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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Os melhores jogadores do mundo 2013-14

Nos últimos dois anos, o Blog, assim como a FIFA, elegeu os melhores do mundo entre dezembro e janeiro. Porém, desta vez, farei da forma que acho mais correta, portanto, a lista será divulgada nesta postagem, levando em conta os desempenhos dos atletas, na temporada 2013-14. Afinal, os melhores do mundo estão na Europa, portanto, o óbvio na hora de premiar é seguir o calendário do melhor futebol do planeta. As estatísticas que serão apresentadas ao longo do texto são do ótimo site inglês Transfermarkt. 

Ao contrário de 2012, quando selecionei dez jogadores, agora em 2014, repetirei os 15 escolhidos do ano passado. O número um pouco maior é para tentar evitar polêmicas e não deixar de premiar nenhum jogador que teve destaque em 2013-14. Mas, mesmo assim, nem todos os jogadores que gostaria, alcançaram o top 15. As ausências mais sentidas por mim – e, provavelmente, por vocês – foram Thomas Müller, Andrés Iniesta e Neymar Júnior. 

Portanto, vamos aos escolhidos:

1°- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal): 

Ninguém conseguiu segurar Cristiano Ronaldo, em 2013-14 (Getty Images)

A FIFA reconheceu Cristiano Ronaldo como melhor do mundo, depois de anos de domínio de Lionel Messi. Mais goleador do que nunca, o camisa sete foi o um dos principais responsáveis pela décima conquista continental do Real Madrid. Na Liga dos Campeões, o Gajo balançou as redes 17 vezes em onze jogos, e quebrou o recorde de gols em uma única edição. Aliando força, velocidade e técnica, o craque português também foi artilheiro do Espanhol, com 31 gols, e, no título da Copa del Rey, marcou três vezes. Vestindo blanco, Ronaldo jogou 47 vezes, marcou 51 tentos e cedeu 19 assistências. O camisa sete também foi o responsável pela classificação de Portugal ao Mundial do Brasil, pois, na repescagem, marcou os quatro gols portugueses contra a Suécia, que garantiram a vitória por 4 a 2, no placar agregado. Na Copa do Mundo, o Gajo chegou incomodado, por conta de uma lesão, que acompanhou o final de temporada dele, por isso, apenas um gol e a eliminação da Seleção das Quinas na primeira fase. 

2°- Ángel di María (Real Madrid-ESP – Argentina): 

A comemoração de Di María foi repetida muitas vezes, nesta temporada, quando se concretizou entre os melhores do mundo (AFP)

Com a chegada de Gareth Bale por valores astronômicos, o Real Madrid cogitou vender Di María, mas o camisa 22 merengue optou por lutar pela vaga entre os onze e não deixou o clube espanhol. Com lesões e problemas para encaixar o time, "El Fideo" começou a aparecer como titular e trouxe equilíbrio aos blancos. Nos planos de Ancelotti, o argentino se tornou um meia no 4-3-3, que apoiava o ataque e também ajudava na marcação. Assim, foi o grande assistente madridista com 26 assistências, muitas delas, decisivas para vitórias da equipe. A velocidade, a visão de jogo e a precisão dos passes foram as principais características das atuações, por isso, os oito gols marcados ficaram em segundo plano. Na Copa do Mundo, Di María seguiu os bons desempenhos e marcou um gol decisivo, nas oitavas de final, contra a Suíça, no final da prorrogação. Por muitos momentos, foi melhor que Messi. Talvez se o camisa sete albiceleste não tivesse se machucado, nas quartas de final, a Argentina poderia ter chegado ao título. 

3°- Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain – Suécia): 

Ibrahimovic chuta a bandeira de escanteio, após marcar um gol: matador e marrento como nenhum outro jogador do mundo (Benoit Tessier/Reuters)

Durante todo o ano, havia uma dúvida no mundo: quem é o melhor camisa nove do planeta, Ibrahimovic ou Luis Suárez? Ao final da temporada, o sueco pode ostentar este título – ao menos, para este blog. Apesar do crescimento do Monaco, o PSG conseguiu o título da Ligue 1, com alguma tranquilidade, pois tinha um comandante de ataque especial. Ibra começou a temporada como falso nove e, por isso, alcançou bons números nos gols e também nos passes: em 46 jogos, foi às redes 41 vezes e deu 18 assistências – artilharia do Francês e a vice na Liga dos Campeões. Na competição européia, os dez gols do sueco foram fundamentais para a chegada às quartas de final, porém, sem o camisa dez na partida em Stamford Bridge, o PSG parou por aí. Na seleção, Ibrahimovic bem que tentou, mas, no duelo contra Cristiano Ronaldo, acabou superado pelo craque português e ficou fora da Copa. 

4°- Lionel Messi (Barcelona – Argentina): 

Em 2013-14, Lionel Messi não esteve tão iluminado como em anos anteriores, mas, mesmo assim, atingiu altos índices em gols e assistências (David Ramos/Getty Images)

Em 2013-14, Messi não repetiu o nível futebolístico dos últimos anos, muito por conta de problemas físicos, que o acompanharam em toda a temporada e, principalmente, nos momentos decisivos. Porém, mesmo em uma fase de baixa, o camisa dez blaugrana apresentou números impressionantes: em 46 partidas, 41 gols e 15 assistências. Portanto, apesar de não ter jogado como antes, “La Pulga” conseguiu participar de mais de um gol por jogo. Menos intenso, os brilhos esporádicos apareceram, como no 3 a 4 sobre o Real Madrid, onde o craque argentino marcou três vezes e ainda assistiu o outro gol barcelonista. Na Copa do Mundo, Messi foi um dos melhores argentinos e, sem ele, a albiceleste teria muitos problemas para ultrapassar a primeira fase. Assim como no clube, na seleção, o camisa dez não teve atuações lineares, mas apareceu com quatro gols decisivos (todos na fase de grupos) e a assistência igualmente importante contra a Suíça, nas oitavas de final. Por isso, foi eleito o Bola de Ouro do Mundial, escolha que o blog não concorda. 

5°- Luis Suárez (Liverpool-ING – Uruguai): 

Luis Suárez comemorou muitos gols e foi decisivo para o Liverpool, em 2013-14, mas ficou devendo - mais uma vez - na questão disciplinar (Andrew Powell/Liverpool FC via Getty Images)

Se não fosse a questão disciplinar, Luis Suárez seria um dos melhores jogadores do mundo. Em 2013-14, apesar de ter que cumprir seis jogos de suspensão, no início da English Premier League, o uruguaio conseguiu se concretizar como um dos principais futebolistas da atualidade. Na EPL, foram incríveis 31 gols e 21 assistências, em 33 partidas, o que resultou na eleição dele como melhor jogador da liga, pelos jogadores, público e jornalistas. Por conta dos ótimos desempenhos do camisa sete dos reds, a equipe ficou muito próxima do título, que não vem desde 1989-90. Quando o Liverpool precisava, Suárez era capaz de decidir os jogos sozinho, com dribles, poder de finalização e raça incrível. O salteño seria a principal esperança dos charrúas para a Copa do Mundo, porém, às vésperas do início da competição, se lesionou e foi operando, largando a disputa no banco. O camisa nove celeste reapareceu contra a Inglaterra e marcou os dois gols que garantiram a vitória uruguaia, mostrando o poder decisão. Porém, na última rodada da fase de grupos, a mordida em Chiellini e a suspensão de nove partidas internacionais e quatro meses de banimento do futebol. Novamente, a parte disciplinar atrapalhou Luis Suárez. 

6°- Yaya Touré (Manchester City – Costa do Marfim): 

Yaya Toure liderou o Manchester City ao título da Premier League, em temporada que marcou mais gols do que habitualmente (Alex Livesey/Getty Images)

Não há duvidas que, em 2013-14, o mundo viu o melhor de Yaya Touré. Forte na defesa, incrivelmente relevante no ataque e capaz de decidir jogos constantemente, o costa-marfinense foi o grande fator que levou o Manchester City ao título inglês, com arrancada incrível na reta final. O meia-central foi o terceiro artilheiro da Premier League, com 20 gols (muitos de falta) e nove assistências, decidindo várias partidas. Ao todo, na temporada, balançou as redes 24 vezes e cedeu 12 passes decisivos. Sem ele, os citzens não teriam vencido a Liga e a Copa da Liga. No Mundial de 2014, o camisa 19 dos elefantes, assim como toda a equipe costa-marfinense, decepcionou e, sem ser relevante, caiu na primeira fase. Porém, o desempenho no City rendeu a Yaya Touré, pela terceira vez consecutiva, o título de melhor jogador africano do ano, um feito que nenhum futebolista havia alcançado. 

7°- Marco Reus (Borussia Dortmund-ALE – Alemanha): 

Marco Reus foi impressionante e parece capaz de liderar um novo Dortmund, sem Götze e Lewandowski (Getty Images)

O Borussia Dortmund teve uma temporada dominada por lesões, figuras centrais ficaram fora dos onze iniciais e ainda perderam Mario Götze. Mas, apesar disso, a equipe conseguiu alguns bons resultados. Um dos principais responsáveis por isso foi Marco Reus. Na Supercopa da Alemanha, o jogador marcou dois gols e deu uma assistência, no 4 a 2 dos aurinegros sobre o Bayern. Com muita velocidade, habilidade e técnica, o camisa onze se destacou marcando e assistindo os companheiros. O ponta-esquerda marcou 16 vezes e cedeu 14 assistências, liderando a Bundesliga no segundo quesito. Somando as demais competições, sete gols e nove passes decisivos. Portanto, não há dúvida, o vice-campeonato do Alemão, da Copa da Alemanha e a chegada às quartas de final da Liga dos Campeões tiveram muita relação com os desempenhos de Reus. Na seleção, o jogador aurinegro ganhou espaço nesta temporada e disputou cinco jogos, porém, por conta de uma lesão, não veio ao Brasil, ficando de fora da campanha campeãa mundial.

8°- Arjen Robben (Bayern de Munique – Holanda): 

Robben mostrou nível espetacular pelo Bayern, em 2013-14, mas foi pela Holanda que assustou mais os adversários (Reuters)

O Bayern de Munique foi o time da posse de bola e troca de passes, mas a verticalidade e o desequilíbrio não desapareceram. Robben foi o principal responsável pela quebra das defesas adversárias, com os dribles, normalmente buscando a canhota com extrema velocidade e categoria. Com onze gols e seis assistências, o camisa dez bávaro foi muito importante para a conquista da Bundesliga, com recorde de antecedência. No outro título da temporada, a Copa da Alemanha,  marcou quatro vezes e assistiu cinco. Ao todo, em 2013-14, o holandês conseguiu 21 gols e 17 assistências, em 45 aparições. Os números não refletem exatamente a enorme importância de Robben, que talvez, tenha ficado mais clara apenas na Copa do Mundo. No Brasil, o camisa onze da Holanda foi o principal propulsor da equipe ao terceiro lugar, pois o elenco de Van Gaal não era dos mais qualificados e era muito jovem. Com gols, dribles e passes, para muitos – inclusive, este blog –, o carequinha foi o melhor jogador do Mundial 

9°- Arturo Vidal (Juventus – Chile): 

Apesar de ter vencido apenas um título, Vidal pode comemorar uma temporada muito boa, em que foi a estrela bianconera (Getty Images)

Este é mais um típico de caso de jogador, que, em 2013-14, atingiu o melhor nível de futebol. Vidal é importante para a Juventus desde que chegou, porém, neste ano, se tornou mais dono do time do que Pirlo. No 3-1-4-2 de Antonio Conte, o chileno é um dos meias-centrais, que atuam à frente do camisa 21, e, por isso, se divide em ações defensivas e ofensivas. Mesmo executando função dupla, o camisa oito bianconero é incansável e traz intensidade durante todo o tempo que está em campo. O “Rei Arturo” foi fundamental para o terceiro scudetto consecutivo da Velha Senhora e, na campanha, colaborou com onze gols e seis assistências – ao todo, marcou 18 vezes. No final da temporada, uma lesão tirou o jogador de partidas decisivas e quase complicou a participação dele no Mundial. Porém, Vidal chegou ao Brasil e, em três jogos, conseguiu ajudar o Chile a chegar às oitavas de final da disputa. A impressão é que o meia-central ficou devendo um pouco na Copa, onde a questão física pesou em seu desempenho. 

10°- James Rodríguez (Monaco – Colômbia): 

Pela Colômbia, James Rodríguez foi uma das grandes estrelas do Mundial 2014, competição em que foi artilheiro, com seis gols (Reuters)

Não foram poucos que descobriram o camisa dez colombiano durante a Copa, porém, para os que acompanham o futebol internacional com mais profundidade, não existiu nenhuma surpresa. Ótima visão de jogo, bons passes, habilidade extrema e chutes precisos são características antigas do jogo de James, mas, nesta temporada, tudo foi realizado no mais alto nível. O colombiano demorou a ser firmar no Monaco, porém, ao longo do ano, passou a se sentir mais à vontade no principado e liderou o time ao vice-campeonato da Ligue 1, com 13 assistências – um dos líderes no quesito na França. Além disso, a jovem estrela ainda marcou nove vezes. Mas foi o desempenho no Mundial que colocou James Rodríguez em destaque na lista. Artilheiro da Copa com seis gols (dois deles golaços) em cinco jogos, o dez cafetero também cedeu dois passes decisivos. Sem Falcao García lesionado, a Colômbia teve o chuteira de ouro como grande propulsor da ótima campanha no Brasil. 

11°- Diego Costa (Atlético de Madrid – Espanha): 

Diego Costa mostrou muito com a camisa rojiblanca e foi um dos grandes responsáveis pela conquista da Liga pela equipe (Alexander Klein/AFP/Getty Images)

O sergipano de Lagarto não é dos jogadores mais técnicos do mundo, mas deixa isso de lado com força, raça e velocidade. Diego Costa foi o símbolo do futebol do Atlético de Madrid de Diego Simeone, que incomodou – e muito – os gigantes da Espanha e da Europa. Em La Liga 2013-14, o camisa nove rojiblanco marcou 27 vezes e assistiu cinco, em 35 partidas. Assim, o hispano-brasileiro foi o principal destaque do Atléti, que conseguiu quebrar a hegemonia de Barcelona e Real Madrid, que vinha há dez anos, e ganhou o primeiro título espanhol em 18 anos. Na principal competição do planeta, a Liga dos Campeões, Diego Costa marcou um gol a cada 72 minutos em campo (ao todo, oito) e ainda cedeu duas assistências. Novamente com o camisa nove como destaque, o Atlético chegou à final da disputa, contra o Real Madrid. Na decisão em Lisboa, mesmo machucado, o camisa nove foi titular, mas a lesão voltou a incomodá-lo e obrigou que ele fosse substituído. Desta forma, o centroavante teve a sua ida à Copa do Mundo em dúvida, porém, Vicente Del Bosque não abriu mão do jogador e o trouxe ao Brasil. Mas, no Mundial de 2014, o desempenho de Diego Costa – e toda a Espanha – foi muito ruim e, assim, terminou a ótima temporada de forma melancólica. 

12°- Manuel Neuer (Bayern de Munique – Alemanha): 

Ninguém voou tão alto quanto Neuer, que foi o melhor goleiro da temporada e um dos melhores na Copa do Mundo (Adrian Dennis/AFP/Getty Images)

Nas duas últimas temporadas, o camisa um do Bayern de Munique se concretizou como o melhor goleiro do mundo. Com 1,93m, Neuer se destaca pelo bom posicionamento, a segurança, mas também pelos reflexos muito apurados e a força na saída do gol, seja por cima ou por baixo. Ele foi o líder da linha defensiva bávara, que, em 34 rodadas da Bundesliga 2013-14, sofreu apenas 23 gols. Ser vazado poucas vezes colaborou com o título alemão e foi importante para a conquista da Copa da Alemanha. Apesar das duas taças (três, contado a Supercopa da UEFA), o Bayern não teve uma temporada tão marcante como 2012-13, porém, 2014 reservava o Mundial e, no Brasil, Neuer deixou desempenhos marcantes. A conquista da Alemanha teve o camisa um entre os grandes destaques. Contra a França, nas quartas de final, foram diversas defesas e, nos minutos decisivos, com uma só mão, parou um arremate de Benzema, que levaria o jogo à prorrogação. Na semi e na final, o jogador do Bayern não teve tanto trabalho, porém, quando exigido, apareceu bem e garantiu a Luva de Ouro da Copa do Mundo de 2014. 

13°- Gareth Bale (Real Madrid – País de Gales): 

Talvez o principal mérito de Bale tenha sido combinar muito bem com o principal craque madridista, Cristiano Ronaldo (Getty Images)

Contratado por um valor não revelado, mas que deve chegar aos 100 milhões de euros, Gareth Bale mostrou o que já havia apresentado no Tottenham: convívio perfeito entre exuberância física e qualidade técnica. Mostrando tudo isso, o galês chegou ao Real Madrid e, mesmo jogando fora de posição (nos Spurs, atuava pela esquerda e pelo centro), logo se adaptou à ponta-direita e se tornou peça chave no elenco madridista. Ao longo de toda a temporada, camisa onze marcou 22 gols e deu 19 assistências e, na Liga dos Campeões, foi ainda mais importante, pois anotou seis vezes e cedeu quatro passes decisivos. Bale soube ser o coadjuvante de luxo de Cristiano Ronaldo e, quando o português não esteve em campo, não teve problemas para assumir o protagonismo. 

14°- Philipp Lahm (Bayern de Munique – Alemanha): 

Capitão da Alemanha, Philipp Lahm teve a honra de levantar a Copa do Mundo, competição em que foi muito bem (DPA)

Melhor lateral do mundo e um dos melhores da história, com a chegada de Pep Guardiola ao Bayern de Munique, Lahm passou a ser colocado como 1° volante no 4-1-4-1 (4-3-3) do técnico catalão. A idéia era ter uma saída de bola mais limpa, aproveitando do bom passe do camisa 21, que também seria útil para ditar o ritmo das partidas. Apesar de ótimas exibições na nova função, o capitão bávaro perdeu um pouco da relevância ofensiva, em 48 jogos pelo clube, fez apenas um gol e cedeu nove assistências – números mais baixos do que ele produziria na posição de origem. Na seleção alemã, Löw iniciou a Copa com Lahm na volância, com as mesmas idéias de Guardiola e, desta forma, o jogador do Bayern se concretizou como melhor passador da competição: acertou 562 passes dos 651 que tentou (índice de 86%). Porém, na reta final, o capitão voltou a ser lateral-direito e cresceu seu rendimento ofensivo, fechando o Mundial com duas assistências. A queda dos números de ataque do camisa 16 da Alemanha deve fazer o técnico do clube repensar no posicionamento, para, na próxima temporada, Lahm alcançar uma posição mais alta neste ranking. 

15°- Luka Modric (Real Madrid – Croácia): 

Com a chegada de Bale, ex-companheiro de Tottenham, Modric esteve mais à vontade nesta temporada e foi relevante nas conquistas madridistas (Manu Fernandez/AP)

Na primeira temporada em blanco, Modric não foi o jogador que já havia sido na carreira, porém, no segundo ano em Madri, a relevância aumentou muito. Seja no 4-3-3 ou no 4-4-2 de Carlo Ancelotti, o croata teve muita importância como meia-central, ajudando na defesa e no ataque. A elevada qualidade técnica do ex-jogador do Tottenham foi fundamental para a saída de bola e para boa conexão entre o meio e ataque madridista. Na temporada que culminou com os títulos da Copa Del Rey e da Liga dos Campeões, Modric fez dois gols e cedeu oito assistências, nas 49 partidas, em que disputou 3.875 minutos. Na seleção, ostentando a camisa dez, foi importante para a classificação ao Mundial. Mas, na Copa do Mundo, a Croácia não esteve bem e, por isso, o craque do meio-campo acabou não se destacando muito, ficando mais para trás na nossa lista.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A camisa nove

Suárez é, hoje, o melhor centroavante no mundo, mas são vários camisas nove jogando em alto nível no futebol mundial (Andrew Powell/Getty Images)
 
Há, praticamente, dois anos escrevi um post sobre centroavantes, citando exemplos de professores na função. Mas, desta vez, a ideia é diferente, falarei da situação dos camisas noves no futebol contemporâneo. Apesar das críticas constantes a jogadores da posição e de mais técnicos utilizarem a opção do falso nove, hoje são diversos centroavantes atuando em alto nível no mundo e nos mais diferentes estilos de jogo. 

Minha percepção é que o nove não morrerá e, como diz o amigo jornalista, Thiago Rabelo: “quem tem centroavante é feliz”. Porém, hoje, a função mudou. Claro, ainda existem aqueles atacantes que vivem dentro da área e só aparecem em um toque, o chute do gol, mas, no futebol de alto nível, este tipo de jogador está cada vez mais raro. Os centroavantes de grande valor já sabem disso e se adaptaram ao novo cenário do futebol mundial. 

O nove atual tem que ter bom poder de finalização e, de preferência, saber chutar de fora da área – e claro com as duas pernas. Porém, esta já era uma característica básica anteriormente, o que se tornou mais importante é aliar isto à visão de jogo e à qualidade no passe. O centroavante, muitas vezes, deixa a área e vê os pontas e laterais invadirem o “seu espaço” para realizarem a finalização. Portanto, o passe preciso pode resultar em uma assistência e até definir um jogo. Em uma passada rápida na lista de assistentes das grandes ligas europeias, alguns camisas nove figuram entre os destaques, muito por conta deste movimento – em La Liga, Bacca e Benzema; na Ligue 1, Ibrahimovic; na Premier League, Giroud; e, na Serie A, Higuaín, Luca Toni e Palacio são destaques no quesito. 

Outro ponto que destaco sempre no futebol dos centroavantes atuais é a capacidade para driblar, nada que peça muito refinamento, mas cortes capazes de limpar espaço para a finalização. Pois, com a marcação mais apertada, um passe que forneça total liberdade para o finalizador é raro, portanto, o drible pode garantir a oportunidade do chute e, consequentemente, do gol. Além disso, o aspecto físico deve ser desenvolvido, porque isto pode ser a diferença entre permanecer em pé e conseguir o arremate ou desperdiçar uma oportunidade clara, após uma trombada do adversário. 

Portanto, os centroavantes deixaram de ser apenas os homens do gol e participam de todo o jogo ofensivo das equipes: com passes, abrindo espaços e fazendo o pivô. Outro ponto que não pode faltar nos noves de destaque no futebol atual é a presença na defesa, pois são muitos times que jogam com marcação pressão. Neste sistema, a participação do atacante neste movimento da saída adversária, constantemente resulta em gols, por isso, a aplicação defensiva também é importante.  

Novamente, faltam brasileiros 

 Fred foi amado pelos companheiros na reta final da Copa das Confederações. Brasileiros esperam que ele repita as atuações no Mundial (Ag. Reuters)

Neste contexto, os brasileiros estão ausentes dos dez principais centroavantes do futebol mundial, apesar de nem todos terem porte de centroavante e nem sempre jogarem centralizados. A minha lista dos dez contaria com: Agüero, Cavani, Diego Costa, Falcao García, Ibrahimovic, Lewandowski, Lukaku, Negredo, Suárez e Van Persie. Dentre eles, Agüero, Falcao García, Ibrahimovic, Suárez e Van Persie estão acima dos demais, em termos de potencial. Porém, nem todos estão nos melhores momentos das carreiras e, mesmo assim, conseguem ficar entre os principais nomes da posição. 

Desde a época do post citado no início deste texto, faltavam brasileiros entre os principais destaques da posição e, quase dois anos depois, o panorama não mudou. Nas principais ligas da Europa e em alguns mercados menores, os brasileiros não são destaques absolutos na artilharia. Mas jogadores nascidos aqui conseguiram balançar as redes de forma relevante: na Bundesliga, Raffael (9 g) e Roberto Firmino (8 g); na Serie A, Eder (9 g); na Eredivisie, Lucas Piazon (11 g); e, na Premier League Russa, Hulk (9 g). 

Nenhum deles, um claro centroavante, por isso, as melhores alternativas para a camisa nove verde e amarela estão no Brasil. Uma delas está longe de ser ruim, é o ótimo Fred, porém, o centroavante do Fluminense não é tão confiável, pois se lesiona constantemente e nem sempre repete a atuação intensa que teve contra a Espanha, na final da Copa das Confederações. O jogador daquela partida estaria entre os 15 melhores homens de área do mundo, mas afetado por uma lesão na coxa, Fred não atua desde setembro de 2013. Portanto, o melhor nove brasileiro é um grande ponto de interrogação. 

As outras opções para a seleção acabam sendo jogadores que não são considerados de nível tão alto e que, ainda por cima, não vivem o melhor momento da trajetória futebolística. Os últimos camisas nove convocados para a reserva de Fred foram Alexandre Pato, Leandro Damião e Jô. O artilheiro da Libertadores pelo Galo se firmou na vaga, mas recentemente não vem convencendo e parece não ter o porte da seleção brasileira. Pato e Damião também, pois iniciaram as carreiras mostrando força para assumirem a nove canarinha e, hoje, estão muito longe daquele nível que prometeram. 

Sem nenhum dos três jogando bem, Felipão ensaiou nos últimos amistosos a alternativa do falso nove, que Mano Menezes vinha utilizando na reta final do trabalho. Porém, ao contrário do antecessor, o técnico pentacampeão mundial não escolheu Neymar para exercer a função. A principal opção para comandar o ataque com mais mobilidade foi Robinho, que está longe dos melhores momentos na Europa, mas conseguiu render bem pelos samba boys. 

Portanto, apesar do mundo ter, a cada dia mais, centroavantes – de diferentes estilos – atuando em alto nível, a ausência de duas ou três opções brasileiras – além de Fred – fazem a alternativa do falso nove ser quase obrigatória para a seleção. Parece, cada vez mais óbvio que Robinho será o reserva do centroavante do Brasil na Copa de 2014. Felipão não terá um nove clássico no banco durante o Mundial, não por opção dele, mas por falta de brasileiros que atuam por ali e com nível para estarem na maior competição entre seleções do planeta.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os melhores do mundo de 2013

Assim como no ano passado, peguei carona com o prêmio FIFA Ballon d'Or e escolhi os melhores jogadores do ano. O vencedor do troféu dado pela entidade máxima do futebol será anunciado no FIFA Gala, no dia 13 de janeiro. A disputa está entre Cristiano Ronaldo (vencedor em 2008), Franck Ribéry e Lionel Messi (Atual tetracampeão do prêmio). A festa será apresentada pela brasileira Fernanda Lima e pelo holandês Ballon d’OR em 1987, Ruud Gullit.

Em 2014, desejo montar a lista ao final da temporada europeia 2013-14, portanto, ao final da Copa do Mundo do Brasil, em julho. Desta forma, a disputa fica mais clara e acompanha o calendário do melhor futebol do mundo. Por enquanto, vamos aos 15 melhores jogadores do planeta em 2013:

 Chamado de comandante pelo presidente da FIFA, Sepp Blatter, Cristiano Ronaldo cumpriu a missão e é novamente o melhor do planeta (El País)

1°- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal): 

 Mais fazedor de gols do que nunca, Ronaldo tem números incríveis em 2013 (69 gols), apesar de só ter conquistado a Supercopa da Espanha. Ora ponta-esquerda, ora segundo atacante, o português decidiu para Portugal e Real Madrid. Pelos merengues, o camisa sete vem de uma temporada que foi vice-artilheiro de La Liga com 34 gols e liderou a Liga dos Campeões no quesito, com 12. No segundo semestre, o desempenho de Cristiano Ronaldo é ainda melhor: artilheiro da LC com nove gols e o segundo da Liga com 18. Além disso, em 2013, pela seleção das quinas, o camisa sete tem seus melhores números, foram dez gols em nove jogos – ao todo, 47 gols, que, agora, o colocam como maior artilheiro da história dos lusos. Nas duas partidas mais importantes do ano, os jogos contra a Suécia, que valiam vaga para a Copa de 2014, foi CR7 quem decidiu. Ele marcou um gol no jogo de ida e outros três na volta, todos os quatro dos portugueses, que venceram no placar agregado por 4 a 2 e se garantiram no Mundial de 2014. 

Ribéry e o troféu de melhor jogador da temporada europeia, em 2012-13 (Getty Images)

2°- Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE – França): 

Ponta-esquerda e estrela no 4-2-3-1 de Jupp Heynckes e no 4-1-4-1 de Pep Guardiola, Ribéry foi decisivo para os cinco títulos dos bávaros em 2013 e para ótima largada neste segundo semestre. Habilidoso, com ótima visão de jogo e finalização precisa, o francês tem um jogo muito vertical e, com seus dribles e passes, sempre busca o gol. Mas não foram os gols que chamaram a atenção em seu jogo, o camisa sete se destacou mesmo nos passes decisivos. Na temporada que terminou no meio do ano, Ribéry liderou a Bundesliga com 15 assistências e ainda cedeu outras cinco na Liga dos Campeões. No segundo semestre, apesar de uma lesão, o melhor jogador da Europa em 2012-13 segue sendo o principal e mais decisivo jogador do elenco bávaro. 

3°- Lionel Messi (Barcelona-ESP – Argentina):

Messi esteve longe do nível de anos anteriores, porém, isto não significa que não mereça estar próximo do topo de qualquer lista de melhores futebolistas do mundo. O que o argentino fez foi nos acostumar mal: jogando todos os jogos, fazendo um gol atrás do outro e sendo decisivo sempre. Em 2013, não foi assim, mas “La Pulga” marcou 45 vezes e cedeu 15 assistências, ótimos números para quem jogou apenas 47 partidas. As lesões atrapalharam, porém, mesmo assim, o argentino foi fundamental para o Barcelona vencer a Liga Espanhola com grande facilidade e, quando ele esteve fora, o time caiu muito de rendimento. O final precoce do ano tirou o camisa dez blaugrana da disputa em 2013, mas deve ajudá-lo a voltar no nível mais alto do futebol em 2014, ano em que terá a chance de, finalmente, ser importante para a albiceleste em uma Copa do Mundo.

4°- Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain-FRA – Suécia):

Todos sabem que o grandalhão é extremamente egocêntrico, mas o que chama a atenção mesmo é o futebol, que alia força física, muita técnica e uma capacidade de finalizar as jogadas de qualquer maneira. Em 2012-13, Ibrahimovic chegou ao PSG e, com ele, o time venceu a Ligue 1 e a Supercopa, voltando a ser soberano na França. No título do campeonato local veio o artilharia com 30 gols e, além disso, o sueco foi o principal responsável pelo sucesso dos parisienses na Liga dos Campeões (pararam nas quartas), onde liderou em assistências, com sete passes. Neste segundo semestre, o desempenho também impressiona. A artilharia do Campeonato Francês é dele, com 15 gols e o PSG é o líder da disputa. Em âmbito europeu, Ibra é o vice-artilheiro da LC, com oito gols. Porém, o brilho não ficou apenas no clube, na seleção o nível do jogo também impressiona, são nove gols, em onze partidas. Porém, também teve uma grande frustação em 2013 com a Suécia: mesmo marcando duas vezes, o camisa dez foi superado por Cristiano Ronaldo e o seu país eliminado na repescagem para vir ao Brasil em 2014. 

Schweinsteiger tem o controle total do meio-campo, bola no pé e olhos no jogo (Getty Images)

5°- Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE - Alemanha): 

Se havia um jogador fundamental ao Bayern de Munique, de Jupp Heynckes, este era Schweinsteiger. O camisa 31 fazia a saída de bola da equipe, era o volante que chegava mais forte ao ataque e ainda participava ativamente da marcação pressão na saída de bola rival. A característica de grande passador ficou clara nas quatro assistências na Liga dos Campeões, mas Schwein não era capaz apenas do último passe, ele tinha a facilidade para simplificar o trabalho dos companheiros, sempre os deixando em melhores condições para jogar. Infelizmente, o craque alemão se lesionou no início do trabalho de Pep Guardiola e perdeu, praticamente, todo o segundo semestre do ano. A combinação do catalão com Schweinsteiger parece ser capaz de colocar o jogador, que já um dos melhores do mundo, alguns níveis acima no ranking futebolístico no planeta. 

6°- Philipp Lahm (Bayern de Munique-ALE – Alemanha): 

Capitão do Bayern, que ganhou tudo na temporada 2012-13, Lahm se concretizou como melhor lateral do mundo. Em 2013, o alemão mostrou, mais uma vez, muita segurança na defesa. Porém, o camisa 21 está nesta lista não apenas pela boa participação na linha defensiva dos bávaros e da Alemanha, e, sim, porque conseguiu ser perigoso quando era exigido no ataque. No título da Bundesliga, cedeu onze assistências – segundo melhor da liga. Neste início de 2013-14, Lahm passou a ser volante e o homem mais defensivo do meio-campo bávaro. No esquema de Pep Guardiola, o ex-lateral agora é o responsável pela saída de bola da equipe. Na nova função, o capitão segue mostrando ótimo nível de futebol e, dificilmente, falha no passe em zonas perigosas, dando segurança para os companheiros tocarem nele sempre que for necessário.
 
O sorriso de Yaya Toure é o resultado de mais um ano com bons desempenhos (Getty Images)

7°- Yaya Touré (Manchester City-ING – Costa do Marfim): 

Dono do meio-campo do Manchester City, Yaya Touré, se habitou a jogar ou como volante ou como meia-atacante pelo centro. Porém, com a chegada de Manuel Pellegrini e o uso prioritário do 4-4-2, o marfinense tem formado ótima dupla na volância com Fernandinho. Entre os dois, é o camisa 42 que colabora mais com a armação seja com velocidade, força ou técnica. Defensivamente, também é importante, pois, dificilmente, perde disputas um contra um. Em 2013, o capitão dos citzens agregou ótimas cobranças de falta ao próprio jogo – um diferencial a mais. No dia nove de janeiro, Yaya Toure deve se tornar o primeiro jogador a ser tricampeão do prêmio de melhor jogador africano do ano, desde que a premiação passou a ser oferecida pela Confederação Africana de Futebol, em 1992. Ou seja, este marfinense é um craque.

  Van Persie comemora contra o ex-time, a vitória contra o Arsenal, com gol do holandês, foi um dos raros bons momentos no segundo semestre dos red devils (Tom Purslow/Getty Images)

8°- Robin van Persie (Manchester United-ING – Holanda): 

Van Persie deixou o Arsenal para conquistar títulos no Manchester United. A missão foi cumprida, hoje, o camisa 20 é campeão da Premier League e da Community Shield, portanto, ele não seria campeão, se não tivesse ido para Manchester. Porém, na verdade, a ordem da sentença é outra: sem o holandês, os red devils não teriam vencido o Campeonato Inglês. Ao todo, em 2012-13, Van Persie marcou 26 gols e cedeu nove assistências e foi o mais decisivo entre todos os comandados da última temporada de Sir Alex Ferguson. O técnico escocês utilizou o centroavante de duas formas no 4-4-1-1 tradicional na equipe, ora era o jogador mais avançado, ora atuava atrás do outro homem frente. Em ambas situações, o holandês foi o diferencial para a conquista. Neste segundo semestre, Van Persie largou muito bem e manteve o nível da temporada anterior, tanto no clube como na seleção. Mas, depois de iniciar bem, algumas lesões atrapalharam a sequência de jogos e o camisa 20 red devil caiu alguns patamares nesta disputa.

9°- Gareth Bale (Tottenham-ING / Real Madrid-ESP – País de Gales): 

O galês foi responsável por manter o Tottenham na briga pela quarta vaga inglesa na Liga dos Campeões até a última rodada. Os spurs não se classificaram à LC, mas a culpa com certeza não foi de Bale, que ficou em terceiro na artilharia da Premier League, com 21 gols e ainda cedeu quatro assistências. Veloz como poucos e dono de canhota especial, o camisa onze teve ótimos desempenhos tanto na ponta-esquerda, como jogando pelo centro no 4-2-3-1 do Tottenham. Jogar mais pelo meio foi uma alternativa pensada para deixa-lo mais perto do gol, afinal, os companheiros de clube não tiveram tanta facilidade para marcar quanto ele. Além de balançar as redes com bola rolando, o galês também conseguiu vários gols de falta. Mas o ano ainda teve a transferência por valor recorde de mais de 100 M € para o Real Madrid. Nos merengues, jogando mais à direita, Bale já se encontrou e é um perigo aos adversários, principalmente, nos passes decisivos, pois os gols são de Cristiano Ronaldo, em Madri.

 Quatro: este foi o número de gols que Lewandowski marcou contra o Real Madrid, em um jogo de semifinal de Liga dos Campeões (AP Photo)

10°- Robert Lewandowski (Borussia Dortmund-ALE – Polônia):

Na ótima temporada do Borussia Dortmund, em 2012-13, ninguém fez tantos gols quanto Lewandowski, liderou o clube e foi vice-artilheiro da Liga dos Campeões e da Bundesliga, somando 34 gols nestas competições – inclusive, aqueles quatro gols contra o Real Madrid, na semifinal da LC, que garantiram o Dortmund na decisão. Porém, o camisa nove, é mais um homem de área que também consegue contribuir fora dela. É fundamental ao esquema de jogo do técnico Jurgen Klopp, pois é o jogador da primeira pressão na saída de bola adversária e se movimenta muito, dando espaço para o trio de meias. Neste segundo semestre, Lewandowski segue fundamental aos aurinegros, e, até aqui, tem 11 gols na Bundesliga, liderando a artilharia da competição. Além disso, tem quatro gols na Liga dos Campeões, que ajudaram o Dortmund a alcançar a segunda fase da disputa europeia. 

Neymar recebeu a camisa dez da seleção brasileira e, com ela, correspondeu na Copa das Confederações (EFE)

11°- Neymar Júnior (Santos-BRA / Barcelona-ESP – Brasil): 

Neymar levou o Santos até a final do Campeonato Paulista e, após a saída do craque, o alvinegro praiano passou por um redimensionamento de objetivos, mostrando a importância do jogador. Com Felipão na seleção, Ney seguiu sendo o principal jogador brasileiro, em 2013, dez gols e oito assistências com a amarelinha. Já vendido ao Barcelona, o camisa dez não decepcionou na Copa das Confederações e foi decisivo: quatro gols, quatro assistências e o prêmio de melhor jogador na disputa, que acabou com título dos canarinhos. Depois de ser decisivo na grande competição entre seleções do ano, Neymar chegou e logo se tornou titular na Catalunha. Um gol do camisa onze blaugrana decidiu a Supercopa da Espanha para o Barcelona e, desde então, são as assistências de Ney que o mantém entre os melhores de 2013. Para fechar o ano em grande estilo, o brasileiro anotou o primeiro gol na Liga dos Campeões, na última partida do ano. No 6 a 1 frente ao Celtic, Neymar não fez um só, foram logo três e ainda um passe decisivo. Está em casa no Barça.

12°- Luis Suárez (Liverpool-ING – Uruguai):

Vestindo o vermelho do Liverpool ninguém joga tanto quanto Luis Suárez nos últimos dois anos. O uruguaio é capaz de resolver partidas sozinho, mesmo quando o restante da equipe não vai bem, algo comum na história recente do clube. Em 2012-13, veio a vice-artilharia da Premier League com 23 gols e, neste ano, é o atual artilheiro da competição com 19 gols. Ao todo, em 2013, Luisito já anotou três hat-tricks – em um deles, marcou quatro vezes. Um jogador que decide jogos e marca tantos gols merecia um posto mais avançado neste ranking, porém, além do bom desempenho, Suárez cria problemas em campo. O camisa sete dos reds tem comportamento explosivo e, constantemente, é expulso. Recentemente, ficou suspenso por dez jogos e não pôde ajudar o Liverpool e melhorar seus números, o que o colocaria à frente nesta lista.

13°- Andrés Iniesta (Barcelona-ESP – Espanha): 

O Camisa oito blaugrana é, mais um, que não teve a melhor temporada da carreira, porém teve bons desempenhos e segue entre os melhores do mundo. Com o declínio físico do principal parceiro no clube e na seleção, Xavi, Iniesta teve de assumir o protagonismo na construção de jogadas. Desta forma, o camisa seis da roja liderou a equipe ao vice-campeonato da Copa das Confederações 2013. Ainda em 2012-13, o meia contribuiu decisivamente para o único título do Barcelona na temporada, foram 16 assistências na conquista de La Liga. Porém, no segundo semestre, Iniesta não conseguiu engrenar, muitas vezes fica fora do time e, quando entra em campo, não tem tido o mesmo destaque de anos anteriores.

 Agüero vem deixando a marca dele na temporada 2013-14 (Getty Images)

14°- Sergio Agüero (Manchester City-ING – Argentina):

Podemos dizer que, nos últimos anos, Agüero foi o único titular absoluto do ataque do Manchester City. Mesmo, muitas vezes, jogando mais atrás, o argentino esteve sempre entre os onze iniciais. E, neste ano, o camisa 16 vem ainda melhor. Apesar dos citzens não terem terminado bem 2012-13 e largarem de forma claudicante 2013-14, Kun é uma das exceções. Rápido, habilidoso e goleador, o ex-genro de Maradona é, atualmente, o mais decisivo do elenco sky blue. O segundo semestre é impressionante, com a definição do 4-4-2 e jogando ao lado de centroavante (ora Dzeko, ora Negredo), Agüero cresceu e tem seis gols e duas assistências na Liga dos Campeões e lidera a artilharia do City na Premier League, com 13 gols.  

15°- Radamel Falcao García (Atlético de Madrid-ESP / Monaco-FRA – Colômbia):

O colombiano não teve o melhor ano da carreira, talvez, este tenha sido 2012, mas a atual temporada é boa. Falcao García é mais um jogador que mudou de clube durante a temporada. O primeiro semestre foi disputado pelo Atlético de Madrid, onde, com os seus gols de cabeça e com as duas pernas, contribuiu para o time retornar à Liga dos Campeões, depois de quatro anos ausentes. Porém, uma proposta milionária do novo rico Monaco, fez com que “El Tigre” topasse encarar um novo desafio. Na França, o centroavante é o principal jogador dos vermelhos e brancos, que desafiam o PSG pelo título da Ligue 1. Falcao García é o quarto artilheiro da Ligue 1, com 9 gols. Além de bons desempenhos por clubes, em 2013, o camisa nove ajudou a Colômbia retornar à Copa, após dois mundiais fora. O principal astro do país vestiu a camisa dos cafeteros em dez partidas e marcou cinco vezes – quatro destes gols foram nas Eliminatórias.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Enfermedades Futboleras 12

Sem forçar

 Robben aproveitou a fragilidade do Braunschweig para marcar duas vezes garantir mais uma vitória dos bávaros (FcBayern.com)

O Bayern é líder absoluto da Bundesliga 2013-14, com quatro pontos de vantagem sobre o Leverkusen e sem perder após 14 rodadas. Apesar dos desfalques – atualmente, tem jogado sem Ribéry, Lahm e Schweinsteiger –, os bávaros seguem mostrando tranquilidade absoluta nas partidas e dão a impressão de que vencerão assim que quiserem. Neste final de semana, o adversário foi o último colocado da competição, Eintracht Braunschweig, que não teve chances. Guardiola manteve o time titular armado no 4-1-4-1: sem Lahm, Thiago foi o facilitador da saída de bola; Thomas Müller assumiu a função de Ribéry pela ponta-esquerda e abriu o espaço para Javi Martínez ser um dos meias-centrais. Com a evolução de Götze, o técnico catalão pode utilizar a opção do falso nove mais constantemente. A alternativa deixa a movimentação da equipe mais livre, pois os homens ofensivos não guardam posição. 

O 2 a 0 com dois gols de Robben não refletiu o que foi o jogo, mas, outros números dão a clara visão do que foi a partida: um massacre de um time que poderia ter desejado mais gols. A marcação alta bávara é refletida nos onze desarmes no campo ofensivo e o controle do jogo é visto nos 77% de posse bola somado aos 800 passes trocados com índice de 90% de acerto, sendo que 223 deles foram no último terço do campo. A ampla imposição do Bayern resultou que o Braunschweig ficou a maior parte do tempo armado com uma linha de quatro defensores, outra composta por cinco meais e apenas Kumbela mais à frente, mas até o centroavante atuou na marcação atrás da linha média. Porém, a retranca não funcionou, pois a impressão foi de que os bávaros não golearam porque não quiseram. Com esta tranquilidade, o Bayern parece não ter adversário capaz de impedir o bicampeonato.

Igualdade em White Hart Lane

Após o 6 a 0 sofrido para o City, o técnico André Villas-Boas chegou a ter a demissão especulada. Mas o Tottenham conseguiu vencer na Liga Europa e, neste final de semana, ao menos empatou com o Manchester United. Ameaçado, AVB fez mudanças na escalação, acostumado a jogar no 4-1-4-1, tem jogado mais no 4-2-3-1 e, contra os red devils, posicionou Paulinho como meia-atacante. Mais à frente, o brasileiro até começou bem, porém teve atuação apenas regular. O centroavante Soldado, mais uma vez, não justificou os 30 M € investidos nele: tocou 12 vezes na bola e só fez uma finalização, que foi para fora. O United manteve o 4-4-1-1, com Welbeck na ponta-esquerda e Kagawa atrás do centroavante Rooney, mas, durante a partida, os três trocaram bastante de posição. 

Nenhum dos times fez exibição espetacular e, ao todo, acertaram apenas sete vezes a baliza adversária. Com isso, os gols não vieram de jogadas bem construídas. O Tottenham abriu o placar com Walker de falta, Rooney aproveitou falha da defesa para marcar, Sandro colocou os londrinos na frente em bela jogada individual e, logo depois, o camisa dez igualou novamente em cobrança de pênalti, que não deveria ter sido marcado. Pelo o que foi a partida, com dificuldade para criação dos dois lados, ninguém pode reclamar do placar final, porém, é justo que os spurs saiam mais decepcionados por terem sofrido um gol proveniente de uma penalidade inexistente.

No ritmo de Bale

 Bale começa a viver um caso de amor pelo Real Madrid (Ag. Reuters)

Quando o Real Madrid contratou Bale e abriu mão de Özil ficou a dúvida de como Ancelotti escalaria a equipe. O técnico italiano testou várias formações e os blancos sempre alternaram boas e más atuações. Porém, nos últimos jogos, os merengues encontraram a forma de jogar: o 4-3-3, com Bale na ponta-direita e Cristiano Ronaldo na ponta-esquerda. Desta forma o time reage em La Liga e sobra na Liga dos Campeões, mas e o galês como está no Real? A resposta vem sendo dada a cada semana, pois o camisa onze se mostra cada vez mais à vontade. Neste final de semana, contra o Valladolid, mais um massacre madridista, mesmo sem o lesionado Cristiano Ronaldo. No 4 a 0, Bale anotou um triplete e fez a assistência para o gol de Benzema. A crescente participação do galês (sete gols e seis assistências nos últimos sete jogos) na equipe e a estabilização do esquema tático, mantêm o Real Madrid na terceira colocação da Liga, apesar do importante desfalque do camisa sete português.

Domínio total

Feyenoord e PSV fizeram o clássico da 15ª rodada da disputada Eredivisie. Mas, ao contrário do que tem sido a competição, o De Kuip lotado assistiu ao domínio completo dos donos da casa e viu as duas equipes armadas à holandesa: no 4-3-3. Os vermelhos e brancos abriram o placar em uma das raras boas jogadas que a equipe executou na primeira etapa, mas o time de Rotterdam conseguiu o empate em momento fundamental, o final dos primeiros 45 minutos. Porém, foi no segundo tempo que o Feyenoord conseguiu traduzir o controle do jogo para o placar. Para isso, De club aan de Maas contou com o ótimo trabalho do centroavante Pellè. O italiano incomodou a defesa adversária o tempo todo, fez bom trabalho de pivô e decidiu o jogo com gols. Primeiro converteu um pênalti que ele mesmo sofreu, depois desperdiçou uma penalidade, mas se redimiu ao completar para as redes jogada vinda da esquerda. O camisa nove hoje é o vice-artilheiro da Eredivisie 2013-14, com 12 gols.

A liderança segue com o Vitesse (1°, 30), que é seguido de perto por Ajax (2°, 28) e Twente (3°, 27). O Feyenoord (4°, 24) está no grupo das equipes que estão a seis pontos do líder, ao lado de Groningen (5°, 24) e AZ Alkmaar (6°, 24). Para terminar gostaria de destacar a diferença entre dois jogadores dos líderes. Emprestado pelo Chelsea ao Vitesse, Lucas Piazon é um dos destaques da equipe, com sete gols e quatro assistências, liderando os vitas nos dois quesitos. Já Bojan, emprestado ao Ajax pelo Barcelona, não está bem e, só neste fim de semana, fez o primeiro gol pelos godenzonen. Além disso, o espanhol não se destaca nos passes decisivos.

No fim, foi tranquilo

 A alegria de Ibrahimovic: hoje, ele está entre os cinco melhores jogadores do mundo (PSG.fr)

No estádio Parque dos Príncipes, o técnico Rémi Garde armou o Lyon de forma defensiva, no 3-1-4-2, sendo que o parceiro de Lacazette no ataque foi Gourcuff, que nem atacante é e, por isso, não guardou a posição, circulando bastante. O time da casa manteve o 4-3-3, veio com Ibrahimovic, Cavani e Lucas no ataque e ainda teve Pastore no meio-campo, portanto, uma formação bastante ofensiva. A estratégia inicial dos gones deu resultado, pois, conseguiram impedir um domínio total parisiense. Com poucas chances de gol, foi justamente depois da melhor oportunidade do Lyon – um chute na trave de Lacazette – que o PSG abriu o placar. Cavani fez após escanteio cobrado por Lucas e, minutos depois, Ibra cobrou pênalti com cavadinha para decretar o 2 a 0 antes do intervalo, um prejuízo muito grande pelo jogo que os gones tinham realizado até ali.

Depois do intervalo e, com a frustração de ter sofrido dois gols, o Lyon não conseguiu repetir o que havia feito na primeira etapa. Por isso, o PSG não teve dificuldades para controlar o jogo. Sem forçar muito, os parisienses conseguiram o terceiro com Thiago Silva. Ibrahimovic fechou o placar com o segundo gol de pênalti e se isolou na artilharia do torneio, com onze – seguido pelo companheiro Cavani, que tem dez. Após onze vitórias e nenhuma derrota nas 15 rodadas já disputadas, o PSG tem cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder Lille. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Podcast 2

Voltamos a gravar um podcast para o blog, desta vez, com escalação diferente. Thomaz Santos segue no time e, agora, entra o camisa dez do Futebol Espanhol, Pierre Andrade. Como sempre, o esquema é simples, mas acho que nas próximas edições conseguirei fazer uma edição mais fina, com trilha e efeitos, que este episódio não tem. Além disso, vocês irão notar alguns picotes na gravação, infelizmente tive mudar de última hora o programa que uso para gravar o podcast e o resultado foi o maior decréscimo de qualidade no áudio

Os assuntos:
- Diego Costa: Brasil ou Espanha? 
- Barcelona e Real Madrid: o jogo do final de semana 
- Jogos de ida da Liga dos Campeões concluídos 
- Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo em fases espetaculares e um deles ficará fora da Copa 




O texto lembrado no final do programa é este aqui: http://futebolespanhol.com.br/leitao-de-figo/ 

Então, é isso, espero que possam divulgar o nosso podcast, fiquem à vontade para criticar e mandar sugestões para o programa.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Enfermedades Futboleras 3



O primeiro gol de Lucas

 Ameaçado na seleção brasileira, Lucas conseguiu uma boa atuação no 2 a 0 do PSG, porém isso só foi possível, quando ele teve espaço para jogar (Jean Pierre Muller/AFP)

O PSG encarou o Bordeaux fora de casa e conseguiu uma vitória por 2 a 0, mesmo fazendo um primeiro tempo bem ruim. O problema foi o mesmo de sempre: falta de criação. Blanc armou o time no 4-3-3, com três volantes no meio, mas além de marcadores, Thiago Motta, Matuidi e Verratti passam bem a bola e têm boas condições de chegar ao ataque, que era composto por Lucas na direita, Ibrahimovic no centro e o jovem (18 anos) Ongenda na ponta-esquerda.

A alternativa que deu certo foi Ibrahimovic assumir a responsabilidade de criar, muitas vezes, recuando para abrir espaços para a penetração dos volantes. O sueco tem esta característica, pois é muito técnico e tem um bom passe. O dez parisiense recuou e, da entrada da área, descobriu a penetração de Matuidi pelo lado esquerdo da área. O volante aproveitou a chance e marcou.

Com o resultado negativo em casa, os girondinos deixaram o time exposto e pareciam convidar o visitante para um contra-ataque, a especialidade de Lucas. Foi, em um lance assim, que o brasileiro recebeu ótima enfiada de Verratti, nas costas da defesa do Bordeaux, e marcou pela primeira vez pelo PSG – um gol e quatro assistências, em 21 partidas. O camisa 29 fez ótimo segundo tempo, aproveitando o espaço cedido pelo rival, mas ainda falta aparecer em jogos onde tiver uma marcação mais apertada. Lucas ainda conseguiu colocar Ibrahimovic – duas vezes – e Rabiot na frente do goleiro adversário, porém ambos não converteram os gols. 


No ritmo do Mágico de Oz

 Özil já mostra que se encaixa muito bem no jogo do Arsenal, 90% de passes completos na partida (FourFourTwo Stats Zone)

No 4-2-3-1 de Arsene Wenger, Özil jogou livre. Prioritariamente, pelo centro, o alemão fez ótima exibição, ao encarrar, um Sunderland sujeito ao domínio do clube de Londres. Na maior parte do tempo, os gunners controlaram a posse, terminando com 69,4% do domínio dela. Além disso, os londrinos conseguiram jogar com a velocidade prometida, mesmo com Walcott em um dia ruim.   

A maior contratação da história dos gunners além de jogar pelo centro, também caiu pela esquerda, abrindo espaço para as chegadas pelo meio de Ramsey e Wilshere, titular pela ponta-esquerda. Mas foi Özil, que chamou a atenção, acostumado a criar chances de gols, o alemão proporcionou, nas últimas cinco temporadas, 382 oportunidades aos companheiros (maior número entre as cinco grandes ligas) e repetiu o desempenho na estreia pelo Arsenal. Foram quatro chances claras – duas para Giroud e duas para Walcott – surgidas através de seus pés e, um destes passes para o centroavante francês, resultou em gol.

O segundo gol veio em jogada de Jenkinson pela direita e belo arremate, de primeira, de Ramsey. Golaço, curiosamente com participação de dois dos cincos jovens, que tiveram os contratos renovados pelo Arsenal no final de 2012 – os outros, Wilshere, Oxlade-Chamberlain e Gibbs. O galês (seis partidas, cinco gols e uma assistência) ainda fez o terceiro (1 a 3, na partida), em jogada tramada por Özil e Giroud, que largou muito bem a temporada, quatro gols, em quatro partidas da Premier League.



Equilíbrio no Derby d’Italia

Pogba e Vida comemoram o empate frente à Inter: na Serie A, bianconeri e nerazzurri vêm empatados atrás de Napoli e Roma, com sete pontos (Ag. Reuters)

O Giuseppe Meazza recebeu o grande jogo da rodada no futebol mundial: o jogo entre Inter e Juventus. Mazzarri e Conte apostaram no mesmo sistema tático, o 3-5-2. Com isso, a partida foi muito estudada e os dois lados não tiveram tantas chances de gol. O resultado disso tudo o empate em 1 a 1. Primeiro os nerazzurri marcaram com Icardi, mas, dois minutos depois, Vidal empatou.

Deve se destacar que, com a chegada de Mazzarri, alguns jogadores que ainda não haviam se dado bem na Inter, conseguir elevar o nível de jogo. São os casos de Juan, Nagatomo, Jonathan e Álvarez (autor da roubada de bola e da assisência no gol nerazzurro), que largaram muito bem na temporada e foram bem no dérbi também. Do outro lado, chama a atenção como Vidal vem evoluindo, o ótimo jogador chileno parece um patamar acima do que já esteve na carreira e, hoje, está à frente de Pirlo na briga pelo protagonismo bianconero e, sem dúvida, é um dos 15 melhores jogadores do mundo. Na ausência de Marchisio (lesionado), Pogba vem compondo muito bem o meio-campo da Vecchia Signora.



O encaixe perfeito de Eto’o

 Eto'o estreou bem, mas com derrota (Getty Images)

Apesar da derrota, por 1 a 0, frente ao Everton, no Goodison Park mostrou que Eto’o é o centroavante ideal para o 4-2-3-1 dos blues. O camaronês interagiu muito bem com os três meias-atacantes, que se mexem muito, e encontraram no camisa 29, um jogador que também tem como característica esta mobilidade. Integração perfeita. A participação de Eto’o no jogo mostra como, em sua primeira partida, ele já se sentiu à vontade com a camisa azul do Chelsea: seis finalizações, três delas no gol; recebeu 30 passes, em vários setores do campo; e roubou duas bolas.

A derrota foi consequência das chances perdidas pelo Chelsea, que viu o Everton ser, praticamente, letal nas poucas oportunidades que construiu na partida. E olho em Ross Barkley, de apenas 19 anos, que foi o meia-atacante pelo centro no 4-2-3-1 de Roberto Martínez, e participou bastante da partida, criando boas oportunidades para o ataque dos toffees. A combinação de técnica e força física do jovem é bem interessante, vale prestar a atenção.