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sábado, 17 de março de 2012

Santos bem, Flamengo tropeça no final

A competição começou, pelo menos, para mim. A Fox Sports chegou à Sky e, por isso, já voltei a ficar de olho na Copa Libertadores da América. Dois brasileiros entraram em campo nesta quinta-feira e pude acompanhar os jogos.

Juan Aurich 1x3 Santos: o campeão vai bem

Ganso voltou a ser decisivo para alegria de Neymar e cia (Ag. Reuters)

Fora de casa, com campo de grama sintética, o Santos teve algum trabalho no primeiro tempo, contra o Juan Aurich. Antes da partida, o alvi-negro praiano teve que ir às compras: jogadores tiveram que correr às lojas para comprarem chuteira de futebol suiço. O Peixe teve dificuldade na primeira metade dos primeiros 45 minutos, quando a bola parecia queimar no pé de seus jogadores – inclusive dos craques Paulo Henrique Ganso e Neymar.

Nos reticentes primeiros minutos do time brasileiro, o Juan Aurich conseguiu assustuou a defesa alvi-negra. Em vacilo da zaga, o bom atacante Luis Tejada (melhor em campo de El Ciclón del Norte) fez belo domínio de canhota e girou batendo de direita, sem chances para o goleiro Rafael. O camisa nove do time peruano foi o artilheiro do último campeonato do país, com 17 gols.

Aparentando estar mais adaptado ao gramado, o Santos foi se encontrando em campo e PH Ganso começou a desfilar bom futebol. No primeiro gol, marcado pelo bom lateral uruguaio Fucile, foi dele o cruzamento para à área. A virada – ainda no primeiro tempo –, veio em gol de falta cobrada pelo dez do Peixe e que o goleiro Penny chegou bem atrasado.

No segundo tempo, as coisas ficaram mais fácies ainda para os brasileiros, pois, aos 14 minutos, o zagueiro e capitão da equipe peruana Guadalupe foi expulso. Mais espaço para Ganso jogar e ele apareceu com mais um passe decisivo, desta vez, para Borges, que fechou o placar do jogo em 3 a 1. Neymar, que passou longe de ser o jogador de outras partidas, quase fez um gol, em boa jogada individual, mas a finalização parou na trave.

A vitória do time brasileiro embolou o grupo 1 da Libertadores. Agora, Internacional é líder com seis pontos e saldo cinco; Santos também tem seis, mas com saldo de três e o The Strongest é o terceiro e mais uma equipe com seis pontos, porém, com saldo negativo de três gols. Depois de um início ruim dos brasileiros, o grupo parece sem encaminhar para que a dupla verde e amarela passe à segunda fase.

Flamengo 3x3 Olimpia: vacilo do tamanho da nação

Ronaldinho Gaúcho sofreu com muitas faltas, mas, mesmo assim, fez boa exibição, principalmente, no segundo tempo (AFP)

Todos estão falando e é verdade, o Flamengo jogava sua melhor partida no ano, mas vacilou e desperdiçou dois pontos importantes. Agora, o complicado para o rubro-negro é que no segundo truno fará dois dos três jogos fora de casa – justamente os dois primeiros, contra Olimpia e Emelec.

O Engenhão não estava lotado para acompanhar Flamengo e Olimpia, mas um bom público compareceu para apoiar o time da casa. O domínio rubro-negro no início da partida não foi capaz de assustar El Decano, que marcava muito bem em um 4-4-2 em linha. Para o 1 a 0 surgir, Vágner Love teve de fazer bela jogada, para quebrar a defesa e descobrir Bottinelli, que de cobertura marcou. O resultado refletia bem a primeira etapa: Flamengo melhor, mas não controlando totalmente o jogo.

No segundo tempo, os donos da casa voltaram muito acesos. E com uma cobrança de pênalti de Ronaldinho e uma finalização livre dentro da área de Luiz Antônio, após assistência genial do camisa dez, o Flamengo parecia ter matado o jogo. A sensação não ficou apenas fora de campo e, dentro dele, o time brasileiro se acomodou frente à um bom adversário, que estava disposto a empatar a partida.

O camisa dez do time tricampeão da Libertadores, Zeballos havia começado a partida no banco e entrou no decorrer do segundo tempo. Com o melhor jogador do último Campeonato Paraguaio em campo, o Olimpia passou a jogar no 4-3-3 e cresceu. Zeballos fez o primeiro, em bela cobrança de falta, um torpedo da entrada da área, indefensável para o goleiro Paulo Victor, que fazia mais uma boa exibição. O segundo foi de Caballero, atacante, que é terceiro colocado na tabela de artilharia do Apertura 2012. No lance do 3 a 2, falha de González, que atua mais uma vez bem, mas falhou no gol.

O vexame ficou ainda maior, quando Marín (ex-Atlético Paranaense e um ótimo cobrador de faltas) recebeu livre dentro da área passe de Maxi Biancucchi e finalizou forte e cruzado para empatar. O espaço que o carequinha teve dentro da área foi muito grande, algo que não pode acontecer em um momento decisivo de uma partida tão importante. Muralha e Luiz Antônio se saíram bem na marcação frente à zaga, mas, em alguns momentos, houve desleixo na marcação.

Porém, a culpa não pode ficar com os meninos, em um momento como esse, o Flamengo – os mais experientes – devem segurar a bola no ataque e esperar o tempo passar ou quem sabe alcançar um quarto gol. O time Gávea pecou mais uma vez na Libertadores, algo comum nos últimos anos. Em breve levantamento do amigo Thiago Rabelo, em seu twitter, isto ficou claro: nas últimas seis participações nada mais que as quartas de final em 1991, 93 e 2010. Além de ter ficado na primeira fase em 2002 e nas oitavas de final em 2007 e 2008.

Hoje o Flamengo lidera o grupo com cinco pontos, mas é seguido de perto por Olimpia e Lanús que têm quatro e o Emelec também enxerga a liderança, com três. O grupo 2 da Libertadores está bem embolado e, como dito no início do texto, o Flamengo tem a desvantagem de jogar duas partidas das três restantes fora de casa. A situação está longe de pedir desespero, mas o rubro-negro deve jogar o seu máximo nas três partidas restantes e, principalmente, aprender com os erros cometidos na quinta-feira.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Um duelo de gigantes

O palco estava pronto, a torcida estava lá, porém o Pacaembú e qualquer outro estádio ficaria pequeno para o tamanho do duelo entre Corinthians e Flamengo. A torcida corinthiana se uniu ao projeto Libertadores no centenário, quebrou as vaidades, cantou junta e formou um só coro, comandado por apenas uma bateria.
 Bruno com seu uniforme dourado ofuscou Adriano - Terra.com
 
O alvinegro de Parque São Jorge começou no ritmo de seus adeptos, o Flamengo não conseguia prender a bola. Um gol dos donos da casa era questão de tempo. Logo abriu o placar, Danilo cruzou e David – o melhor da defesa do Fla nos últimos jogos – desviou a bola para o gol. 1 X 0 para o Corinthians, Ronaldo participava bem da partida, Adriano jogava mal. Tudo levava a crer que o
exercíto corinthiano levaria a classificação.

A vantagem foi aumentada com uma jogada de Dentinho e que Ronaldo cabeceou para o fundo do gol. 2 X 0 um placar favorável ao Timão, seria hoje o nosso dia, era o que pensavam os torcedores corinthianos. Porém do outro lado estava um Flamengo abatido, sem conseguir segurar a bola e criar chances, ficava claro, aquela quarta-feira seria o dia do Corinthians.

Veio o intervalo, seria Rogério Lourenço o homem capaz de mudar a mentalidade do Flamengo? Era improvável, o time jogava mal. No banco Kléberson e Petkovic poderiam entrar em campo, pois eram os dois atletas que tinham a qualidade de prender a bola. Ambos vivem má fase técnica e fisíca. Como os rubros-negros poderiam conquistar a vitória?

Na camisa? Na torcida? No grito? Na tradição? Não, sem chances o Corinthians também é grande, a torcida no Pacaembú era alvinegra, as camisas são igualmente pesadas. Kléberson entrou em campo, incrivelmente entrou bem, seriam os deuses do futebol querendo mudar o futuro das maiores torcidas do Brasil na Libertadores?

Com quatro minutos Vágner Love surgiu e abriu o placar para o Flamengo. O gol do artilheiro do amor deixava o clube carioca perto da vaga. Mas ainda faltavam mais de 40 minutos para o apito final. Seria o Fla um clube com os predicados para segurar a pressão corinthiana? Essa é uma pergunta que ficou sem resposta. O gol pesou para os donos da casa, era um peso de 100 anos de história.

Poderia ter sido pior, os visitantes quase ampliaram o placar. Adriano seguiu apagado. A vantagem de não tomar um gol era que o time poderia acreditar até o fim. Um gol daria a classificação ao timão. Mas esse tento nunca saiu, ficou entalado na garganta dos mais de 30 mil corinthianos que estavam no Pacaembú e outros milhões no Brasil e no mundo.

A atitude da torcida da casa foi bem digna, aplaudiu o time, chorou, é claro, pois esse era o objetivo do ano. Dessa vez não houve invasão, não havia razão para isso. O time jogou bem, mostrou raça e o mais importante honrou o manto alvinegro.
Elias e Dentinho choram a eliminação no vestiário - Terra.com

Andrez Sanchez resumiu bem – “Hoje tem que chorar sim, mas amanhã é trabalhar pois no final de semana começa o Brasileirão” e garantiu que o trabalho continua “O Mano nem se discute, ele fica”. Atitude correta, talvez tenha faltado um pouco de coragem, mas não está tudo errado. Com o elenco que foi montado o alvinegro tem chances de chegar ao título brasileiro, ou pelo menos uma nova vaga a Libertadores.

Deve ser lembrado que do outro lado estava o Flamengo. O time da Gávea soube vencer o confronto. O crescimento do time no segundo tempo foi enorme, mas a virada ocorreu na vontade, na camisa e na raça. Bruno salvou uma falta cobrada por Chicão, defesa incrível. O camisa um rubro-negro afirmou “Quando o Flamengo chega é difícil segurar”.

Esse deve ser o sentimento de seus adversários a partir de agora. O Flamengo já superou o primeiro colocado no geral da primeira fase do torneio sul-americano, quem duvida que mais uma vez eles podem chegar?

Abraço a todos

quinta-feira, 11 de março de 2010

Vitória e os 100%


O Flamengo jogou na noite de ontem contra o Caracas. O time venezuelano conta com alguns atletas da seleção, mas contra o Fla sofreu com desfalques pontuais – o zagueiro Rey e o meia argentino Figueroa. Mas no começo da partida, o rubro-negro não conseguia se impôr e começou sofrendo pressão dos “rojos”. A defesa do clube brasileiro tinha dificuldades e o goleiro Bruno quando exigido fazia boas defesas.

A sorte era brasileira na noite venezuelana. Mesmo sofrendo com os ataques do Caracas, o Flamengo achou um pênalti. Em uma boa jogada armada, Petkovic bateu e o zagueiro Romero desviou o chute com a mão. Vágner Love cobrou bem a penalidade e marcou.

No segundo tempo o maior artilheiro da história dos “Rojos”, Castellín marcou o empate aos 20 minutos. O time venezuelano seguia criando dificuldades para o Fla, o que contribuía para isso era a expulsão de Toró no início da 2ª etapa. Para a recomposição Andrade colocou Angelim no lugar Pet. A tática de deixar V. Pacheco em capo foi muito inteligente, pois ele é muito mais rápido que o sérvio, ou seja, uma melhor opção para os contra-ataques que começavam a se desenhar em favor do time brasileiro.

E foi isso que aconteceu em dois contra-golpes o Flamengo perdeu um gol com Kléberson sozinho. O segundo volante chuto sobre o goleiro que desviou para o travessão. Depois o norte paranaense se redimiu com um passe no qual descobriu Love livre e de frente para o arqueiro. O artilheiro do amor driblou o goleiro e rolou para as redes.

O Flamengo ainda marcou seu terceiro gol, com Rodrigo Alvim em uma arrancada de muita raça pela esquerda e com a finalização de direita por baixo do goleiro. Agora o Flamengo é líder do grupo 8 com 100% e 6 pontos. Alguém lembra que o Adriano não jogou?

Abraço a todos

Foto: Globoesporte.com

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Império do amor

A nova dupla de ataque do Flamengo está formada. Nessa sexta-feira o atacante Vágner Love foi apresentado para um público de mais ou menos 100 pessoas no salão nobre da Gávea. O contrato assinado com o rubro-negro expira no dia 10 de julho. A presidente Patrícia Amorim afirmou “a única exigência que fiz hoje, é que viesse com a trançinha vermelha e preta. Já pode assinar o contrato.”

O jogador para ser liberado pelo Palmeiras teve de abrir mão de cerca de 50% das luvas, salário de dezembro e o 13°. Essa foi a compensação exigida pela diretoria alviverde. Além de aliviar a folha de pagamento do clube, pois o salário estipulado em 350 mil reais era o mais alto do elenco. A sua chegada ao clube gerou ciúmes em alguns jogadores do elenco. A saída, fora de campo foi positiva, mas no quesito futebol, o arrependimento pode bater.

O artilheiro do amor encontrará amigos pessoais no Flamengo, Léo Moura e Adriano deverão tratar de recepcioná-lo bem na Gávea. Com apoio dos mais experientes ele deve ficar livre dos ciúmes de companheiros. A torcida palmeirense chegou a agredir o jogador em São Paulo, no rio a torcida flamenguista deve começar apoiando o atleta.

Vágner Love não quer desperdiçar a chance de marcar esses seis messes em seu clube de coração. Andrade já afirma que nenhuma defesa poderá dormir tranqüila, pois ele acredita muito no entrosamento de Adriano e Vágner, que formarão o “Império do Amor”.

Eu já disse que acredito no futebol de Vágner Love. Falo isso, pois creio que o atleta não teve o tempo para se readaptar ao calor, lembrando que ele estava atuando na gelada Rússia. Ainda tem o fato de o futebol russo ser diferente do brasileiro. O Palmeiras não pôde proporcionar esse tempo à ele, pelo fato da pressão ter sido aumentada por maus resultados e perda da liderança no Brasileirão de 2009.

A preocupação da torcida rubro-negra é em relação a duração da dupla Adriano e Love, pois por parar na Copa do Mundo, a final da Copa Libertadores só ocorrerá dia 18 de agosto, data em que os contratos da dupla já terão expirados. Cabe a torcida flamenguista confiar na palavra de Adriano que diz não precisar de dinheiro para ser feliz e na boa relação entre o clube carioca e o CSKA. As duas situações são complicadas, mas com o tempo como aliado a diretoria Flamenguista poderá ter Adriano de contrato renovado e Vágner Love de empréstimo estendido. Pelo menos esse é o desejo da nação rubro-negra.

O vídeo da apresentação de Vágner Love:



Abraço a todos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A história de Love com o Flamengo

Vágner Love atacante do CSKA, emprestado ao Palmeiras até a final da Libertadores da América. Um ótimo atacante chegou a ser o camisa nove da seleção brasileira no começo da era Dunga. Ele tem uma grande identificação com o Palmeiras pelo que fez na época da série B. A torcida começou a pegar birra com ele a partir de quando ele disse que jogaria no Corinthians de Kia. Mas com o Flamengo o amor não acabou.

O atacante voltou ao clube do Palestra Itália para ser a “cereja do bolo” do título brasileiro, na época o título estava muito próximo. Mas a chegada de Love não trouxe bons frutos ao Palmeiras. O desempenho do atleta foi muito abaixo do que era esperado. O Verdão desperdiçou dinheiro e os muitos esforços feitos para trazer o “atacante das tranças”.

A fama de baladeiro fez com que a torcida criasse uma relação de ódio frente ao jogador, o mau desempenho em campo também contribuiu. Pênalti perdido, chances de gols desperdiçadas, lentidão em diversos momentos e o banco de reservas. A identificação foi sendo deixada de lado.

O último fato desse relacionamento foi o ataque de três torcedores de uma das torcidas organizadas do Palmeiras ao jogador. Ele estava em um banco e além de ser agredido foi ameaçado de morte. A situação ficou quase insustentável, a saída parece eminente, não existe mais clima para que o atacante siga em São Paulo.
Com todos esses acontecimentos pinta mais uma vez o clube do coração do atacante, o Flamengo. O rubro-negro carioca atual campeão brasileiro e um dos times que disputará a Libertadores. Tudo isso seduz o bom atacante do Palmeiras, mas não depende só dele para ir ao Fla.

Os salários entre jogador e clube já estão certos (O Flamengo os pagará graças a um patrocinador). O que falta é a liberação do Palmeiras, e isso pode ocorrer por culpa das agressões e das ameaças sofridas pelo jogador. O empresário do atleta já avisou que ele fica no clube paulista caso haja uma segurança exclusiva a Vágner Love. O CSKA liberaria também o jogador, porque é até mais interessante vê-lo disputar a Libertadores, o seu valor cresce.

O Palmeiras vai tentar convencê-lo a ficar, pois sabe no mercado não existem atacantes qualificados disponíveis para jogar no lugar de Love. A diretoria alvi-verde também sabe que o jogador irá render este ano caso faça uma pré-temporada. A dificuldade do jogador foi na adaptação ao calor brasileiro, lembrando que ele vinha atuando na Rússia em temperaturas abaixo de zero.

Portanto tal movimentação no mercado seria interessante para Vágner Love e para o Flamengo. Para o seu atual clube seria um desastre.


Abraço a todos.