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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O nove espanhol

 Para Negredo, o caminho da Copa está passando pelos ótimos desempenhos em Manchester (Alex Livesey/Getty Images)

O último post do blog foi sobre camisas nove e este também será, falarei especificamente da lacuna na seleção espanhola. Na verdade, uma fraqueza que é recente, mas que não deverá durar até o Mundial. Pois, ao contrário dos últimos tempos, hoje, a roja tem opções para comandar o ataque na Copa de 2014 e Vicente del Bosque não terá tanta facilidade para escolher os homens de frente espanhóis, que virão ao Brasil neste ano.

Esqueça Villa e Fernando Torres, que formaram o ataque campeão da Euro 2008, quando, com Luis Aragonés (falecido nesta semana, uma dica: a homenagem do Xavi ao técnico, no El País, está sensacional), a Espanha apostava em um 4-4-2 – o primeiro foi o artilheiro e o segundo decisivo na final. A dupla também esteve no Mundial de 2010, mas, desta vez, só Villa foi titular o tempo todo (acabou artilheiro novamente), pois o camisa nove chegou com alguns problemas físicos, por conta de uma cirurgia no joelho às vésperas da Copa. Ainda por cima, Vicente del Bosque apostava em um 4-2-3-1. Porém, atualmente, ambos estão longe do nível que estiveram até 2010 e podem tranquilamente serem descartados.

A formação tática atual é o 4-3-3, portanto, o espaço para o centroavante segue ali, mas o nome está indefinido por enquanto. Além dos dois principais nomes do ataque no último Mundial, Soldado, Negredo e Llorente se revezaram como reservas na Copa de 2010, na Euro 2012 e na Copa das Confederações de 2013. Porém, os três jogadores, que mudaram de clube e de país na última janela de transferência, vivem momentos bem diferentes. O mais caro deles, Soldado não se firmou e perdeu espaço no Tottenham. Negredo, que também custo bastante para o City, está jogando muito bem na Inglaterra e, ao lado de Agüero, é titular do ataque dos citzens. Llorente não começou absoluto na Juventus, mas agora se firmou e cresceu de produção.
Diego Costa teve ótimo ano em 2013 e surge como forte candidato a uma das vagas no ataque da Espanha (AP Photo/Paul White)

Na seleção a história é semelhante, Soldado, que chegou a ser titular na Copa das Confederações, perdeu a posição durante a competição e ficou sem espaço na Espanha. Portanto, Llorente e, principalmente, Negredo se colocam como principais opções de centroavantes já conhecidos de Vicente del Bosque e estariam bem próximos da convocação à Copa. Mas, neste ano, uma alternativa surgiu com muita força, Diego Costa, que recentemente rechaçou o interesse de Felipão e optou por jogar pela roja. 

O jogador do Atlético de Madrid é a nova opção que não dá tranquilidade aos velhos conhecidos de Vicente del Bosque. O hispano-brasileiro é, dentre as opções espanholas, o que tem mais gols na temporada (veja a tabela no final do post) e tem sim boas chances de deixar Llorente ou Negredo de fora da Copa. Acredito que o técnico espanhol escolherá apenas dois centroavantes para o Mundial, pois recentemente, a roja alinhou várias vezes sem um nove clássico.

Além disso, a Espanha ganhou notoriedade no futebol mundial pelos meias que produz. Por isso, quanto mais meias puderem ser convocados, mais fácil será para Del Bosque fazer a difícil escolha. Deixando de lado os volantes, como Javi Martínez, Sergio Busquets e Xabi Alonso, ainda são muitas opções que estiveram nas grandes competições vencidas pela roja nos últimos anos: Xavi, Iniesta, David Silva, Santi Cazorla, Jesús Navas, Juan Mata e Pedro Rodríguez. Também não podemos esquecer de Koke e Thiago Alcántara, que estão muito bem em Atlético de Madrid e Bayern de Munique, respectivamente. E, se tiver mais espaço no Real, Isco poderá pleitear uma vaga. Portanto, mesmo que haja muitas vagas no meio-campo, Del Bosque não terá vida fácil.

Alternativa do falso nove

Mas está enganado quem pensa que ter só dois noves clássico na convocação limitará o técnico à dois nomes no centro do ataque. Fàbregas é o jogador para ser o falso nove da roja. Cesc já se posicionou no meio do ataque algumas vezes (na Euro 2012, por exemplo) e costuma fazer este papel no Barcelona, quando Messi não está em campo. Dos 22 jogos que entrou em campo nesta temporada, o camisa quatro blaugrana foi falso nove por dez vezes, marcando três gols e cedendo duas assistências. Apesar de não decepcionar no ataque, quando joga na dele (meia-central), Fàbregas rende mais. Por dar opções para Del Bosque, Cesc deve ser mais um dos meias da equipe e, ao mesmo tempo, o terceiro atacante do grupo.

Acredito que de início, a Espanha alinhará no 4-3-3, com um centroavante clássico no meio da defesa adversária, para dar opções diferentes ao “tiki-taka” espanhol, como jogadas de bolas aéreas. Mas, em algumas partidas do Mundial, o falso nove com Fàbregas será uma alternativa bem interessante.



Jogador
Gols
Assists
Jogos
Finalizações p/ jogo
Porcentagem de Passes completos
Álvaro Negredo (Manchester City)
14
4
28
2,5
75,6%
David Villa (Atlético de Madrid)
11
3
25
2,1
71,7%
Diego Costa (Atlético de Madrid)
24
4
25
3,5
75,5%
Francesc Fàbregas (Barcelona)
8
11
26
1,5
85,5%
Fernando Llorente (Juventus)
11
3
24
2,2
73%
Fernando Torres (Chelsea)
6
2
20
1,7
59,9%
Roberto Soldado (Tottenham)
8
4
22
2,4
74,7%
*números disponíveis no site WhoScored.com e que só englobam competições europeias (Liga dos Campeões e Liga Europa) e ligas nacionais.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A hora e a vez de Wilshere


Wilshere e Cazorla são as grandes esperanças do Arsenal para a próxima temporada. A combinação entre o inglês e o espanhol promete para 2013-14 (Arsenal.com)


O Arsenal está na Liga dos Campeões, como sempre desde que Arsene Wenger chegou; tem um elenco de regular para bom e um time titular forte. Porém já são oito anos sem um título e alguns setores da torcida acostumada às conquistas não confiam como já confiaram no comandante. Posto isto, mais uma vez, os gunners não parecem dispostos a realizarem grandes investimentos no mercado de transferências, o que tem relação com a filosofia adotada desde o princípio pelo técnico francês. Higuaín está muito próximo, mas, além dele, poucos nomes de impacto são especulados, talvez o único seja Fellaini. Muito pouco para quem quer quebrar o jejum de oito anos.

Por isso, neste ano, se Jack Wilshere tiver uma grande temporada isto deve ser preponderante para que o Arsenal retome a caminhada de títulos. O inglês chegou à base do clube norte-londrino em 2001 e evoluiu como meia-atacante – chegando a ser comparado à Dennis Bergkamp. Em 2008, aos 16 anos e 256 dias estreou no Campeonato Inglês, como jogador mais jovem do clube a atuar em uma partida do Campeonato Inglês. Porém, o inglês apareceu mesmo em 2010-11, após um empréstimo de um ano ao Bolton, quando pôde evoluir bastante.

A surpresa de todos é que Wilshere se tornou titular jogando ao lado de Song, como meia-central, no 4-2-3-1 de Arsene Wenger. Desta forma, o, à época camisa 19, se destacou combinando com Fàbregas para armação de jogadas, com passes precisos e visão de jogo apurada. Aliado à isso, o inglês apresentou o comportamento um pouco explosivo e colecionou cartões oito amarelos e um vermelho, porém, com mais tempo no time principal, evoluiu mentalmente. O bom desempenho deu à Wilshere o prêmio de jogador jovem do ano pela associação de futebolistas profissionais, que também lhe deu um lugar no time da temporada da Premier League.

Portanto, com a saída de Fàbregas para o Barcelona, 2011-12 seria o ano para o camisa 19 liderar o meio-campo dos gunners. Porém, uma lesão no tornozelo agravada posteriormente, tirou Wilshere da temporada inteira e, além de impedir que entrasse em campo pelo Arsenal, deixou ele fora da Olimpíada de Londres e da Euro 2012.

Na temporada passada, o meia-central vestindo a dez conseguiu jogar, mas os 14 meses parado pesaram e o rendimento esteve longe de ser o dos melhores dias – 34 jogos (oito vindo do banco), quatro gols e duas assistências. Porém, Wilshere teve as melhores atuações na metade final da temporada, quando os gunners cresceram de produção, o que dá esperança ao Arsenal.

Portanto, após aumentar o desempenho em 2013 e com tempo para fazer uma pré-temporada correta, o que não ocorreu nos últimos dois anos, Wilshere terá que mostrar a evolução que promete há muito tempo. Em entrevista concedida à David Hirsey, do espnfc.com, o jogador afirmou que está “100 por cento” e ressaltou os problemas causados pela falta da preparação adequada para o ano: “Eu não faço uma (pré-temporada) há dois anos e, uma vez que você não faz, você está sempre correndo atrás do prejuízo”.

O camisa dez terá um parceiro interessante como Cazorla para liderar a armação de jogadas, provavelmente, para Higuaín, Walcott e Podolski, o que não deve ser nada mal. O encaixe do jogo do inglês com Santi parece ser perfeito, pois o espanhol é mais incisivo e Wilshere é um grande passador. Sobre isso, o camisa dez dos gunners é cauteloso e, na mesma entrevista já citada, explicou: “nós ainda precisamos entender como cada um de nós joga. Eu jogarei atrás e Carzola estará na minha frente, como foi com Fàbregas, em nossa primeira temporada juntos. Mas eles são diferentes, o meu companheiro atual prefere receber a  bola mais à frente, enquanto Cesc voltava para buscar a redonda. Porém, nós estamos desenvolvendo um bom entendimento, que será ainda melhor nesta temporada”.

Alvos interessantes no setor ofensivo e um bom parceiro para criar pelo centro parece ser um ótimo cenário para Wilshere deixar de ser um bom jogador e virar o craque que prometeu no início da carreira. Os ingleses sempre consideraram o jovem como o inglês com maior potencial futebolístico desde o surgimento de Rooney. Este ano será crucial para o camisa dez dos gunners provar isso, garantir sua presença na Copa do Mundo de 2014 e, quem sabe, recolocar o Arsenal na rota dos títulos.

O contexto para a explosão parece ser perfeito para o jogador que definiu a trajetória futebolística ao EspnFC.com como “Excitante, frustrante e promissora”.

domingo, 1 de julho de 2012

Afinal, a melhor Roja



Espanha bicampeã da Eurocopa 2012, com 19 remanescentes do título mundial de 2010 (Getty Images)

A final reuniu a Espanha, favorita desde o início, e a Itália, uma das maiores surpresas do torneio. Deu a furia, que honrou o apelido e atropelou a Squadra Azzurra na final, com um 4 a 0 convincente. Foi a melhor roja de todo o torneio, “gastando” a bola, mas tendo profundidade e verticalidade, mesmo adotando – mais uma vez – a alternativa do “falso nove” Fàbregas.

A Itália não repetiu a estratégia do jogo de estreia na competição, contra a mesma Espanha e, desta vez, veio no 4-3-1-2 – formação que mais utilizou na competição. Porém, desde o início, a roja, que muitas vezes tinha sido pragmática e até chata no torneio, mostrou que na decisão seria diferente. Os espanhóis guardaram o melhor para a final. Foram 15 minutos empurrando a Itália para o próprio campo. A pressão deu resultado e, em uma enfiada genial de Iniesta, Fàbregas recebeu nas costas de Chiellini e curzou para trás, onde Silva apareceu para marcar.

Depois do gol, a Nazionale cresceu e passou a dominar as ações, com Cassano bem. Porém, a Itália não chegou a assustar o goleiro Casillas, completamente seguro nas bolas, que foram no gol que defendia. O nome da semifinal, Mario Balotelli estava apagado e o craque italiano na competição, Andrea Pirlo também não vivia grande jornada. Com isso, no final do primeiro, a Espanha deu mais um golpe na Squadra Azzurra: Jordi Alba começou a jogada atrás do meio-campo, tocou para Xavi e disparou para a área. O resultado foi um passe perfeito de xavinho nas costas de Barzagli e o 2 a 0 no placar.

Com a situação bastante adversa, os italianos voltaram de forma diferente: postura mais ofensiva e com Di Natale na vaga do esgotado Cassano, que fez bela Euro 2012. O atacante da Udinese teve duas boas chances para marcar, mas não conseguiu. Ou seja, a situação seguia a mesma. Quando tinha a bola, a Espanha criava também e chegou a assustar Buffon. Fàbregas, Silva, Xabi Alonso, Busquets e, principalmente, a dupla Xavi e Iniesta davam o tom no meio-campo. Prandelli tentou a sua última cartada cedo e sacou o apagado Montolivo e colocou Thiago Motta, tinha Giovinco e Diamanti no banco se quisesse arriscar mais.

O treinador italiano que faz ótimo trabalho frente à Nazionale desde o meio de 2010 teve azar. O seu escolhido se contundiu três minutos depois de entrar em campo e a Itália ficou com dez em campo, decretando o final da partida. A Espanha teve ainda mais espaço e, com isso, além do toque de bola insistente, os contra-ataques passaram a ser cada vez mais comuns e eficientes. Torres entrou e logo marcou, após mais uma bela assistência de Xavi, que até esta partida, fazia uma Eurcopa bastante discreta e executou um recital na final.

Mata e Fernando Torres, campeões europeus pelo Chelsea e pela Espanha (Getty Images)

Com o 3 a 0 e o terceiro gol de Torres na Euro 2012, mesmo sem jogar todas as partidas, ele se tornava um dos artilheiros do torneio. Mas faltava um outro gol ou uma assistência (critério de desempate) para ser o dono da chuteira de ouro da competição e o passe decisivo veio para um companheiro também campeão europeu pelo Chelsea. Mata, que havia acabado de entrar, recebeu de “El Niño” e, em seu primeiro toque na bola na Eurocopa, empurrou para as redes: 4 a 0, em Kiev.

A goleada sobre a boa Itália na decisão mostra, que mesmo sem querer, a Espanha executou sua melhor partida na final. Veio sem Puyol e se virou, sofrendo apenas um gol na campanha campeã; não teve o maior artilheiro da sua história, Villa e também conseguiu produzir ofensivamente; não viu Xavi fazer grande campeonato, mas a ausência do grande futebol do número oito da roja, não fez falta e, com isso, a Espanha mostra a força de um grupo e, principalmente, do futebol no país. Pela primeira vez na história, uma seleção consegue ganhar a copa continental duas vezes seguidas, tendo vencido a Copa do Mundo entre os títulos. Os espanhóis hoje têm o melhor futebol do mundo e, além disso, têm uma base muito forte, por conta disso, no futuro, devemos ver a furia brilhando ainda mais.

A derrota italiana não pode fazer com que o bom trabalho de Prandelli seja esquecido. A Itália volta ao protagonismo com ele. O caminho até 2014 será duro, mas a Squadra Azzurra deve chegar forte ao Brasil e terá um grande personagem, Mario Balotelli, um dos que mais sentiu o golpe da derrota.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

No pote dos transferíveis

Fàbregas: ainda capitão do Arsenal, mas até quando? (Action Images)

Esta é a situação do capitão dos gunners. A situação é simples, no último sábado, dia nove, o Arsenal anunciou a lista de atletas que irão à Ásia para participar da pré-temporada da equipe no oriente e a ausência de um nome chamou a atenção. Fàbregas está fora da lista, justamente quando o Barcelona mais fala de sua contratação, inclusive já desenhando uma forma do catalão encaixar no esquema blaugrana.

O técnico Arsene Wenger já disse que pretender contar com Fàbregas e Nasri – outro jogador bastante procurado no mercado -, mas a questão é: o Arsenal quer abrir mão do alto valor das possíveis transferências de ambos? Principalmente no caso de seu camisa quatro, que fez uma temporada ruim, foi perseguido por lesões durante ela toda e apresenta estar cada vez mais desgatado em Londres.

O curioso é que se o leitor teve a atenção de olhar a lista dos atletas que viajaram, perceberá que o camisa oito foi à Ásia, o que pode confirmar o que penso. Nasri deve ficar, pois tem rendido mais e não acumula o desgate do catalão. Além disso, Almunia e Bendtner também não entraram no avião que rumou ao oriente. O curioso é que Wenger já declarou que os dois podem deixar o Arsenal, aí voltamos ao começo do texto: sim, Fàbregas ficou em Londres como os outros transferíveis do elenco.

Porém, o site oficial dos gunners, explica esta ausência. Fàbregas ficou em Londres para o final de sua recuperação de uma lesão muscular, sofrida no final da temporada passada. Nos resta esperar pra ver, mas, sinceramente, não entendendo e nem aceito a justificativa oficial do clube, creio que Fàbregas pode realmente estar se mandando.

Gosto muito do futebol do camisa 4, mas é verdade que a última temporada foi decepcionante e a história com o Barcelona ficou chata. O ideal para o Arsenal seria vendê-lo por um valor alto e reinvestir o dinheiro nas posições carentes do elenco, a defesa, por exemplo. Assim, o negócio deve ser vantajoso para os gunners, que perderão o capitão e jogador capaz de contribuir com 28 gols do Arsenal na Premier League de 2009-10 (15 gols e 13 assistências).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O craque das oitavas


 Cesc Fàbregas e Jack Wilshere, o jovem conta com o apoio e a amizade do espanhol para evoluir seu futebol, quem não gostaria de aprender com Fàbregas? - Shaun Botterill/Getty Images Europe

As oitavas-de-final da Liga dos Campeões 2010-11 começaram nesse último meio de semana. E o destaque das primeiras quatro partidas, foi o jovem meia-central do Arsenal, Jack Wilshere. Com 19 anos, o camisa 19 dos gunners já é titular da equipe. A vaga entre os 11 iniciais veio no início da temporada 2010-11, porém o que causou estranheza aos fãs foi a posição em que Arsene Wenger resolveu escalá-lo, a volância.

Na base, Wilshere alternou entre o lado do campo e a posição de meia-atacante. Mas, na equipe principal foi escalado como volante no 4-2-3-1 e rendeu muito bem. Às vezes, o camisa 19 pecou pelo excesso de força em alguns lances. O amadurecimento veio aos poucos, e com mais partidas no Arsenal, Wilshere passou bater menos, subindo de produção.

Capello convocou o meia-central pela primeira vez para a seleção inglesa, logo no primeiro jogo pós-Copa do Mundo de 2010. Depois o italiano chamou o jovem para mais dois encontros do English Team. No último jogo contra a Dinamarca, Wilshere foi titular ao lado de Lampard no centro do meio-campo.

A carreira profissional ainda é curta, mas o jovem meia mostra deiversas qualidades. Além de conseguir marcar bem, Wilshere é ótimo nas saídas de bolas e nas assistências. Contra o Barcelona, o camisa 19 foi o melhor em campo e o ao final da partida apresentou um incrível aproveitamento nos passes (tentou 48 passes e acertou 40, 83% de aproveitamento). A Inglaterra tem um novo box-to-box, sorte do Arsenal e sorte de Capello.

Com a ótima exibição do camisa 19, aliada a boa entrada de Arshavin e à boas participações de Fàbregas e Koscielny, o Arsenal jogará em Barcelona com a pequena vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 2 a 1. A ligeira liderança no confronto, pode ser fundamental para a classisficação dos Gunners.

Wilshere ainda acabou o jogo com as camisaa de Messi e Xavi, e já avisou que no Camp Nou irá atrás de Iniesta. Veja a história de humildade e de timidez do craque da partida no Globoesporte.com.

Abraço a todos