Mostrando postagens com marcador Premier League. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Premier League. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de agosto de 2014

O meia-armador da Seleção

Coutinho (à esquerda) e Sterling (à direita) terão papel mais preponderante no Liverpool, sem Suárez (no meio), na primeira partida da EPL, o inglês assumiu sua responsabilidade e decidiu (Alex Livesey/Getty Images)

“Sua habilidade para sair de situações difíceis e sua visão de jogo são incríveis. Ele foi fantástico, é um operário incrível, simplesmente mágico”. Com essas palavras, o técnico do Liverpool, Brendan Rodgers descreveu o seu camisa dez, Philippe Coutinho, após o 4 a 0 aplicado sobre o Borussia Dortmund, em amistoso de pré-temporada. No período de férias o comandante deixou uma missão para o brasileiro: ver DVDs de Valderrama, Valerón, Rui Costa e Francescoli, quatro jogadores da posição e que atuaram em ótimo nível. 

Pelas declarações iniciais do técnico, o jovem cumpriu a tarefa de férias e voltou ainda melhor. Na primeira partida do Liverpool pela Premier League, o camisa dez foi o meia-atacante, no 4-2-3-1 montado por Brendan Rodgers. Porém, o difícil debute frente ao Southampton, não teve o melhor de Philippe Coutinho. O carioca participou pouco, conseguiu apenas dois passes importantes e completou só três dribles, mas segue prestigiado pelo comandante. Sem o melhor do camisa dez, os Reds tiveram muitas dificuldades. 

O Southampton, também em um 4-2-3-1, teve a estréia do ponta-esquerda Tadic, que, com habilidade e velocidade, incomodou muito outro debutante, o lateral-direito Manquillo. O Liverpool saiu na frente com o ótimo Sterling, aproveitando lançamento maravilhoso de Henderson, que, no mesmo lance, recuperou a bola e fez a assistência. Jogando melhor, os Saints só não igualaram a partida rapidamente, porque Mignolet e o Skrtel se comportaram muito bem. Mas a igualdade veio. O melhor da equipe visitante fez passe de letra e deixou o lateral-direito Clyne livre para igualar. 

Brendan Rodgers colocou Lambert no lugar de Coutinho e passou a jogar no 4-3-1-2, com o recém-contratado fazendo dupla de ataque com Sturridge e Sterling atuando na armação. Sem controlar o totalmente as ações da partida, os Reds conseguiram o 2 a 1, após muitas bolas cruzadas na área. De cabeça, o autor do primeiro gol assistiu Sturridge, que, na pequena área, só empurrou às redes. Jogando melhor, faltou muito pouco para o Southampton sair com o empate, novamente, Mignolet evitou. 

Mesmo tendo vendido muitos destaques da última temporada – receberam 119,53 M € por cinco jogadores –, com Ronald Koeman e gastando “apenas” 58,2 M € em contratações, os Saints devem continuar incomodando muito os grandes. Por isso, a vitória, mesmo com muitas dificuldades, mostra um Liverpool forte para a disputa da Premier League e, o melhor de tudo, Sterling já começou a temporada em nível altíssimo. 

Voltando a vestir verde e amarelo 

No Mundial Sub-20 2011, Philippe Coutinho teve algum destaque, principalmente, na primeira fase, quando marcou todos os seus três gols na disputa (Fernando Llano/AP Photo)

Nesta terça-feira, Dunga faz a primeira convocação desta nova passagem pela Canarinho e, apesar da primeira atuação na temporada ter sido ruim, Philippe Coutinho tem que estar lá. O jogador do Liverpool tem tudo para ser o meia criativo e com visão de jogo apurada, que, desde que Ganso surgiu e não conseguiu se firmar, a seleção brasileira procura. No rastro do paraense, o camisa dez dos Reds foi testado e convocado por Mano Menezes, mas não se firmou. 

A guinada na carreira ocorreu mo meio da temporada 2012-13, quando o Liverpool desembolsou 10 M € – pechincha para os valores do mercado atual – e trouxe o novo camisa dez, que, na Internazionale nunca teve o destaque merecido. Agora, Philippe Coutinho tem tudo para ser um dos importantes pilares jovens da nova trajetória dos Samba Boys. Alternando criatividade, habilidade e velocidade, com muita disposição para ajudar o time e disciplina tática, o carioca traz características de jogo, que poucos brasileiros têm atualmente, por isso, merece a oportunidade na verde e amarelo. 

Com muita confiança de Brendan Rodgers e bem adaptado na Inglaterra, Philippe Coutinho deve, mais uma vez, realizar boa temporada pelos Reds. Desta forma, deve se confirmar no elenco da equipe nacional e com boas chances de se firmar entre os onze iniciais da nova era Dunga.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Prévia da Premier League 2014-15

O milionário Manchester City ganhou a Premier League 2013-14 e, para esta temporada, vem ainda mais forte (Getty Images)

A principal liga de futebol do mundo, a English Premier League começa no próximo final de semana e promete ser ainda mais interessante que a temporada anterior. Por isso, neste espaço, faremos uma prévia tática dos cinco principais candidatos ao título, que trazem coisas novas para a disputa de 2014-15. As possibilidades de Manchester City (1°), Liverpool (2°), Chelsea (3°), Arsenal (4°) e Manchester United (7°) serão apresentadas aqui, na ordem inversa à classificação da última temporada. 

Manchester United 

Depois do péssimo desempenho sob a batuta de David Moyes, o Manchester United entra com algumas novidade interessantes para a temporada, se desprendendo do estilo Alex Ferguson. A principal delas está no banco de reservas, o melhor técnico da Copa de 2014, Louis van Gaal. Com o holandês, os red devils devem emular o sistema da oranje no Mundial, um 3-4-1-2, com muita liberdade para o trio ofensivo. No mesmo esquema, Van Persie rendeu bem pelo seu país; Rooney costuma atuar melhor quando joga mais solto; e, desde que chegou à Inglaterra, Mata tem mostrado o máximo, quando é escalado pelo centro. Portanto, para o trio ofensivo, a mudança aparenta trazer apenas benefícios.

Manchester United - Van Gaal 2014-15 - Football tactics and formations
   
Outro setor que chama a atenção no novo desenho do United são as alas, em que devem jogar Valência pela direita e o recém-contratado Shaw pela esquerda. Dois jogadores de boa chegada e que, com a proteção de três zagueiros, deverão aparecer bastante na fase ofensiva do jogo. O equatoriano foi testado na função durante a pré-temporada e trouxe variação aos red devils, pois, com as subidas dele, muitas vezes o time ficou no 4-2-3-1, com Rooney jogando um pouco mais aberto. Mas é sempre bom lembrar que, com Ferguson, Valencia foi utilizado como lateral em linha de quatro, portanto, se adaptar na ala (principalmente, nas questões defensivas) não será tão difícil. Mesmo assim, o elenco do United dá a possibilidade de usar Rafael, lateral de origem, na função - opção mais defensiva. 

Ander Herrera terá papel central no novo Manchester United de Louis van Gaal (Manchester United)

Quem terá papel central no jogo dos red devils é o novo contratado Ander Herrera, que era alvo desde a temporada passada e chegou por 36 M €. O basco será o responsável pela saída de bola do time, alternando passes curtos e longos, e dando dinâmica à meia-cancha da equipe. A dúvida fica por conta de seu acompanhante no centro do campo, o sonho do United é Vidal, mas, por enquanto, a realidade é Carrick ou Fletcher, dois jogadores que não estão nos melhores momentos da carreira. 

Para completar, o grande problema da equipe, a defesa, que, até por isso, pode ser muito beneficiada do esquema. Pois, com três zagueiros e quatro meias, a proteção ao bom goleiro De Gea deve melhorar. Mesmo assim, com as saídas de Ferdinand e Vidic, que já não estavam no melhor nível, Van Gaal sentirá falta de um zagueiro mais experiente para liderar o novo sistema defensivo. Como o mercado ainda está aberto, há a expectativa que o Manchester United ainda possa trazer este jogador, que não existe no plantel.

Arsenal  

Nove anos depois, o Arsenal voltou a ser campeão da FA Cup e começou esta temporada com a conquista da Community Shield. Além disso, reforçou o elenco e só perdeu jogadores que não eram centrais ao time, ao contrário do que havia ocorrido em temporadas anteriores. Com mais de 77 M € investidos, Arsene Wenger surpreendeu e trouxe Alexis Sánchez, Calum Chambers, Mathieu Debuchy e David Ospina.  

Mas não foi apenas ao abrir o bolso que o técnico francês surpreendeu. Na Supercopa da Inglaterra, o 3 a 0 foi conquistado com um esquema diferente do 4-2-3-1 habitual do comandante. Wenger escalou a equipe no 4-1-4-1 e os jogadores responderam mostrando àquilo que o técnico queria: contra-ataques velozes, troca de passes e a boa chegada dos dois meias-centrais, Wilshere e Ramsey à área. Alexis Sánchez estreou muito bem pela ponta-direita e fez parceria interessante com o novo lateral-direito gunner, Debuchy. Por conta de bom desempenho pelo lado e porque Groud, mais uma vez, marcou, a possibilidade de utilizar o chileno como centroavante deve ser deixada de lado como plano inicial da temporada.  

 Arsenal - Football tactics and formations  

A boa atuação dos gunners não traz apenas soluções ao técnico Arsene Wenger, pois o 3 a 0 foi construído sem a presença da contratação mais cara da história do clube, Özil e com bom atuação do substituto, Santi Cazorla. Apesar disso, a Copa do Mundo traz alento ao treinador, pois, no Mundial, o camisa onze do Arsenal atuou bem partindo ponta-esquerda, justamente o espaço que o espanhol ocupou bem na primeira partida oficial da temporada. Mesmo sem jogar no posicionamento habitual, pelo centro, Özil mostrou que pode ser relevante jogando aberto. Se Santi Cazorla aceitar o banco de reservas, o problema que Wenger teria, pode se tornar uma ótima alternativa de jogo. O espanhol entrando durante as partidas pode mudar esquema, formando um 4-2-3-1, por exemplo, ou, em ausências de Özil, ser ótimo dublê do camisa onze alemão.  

Com o setor ofensivo bem definido, o foco do Arsenal neste final de mercado de transferências deve ser a defesa. No 4-1-4-1, Arteta, que foi recentemente convertido como capitão da equipe, deverá ser o volante mais fixo. O movimento de entregar a faixa ao espanhol mostra a confiança do técnico na situação física dele (uma grande dúvida antes do início de 2014-15), por isso, com o apoio de Ramsey e Wilshere deve dar segurança à defesa. A dupla de zaga deverá ser composta por Mertesacker e Koscielny, porém há a necessidade da contratação de um zagueiro para ser o reserva imediato da dupla, apesar de que Nacho Monreal e Chambers têm condições de atuarem por aquele setor.

Chelsea  

Nas últimas temporadas, independentemente do time que assumia, Mourinho colocava em prática um 4-2-3-1. O técnico luso ficou conhecido e consagrado como um dos grandes executores do sistema da moda. Porém, na primeira passagem pelo Chelsea, o Special One utilizava um 4-3-3, com Makelele mais fixo e Essien e, principalmente, Lampard com mais liberdade para chegar ao trio ofensivo.  

As contratações realizadas por Roman Abramovich permitem que o técnico luso volte ao esquema utilizado na temporada 2004-05. De qualquer forma, o elenco segue permitindo que os blues sejam escalados no 4-2-3-1, sem grandes mudanças nos onze iniciais de 2013-14. Uma dupla de volantes com Matic e Fàbregas, com Willian, Oscar e Hazard à frente não seria ruim e pode ser bastante viável para o decorrer da temporada. Mas, desde o início, imagino José Mourinho tentando colocar o 4-3-3 em ação.
  
Chelsea - Football tactics and formationsChelsea - Football tactics and formations  


No 4-3-3, Oscar perderia a vaga no time titular, mas os blues ganhariam defensivamente com a presença de três volantes no meio. O trio formado por Matic, Ramires e Fàbregas tem as características muito valorizadas atualmente: todos sabem marcar e atacar. O espanhol é bom passador e um perigo próximo à área, Ramires traz infiltrações e velocidade e Matic, o melhor marcador do trio, é muito forte, tem bom primeiro passe e alguma habilidade. Além do bom triângulo no meio, o 4-3-3 daria liberdade para Willian e Hazard ficarem mais focados na fase ofensiva do jogo, ao lado do centroavante Diego Costa. O recém-contratado agrega bastante ao elenco blue e deve garantir gols.  

A defesa, que já não preocupava, ainda ganhou um bom reforço na lateral-esquerda, posição que o elenco era mais frágil. Filipe Luís deve garantir boa marcação e interessantes avanços pelo flanco, uma eventual dobradinha pelo setor com Hazard promete incomodar os adversários. O restante da retaguarda deve contar com a boa dupla Terry e Cahill no centro e Azpilicueta na direita, mas, se Mourinho quiser mais proteção, Ivanovic pode assumir a lateral-direita. Na meta, a dúvida entre Cech e Courtois deve seguir nos primeiro jogos e será decidida de acordo com o desempenho dentro das quatro linhas.

Liverpool  

Em 2013-14, o ótimo técnico Brendan Rodgers mostrou toda a sua capacidade e, ao longo da temporada, foi rascunhando o time ideal do Liverpool. A partir de um momento, não existiu mais dúvida, o melhor dos reds seria encontrado ou no 4-1-4-1 (4-3-3), com Gerrard mais recuado e Suárez partindo da ponta-esquerda, ou no 4-3-1-2, com Sterling sendo o um atrás da infernal dupla composta pelo uruguaio e Sturridge.  

Tendo em vista as contratações e a pré-temporada, Brendan Rodgers deve apostar no 4-1-4-1, com desenho bastante similar ao que deu certo em 2013-14. A enorme ausência de Suárez deve fazer Sterling ocupar a ponta-esquerda e, no outro lado, disputa aberta entre dois recém-contratados, Markovic e Lallana. O primeiro deve começar a temporada como titular, pois o inglês iniciará a trajetória no novo clube lesionado. No centro do ataque, Sturridge, que já teve bom rendimento de gols na última temporada, terá que elevar esta marca, pois o artilheiro do Liverpool não faz mais parte do elenco.  

Liverpool - Football tactics and formations  

Neste esquema, Coutinho deve atuar como meia-central e terá papel fundamental à estratégia do técnico norte-irlandês. Mesmo não jogando como meia-atacante, o brasileiro deve ser o principal armador da equipe e terá bastante liberdade para encostar no centroavante Sturridge. Além do camisa dez, o eterno capitão Gerrard também terá responsabilidade na armação, pois é dele que o primeiro passe deve sair. Além disso, o histórico número oito é o homem da proteção à linha defensiva.  

O sistema defensivo dos reds ganhou bons reforços. Na zaga, Lovren vem de boa temporada com o Southampton e chega para ser titular, muito provavelmente, ao lado de Sakho. Outro que chama a atenção é Alberto Moreno, que, após longa negociação, vem com a expectativa de ser o dono da lateral-esquerda, setor que deu algumas dores de cabeça ao técnico Brendan Rodgers.
 
Manchester City  

Campeão e mais reforçado, o Manchester City chega mais favorito à disputa da Premier League, mas, na verdade, quer mesmo ir mais longe na Liga dos Campeões. Os 65,5 M € foram investidos naquilo que o clube mais necessitava: um zagueiro para ser titular e um volante mais de marcação. O elenco, que já era muito bom, conseguiu ficar melhor e fornece mais variantes ao técnico Manuel Pellegrini, que colocou o City no patamar que o dinheiro investido exigia. O chileno fez isso jogando de forma simples, um 4-4-2.  

O esquema, que deu certo na temporada passada, deve ser repetido neste ano com Fernando Reges ou Fernandinho ao lado de Yaya Toure na volância e Jovetic, Dzeko ou Negredo fazendo a dupla ofensiva com Agüero. O 4-4-2 deu ao Manchester City o melhor ataque da EPL, com 102 gols, mas, em algumas partidas, principalmente, jogos grandes, o time pecou defensivamente, pois faltava um volante mais marcador. Fernando Reges traz esta alternativa ao técnico chileno, o que tiraria Fernandinho do time, que esteve muito bem em 2013-14.  

Manchester City - Football tactics and formations  

Porém, sacar Fernandinho pode não ser a melhor alternativa. Manuel Pellegrini pode colocar um esquema que chegou a testar, o 4-2-3-1. Com este outro desenho, os citzens teriam mais proteção à zaga, com Fernando Reges e Fernandinho na volância. Além disso, o Manchester City teria o seu principal jogador, Yaya Toure, com grande liberdade e ele voltaria a jogar em função que já exerceu com a camisa sky blue. O problema seria abrir mão de dois atacantes e ter só Agüero no ataque, tendo jogadores da qualidade de Jovetic, Dzeko e Negredo no elenco.

Manchester City - Football tactics and formations 

A grande evolução no time deve ser vista na defesa. Mangala vem do Porto e chega para formar uma dupla interessante com Kompany, que vem de uma temporada de altos e baixos. Com um defensor melhor ao seu lado, o belga deverá render melhor e voltar ao nível de 2012-13. Além do zagueiro portista, Sagna e Caballero chegaram e, ambos, podem pressionar os titulares, Zabaleta e Hart, que não são jogadores completamente constantes.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Podcast Simplificando Futebol 3

 Na europa, está chegando a hora de levantar taça (Harold Cunningham/Mirror)

Mais um podcast do Simplificando futebol, desta vez, os comentaristas convidados são Pierre Andrade e Tauan Ambrosio, do site Goal.com.br. O papo foi longo, pois falamos muito da reta final do futebol europeu, focando nos campeonatos que estão mais equilibrados.

Pela ordem, os assuntos foram:

- Reta final da Premier League, com destaque para o bom trabalho de Brendan Rodgers no Liverpool;

- Últimas rodadas da Liga Espanhola, falando também um pouco da final da Copa do Rey, que ocorrerá nesta quarta-feira;

- Confrontos de semifinal da Liga dos Campeões


domingo, 8 de dezembro de 2013

Enfermedades Futboleras 13

Finalmente a coluna se tornou de futebol internacional. Pela primeira vez, passo pela Europa, mas também falo do futebol aqui nas Américas. Na verdade, o jogo escolhido para estreia foi nos Estados Unidos, a final da MLS.

Rodada quase perfeita 

 Özil marcou, mas a rodada foi perfeita para o Arsenal por apenas quatro minutos (ArsenalPics.com)

O vice-líder Chelsea perdeu, o terceiro Manchester City empatou com o Southampton e o atual campeão Manchester United foi derrotado pelo Newcastle. A exceção entre os principais adversário foi o Liverpool, que ganhou e reassumiu o segundo posto. Portanto, uma vitória do Arsenal colocaria a equipe a sete pontos do primeiro perseguidor. O triunfo não veio, mas o empate contra o fortíssimo Everton, foi um bom resultado, pois agora, mais uma rodada se passou e a diferença ainda aumentou um pontinho. 

O 1 a 1 entre times de conceitos bem semelhantes foi um dos grandes jogos da temporada. Arsene Wenger e Roberto Martínez espelharam o 4-2-3-1 e suas equipes revezaram no comando da partida. Mesmo no Emirates, foram os toffees que começaram controlando o jogo (mais de 65% de posse), toque de bola, movimentação dos jogadores e marcação na saída adversária. Porém, o Arsenal resistiu à pressão com boa participação da dupla de zaga, Koscielny e Mertesacker. Ao final do primeiro tempo e após o intervalo, os gunners passaram a dominar o jogo, contando muito com a movimentação dos meio-campistas. Neste período, surgiram as melhores oportunidades do 0 a 0, que era um grande jogo. 

Mais equilibrado no segundo tempo, no melhor momento do Everton, os donos da casa abriram o placar. A jogada contou com bela inversão de Rosicky, toque de Walcott, furada de Giroud na pequena área e toque decisivo de Özil com a perna ruim, a direita. O 1 a 0 durou pouco tempo no placar, Deulofeu, que havia acabado de entrar bem, fez boa jogada dentro da área e achou um chute inimaginável, que surpreendeu Szczesny. O goleiro polonês que fazia boa partida, desta vez, falhou e viu o Everton empatar. O final ainda reservou um lance de extrema emoção, Giroud dominou um pouco atrás da entrada da área e girou batendo para acertar a junção entre a trave o travessão. O golaço poderia ter feito a rodada perfeita para o Arsenal, mas, pelo o que apresentaram as equipes, o empate fez justiça ao jogaço no Emirates Stadium.

Leverkusen mostra força

 Leverkusen, do esforço coletivo, ganha decisão pelo segundo lugar fora de casa (Reuters)

O Bayer Leverkusen foi ao hostil Signal Iduna Park na condição de principal adversário do Bayern pelo título da Bundesliga. Mas, com o histórico de fracassos da equipe, a partida contra o Dortmund era considerada o limite da permanência das aspirinas na segunda posição. Os aurinegros, jogando em casa, imaginavam retomar o posto de vice-líder da competição. Porém, em campo, o time local fez muito pouco ofensivamente e sofreu com o desfalque de toda a defesa titular: Piszczek começou no banco, pois ainda não está 100%; Subotic não deverá jogar mais na temporada; Hummels voltará apenas em 2014 e Schmelzer estava suspenso. Além disso, o principal volante da equipe, Gündogan também está machucado. 

O Bayer Leverkusen também não fez partida primorosa, porém jogo de forma correta. No 4-3-2-1 tradicional, o time contou com muita transpiração dos homens do meio-campo. O bom trabalho defensivo das aspirinas aliado ao jogo pouco inspirado do Dortmund, resultou em poucas participações decisiva do ótimo goleiro Leno. O gol decisivo veio em um erro de saída de bola dos aurinegros. Friedrich, que estava parado e só foi contratado por conta da série de lesões da equipe, falhou, Can tocou de primeira para Castro, que rolou para o bom sul-coreano Son marcar na saída de Weidenfeller. O camisa sete das aspirinas ainda teve outra boa oportunidade, mas, desta vez, o goleiro aurinegro fez a boa defesa no um contra um. 

Assim, o Leverkusen se mantém vice-líder, mas a quatro pontos do quase perfeito Bayern de Munique. Já o Dortmund fica em terceiro a dez pontos dos bávaros e empatado com o Borussia Mönchengladbach, que venceu o Schalke 04 na rodada. Para piorar as coisas, além das lesões supracitada, na partida contra o Leverkusen, Sahin e Bender saíram lesionados e Sokratis foi expulso. Portanto, Schmelzer voltará, mas o Dortmund terá outras três baixas.

Mais do mesmo no Bayern

O Bayern nem se importou com o confronto pela vice-liderança, pois, mais cedo, aplicou 7 a 0 fora de casa no Werder Bremen. Os destaques foram Ribéry, com dois gols e uma assistência, e Thomas Müller, com duas assistência e um gol. Sem os lesionados, Schweinsteiger, Lahm e Robben, os bávaros atropelaram no habitual 4-1-4-1, que teve Thiago de 1° volante, Müller ponta-direita, Ribéry à esquerda, a dupla Kroos e Götze no centro e, no ataque, Mandzukic. A exceção de Lahm, as demais ausências se repetirão no Mundial de Clubes, por isso, o time que proporcionou a maior derrota da história do Werder Bremen em casa, deve ser bem semelhante ao que veremos no Marrocos.

Não engrena

 Com David Moyes, o Manchester United não consegue engrenar, o clique após o gol do Newcastle mostra o quanto é frustrante a temporada red devil até aqui (PremierLeague)

Nos 90 minutos de futebol em Old Trafford, o United teve domínio completo por apenas 15 minutos, logo após o intervalo. Com o habitual 4-4-1-1 e a volta de Van Persie, a esperança era de um jogo melhor dos comandados de Moyes, o que não aconteceu. Ao contrário do que normalmente ocorre, o holandês não foi o jogador mais avançado e jogou atrás de Javier Hernández. Alternativa utilizada para tentar sanar a falta de criatividade no meio-campo red devil. Mas não funcionou, pois tirar o camisa 20 de locais onde pode finalizar, nunca será uma boa opção. 

Se Moyes errou, Pardew executou a estratégia correta. Armou o time no 4-3-2-1, com um dos meias, Cabaye, com bastante liberdade para encostar no ataque – o lateral-direito Debuchy também avançou bastante. Na marcação, ora esperavam, ora sufocavam o United no próprio campo. E foi em um momento de pressão na saída de bola red devil, que Evra errou, Sissoko foi ao fundo e rolou para trás, onde Cabaye chegou batendo rasteiro no canto, sem chances para De Gea, 1 a 0. O United que era melhor àquela altura não se recuperou do gol sofrido. O resultado é que o time de Manchester se afasta cada vez mais da briga pelo título e, para piorar, a distância pela vaga da Liga dos Campeões é de sete pontos. O Newcastle, que não vencia no Old Trafford há 41 anos pelo Campeonato Inglês, venceu e, ao contrário do ano passado, em que brigou contra o rebaixamento, desta vez, pode até sonhar com uma vaga na Liga Europa.

 O soccer tem um novo campeão

 O goleiro Nielsen foi o heroi improvável no segundo título do Sporting Kansas City na MLS Cup (MLSsoccer.com)

Temperatura abaixo de zero desde o primeiro minuto, e, nas arquibancadas, o soccer teve tudo que tem direito: estádio cheio e torcida apaixonada. Vantagem para o Sporting Kansas City, que teve a maior parte dos torcedores ao seu favor, pois o jogo único da decisão foi disputado no Sporting Park. Jogando em casa e com o esquema mais ofensivo, o 4-3-3, os wizards começaram em cima do Real Salt Lake, que marcava no 4-3-1-2 e apostava em contra-ataques puxados por Findley. Mas, a postura dos donos da casa deu mais resultado e, a defesa comanda pelo goleiro Rimando, foi a que mais teve que trabalhar. 

Após o intervalo, o RSL conseguiu assumir o controle da partida, por conta da melhor presença de Beckerman. O primeiro volante passou a ditar o ritmo do jogo e colaborar mais com o ataque. Foi em um passe genial do capitão que Saborío saiu livre para marcar o 1 a 0. O gol fez muito mal aos wizards, mas, após um momento de baixa, conseguiram voltar ao jogo. Em cobrança de escanteio do bom ponta-esquerda Zusi, o zagueiro Collin, que vinha muito mal na partida – já poderia ter sido expulso –, subiu mais alto que a defesa do Salt Lake e empatou o jogo. 

A igualdade no placar deu mais ânimo ao Sporting Kansas City, que retomou o controle do jogo e só não virou a partida, porque a defesa do RSL conseguiu suportar bem a pressão. Na prorrogação, a tendência do jogo seguiu: os wizards em cima e os royals tentando um contra-ataque, que não apareceu. A consistência defensiva dos visitantes impediu que os 120 minutos bastassem para decidir o título, portanto, a taça só soube seu destino nas cobranças de pênalti. 

Nem sempre justa, desta vez, as penalidades deram o título para o time que foi melhor durante toda a partida, mas o momento decisivo teve um herói improvável. O goleiro do Sporting Kansas City, Nielsen, que foi completamente inseguro durante os 120 minutos, brilhou. Nos pênaltis, o dinamarquês não largou alguns papeis e, a cada nova cobrança, recorria à eles para estudar o próximo batedor. O estudo deu certo e o capitão dos wizards fez duas defesas e ainda contou com dois erros dos rivais. Portanto, 13 anos depois do primeiro título, o time Kansas levantou pela segunda vez a MLS Cup.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Um novo velho Nasri

Nasri renasceu no City com Manuel Pellegrini (PremierLeague.com)

O Manchester City mudou com Manuel Pellegrini, se tornou mais ofensivo, o 4-4-2 passou a ser a formação mais usada e Nasri recuperou o futebol de um jogador que um dia foi comprado por 27,5 M € pelos citzens do Arsenal em 2011-12. Meia-atacante, com bom passe, ótima visão de jogo e, ainda por cima, franco-argelino nascido em Marseille, a sina de “novo Zidane” acompanha a trajetória do marselhês.

O mais próximo disso que Nasri viveu foi no terceiro ano de Arsenal, em 2010-11. O franco-argelino havia se tornado o melhor meio-campista da equipe, quando assumiu a armação central no 4-2-3-1 de Wenger, pois o dono da posição, Fàbregas, teve uma temporada com muitas lesões e, ainda, diversas vezes jogou mais atrás e não como meia-atacante. A temporada é aquela em que foi mais artilheiro, com 15 gols e, ainda, seis assistências – quatro na Liga dos Campeões. Porém, a falta de títulos que tirou tantos jogadores do Emirates Stadium nos últimos anos, fez com que o franco-argelino optasse por jogar no milionário Manchester City.

Na chegada aos citzens, o franco-argelino não foi o mesmo, jogando sob a batuta de Roberto Mancini. Apesar das nove assistências na Premier League 2011-12 e 31 partidas disputadas – 27 como titular –, Nasri não estava no mesmo nível que havia demonstrado no último ano nos gunners. Mas, o objetivo da mudança foi alcançado, o marselhês venceu o segundo título da trajetória futebolística – o primeiro foi a extinta Copa Intertoto no Olympique de Marseille, em 2005.

O ano mediano no título tornou Nasri mais um jogador do elenco sky blue e não um dos principais membros da equipe. Com menos presença em campo, os números pioraram (cinco gols e nove assistência, em 41 partidas) e as convocações para seleção francesa também diminuíram. Seria o franco-argelino um foguete molhado – jogadores que prometem e não explodem? A resposta parece estar vindo em 2013-14. Com Manuel Pellegrini, Nasri começou no banco de Jesús Navas, mas logo ganhou espaço no time. O técnico chileno tem o 4-4-2 como principal esquema, mas eventualmente utiliza o 4-2-3-1. Jogando assim, o City tem campanha impecável dentro de casa, porém ainda deve fora de casa na Premier League, por isso, está a seis pontos do líder Arsenal e a dois do vice-líder Chelsea.

Porém, para o franco-argelino, não importa onde é o jogo e nem a formação tática, pois, neste ano, Nasri vai bem à direita, pelo centro e à esquerda. Desta forma, o camisa oito sky blue renasceu (cinco gols e seis assistências) e se destaca ao lado de Yaya Toure e Sergio Agüero na campanha dos citzens. Hoje, é mais importante que David Silva na equipe, algo impensado há uma temporada. “Eu penso que também sentimos um pouco a falta do espanhol, mas Nasri é inacreditável, um jogador incrível”, estas são as palavras do capitão Yaya Toure ao site ESPN FC.

O elogio vindo do marfinense mostra a força da temporada do franco-argelino e, na mesma entrevista já citada, Yaya Toure encontra uma explicação para os bons desempenhos: “Pellegrini permite que jogadores como ele possam atacar e aproveitar a liberdade, o que é fantástico para ele e para o clube”. Ter Nasri, em alto nível como nunca teve, ao lado do elenco que já mostra força nesta temporada, poderá ser o caminho para mais um título desta fase milionária do Manchester City. Com a liberdade que o camisa oito sky blue tem no esquema do técnico chileno, a parte dele nesta equação deverá ser cumprida.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Enfermedades Futboleras 11

Mesmo com dificuldade de tempo e pouco retorno, sigo destacando algumas coisas do final de semana do futebol europeu. Nesta rodada, sobraram bons jogos. 

Massacre incontestável 

 Em ótima exibição, Jesús Navas marcou o primeiro doblete da carreira, após 443 partidas oficiais (Manchester City)

Algumas exibições do Manchester City em 2013-14 fazem, sem dúvida nenhuma, parte do grupo das melhores partidas da temporada. O 6 a 0 frente ao Tottenham deste domingo foi uma delas. No 4-4-2, os citzens contaram com a dupla Agüero e Negredo se mexendo muito no ataque e com as constantes chegadas dos meias, Nasri, que cresceu muito com Pellegrini, e Jesús Navas, quase um ponta pela direita. Além disso, a dupla de volantes Fernandinho e Yaya Toure novamente combinou bem: atacando e defendendo. Como é costume quando jogam em casa, os sky blues jogaram muito avançados e sempre marcando pressão a saída de bola dos rivais. 

Aos 13 segundos de jogo, Jesús Navas abriu o placar para o City, em jogada que ficou clara a importância da marcação no ataque do time – oito bolas ganhas no campo ofensivo durante o jogo. A partir daí, o massacre só foi se concretizando, pois os spurs não reagiam ao massacre ofensivo imposto pelos citzens. Uma ótima finalização de Negredo provocou um gol contra de Sandro e Navas fez assistência para Agüero marcar, 3 a 0 no primeiro tempo. O Tottenham teve mais posse de bola, mas produziu pouco e só acertou uma vez a baliza defendida por Pantilimon. 

Como dito acima, os volantes participaram bem do jogo e os dois primeiros gols da segunda etapa tiveram a participação deles. Primeiro, Yaya Toure começou a jogada no campo defensivo e só terminou fazendo a assistência dentro da área para Agüero marcar. Foi o décimo gol do argentino que se tornou o artilheiro da Premier League. Depois, um passe de Fernandinho proporcionou o quinto de Negredo na competição, um golaço que contou com drible impressionante em Dawson (gols no primeiro vídeo deste link). Já nos acréscimos, Navas fez o segundo dele na partida e o sexto do City, decretando o desmoralizante 6 a 0.

 Mais uma goleada em casa mostra a dualidade da campanha dos citzens, pois, no Etihad Stadium, são seis jogos, seis vitória, 26 gols marcados e apenas dois sofridos. Longe de casa, o desempenho é completamente diferente: uma vitória, um empate, quatro derrotas, oito gols marcados e dez sofridos. Conseguir um nível de futebol semelhante ao apresentado em Manchester colocará o City ainda mais próximo da liderança da Premier League. Hoje, o clube ocupa a quarta colocação a seis pontos do líder Arsenal. 

O jogo do personagem 

 Götze parece estar se acertando no Bayern e aproveitou o jogo frente ao Dortmund para brilhar, mas, apesar do recebimento hostil, ele não comemorou o gol que marcou (Agência Reuters)

Sem o habitual protagonista, Ribéry, o Bayern manteve o 4-1-4-1, com Lahm de volante, Thomas Müller ocupando a ponta-direita e Robben na função de Ribéry pelo lado esquerdo. Mas o verdadeiro protagonista do jogo viu do banco os primeiros 55 minutos da partida. Götze, que, pela primeira vez, enfrentava o ex-clube e logo no Signal Iduna Park, viu o Bayern dominando o jogo, com mais posse de bola, domínio territorial e mais chegadas com perigo. Porém, os bávaros não foram absolutos e sofreram com ataques dos aurinegros, que paravam em Neuer. O goleiro era outro grande personagem da partida, afinal, é cria do maior rival do Dortmund, o Schalke e, por isso, nunca deixa de receber vaias quando encontra o antigo adversário. 

Como dito acima, Götze assistiu a 55 minutos do jogo no banco, nos outros 35 minutos, o camisa 19 bávaro esteve em campo como falso nove e atuou sempre sob vaias. Porém, houve um grande momento em que as vaias cessaram em direção ao ex-ídolo, onze minutos após ele entrar em campo. Neste instante, Lahm abriu o jogo na ponta-direita com Müller, que cruzou rasteiro para a entrada da área, onde Götze apareceu, dominou de esquerda, por décimos de segundo ouvi vaias e, de três dedos, finalizou com a perna direita no canto esquerdo de Weidenfeller, que até tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol. O ex-borussiano não comemorou, mas nem precisava, pois já havia ferido de morte o ex-clube. O silêncio aumentou quando, em contra-ataque iniciado por Götze e Tiago, Robben fez o segundo dos bávaros. Müller ainda fechou o placar em assistência de Lahm. 

Ao final do jogo, o protagonista Götze cumprimentou todos os ex-companheiros e membros da comissão técnica do Borussia. Com certeza, o camisa 19 bávaro terá sempre boas recordações deste reencontro com o Signal Iduna Park. Por outro lado, os aurinegros não vão querer recordar: placar elástico para o rival, sofrer gol do ex-craque e em casa. O golpe foi duro para o Borussia Dortmund, que agora está a sete pontos do líder Bayern, e ainda tem jogo decisivo pela Liga dos Campeões na Itália, contra o Napoli, na terça-feira. O apoio da muralha amarela ao final da partida pode ser o diferencial para a reação aurinegra na LC.

Rodada representativa 

Ultimamente na Espanha além de Barcelona e Real Madrid, o Atlético de Madrid também está alguns patamares acima dos demais clubes em La Liga. Neste final de semana, a rodada deixou isso muito claro e, o detalhe, os principais jogadores de cada time não jogaram o tempo todo: Messi segue lesionado no Barça, Ronaldo marcou um gol, mas saiu lesionado aos 54 minutos pelo Real e Diego Costa entrou aos 62 minutos e teve tempo de marcar um golaço de bicicleta para o Atlético. Somados os três líderes marcaram 16 gols e não foram vazados. Os blaugranas fizeram 4 a 0 no Granada; os merengues foram mais cruéis com o Almería, 5 a 0; e os colchoneros aplicaram uma goleada ainda maior, 7 a 0 no Getafe. Na tabela, Barcelona é o primeiro com 40 pontos, o Atlético de Madrid vem em segundo com 37 e o Real Madrid é o terceiro com 34 pontos. O próximo na classificação é o Villarreal que está a sete pontos dos blancos, portanto, já há uma grande diferença no campeonato.

Clássico de Liverpool 

 Lukaku vem deixando a marca dele com a camisa do Everton: são sete gols, em 12 rodadas (Premier League)

Não faltou emoção ao dérbi de Liverpool. O jogo dos jovens técnicos, que gostam de ter a bola com os seus times, Roberto Martínez e Brendan Rodgers, foi uma partida das bolas paradas: dos seis gols da partida, apenas um veio em jogada trabalhada. No empate em 3 a 3, o Everton foi melhor na maior parte do tempo. Os toffees apostaram na marcação pressão e, por isso, conseguiram nove desarmes no campo ofensivo – Pienaar o ponta-esquerda no 4-2-3-1 da equipe foi destaque neste trabalho. Apesar de jogar melhor, o Everton saiu atrás, logo empatou, mas também rapidamente voltou a ver o Liverpool na frente, com o nono gol de Suárez na Premier League, em bela cobrança de falta. 

O 2 a 1 era injusto pelo o que havia produzido o time do Goodison Park e Martínez aproveitou a lesão do ótimo lateral-esquerdo Baines para mudar o jogo. O técnico optou por Deulofeu que foi jogar na ponta-direita, assim, Mirallas passou a ser o meia-central, Pienaar seguiu à esquerda, Barkley foi recuado para volância e Barry foi ocupar a lateral. O resultado? Domínio maior dos toffees que pararam várias vezes em Mignolet. Mas, em uma jogada de Mirallas pela esquerda, a bola sobrou com Lukaku, que, desta vez, não perdoou. O atacante emprestado pelo Chelsea virou o jogo depois, quando, de cabeça, marcou o 3 a 2, após boa cobrança de escanteio realizado pelo outro belga do time. Mas Gerrard conseguiu a segunda assistência em bola parada e Sturridge antecipou a zaga e empatou de cabeça. Agora o inglês, assim como o companheiro Luis Suárez, tem nove gols na Premier League 2013-14. O empate mantém o Liverpool em segundo, a quatro pontos do líder Arsenal, que bateu o Southampton na rodada.

Moscou contra São Petersburgo 

 Doumbia decidiu o dérbi frente ao Spartak e colocou o CSKA de volta na briga pelo título na Rússia (CSKA Moscou)

Sem vencer a três rodadas – com duas derrotas seguidas –, o outrora líder tranquilo da Premier League Russa, Zenit (1°, 36) já não tem mais toda esta tranquilidade, pois os moscovitas chegaram. O Lokomotiv (2°, 36) venceu o Dinamo de Moscou (7°, 29) e se igualou na ponta. O CSKA (3°, 33) também enfrentou um rival local, o Spartak (4°, 33), para se aproximar do time de São Petersburgo. Os vermelhos e azuis dominaram toda a partida na Arena Khimki e impediram que o time do povo tivesse boas chances para marcar. Porém, as oportunidades para o atual campeão russo, também foram raras, por isso, o time precisou contar muito com a inteligência de Doumbia para vencer a partida por 1 a 0. O marfinense aproveitou falha do defensor Makeyev e da inexplicável saída do gol de Rebrov, após chutão de Wernbloom. No lance, com um toquinho, o camisa 88 chapelou o goleiro e ficou sozinho para empurrar a bola para a baliza vazia. O erro possibilitou que mais um moscovita encostasse no Zenit, porém, também impediu que o Spartak empatasse na ponta. Mas, caso os Zenitchiki continuem vacilando, os clubes de Moscou mostram que assumirão o controle da Liga Russa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Enfermedades Futboleras 10

Sob às ordens do comandante Cristiano

 Aqui mando eu, diz Cristiano Ronaldo, pois, afinal, é o craque madridista há algumas temporadas (Real Madrid.com)

O presidente da Fifa Sepp Blatter afirmou que Cristiano Ronaldo parece um comandante em campo e é desta forma mesmo que o português se comporta. Neste final de semana, o português liderou o Real Madrid, que atropelou a Real Sociedad no Santiago Bernabéu. O 5 a 1 ainda ficou barato, pois, claramente, os blancos reduziram o ritmo após alcançarem o 4 a 0. Desde que Ancelotti passou a armar os merengues no 4-3-3, o rendimento da equipe cresceu, e, mais recentemente, com a volta de Xabi Alonso, o onze inicial ganhou a peça que faltava. O basco é o volante mais recuado, mas circula na frente da área madridista para facilitar a saída de bola com os passes precisos (completou 43 dos 47, que tentou, 91% de acerto) e, além disso, contribui na fase defensiva do jogo, com desarmes, recuperações e cortes (ao todo, oito). 

Mas, quem comanda a equipe em campo é mesmo o craque do camisa sete. No 5 a 1 contra os bascos, Ronaldo foi às redes três vezes, o que lhe coloca na artilharia de La Liga, com 16 gols, e deu uma assistência para o gol de Benzema – Khedira e Griezmann fecharam o marcador. Porém, a atuação do português não se resumiu a isso, ele fez mais: ao todo, finalizou oito vezes (cinco no alvo); acertou 88% dos passes que arriscou; fez três desarmes e foi acionado pelos companheiros 41 vezes. O camisa sete é a grande referência merengue em campo e, com o desempenho que ele entrega, não dá para ser diferente. Com Ronaldo comandando o time, Xabi ditando o ritmo, Bale se encontrando vestindo blanco e Ancelotti acertando o esquema tático, o Real cresce na temporada e promete um ano melhor que o anterior, que acabou sem títulos.


O vencedor da rodada

 No primeiro plano, o craque da partida Rooney e, no segundo, o homem dos gols do United. Com eles, o Manchester pode voltar a sonhar com o bicampeonato na Premier League (Getty Images)

O Manchester United entrou na rodada em oitavo lugar a oito pontos da liderança, mas, após o 1 a 0 frente ao Arsenal, avançou três posições na tabela e diminui três pontos na diferença para o primeiro colocado. O retrospecto era todo favorável ao time da casa, pois, nas 12 últimas partidas envolvendo as duas equipes: nove vitórias, dois empates e apenas uma derrota para o United. David Moyes armou o time no 4-2-3-1, com Rooney atrás de Van Persie, no outro lado, o mesmo esquema, mas sem a ótima execução dos jogos recentes: faltavam a pressão na saída de bola do rival e as finalizações de fora da área. 

A dupla Rooney e Van Persie comandou a partida e aproveitou a postura mais defensiva do Arsenal. O gol da vitória veio em cobrança de escanteio do camisa 10, que o holandês antecipou Vermaelen e Giroud e, do primeiro pau, cabeceou para as redes. O camisa 20 que havia prometido nunca comemorar um gol marcado contra o ex-clube, hoje, deixou a promessa de lado e vibrou muito. Após sofrer o 1 a 0, o Arsenal mudou a postura, foi mais à frente e, principalmente depois do intervalo, intensificou o comportamento mais ofensivo. Porém, o domínio do campo (156 passes trocados no último terço) e da bola (60%), resultou em apenas duas finalizações na baliza defendida por De Gea e dois cruzamentos de Sagna, que passaram perigosamente dentro da pequena área sem serem tocados pelo ataque dos gunners. 

A falta de finalizações do Arsenal por ser explicada pelas atuações ruins dos três meias, Cazorla, Ramsey e Özil. Mas o Manchester United também colaborou para que os gunners tivessem poucas chances, pois inflamados pelo espírito de Rooney, que correu a partida inteira, os red devils mal deixaram espaço para que os visitantes pensassem próximos da área. Ao final da partida, Moyes ressaltou a importância dos dois melhores jogadores do United. “Grande jogadores marcam grandes gols e ele é um grande jogador”, sobre Van Persie. O "Shrek" recebeu um elogio ainda maior: “A energia dele foi magnífica”.

Monaco derrapa

Apontando como principal adversário do PSG desde o início da Ligue 1, por conta do investimento e da facilidade de só disputar competições na França, o Monaco derrapou nas duas últimas rodadas. Primeiro, Enyeama parou o time e os dois gols de Roux colocaram fim à invencibilidade monegasca, e, nesta semana, o clube esbarrou na boa defesa do Evian, que, na maior parte do tempo, defendeu com duas linha de quatro, apesar de estar postado no 4-2-3-1. No Monaco, seguiu o 4-2-3-1 de Ranieri, porém, com algumas mudanças, James se tornou o meia-atacante central e Moutinho virou 2° volante. Não deu certo, o time comandou a posse de bola (terminou com 69%), mas criou pouquíssimo. 

A retaguarda dos visitantes se comportou muito bem, porém, merece destaque a participação do meio-campo de Les Roses, que anulou a participação dos meias vermelhos e brancos. Ocampos à direita e Carrasco à esquerda não conseguiram explorar a velocidade pelos flancos e Moutinho e James pelo centro também trabalharam pouco. Em uma das raras chances que teve, o camisa dez colombiano, conseguiu descobrir Falcao às costas da defesa e o compatriota marcou o nono gol na Ligue 1 para empatar a partida (1 a 1, que foi o placar final). O técnico italiano colocou Riviere (seis gols) e reposicionou o time no 4-4-2, tentando atacar mais. O novo centroavante somado à falta de chances para criar com a bola no chão, fez com que a opção pelos cruzamentos fosse ainda mais clara. Porém, o sistema defensivo do Evian conseguiu impedir que a alternativa desse certo e, apesar das 15 finalizações durante todo o jogo, apenas duas chegaram à baliza de Les Roses, provando que a ótima atuação defensiva impediu que oportunidades mais claras fossem criadas pelo Monaco. Os vermelhos e brancos agora vão ficando pra trás na tabela: terceira colocação a cinco pontos do líder PSG.

Na cola

 Llorente, Pirlo e Pogba garantiram a Juventus na cola da Roma (Reuters/Giorgio Perottino)

A Roma tropeçou no Sassuolo e abriu espaço para que o vencedor do confronto entre os perseguidores, Juventus e Napoli ficasse a um ponta da liderança. Jogando em casa, a Vecchia Signora não desperdiçou a oportunidade e colou nos giallorossi. Conte utilizou o 3-1-4-2, com a interessante dupla de ataque, Tévez e Llorente. No Napoli, que poupou alguns jogadores no meio da semana pela Liga dos Campeões, time completo, mas, apesar disso, os azzurri não conseguiram fazer uma grande partida. A Juventus soube se impor muito bem e foi desta forma desde o início. Antes do primeiro minuto, Pogba quase abriu o placar, mas parou em Reina. Porém, no lance seguinte, Isla jogou na área, Tévez desviou e Llorente, em ligeiro impedimento, apareceu para marcar no segundo pau. Para variar, os bianconeri tiveram Pirlo comandando o meio-campo e abusando dos passes longos. Após o susto inicial, os partenopei equilibraram o jogo, mas só Insigne, pelo lado esquerdo, conseguiu assustar Buffon. Por isso, o 1°T só não acabou com uma vitória maior da Juventus, pois Pepe Reina fez ótimas defesas.

Na volta para o segundo tempo, o equilíbrio persistiu, o Napoli tentou aparecer mais no campo ofensivo, porém seguiu sem fazer grande partida. Por outro lado, a defesa bianconera, ao contrário de jogos recentes, se comportou muito bem. Barzagli foi um monstro, com sete cortes, cinco desarmes e duas recuperações. Nesta toada, o jogo tinha tudo para terminar 1 a 0, mas Inler fez falta desnecessária na entrada da área, resultado: cobrança milimétrica de Pirlo e 2 a 0. Depois, mais expostos, os azzurrini sofreram o terceiro gol, anotado por Pogba. Foi um golaço, o camisa seis matou a bola, ela subiu e, antes dela cair no chão, com o pé direito, o francês acertou belo chute no canto direito de Reina. O jovem tem, ao todo, cinco gols e sete assistências na temporada, em 17 partidas e vai se tornando indispensável aos bianconeri atualmente.

Estranhamente tranquilo

Um dos maiores clássicos futebolísticos do mundo ocorreu neste domingo na Turquia. A partida envolveu os asiáticos do Fenerbahçe e os europeus do Galatasaray, os dois maiores campeões da Süper Lig, com 18 e 19 títulos respectivamente e, cada um, de um lado de Istambul. O clima era favorável ao Fener, que, por jogar no Estádio Sukru Saracoglu, era o único a ter torcedores nas arquibancadas. Ao contrário de clássicos recentes na Turquia, o jogo não foi tão disputado e os canários venceram tranquilamente por 2 a 0. O técnico Ersun Yanal armou bem a equipe no 4-3-3 e, no esquema, um dos meias, o brasileiro Cristian – o melhor em campo – foi fundamental, pois era aquele que apoiava mais o ataque. No lado do Cimbom, o 4-1-4-1 (no 2°T, mais cara de 4-3-3) tinha Drogba na frente e, as melhores chances do Galatasaray, vieram quando o marfinense deixou a área para criar, mas foi pouco. 

 Os gols saíram com Emre de pênalti e com Cristian, que marcou, após uma jogada que só ocorreu por conta de uma roubada de bola no campo ofensivo, resultado de uma pressão forte na saída de bola do rival. Felipe Melo teve chance de diminuir e colocar fogo no jogo nos minutos finais, mas o brasileiro cobrou muito mal um pênalti e o goleiro Demirel fez a defesa tranquila. O 2 a 0 mantém o Fenerbahçe na ponta da Süper Lig com quatro pontos de vantagem em relação ao vice-líder Kasimpasa, enquanto o atual bicampeão Galatasaray é apenas o sexto a nove pontos da liderança.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Enfermedades Futboleras 7

Quando pensei em fazer a coluna semanal sobre o futebol europeu, confesso que não imaginava que ela duraria tanto, já foram sete publicações. Não posso deixar de agradecer os amigos do site Doentes Por Futebol, que tem divulgado o material através da Fanpage deles, que tem mais de 60 mil curtidas. Indico o site e a Fanpage da DPF, que era – e ainda é – uma comunidade do Orkut e, por um tempo, teve uma revista, a qual eu tive a honra de colaborar nas cinco edições. 

A imparável Roma 

A cada rodada impressiona mais o desempenho da Roma na Itália. Agora, em oito jogos na Serie A 2013-14, são oito vitórias, 22 gols marcados e apenas um sofrido – melhor ataque e melhor defesa. Nunca na história da Liga Italiana um time perdeu o scudetto, após conquistar o 100% de aproveitamento nas primeiras oito partidas de uma temporada, e existem motivos para acreditar que a Roma não quebrará esta marca, apesar da força dos concorrentes. Com mais uma vitória, os giallorossi irão igualar o melhor início da história no Italiano, a Juventus de 2005-06. 

 O 4-3-3 da Roma e de Rudi Garcia vem dando muito certo nesta Serie A (Clique na imagem para ampliar)

O ótimo desempenho tem muita relação com o técnico Rudi Garci, egresso do Lille, onde venceu a Ligue 1 2010-11. O conceito tático é semelhante, um 4-3-3, que, em muitos momentos, se torna um 4-1-4-1. O comandante francês faz o time capitolino marcar na frente e pressiona a saída de bola adversária, com o avanço dos meias, Pjanic e Strootman, deixando De Rossi preso na frente da defesa. Para exercer a pressão no ataque e conseguir recompor sem prejudicar o sistema defensivo, impressiona o desempenho físico desta equipe. 

Contra o ex-vice-líder Napoli, na sexta-feira, a vitória teve muito do físico giallorossi. O 2 a 0 foi conquistado sob os olhares de Maradona, que, pela primeira vez, desde que deixou a Itália em 1991, viu um jogo dos azzurri no estádio, não deu sorte. A Roma atuou bem, mas, no primeiro tempo, viu os partenopei terem as duas melhores chances de gol, antes de Pjanic cobrar falta – cometida por Cannavaro – no ângulo de Reina. E, antes do 2 a 0, a situação era semelhante: Napoli dominando o jogo e assustando De Sanctis. Porém, o ex-capitão napolitano cometeu pênalti, levou o segundo cartão amarelo e, na cobrança, o bósnio marcou pela segunda vez. A partir daí, o ímpeto dos azzurri foi bem reduzido e a Roma marchou tranquila para a oitava vitória consecutiva.

A grande virada

Rossi marcou três vezes na virada da Fiorentina sobre a Juventus e é o artilheiro da Serie A, com oito gols em oito jogos (AP Photo)

No Artemio Franchi, a Juventus foi ao intervalo vencendo a Fiorentina por 2 a 0, com um gol de Tévez, em pênalti que não ocorreu, e outro de Pogba. Quem via o jogo não podia imaginar o que iria ocorrer no 2°T. A Vecchia Signora se deixou levar pelo sentimento de que o jogo já estava definido, enquanto, do outro lado, a Viola tinha certeza que tudo poderia mudar. Montella sacou Aquilani e colocou Joaquín, desta forma, a dona da casa passou a ter Cuadrado na ponta-esquerda e o espanhol na ponta-direita, portanto, 4-3-2-1 tão utilizado nesta temporada.

O placar da partida começou a tomar novo rumo, quando, aos 65 minutos, o árbitro inventou um pênalti para a Fiorentina, que Giuseppe Rossi bateu e marcou. O empate veio aos 75 minutos, mais uma vez através da canhota do camisa 49, que surpreendeu Buffon com chute de fora da área – falha do goleiro da seleção italiana. Sem reação e entregue ao jogo dos donos da casa, a Juventus falhou e Borja Valero passou para Joaquín, que recebeu livre dentro da área e virou o jogo. Aos 80 minutos, após mais uma participação do ex-jogador do Villarreal, Cuadrado (decisivo para a virada) disparou pela direita e rolou para Rossi fechar a tripleta. 

Ao final da partida que garantiu a Fiorentina a sexta colocação da Serie A 2013-14 a nove pontos da líder Roma, as declarações dos jogadores da viola mostraram claramente a importância do resultado. “No vestiário, tivemos champanhe e festa. Por 15 anos, não havíamos derrotado a Juventus e isto era duro”, disse Joaquín. O craque do jogo, Rossi comemorou: “temos grandes elementos na equipe, no campo e no banco, e hoje vimos muito caráter e coração. Podemos jogar contra qualquer adversário”.

Acabou o 100%

Fàbregas lamentou uma das ocasiões desperdiçadas pelo Barcelona, contra o Osasuna (AFP)

Nem Atlético, nem Barcelona, La Liga 2013-14 não tem mais times com 100% de aproveitamento. Mas o prejuízo dos colchoneros foi maior, derrotado, em Barcelona, pelo Espanyol, por 1 a 0. No jogo, os rojiblancos não finalizaram nenhuma vez na baliza defendida por Kiko Casilla. Por isso, a liderança de La Liga ficou, de forma isolada, com o Barça, pelo ponto conquistado no 0 a 0, contra o Osasuna, fora de casa. Os blaugranas pouparam Messi (entrou no 2°T), Daniel Alves, Pique e Alba e não conseguiram produzir muita coisa. O Barcelona finalizou apenas três vezes no gol e não foram chances tão claras. Desta forma se encerra a maior série de jogos consecutivos marcando gol na Liga, foram 64 partidas, entre 2012 e 2013. 

O grande beneficiado foi o Real Madrid, que agora está a três pontos do líder e próximo adversário na Liga, Barcelona. Os blancos mudaram o esquema tático para desafiar o Málaga, Ancelotti armou o time no 4-3-3. No meio-campo, Illarramendi preso, Khedira saindo pela direita e Isco pela esquerda. No ataque, Cristiano Ronaldo na ponta-esquerda, Morata como centroavante e Di María aberto pela direita. O jogo não foi brilhante, mas os merengues dominaram os boquerones durante todo o tempo e acabaram com o 2 a 0. Foram 15 chutes no gol defendido por Caballero, que teve ótima exibição, fazendo defesas espetaculares. Quem perdeu chance importante foi Morata, o cantero não fez grande partida, mas, ainda assim, merece outra oportunidade entre os titulares, pois o ex-titular Benzema, que teve inúmeras oportunidades, não vinha bem.

Mudanças na Premier League

Na última rodada, Arsenal e Liverpool terminaram na primeira colocação da Premier League, mas, nesta semana, beneficiado pelo empate dos reds, os gunners retomaram a ponta da tabela isolada, após vencerem muito bem o Norwich e alcançarem os 19 pontos. O 4 a 1 no Emirates marcou a volta de Cazorla ao time e, com isso, pela primeira vez foi possível ver o espanhol e Özil jogando juntos. Wenger armou o time no 4-2-3-1, com o alemão pelo centro e o camisa 19 pela ponta-esquerda, mas, a troca de posição entre ambos foi constante, a dupla promete funcionar bem. No jogo, que exceção ao início do 2°T foi todo dominado pelo Arsenal, os londrinos marcaram dois golaços. Um deles de Wilshere, após tabela de Playstation com Giroud, e, o outro, de Ramsey, depois de fazer fila dentro da área. Özil marcou os outros dois gols. 

Chelsea, City e Tottenham também ganharam na rodada e subiram na classificação. O Chelsea (17) é o segundo; o Liverpool (17), apesar de empatar com o Newcastle, segue entre os líderes, em terceiro; Manchester City (16) é o quarto; Tottenham (16) é o quinto; os surpreendentes, Southampton (15) e Everton (15) vêm na sexta e sétima colocação respectivamente; e, por fim, a decepção, Manchester United (11) fecha o grupo de oito primeiros da equilibradíssima Premier League 2013-14.

O incrível Zenit

 Antes da partida, Hulk recebeu o prêmio de melhor jogador do Campeonato Russo, em Setembro (SpheraSports)

Impulsionado pelos ótimos desempenhos de Hulk, o Zenit segue na ponta da tabela na Premier League Russa. A vantagem é tranquila: são cinco pontos em relação ao vice-líder, Lokomotiv Moscou. Na última sexta, o desafio do líder foi enfrentar o atual campeão do campeonato e da Copa da Rússia, CSKA. Porém o momento dos moscovitas já não é o mesmo do ano passado e do Zenit é especial.

Em campo, o craque da Premier League Russa 2013-14, Hulk jogou em função diferente. Ao invés de ser ponta-direita, atuou como centroavante no 4-3-3 de Spalletti. O brasileiro se mexeu muito e foi o destaque na vitória dos zenitchiki, por 2 a 0. O primeiro gol veio com Shirokov, homem mais avançado do trio de meias. Mas foi de Hulk o lance que decidiu a partida. Próximo do intervalo, o CSKA era melhor em campo, mas esbarrava no fraco desempeno dos quatro homens mais ofensivos. Nisso, uma bola chegou ao brasileiro na entrada da área, que, com dois cortes rápidos, achou espaço para o chute de perna direita, que acertou o ângulo esquerdo de Chepchugov. O camisa sete concretiza ótimo início de Liga Russa: sete gols e quatro assistências. 

A vantagem conquistada na primeira metade do jogo deu tranquilidade ao Zenit, que controlou bem o jogo, com um pouco mais de posse de bola que o adversário. O técnico moscovita Leonid Slutsky até mudou as peças ofensivas do time, mas nenhuma alteração ousada. Portanto, não aumentou o potencial ofensivo dos vermelhos e azuis em nenhum momento e não conseguiu mudar o rumo da partida. O jovem brasileiro Vitinho foi um dos que entrou em campo e teve um bom desempenho, o que confirma a tendência de, aos poucos, ganhar espaço no time titular do CSKA.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Podcast 1



 Seleção tomou conta do podcast e, o grupo brasileiro, recebeu muitos elogios (Rafael Ribeiro-CBF)

A partir de agora, o blog terá um podcast, em parceria com os amigos Lucas Imbroinise e Thomaz Santos. Porém, mais do que um produto deste blog, este é um podcast desses amigos e de outros que possam aparecer eventualmente neste espaço.

Será um programa de rádio para falarmos de futebol internacional, o primeiro tem pouco mais de uma hora e o segundo programa deve sair no final do mês.

Os assuntos:
- últimos jogos da seleção brasileira
- alternativas para o grupo, praticamente, fechado de Luiz Felipe Scolari
- Bale era o jogador que o Real Madrid precisava?
- Özil, o “top player” ideal para o Arsenal
- Tottenham agindo bem no mercado
- Briga interessante na parte de cima da tabela da Premier League
- Bayern e Guardiola, combinam?
- Capacidade de reconstrução do Borussia Dortmund

Segue o player:



Então, é isso, espero que possam divulgar o nosso podcast, fiquem à vontade para criticar e mandar sugestões para o programa.