Esse foi o grito que ecoou no maior do mundo quando o relógio marcou 41 minutos do segundo tempo. Era o Botafogo, que já havia sido vítima do mesmo grito por parte da torcida do Flamengo, mas que agora sorria enquanto ouvi a mesma letra.
Na partida quem iniciou dando a letra foi o alvinegro de General Severiano. Porém não foi por muito tempo, o Vasco equilibrou as ações do jogo. Nada de muito agudo havia acontecido os times rondavam a área adversária, mas pecavam no último passe e pouco finalizavam.
Com o avançar do primeiro tempo, os times ofereciam um espetáculo pobre aos 81.902 presentes no Maracanã. As únicas boas jogadas foram, pelo Vasco um cruzamento na entrada da área que Carlos Alberto cabeceou ao lado do gol. No fogão, um chute de Alessandro que Herrera desviou mal.
No mais o primeiro tempo, ainda ocorreram mais algumas tentativas de cruzamento buscando “El Loco” Abreu, sem êxito. No time de São Januário, as tentativas eram em jogadas individuais de Philippe Coutinho e de seu capitão, Carlos Alberto. Porém chances claras não foram apresentadas na primeira etapa da final do 1° turno do Campeonato Carioca.
Após um intervalo de 20 minutos. Os dois times voltaram a campo para decidir a fatura e conseguir a vaga na final do Cariocão 2010. Mas mesmo com a conversa longa no intervalo o jogo não melhorou. Herrera teve uma chance bem defendida por Fernando Prass, enquanto Carlos Alberto chutou mais uma vez ao lado de Jéfferson.
Já apostava em um empate e mais uma decisão por pênaltis para o Vasco nessa Taça Guanabara. Mas Marcelo Cordeiro foi cobrar um escanteio no lado esquerdo, encontrou Fábio Ferreira que subiu mais que o zagueiro Fernando e marcou o primeiro gol da tarde-noite. O detalhe do gol é que o goleiro Fernando Prass arriscou sair da meta, mas ficou no meio do caminho, quando voltou o tento já estava anotado.
Antes de fazer o primeiro gol, o Botafogo já contava com o seu talismã Caio, que havia entrado no lugar do cansado Lúcio Flávio. E foi em jogada do menino vindo do banco que o fogão decidiu a partida. Em um contra-ataque, o volante Nílton acertou um carrinho violento no camisa nove e foi expulso. Isso dois minutos após o gol.
O time comandado por Vagner Mancini se lançou desesperadamente ao ataque, mas deixou a disposição do Botafogo os contragolpes. Com uma dessas jogadas Caio sofreu mais uma falta, na cobrança da infração, o fogão apostou em um cruzamento para Abreu. O atacante uruguaio foi puxado por Titi, que recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. “El Loco” cobrou bem o penal e garantiu o segundo gol e a vitória botafoguense na decisão.
Com a vitória os torcedores botafoguenses ironizaram o “Império do Amor” rubro-negro e perguntaram Cadê Dodô, Cadê Dodô? De fato o jogador que marcou três gols naquele 6 X 0 hoje não apareceu. Mas o alvinegros de General Severiano não se esqueçaeram de Joel que também teve o nome cantado na arquibancada. O folclórico e bagunçado (Como ele mesmo afirmou em entrevista no término do jogo), conseguiu organizar e dar confiança ao seu atual clube, totais méritos do ex-técnico da África do Sul.
Agora para o Botafogo além de comemorar o título, a cabeça deve ser colocada no lugar e saber que ainda não conquistaram o objetivo, apenas a primeira parte dele. Já o Vasco aceitar a derrota como um alerta, mas ter plena noção de que no segundo turno poderá alcançar o troféu.
Abraço a todos!
Fotos: Ag. Lance e Satiro Sodré (Gazeta Press)
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O Botafogo estraga o carnaval rubro-negro
A quarta-feira foi cinza para o Flamengo, já para o Botafogo a loucura não parou. O rubro-negro jogou melhor, mas os vencedores foram os alvinegros. Agora a equipe de General Severiano reencontra o Vasco na final da Taça Guanabara. Por outro lado a equipe da Gávea foca na estréia pela Libertadores.
O Flamengo foi melhor durante toda a partida e já iniciou atacando. Juan fez boa jogada e finalizou de perna direita para a boa defesa de Jéfferson. Os laterais rubro-negros faziam uma boa partida e através de suas jogadas a bola rondava a área alvi-negra. O Botafogo respondia com lançamento visando Abreu, o uruguaio se virava como podia para segurar a bola no ataque de sua equipe.
A melhor chance alvinegra na primeira etapa foi com o argentino Herrera. O atacante chutou de perna direita para a defesa de Bruno. Já os rubro-negros esbarravam em uma má atuação de Adriano. Mas Juan, Léo Moura, Vágner Love e Vinícius Pacheco criavam as possibilidades do Flamengo. E foi com esse ultimo atleta que o time da Gávea marcou.
A jogada do gol começou com uma roubada de bola que chegou ao imperador. O camisa dez da Gávea passou para Pacheco, que avançou e tocou para Vágner Love. O atacante foi puxado, mas conseguiu entregar para o camisa 22, este tocou para as redes de Jéfferson.
O Flamengo seguia melhor, mas o Botafogo conseguiu empatar com Marcelo Cordeiro. O dez, Lúcio Flávio cruzou no segundo poste e “El Loco” ganhou por cima de Álvaro e Juan. A bola sobrou para Herrera que girou e bateu, Bruno defendeu num ato de muito reflexo, mas a bola sobrou para o lateral-esquerdo que mandou de primeira, dessa vez sem chances para o capitão flamenguista.
O empate no final do primeiro tempo trouxe mais confiança ao Botafogo e abalou o Flamengo, que após o tento sofrido não se encontrou forças para uma reação no final dessa etapa.
No segundo tempo o Flamengo continuou jogando melhor. O rubro-negro teve quatro ótimas chances e quase alcançou a vitória com elas. A primeira veio através de um cruzamento de Juan que Vágner Love mandou no travessão. Depois foi a vez de Willians tentar pela direita, em boa jogada o camisa 8 rubro-negro quase marcou. Os laterais apareceram novamente, Juan passou para Léo que cruzou para Love perder no segundo poste. O imperador também teve a sua oportunidade, em um lançamento de Pet, Adriano matou no peito e chutou, porém a bola foi a lado do gol botafoguense.
Os leitores devem conhecer aquela velha máxima do futebol – quem não faz, toma. Foi isso que ocorreu no Maracanã nessa noite de quarta. Após as quatro tentativas do Flamengo, o Botafogo marcou o gol vencedor da partida, quando a mesma já se desenhada para ser decidida em cobrança de pênaltis. O criticado lateral-direito, Alessandro colocou na área, Renato Cajá que ajeitou para o talismã, Caio. O jovem empurrou a bola para as redes.
No Flamengo o destaque negativo ficou com a dupla de convocados por Dunga, Adriano e Kléberson. O atacante falhou em alguns cabeceios livres e não participou tão ativamente da partida como o seu parceiro de ataque, Vágner Love. Kléberson errou a maioria de seus passes e das jogadas que tentou, mas estará com a seleção contra a Irlanda em março.
O Botafogo, temos que ressaltar como é iluminado o jovem Caio. O menino de 19 anos entrou mais uma vez e marcou o gol da vitória para o time comandado por Joel Santana. Mas o alvinegro também teve problemas, o principal deles foi não existirem variações de jogadas. A única alternativa eram os lançamentos na área para Abreu, hoje deu certo, porém para ter sucesso contra o Vasco e em suas próximas partidas na Copa do Brasil Joel deverá pensar em jogadas diferentes.
Arbitragem –
O árbitro da partida foi Luís Antônio Silva dos Santos, o índio. No geral o homem do apito não foi mal. Anulou um lance em que Abreu tentou usar a mão para marcar o segundo gol de seu time. Mas houve um lance muito infeliz do árbitro, o índio marcou uma falta (que foi longe de ser passível de aplicação de cartão) de Fahel em Vinícius Pacheco e aplicou o amarelo no volante botafoguense, o segundo dele na partida, ou seja, expulsão.
Simples, o árbitro errou em expulsar Fahel. Mas com o péssimo momento que vivem os homens do apito, o carioca não fugiu á regra e complicou-se. Com a aplicação do cartão vermelho no camisa 8 alvinegro, os outros jogadores de sua equipe partiram para cima de Luís Antônio, chegando até a empurrá-lo. A reclamação dos botafoguenses era pelo fato de não ter sido Fahel que havia feito a falta e sim Fábio Ferreira.
O árbitro consultou seu auxiliar e mudou sua decisão, aplicando o cartão em Fábio. Pronto, errou em dar o cartão amarelo e ainda o aplicou no jogador errado, mas pelo menos seus erros não interferiram no resultado, pois Fahel não merecia ter sido tirado de campo.
Abraço a todos!
Foto: Cezar Loureiro - Jornal O Globo
O Flamengo foi melhor durante toda a partida e já iniciou atacando. Juan fez boa jogada e finalizou de perna direita para a boa defesa de Jéfferson. Os laterais rubro-negros faziam uma boa partida e através de suas jogadas a bola rondava a área alvi-negra. O Botafogo respondia com lançamento visando Abreu, o uruguaio se virava como podia para segurar a bola no ataque de sua equipe.
A melhor chance alvinegra na primeira etapa foi com o argentino Herrera. O atacante chutou de perna direita para a defesa de Bruno. Já os rubro-negros esbarravam em uma má atuação de Adriano. Mas Juan, Léo Moura, Vágner Love e Vinícius Pacheco criavam as possibilidades do Flamengo. E foi com esse ultimo atleta que o time da Gávea marcou.
A jogada do gol começou com uma roubada de bola que chegou ao imperador. O camisa dez da Gávea passou para Pacheco, que avançou e tocou para Vágner Love. O atacante foi puxado, mas conseguiu entregar para o camisa 22, este tocou para as redes de Jéfferson.
O Flamengo seguia melhor, mas o Botafogo conseguiu empatar com Marcelo Cordeiro. O dez, Lúcio Flávio cruzou no segundo poste e “El Loco” ganhou por cima de Álvaro e Juan. A bola sobrou para Herrera que girou e bateu, Bruno defendeu num ato de muito reflexo, mas a bola sobrou para o lateral-esquerdo que mandou de primeira, dessa vez sem chances para o capitão flamenguista.
O empate no final do primeiro tempo trouxe mais confiança ao Botafogo e abalou o Flamengo, que após o tento sofrido não se encontrou forças para uma reação no final dessa etapa.
No segundo tempo o Flamengo continuou jogando melhor. O rubro-negro teve quatro ótimas chances e quase alcançou a vitória com elas. A primeira veio através de um cruzamento de Juan que Vágner Love mandou no travessão. Depois foi a vez de Willians tentar pela direita, em boa jogada o camisa 8 rubro-negro quase marcou. Os laterais apareceram novamente, Juan passou para Léo que cruzou para Love perder no segundo poste. O imperador também teve a sua oportunidade, em um lançamento de Pet, Adriano matou no peito e chutou, porém a bola foi a lado do gol botafoguense.
Os leitores devem conhecer aquela velha máxima do futebol – quem não faz, toma. Foi isso que ocorreu no Maracanã nessa noite de quarta. Após as quatro tentativas do Flamengo, o Botafogo marcou o gol vencedor da partida, quando a mesma já se desenhada para ser decidida em cobrança de pênaltis. O criticado lateral-direito, Alessandro colocou na área, Renato Cajá que ajeitou para o talismã, Caio. O jovem empurrou a bola para as redes.
No Flamengo o destaque negativo ficou com a dupla de convocados por Dunga, Adriano e Kléberson. O atacante falhou em alguns cabeceios livres e não participou tão ativamente da partida como o seu parceiro de ataque, Vágner Love. Kléberson errou a maioria de seus passes e das jogadas que tentou, mas estará com a seleção contra a Irlanda em março.
O Botafogo, temos que ressaltar como é iluminado o jovem Caio. O menino de 19 anos entrou mais uma vez e marcou o gol da vitória para o time comandado por Joel Santana. Mas o alvinegro também teve problemas, o principal deles foi não existirem variações de jogadas. A única alternativa eram os lançamentos na área para Abreu, hoje deu certo, porém para ter sucesso contra o Vasco e em suas próximas partidas na Copa do Brasil Joel deverá pensar em jogadas diferentes.
Arbitragem –
O árbitro da partida foi Luís Antônio Silva dos Santos, o índio. No geral o homem do apito não foi mal. Anulou um lance em que Abreu tentou usar a mão para marcar o segundo gol de seu time. Mas houve um lance muito infeliz do árbitro, o índio marcou uma falta (que foi longe de ser passível de aplicação de cartão) de Fahel em Vinícius Pacheco e aplicou o amarelo no volante botafoguense, o segundo dele na partida, ou seja, expulsão.
Simples, o árbitro errou em expulsar Fahel. Mas com o péssimo momento que vivem os homens do apito, o carioca não fugiu á regra e complicou-se. Com a aplicação do cartão vermelho no camisa 8 alvinegro, os outros jogadores de sua equipe partiram para cima de Luís Antônio, chegando até a empurrá-lo. A reclamação dos botafoguenses era pelo fato de não ter sido Fahel que havia feito a falta e sim Fábio Ferreira.
O árbitro consultou seu auxiliar e mudou sua decisão, aplicando o cartão em Fábio. Pronto, errou em dar o cartão amarelo e ainda o aplicou no jogador errado, mas pelo menos seus erros não interferiram no resultado, pois Fahel não merecia ter sido tirado de campo.
Abraço a todos!
Foto: Cezar Loureiro - Jornal O Globo
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