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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Seleção da Copa do Mundo 2014

Com o final do Mundial é hora de escolher os onze melhores, o craque e o grande comandante. A maior parte dos 12 escolhidos vieram dos quatro semifinalistas e, entre eles, está o principal desempenho. Apesar do esquema com três zagueiros ter brilhado durante a Copa, escolhi o 4-3-3, pois foi a melhor alternativa para receber os onze escolhidos. Vale destacar que as estatísticas citadas no texto estão disponíveis no site da FIFA. 

Goleiro: Keylor Navas (Costa Rica) 

 Keylor Navas pegou pênalti, mas fez muito mais (Jeff Gross/Getty Images)

Keylor Navas chegou ao Mundial 2014 como melhor goleiro do Campeonato Espanhol 2013-14. O camisa um dos Ticos foi um dos grandes responsáveis pela classificação improvável da Costa Rica, no grupo D, que tinha Itália, Inglaterra e Uruguai. Na segunda fase, ademais de salvar com bola rolando, pegou um pênalti e classificou a equipe, contra a Grécia. Depois, nas quartas de final, o goleiro do Levante evitou que a Holanda se classificasse antes dos pênaltis, onde, desta vez, Navas não brilhou. Mesmo parando na terceira etapa da Copa, o camisa um costa-riquenho fez 21 defesas e muitas delas impostíssimas para o bom desempenho dos Ticos, no Brasil. 

Lateral-direito: Philipp Lahm (Alemanha) 

O melhor lateral do mundo e um dos melhores de todos os tempos se tornou volante, nesta temporada. Na Copa do Mundo, foi no meio-campo que começou a trajetória, por isso, se concretizou como melhor passador da competição: acertou 562 passes dos 651 que tentou (índice de 86%). Lahm foi colocado ali para dar uma saída de bola mais limpa à Alemanha e conseguiu. Porém, a Nationalelf sentiu falta de laterais puros, e Löw acabou recolocando o jogador do Bayern de Munique na posição de origem. O lateral deu ofensividade pela direita, acertou seis cruzamentos e foi uma importante saída para a Alemanha, que antes da realocação do capitão, não contava com os avanços pelos lados. Ir bem à frente não significou deixar espaço nas costas, pois correu uma média de 11,5 km por partida, o quarto maior número no Mundial.

Zagueiro: Mats Hummels (Alemanha) 

 Hummels mereceu palmas pelo desempenho, sendo decisivo na defesa e no ataque (Martin Rose/Getty Images)

O melhor zagueiro alemão chegou ao Mundial cercado por dúvidas, afinal, a temporada teve lesões e desempenho abaixo do habitual. Na Copa do Mundo, Hummels deixou isso de lado e mereceu estar na seleção. O camisa cinco foi o principal nome da linha defensiva alemã, com 47 bolas recuperadas, cinco bloqueios e cinco desarmes completos. Em alguns momentos, parecia impossível passar pelo zagueiro do Borussia Dortmund, que mostrou força, velocidade e muita técnica na defesa. Mas ofensivamente, Hummels também deixou um bom desempenho, ao marcar dois gols de cabeça, um deles garantiu a vitória da Alemanha, nas quartas de final, frente à França. 

Zagueiro: Ezequiel Garay (Argentina) 

O grande ponto de interrogação da Argentina era a defesa e foi justamente o setor que se destacou mais durante o Mundial. Um dos principais responsáveis por isso foi o zagueiro que está se transferindo do Benfica para o Zenit. Ao lado de Zabaleta, Garay foi o único titular da linha defensiva em todas jogos. Pelo alto, foi difícil vencê-lo e, pelo chão, foram 52 bolas recuperadas, segundo maior número entre os jogadores da Copa do Mundo. Portanto, o camisa dois, que não é um dos zagueiros mais técnicos do planeta, conseguiu marcar um desempenho muito bom, que foi reflexo da sua raça, evidente nos quase 11 km percorridos por partida. 

Lateral-esquerdo: Daley Blind (Holanda) 

Ao longo da Copa do Mundo, Blind foi ala-esquerdo, zagueiro e, até, volante. Apesar de não ficar restrito à função em que está sendo escalado, conseguiu ir bem em qualquer um dos setores. A Holanda jogou com uma linha de três zagueiros, por isso, os alas tiveram bastante espaço para atacar e o jogador do Ajax aproveitou bastante isto. Foram duas assistências, um gol e bom desempenho nos passes: arriscou 428 e acertou 351 (82%). Além disso, realizou seis desarmes, participando bem do sistema defensivo. 

Volante: Javier Mascherano (Argentina)  

 Mascherano foi o líder argentino em campo e, com este bloqueio, foi decisivo para colocar a equipe na final (Julian Finney/Getty Images)

El Jefecito abriu mão da braçadeira de capitão e entregou ela ao craque Messi, porém, dentro de campo, todos sabem quem manda. Mascherano foi a voz de Sabella nas quatro linhas e o principal protetor da tão criticada defesa albiceleste, que foi muito bem. Na parte defensiva, um monstro com destaque para os dez desarmes, as incríveis 49 bolas recuperadas e seis bloqueios, um deles que garantiu a disputa de pênalti contra a Holanda e, consequentemente, a classificação à final. Mas também teve participação na construção do jogo. Mascherano foi ótimo nos passes e terminou como terceiro melhor passador do campeonato: 626 tentados e 536 completados (86% de acertos). Ele era o responsável pela saída de bola argentina, recuando entre os zagueiros para dar o primeiro passe, seja curto ou longo, sempre teve qualidade. 

Meia-central: Toni Kroos (Alemanha) 

 No meio dos craques alemães, Kroos foi o que mais brilhou, ditando o ritmo dos jogos (Jamie McDonald-Getty Images)

Ao longo da Copa, Toni Kroos foi o craque mais destacado, no meio do elenco estrelado da Alemanha. Com Schweinsteiger crescendo aos poucos, o camisa 18 foi o responsável por ditar o ritmo do toque de bola da Nationalelf. Por isso, o jogador do Bayern de Munique foi o segundo melhor passador do Mundial, com 633 passes tentados e 537 completados (bom índice de 85%). Além de ser o meio-campista líder, nesta Copa, Kroos marcou duas vezes, ambas na goleada sobre o Brasil, quando executou um recital, no Mineirão. Por ser figura central da proposição de jogo alemã, o camisa 18 terminou o Mundial 2014 como um dos líderes em assistências, ao dar quatro passes decisivos. 

Meia-central: Bastian Schweinsteiger (Alemanha) 

A evolução de um jogador. Schweinsteiger não começou a Copa do Mundo como titular, estava se recuperando de lesão, mas, aos poucos, foi aparecendo e crescendo. O pico do camisa sete foi visto na final, quando deixou em campo uma atuação enorme, com ares épicos. Mesmo tendo atuado apenas 505 minutos, o jogador do Bayern de Munique foi o quarto a completar mais passes, com 467 tentados e 412 completados, índice de 88% de acertos, o melhor no top 8 da estatística. Schweinsteiger, assim como Kroos, é um símbolo de volante moderno e polivalente, aquele que marca e constrói desde o campo defensivo, tipo de jogador provou sua importância nesta Copa. 

Ponta-direita e craque: Arjen Robben (Holanda) 

 Robben foi o melhor jogador da Copa do Mundo e impulsionou a Holanda ao terceiro lugar (Paul Gilham/Getty Images)

O esquema com três defensores da Oranje visava liberdade para Sneijder, Van Persie e Robben. O camisa onze foi o que melhor aproveitou esta tranquilidade para desequilibrar em favor da equipe. O jogador do Bayern de Munique marcou três vezes (todas na primeira fase) e cedeu uma assistência. Mas a importância dele para o esquema de Van Gaal não é refletida pelos números. Durante todo o Mundial, quando a bola chegava no carequinha, a Holanda sabia que boas coisas poderiam ocorrer, com velocidade, dribles imprevisíveis, visão de jogo privilegiada e os chutes com a canhota especial. Apesar de bons desempenhos de outros companheiros, ficou claro, se Robben não fosse bem, a Holanda não teria chegado tão próxima da final. 

Ponta-esquerda: James Rodríguez (Colômbia) 

 James quer saber: "alguém jogou mais que eu no Mundial?" (Warren Little/Getty Images)

Sem Falcao García, muitos acharam que a Colômbia havia ficado sem craque, mas, desde o princípio, o camisa dez mostrou o engano. Com apenas 22 anos, o jogador do Monaco apresentou um repertório incrivelmente profundo. O artilheiro da Copa do Mundo balançou as redes seis vezes: quatro com o pé esquerdo, uma com a destra e outra de cabeça – dois deles foram golaços. Porém não foram apenas gols, fez também duas assistências, portanto, participou diretamente de oito dos 12 gols cafeteros. Além disso, James Rodríguez mostrou ser um meia-atacante completo, bom passador, veloz, bastante habilidoso e com visão de jogo apurada. Faltou pouco para o dez colombiano ser o melhor da Copa, talvez uma campanha um pouco mais longa da seleção dele. 

Atacante: Thomas Müller (Alemanha) 

Mais uma Copa com sete jogos e cinco gols. Aos 24 anos, o camisa 13 já está empatado entre os oito maiores artilheiros da história dos mundiais. Thomas Müller alia técnica, velocidade e raça como poucos. Seja como falso centroavante ou meia-atacante, o jogador do Bayern de Munique deixou no Brasil ótimas atuações e participações decisivas pela sua seleção. Vice-artilheiro com cinco gols, também cedeu três assistências e ainda foi quem mais correu na Copa do Mundo, com média de 12 km por partida. Sem se omitir em nenhum momento e participando de vários setores do jogo, Müller foi uma das marcas da conquista da Alemanha. 

Técnico: Louis van Gaal (Holanda)  

 Van Gaal fez de tudo para que suas principais estrelas jogassem bem e deu certo (Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)

Habituada a jogar no 4-3-3, às vesperas do início da Copa do Mundo 2014, por conta da lesão de Strootman, a Holanda mudou taticamente por iniciativa do técnico. O 3-4-1-2 entrou em ação para dar liberdade para os jogadores mais especiais, Sneijder, Robben e Van Persie. Se o camisa onze foi a estrela que brilhou mais fortemente e mais constantemente, os outros dois também tiveram momentos que tiraram bom proveito desta tranquilidade dada pelo técnico. A mudança deu resultado, pois, com uma geração mais fraca que as anteriores, a Oranje conseguiu o terceiro posto, com boas vitórias sobre Espanha (5 a 1) e Brasil (3 a 0) e faltou muito pouco para ser finalista. Além de mudar e conseguir ir longe, Van Gaal também não ficou preso ao esquema com três zagueiros e, quando foi necessário, mudou taticamente e chegou a voltar ao 4-3-3. 


Vários jogadores que tiveram bons desempenhos ficaram de fora, mas alguns deles ficaram perto de estarem entre os meus onze. A lista por ordem de posição: Neuer (Alemanha), Romero (Argentina), Howard (Estados Unidos), Fabian Johnson (Estados Unidos), Vlaar (Holanda), Giancarlo González (Costa Rica), Thiago Silva (Brasil), Marcos Rojo (Argentina), Cuadrado (Colômbia), Ángel Di María (Argentina) e Messi (Argentina). E o técnico Jorge Luis Pinto (Costa Rica).

sábado, 5 de julho de 2014

Copa do Mundo – Dia 23

Venceu bem

O craque do Mundial vai embora com as lágrimas, e, o melhor da partida, o consola e avança (Laurence Griffiths/Getty Images)

Desde o princípio, chamou a atenção a inatividade de Carlos Velasco Carballo, que parecia proibido de distribuir cartões. Brasileiros e colombianos aproveitaram esta espécie de autorização e fizeram um jogo bastante físico. Em muitos momentos, os jogadores chegaram a extrapolar, beirando à violência. Um exemplo claro foi Fernandinho, que chegou a fazer faltas duras seguidamente e não viu nem o amarelo.

Em campo, os Samba Boys vieram com algumas diferenças. O 4-2-3-1 se aproximou de um 4-1-4-1, tendo Fernandinho como 1° volante e, à frente, Oscar, Paulinho (por conta da suspensão de Luiz Gustavo, voltou ao time), Neymar e Hulk – os dois últimos jogando mais próximos do centroavante Fred. Além disso, Luiz Felipe Scolari surpreendeu positivamente, sacando Daniel Alves e colocando Maicon. José Pékerman manteve o 4-2-3-1, mas optou por Ibarbo como ponta-esquerda, tendo James pelo centro e Cuadrado pela direita. Na volância, Guarín entrou no lugar de Aguilar, portanto, os cafeteros deixaram de ter dois volantes de mais marcação, buscando ter mais posse de bola e mais domínio do meio-campo.

Com as mudanças e o crescimento do desempenho dos jogadores, os Samba Boys cresceram, passaram a ter melhor saída de bola, pois os laterais, a dupla de volantes e até os meias ajudaram mais neste trabalho. O Brasil também conseguiu pressionar a saída de bola, prejudicando o jogo colombiano. Além da marcação alta, outra característica da Copa das Confederações apareceu: o gol no início. Aos seis minutos, Thiago Silva completou escanteio de Neymar e, de coxa, abriu o placar.

A Colômbia tentou equilibrar o jogo, mas esbarrava na forte marcação no craque James Rodríguez e na fraca exibição de Cuadrado, por isso, Júlio César não era incomodado. A dupla de zaga também tinha responsabilidade nisso, pois impediam as chegadas na área e também bloqueavam os chutes, quando os cafeteros conseguiam finalizar. No outro lado do campo, Hulk, mais uma vez, muito ativo, assustava o goleiro Ospina, porém o segundo gol não vinha.

Vendo o adversário controlando o jogo, Pékerman mexeu: sacou Ibarbo e colocou Adrián Ramos, com mais liberdade para ser atacante. O argentino formou um 4-2-2-2, em que o novo jogador do Dortmund tinha espaço para flutuar atrás de Teó Gutiérrez. Com a mexida, os cafeteros passaram a dominar o jogo, a queda da atuação do meio-campo verde e amarelo também colaborou com a mudança no perfil da partida. Mas, como os números mostram, a pontaria não foi o forte da Colômbia na partida. De onze finalizações, apenas uma foi no alvo, desempenho fraco.

No pior momento da partida, o Brasil conseguiu o segundo gol. Em outra bola parada, David Luiz finalmente conseguiu o primeiro dele de falta com a camisa verde e amarela. Apesar do 2 a 0, o craque da Copa do Mundo, James Rodríguez seguiu tentando e, em um dos raros momentos de liberdade, conseguiu descobrir Bacca (ótimo nove, subutilizado no Mundial) livre dentro da área. Júlio César cometeu o pênalti e, na cobrança, o dez cafetero fez o sexto gol dele na competição (artilheiro). Teoricamente, haveria tempo para a virada, porém, o Brasil passou a dominar o jogo e esfriou o ímpeto colombiano.

O 2 a 1 proporcionou mais uma grande cena do Mundial 2014. Com o apito final, James Rodríguez desabou a chorar, mas não ficou desamparado. Em pouco tempo, os brasileiros Daniel Alves, Marcelo e, principalmente, David Luiz consolaram o dez rival. Na entrevista pós-jogo, o jogador do Monaco, aos prantos, afirmou: “chorei, pois sei que deixamos tudo em campo, mas não foi possível”. Nesta tarde e noite, seria difícil vencer o Brasil, que fez a melhor partida na Copa do Mundo.  

A grande ausência

Neymar deixa o campo chorando, ali já dava para imaginar a gravidade da lesão, que, ao final, afastou o craque da Copa do Mundo (Getty Images)

A alegria ao final do jogo se transformou em temor. Primeiro, durante a partida, o capitão Thiago Silva levou o segundo amarelo, em lance bobo, e está fora do jogo contra a Alemanha. Dentro do elenco brasileiro, Dante parece bem capacitado para substituir o camisa três, apesar de não ser fácil entrar no lugar do melhor zagueiro do mundo. Mas a diferença de nível entre o titular e o reserva não é tão grande como a do outro desfalque verde e amarelo.

Quase no final da partida, em lance no campo defensivo, Neymar tomou uma joelhada nas costas. Zuniga chegou muito duro, em jogada totalmente desnecessária. Após o golpe, o dez brasileiro caiu no chão e não se levantou mais. O árbitro não fez nada, nem cartão o lateral colombiano levou. Ney saiu de maca das quatro linhas e chorando muito. Aos poucos, as notícias foram chegando e a tensão atingindo níveis altos.

Do ambulatório do Arena Castelão, Neymar foi para uma clínica particular e, neste local, foi constada uma lesão séria, em uma vértebra da coluna. Desta forma, além de ficar fora da semifinal, como Felipão imaginou na coletiva pós-jogo, o camisa dez não jogará mais a Copa do Mundo 2014. O grande sonho do garoto de disputar e vencer o Mundial no próprio país, quando estava tão perto, acabou.

Até terça-feira, Luiz Felipe Scolari e toda a comissão técnica vão trabalhar muito para substituir a grande referência técnica verde e amarela. Se no talento Neymar é insubstituível no Brasil, vale destacar que, na fase final da Copa, o camisa dez não brilhou. Por isso, os canarinhos conseguiram não depender tanto do craque, que teve atuações mais apagadas, mostrando que a seleção não é apenas o principal jogador. Portanto, há vida sem Ney.

A adversária

 Palmas para Hummels, muito bem na defesa e o autor do gol decisivo (Martin Rose/Getty Images)

Como previsto, o Maracanã viu um jogo muito equilibrado, entre Alemanha e França. A Nationalmannschaft trouxe novidades para a partida: Lahm na lateral e Klose (abaixo dos demais fisicamente) como centroavante. Assim, Löw manteve o 4-3-3, mas teve o time mais próximo daquele que vinha sendo trabalhado durante todo o período entre copas do mundo, principalmente, quando observamos a forma de jogar. Por isso, a aposta forte é na manutenção da trinca de meias, com Khedira, Schweinsteiger e Kroos, tendo Özil e Müller abertos. A mudança que deve ocorrer é a provável escalação Schürrle, deixando Klose como opção para o segundo tempo.

Sobre o jogo, o Rio de Janeiro viu a vitória, por 1 a 0, com o gol do zagueiro Hummels, que, além de marcar de cabeça, conseguiu fazer um ótimo trabalho defensivo. Esta exigência ao jogador do Dortmund foi reflexo da produção dos franceses, que não foi tão grande como em outras partidas, porém capaz de assustar os alemães. Neuer foi exigido várias vezes e fez boas defesas, as que mais chamaram a atenção foram realizadas com uma mão só.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mudar é preciso, Real e Barcelona?


No dia 25 de maio será realizada a final da Liga dos Campeões entre Bayern de Munique e Borussia Dortmund. Os clubes alemães eliminaram os gigantes espanhóis, Barcelona e Real Madrid. Com as desclassificações na semifinal, os jornais da Espanha começaram a especular sobre o futuro dos protagonistas de "El Clásico". O mais curioso é que mesmo o Marca, da capital, falou muito sobre os próximos passos do Barcelona e não foi diferente com os catalães de Mundo Deportivo e Sport, que abordaram o que poderá ocorrer com o Real Madrid.

Real Madrid

O abraço de Modric e Bale tende a voltar a acontecer em breve no Santiago Bernabéu. (Getty Images)

O Marca é taxativo quanto ao futuro do Real: são dez intocáveis, cinco transferíveis e Bale é o principal alvo. As informações vão de encontro à tradição dos merengues que é de grandes mudanças após insucessos. O comando também pode ser alterado, tendo em vista a falta de integração de Mourinho com o elenco blanco. Em entrevista, o "Special One" afirmou: "eu ainda não decidi se vou ou se fico", mas, na Inglaterra, se fala que o retorno do português ao Chelsea já está sacramentado. 

Além dos problemas com jogadores, outro indício da troca no banco de reservas é que dos cinco transferíveis, três deles também são agenciados por Jorge Mendes, o empresário de Mourinho. São eles: Coentrão, Pepe e Di María. Kaká e Higuaín também são considerados negociáveis, segundo as informações do jornal Marca. Dos cinco, a grande perda seria Di María, mas, em compensação, a eventual transferência do argentino renderia uma boa quantia para os cofres merengues, tendo em vista o potencial financeiro dos interessados no futebol de "El Fideo", os rivais de Manchester e o PSG. Uma venda do camisa 22 fica mais óbvia se observarmos que Bale, o principal alvo merengue no mercado, faz função semelhante a do argentino e também atua como meia-atacante pelos lados. 

As outras quatro eventuais saídas não fariam tanta falta ao Real. Pepe vem caindo de produção, tem um salário alto e atualmente é reserva. Coentrão é outro jogador que não alinha entre os onze iniciais. Neste ano, o português teve mais espaço por conta das lesões de Marcelo, porém, o brasileiro é a escolha número um para a posição. Kaká nunca emplacou com a camisa branca, mas pode ficar, se Mourinho realmente deixar o cargo de técnico e, principalmente, se o novo treinador for mesmo Carlo Ancelotti, com quem o brasileiro viveu seus melhores anos no Milan. Higuaín alterna a titularidade com Benzema, porém o francês tem mais recursos técnicos que "El Pipita". A eventual saída do centroavante argentino enfraqueceria o elenco merengue, porém parece claro que o Real irá atrás de outro grande camisa nove para revezar com o ex-jogador do Lyon. Os merengues ainda devem liberar jogadores pouco utilizados, como Adán e Ricardo Carvalho. Essien terá o empréstimo finalizado e também não deverá ficar.

Por outro lado, o Marca afirma que dez jogadores não sairão de forma alguma do Real. O titular da seleção espanhola, Casillas e o camisa um de Mourinho nos blancos, Diego López serão os goleiros. A dupla de zaga titular, Varane e Sergio Ramos também permanecerá. Os volantes Xabi Alonso e Khedira são mais dois que seguirão no Santiago Bernabéu. Modric foi contratado para a temporada 2012-13 e ainda não rendeu o máximo, porém, segue como aposta do Real para o próximo ano. Özil joga cada vez melhor e é mais um a fazer parte da lista que o jornal de Madri chama de "dez intocáveis". Mesmo com os problemas de renovação, Cristiano Ronaldo seguirá no clube e Benzema parece ter sido o centroavante escolhido da diretoria para continuar fazendo parte do elenco. 

Com esta estrutura formada pelos "dez intocáveis" e mais alguns jogadores que devem ficar, como Marcelo, Callejón e Morata, muitas contratações deverão ser realizadas. A base seria bastante semelhante a que hoje é utilizada por José Mourinho, mas esta estrutura deverá mesmo ser trabalhada por outro comandante. O preferido de Kaká parece ser o nome mais desejado pela cúpula merengue. Inclusive, na última semana, Ancelotti deu a seguinte declaração: "é difícil falar não para o Real Madrid", mas depois afirmou que ainda não foi procurado pela diretoria dos blancos.

Entre os prováveis reforços, Bale parece ser a grande obsessão madrilenha para 2013-14, mas só a chegada do galês não reconstruirá o elenco, que, pelo o que é sinalizado na Espanha, deverá sofrer muitas baixas. Por isso, vários nomes começam a ser vinculados ao Real para o próximo ano. Dois jovens meias-centrais, Verratti (contratação indicada por Ancelotti ao PSG) e Gündogan, do algoz Dortmund, seriam alvos. O volante italiano do clube da capital francesa parece ser o mais próximo de um acerto com os blancos.

Uma espécie de "El Clásico" poderá ser disputado no mercado de transferências em duas situações. O jogador que causaria mais impacto a qualquer um dos rivais seria Neymar. O brasileiro tem o nome mais ligado ao Barça, mas, na última semana, a imprensa catalã citou que o número 11 santista segue no radar madrilenho. O zagueiro da Real Sociedad, que faz boa campanha em La Liga, Ínigo Martínez deve ser alvo de disputa entre os rivais. Além de Real e Barça, o Bayern também parece interessado no futebol do defensor. Para os merengues, a contratação do basco de 21 anos seria muito importante, pois o clube tem o objetivo de liberar dois zagueiros portugueses, Ricardo Carvalho e Pepe. 

Além de Bale e de Neymar, os nomes para o setor ofensivo, que também precisa de contratações, não são muito divulgados pela imprensa espanhola. O centroavante poderia ser o algoz Lewandowski ou o impressionante uruguaio Cavani, que deve mesmo deixar o Napoli e é hoje o artilheiro da Serie A 2012-13. O grande nome do rival Atlético de Madrid, Falcao García também seria uma excepcional aquisição para o ataque merengue, mas este nome já foi mais comentado no Santiago Bernabéu. Nos últimos dias, ainda surgiu a informação divulgada pelo "El Confidencial" de que o agente de Ibrahimovic, Mino Raiola ofereceu o centroavante para o Real Madrid. O sueco seria outra grande aquisição para a função. Para o meio-campo ofensivo, outro jogador napolitano, Hamsik seria uma boa opção e Isco, do Málaga, poderia ser outra interessante alternativa. Mas, como dito anteriormente, os nomes que estão no radar do Real Madrid seguem serem divulgados.

Para que a reformulação seja ainda mais válida, o Real poderia olhar mais para sua base e de lá trazer jogadores para a composição do novo elenco principal. 

Barcelona

Será que vou jogar no Barcelona a partir do meio do ano? Esta parece ser a dúvida de Neymar. (Agência Estado)


No clube catalão, as cobranças parecem ser maiores, porque, nos últimos anos, o Barcelona sempre foi o melhor time do mundo, mas vem caindo de produção desde 2011-12. A primeira movimentação da direção para o ano que vem foi afirmar que Tito Vilanova será o treinador em 2013-14, muito pelo ótimo desempenho alcançado em Lá Liga. Com a definição do comandante, o Barça tem uma vantagem em relação ao principal rival: já tem definido o técnico e poderá discutir com ele as contratações.

O primeiro passo dos catalães foi fazer o discurso de que o trabalho não está perdido e que a base deverá ser mantida, recebendo reforços pontuais. O técnico Tito Vilanova afirmou: “Esta equipe não necessita de grandes mudanças. No seu tempo o ‘Dream Team’ (época em que o clube foi comandado pelo ex-ídolo Cruyff e misturou jogadores da base com estrelas mundiais, como Koeman, Laudrup, Stoichkov e Romário) ganhou o Espanhol, mas caiu (por 4 a 0 para o Milan) na final (da Liga dos Campeões 1993-94) em Atenas, mudaram muitas coisas e, os anos seguintes, foram bem piores”. O ex-goleiro e agora diretor esportivo do Barcelona, Andoni Zubizaretta foi de encontro às palavras do treinador e, em entrevista ao Canal +, elogiou o plantel blaugrana, “estou encantado com os jogadores que temos”.

A primeira grande baixa blaugrana deve o goleiro Valdés, que vinha melhorando a cada dia, mas anunciou que não renovará o contrato, que acaba em 2014. Por isso, a saída do campeão mundial já pode ocorre agora. Para a camisa um, vários nomes foram ventilados ao longo do ano, porém, com a eliminação na Liga dos Campeões, os jornais catalães passaram a falar mais claramente dos candidatos. O titular do Manchester United, De Gea, que se firmou na Inglaterra como grande goleiro em 2012-13, é o preferido dos torcedores (segundo enquete no diário Sport) e seria o nome ideal, pois é jovem e poderia ficar sob as traves do Camp Nou por muito tempo. O outro nome também viria da terra da rainha, Pepe Reina, do Liverpool. O goleiro de 30 anos seria uma opção que agradaria o elenco, porque o jogador faz parte e é muito querido na seleção espanhola, que tem muitos barcelonistas. Segundo a imprensa catalã, o Barça pode até contratar dois goleiros neste mercado.

Mas o grande problema do Barça é a falta de zagueiros no elenco. Mesmo nos títulos, muitas vezes a equipe sentiu a falta de defensores centrais. Neste sentido, Tito Vilanova tem um nome para alinhar ao lado de Piqué: Thiago Silva. Porém, uma troca de Paris por Barcelona não parece ser o movimento mais fácil no mercado, por isso, a direção blaugrana trabalha com outros dois nomes, Hummels e David Luiz. O zagueiro alemão é o preferido do diretor Zubizarreta e seria, de fato, uma opção mais segura.

Ainda na defesa, se fala muito sobre uma eventual saída de Daniel Alves. O lateral verde e amarelo teve ano bem abaixo do nível habitual. A chegada de Alba para a lateral-esquerda, fez com que o brasileiro fosse mais exigido defensivamente, pois, o jogador da seleção espanhola também tem características bem ofensivas, o que tirou a liberdade do camisa dois blaugrana para funcionar quase como um ponta. Com Alba, há um revezamento entre os alas para o apoio e a preferência parece ser do espanhol. Montoya, com estilo mais defensivo, parece ser o nome ideal para ocupar a lateral-direita do Barça no próximo ano.

Se na defesa as mudanças devem vir em grande escala, no meio-campo, a história tende a ser diferente. A estrutura da linha média está formada: Busquets, Xavi e Iniesta. Além disso, todos têm bons reservas. Song teve pouco espaço em seu primeiro ano na Espanha, porém é um grande 1º volante; Thiago tem o estilo bem semelhante ao maestro blaugrana e Fàbregas é um meia-atacante de grande nível. Portanto, uma reformulação no setor não se mostra necessária. 

A grande dúvida entre estes jogadores é Cesc, que foi contratado por cerca de 35 milhões de euros e, desde 2011-12, vem vivendo altos e baixos com a camisa do clube onde foi criado. O camisa quatro não é unanimidade entre os torcedores e já foi vaiado algumas vezes no Camp Nou. Por isso, visando recuperar uma parte do dinheiro investido, o Barcelona poderia negociar o jogador. Porém, com o técnico Tito Vilanova falando que não há necessidade de tantas mudanças, a permanência de Fàbregas parece mais provável.

O ataque também deverá contar com a atenção da diretoria nesta fase dedicada às contratações. Messi e Pedro são unanimidades do setor e devem continuar, mas o elenco precisa de mais opções para o setor ofensivo. Outro fato que reforça isto é que Villa, buscando protagonismo, deverá sair e Alexis Sánchez, que nunca convenceu em blaugrana, também está na lista dos transferíveis do Barcelona. 
Outro ponto é que, com a dupla, Tello teve poucas chances para mostrar o seu futebol, que tende a ser bastante promissor. Por isso, as negociações do chileno e do espanhol parecem inevitáveis. 

Para reforçar o ataque, o alvo número um segue sendo Neymar, que, mesmo tendo Real e Bayern de olho, deverá mesmo ir para Barcelona. Além do interesse ainda maior do futebol europeu, o staff do craque santista parece ver com melhores olhos uma transferência para o velho mundo, pois o camisa 11 da seleção canarinho já não encontra desafios que proporcionem evolução para ele no Brasil.

Como a provável chegada do brasileiro toma conta de todos os noticiários, outro jogador de lado de campo, que seria necessário para melhorar o elenco, não tem seu nome falado pela imprensa catalã, mas deverá sim ser contratado. Porém, o ataque blaugrana carece mesmo é de um centroavante. Desde a saída de Ibrahimovic, no final da temporada 2009-10, não há um homem de área no elenco e isto faz falta. Para esta função, só o nome de Lewandoski é comentado, mas a diretoria do Barça está ciente da necessidade de um jogador com esta característica, por isso, outros jogadores deverão ser consultados para melhorar o plantel dos culés.

Assim que a temporada terminar de fato, as movimentações dos dois gigantes espanhois devem ser bem interessantes e muito coisa do que foi descrito acima deve ocorrer. Mas, como o mercado de transferências é muito variável, pode ser que os alvos da dupla mudem.

sábado, 9 de junho de 2012

Eurocopa 2012 – Dia 2

O segundo dia de competições em Polônia e Ucrânia mostrou que o grupo B é realmente uma chave da morte.

Holanda 0x1 Dinamarca

Eficiência dinamarquesa derrota a favorita Holanda

 Sneijder: apesar da derrota holandesa, o camisa dez foi o melhor da partida, comandou as ações no meio-campo e deixou os companheiros diversas vezes na cara do gol (AFP)

O moderno Metalist Stadium, em Kharkiv, com um gramado composto de grama artificial e natural parecia um tapete. Com o piso molhado, o toque de bola holandês fluiu desde o início. Bert van Marwijk não abriu mão de jogar no 4-2-3-1, as novidades entre os seis da frente vice-campeões mundiais era a presença de Afellay como externo-esquerdo, no lugar outrora ocupado por Kuyt. Além disso, Huntelaar, que liderou a equipe em gols nas Eliminatórias, ficou no banco, pois Van Persie veio muito bem do Arsenal e manteve a forma nos amistosos antes da Euro.

A Dinamarca de Olsen jogou no tradicional 4-2-3-1, mas com o volante pela esquerda Zimling, muitas vezes adiantando a posição. O início da oranje foi muito bom. A execução do esquema era quase perfeita: troca de posição entre os meias, centroavante se mexendo muito, pressão na saída de bola adversária e arremates de fora da área. Só a participação dos volantes que não era a ideal, pois Van Bommel e De Jong conseguiam aparecer ofensivamente, porém, não conseguiam sucesso na função defensiva.

Mas o domínio holandês não trazia resultados. Van Persie falhava na hora de finalizar e Robben também errava no último lance. O camisa 11 finalizava quando devia tocar e optava pelo passe, quando o chute era claramente a melhor opção. Após o início ruim, a Dinamarca foi se acertando na partida. O lado esquerdo se mostrou forte, com a parceria entre o lateral S. Poulsen e o externo Krohn-Dehli. E gol aos 23 minutos saiu através da dupla. O camisa cinco fez o cruzamento, a bola explodiu na zaga e sobrou para o número nove entortar Heitinga e marcar o 1 a 0.

Com o placar desfavorável, a Holanda se apagou um pouco na partida e com bastante eficiência, os dinamarqueses passaram a dominar as ações. Porém, Rommedahl era inoperante pela direita e Eriksen ficava devendo um pouco na zona central. Ao camisa oito falta amadurecer o suficiente para conseguir segurar o a expectativa que a Dinamarca exerce sobre ele.

No segundo tempo, a oranje voltou mais forte, mesmo sem nenhuma mudança no início. Os comandados de Bert van Marwijk voltaram a controlar a partida e os ataques não pararam. Segundo o site da UEFA, foram 28 finalizações holandesas e apenas oito foram no alvo. Muito dos arremates da Holanda vão para conta de Sneijder, que dominou as ações do jogo: fez passes curtos, lançamentos e deixou companheiros na frente do goleiro várias vezes, mas as finalizações não foram corretas. Está claro que depois de temporada inconstante e atrapalhada por lesões na Inter, o camisa dez ditará o ritmo holandês na Euro 2012, mas precisará de apoio dos companheiros.

O técnico holandês demorou a mexer, mas colocou Van der Vaart no lugar de De Jong e Huntelaar no lugar de Afellay, recuando Van Persie para a criação de jogadas. Porém, as mudanças tardias, não surtiram o efeito desejado. O atacante do Schalke 04 não conseguiu ser mais eficiente que o titular e as chegadas de trás do camisa 23 não foram eficientes. Ou seja, a oranje seguiu dependendo praticamente só de seu número dez.

A impressionante disciplina tática dinamarquesa deu três pontos para a equipe no grupo da morte, mas, de qualquer forma, a impressão é que os dinamarqueses não terão força para alcançar a segunda fase da Eurocopa. Já a Holanda tem partida fundamental contra a Alemanha na próxima rodada, uma vitória da oranje tem tudo para embolar o grupo, que, desde o princípio, foi tão temido.

Alemanha 1x0 Portugal

Mario Gómez: o artilheiro que resolve

 Mario Gómez fez gol de artilheiro e garante a vitória da Alemanha na estreia (Getty Images)

Joachim Löw no 4-2-3-1 e Portugal no 4-3-3, os esquemas táticos foram os esperados para uma partida que prometia muito. Mas, não era nenhuma possível novidade tática que chamava a atenção para a partida. E sim, a presença de Cristiano Ronaldo, cotado para ser o superstar desta Eurocopa e o início da Alemanha na competição, em que chega como favorita ao lado de Espanha e Holanda.

Mas o jogo ficou devendo um pouco. Ronaldo apagado na marcação forte exercida por Boateng. Do outro lado, os armadores alemães foi pouco criativo, com Özil surpreendentemente bem marcado por Miguel Veloso, o vértice mais recuado do triângulo do meio-campo português. Com o baixo rendimento dos jogadores da linha de três meias e, com Reus e Götze no banco, ficou claro que Löw demorou a mudar a nationalelf. Para a sequência da competição, é óbvio que se os titulares não se cuidarem, a dupla reserva poderá assumir a vaga entre os 11 iniciais.

A partida muita equilibrada seguia sem grandes chances para os dois lados. Por Portgual, muito pelo fato de Nani exagerar no individualismo, Ronaldo seguir sendo anulado pela defesa alemã, Postiga – depois, Nélson Oliveira – serem centroavantes nulos e Raúl Meireles e João Moutinho não conseguirem ajudar na criação. Pela Alemanha, a participação tímida dos meias era fundamental para o mau desempenho.

O zero saiu do placar por conta de Mario Gómez. Khedira cruzou e o centroavante alemão apareceu entre os defensores para cabecear com perfeição à baliza portuguesa. Após o 1 a 0 da nationalelf, a “seleção das quinas” foi para o ataque, mas a defesa alemã muito bem postada se segurou, com Hummels sendo o grande nome da partida – jogando bem na seleção, o que tem sido pouco comum.

A partida recheada de equilíbrio teve a igualdade refletida pelo alto número de faltas, 33 ao todo. Largar na frente de Holanda e Portugal foi um grande passo para a Alemanha no difícil grupo B da Eurocopa 2012. Mas o que está claro é que a chave será disputada, portanto, Portugal está longe de ser tratada como carta fora do baralho.

Obs: análise mais focada na segunda etapa, quando pude acompanhar o jogo com mais atenção.