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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Podcast 1



 Seleção tomou conta do podcast e, o grupo brasileiro, recebeu muitos elogios (Rafael Ribeiro-CBF)

A partir de agora, o blog terá um podcast, em parceria com os amigos Lucas Imbroinise e Thomaz Santos. Porém, mais do que um produto deste blog, este é um podcast desses amigos e de outros que possam aparecer eventualmente neste espaço.

Será um programa de rádio para falarmos de futebol internacional, o primeiro tem pouco mais de uma hora e o segundo programa deve sair no final do mês.

Os assuntos:
- últimos jogos da seleção brasileira
- alternativas para o grupo, praticamente, fechado de Luiz Felipe Scolari
- Bale era o jogador que o Real Madrid precisava?
- Özil, o “top player” ideal para o Arsenal
- Tottenham agindo bem no mercado
- Briga interessante na parte de cima da tabela da Premier League
- Bayern e Guardiola, combinam?
- Capacidade de reconstrução do Borussia Dortmund

Segue o player:



Então, é isso, espero que possam divulgar o nosso podcast, fiquem à vontade para criticar e mandar sugestões para o programa.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Brasil pode dar certo


Felipão durante o anúncio da convocação da seleção brasileira para a Copa do Confederações 2013 (André Durão - Globoesporte.com)

O técnico Luiz Felipe Scolari convocou hoje a seleção brasileira para os amistosos frente Inglaterra e França e para a Copa das Confederações. A lista de 23 nomes não teve grandes surpresas, mas recebeu críticas principalmente pela ausência de Ronaldinho, o craque do melhor time da América do Sul atualmente. Confira os convocados abaixo e depois a análise dos nomes:

Goleiros: Júlio César (Queens Park Rangers-ING) – 33 anos, Jefferson (Botafogo-BRA) – 30 anos e Diego Cavalieri (Fluminense-BRA) – 30 anos;

Laterais-direitos: Daniel Alves (Barcelona-ESP) – 30 anos e Jean (Fluminense-BRA) – 26 anos;

Zagueiros: Thiago Silva (Paris Saint-Germain-FRA) – 28 anos, David Luiz (Chelsea-ING) – 26 anos, Dante (Bayern de Munique-ALE) – 29 anos e Réver (Atlético Mineiro-BRA) – 28 anos;

Laterais-esquerdos: Marcelo (Real Madrid-ESP) – 25 anos e Filipe Luís (Atlético de Madrid-ESP) – 27 anos

Volantes: Fernando (Grêmio-BRA) – 21 anos, Paulinho (Corinthians-BRA) – 24 anos, Luiz Gustavo (Bayern de Munique-ALE) – 25 anos, Hernanes (Lazio-ITA) – 27 anos;

Meias: Oscar (Chelsea-ING) – 21 anos, Jádson (São Paulo-BRA) – 29 anos, Lucas (Paris Saint-Germain-FRA) – 20 anos e Bernard (Atlético Mineiro-BRA) – 20 anos;

Atacantes: Neymar (Santos-BRA) – 21 anos, Hulk (Zenit-RUS) – 26 anos, Fred (Fluminense-BRA) – 29 anos e Leandro Damião (Internacional-BRA) – 23 anos.

Média de idade: 26 anos

Felipão deixou claro nos amistosos de que seu esquema preferido é o 4-2-3-1, porém o 4-4-1-1 também foi utilizado em algumas partidas. Dentro disso, o técnico campeão do mundo em 2002 não abriu mão de ter um volante clássico (aquele mais marcador) e um centroavante. A ideia, que não é exatamente alinhada com o que se faz em todo o mundo, mostra um pouco do fato do Brasil estar atrasado em termos de trabalho.

Com a definição dos 23 convocados, surgiram várias especulações sobre os eventuais 11 titulares e este seria o esboço que mais acredito que possa mesmo ser o time titular brasileiro para jogo contra a Inglaterra: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Fernando, Paulinho; Hulk, Oscar, Neymar; Fred. Não acho um absurdo este provável time titular e também acho a convocação regular, mas com algumas ressalvas.

A ausência que causou mais comentários foi a de Ronaldinho. O camisa dez vem jogando muito no Atlético Mineiro e é o grande maestro do principal time da América do Sul atualmente. O R10 do Galo faria, sem dúvida nenhuma, parte da lista de 23 e deveria ser titular. Porém, o Ronaldinho da seleção brasileira dos últimos tempos, não vai bem e é um rascunho deste jogador que encanta o mundo jogando com a dez alvinegra. Por isso, entendo a não convocação do camisa dez, porém, arriscaria convocá-lo, pois creio que tê-lo no grupo neste período seria importante. Este será o maior tempo que os jogadores estarão juntos e poderão treinar para aprimorar o entendimento do estilo de jogo que Felipão tem o desejo de impor à seleção brasileira. Portanto, como Ronaldinho não tem ido bem com a camisa verde e amarela, o período de treinos poderia servir para encaixá-lo melhor no time brasileiro.

Além disso, a presença de Ronaldinho serviria como referência técnica e de experiência no setor ofensivo da seleção brasileira, que hoje conta com jogadores mais jovens que em outros tempos. Como apontado na lista, os jogadores mais experientes se concentram na defesa e, mesmo assim, apenas Júlio César tem experiência em Copa do Mundo como titular. Nem um outro dos 22 convocados foi à um Mundial como integrante dos 11 iniciais. A média de idade de 26 anos esta longe de ser a menor do pós-Copa de 2010, mas os jogadores experientes estão concentrados no setor defensivo. Do meio campo para a frente, o Brasil tem apenas Jádson, Hulk e Fred com mais de 25 anos. Ou seja, esta responsabilidade no setor ofensivo será do centroavante do Fluminense, que cumpre bem este papel no clube.

Outra falta muito sentida foi a do volante Ramires, que tem características bem interessantes para o 4-2-3-1, pois joga com meio-campista defensivo e também pode atuar como meia-externo pela direita. Nas duas funções, o jogador dos blues já mostrou valor jogando pelo Chelsea. Por outro lado, a saída de Ramires do plantel teoricamente abriu espaço para Hernanes, que deverá ser o reserva de Paulinho. O camisa oito laziale está bem há muito tempo na Itália, mas nunca teve a oportunidade de se firmar como parte do grupo da seleção. Em entrevista à Espn Brasil após a convocação, “Il Profeta” afirmou: “eu sempre quis muito representar o Brasil, mas sempre dava algo errado”. Esta parece ser a hora de Hernanes.

A lateral-direita é o ponto que mais tenho desconfianças. Não sou fã do futebol de Daniel Alves, que vive altos e baixos nesta temporada no Barcelona e, na seleção, não consegue ir bem há muito tempo. E o seu reserva é Jean, que, pelo Fluminense, foi um dos melhores volantes do último Brasileirão e, com a camisa verde e amarela, atuará na lateral, função que não é a de origem dele. Sou totalmente contra convocar jogador improvisado, ainda mais que, neste ano, tivemos laterais-direitos brasileiros em boa fase. O primeiro nome que convocaria seria Rafael, titular no Manchester United campeão inglês, e, para a reserva, apostaria em Danilo, titular no provável campeão português, Porto. Esta posição não merece improvisação e nem uma aposta em jogador que não tem ido bem. Como o setor defensivo é composto por jogadores com mais experiência, acho que valeria apostar na renovação na lateral-direita, que pede por isso.

A última contestação seria o atacante para a reserva de Fred. O convocado Leandro Damião forma a dupla ofensiva do campeão gaúcho, Internacional com o uruguaio Forlán, porém não me encanta completamente. A minha escolha seria outra, Diego Costa. O parceiro de Falcao García nos rojiblancos está muito bem na Liga Espanhola e, quando o colombiano não aparece, é o brasileiro que está lá para resolver. Além disso, o camisa 22 do Atlético de Madrid tem características que agradam o treinador da seleção: é alto, forte, consegue brigar bem com os zagueiros e também tem qualidade para criar jogadas para os companheiros definirem o jogo.

O grande ponto é que esta convocação da seleção brasileira deve ser base para a lista da Copa do Mundo de 2014 e a esta estrutura não é ruim, com alguns outros nomes, o grupo poderá dar certo. Muito deste sucesso passa por este plantel ter tempo para trabalhar e os poucos dias que estarão reunidos para a Copa das Confederações poderão fazer a diferença.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Balanço Era Mano Menezes

Mano Menezes já tem quase um ano no comando da seleção, tem problemas, mas parece estar descobrindo os caminhos para solucioná-los (Vipcomm)

No próximo dia 10 de agosto, o Brasil entrará em campo contra a Alemanha, em Stuttgart, além de ser um grande teste para os canarinhos, a partida marcará um ano do primeiro jogo verde e amarelo sob a batuta de Mano Menezes.  E é justamente o futebol do 2 a 0 contra osEstados Unidos que o Brasil visa alcançar, pois esta, ainda é tida como a melhor exibição brasileira pós-Copa do Mundo.

Durante este ano em que está à frente da seleção, o gaúcho de Passo do Sobrado já testou 56 atletas e, como é costume no Brasil, existem grandes críticas direcionadas a alguns jogadores que constantemente são chamados pelo técnico. Outra tendência das convocações de Mano Menezes é a presença de jogadores com idade olímpica, já foram chamados 15 que poderão estar em Londres no ano que vem – aproximadamente 30% do total

Os olímpicos que já foram convocados por Mano Menezes são: Renan, Gabriel, Neto, Rafael, Breno, Sandro, Paulo Henrique Ganso, Douglas Costa, Philippe Coutinho, Giuliano, Lucas, Neymar, André, Alexandre Pato e Leandro Damião. O camisa sete do Milan é o que tem mais convocações, com sete presenças nas nove listas e é perseguido por Neymar e Sandro, que contam com um chamado a menos.

Os estreantes e remanescentes
 Neymar, Pato, Ganso e Robinho; exceção feita ao último, as referências da seleção nunca foram todas tão jovens (AP Photo)
Além das constantes presenças de jogadores sub-23, Mano Menezes promoveu várias estreias. Logo de cara, foram dez novos nomes: Jefferson, Renan, Rafael, David Luiz, Réver, Jucilei, Ederson, Paulo Henrique Ganso, André e Neymar. Depois, ainda vieram: Neto, Mariano, Breno, Dedé, Ralf, Luiz Gustavo, Henrique, Elias, Wesley, Lucas, Jádson, Renato Augusto, Douglas, Giuliano, Fernandinho, Douglas Costa, Philippe Coutinho, Jonas e Leandro Damião. Ao todo, com um ano à frente da seleção, Mano já realizou a primeira convocação de 29 jogadores.

O treinador gaúcho ainda trouxe de volta à seleção alguns atletas que estiveram presentes na última Copa do Mundo. Na primeira convocação foram apenas quatro: Daniel Alves, Thiago Silva, Ramires e Robinho – todos foram titulares contra os Estados Unidos. Aos poucos, outros foram aparecendo: Nilmar e, depois, Júlio César, Gomes e Luisão. No final, Maicon e Elano também voltaram e, por fim, Lúcio. Portanto, ao todo, 11 jogadores da “Era Mano Menezes” são remanescentes do Mundial de 2010.

Dentro de campo

O novo treinador da seleção brasileira deixou claro desde o início o desejo de utilizar o 4-2-3-1 como esquema base. A forma de jogar foi a mesma que deu certo no Corinthians, onde Mano venceu a Copa do Brasil, Série B do Campeonato Brasileiro e o Paulistão, jogando desta forma – mas desde a sua época do Grêmio ele já utiliza o esquema.

Porém, depois do bom jogo contra os Estados Unidos, a forma de jogar encontrou um grande problema: PH Ganso, o armador central da equipe, sofreu uma lesão e o posto de “camisa dez” ficou vago. Diversos nomes foram testados, mas ninguém conseguiu suprir a ausência do santista, com a qualidade que ele havia apresentado na primeira exibição em verde e amarelo.

O treinador pediu paciência, pois seguia sem o seu camisa dez ideal e Ganso alcançou o posto de insubstituível. Mas a grande e justa crítica à Mano, é que a ausência do santista se tornou uma “muleta” e limitou as tentativas de achar um substituto.

Hernanes, que exerceu com maestria a mesma função de armador central na Lazio, era o nome mais falado. Em sua temporada de estreia na Europa, ele marcou 11 gols – artilheiro laziale na Serie A 2010-11. Mano deu uma chance para ele jogar contra a França. Mas uma expulsão, após jogada violenta, parece ter condenado a vida de Il Profeta com o comandante gaúcho, pelo menos por enquanto. Porém, o treinador discorda desta tese.

Renato Augusto, Carlos Eduardo, Jádson, Philippe Coutinho, Ronaldinho, Douglas, Giuliano e, até, Robinho e Elano, que não são originalmente desta função, passaram pela armação central do meio-campo verde e amarelo. O problema é que nenhum deles teve a continuidade necessária para se entrosar e adaptar ao estilo de jogo dos canarinhos, de Mano Menezes. E para piorar, desde que voltou de sua segunda lesão séria no joelho, após se tornar peça indispensável à seleção, Ganso não consegue ter o protagonismo de outrora.

Na Copa América, além da clara falta de experiência de alguns jogadores para chamar a responsabilidade do jogo em momentos difíceis. Outros problemas apareceram. Um destes jovens protagonistas, Pato, mesmo sendo artilheiro da “Era Mano Menezes”, não convence como camisa nove da seleção. A defesa, instransponível nos primeiros quatro jogos, vem funcionando muito mal nas últimas partidas.

O esquema 4-2-3-1 exige muito dos três meias-atacantes, pois eles também são importantes na marcação, porém são os volantes que têm um dos papeis mais importantes neste esquema tático. E o Brasil sofre com Ramires e Lucas, dupla titular em dez dos 12 jogos de Mano Menezes à frente da seleção. Ambos já chegaram a ser unanimidade, mas não foram bem na Copa América e causam dúvidas.

A obrigação dos dois volantes no esquema é sempre colaborar com a saída de bola, miniminizando os erros de passes. Além disso, é importante que Lucas e Ramires encostem no ataque e finalizem de fora da área – uma característica que deve ser incorporada à este time. Agindo assim, eles contribuem muito com o funcionamento ofensivo da equipe. Em algumas ocasiões, eles cumprem tais funções, mas a inconstância dupla tem justificado as críticas.

Ramires e Lucas também não vêm em grande fase defensiva. Diversos espaços são deixados em frente à área brasileira, o que colaborou para a queda de desempenho da defesa verde e amarela. Na Copa América isso ficou claro, pois foram quatro gols sofridos em quatro jogos, o dobro do que havia sido sofrido em nove jogos.

Outro ponto da defesa brasileira que foi bastante criticado durante este ano com o gaúcho à frente da seleção, é a presença absoluta de André Santos na lateral-esquerda. O ex-jogador do Corinthians de Mano Menezes é líder em assistências da “Era Mano Menezes”, mas o ótimo desempenho de Marcelo no Real Madrid é o que provoca as críticas, pois o treinador não o convoca. Sobre isso, a explicação do comandante brasileiro foi dada ao programa “Bem, Amigos”, do Sportv, e está no primeiro vídeo neste link. O lateral madrilenho não se pronunciou após estas declarações. Mas, em momento algum, ele descarta o retorno do jogador.

O futuro
 Kaká e Ronaldinho Gaúcho em breve deverão retornar à seleção brasileira e podem ser fundamentais para a evolução dos mais jovens (AP Photo)

Mano Menezes é um claro entendedor de futebol, isto fica bem claro em suas entrevistas. Logo após a eliminação brasileira na Copa América de 2011, o treinador gaúcho ressaltou a evolução brasileira. E mesmo com os diversos problemas apresentados na competição, o Brasil realmente foi crescendo ao logo da competição. Na eliminação frente aos paraguaios, os canarinhos fizeram uma boa partida, a melhor na CA 2011, pecando nas finalizações e na ausência delas de fora da área.

A inconstância é natural, pois há a falta de entrosamento natural em seleções que jogam e treinam pouco junto. Mas não está tudo errado, a evolução vista na reta final da Copa América, com alguns ajustes pode dar certo. Retornos – NÃO IMEDIATOS E NEM OBRIGATÓRIOS – de Kaká e Ronaldinho Gaúcho podem ajudar em momentos difíceis, quando a experiência pode fazer a diferença. Os atualmente jovens protagonistas poderão se beneficiar de referências mais experimentadas ao seu lado.

Para que a seleção anfitriã da próxima Copa do Mundo alcance seu ápice em 2014 sem disputar as Eliminatórias, o trabalho está sendo feito de forma correta. Mano vem mantendo a estrutura tática brasileira e exige da CBF amistosos de qualidade, claro, também ocorrem partidas contra o Irã, mas desde que assumiu o comando brasileiro, o treinador gaúcho já enfrentou Argentina, França e Holanda – perdeu os dois primeiros e empatou o último. E já conta com jogos marcados contra Alemanha e Espanha. Todas protagonista do futebol mundial atualmente.

O exemplo a ser seguido é a Espanha, campeão europeia e mundial, que tem um trabalho da mesma mentalidade bastante longo, o que proporciona menos inconstância à Furia e, também, trás os títulos. E sempre é bom lembrar, por mais que a melhor exibição brasileira sob as ordens de Mano Menezes tenha sido a primeira, o Brasil evoluiu em diversos aspectos de lá pra cá.

Confio muito no trabalho de Mano Menezes, por ele já ter demonstrado adorar, entender e estudar muito de futebol. Portanto creio que as soluções aos problemas apresentados ao longo do texto, aos pouco serão solucionados e, em breve, devemos ver os canarinhos vencendo uma seleção entre as melhores do mundo.

Os Convocados (59):

Goleiros (9) –

Jefferson (Botafogo-BRA), Renan (Avaí-BRA), Victor (Grêmio-BRA), Gabriel (Cruzeiro-BRA), Diego Alves (Almería-ESP), Neto (Atlético Paranaense-BRA/Fiorentina-ITA), Gomes (Tottenham-ING), Júlio César (Internazionale-ITA) e Fábio (Cruzeiro-BRA)

Laterais-direitos (4) –

Daniel Alves (Barcelona-ESP), Rafael (Manchester United-ING), Mariano (Fluminense-BRA) – 24 anos e Maicon (Internazionale-ITA)

Zagueiros (8) –

David Luiz (Benfica-POR) – 23 anos, Henrique (Racing Santander-ESP) – 23 anos, Réver (Atlético Mineiro-BRA) – 25 anos, Thiago Silva (Milan-ITA) – 25 anos, Alex (Chelsea-ING) – 28 anos, Breno (Bayern de Munique-ALE), Luisão (Benfica-POR) e Dedé (Vasco-BRA)

Laterais-esquerdos (3) –

André Santos (Fenerbahce-TUR) – 27 anos, Marcelo (Real Madrid-ESP) – 22 anos e Adriano (Barcelona-ESP)

Volantes (9) –

Jucilei (Corinthians-BRA), Lucas (Liverpool-ING), Ramires (Benfica-POR/ Chelsea-ING), Sandro (Internacional-BRA/ Tottenham-ING) – 21 anos, Elias (Corinthians-BRA/Atletico de Madrid-ESP), Wesley (Werder Bremen-ALE), Henrique (Cruzeiro-BRA), Ralf (Corinthians-BRA) e Luiz Gustavo (Bayern de Munique-ALE)

Meias (16) –

Carlos Eduardo (Hoffenheim-ALE), Ederson (Lyon-FRA), Paulo Henrique Ganso (Santos-BRA), Hernanes (São Paulo-BRA), Douglas Costa (Shakhtar Donetsk-UCR), Fernandinho (Shakhtar Donetsk-UCR), Philippe Coutinho (Internazionale-ITA), Giuliano (Internacional-BRA), Douglas (Grêmio-BRA), Ronaldinho (Milan-ITA), Anderson (Manchester United-ING), Jádson (Shakhtar-UCR), Renato Augusto (Bayer Leverkusen-ALE), Elano (Santos-BRA), Lucas (São Paulo-BRA) e  Thiago Neves (Flamengo-BRA)

Atacantes (10) –

Alexandre Pato (Milan-ITA), André (Santos-BRA/Dinamo de Kiev-UCR), Diego Tardelli (Atlético Mineiro-BRA), Neymar (Santos-BRA), Robinho (Santos-BRA), Hulk (Porto-POR), Nilmar (Villareal-ESP), Leandro Damião (Internacional-BRA), Jonas (Valencia-ESP) e Fred (Fluminense-BRA)

Artilharia:

Alexandre Pato – 6
Neymar – 5
Daniel Alves e Fred – 2
Lucas Leiva, Fernandinho, Nilmar e Jádson – 1

Assistências:

André Santos – 4
Paulo Henrique Ganso – 3
Robinho e Carlos Eduardo – 2
Ramires, André, Elias, Neymar e Maicon – 1

Campanha (13J-7V-4E-2D-19GP-6GC-SG13):

Estados Unidos 0x2 Brasil – 10/08/10
Barcelona B 0x3 Brasil – 07/09/10
Irã 0x3 Brasil – 07/10/10
Brasil 2x0 Ucrânia – 11/10/10
Brasil 0x1 Argentina – 17/11/10
França 1x0 Brasil – 09/02/11
Brasil 2x0 Escócia – 27/03/11
Brasil 0x0 Holanda – 04/06/11
Brasil 1x0 Romênia – 08/06/11
CA – Brasil 0x0 Venezuela – 03/07/11
CA – Brasil 2x2 Paraguai – 09/07/11
CA – Brasil 4x2 Equador – 13/07/11
CA – Brasil 0x0 Paraguai (Pênaltis: Brasil 0x2 Paraguai) – 17/07/11

*Esclarecimento: em termos de trabalho e nível da seleção atualmente, vejo Espanha, Holanda, Alemanha e Uruguai à frente do Brasil. Argentina, França, Inglaterra e Itália passam pelo mesmo processo de reencontrar seu futebol, que passa a seleção verde e amarela. Mas até 2014 há tempo de sobra para que todas elas encontrem o necessário para que cheguem forte ao Brasil.

domingo, 3 de julho de 2011

Brasil 0x0 Venezuela


Sem ousadia e sem alegria

Alexandre Pato e Robinho: cara feia, empate amargo na estreia brasileira na Copa América 2011 (Ricardo Matsukawa/Terra)

O Brasil de Mano Menezes começou melhor jogando em cima da venezuela. Com a presença de PH Ganso entre os titulares, o esquema tático voltou a ser o 4-2-3-1. A vinotinto marcarva os “canarinhos” no 4-4-2 ortodoxo, com Arango e César González pelos lados, chegando na dupla ofensiva Fedor e Rondón.

Mesmo sem grande participação de seu dez, o Brasil chegava forte – principalmente com André Santos e Neymar pela esquerda. Pato tentava participar bastante do jogo, mas sentia a falta de apoio de Ganso e Robinho. O centroavante chegou a chutar uma bola na trave, após boa descida de Daniel Alves. Mas a grande chance do primeiro tempo veio com o camisa sete verde e amarelo: ele recebeu de Neymar e bateu displicentemente, possibilitando que Vizacarrondo, com o peito, tirasse a bola do destino dela.

Com a má-participação ofensiva dos volantes, faltava alguém para chegar batendo de fora da área. Este artifício seria importante, pois depois do início ruim, a defesa venezuelana passou a impedir as penetrações brasileiras e o Brasil não arriscou de fora. Após o 0 a 0 no primeiro tempo, a vinotinto voltou mais confiante para a segunda etapa e chegou a assustar os “canarinhos”, que contaram com a dupla de zaga Lúcio e Thiago Silva em boa jornada.

Na etapa final, o técnico brasileiro mexeu bastante, mas não houve melhora com as trocas. A equipe passou a jogar no 4-3-3, com Lucas aberto pela direita, Neymar na esquerda e Fred centralizado, mas não uma produção ofensiva maior. O 0 a 0 pareceu um puco duro ao Brasil, que  sentiu justamente a falta da ousadia tão aclamada pelos seu jogadores no twitter. Além disso, faltou uma maior participação de Ganso e que os volantes também aparecessem no setor ofensivo do meio-campo brasileiro.
Agora o Brasil parte para o grande desafio na primeira fase: o Paraguai, onde enfrentará uma equipe que deu muito trabalho à seleção espanhola na Copa do Mundo de 2010.