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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Números do título colorado

Bolívar ergue a taça - Site oficial do Internacional/Alexandre Lops

Gols Marcados:

O Internacional ficou atrás apenas do Cruzeiro (26 gols) no quesito gols marcados, foram 20 tentos anotados.

A artilharia colorada: Giuliano – 6 gols, Alecsandro – 4 gols, Walter e Bolívar – 2 gols e Kléber, Rafael Sóbis, Leandro Damião, Sorondo, Andrezinho e Nei – 1 gol.

Defesa:

Enquanto o ataque ia bem, a defesa não foi das melhores. Com 12 gols sofridos ficou em sétimo lugar entre as piores retaguardas ao lado de outro brasileiro, o Cruzeiro. O posto de pior linha defensiva, também ficou com um clube verde e amarelo. O Flamengo, que sofreu incríveis 15 gols em dez jogos.

Renan sofreu quase a metade dos gols, foram cinco sofridos pelo arqueiro que terminou o torneio continental como titular e começou jogando apenas as últimas quatro partidas. Os outros sete tentos foram sofridos por Abbondanzieri, porém o argentino atuou mais, foram dez partidas desde o início.

Vitórias:

Nem sempre é assim, porém o Internacional foi campeão sendo também o clube que mais venceu partidas no torneio. Foram oito vitórias, contra sete de Estudiantes e de São Paulo.

A força da nação vermelha:

O Internacional venceu TODAS as setes partidas disputadas em casa, sofreu apenas três gols dentro do Beira-Rio e marcou 14 tentos dentro de casa.

Cartões:

O colorado foi o time que mais recebeu cartões amarelos nessa edição da Libertadores, 41 ao todo. Mas cartões vermelhos foram apenas dois. O lateral-esquerdo Kléber na derrota por 3x1 contra o Banfield fora de casa e o atacante Edú na vitória por 3x0 sobre o Deportivo Quito no Beira-Rio.
Sandro foi o mais punido, levou seis cartões amarelos.

Utilização:

O argentino Guiñazu diversas vezes passa a impressão de ser mais de um jogador e de ter um fôlego inesgotável. Para provar isso, o volante jogou todas as 14 partidas do Internacional na competição e não foi substituido em nenhuma delas. Somando aproximadamente 1260 minutos em ação, é ou não um “monstro”?

Abraço a todos

Glória do desporto nacional

O título do post não podia ser outro, está escrito no hino colorado. E hoje o Internacional é mais uma vez o orgulho brasileiro. A semana foi tensa no lado colorado de Porto Alegre, Sandro, Tinga, Guiñazu e Alecsandro, todos foram por algum momento dúvidas para a grande decisão. No final só o centroavante não jogou, substiuido por Rafael Sóbis, titular no primeiro título do clube gaúcho.

Mais de 50 mil torcedores estiveram para apoiar o Internacional ao seu segundo título na competição continental. O time comandado por Celso Roth seguiu no seu tradicional 4-2-3-1, esquema adotado pelo técnico desde que assumiu o comando da equipe. Nele, Guiñazu marcava pela direita e Sandro pela esquerda. Na armação Taison à esquerda, Tinga no centro e D’Alessandro à direita. Rafael Sóbis era o centroavante.

José Luis Real adotou um esquema tático, no minímo, diferente. Um 4-2-3-1 diferente, com Araujo, um dos volantes, perseguindo Dale por onde ele andava. O homem da referência variava ora Bautista, ora Arellano, ora O. Bravo ocupavam o comando do ataque. Ponce o “lateral-esquerdo”, em alguns momentos era um volante-esquerdo.

Bolívar havia marcado em Guadalajara, mas hoje falhou no Beira-Rio e mesmo assim, acabou erguendo a taça - Vipcomm/Divulgação

Jogando assim o rebanho sagrado iniciava a marcação no campo ofensivo. Confundido a marcação pressão com a violência em alguns momentos. Entregue ao jogo dos mexicanos, o Internacional viu os visitantes abrirem o placar aos 42 minutos. O. Bravo ganhou de cabeça do capitão Bolívar e escorrou para o meio da área. Lá estava Fabián, que deixou a bola quicar uma vez para girar sobre Índio e marcar um golaço.

O gol em um dos minutos finais da primeira etapa, incrivelmente, fez bem aos donos da casa. Celso Roth mexeu com o time não há dúvidas disso. O Internacional voltou diferente, com mais disposição para atacar e com Guiñazu fazendo dupla função, com a bola era mais um dos meia, sem ela copunha a volância.

Rafael Sóbis se emocionou na comemoração do empate colorado - Ag. Reuters 

Rafael Sóbis mostrava que ia ser o nome do empate do colorado. Primeiro aos três minutos arriscou de fora da área e Michel defendeu com o peito. Mais tarde ivandiu a área chegou a cortar o arqueiro mexicano, que se recuperou e ficou com a redonda. O passe veio de Kléber, fundamental no jogo de ida em Guadalajara, mas ausente na primeira etapa, sua entrada no jogo fez a diferença.

Aos 17 Tinga abriu o jogo na esquerda e lá estava o lateral Kléber. O número seis recebeu e cruzou rasteiro no meio da área, onde Rafael Sóbis apareceu antecipando o goleiro para empurrar para as redes. O atacante correu sozinho e emocionado para comemorar o tento. O curioso foi que nesse momento de êxtase, Sóbis correu e festejou sozinho, sem nenhum companheiro.

19 minutos e o artilheiro colorado na Libertadores foi a campo. Giuliano entrou no lugar de Taison, que não gostou de sair, mas recebeu de Celso Roth as palavras de que havia feito bem o seu papel. Dois minutos após Bolívar já regia a torcida gaúcha, pedindo que os gritos de incentivo aumentassem.


Lembra do jogador mexicano, que tentou assustar os chilenos do Everton com a ameaça do vírus H1N1? Isso mesmo, é ele Reynoso.

Rafael Sóbis, até ali o nome do tento que valia a taça protagonizou o minuto 27 da partida. Ao levar três socos (isso mesmo socos!), na sua linha de cintura de Reynoso e ver o capitão mexicano não ser expulso. Os rojiblancos já mostravam estarem com a cabeça perdida. No final do minuto 27 o camisa 23 deixou o campo para a entrada de Leandro Damião.

Foi o estreante (não havia entrado em campo na Libertadores) da noite, que fez a torcida explodir novamente. O autor do gol Fabián errou na meia-cancha e acabou passando para Damião. O atacante jogou na frente e foi embora, só parou quando balançou as redes e praticamente garantiu o bi.

O gol de Leandro Damião praticamente acabou com as chances do Chivas - EFE

O técnico José Luis Real tentou duas mexidas, mas nenhuma delas chamou tanto a atenção como a de Tinga. O guerreiro colorado saiu aos 37 com uma toca na cabeça, pois em um choque com Leandro Damião, ele havia feito um grande corte na testa. Quem entrou foi Wilson Mathias. Na hora que deixava o campo, Tinga ouvia das arquibancadas “Ado aaado o Tinga é colorado!”. Lembrando que ele iniciou a carreira no Grêmio, mas já declarou ser torcedor do Internacional.
Dale fundamental na campanha e hoje mais uma vez decisivo - Vipcomm

Faltava uma expulsão no Chivas. D’Alessandro cortava Arellano, mas ele não perdeu a viagem e no meio do drible conseguiu parar a jogada com um carrinho criminoso. Vermelho direto ao meia mexicano. Aos 42 minutos a torcida já explodia no grito de bicampeão.

Mas faltava o tento do artilheiro colorado e do iluminado heroi do Internacional na Libertadores. O curitibano de 20 anos, passou como uma craque consagrado por Reynoso e de Luna, antes de bater por cima de Michel para marcar seu sexto tento no torneio continental.

A partida já tinha “terminado”, mas houve tempo para mais um gol do rebanho sagrado. Bautista bateu falta da entrada da área na trave, a bola desviou nas costas de Renan e sobrou limpa para Bravo marcar e vibrar no rosto goleiro do time gaúcho. Logicamente, o arqueiro colorado não deu confiança ao adversário, pois sabia, que o título já era brasileiro.

Com o apito final, um torcedor colorado manchou o começo da festa. O ilustre invadiu o campo e foi brincar com os derrotados, o clima esquentou e os times protagonizaram uma batalha campal de quatro minutos. Outra mancha foi deixada por um senhor de cabelos brancos e com uma enorme credencial, aparentando ser um dirigente colorado. Enquanto os mexicanos recebiam a medalha de prata, o homem de cabelo branco ficou zombando dos rivais, causando um clima ruim.

De resto a festa foi maravilhosa, provocações aos tricolores, “adeus Chivaaaas” e claro o canto que embalou a equipe na competição continental: “A camisa vermelha”. Quando os relógios marcavam: 00:29, Bolívar recebeu a taças das mãos de Pelé e fez a festa, merercida, da nação vermelha.

Renan, Bolívar, Índio, Fabiano Eller, Tinga e Rafael Sobis são bi com o Internacional. Fabiano Eller junta os dois títulos com o colorado com o que já tinha no Vasco. E Abbondanzieri comemora seu quarto título da competição mais importante das Américas, os outros três foram com o Boca, o arqueiro argentino ainda lembrou de Fossati.

Celso Roth mais do que ninguém merecia a conquista - Ag. Reuters

A conquista do Internacional é especialmente de Roth (havia deixado o Grêmio nas semis em 2009, onde pegou o colorado dessa vez), dos argentinos D’Alessandro e Guiñazu, do já vendido volante Sandro, Alecssandro, da forte defesa e do craque da competição mesmo sendo reserva, Giuliano.

Abraço a todos e parabéns Internacional.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Grande passo colorado

O Internacional foi a Guadalajara enfrentar os donos da casa pela final da Taça Libertadores. O jogo foi disputado no novo Estádio Omnilife Chivas, campo que conta com um gramado sintético. A grama não atrapalhou, pois o colorado chegou alguns dias antes, realizou treinos para se adaptar e segundo os jogadores, a adaptação foi bem feita.


Giuliano mais uma vez foi fundamental ao Internacional - AFP

Os dois times entraram em campo jogando no esquema da moda, o 4-2-3-1. Forma de atuar, que ambos já utilizavam no torneio continental. No Internacional, Tinga suspenso foi substituido por Giuliano.

Mostrando estar bem preparado para encarrar o forte adversário e o novo estádio, o colorado partiu para cima e dominou as ações desde o começo. A primeira grande chance veio com Kléber, que esteve muito bem ontem. O lateral-esquerdo invadiu a área e bateu cruzado, a redonda raspou na trave.

A manutenção da posse de bola fazia com que fosse o time do Beira-Rio a criar as melhores chances. Taison sofreu falta na entrada da área, Alecsandro bateu e mais uma vez a redonda encontrou a trave. Depois desse lance, o centroavante colorado saiu sentindo e pediu a mudança. Roth colocou Éverton em campo.

Porém quem abriu o placar foi o time de Guadalajara. Báez cruzou da intermediária direita, Bautista cabeceou da entrada da área e surpreendeu o goleiro Renan, que estava adiantado. O arqueiro colorado só pôde buscar a bola no fundo das redes. Isso já aos 46 minutos da primeira etapa, o tento puniu o Inter que dominou as ações do primeiro tempo.

O time gaúcho manteve a forma de jogar e consequentemente seguiu dominando o jogo. E conseguiu uma virada incrível. O primeiro tento vermelho no Estádio Omnilife Chivas ocorreu após mais uma boa participação de Kléber. O lateral subiu e cruzou da esquerda para Giuliano, que no meio da área subiu livre e cabeceou para o gol.

O capitão Bolívar marcou o gol que dá a grande vantagem aos colorados - AFP

Com D’Alessandro de fora da área o Internacional seguia chegando forte. Os chutes de longe assustavam o goleiro Michel. Porém o colorado foi recompensado pela boa partida que fazia. Dale cruzou no segundo pau e Índio colocou a bola no meio da área, onde Bolívar apareceu para cabecear para o chão e marca o gol da virada aos 31 minutos da etapa final.

Nos minutos restantes o reabanho sagrado pouco fez para empatar o jogo. Agora o Internacional decidirá a disputa no Beira-Rio, que estará lotado de sócios do clube gaúcho. A vantagem do colorado é de jogar por qualquer empate e caso seja derrotado por um placar minímo levará a partida para a disputa de penalidades. Sempre lembrando que na final os gols fora de casa não valem como critério de desempate.

O Internacional tem grandes chances de chegar ao título, com a volta de Tinga o time ganha mais “pegada” no meio-campo e mais experiência, que pode ser fundamental para o bi.


Abraço a todos

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Curtinhas da Libertadores - Semifinais (Volta)

Universidad de Chile 0x2 Chivas Guadalajara

O que parecia impossível aconteceu. O Chivas conseguiu jogar muito bem fora de casa, sempre lembrando, que nas oitavas e quartas o time mexicano fez o resultado (3x0) no Jalisco. Com o empate no Azteca e não no Jalisco, que foi deixado para trás, agora a casa do Chivas em Guadalajara será o novo Estádio Chivas.

O estádio Nacional de Santiago estava lotado e apoiou Los Chunchos por 90 minutos, mas quem começou pressionando foram os visitantes. Com isso, mais uma vez Miguel Pinto mostrava segurança e fazia boas defesas. Luis Michel precisou intervir e o fez bem.

Miguel Pinto fadado ao protagonismo positivo na partida apareceu em mais um momento crucial. Báez pegou de primeira um rebote da zaga e, na tentativa de agarrar, o arqueiro de La U falhou e viu seu time perder a vantagem do empate na partida, que a essa altura se fosse conseguido levaria aos penais.

O goleiro chileno se recuperou rápido do erro e voltou a aparecer bem no primeiro tempo. A defesa do rebanho sagrado contou com a sorte em dois lances no espaço de três minutos. Duas bolas foram parar no travessão de Michel, que ainda realizou defesa em jogada de Montillo. O argentino já contratado pelo Cruzeiro fazia e fez um ótimo jogo.

A partida voltou para o segundo tempo mantendo o bom nível da primeira metade dela, ou seja, seguiu aberto, com muitas chances de gol e muito bom. Mesmo com a necessidade de ganhar dos donos da casa, os visitantes não tiraram o pé. E em uma das chances criadas conseguiram marcar. Miguel Pinto salvou uma cabeçada, mas no rebote o zagueiro Magallón fez o segundo gol.

 Os mexicanos, mesmo fora de casa, comemoraram muito - Ag. Reuters

La U precisava de três gols para se classificar, uma missão praticamente impossível. Mesmo com algumas boas chances os donos da casa não conseguiram marcar. A derrota foi dura, mas o que impressionou foi a torcida. Os adeptos de Los Chunchos não pararam de apoiar nenhum minuto.

A vitória de Los Rojiblancos foi comemorada no Brasil, pois por não fazer parte da Conmmebol eles não poderão disputar o Mundial de Clubes em Abu Dhabi. Portanto a outra semifinal entre São Paulo e Internacional já carimba o passaporte para essa disputa.

São Paulo 2x1 Internacional

Faltou um gol para o São Paulo, que veio ao Morumbi com a já esperada postura diferente. Isso não quer dizer que jogou bem, nem que teve uma variedade de jogadas, não, mas disposição para atacar não faltou ao tricolor paulista.

Jogando em casa e contando com o apoio dos quase 57.113 torcedores presentes ao Morumbi (maior público do estádio no ano). O São Paulo foi para cima. Mas o internacional não adotou postura semelhante ao tricolor em Porto Alegre e além de marcar forte na frente conseguiu também atacar.

A partida não apresentava oportunidades claras, e isso era bom para o Internacional. O colorado quando tinha a bola, fazia questão de segurá-la e atacava sem muita velocidade tentando manter a redonda em seu domínio. O tricolor paulista já começava a apostar em bolas áreas.
Alex Silva foi o nome do primeiro gol da partida - Ricardo MatsukawaTerra

O primeiro gol veio em cobrança de falta de Hernanes pela intermediária direita e contou com falha grosseira do goleiro Renan. No rebote, Alex Silva mandou para o gol. Na final de 2006 um lance semelhante ocorreu, Jorge Wagner cruzou de local parecido, Rogério Ceni soltou e Fabiano Eller tocou para Fernandão marcar.

Deixando o momento volta ao passado de lado. A primeira etapa seguiu sem grandes chances e o placar não se alterou mais.

Dale comemorou o gol de Alecsandro como se fosse seu - Ricardo MatsukawaTerra

Com cinco minutos de bola rolando para os 45 minutos derradeiros, a nação vermelha explodiu. D’Alessandro bateu e Alecssandro inteligentemente desviou de calcanhar para o gol. Rogério Ceni não teve nenhuma chance do lance. Esse tento trouxe mais tranquilidade ao Internacional, que agora
só seria eliminado se sofresse dois gols nos 40 minutos finais.

Porém a tranquilidade durou muito pouco, aproximadamente dois minutos. Renan afastou o cruzamento de Jean, no rebote Cléber Santana dividiu com a marcação, a dividida que fez a bola sobrar dentro da área livre para Ricardo Oliveira. O camisa 19 do São Paulo mostrou a calma de artilheiro, girou e bateu para marcar a virada tricolor.

Mais uma vez relambrando 2006, Tinga perdeu um gol na pequena área, à época, Rafael Sobis o salvou no rebote. Dessa vez, o empate dos gaúchos não saiu e assim ainda existia esperança de uma reviravolta dos tricolores.

O Internacional se fechou mais, dificultando as ações do ataque tricolor. Um chute de fora da área de Marlos até assustou e a expulsão de Tinga, em 2006 ele também recebeu o vermelho, deixava os onze que vestiam branco esperançosos. Mas não deu, as bolas áreas imperaram e não resultaram no gol da classificação à final.

O São Paulo deverá passar por reformulação pós-eliminação. Já o Internacional vai confiante para disputar a final do torneio continental e tem grandes chances de vencer o Chivas Guadalajara.


Abraço a todos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Números de São Paulo e Internacional

O Simplificando o Futebol foi atrás de algumas informações e números de São Paulo e Internacional nessa Taça Libertadores da América, times que decidirão o representante sul-americano no Mundial de Clubes, pois o Chivas Guadalajara é o outro finalista da competição e por não ser filiado à CONMEBOL não pode ficar com a vaga destinada a essa federação.

Além disso, trago detalhes da final de 2006, quando o tricolor paulista e colorado também se encontraram.

Internacional:

Artilheiros: Giuliano – 4 gols, Alecsandro – 3 gols, Walter – 2 gols, Andrezinho, Nei, Sorondo, Bolívar e Kléber – 1 gol.

Assistências: Andrezinho – 3.

Gols marcados: 14 gols (7° no geral junto com Alianza Lima)

Gols sofridos: 7 gols (6° no geral junto com Dep. Quito, Cerro Porteño e Once Caldas)

São Paulo:

Artilheiros: Washington – 5 gols, Dagoberto – 3 gols, Hernanes – 2 gols, Fernandinho, Rogério Ceni e Léo Lima – 1 gol.

Assitências: Jorge Wagner, Fernandão e Marlos – 2.

Gols marcados: 13 gols (9° no geral)

Gols sofridos: 3 gols (2° no geral junto com Deportivo Táchira)

Finais em 2006:

São poucos os atletas que estavam nos elecos e atuaram em 2006, que voltarão ou já voltaram a disputar esse grande jogo em 2010.

Rogério Ceni, Richarlyson e Ricardo Oliveira viveram a emoção com a camisa tricolor a 4 anos e repetem agora. Jorge Wagner e Fernandão eram do clube gaúcho, mas nesse ano estão no clube do Morumbi.

No colorado, só quem já vestia essa camisa em 2006, que repetirá esse feito. São eles: Fabiano Eller, Bolívar, Índio, Tinga e Rafael Sobis.

Confrontos pós-final de 2006:

Dos oito jogos pós-final o Internacional só bateu o São Paulo uma vez, mas semana passada no reencontro mais importante quem saiu com a vitória foi o colorado com o gol de Giuliano.

São Paulo 2x0 Internacional – Morumbi – Brasileirão 2006 / São Paulo 1x0 Internacional – Morumbi – Brasileirão 2007 / Internacional 1x2 São Paulo – Beira Rio – Brasileirão 2007 / Internacional 2x0 São Paulo – Beira Rio – Brasileirão 2008 / São Paulo 3x0 Internacional – Morumbi – Brasileirão 2008 / Internacional 2x2 São Paulo – Beira Rio – Brasileirão 2009 / São Paulo 1x0 Internacional – Morumbi – Brasileirão 2009 / Internacional 0x2 São Paulo – Beira Rio – Brasileirão 2010.

Os irmãos:

Richarlyson e Alecssandro são filhos de Lela, ex-ponta direita campeão brasileiro pelo Coritiba em 1985. O irmão que for ao Mundial de Clubes, pagará a viagem para a familía assistir ao jogo em Abu Dabi.

Abraço a todos

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Curtinhas da Libertadores – Semifinais (Ida)

Chivas Guadalajara 1x1 Universidad de Chile

Jogando no México, mas fora do Jalisco, a história foi diferente. Nas outras duas disputas em mata-mata, o Rebanho Sagrado se garantiu jogando em casa, ao fazer 3x0 em Vélez e Libertad. Dessa vez jogando no lendário Estádio Azteca na Cidade do México, os mexicanos não conseguiram dar um grande passo para a classificação e ficaram no empate com La U.

O alto atacante Juan Oliveira disputa com o zagueiro e capitão do Chivas, Reynoso - Ag. EFE

O time chileno conseguiu segurar as principais tentativas do Chivas, que não conseguia realizar uma grande pressão sobre a saída de bola adversária. Isso dava tranquilidade para El León (O Leão, um dos inúmeros apelidos do time chileno), mas a produção ofensiva também era pequena.

Gerardo Pelusso colocou a equipe para jogar no 4-3-2-1, que com a bola se convertia no 4-2-3-1. Utilizando-se desse esquema, o centroavante Oliveira ficava isolado na área, esperando as jogadas de Puch pela esquerda e Montillo pela direita. Porém os meias não se aproveitaram do mais de 1.90 m do atacante uruguaio, poucas bolas foram cruzadas para a área.

Los Rojiblancos atuavam no 4-4-2 em linha e atuando assim, nada produziram. Para a segunda etapa a equipe mudou a forma de jogar, passou a ter o 4-2-3-1 como esquema base.

Porém quem abriu o placar foram os visitantes. Montillo colocou bola na área em cobrança de falta. Oliveira desviou para trás e Reynoso afastou em direção ao centroavante uruguaio, que com muita calma passou de cabeça para Olarra. O zagueiro livre e muito próximo do gol, só empurrou a testa na bola e abriu o placar no Azteca.

Aos seis minutos, ou seja, quatro minutos após a abertura do placar veio o empate. O Rebanho Sagrado devolveu na mesma moeda. No escanteio que partiu da direita, Omar Bravo cabeceou no meio da área e Miguel Pinto defendeu. Mas no rebote Arellano finalizou e marcou.

Jogando em casa e com muito apoio da torcida, o Chivas foi obrigado a atacar e foi isso que fez nos minutos restantes da partida. Muitas bolas chegarão a baliza defendida por Miguel Pinto, que foi muito bem e evitou uma derrota. O placar poderia ter sido de até dois gols de diferença para os mexicanos, mas o arqueiro chileno evitou a derrota e segurou o empate.

Com a igualdade em 1x1 o Chivas pela primeira vez na competição terá que ir ao ataque jogando fora de casa, a dúvida fica nisso, será que Los Rojiblancos serão capazes de fazer o placar no Chile?
Pelo lado chileno o resultado foi bastante comemorado, afinal, ele exige um Chivas ofensivo fora de casa. Com isso La U terá espaço para o seu contra-ataque, que pode ser decisivo no confronto.

Palpite: Chivas Guadalajara (MEX)


Internacional 1x0 São Paulo

Dono da casa e dono do confronto, esse foi o Internacional no Beira-Rio. O técnico Celso Roth repetiu o 4-2-3-1 da vitória de 1x0 sobre o Flamengo, mas mudou a escalação. Sandro e Guiãzu foram os volantes e Taison pela esquerda, Andrezinho no centro e D’alessandro na direita faziam a ligação no meio-campo. E Alecsandro era o centroavante, que mesmo sozinho não ficava isolado, pois os três meias e os laterais sempre chegavam bem ao ataque.

Todos esperavam que Ricardo Gomes levasse o tricolor paulista a campo no 3-5-2, mas o treinador surpreendeu. Ele escalou o time no 4-3-2-1 com Jean na lateral-direita e Júnior César na esquerda. Richarlyson era o primeiro volante, Hernanes o marcador pela esquerda e Rodrigo Souto fazia esse papel pela direita. Na criação Marlos e Dagoberto alternavam entre direita e esquerda e Fernandão era o centroavante.

No papel o tricampeão Mudial era o mesmo que jogou muito bem contra o Cruzeiro na fase anterior da competição. Porém o colorado não deu chance ao São Paulo, pressionou o tempo todo, com isso o time paulista não ficava com a bola e não conseguia produzir nada.

Mesmo ficando com a bola em quase todo o primeiro tempo, poucas oportunidades foram criadas. O São Paulo estava muito bem postado na defesa, mas água mole pedra dura tanto bate até que fura. Taison de cabeça quase abriu o placar e D’alessandro, Andrezinho e Sandro tentavam de fora da área. No primeiro tempo a melhor defesa da Libertadores se manteve ilesa contando com o bom desempenho de Rogério Ceni.

O que já era bom melhorou na segunda etapa. O São Paulo também tentou mais, porém a partida era do Internacional. O caminho já estava desenhado era a esquerda, onde o volante Jean fazia a lateral-direita e onde Taison atuava. O camisa sete havia sido o destaque da primeira etapa e seguiu bem no segundo tempo. A diferença agora é que Dale, Kléber e até Sandro encostavam mais por ali.

Foram várias jogadas pelo lado esquerdo ofensivo, mas o gol não vinha e para variar Rogério segui sendo destaque pelo lado tricolor paulista. Andrezinho, outrora 12° jogador, porém ontem como titular não vinha fazendo boa partida. O técnico Celso Roth tirou o número 17 e colocou o onze, Giuliano.

Giuliano marcou o gol da vitória e com quatro gols agora é o artilheiro do colorado na Taça Libertadores da América - Ag. EFE

O jovem e ex-jogador do Paraná mostrou estrela mais uma vez (já tinha sido decisivo contra o Estudiantes na Argentina). Foi ele quem começou a jogada do gol e isso pelo lado direito. O camisa onze tentou o passe para Dale e a redonda bateu na marcação chegando ao destino pensado. D’alessandro consegui passar para Alecsandro, que sem querer passou para Giuliano dominou, girou sobre Miranda e bateu rasteiro com a perna direita no canto direito de Rogério Ceni.



A torcida pediu a La Boba e D'alessandro a realizou de forma mágica.

O São Paulo tentou ainda um empate, Dagoberto, Hernanes com as duas pernas, Cléber Santana, arriscaram chutes de fora da área, mas passaram longe de assustar o goleiro Renan. O Inter que quase ampliou, porém ficou no 1x0 mesmo. D’alessandro ainda relaizou a La Boba seu drible caracteristíco e passou a bola por baixo das pernas de Rodrigo Souto, o argentino só não foi melhor que Taison na partida.

O saldo da partida para o tricolor paulista ainda foi bom, pelo volume de jogo do clube gaúcho. Ficar só no 1x0 deixou o jogo aberto para o Morumbi, onde o tricampeão da Libertadores costuma se dar bem, terá muito apoio da torcida e ainda jogará de forma diferente do que jogou no Beira-Rio.

O lado colorado teve a sensação de dever cumprido, porém também ficou a certeza de que mais tentos poderiam ter sido anotados. Mas temos que lembrar que em 2006 o Internacional conseguiu o título pelo resultado fora de casa. Além disso, no Morumbi o time deverá ter a volta de Tinga, que tende a ser muito importante ao último brasileiro campeão continental.

Palpite: Internacional (BRA)

Abraço a todos

sábado, 22 de maio de 2010

Curtinhas da Libertadores - Quartas de final (Volta)

Libertad 2 X 0 Chivas Guadalajara

Mais uma vez o Chivas fez seu papel dentro de casa, o 3 X 0 em Guadalajara praticamente selou a passagem às semifinais. Foi o mesmo que ocorreu na fase anterior contra o Vélez.

O roteiro no Paraguai seguiu o ar de dramaticidade semelhante a disputa realizada na Argentina. O “Rebanho Sagrado” dessa vez teve mais dificuldades, a equipe paraguaia abriu o placar aos 19 minutos com o zagueiro Roman. O segundo tento dos Repolleros, veio aos 22 minutos com Maciel fazendo de cabeça.

Mais um gol dos donos da casa levaria o jogo a prorogação. Porém, mais uma vez o Chivas segurou a pressão e garantiu a vaga. A equipe mexicana segue forte para conquistar o título. Lembrando que o “Rebanho Sagrado” alcançou às semis sem cinco de seus titulares que estão com a seleção mexicana. Na próxima fase eles retornarão e ajudarão a equipe (Exceção feita a Javier Hernández, atacante já vendido ao Manchester United).

Classificado: Chivas Guadalajara

Universidad de Chile 1 X 2 Flamengo

Clima quente, apimentado pelas declarações de que o ataque do Flamengo seria o “Império do Colesterol”. Para o jogo a escolha do pequeno e acanhado Estádio Santa Laura com capacidade para pouco mais de 20 mil pessoas. Resultado: bancadas lotadas e pressão total sobre o Flamengo.

O time brasileiro precisando da vitória e por dois gols de diferença dominou a primeira etapa. Porém não chegava ao gol, em um contra-ataque La U assutou em uma bola que explodiu no travessão do goleiro Bruno. O troco veio com a mesma moeda, uma bomba de Léo Moura, que também parou no travessão. No final da primeira etapa Kléberson tocou para Adriano, que de bicleta mandou para o meio da área onde Vágner Love desviou para as redes.

Na descida para o intervalo o time rubro-negro sentiu o que é a Libertadores. Os torcedores chilenos atiraram bolas de golfe e moedas nos flamenguistas que desciam ao vestiário. Por fim, o time do Flamengo só conseguiu acessar o vestiário defendidos por escudos da polícia.
 Montillo marcou um golaço e já foi oferecido ao Fla - Ag. Reuters

No segundo tempo o Fla seguiu em cima de La U, porém quem marcou foi a Universidad de Chile. O craque argentino Montillo, teve espaço e enquanto a defesa rubro-negra foi abrindo ele progrediu, mas na entrada da área com ótima visão ele encobriu o goleiro Bruno.

O Flamengo ainda conseguiu recuperar a vantagem no jogo. Léo Moura rolou de calcanhar para Adriano marcar com uma bomba de esquerda. Porém o 2 X 1 não adiantava ao Fla. No final do jogo Willians foi expulso. Com o apito final do árbitro ficou a impressão que os rubro-negros demoraram muito para incorporar o espírito da Libertadores, e quando o fizeram não dava mais tempo.

Classificado: Universidad de Chile

São Paulo 2 X 0 Cruzeiro

Um Morumbi lotado e pulsante dava o clima de Libertadores. O jogo tinha tudo para ser ótimo, com o Cruzeiro jogando em cima do São Paulo, pois o time celeste precisava de vencer por 2 X 0 para levar a partida para decisão por pênaltis. Porém com um minuto de partida Kléber foi expulso. O atacante cruzeirense dominou uma bola e disparou para o ataque, mas fez seu movimento caracteristíco abriu os braços e acertou o rosto de Richarlyson. Ricky aproveitou-se disso e desabou, resultado: Vermelho para Kléber.
Hernanes vibrou muito com o primeiro gol tricolor - AFP

Com um jogador a menos o time mineiro até tentou, mas produziu pouco, quase nada. O São Paulo mostrou a sua força no futebol sul-americano. O tricolor paulista ainda conseguiu a vitória. O primeiro gol veio em boa jogada de Junior Cesar pela esquerda, que cruzou para Hernanes marcar.

O segundo gol foi anotado por Dagoberto. O atacante recebeu passe de cabeça de Fernandão, o camisa 25 dominou no peito e encobriu o goleiro Fábio, um golaço. O Cruzeiro foi desclassificado pela péssima partida em casa, com a expulsão de Kléber nada pode tentar no Morumbi.

Classificado: São Paulo

Estudiantes 2 X 1 Internacional

Junto com o jogo do Flamengo, essa sem dúvidas foi a grande partida das quartas. A partida foi disputada no estádio do Quilmes, mais um daqueles estádios/caldeirão típicos da Argentina.

 Clima de rivalidade entre os hermanos D'Alessandro e Verón -AFP

A torcida Pincha, não lotou o estádio, mas fez uma bonita festa. E a equipe argentina tratou de fazer os gols que precisava para se classificar. Foi Verón que levou o Estudiantes ao primeiro gol. “La Brujita” lançou González, que com calma anotou o tento. O grande detalhe ficou por conta do passe do craque argentino, um pouco atrás da linha média ele jogou para o atacante que estava na entrada da área. Gênio.

Um minuto depois, em uma cobrança de lateral no campo ofensivo pelo lado esquerdo. Enzo Pérez recebeu o passe ajeitou e mandou a bomba, um golaço que surpreendeu a todos, inclusive ao goleiro Abbondanzieri. Jogo resolvido no primeiro tempo? Não.

O Inter ainda tinha fichas para gastar. E fez aquilo que foi chamado de “Copeirada Monstra”. Aos 44 minutos do segundo tempo, Andrezinho achou Giuliano, que bateu e marcou o gol da classificação colorada. Depois da partida houve muita violência e o “quebra-pau”, que costuma acontecer na “charmosa” Libertadores.

Detalhe do gol: “Eu vi a bola no pé do Andrezinho, e senti que seria uma oportunidade de gol, eu nem vi o goleiro simplesmente chutei”, foi o que disse Giuliano. Isso ocorreu por haver uma fumaça branca na frente do goleiro Orión, que atrapalhou o arqueiro. Mas a fumaça foi jogada pelos hinchada pincha.
Classificado: Internacional

Abraço a todos

sábado, 15 de maio de 2010

Curtinhas da Libertadores – Quartas de final (Ida)

Chivas Guadalajara 3 X 0 Libertad

Jogando em casa o Chivas procurou fazer o mesmo que fez diante do Vélez, ou seja, garantir a classificação a próxima fase no jogo dentro de casa. O mais incrível é que o placar também foi o mesmo alcançado diante dos argentinos: 3 X 0.
Omar Bravo, dois gols e um recado para Grace - Ag. Reuters

O destaque da partida foi ele, Omar Bravo autor do primeiro e do último gol da partida. Além de marcar duas vez, o camisa 17 do rebanho sagrado participou do lance que resultou no tento anotado por Vazquez. Os mexicanos jogaram melhor o tempo e o placar refletiu isso.

O atacante que não é titular seguro a pressão de substituir a três atletas, Javier Hernández vendido ao Manchester United e a dois atacantes que fazem parte da pré-lista de El Tri para a Copa do Mundo, Bautista e Alberto Medina.

Acho muito difícil que os Repolleros consigam reverter esse placar no Paraguai. O pênalti perdido por Gamarra, na verdade defendido por Sánchez fará toda a diferença em favor da equipe mexicana.

Palpite: Chivas (MEX)

Flamengo 2 X 3 Universidad de Chile

Todos os ingressos vendidos com antecedência, atmosfera perfeita para uma vitória do Flamengo. Mas a história tem que começar no hotel em os rubro-negros se concentram. O time da Gávea, simplesmente deixou de lado o planejamento e chegou 30 minutos antes do apito inicial ao Maracanã, nada de aquecimento.

O resultado veio em campo, com 24 minutos de partida a Universidad de Chile já tinha dois gols de vantagem. Tentos anotados por Victorino e Olarra, em falha do goleiro Bruno. E os chilenos ainda perderam algumas boas chances de ampliar a partida.
Adriano marcou e foi um dos mais lúcidos do Fla - Vipcomm

O Flamengo descontou através de Adriano. O camisa dez recebeu cruzamento do convocado Kléberson e desviou para o gol de cabeça. Na base do abafa o rubro-negro ainda perdeu algumas oportunidades, mas sempre deixando o contra-ataque a disposição de La U. Já nos acréscimos um lance deu alento a torcida que estava no Maracanã, Iturra deu um carrinho por trás em Willians e foi expulso.

Porém no início do segundo tempo Los Chunchos trataram de colocar fim a reação rubro-negra. Montillo fez jogada pela esquerda e cruzou, Álvaro Fernández empurrou a bola para as redes. O Fla ainda tentou marcar um gol, mas sem nenhuma organização, até Juan arriscou de longe e a bola desviou na zaga e enganou o goleiro. 3 X 2 placar final no Maracanã.

Para piorar a situação rubro-negra, La U terá os seus cinco jogadores selecionados pra Copa, exeção feita a Iturra expulso no jogo do Maracanã. A situação do Fla fica mais difícil se lembrarmos que o time jogou contra o seu adversário da próxima quinta-feira três vezes e não os venceu em nenhuma oportunidade. Mas os brasileiros só precisam acertar uma partida, que são melhores que os chilenos, é possível se classificar.

Palpite: Flamengo (BRA)

Cruzeiro 0 X 2 São Paulo

São Paulo sem realizar bons jogos durante o ano, Cruzeiro em boa fase, apesar do acidente no Campeonato Mineiro. O jogo se desenhava para o lado azul-celeste, mas como já diriam os mais antigos – “Futebol é futebol, tudo pode acontecer.” Ricardo Gomes voltou a adotar o esquema com três zagueiros, mas não se utilizando do 3-5-2 habitual e sim de um 3-4-2-1.

Isso mesmo, atrás Richarlyson compunha a linha de zaga. Os primeiros quatro meias eram Cicinho com ala-direito e Júnior César pela esquerda, além dos dois volantes, Jean mais preso e Hernanes com mais liberdade. Isolado na frente estava Fernandão, mas a grande diferença ficou por conta da escalação de Marlos e Dagoberto como meias-atacantes soltos pelos flancos.
Fernandão foi o "cara" da vitória tricolor - Ag. Lance

A qualidade técnica de Fernandão prevaleceu. O jogador vindo do Goiás, deu um passe de primeira para Marlos passar a Dagoberto, que livre marcou o primeiro. O toque do novo camisa 15 do Morumbi foi genial. O segundo passe teve uma quantidade mágica superior a do primeiro, disputou no corpo com os marcadores e deu um toque de calcanhar e detalhe, de primeira. Hernanes finalizou e ampliou.

O Cruzeiro teve chances espetaculares, Rogério Ceni executou algumas boas defesas e em alguns lances tinha a sensação de que não era para o time mineiro marcar. Guerrón chutou e Júlio Cesar salvou em cima da linha e o mais incrível, um arremate de Roger que bateu nas duas traves.

O tricolor paulista praticamente se garantiu na próxima fase da Taça Libertadores. Mas temos que lembrar que dificilmente o Cruzeiro terá tanta falta de sorte na próxima quarta-feira. Mas o passo dado pelo São Paulo foi enorme, acho difícil que haja alguma mudança no classificado.

Palpite: São Paulo (BRA)

Internacional 1 X 0 Estudiantes

Torcida cantando o tempo todo, foi isso que se viu no Beira-Rio. Os adeptos colorados estiverem de parabéns, mas o time em campo não correspondia. Os onze escolhidos por Fossati até tentavam, mas faltava algo.

Os donos da casa ficavam com a bola, rodava ela de um lado para o outro, mas esbarravam no paredão Pincha (Apelido dos adversários). E o maior agravante, D’Alessandro, Andrezinho, Kléber e Sandro que tem bons chutes de média distância não pensavam em testar o goleiro Orión.
Verón é a esperança do Estudiantes pra reverter o resultado - Ap. Photo

A jogada que mais se repetiu foi a de lançarem bolas para Walter, mas o jovem atacante não ganhava uma de Frederico Fernández. Assim ficava difícil. E do outro lado estava o atual campeão do torneiro continental, do experiente Verón. Era “La Brujita” que ditava o ritmo quando os argentinos tinham a bola, candência e até certa preguiça. Afinal empate sem gols fora de casa era um ótimo placar para o Estudiantes.

Quando tudo parecia que ficaria em 0 X 0, Andrezinho tem uma falta pra cobrar. O outrora décimo segundo jogador dos colorados colocou a bola para Sorondo desviar para o gol. Pronto, estava feito 1 X 0, uma boa vantagem para segurar em La Plata, mas o Estudiantes podem reveter isso na Argentina. É um dos confrontos mais abertos. Se eu fosse Fossati colocaria o time para atacar, pois se só se defender não conseguirá a classificação, mas duvido que o uruguaio fará isso.

Palpite: Estudiantes (ARG)

Abraço a todos

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Curtinhas da Libertadores - Oitavas de final

Flamengo 1 X 0 Corinthians

O 1 X 0 não foi um resultado brilhante para os rubro-negros. A chuva atrapalhou as duas equipes. O campo ficou sem condições de jogo, principalmente na primeira etapa, foi ai que Micheal recebeu dois cartões amarelos e saiu de campo. Quem pensava em uma vitória corintiana, se enganou, o time alvinegro manteve a postura defensiva. O Flamengo seguia melhor, com os dois laterais jogando bem, o time da Gávea sentiu pouco a falta de um meia.

Vágner Love mais uma vez se esforçou muito e sempre voltava para compor o meio-campo. Vinícius Pacheco entrou bem, do outro lado o meio-campo parecia perdido e Elias – jogando mais adiantado – não rendeu. O gol veio num golpe de sorte, Juan entrou rápido na área e recebeu falta de Moacir, pênalti. Adriano bateu e marcou, mas não comemorou.

No jogo de São Paulo o Corinthians poderá tranquilamente reverter a vantagem do Flamengo. Porém se repetir a péssima apresentação do Maracanã, será muito difícil uma classificação paulista. Outro fator que dificultou para o time de Parque São Jorge foi a exibição de Ronaldo, muito abaixo das expectativas. Porém Mano garante que não o colocará no banco, pois ele está acima do nível dos outros.

Palpite: Flamengo

Alianza Lima 0 X 1 Universidad de Chile
Os chilenos deram um importante passo rumo a próxima fase - AFP

A La U, que na primeira fase foi o calcanhar de aquiles rubro-negro, deu um importante passo ao vencer os peruanos no Perú. O bom time chileno que conta com jogadores selecionáveis, dificilmente perde a classificação no Chile. Gol do argentino Rivarola.

Palpite: Universidad de Chile

Chivas Guadalajara 3 X 0 Vélez Sarsfield

O time mexicano, que ano passado foi eliminado da competição pelos problemas com a gripe suína em seu país voltou forte para 2010. O Chivas que conta com vários jogadores selecionáveis, e mesmo sem contar com eles, que já estão treinando com a seleção (Grande diferencial dos mexicanos para a Copa do Mundo).

Falei tudo isso para dizer que não é surpresa ao Simplificando Futebol a boa vitória do “Rebanho Sagrado” por 3 X 0 em Guadalajara. Os gols foram marcados por Omar Bravo, duas vezes e Reynoso, batendo penal com o meia Zapata no gol (O goleiro Montoya foi expulso ao cometer a penalidade).

Palpite: Chivas (MEX)

Once Caldas 0 X 0 Libertad

Os paraguaios conseguiram um bom empate na Colômbia. O Libertad segurou uma pressão exercida pelo campeão da Libertadores de 2004, que sabia da necessidade de conquistar um bom resultado dentro do Palogrande. Porém ninguém conseguiu bater os paraguaios nessa edição da Taça Libertadores.

O Libertad por ser um bom time deverá deixar o Once Caldas já nessa fase, mas “Os Blancos” dariam trabalho mais para frente.

Palpite: Libertad (PAR)

Universitario 0 X 0 São Paulo

O time do Perú é muito fraco, e o fato do jogo ter sido 0 X 0 mostra que o tricolor também não tem mostrado muito futebol. A melhor chance do jogo foi criada por Marlos que falhou na hora de passar para Washington marcar.
Alex Silva que fez boa partida, ainda conteve Ricky, que esteve próximo de agredir o árbitro - Ag. Reuters

O feio para o São Paulo foi o escandalo que Richarlyson deu ao ser expulso, diga-se de passagem, ele foi corretamente expulso. Mesmo jogando mal, o tricolor paulista deve avançar para as quartas, mas tem que apresentar mais futebol.

Palpite: São Paulo

Cruzeiro 3 X 1 Nacional (URU)

No Mineirão Thiago Ribeiro foi o dono da festa. Com três gols na primeira etapa o camisa onze chegou a artilharia da competição. Regueiro fez o gol dos uruguaios na segunda etapa.

O time do Nacional conta com jogadores experintes e no Uruguai a história será outra, mas o bom resultado conquistado pelo time celeste em Belo Horizonte deve garantir mais um brasileiro nas quartas de final da Taça Libertadores da América.

Palpite: Cruzeiro.

San Luis (MEX) 0 X 1 Estudiantes

O time de Véron jogou sem alguns de seus principais jogadores e mesmo assim bateram o San Luis. O atual campeão da TLA vem forte na edição de 2010, porém divide os esforços com o Campeonato Argentino, o que deve atrapalhar, mas não nessa fase.

O San Luis mostrou que não é adversário a altura de enfrentar o Estudiantes. Depois da eliminação por culpa da gripe suína, o time mexicano deve cair agora. Mesmo sem se esforçar muito o time de La Plata passa de fase.

Palpite: Estudiantes

Banfield (ARG) 3 X 1 Internacional

No Florencio Sola em Banfield na grande Buenos Aires, o time argentino pulo na frente do Internacional, que de positivo só leva o golaço de Kléber. O colaroda sofreu na Argentina, além de não conseguir impor seu jogo, o time comandado por Jorge Fossati pode dizer que foi prejudicado pela arbitragem. O treinador uruguaio ainda foi atingido por um objeto jogado da arquibancada, sabem o que é pior, garanto que nada ocorrerá com o estádio do Banfield.
Fossati sabe que terá trabalho depois do Inter sofrer três gols na Argentina - Globoesporte.com

O gol marcado pelo lateral-esquerdo Kléber além de ter sido belo, tem muito valor. É aquela história gol fora de casa vale mais. Para passar pelo Banfield, o Inter precisará de muito apoio de sua torcida e de vontade de seus jogadores, mas eu acredito que o ambiente no Beira-rio ajudará o colorado a passar de fase.

Palpite: Internacional


Abraço a todos

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Simplificando o mercado – Internacional

O Internacional queria títulos para celebrar seu centenário, mas em 2008 não se classificou para a Libertadores uma das metas para 2009. Comemorando 100 anos o colorado pouco fez, conquistou com extrema facilidade o Campeonato Gaúcho, o vice da Copa do Brasil, o título da Sugura Cup no Japão e o vice do Brasileirão.

Em 2010 estará envolvido na disputa da Libertadores onde é claro o desejo de conquistar o Bi. Para isso a ideia foi manter a base vice-campeã nacional e fortalecer o elenco. A grande aposta é em um treinador com experiência sul-americana. Jorge Fossati atual campeão da Copa Sul-Americana, que fez a LDU jogar e muito durante a campanha do título.

O início da atual temporada foi muito conturbado pela possível saída de Guiñazu para o São Paulo e a disponibilização de D’Alessandro como moeda de troca. Nenhum dos dois gringos saiu. A manutenção dos dois argentinos no elenco é um bom início, porém o armador atuando pelo colorado nunca mostrou o futebol dos tempos de River, onde surgiu com Cavenaghi e Máxi López. A volta do bom futebol de Dale pode garantir muitos frutos ao time do Beira-Rio.

A pré-temporada começa com o técnico querendo implantar o estilo de jogo que fez na LDU, pressão iniciando no ataque e muita ofensividade, principalmente nos jogos da altitude. Fossati também já deixou claro que quer o time marcando desde o principio e que o lateral-esquerdo Kléber faça mais gols.

O Internacional perdeu apenas reservas como o lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro, o meia-atacante Bolaños que deve voltar para a LDU, o goleiro Michel Alves e o zagueiro Danny Morais que pode ir para o Vasco ou para o futebol francês. Jogadores que não deverão fazer falta ao elenco colorado.

Alguns jogadores que tiveram destaque pelo Vasco na série B no Brasileirão voltaram de empréstimo. São eles o atacante Adriano, o zagueiro Titi e o bom lateral-esquerdo Ramon que está bem próximo de renovar. O goleiro Muriel vem de volta depois de jogar pela Portuguesa.

As chegadas também foram interessantes. Os laterais-direitos Bruno Silva vindo do Ajax da Holanda e Nei que vem do Atlético-PR e pode atuar como zagueiro. A contratação que destaco é a do meia-atacante Thiago Humberto que vem do Barueri, ele teve grande destaque na armação com bons passes e inteligência na posição de camisa 10. Mas na equipe colorada deve ser reserva de algum dos meias; Giuliano, Andrezinho e D’alessandro, lembrando que ter um bom banco é importante para quem disputará várias competições.

Com a mentalidade ofensiva de Jorge Fossati pode conseguir que D’alessandro possa voltar ao nível de futebol que mostrou na Argentina. O técnico também sinalizou que Giuliano assumirá um papel mais preponderante no ataque. Alecssandro no comando de ataque promete romper a marca de 28 gols na temporada. O colorado tem tudo para dar certo e acredito que dará.

Abraço nação colorada.