1-1 e o 4-4-2. As duas últimas formações são as mais comuns para os equatorianos e a maior força ofensiva se encontra pelos flancos. Jogar com duas linhas de quatro é a alternativa para proteger a fraca defesa, um dado comprova esta fraqueza na retaguarda: o rubro-negro Erazo é considerado o melhor zagueiro do país.

A grande estrela é o meia-direita Valencia, que tem boa chegada ao ataque. O jogador do United é muito veloz, tem boa força física e, ademais de ser muito forte ofensivamente, consegue ajudar na defesa, por tudo isso, ele é a referência equatoriana. No setor meio-campo também está o bom Noboa, que marca bastante, consegue chegar forte ao ataque e chuta muito bem de fora da área (com bola parada ou rolando). Caicedo é o centroavante e é um perigo: forte fisicamente, faz muito bem o trabalho de pivô e finaliza com muita qualidade de canhota. Ele foi o artilheiro da Tricolor nas eliminatórias, com sete gols, e Rueda confia muito nele para marcar.

Apesar de ter uma seleção experiente, acostumada a jogar copas e com alguns bons jogadores, o Equador não deve conseguir chegar às oitavas de final. O grupo E não é dos mais difíceis, porém tem Suíça e França como claras favoritas. Mas, se as seleções europeias tropeçarem, La Tricolor poderá repetir 2006 e alcançar à segunda fase.

Goleiros: 1- Máximo Banguera (Barcelona de Guayaquil-ECU), 12- Adrián Bone (El Nacional-ECU) e 22- Alexander Domínguez (LDU de Quito-ECU);
Defensores: 21- Gabriel Achilier (Emelec-ECU), 10- Walter Ayoví (Pachuca-MEX), 3- Frickson Erazo (Flamengo-BRA), 2- Jorge Guagua (Emelec-ECU), 4- Juan Carlos Paredes (Barcelona de Guayaquil-ECU) e 18- Óscar Bagui (Emelec-ECU);
Meias: 14- Oswaldo Minda (Chivas USA-EUA), 23- Carlos Gruezo (Stuttgart-ALE), 5- Renato Ibarra (Vitesse-HOL), 20- Fidel Martínez (Tijuana-MEX), 6- Cristian Noboa (Dinamo Moscou-RUS), 19- Luis Saritama (Barcelona de Guayaquil-ECU), 16- Antonio Valencia (Manchester United-ING), 8- Édison Méndez (Santa Fe-COL) e 15- Michael Arroyo (Atlante-MEX);

Atacantes: 17- Jaime Ayoví (Tijuana-MEX), 11- Felipe Caicedo (Al-Jazira-UAE), 7- Jefferson Montero (Morelia-MEX), 9- Joao Rojas (Cruz Azul-MEX) e 13- Enner Valencia (Pachuca-MEX).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Suíça: nunca se enfrentaram
França: nunca se enfrentaram
Honduras: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação
17/maio: Equador 1x1 Holanda
31/maio: Equador 1x3 México
4/junho: Equador 2x2 Inglaterra


Para completar a análise, um podcast com Eduardo Junior, especialista em futebol francês, colaborador do site Doentes Por Futebol e administrador do blog Europa Football, e Matheus Rocha, redator do Extra Time e colunista de futebol norte-americano do site Trivela. Confiram o material, ficou bem completo:


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os melhores do mundo de 2013

Assim como no ano passado, peguei carona com o prêmio FIFA Ballon d'Or e escolhi os melhores jogadores do ano. O vencedor do troféu dado pela entidade máxima do futebol será anunciado no FIFA Gala, no dia 13 de janeiro. A disputa está entre Cristiano Ronaldo (vencedor em 2008), Franck Ribéry e Lionel Messi (Atual tetracampeão do prêmio). A festa será apresentada pela brasileira Fernanda Lima e pelo holandês Ballon d’OR em 1987, Ruud Gullit.

Em 2014, desejo montar a lista ao final da temporada europeia 2013-14, portanto, ao final da Copa do Mundo do Brasil, em julho. Desta forma, a disputa fica mais clara e acompanha o calendário do melhor futebol do mundo. Por enquanto, vamos aos 15 melhores jogadores do planeta em 2013:

 Chamado de comandante pelo presidente da FIFA, Sepp Blatter, Cristiano Ronaldo cumpriu a missão e é novamente o melhor do planeta (El País)

1°- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal): 

 Mais fazedor de gols do que nunca, Ronaldo tem números incríveis em 2013 (69 gols), apesar de só ter conquistado a Supercopa da Espanha. Ora ponta-esquerda, ora segundo atacante, o português decidiu para Portugal e Real Madrid. Pelos merengues, o camisa sete vem de uma temporada que foi vice-artilheiro de La Liga com 34 gols e liderou a Liga dos Campeões no quesito, com 12. No segundo semestre, o desempenho de Cristiano Ronaldo é ainda melhor: artilheiro da LC com nove gols e o segundo da Liga com 18. Além disso, em 2013, pela seleção das quinas, o camisa sete tem seus melhores números, foram dez gols em nove jogos – ao todo, 47 gols, que, agora, o colocam como maior artilheiro da história dos lusos. Nas duas partidas mais importantes do ano, os jogos contra a Suécia, que valiam vaga para a Copa de 2014, foi CR7 quem decidiu. Ele marcou um gol no jogo de ida e outros três na volta, todos os quatro dos portugueses, que venceram no placar agregado por 4 a 2 e se garantiram no Mundial de 2014. 

Ribéry e o troféu de melhor jogador da temporada europeia, em 2012-13 (Getty Images)

2°- Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE – França): 

Ponta-esquerda e estrela no 4-2-3-1 de Jupp Heynckes e no 4-1-4-1 de Pep Guardiola, Ribéry foi decisivo para os cinco títulos dos bávaros em 2013 e para ótima largada neste segundo semestre. Habilidoso, com ótima visão de jogo e finalização precisa, o francês tem um jogo muito vertical e, com seus dribles e passes, sempre busca o gol. Mas não foram os gols que chamaram a atenção em seu jogo, o camisa sete se destacou mesmo nos passes decisivos. Na temporada que terminou no meio do ano, Ribéry liderou a Bundesliga com 15 assistências e ainda cedeu outras cinco na Liga dos Campeões. No segundo semestre, apesar de uma lesão, o melhor jogador da Europa em 2012-13 segue sendo o principal e mais decisivo jogador do elenco bávaro. 

3°- Lionel Messi (Barcelona-ESP – Argentina):

Messi esteve longe do nível de anos anteriores, porém, isto não significa que não mereça estar próximo do topo de qualquer lista de melhores futebolistas do mundo. O que o argentino fez foi nos acostumar mal: jogando todos os jogos, fazendo um gol atrás do outro e sendo decisivo sempre. Em 2013, não foi assim, mas “La Pulga” marcou 45 vezes e cedeu 15 assistências, ótimos números para quem jogou apenas 47 partidas. As lesões atrapalharam, porém, mesmo assim, o argentino foi fundamental para o Barcelona vencer a Liga Espanhola com grande facilidade e, quando ele esteve fora, o time caiu muito de rendimento. O final precoce do ano tirou o camisa dez blaugrana da disputa em 2013, mas deve ajudá-lo a voltar no nível mais alto do futebol em 2014, ano em que terá a chance de, finalmente, ser importante para a albiceleste em uma Copa do Mundo.

4°- Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain-FRA – Suécia):

Todos sabem que o grandalhão é extremamente egocêntrico, mas o que chama a atenção mesmo é o futebol, que alia força física, muita técnica e uma capacidade de finalizar as jogadas de qualquer maneira. Em 2012-13, Ibrahimovic chegou ao PSG e, com ele, o time venceu a Ligue 1 e a Supercopa, voltando a ser soberano na França. No título do campeonato local veio o artilharia com 30 gols e, além disso, o sueco foi o principal responsável pelo sucesso dos parisienses na Liga dos Campeões (pararam nas quartas), onde liderou em assistências, com sete passes. Neste segundo semestre, o desempenho também impressiona. A artilharia do Campeonato Francês é dele, com 15 gols e o PSG é o líder da disputa. Em âmbito europeu, Ibra é o vice-artilheiro da LC, com oito gols. Porém, o brilho não ficou apenas no clube, na seleção o nível do jogo também impressiona, são nove gols, em onze partidas. Porém, também teve uma grande frustação em 2013 com a Suécia: mesmo marcando duas vezes, o camisa dez foi superado por Cristiano Ronaldo e o seu país eliminado na repescagem para vir ao Brasil em 2014. 

Schweinsteiger tem o controle total do meio-campo, bola no pé e olhos no jogo (Getty Images)

5°- Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE - Alemanha): 

Se havia um jogador fundamental ao Bayern de Munique, de Jupp Heynckes, este era Schweinsteiger. O camisa 31 fazia a saída de bola da equipe, era o volante que chegava mais forte ao ataque e ainda participava ativamente da marcação pressão na saída de bola rival. A característica de grande passador ficou clara nas quatro assistências na Liga dos Campeões, mas Schwein não era capaz apenas do último passe, ele tinha a facilidade para simplificar o trabalho dos companheiros, sempre os deixando em melhores condições para jogar. Infelizmente, o craque alemão se lesionou no início do trabalho de Pep Guardiola e perdeu, praticamente, todo o segundo semestre do ano. A combinação do catalão com Schweinsteiger parece ser capaz de colocar o jogador, que já um dos melhores do mundo, alguns níveis acima no ranking futebolístico no planeta. 

6°- Philipp Lahm (Bayern de Munique-ALE – Alemanha): 

Capitão do Bayern, que ganhou tudo na temporada 2012-13, Lahm se concretizou como melhor lateral do mundo. Em 2013, o alemão mostrou, mais uma vez, muita segurança na defesa. Porém, o camisa 21 está nesta lista não apenas pela boa participação na linha defensiva dos bávaros e da Alemanha, e, sim, porque conseguiu ser perigoso quando era exigido no ataque. No título da Bundesliga, cedeu onze assistências – segundo melhor da liga. Neste início de 2013-14, Lahm passou a ser volante e o homem mais defensivo do meio-campo bávaro. No esquema de Pep Guardiola, o ex-lateral agora é o responsável pela saída de bola da equipe. Na nova função, o capitão segue mostrando ótimo nível de futebol e, dificilmente, falha no passe em zonas perigosas, dando segurança para os companheiros tocarem nele sempre que for necessário.
 
O sorriso de Yaya Toure é o resultado de mais um ano com bons desempenhos (Getty Images)

7°- Yaya Touré (Manchester City-ING – Costa do Marfim): 

Dono do meio-campo do Manchester City, Yaya Touré, se habitou a jogar ou como volante ou como meia-atacante pelo centro. Porém, com a chegada de Manuel Pellegrini e o uso prioritário do 4-4-2, o marfinense tem formado ótima dupla na volância com Fernandinho. Entre os dois, é o camisa 42 que colabora mais com a armação seja com velocidade, força ou técnica. Defensivamente, também é importante, pois, dificilmente, perde disputas um contra um. Em 2013, o capitão dos citzens agregou ótimas cobranças de falta ao próprio jogo – um diferencial a mais. No dia nove de janeiro, Yaya Toure deve se tornar o primeiro jogador a ser tricampeão do prêmio de melhor jogador africano do ano, desde que a premiação passou a ser oferecida pela Confederação Africana de Futebol, em 1992. Ou seja, este marfinense é um craque.

  Van Persie comemora contra o ex-time, a vitória contra o Arsenal, com gol do holandês, foi um dos raros bons momentos no segundo semestre dos red devils (Tom Purslow/Getty Images)

8°- Robin van Persie (Manchester United-ING – Holanda): 

Van Persie deixou o Arsenal para conquistar títulos no Manchester United. A missão foi cumprida, hoje, o camisa 20 é campeão da Premier League e da Community Shield, portanto, ele não seria campeão, se não tivesse ido para Manchester. Porém, na verdade, a ordem da sentença é outra: sem o holandês, os red devils não teriam vencido o Campeonato Inglês. Ao todo, em 2012-13, Van Persie marcou 26 gols e cedeu nove assistências e foi o mais decisivo entre todos os comandados da última temporada de Sir Alex Ferguson. O técnico escocês utilizou o centroavante de duas formas no 4-4-1-1 tradicional na equipe, ora era o jogador mais avançado, ora atuava atrás do outro homem frente. Em ambas situações, o holandês foi o diferencial para a conquista. Neste segundo semestre, Van Persie largou muito bem e manteve o nível da temporada anterior, tanto no clube como na seleção. Mas, depois de iniciar bem, algumas lesões atrapalharam a sequência de jogos e o camisa 20 red devil caiu alguns patamares nesta disputa.

9°- Gareth Bale (Tottenham-ING / Real Madrid-ESP – País de Gales): 

O galês foi responsável por manter o Tottenham na briga pela quarta vaga inglesa na Liga dos Campeões até a última rodada. Os spurs não se classificaram à LC, mas a culpa com certeza não foi de Bale, que ficou em terceiro na artilharia da Premier League, com 21 gols e ainda cedeu quatro assistências. Veloz como poucos e dono de canhota especial, o camisa onze teve ótimos desempenhos tanto na ponta-esquerda, como jogando pelo centro no 4-2-3-1 do Tottenham. Jogar mais pelo meio foi uma alternativa pensada para deixa-lo mais perto do gol, afinal, os companheiros de clube não tiveram tanta facilidade para marcar quanto ele. Além de balançar as redes com bola rolando, o galês também conseguiu vários gols de falta. Mas o ano ainda teve a transferência por valor recorde de mais de 100 M € para o Real Madrid. Nos merengues, jogando mais à direita, Bale já se encontrou e é um perigo aos adversários, principalmente, nos passes decisivos, pois os gols são de Cristiano Ronaldo, em Madri.

 Quatro: este foi o número de gols que Lewandowski marcou contra o Real Madrid, em um jogo de semifinal de Liga dos Campeões (AP Photo)

10°- Robert Lewandowski (Borussia Dortmund-ALE – Polônia):

Na ótima temporada do Borussia Dortmund, em 2012-13, ninguém fez tantos gols quanto Lewandowski, liderou o clube e foi vice-artilheiro da Liga dos Campeões e da Bundesliga, somando 34 gols nestas competições – inclusive, aqueles quatro gols contra o Real Madrid, na semifinal da LC, que garantiram o Dortmund na decisão. Porém, o camisa nove, é mais um homem de área que também consegue contribuir fora dela. É fundamental ao esquema de jogo do técnico Jurgen Klopp, pois é o jogador da primeira pressão na saída de bola adversária e se movimenta muito, dando espaço para o trio de meias. Neste segundo semestre, Lewandowski segue fundamental aos aurinegros, e, até aqui, tem 11 gols na Bundesliga, liderando a artilharia da competição. Além disso, tem quatro gols na Liga dos Campeões, que ajudaram o Dortmund a alcançar a segunda fase da disputa europeia. 

Neymar recebeu a camisa dez da seleção brasileira e, com ela, correspondeu na Copa das Confederações (EFE)

11°- Neymar Júnior (Santos-BRA / Barcelona-ESP – Brasil): 

Neymar levou o Santos até a final do Campeonato Paulista e, após a saída do craque, o alvinegro praiano passou por um redimensionamento de objetivos, mostrando a importância do jogador. Com Felipão na seleção, Ney seguiu sendo o principal jogador brasileiro, em 2013, dez gols e oito assistências com a amarelinha. Já vendido ao Barcelona, o camisa dez não decepcionou na Copa das Confederações e foi decisivo: quatro gols, quatro assistências e o prêmio de melhor jogador na disputa, que acabou com título dos canarinhos. Depois de ser decisivo na grande competição entre seleções do ano, Neymar chegou e logo se tornou titular na Catalunha. Um gol do camisa onze blaugrana decidiu a Supercopa da Espanha para o Barcelona e, desde então, são as assistências de Ney que o mantém entre os melhores de 2013. Para fechar o ano em grande estilo, o brasileiro anotou o primeiro gol na Liga dos Campeões, na última partida do ano. No 6 a 1 frente ao Celtic, Neymar não fez um só, foram logo três e ainda um passe decisivo. Está em casa no Barça.

12°- Luis Suárez (Liverpool-ING – Uruguai):

Vestindo o vermelho do Liverpool ninguém joga tanto quanto Luis Suárez nos últimos dois anos. O uruguaio é capaz de resolver partidas sozinho, mesmo quando o restante da equipe não vai bem, algo comum na história recente do clube. Em 2012-13, veio a vice-artilharia da Premier League com 23 gols e, neste ano, é o atual artilheiro da competição com 19 gols. Ao todo, em 2013, Luisito já anotou três hat-tricks – em um deles, marcou quatro vezes. Um jogador que decide jogos e marca tantos gols merecia um posto mais avançado neste ranking, porém, além do bom desempenho, Suárez cria problemas em campo. O camisa sete dos reds tem comportamento explosivo e, constantemente, é expulso. Recentemente, ficou suspenso por dez jogos e não pôde ajudar o Liverpool e melhorar seus números, o que o colocaria à frente nesta lista.

13°- Andrés Iniesta (Barcelona-ESP – Espanha): 

O Camisa oito blaugrana é, mais um, que não teve a melhor temporada da carreira, porém teve bons desempenhos e segue entre os melhores do mundo. Com o declínio físico do principal parceiro no clube e na seleção, Xavi, Iniesta teve de assumir o protagonismo na construção de jogadas. Desta forma, o camisa seis da roja liderou a equipe ao vice-campeonato da Copa das Confederações 2013. Ainda em 2012-13, o meia contribuiu decisivamente para o único título do Barcelona na temporada, foram 16 assistências na conquista de La Liga. Porém, no segundo semestre, Iniesta não conseguiu engrenar, muitas vezes fica fora do time e, quando entra em campo, não tem tido o mesmo destaque de anos anteriores.

 Agüero vem deixando a marca dele na temporada 2013-14 (Getty Images)

14°- Sergio Agüero (Manchester City-ING – Argentina):

Podemos dizer que, nos últimos anos, Agüero foi o único titular absoluto do ataque do Manchester City. Mesmo, muitas vezes, jogando mais atrás, o argentino esteve sempre entre os onze iniciais. E, neste ano, o camisa 16 vem ainda melhor. Apesar dos citzens não terem terminado bem 2012-13 e largarem de forma claudicante 2013-14, Kun é uma das exceções. Rápido, habilidoso e goleador, o ex-genro de Maradona é, atualmente, o mais decisivo do elenco sky blue. O segundo semestre é impressionante, com a definição do 4-4-2 e jogando ao lado de centroavante (ora Dzeko, ora Negredo), Agüero cresceu e tem seis gols e duas assistências na Liga dos Campeões e lidera a artilharia do City na Premier League, com 13 gols.  

15°- Radamel Falcao García (Atlético de Madrid-ESP / Monaco-FRA – Colômbia):

O colombiano não teve o melhor ano da carreira, talvez, este tenha sido 2012, mas a atual temporada é boa. Falcao García é mais um jogador que mudou de clube durante a temporada. O primeiro semestre foi disputado pelo Atlético de Madrid, onde, com os seus gols de cabeça e com as duas pernas, contribuiu para o time retornar à Liga dos Campeões, depois de quatro anos ausentes. Porém, uma proposta milionária do novo rico Monaco, fez com que “El Tigre” topasse encarar um novo desafio. Na França, o centroavante é o principal jogador dos vermelhos e brancos, que desafiam o PSG pelo título da Ligue 1. Falcao García é o quarto artilheiro da Ligue 1, com 9 gols. Além de bons desempenhos por clubes, em 2013, o camisa nove ajudou a Colômbia retornar à Copa, após dois mundiais fora. O principal astro do país vestiu a camisa dos cafeteros em dez partidas e marcou cinco vezes – quatro destes gols foram nas Eliminatórias.