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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Os melhores jogadores do mundo 2013-14

Nos últimos dois anos, o Blog, assim como a FIFA, elegeu os melhores do mundo entre dezembro e janeiro. Porém, desta vez, farei da forma que acho mais correta, portanto, a lista será divulgada nesta postagem, levando em conta os desempenhos dos atletas, na temporada 2013-14. Afinal, os melhores do mundo estão na Europa, portanto, o óbvio na hora de premiar é seguir o calendário do melhor futebol do planeta. As estatísticas que serão apresentadas ao longo do texto são do ótimo site inglês Transfermarkt. 

Ao contrário de 2012, quando selecionei dez jogadores, agora em 2014, repetirei os 15 escolhidos do ano passado. O número um pouco maior é para tentar evitar polêmicas e não deixar de premiar nenhum jogador que teve destaque em 2013-14. Mas, mesmo assim, nem todos os jogadores que gostaria, alcançaram o top 15. As ausências mais sentidas por mim – e, provavelmente, por vocês – foram Thomas Müller, Andrés Iniesta e Neymar Júnior. 

Portanto, vamos aos escolhidos:

1°- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal): 

Ninguém conseguiu segurar Cristiano Ronaldo, em 2013-14 (Getty Images)

A FIFA reconheceu Cristiano Ronaldo como melhor do mundo, depois de anos de domínio de Lionel Messi. Mais goleador do que nunca, o camisa sete foi o um dos principais responsáveis pela décima conquista continental do Real Madrid. Na Liga dos Campeões, o Gajo balançou as redes 17 vezes em onze jogos, e quebrou o recorde de gols em uma única edição. Aliando força, velocidade e técnica, o craque português também foi artilheiro do Espanhol, com 31 gols, e, no título da Copa del Rey, marcou três vezes. Vestindo blanco, Ronaldo jogou 47 vezes, marcou 51 tentos e cedeu 19 assistências. O camisa sete também foi o responsável pela classificação de Portugal ao Mundial do Brasil, pois, na repescagem, marcou os quatro gols portugueses contra a Suécia, que garantiram a vitória por 4 a 2, no placar agregado. Na Copa do Mundo, o Gajo chegou incomodado, por conta de uma lesão, que acompanhou o final de temporada dele, por isso, apenas um gol e a eliminação da Seleção das Quinas na primeira fase. 

2°- Ángel di María (Real Madrid-ESP – Argentina): 

A comemoração de Di María foi repetida muitas vezes, nesta temporada, quando se concretizou entre os melhores do mundo (AFP)

Com a chegada de Gareth Bale por valores astronômicos, o Real Madrid cogitou vender Di María, mas o camisa 22 merengue optou por lutar pela vaga entre os onze e não deixou o clube espanhol. Com lesões e problemas para encaixar o time, "El Fideo" começou a aparecer como titular e trouxe equilíbrio aos blancos. Nos planos de Ancelotti, o argentino se tornou um meia no 4-3-3, que apoiava o ataque e também ajudava na marcação. Assim, foi o grande assistente madridista com 26 assistências, muitas delas, decisivas para vitórias da equipe. A velocidade, a visão de jogo e a precisão dos passes foram as principais características das atuações, por isso, os oito gols marcados ficaram em segundo plano. Na Copa do Mundo, Di María seguiu os bons desempenhos e marcou um gol decisivo, nas oitavas de final, contra a Suíça, no final da prorrogação. Por muitos momentos, foi melhor que Messi. Talvez se o camisa sete albiceleste não tivesse se machucado, nas quartas de final, a Argentina poderia ter chegado ao título. 

3°- Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain – Suécia): 

Ibrahimovic chuta a bandeira de escanteio, após marcar um gol: matador e marrento como nenhum outro jogador do mundo (Benoit Tessier/Reuters)

Durante todo o ano, havia uma dúvida no mundo: quem é o melhor camisa nove do planeta, Ibrahimovic ou Luis Suárez? Ao final da temporada, o sueco pode ostentar este título – ao menos, para este blog. Apesar do crescimento do Monaco, o PSG conseguiu o título da Ligue 1, com alguma tranquilidade, pois tinha um comandante de ataque especial. Ibra começou a temporada como falso nove e, por isso, alcançou bons números nos gols e também nos passes: em 46 jogos, foi às redes 41 vezes e deu 18 assistências – artilharia do Francês e a vice na Liga dos Campeões. Na competição européia, os dez gols do sueco foram fundamentais para a chegada às quartas de final, porém, sem o camisa dez na partida em Stamford Bridge, o PSG parou por aí. Na seleção, Ibrahimovic bem que tentou, mas, no duelo contra Cristiano Ronaldo, acabou superado pelo craque português e ficou fora da Copa. 

4°- Lionel Messi (Barcelona – Argentina): 

Em 2013-14, Lionel Messi não esteve tão iluminado como em anos anteriores, mas, mesmo assim, atingiu altos índices em gols e assistências (David Ramos/Getty Images)

Em 2013-14, Messi não repetiu o nível futebolístico dos últimos anos, muito por conta de problemas físicos, que o acompanharam em toda a temporada e, principalmente, nos momentos decisivos. Porém, mesmo em uma fase de baixa, o camisa dez blaugrana apresentou números impressionantes: em 46 partidas, 41 gols e 15 assistências. Portanto, apesar de não ter jogado como antes, “La Pulga” conseguiu participar de mais de um gol por jogo. Menos intenso, os brilhos esporádicos apareceram, como no 3 a 4 sobre o Real Madrid, onde o craque argentino marcou três vezes e ainda assistiu o outro gol barcelonista. Na Copa do Mundo, Messi foi um dos melhores argentinos e, sem ele, a albiceleste teria muitos problemas para ultrapassar a primeira fase. Assim como no clube, na seleção, o camisa dez não teve atuações lineares, mas apareceu com quatro gols decisivos (todos na fase de grupos) e a assistência igualmente importante contra a Suíça, nas oitavas de final. Por isso, foi eleito o Bola de Ouro do Mundial, escolha que o blog não concorda. 

5°- Luis Suárez (Liverpool-ING – Uruguai): 

Luis Suárez comemorou muitos gols e foi decisivo para o Liverpool, em 2013-14, mas ficou devendo - mais uma vez - na questão disciplinar (Andrew Powell/Liverpool FC via Getty Images)

Se não fosse a questão disciplinar, Luis Suárez seria um dos melhores jogadores do mundo. Em 2013-14, apesar de ter que cumprir seis jogos de suspensão, no início da English Premier League, o uruguaio conseguiu se concretizar como um dos principais futebolistas da atualidade. Na EPL, foram incríveis 31 gols e 21 assistências, em 33 partidas, o que resultou na eleição dele como melhor jogador da liga, pelos jogadores, público e jornalistas. Por conta dos ótimos desempenhos do camisa sete dos reds, a equipe ficou muito próxima do título, que não vem desde 1989-90. Quando o Liverpool precisava, Suárez era capaz de decidir os jogos sozinho, com dribles, poder de finalização e raça incrível. O salteño seria a principal esperança dos charrúas para a Copa do Mundo, porém, às vésperas do início da competição, se lesionou e foi operando, largando a disputa no banco. O camisa nove celeste reapareceu contra a Inglaterra e marcou os dois gols que garantiram a vitória uruguaia, mostrando o poder decisão. Porém, na última rodada da fase de grupos, a mordida em Chiellini e a suspensão de nove partidas internacionais e quatro meses de banimento do futebol. Novamente, a parte disciplinar atrapalhou Luis Suárez. 

6°- Yaya Touré (Manchester City – Costa do Marfim): 

Yaya Toure liderou o Manchester City ao título da Premier League, em temporada que marcou mais gols do que habitualmente (Alex Livesey/Getty Images)

Não há duvidas que, em 2013-14, o mundo viu o melhor de Yaya Touré. Forte na defesa, incrivelmente relevante no ataque e capaz de decidir jogos constantemente, o costa-marfinense foi o grande fator que levou o Manchester City ao título inglês, com arrancada incrível na reta final. O meia-central foi o terceiro artilheiro da Premier League, com 20 gols (muitos de falta) e nove assistências, decidindo várias partidas. Ao todo, na temporada, balançou as redes 24 vezes e cedeu 12 passes decisivos. Sem ele, os citzens não teriam vencido a Liga e a Copa da Liga. No Mundial de 2014, o camisa 19 dos elefantes, assim como toda a equipe costa-marfinense, decepcionou e, sem ser relevante, caiu na primeira fase. Porém, o desempenho no City rendeu a Yaya Touré, pela terceira vez consecutiva, o título de melhor jogador africano do ano, um feito que nenhum futebolista havia alcançado. 

7°- Marco Reus (Borussia Dortmund-ALE – Alemanha): 

Marco Reus foi impressionante e parece capaz de liderar um novo Dortmund, sem Götze e Lewandowski (Getty Images)

O Borussia Dortmund teve uma temporada dominada por lesões, figuras centrais ficaram fora dos onze iniciais e ainda perderam Mario Götze. Mas, apesar disso, a equipe conseguiu alguns bons resultados. Um dos principais responsáveis por isso foi Marco Reus. Na Supercopa da Alemanha, o jogador marcou dois gols e deu uma assistência, no 4 a 2 dos aurinegros sobre o Bayern. Com muita velocidade, habilidade e técnica, o camisa onze se destacou marcando e assistindo os companheiros. O ponta-esquerda marcou 16 vezes e cedeu 14 assistências, liderando a Bundesliga no segundo quesito. Somando as demais competições, sete gols e nove passes decisivos. Portanto, não há dúvida, o vice-campeonato do Alemão, da Copa da Alemanha e a chegada às quartas de final da Liga dos Campeões tiveram muita relação com os desempenhos de Reus. Na seleção, o jogador aurinegro ganhou espaço nesta temporada e disputou cinco jogos, porém, por conta de uma lesão, não veio ao Brasil, ficando de fora da campanha campeãa mundial.

8°- Arjen Robben (Bayern de Munique – Holanda): 

Robben mostrou nível espetacular pelo Bayern, em 2013-14, mas foi pela Holanda que assustou mais os adversários (Reuters)

O Bayern de Munique foi o time da posse de bola e troca de passes, mas a verticalidade e o desequilíbrio não desapareceram. Robben foi o principal responsável pela quebra das defesas adversárias, com os dribles, normalmente buscando a canhota com extrema velocidade e categoria. Com onze gols e seis assistências, o camisa dez bávaro foi muito importante para a conquista da Bundesliga, com recorde de antecedência. No outro título da temporada, a Copa da Alemanha,  marcou quatro vezes e assistiu cinco. Ao todo, em 2013-14, o holandês conseguiu 21 gols e 17 assistências, em 45 aparições. Os números não refletem exatamente a enorme importância de Robben, que talvez, tenha ficado mais clara apenas na Copa do Mundo. No Brasil, o camisa onze da Holanda foi o principal propulsor da equipe ao terceiro lugar, pois o elenco de Van Gaal não era dos mais qualificados e era muito jovem. Com gols, dribles e passes, para muitos – inclusive, este blog –, o carequinha foi o melhor jogador do Mundial 

9°- Arturo Vidal (Juventus – Chile): 

Apesar de ter vencido apenas um título, Vidal pode comemorar uma temporada muito boa, em que foi a estrela bianconera (Getty Images)

Este é mais um típico de caso de jogador, que, em 2013-14, atingiu o melhor nível de futebol. Vidal é importante para a Juventus desde que chegou, porém, neste ano, se tornou mais dono do time do que Pirlo. No 3-1-4-2 de Antonio Conte, o chileno é um dos meias-centrais, que atuam à frente do camisa 21, e, por isso, se divide em ações defensivas e ofensivas. Mesmo executando função dupla, o camisa oito bianconero é incansável e traz intensidade durante todo o tempo que está em campo. O “Rei Arturo” foi fundamental para o terceiro scudetto consecutivo da Velha Senhora e, na campanha, colaborou com onze gols e seis assistências – ao todo, marcou 18 vezes. No final da temporada, uma lesão tirou o jogador de partidas decisivas e quase complicou a participação dele no Mundial. Porém, Vidal chegou ao Brasil e, em três jogos, conseguiu ajudar o Chile a chegar às oitavas de final da disputa. A impressão é que o meia-central ficou devendo um pouco na Copa, onde a questão física pesou em seu desempenho. 

10°- James Rodríguez (Monaco – Colômbia): 

Pela Colômbia, James Rodríguez foi uma das grandes estrelas do Mundial 2014, competição em que foi artilheiro, com seis gols (Reuters)

Não foram poucos que descobriram o camisa dez colombiano durante a Copa, porém, para os que acompanham o futebol internacional com mais profundidade, não existiu nenhuma surpresa. Ótima visão de jogo, bons passes, habilidade extrema e chutes precisos são características antigas do jogo de James, mas, nesta temporada, tudo foi realizado no mais alto nível. O colombiano demorou a ser firmar no Monaco, porém, ao longo do ano, passou a se sentir mais à vontade no principado e liderou o time ao vice-campeonato da Ligue 1, com 13 assistências – um dos líderes no quesito na França. Além disso, a jovem estrela ainda marcou nove vezes. Mas foi o desempenho no Mundial que colocou James Rodríguez em destaque na lista. Artilheiro da Copa com seis gols (dois deles golaços) em cinco jogos, o dez cafetero também cedeu dois passes decisivos. Sem Falcao García lesionado, a Colômbia teve o chuteira de ouro como grande propulsor da ótima campanha no Brasil. 

11°- Diego Costa (Atlético de Madrid – Espanha): 

Diego Costa mostrou muito com a camisa rojiblanca e foi um dos grandes responsáveis pela conquista da Liga pela equipe (Alexander Klein/AFP/Getty Images)

O sergipano de Lagarto não é dos jogadores mais técnicos do mundo, mas deixa isso de lado com força, raça e velocidade. Diego Costa foi o símbolo do futebol do Atlético de Madrid de Diego Simeone, que incomodou – e muito – os gigantes da Espanha e da Europa. Em La Liga 2013-14, o camisa nove rojiblanco marcou 27 vezes e assistiu cinco, em 35 partidas. Assim, o hispano-brasileiro foi o principal destaque do Atléti, que conseguiu quebrar a hegemonia de Barcelona e Real Madrid, que vinha há dez anos, e ganhou o primeiro título espanhol em 18 anos. Na principal competição do planeta, a Liga dos Campeões, Diego Costa marcou um gol a cada 72 minutos em campo (ao todo, oito) e ainda cedeu duas assistências. Novamente com o camisa nove como destaque, o Atlético chegou à final da disputa, contra o Real Madrid. Na decisão em Lisboa, mesmo machucado, o camisa nove foi titular, mas a lesão voltou a incomodá-lo e obrigou que ele fosse substituído. Desta forma, o centroavante teve a sua ida à Copa do Mundo em dúvida, porém, Vicente Del Bosque não abriu mão do jogador e o trouxe ao Brasil. Mas, no Mundial de 2014, o desempenho de Diego Costa – e toda a Espanha – foi muito ruim e, assim, terminou a ótima temporada de forma melancólica. 

12°- Manuel Neuer (Bayern de Munique – Alemanha): 

Ninguém voou tão alto quanto Neuer, que foi o melhor goleiro da temporada e um dos melhores na Copa do Mundo (Adrian Dennis/AFP/Getty Images)

Nas duas últimas temporadas, o camisa um do Bayern de Munique se concretizou como o melhor goleiro do mundo. Com 1,93m, Neuer se destaca pelo bom posicionamento, a segurança, mas também pelos reflexos muito apurados e a força na saída do gol, seja por cima ou por baixo. Ele foi o líder da linha defensiva bávara, que, em 34 rodadas da Bundesliga 2013-14, sofreu apenas 23 gols. Ser vazado poucas vezes colaborou com o título alemão e foi importante para a conquista da Copa da Alemanha. Apesar das duas taças (três, contado a Supercopa da UEFA), o Bayern não teve uma temporada tão marcante como 2012-13, porém, 2014 reservava o Mundial e, no Brasil, Neuer deixou desempenhos marcantes. A conquista da Alemanha teve o camisa um entre os grandes destaques. Contra a França, nas quartas de final, foram diversas defesas e, nos minutos decisivos, com uma só mão, parou um arremate de Benzema, que levaria o jogo à prorrogação. Na semi e na final, o jogador do Bayern não teve tanto trabalho, porém, quando exigido, apareceu bem e garantiu a Luva de Ouro da Copa do Mundo de 2014. 

13°- Gareth Bale (Real Madrid – País de Gales): 

Talvez o principal mérito de Bale tenha sido combinar muito bem com o principal craque madridista, Cristiano Ronaldo (Getty Images)

Contratado por um valor não revelado, mas que deve chegar aos 100 milhões de euros, Gareth Bale mostrou o que já havia apresentado no Tottenham: convívio perfeito entre exuberância física e qualidade técnica. Mostrando tudo isso, o galês chegou ao Real Madrid e, mesmo jogando fora de posição (nos Spurs, atuava pela esquerda e pelo centro), logo se adaptou à ponta-direita e se tornou peça chave no elenco madridista. Ao longo de toda a temporada, camisa onze marcou 22 gols e deu 19 assistências e, na Liga dos Campeões, foi ainda mais importante, pois anotou seis vezes e cedeu quatro passes decisivos. Bale soube ser o coadjuvante de luxo de Cristiano Ronaldo e, quando o português não esteve em campo, não teve problemas para assumir o protagonismo. 

14°- Philipp Lahm (Bayern de Munique – Alemanha): 

Capitão da Alemanha, Philipp Lahm teve a honra de levantar a Copa do Mundo, competição em que foi muito bem (DPA)

Melhor lateral do mundo e um dos melhores da história, com a chegada de Pep Guardiola ao Bayern de Munique, Lahm passou a ser colocado como 1° volante no 4-1-4-1 (4-3-3) do técnico catalão. A idéia era ter uma saída de bola mais limpa, aproveitando do bom passe do camisa 21, que também seria útil para ditar o ritmo das partidas. Apesar de ótimas exibições na nova função, o capitão bávaro perdeu um pouco da relevância ofensiva, em 48 jogos pelo clube, fez apenas um gol e cedeu nove assistências – números mais baixos do que ele produziria na posição de origem. Na seleção alemã, Löw iniciou a Copa com Lahm na volância, com as mesmas idéias de Guardiola e, desta forma, o jogador do Bayern se concretizou como melhor passador da competição: acertou 562 passes dos 651 que tentou (índice de 86%). Porém, na reta final, o capitão voltou a ser lateral-direito e cresceu seu rendimento ofensivo, fechando o Mundial com duas assistências. A queda dos números de ataque do camisa 16 da Alemanha deve fazer o técnico do clube repensar no posicionamento, para, na próxima temporada, Lahm alcançar uma posição mais alta neste ranking. 

15°- Luka Modric (Real Madrid – Croácia): 

Com a chegada de Bale, ex-companheiro de Tottenham, Modric esteve mais à vontade nesta temporada e foi relevante nas conquistas madridistas (Manu Fernandez/AP)

Na primeira temporada em blanco, Modric não foi o jogador que já havia sido na carreira, porém, no segundo ano em Madri, a relevância aumentou muito. Seja no 4-3-3 ou no 4-4-2 de Carlo Ancelotti, o croata teve muita importância como meia-central, ajudando na defesa e no ataque. A elevada qualidade técnica do ex-jogador do Tottenham foi fundamental para a saída de bola e para boa conexão entre o meio e ataque madridista. Na temporada que culminou com os títulos da Copa Del Rey e da Liga dos Campeões, Modric fez dois gols e cedeu oito assistências, nas 49 partidas, em que disputou 3.875 minutos. Na seleção, ostentando a camisa dez, foi importante para a classificação ao Mundial. Mas, na Copa do Mundo, a Croácia não esteve bem e, por isso, o craque do meio-campo acabou não se destacando muito, ficando mais para trás na nossa lista.

sábado, 7 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo D

Uruguai
Óscar Tabárez sabe muito de futebol, tem o elenco uruguaio na mão e ainda tem Suárez, o melhor jogador da Premier League (EFE)

Técnico: Óscar Tabárez-URU

Time-base (4-4-2): Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín, Cáceres; Stuani, Arévalo Ríos, Gargano, Cristian Rodríguez; Suárez e Cavani.

Craque: Luis Suárez – Liverpool-ING

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: 12 (campeão em 1930 e 1950)

Ranking da Fifa: 7º

Campanha nas Eliminatórias (18J-8V-5E-5D-30GP 25GC-5SG)

Primeira fase:
Uruguai 4x2 Bolívia
Paraguai 1x1 Uruguai
Uruguai 4x0 Chile
Uruguai 1x1 Venezuela
Uruguai 4x2 Peru
Colômbia 4x0 Uruguai
Uruguai 1x1 Equador
Bolívia 4x1 Uruguai
Uruguai 1x1 Paraguai
Chile 2x0 Uruguai
Venezuela 0x1 Uruguai
Peru 1x2 Uruguai
Uruguai 2x0 Colômbia
Equador 1x0 Uruguai
Uruguai 3x2 Argentina

Repescagem Mundial:
Jordânia 0x5 Uruguai
Uruguai 0x0 Uruguai

Depois de realizar uma ótima campanha na Copa de 2010, quando ficou no quarto lugar, posição que não alcançava desde 1970, o Uruguai passou por altos e baixos. No período entre copas, os charrúas largaram bem na disputa pela vaga entre as 32 seleções que virão ao Brasil, venceram a Copa América 2011, ficaram cinco jogos sem vencer nas eliminatórias, fizeram boa Copa das Confederações, e, na reta final da briga para vir ao país vizinho, conseguiram a classificação para a repescagem. Nos playoffs, com tranquilidade, os uruguaios despacharam a Jordânia e se classificaram a Copa de 2014.

Os diversos altos e baixos citados não vieram por conta de mudança de trabalho ou dos rumos que a Celeste estava tomando. Afinal, no período, o Uruguai foi sempre comandado por Óscar Tabárez (desde 2006 à frente do futebol do país) e, na maioria das vezes, esteve com grupo muito semelhante àquele que esteve no último mundial. Apesar de ter muitos pontos positivos, a manutenção do plantel também traz coisas negativas ao técnico. Alguns líderes do grupo que já não vivem o melhor momento da carreira, como Lugano e Forlán seguem presentes e com relevância dentro do trabalho de Tabárez.

Quem merece muito estar no grupo uruguaio é a dupla Suárez e Cavani, que marca gols com extrema facilidade. Juntos, os atacantes marcaram 47 gols nas ligas nacionais que disputaram, números que fazem a maior parte dos rivais ter inveja da dupla ofensiva charrúa. Além disso, ambos contribuem sem a bola e podem criar chances passando para os companheiros. Nesta temporada, Suárez cedeu 12 assistências, na Premier League, e Cavani passou para dois gols, na Ligue 1. Ademais da dupla que centraliza a esperança de gols, o esquema que Tabárez utilizou na repescagem para o Mundial, o 4-4-2 prioriza a marcação e a liberdade para os dois homens de frente. Com esta forma de jogar, não será fácil vazar o goleiro Muslera.

Por tudo isso, apesar de estar em um grupo difícil, o Uruguai tem boas possibilidades de alcançar a segunda fase da Copa do Mundo. E não há como esquecer que Tabárez está no banco e, no último Mundial, o técnico soube transformar um início ruim na melhor campanha celeste em 30 anos. O conhecimento e a confiança que o Maestro tem do elenco poderão ser decisivos para deixar ou Inglaterra ou Itália para trás e alcançar a segunda fase. A partir daí, o Uruguai promete ser adversário ainda mais duro.

Goleiros: 1- Fernando Muslera (Galatasaray-TUR), 23- Martín Silva (Vasco-BRA) e 12- Rodrigo Muñoz (Libertad-PAR);
Defensores: 2- Diego Lugano (West Bromwich-ING), 3- Diego Godín (Atlético de Madrid-ESP), 13- José María Giménez (Atlético de Madrid-ESP), 22- Martín Cáceres (Juventus-ITA), 16- Maxi Pereira (Benfica-POR), 4- Jorge Fucile (Porto-POR), 19- Sebastián Coates (Nacional-URU) e 6- Álvaro Pereira (São Paulo-BRA);
Meias: 17- Egidio Arévalo Ríos (Morelia-MEX), 5- Walter Gargano (Parma-ITA), 15- Diego Pérez (Bologna-ITA), 20- Alvaro González (Lazio-IRA), 7- Cristian Rodríguez (Atlético de Madrid-ESP), 18- Gastón Ramírez (Southampton-ING), 11- Cristian Stuani (Espanyol-ESP) e 14- Nicolás Lodeiro (Botafogo-BRA);
Atacantes: 9- Luis Suárez (Liverpool-ING), 21- Edinson Cavani (Paris Saint-Germain-URU), 10- Diego Forlán (Cerezo Osaka-JAP) e 8- Abel Hernández (Palermo-ITA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Costa Rica: nunca se enfrentaram
Inglaterra: Uruguai 4x2 Inglaterra (quartas de final, 1954) e Uruguai 0x0 Inglaterra (fase de grupos, 1966)
Itália: Itália 0x0 Uruguai (fase de grupos, 1970) e Itália 2x0 Uruguai (oitavas de final, 1990)

Calendário de amistosos durante a preparação

30/maio: Uruguai 1x0 Irlanda do Norte
3/junho: Uruguai 2x0 Eslovênia

Itália
Pirlo e Buffon são os titulares remanescentes do título de 2006, na dupla bianconera, a renovada Itália se apoia para chegar longe no Brasil (Alex Livesey/Getty Images)

Técnico: Cesare Prandelli-ITA

Time-base (4-1-4-1): Buffon; Darmian, Barzagli, Chiellini, De Sciglio; De Rossi; Candreva, Pirlo, Verratti, Marchisio; Balotelli.

Craque: Andrea Pirlo – Juventus-ITA

Lesionados: Riccardo Montolivo (meia, Milan-ITA) – fratura na tíbia na perna direita e Giuseppe Rossi (atacante, Fiorentina-ITA) – lesão na perna direita.

Participações no Mudial: 18 (campeã em 1934, 1938, 1982 e 2006)

Ranking da FIFA: 9º

Campanha nas Eliminatórias (10J-6V-4E-0D-19GP-9GC-10SG)
Bulgária 2x2 Itália
Itália 2x0 Malta
Armênia 1x3 Itália
Itália 3x1 Dinamarca
Malta 0x2 Itália
República Tcheca 0x0 Itália
Itália 1x0 Bulgária
Itália 2x1 República Tcheca
Dinamarca 2x2 Itália
Itália 2x2 Armênia

Campeã em 2006 e eliminada na fase de grupos sem nenhuma vitória em 2010. Essas foram as duas últimas campanhas italianas em copas. Mas, para 2014, a expectativa é outra. Com a chegada de Cesare Prandelli, após o Mundial sul-africano, a Squadra Azzurra mudou a forma de jogar e se tornou um time um pouco mais ofensivo. Sob as ordens do novo técnico, a Itália foi vice-campeã da Eurocopa 2012 e, na Copa das Confederações 2013, ficou com o terceiro lugar jogando muito bem. Nas eliminatórias, em um grupo relativamente tranquilo, a Nazionale se classificou de forma invicta para o Brasil.

Na Copa das Confederações, ficou bem evidente o pleno comando que Prandelli tem do elenco azzurro: troca dos onze iniciais e mudanças táticas foram comuns. O fato de conseguir mexer na forma de jogar com alguma facilidade, proporciona ao grupo italiano um repertório bem interessante e dificulta os adversários, que nunca sabem exatamente o que terão pela frente. Além das diversas mexidas táticas, Prandelli também mudou o elenco e virá ao Brasil com um grupo bem mais jovem – Verratti, que será um pilar azzurro no futuro, está na lista e pode até ser titular. O técnico resistiu às pressões e, por exemplo, não convocou Totti, veterano que contava com grande clamor popular. O também experiente Cassano, que liderou o Parma à boa campanha na Serie A, está no grupo e, aos 31 anos, poderá jogar o primeiro Mundial da carreira.

Mas o plantel tem nomes experientes entre os destaques: o goleiro Buffon e os volantes De Rossi e Pirlo. Os três vêm em boa fase e formam a espinha dorsal da equipe. O camisa um segue em ótimo nível e passa segurança para o restante do time. Os dois meias se completam bem, enquanto De Rossi é um grande marcador e apresenta muita raça em campo, Pirlo é o homem que arma o time desde o campo defensivo com muita classe e, claro, é um perigo constante nas bolas paradas. Além disso, a defesa que deve ter Chiellini e Barzagli (ou Bonucci) se aproveita do entrosamento da Juventus tricampeã italiana. Já o ataque com Balotelli em baixa e Rossi cortado por questões físicas, gera dúvidas. Porém, com SuperMario bem e os demais convocados, que vêm em boa fase, Prandelli tem várias alternativas para compor o setor ofensivo.

O ótimo técnico, elenco qualificado e com diversos líderes em campo permite que a Itália sonhe com uma boa campanha. Prandelli inclusive declarou: “nós podemos chegar à final”. Dentro disso, ter sido sorteada para um grupo tão difícil como o D, pode ajudar a Nazionale, que já iniciará a Copa do Mundo com grandes desafios. Passando pela chave, com Costa Rica, Inglaterra e Uruguai, a Squadra Azzurra chegará à segunda fase muito forte.

Goleiros: 1- Gianluigi Buffon (Juventus-ITA), Salvatore Sirigu (Paris Saint-Germain-FRA) e 13- Mattia Perin (Genoa-ITA);
Defensores: 3- Giorgio Chiellini (Juventus-ITA), 19- Leonardo Bonucci (Juventus-ITA), 15- Andrea Barzagli (Juventus-ITA), 4- Matteo Darmian (Torino-ITA), 20- Gabriel Paletta (Parma-ITA), 7- Ignazio Abate (Milan-ITA) e 2- Mattia De Sciglio (Milan-ITA);
Meias: 21- Andrea Pirlo (Juventus-ITA), 5- Thiago Motta (Paris Saint-Germain-FRA), 23- Marco Verratti (Paris Saint-Germain-FRA), 16- Daniele De Rossi (Roma-ITA), 8- Claudio Marchisio (Juventus-ITA), 6- Antonio Candreva (Lazio-ITA), 14- Alberto Aquilani (Fiorentina-ITA) e 18- Marco Parolo (Parma-ITA).
Atacantes: 9- Mario Balotelli (Milan-ITA), 10- Antonio Cassano (Parma-ITA), 17- Ciro Immobile (Torino-ITA), 22- Lorenzo Insigne (Napoli-ITA) e 11- Alessio Cerci (Torino-ITA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Uruguai: Itália 0x0 Uruguai (fase de grupos, 1970) e Itália 2x0 Uruguai (oitavas de final, 1990)
Costa Rica: nunca se enfrentaram
Inglaterra: Inglaterra 1x2 Itália (disputa do terceiro lugar, 1990)

Calendário de amistosos durante a preparação
31/maio: Itália 0x0 Irlanda
4/junho: Itália 1x1 Luxemburgo
8/junho: Itália 5x3 Fluminense

Inglaterra
Sturridge e Rooney foram responsáveis por 55 gols, na Premier League 2013-14, a Inglaterra confia neles para marcar (Getty Images)

Técnico: Roy Hodgson-ING

Time-base (4-1-4-1): Hart; Glen Johnson, Jagielka, Cahill, Baines; Gerrard; Sturridge, Henderson, Wilshere, Sterling; Rooney.

Craque: Wayne Rooney – Manchester United-ING

Lesionados: Kyle Walker (lateral-direito, Tottenham-ING) – lesão na pélvis, Theo Walcott (ponta, Arsenal-ING) – ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, Andros Townsend (ponta, Tottenham-ING) – lesão nos ligamentos do tornozelo esquerdo e Jay Rodríguez (atacante, Southampton-ING) – ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito.

Participações no Mundial: 13 (campeã em 1966)

Ranking da FIFA: 10º

Campanha nas Eliminatórias (10J-6V-4E-0D-31GP-4GC-27SG)
Moldávia 0x5 Inglaterra
Inglaterra 1x1 Ucrânia
Inglaterra 5x0 San Marino
Polônia 1x1 Inglaterra
San Marino 0x8 Inglaterra
Montenegro 1x1 Inglatera
Inglaterra 4x0 Moldávia
Ucrânia 0x0 Inglaterra
Inglaterra 4x1 Montenegro
Inglaterra 2x0 Polônia

A Inglaterra não teve um período entre copas tranquilo, mas, ao final, consegui se classificar para mais um Mundial. Porém, novamente, o English Team não chegará como candidato ao título, o que pode ser bom. Afinal, nas últimas copas em que chegou badalada (2002 e 2006), a Inglaterra não teve sucesso, parando nas quartas de final. Ainda a encontro disso, Roy Hodgson optou por deixar de lado alguns jogadores mais experientes (Cole e Carrick, por exemplo) para dar espaço aos mais jovens (Shaw e Barkley).

O ambiente conturbado entre os Mundiais resultou em três comandantes em quatro anos. Roy Hodgson chegará ao Brasil no banco de reserva e só assumiu o time em 2012, para a disputa da Eurocopa daquele ano, quando os ingleses pararam nas quartas de final frente à Itália, nos pênaltis. Mas, apesar de tudo isso, nos últimos meses, o English Team ganhou corpo, pois muito jogadores importantes, que estavam em baixa, estão atuando em bom nível. Hart, Glen Johnson e Gerrard voltaram a ser incontestáveis. Além disso, a boa campanha do Liverpool na temporada criou novas alternativas interessantes ou recuperou outras que pareciam perdidas: Henderson, Sterling e Sturridge.

Nos últimos jogos, Hodgson fixou a equipe no 4-1-4-1, que também pode ser descrito como um 4-3-3. Rooney e Sturridge são os homens mais avançados e, na Premier League, anotaram 38 gols e cederam 17 assistências. Os números são excelentes e dão esperança que a Inglaterra consiga marcar muitos gols na Copa. Sterling fecha o setor ofensivo e é muito veloz e habilidoso. O trio de meias pelo centro com Gerrard, Wilshere e Henderson tem bom poder de marcação e ótima qualidade técnica, chutam e passam bem. Além disso, a linha defensiva, que é menos falada, também tem bons jogadores e já se conhece bem, o que poderá fazer diferença – sofreu apenas quatro gols em dez jogos nas eliminatórias.

A mudança de nível apresentada nos últimos tempos e Hodgson dizendo que o English Team está “preparado para passar uma boa impressão”, não devem representar facilidade na Copa do Mundo. O grupo D tem três campeões mundiais e, nenhum deles, se posiciona como amplo favorito, portanto, a briga deve ser jogo a jogo. Para dificultar ainda mais, os ingleses começam o Mundial de 2014 disputando contra os rivais diretos pelas vagas, Itália e Uruguai, e não poderão começar a competição em uma rotação mais lenta. Se isto ocorrer, a classificação não virá.

Goleiros: 1- Joe Hart (Manchester City-ING), 13- Ben Foster (West Bromwich Albion-ING) e 22- Fraser Forster (Celtic-ESC);
Defensores: 3- Leighton Baines (Everton-ING), 5- Gary Cahill (Chelsea-ING), 6- Phil Jagielka (Everton-ING), 2- Glen Johnson (Liverpool-ING), 16- Phil Jones (Manchester United-ING), 23- Luke Shaw (Southampton-ING) e 12- Chris Smalling (Manchester United-ING);
Meias: 21- Ross Barkley (Everton-ING), 4- Steven Gerrard (Liverpool-ING), 14- Jordan Henderson (Liverpool-ING), 20- Adam Lallana (Southampton-ING), 8- Frank Lampard (Chelsea-ING), 17- James Milner (Manchester City-ING), 15- Alex Oxlade-Chamberlain (Arsenal-ING), 19- Raheem Sterling (Liverpool-ING) e 7- Jack Wilshere (Arsenal-ING);
Atacantes: 18- Rickie Lambert (Southampton-ING), 10- Wayne Rooney (Manchester United-ING), 9- Daniel Sturridge (Liverpool-ING) e 11- Daniel Welbeck (Manchester United-ING).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Uruguai: Uruguai 4x2 Inglaterra (quartas de final, 1954) e Uruguai 0x0 Inglaterra (fase de grupos, 1966)
Costa Rica: nunca se enfrentaram
Itália: Inglaterra 1x2 Itália (disputa do terceiro lugar, 1990)

Calendário de amistosos durante a preparação

30/maio: Inglaterra 3x0 Peru
4/junho: Inglaterra 2x2 Equador
7/junho: Inglaterra 0x0 Honduras

Costa Rica
O ótimo goleiro Keylor Navas avisa: "nada é impossível para Costa Rica" (Juan Carlos Ulate/Reuters)

Técnico: Jorge Luis Pinto-COL

Time-base (4-3-3): Keylor Navas; Gamboa, Umaña, González, Júnior Díaz; Bolaños, Tejada, Borges; Bryan Ruíz, Brenes, Campbell.

Craque: Bryan Ruíz – Fulham-ING

Lesionados: Bryan Oviedo (lateral-esquerdo, Everton-ING) – fratura na fíbula e na tíbia da perna esquerda, Rodney Wallace (lateral-esquerdo, Portland Timbers-EUA) – fratura na tíbia e ruptura no ligamento cruzado anterior e Álvaro Saborío (atacante, Real Salt Lake-EUA) – lesão quinto metatarso do pé direito.

Participações no Mundial: 4 (oitavas de final em 1990)

Ranking da Fifa: 28º

Campanha nas Eliminatórias (16J-8V-4E-4D-27GP-12GC-15SG)

Terceira fase:
Costa Rica 2x2 El Salvador
Guiana 0x4 Costa Rica
Costa Rica 0x2 México
México 1x0 Costa Rica
El Salvador 0x1 Costa Rica
Costa Rica 7x0 Guiana

Quarta fase:
Panamá 2x2 Costa Rica
Estados Unidos 1x0 Costa Rica
Costa Rica 2x0 Jamaica
Costa Rica 1x0 Honduras
México 0x0 Costa Rica
Costa Rica 2x0 Panamá
Costa Rica 3x1 Estados Unidos
Jamaica 1x1 Costa Rica
Honduras 1x0 Costa Rica
Costa Rica 2x1 México

Depois de ficar ausente da última Copa do Mundo, a Costa Rica teve alguma dificuldade para passar da terceira fase das eliminatórias da CONCACAF, mas virá ao Brasil. Porém, na quarta etapa da disputa, os Ticos conseguiram a classificação, com alguma tranquilidade: foram apenas duas derrotas e a segunda colocação, a quatro pontos dos Estados Unidos, que lideraram a disputa no continente. O retorno, após um Mundial ausente, não é muito animador, pois o sorteio não foi nada generoso com os costarriquenhos.

Com três títulos do Campeonato Costarriquenho pela Alajuelense, entre 2002 e 2003, o treinador Jorge Luis Pinto comandou a seleção do país entre 2004 e 2005. Nesta nova etapa à frente dos Ticos, o colombiano está desde 2011, portanto, participou de todo o processo de formação da equipe durante as eliminatórias. No período, a Costa Rica fez algumas alterações táticas e chegou a atuar com três zagueiros, porém, para a Copa do Mundo, Jorge Luis Pinto deve optar por um esquema com quatro defensores – ao menos, foi assim nos últimos amistosos. Sob a batuta do colombiano, os Ticos mostraram força na defesa e sofreram 12 gols, nas 16 partidas que disputaram nas eliminatórias – na fase final, foram a melhor retaguarda, com apenas sete gols sofridos.

Um dos pilares da defesa é o ótimo goleiro Keylor Navas, um dos melhores da posição na Liga Espanhola. No Levante, o arqueiro se destacou por passar muita segurança à defesa e executar defesas improváveis. Mas, a maior parte dos talentos individuais da equipe está no ataque. Se optar mesmo pelo 4-3-3, Jorge Luis Pinto poderá aliar a experiência e criatividade de Bryan Ruíz com a juventude e velocidade de Campbell, duas alternativas interessantes pelas pontas. Além deles, o ataque teria o artilheiro do time nas eliminatórias, Saborío, que marcou oito gols na campanha – na fase final, Ruíz foi o artilheiro com três gols. No ato do corte do atacante, o choro do técnico Jorge Luis Pinto mostra o que representa esta perda para os Ticos.

A Costa Rica tem um time interessante, que se conhece bem e alguns bons talentos, porém, o grupo D se apresenta como um dos mais difíceis deste Mundial. Imaginar os Ticos avançando, deixando para trás duas seleções entre Uruguai, Itália e Inglaterra é bastante improvável. Por isso, os costarriquenhos não repetirão a campanha de 1990 e não chegarão à segunda fase da Copa.

Goleiros: 1- Keylor Navas (Levante-ESP), 18- Patrick Pemberton (Alajuelense-CRC) e 23- Daniel Cambronero (Herediano-CRC);
Defensores: 3- Giancarlo González (Columbus Crew-EUA), 2- Jhonny Acosta (Alajuelense-CRC), 4- Michael Umaña (Saprissa-CRC), 19- Roy Miller (New York Red Bulls-EUA), 6- Óscar Duarte (Club Brugge-BEL), 15- Junior Díaz (Mainz 05-ALE), 16- Cristian Gamboa (Rosenborg-DIN), 8- Heiner Mora (Saprissa-CRC) e 12- Waylon Francis (Columbus Crew-EUA);
Meias: 17- Yeltsin Tejeda (Saprissa-CRC), 22- José Miguel Cubero (Herediano-CRC), 13- Esteban Granados (Herediano-CRC),  5- Celso Borges (AIK-SUE), 11- Michael Barrantes (Aalesund-NOR), 7- Christian Bolaños (FC Copenhague-DIN) e 20- Diego Calvo (Valerenga-NOR);
Atacantes: 10- Bryan Ruíz (PSV-HOL), 9- Joel Campbell (Olympiacos-GRE), 14- Randall Brenes (Cartaginés-CRC) e 21- Marco Ureña (Kuban Krasnodar-RUS).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Uruguai: nunca se enfrentaram
Inglaterra: nunca se enfrentaram
Itália: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

2/junho: Costa Rica 1x3 Japão
6/junho: Costa Rica 1x1 Irlanda

Para colaborar com a análise, um podcast sobre o grupo D. Porém, por problemas técnicos, a gravação não ficou completa, já me adianto e peço desculpas. Nos 23 minutos gravados, tem um pouco de Uruguai e muito de Itália e Inglaterra. Ao meu lado, estiveram Anderson Moura, comentarista do Esporte Interativo e colaborador do Quattro Tratti, e Thiago Ienco, editor do Premier League Brasil. Confiram:


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A camisa nove

Suárez é, hoje, o melhor centroavante no mundo, mas são vários camisas nove jogando em alto nível no futebol mundial (Andrew Powell/Getty Images)
 
Há, praticamente, dois anos escrevi um post sobre centroavantes, citando exemplos de professores na função. Mas, desta vez, a ideia é diferente, falarei da situação dos camisas noves no futebol contemporâneo. Apesar das críticas constantes a jogadores da posição e de mais técnicos utilizarem a opção do falso nove, hoje são diversos centroavantes atuando em alto nível no mundo e nos mais diferentes estilos de jogo. 

Minha percepção é que o nove não morrerá e, como diz o amigo jornalista, Thiago Rabelo: “quem tem centroavante é feliz”. Porém, hoje, a função mudou. Claro, ainda existem aqueles atacantes que vivem dentro da área e só aparecem em um toque, o chute do gol, mas, no futebol de alto nível, este tipo de jogador está cada vez mais raro. Os centroavantes de grande valor já sabem disso e se adaptaram ao novo cenário do futebol mundial. 

O nove atual tem que ter bom poder de finalização e, de preferência, saber chutar de fora da área – e claro com as duas pernas. Porém, esta já era uma característica básica anteriormente, o que se tornou mais importante é aliar isto à visão de jogo e à qualidade no passe. O centroavante, muitas vezes, deixa a área e vê os pontas e laterais invadirem o “seu espaço” para realizarem a finalização. Portanto, o passe preciso pode resultar em uma assistência e até definir um jogo. Em uma passada rápida na lista de assistentes das grandes ligas europeias, alguns camisas nove figuram entre os destaques, muito por conta deste movimento – em La Liga, Bacca e Benzema; na Ligue 1, Ibrahimovic; na Premier League, Giroud; e, na Serie A, Higuaín, Luca Toni e Palacio são destaques no quesito. 

Outro ponto que destaco sempre no futebol dos centroavantes atuais é a capacidade para driblar, nada que peça muito refinamento, mas cortes capazes de limpar espaço para a finalização. Pois, com a marcação mais apertada, um passe que forneça total liberdade para o finalizador é raro, portanto, o drible pode garantir a oportunidade do chute e, consequentemente, do gol. Além disso, o aspecto físico deve ser desenvolvido, porque isto pode ser a diferença entre permanecer em pé e conseguir o arremate ou desperdiçar uma oportunidade clara, após uma trombada do adversário. 

Portanto, os centroavantes deixaram de ser apenas os homens do gol e participam de todo o jogo ofensivo das equipes: com passes, abrindo espaços e fazendo o pivô. Outro ponto que não pode faltar nos noves de destaque no futebol atual é a presença na defesa, pois são muitos times que jogam com marcação pressão. Neste sistema, a participação do atacante neste movimento da saída adversária, constantemente resulta em gols, por isso, a aplicação defensiva também é importante.  

Novamente, faltam brasileiros 

 Fred foi amado pelos companheiros na reta final da Copa das Confederações. Brasileiros esperam que ele repita as atuações no Mundial (Ag. Reuters)

Neste contexto, os brasileiros estão ausentes dos dez principais centroavantes do futebol mundial, apesar de nem todos terem porte de centroavante e nem sempre jogarem centralizados. A minha lista dos dez contaria com: Agüero, Cavani, Diego Costa, Falcao García, Ibrahimovic, Lewandowski, Lukaku, Negredo, Suárez e Van Persie. Dentre eles, Agüero, Falcao García, Ibrahimovic, Suárez e Van Persie estão acima dos demais, em termos de potencial. Porém, nem todos estão nos melhores momentos das carreiras e, mesmo assim, conseguem ficar entre os principais nomes da posição. 

Desde a época do post citado no início deste texto, faltavam brasileiros entre os principais destaques da posição e, quase dois anos depois, o panorama não mudou. Nas principais ligas da Europa e em alguns mercados menores, os brasileiros não são destaques absolutos na artilharia. Mas jogadores nascidos aqui conseguiram balançar as redes de forma relevante: na Bundesliga, Raffael (9 g) e Roberto Firmino (8 g); na Serie A, Eder (9 g); na Eredivisie, Lucas Piazon (11 g); e, na Premier League Russa, Hulk (9 g). 

Nenhum deles, um claro centroavante, por isso, as melhores alternativas para a camisa nove verde e amarela estão no Brasil. Uma delas está longe de ser ruim, é o ótimo Fred, porém, o centroavante do Fluminense não é tão confiável, pois se lesiona constantemente e nem sempre repete a atuação intensa que teve contra a Espanha, na final da Copa das Confederações. O jogador daquela partida estaria entre os 15 melhores homens de área do mundo, mas afetado por uma lesão na coxa, Fred não atua desde setembro de 2013. Portanto, o melhor nove brasileiro é um grande ponto de interrogação. 

As outras opções para a seleção acabam sendo jogadores que não são considerados de nível tão alto e que, ainda por cima, não vivem o melhor momento da trajetória futebolística. Os últimos camisas nove convocados para a reserva de Fred foram Alexandre Pato, Leandro Damião e Jô. O artilheiro da Libertadores pelo Galo se firmou na vaga, mas recentemente não vem convencendo e parece não ter o porte da seleção brasileira. Pato e Damião também, pois iniciaram as carreiras mostrando força para assumirem a nove canarinha e, hoje, estão muito longe daquele nível que prometeram. 

Sem nenhum dos três jogando bem, Felipão ensaiou nos últimos amistosos a alternativa do falso nove, que Mano Menezes vinha utilizando na reta final do trabalho. Porém, ao contrário do antecessor, o técnico pentacampeão mundial não escolheu Neymar para exercer a função. A principal opção para comandar o ataque com mais mobilidade foi Robinho, que está longe dos melhores momentos na Europa, mas conseguiu render bem pelos samba boys. 

Portanto, apesar do mundo ter, a cada dia mais, centroavantes – de diferentes estilos – atuando em alto nível, a ausência de duas ou três opções brasileiras – além de Fred – fazem a alternativa do falso nove ser quase obrigatória para a seleção. Parece, cada vez mais óbvio que Robinho será o reserva do centroavante do Brasil na Copa de 2014. Felipão não terá um nove clássico no banco durante o Mundial, não por opção dele, mas por falta de brasileiros que atuam por ali e com nível para estarem na maior competição entre seleções do planeta.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os melhores do mundo de 2013

Assim como no ano passado, peguei carona com o prêmio FIFA Ballon d'Or e escolhi os melhores jogadores do ano. O vencedor do troféu dado pela entidade máxima do futebol será anunciado no FIFA Gala, no dia 13 de janeiro. A disputa está entre Cristiano Ronaldo (vencedor em 2008), Franck Ribéry e Lionel Messi (Atual tetracampeão do prêmio). A festa será apresentada pela brasileira Fernanda Lima e pelo holandês Ballon d’OR em 1987, Ruud Gullit.

Em 2014, desejo montar a lista ao final da temporada europeia 2013-14, portanto, ao final da Copa do Mundo do Brasil, em julho. Desta forma, a disputa fica mais clara e acompanha o calendário do melhor futebol do mundo. Por enquanto, vamos aos 15 melhores jogadores do planeta em 2013:

 Chamado de comandante pelo presidente da FIFA, Sepp Blatter, Cristiano Ronaldo cumpriu a missão e é novamente o melhor do planeta (El País)

1°- Cristiano Ronaldo (Real Madrid-ESP – Portugal): 

 Mais fazedor de gols do que nunca, Ronaldo tem números incríveis em 2013 (69 gols), apesar de só ter conquistado a Supercopa da Espanha. Ora ponta-esquerda, ora segundo atacante, o português decidiu para Portugal e Real Madrid. Pelos merengues, o camisa sete vem de uma temporada que foi vice-artilheiro de La Liga com 34 gols e liderou a Liga dos Campeões no quesito, com 12. No segundo semestre, o desempenho de Cristiano Ronaldo é ainda melhor: artilheiro da LC com nove gols e o segundo da Liga com 18. Além disso, em 2013, pela seleção das quinas, o camisa sete tem seus melhores números, foram dez gols em nove jogos – ao todo, 47 gols, que, agora, o colocam como maior artilheiro da história dos lusos. Nas duas partidas mais importantes do ano, os jogos contra a Suécia, que valiam vaga para a Copa de 2014, foi CR7 quem decidiu. Ele marcou um gol no jogo de ida e outros três na volta, todos os quatro dos portugueses, que venceram no placar agregado por 4 a 2 e se garantiram no Mundial de 2014. 

Ribéry e o troféu de melhor jogador da temporada europeia, em 2012-13 (Getty Images)

2°- Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE – França): 

Ponta-esquerda e estrela no 4-2-3-1 de Jupp Heynckes e no 4-1-4-1 de Pep Guardiola, Ribéry foi decisivo para os cinco títulos dos bávaros em 2013 e para ótima largada neste segundo semestre. Habilidoso, com ótima visão de jogo e finalização precisa, o francês tem um jogo muito vertical e, com seus dribles e passes, sempre busca o gol. Mas não foram os gols que chamaram a atenção em seu jogo, o camisa sete se destacou mesmo nos passes decisivos. Na temporada que terminou no meio do ano, Ribéry liderou a Bundesliga com 15 assistências e ainda cedeu outras cinco na Liga dos Campeões. No segundo semestre, apesar de uma lesão, o melhor jogador da Europa em 2012-13 segue sendo o principal e mais decisivo jogador do elenco bávaro. 

3°- Lionel Messi (Barcelona-ESP – Argentina):

Messi esteve longe do nível de anos anteriores, porém, isto não significa que não mereça estar próximo do topo de qualquer lista de melhores futebolistas do mundo. O que o argentino fez foi nos acostumar mal: jogando todos os jogos, fazendo um gol atrás do outro e sendo decisivo sempre. Em 2013, não foi assim, mas “La Pulga” marcou 45 vezes e cedeu 15 assistências, ótimos números para quem jogou apenas 47 partidas. As lesões atrapalharam, porém, mesmo assim, o argentino foi fundamental para o Barcelona vencer a Liga Espanhola com grande facilidade e, quando ele esteve fora, o time caiu muito de rendimento. O final precoce do ano tirou o camisa dez blaugrana da disputa em 2013, mas deve ajudá-lo a voltar no nível mais alto do futebol em 2014, ano em que terá a chance de, finalmente, ser importante para a albiceleste em uma Copa do Mundo.

4°- Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain-FRA – Suécia):

Todos sabem que o grandalhão é extremamente egocêntrico, mas o que chama a atenção mesmo é o futebol, que alia força física, muita técnica e uma capacidade de finalizar as jogadas de qualquer maneira. Em 2012-13, Ibrahimovic chegou ao PSG e, com ele, o time venceu a Ligue 1 e a Supercopa, voltando a ser soberano na França. No título do campeonato local veio o artilharia com 30 gols e, além disso, o sueco foi o principal responsável pelo sucesso dos parisienses na Liga dos Campeões (pararam nas quartas), onde liderou em assistências, com sete passes. Neste segundo semestre, o desempenho também impressiona. A artilharia do Campeonato Francês é dele, com 15 gols e o PSG é o líder da disputa. Em âmbito europeu, Ibra é o vice-artilheiro da LC, com oito gols. Porém, o brilho não ficou apenas no clube, na seleção o nível do jogo também impressiona, são nove gols, em onze partidas. Porém, também teve uma grande frustação em 2013 com a Suécia: mesmo marcando duas vezes, o camisa dez foi superado por Cristiano Ronaldo e o seu país eliminado na repescagem para vir ao Brasil em 2014. 

Schweinsteiger tem o controle total do meio-campo, bola no pé e olhos no jogo (Getty Images)

5°- Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE - Alemanha): 

Se havia um jogador fundamental ao Bayern de Munique, de Jupp Heynckes, este era Schweinsteiger. O camisa 31 fazia a saída de bola da equipe, era o volante que chegava mais forte ao ataque e ainda participava ativamente da marcação pressão na saída de bola rival. A característica de grande passador ficou clara nas quatro assistências na Liga dos Campeões, mas Schwein não era capaz apenas do último passe, ele tinha a facilidade para simplificar o trabalho dos companheiros, sempre os deixando em melhores condições para jogar. Infelizmente, o craque alemão se lesionou no início do trabalho de Pep Guardiola e perdeu, praticamente, todo o segundo semestre do ano. A combinação do catalão com Schweinsteiger parece ser capaz de colocar o jogador, que já um dos melhores do mundo, alguns níveis acima no ranking futebolístico no planeta. 

6°- Philipp Lahm (Bayern de Munique-ALE – Alemanha): 

Capitão do Bayern, que ganhou tudo na temporada 2012-13, Lahm se concretizou como melhor lateral do mundo. Em 2013, o alemão mostrou, mais uma vez, muita segurança na defesa. Porém, o camisa 21 está nesta lista não apenas pela boa participação na linha defensiva dos bávaros e da Alemanha, e, sim, porque conseguiu ser perigoso quando era exigido no ataque. No título da Bundesliga, cedeu onze assistências – segundo melhor da liga. Neste início de 2013-14, Lahm passou a ser volante e o homem mais defensivo do meio-campo bávaro. No esquema de Pep Guardiola, o ex-lateral agora é o responsável pela saída de bola da equipe. Na nova função, o capitão segue mostrando ótimo nível de futebol e, dificilmente, falha no passe em zonas perigosas, dando segurança para os companheiros tocarem nele sempre que for necessário.
 
O sorriso de Yaya Toure é o resultado de mais um ano com bons desempenhos (Getty Images)

7°- Yaya Touré (Manchester City-ING – Costa do Marfim): 

Dono do meio-campo do Manchester City, Yaya Touré, se habitou a jogar ou como volante ou como meia-atacante pelo centro. Porém, com a chegada de Manuel Pellegrini e o uso prioritário do 4-4-2, o marfinense tem formado ótima dupla na volância com Fernandinho. Entre os dois, é o camisa 42 que colabora mais com a armação seja com velocidade, força ou técnica. Defensivamente, também é importante, pois, dificilmente, perde disputas um contra um. Em 2013, o capitão dos citzens agregou ótimas cobranças de falta ao próprio jogo – um diferencial a mais. No dia nove de janeiro, Yaya Toure deve se tornar o primeiro jogador a ser tricampeão do prêmio de melhor jogador africano do ano, desde que a premiação passou a ser oferecida pela Confederação Africana de Futebol, em 1992. Ou seja, este marfinense é um craque.

  Van Persie comemora contra o ex-time, a vitória contra o Arsenal, com gol do holandês, foi um dos raros bons momentos no segundo semestre dos red devils (Tom Purslow/Getty Images)

8°- Robin van Persie (Manchester United-ING – Holanda): 

Van Persie deixou o Arsenal para conquistar títulos no Manchester United. A missão foi cumprida, hoje, o camisa 20 é campeão da Premier League e da Community Shield, portanto, ele não seria campeão, se não tivesse ido para Manchester. Porém, na verdade, a ordem da sentença é outra: sem o holandês, os red devils não teriam vencido o Campeonato Inglês. Ao todo, em 2012-13, Van Persie marcou 26 gols e cedeu nove assistências e foi o mais decisivo entre todos os comandados da última temporada de Sir Alex Ferguson. O técnico escocês utilizou o centroavante de duas formas no 4-4-1-1 tradicional na equipe, ora era o jogador mais avançado, ora atuava atrás do outro homem frente. Em ambas situações, o holandês foi o diferencial para a conquista. Neste segundo semestre, Van Persie largou muito bem e manteve o nível da temporada anterior, tanto no clube como na seleção. Mas, depois de iniciar bem, algumas lesões atrapalharam a sequência de jogos e o camisa 20 red devil caiu alguns patamares nesta disputa.

9°- Gareth Bale (Tottenham-ING / Real Madrid-ESP – País de Gales): 

O galês foi responsável por manter o Tottenham na briga pela quarta vaga inglesa na Liga dos Campeões até a última rodada. Os spurs não se classificaram à LC, mas a culpa com certeza não foi de Bale, que ficou em terceiro na artilharia da Premier League, com 21 gols e ainda cedeu quatro assistências. Veloz como poucos e dono de canhota especial, o camisa onze teve ótimos desempenhos tanto na ponta-esquerda, como jogando pelo centro no 4-2-3-1 do Tottenham. Jogar mais pelo meio foi uma alternativa pensada para deixa-lo mais perto do gol, afinal, os companheiros de clube não tiveram tanta facilidade para marcar quanto ele. Além de balançar as redes com bola rolando, o galês também conseguiu vários gols de falta. Mas o ano ainda teve a transferência por valor recorde de mais de 100 M € para o Real Madrid. Nos merengues, jogando mais à direita, Bale já se encontrou e é um perigo aos adversários, principalmente, nos passes decisivos, pois os gols são de Cristiano Ronaldo, em Madri.

 Quatro: este foi o número de gols que Lewandowski marcou contra o Real Madrid, em um jogo de semifinal de Liga dos Campeões (AP Photo)

10°- Robert Lewandowski (Borussia Dortmund-ALE – Polônia):

Na ótima temporada do Borussia Dortmund, em 2012-13, ninguém fez tantos gols quanto Lewandowski, liderou o clube e foi vice-artilheiro da Liga dos Campeões e da Bundesliga, somando 34 gols nestas competições – inclusive, aqueles quatro gols contra o Real Madrid, na semifinal da LC, que garantiram o Dortmund na decisão. Porém, o camisa nove, é mais um homem de área que também consegue contribuir fora dela. É fundamental ao esquema de jogo do técnico Jurgen Klopp, pois é o jogador da primeira pressão na saída de bola adversária e se movimenta muito, dando espaço para o trio de meias. Neste segundo semestre, Lewandowski segue fundamental aos aurinegros, e, até aqui, tem 11 gols na Bundesliga, liderando a artilharia da competição. Além disso, tem quatro gols na Liga dos Campeões, que ajudaram o Dortmund a alcançar a segunda fase da disputa europeia. 

Neymar recebeu a camisa dez da seleção brasileira e, com ela, correspondeu na Copa das Confederações (EFE)

11°- Neymar Júnior (Santos-BRA / Barcelona-ESP – Brasil): 

Neymar levou o Santos até a final do Campeonato Paulista e, após a saída do craque, o alvinegro praiano passou por um redimensionamento de objetivos, mostrando a importância do jogador. Com Felipão na seleção, Ney seguiu sendo o principal jogador brasileiro, em 2013, dez gols e oito assistências com a amarelinha. Já vendido ao Barcelona, o camisa dez não decepcionou na Copa das Confederações e foi decisivo: quatro gols, quatro assistências e o prêmio de melhor jogador na disputa, que acabou com título dos canarinhos. Depois de ser decisivo na grande competição entre seleções do ano, Neymar chegou e logo se tornou titular na Catalunha. Um gol do camisa onze blaugrana decidiu a Supercopa da Espanha para o Barcelona e, desde então, são as assistências de Ney que o mantém entre os melhores de 2013. Para fechar o ano em grande estilo, o brasileiro anotou o primeiro gol na Liga dos Campeões, na última partida do ano. No 6 a 1 frente ao Celtic, Neymar não fez um só, foram logo três e ainda um passe decisivo. Está em casa no Barça.

12°- Luis Suárez (Liverpool-ING – Uruguai):

Vestindo o vermelho do Liverpool ninguém joga tanto quanto Luis Suárez nos últimos dois anos. O uruguaio é capaz de resolver partidas sozinho, mesmo quando o restante da equipe não vai bem, algo comum na história recente do clube. Em 2012-13, veio a vice-artilharia da Premier League com 23 gols e, neste ano, é o atual artilheiro da competição com 19 gols. Ao todo, em 2013, Luisito já anotou três hat-tricks – em um deles, marcou quatro vezes. Um jogador que decide jogos e marca tantos gols merecia um posto mais avançado neste ranking, porém, além do bom desempenho, Suárez cria problemas em campo. O camisa sete dos reds tem comportamento explosivo e, constantemente, é expulso. Recentemente, ficou suspenso por dez jogos e não pôde ajudar o Liverpool e melhorar seus números, o que o colocaria à frente nesta lista.

13°- Andrés Iniesta (Barcelona-ESP – Espanha): 

O Camisa oito blaugrana é, mais um, que não teve a melhor temporada da carreira, porém teve bons desempenhos e segue entre os melhores do mundo. Com o declínio físico do principal parceiro no clube e na seleção, Xavi, Iniesta teve de assumir o protagonismo na construção de jogadas. Desta forma, o camisa seis da roja liderou a equipe ao vice-campeonato da Copa das Confederações 2013. Ainda em 2012-13, o meia contribuiu decisivamente para o único título do Barcelona na temporada, foram 16 assistências na conquista de La Liga. Porém, no segundo semestre, Iniesta não conseguiu engrenar, muitas vezes fica fora do time e, quando entra em campo, não tem tido o mesmo destaque de anos anteriores.

 Agüero vem deixando a marca dele na temporada 2013-14 (Getty Images)

14°- Sergio Agüero (Manchester City-ING – Argentina):

Podemos dizer que, nos últimos anos, Agüero foi o único titular absoluto do ataque do Manchester City. Mesmo, muitas vezes, jogando mais atrás, o argentino esteve sempre entre os onze iniciais. E, neste ano, o camisa 16 vem ainda melhor. Apesar dos citzens não terem terminado bem 2012-13 e largarem de forma claudicante 2013-14, Kun é uma das exceções. Rápido, habilidoso e goleador, o ex-genro de Maradona é, atualmente, o mais decisivo do elenco sky blue. O segundo semestre é impressionante, com a definição do 4-4-2 e jogando ao lado de centroavante (ora Dzeko, ora Negredo), Agüero cresceu e tem seis gols e duas assistências na Liga dos Campeões e lidera a artilharia do City na Premier League, com 13 gols.  

15°- Radamel Falcao García (Atlético de Madrid-ESP / Monaco-FRA – Colômbia):

O colombiano não teve o melhor ano da carreira, talvez, este tenha sido 2012, mas a atual temporada é boa. Falcao García é mais um jogador que mudou de clube durante a temporada. O primeiro semestre foi disputado pelo Atlético de Madrid, onde, com os seus gols de cabeça e com as duas pernas, contribuiu para o time retornar à Liga dos Campeões, depois de quatro anos ausentes. Porém, uma proposta milionária do novo rico Monaco, fez com que “El Tigre” topasse encarar um novo desafio. Na França, o centroavante é o principal jogador dos vermelhos e brancos, que desafiam o PSG pelo título da Ligue 1. Falcao García é o quarto artilheiro da Ligue 1, com 9 gols. Além de bons desempenhos por clubes, em 2013, o camisa nove ajudou a Colômbia retornar à Copa, após dois mundiais fora. O principal astro do país vestiu a camisa dos cafeteros em dez partidas e marcou cinco vezes – quatro destes gols foram nas Eliminatórias.