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sábado, 5 de julho de 2014

Copa do Mundo – Dia 23

Venceu bem

O craque do Mundial vai embora com as lágrimas, e, o melhor da partida, o consola e avança (Laurence Griffiths/Getty Images)

Desde o princípio, chamou a atenção a inatividade de Carlos Velasco Carballo, que parecia proibido de distribuir cartões. Brasileiros e colombianos aproveitaram esta espécie de autorização e fizeram um jogo bastante físico. Em muitos momentos, os jogadores chegaram a extrapolar, beirando à violência. Um exemplo claro foi Fernandinho, que chegou a fazer faltas duras seguidamente e não viu nem o amarelo.

Em campo, os Samba Boys vieram com algumas diferenças. O 4-2-3-1 se aproximou de um 4-1-4-1, tendo Fernandinho como 1° volante e, à frente, Oscar, Paulinho (por conta da suspensão de Luiz Gustavo, voltou ao time), Neymar e Hulk – os dois últimos jogando mais próximos do centroavante Fred. Além disso, Luiz Felipe Scolari surpreendeu positivamente, sacando Daniel Alves e colocando Maicon. José Pékerman manteve o 4-2-3-1, mas optou por Ibarbo como ponta-esquerda, tendo James pelo centro e Cuadrado pela direita. Na volância, Guarín entrou no lugar de Aguilar, portanto, os cafeteros deixaram de ter dois volantes de mais marcação, buscando ter mais posse de bola e mais domínio do meio-campo.

Com as mudanças e o crescimento do desempenho dos jogadores, os Samba Boys cresceram, passaram a ter melhor saída de bola, pois os laterais, a dupla de volantes e até os meias ajudaram mais neste trabalho. O Brasil também conseguiu pressionar a saída de bola, prejudicando o jogo colombiano. Além da marcação alta, outra característica da Copa das Confederações apareceu: o gol no início. Aos seis minutos, Thiago Silva completou escanteio de Neymar e, de coxa, abriu o placar.

A Colômbia tentou equilibrar o jogo, mas esbarrava na forte marcação no craque James Rodríguez e na fraca exibição de Cuadrado, por isso, Júlio César não era incomodado. A dupla de zaga também tinha responsabilidade nisso, pois impediam as chegadas na área e também bloqueavam os chutes, quando os cafeteros conseguiam finalizar. No outro lado do campo, Hulk, mais uma vez, muito ativo, assustava o goleiro Ospina, porém o segundo gol não vinha.

Vendo o adversário controlando o jogo, Pékerman mexeu: sacou Ibarbo e colocou Adrián Ramos, com mais liberdade para ser atacante. O argentino formou um 4-2-2-2, em que o novo jogador do Dortmund tinha espaço para flutuar atrás de Teó Gutiérrez. Com a mexida, os cafeteros passaram a dominar o jogo, a queda da atuação do meio-campo verde e amarelo também colaborou com a mudança no perfil da partida. Mas, como os números mostram, a pontaria não foi o forte da Colômbia na partida. De onze finalizações, apenas uma foi no alvo, desempenho fraco.

No pior momento da partida, o Brasil conseguiu o segundo gol. Em outra bola parada, David Luiz finalmente conseguiu o primeiro dele de falta com a camisa verde e amarela. Apesar do 2 a 0, o craque da Copa do Mundo, James Rodríguez seguiu tentando e, em um dos raros momentos de liberdade, conseguiu descobrir Bacca (ótimo nove, subutilizado no Mundial) livre dentro da área. Júlio César cometeu o pênalti e, na cobrança, o dez cafetero fez o sexto gol dele na competição (artilheiro). Teoricamente, haveria tempo para a virada, porém, o Brasil passou a dominar o jogo e esfriou o ímpeto colombiano.

O 2 a 1 proporcionou mais uma grande cena do Mundial 2014. Com o apito final, James Rodríguez desabou a chorar, mas não ficou desamparado. Em pouco tempo, os brasileiros Daniel Alves, Marcelo e, principalmente, David Luiz consolaram o dez rival. Na entrevista pós-jogo, o jogador do Monaco, aos prantos, afirmou: “chorei, pois sei que deixamos tudo em campo, mas não foi possível”. Nesta tarde e noite, seria difícil vencer o Brasil, que fez a melhor partida na Copa do Mundo.  

A grande ausência

Neymar deixa o campo chorando, ali já dava para imaginar a gravidade da lesão, que, ao final, afastou o craque da Copa do Mundo (Getty Images)

A alegria ao final do jogo se transformou em temor. Primeiro, durante a partida, o capitão Thiago Silva levou o segundo amarelo, em lance bobo, e está fora do jogo contra a Alemanha. Dentro do elenco brasileiro, Dante parece bem capacitado para substituir o camisa três, apesar de não ser fácil entrar no lugar do melhor zagueiro do mundo. Mas a diferença de nível entre o titular e o reserva não é tão grande como a do outro desfalque verde e amarelo.

Quase no final da partida, em lance no campo defensivo, Neymar tomou uma joelhada nas costas. Zuniga chegou muito duro, em jogada totalmente desnecessária. Após o golpe, o dez brasileiro caiu no chão e não se levantou mais. O árbitro não fez nada, nem cartão o lateral colombiano levou. Ney saiu de maca das quatro linhas e chorando muito. Aos poucos, as notícias foram chegando e a tensão atingindo níveis altos.

Do ambulatório do Arena Castelão, Neymar foi para uma clínica particular e, neste local, foi constada uma lesão séria, em uma vértebra da coluna. Desta forma, além de ficar fora da semifinal, como Felipão imaginou na coletiva pós-jogo, o camisa dez não jogará mais a Copa do Mundo 2014. O grande sonho do garoto de disputar e vencer o Mundial no próprio país, quando estava tão perto, acabou.

Até terça-feira, Luiz Felipe Scolari e toda a comissão técnica vão trabalhar muito para substituir a grande referência técnica verde e amarela. Se no talento Neymar é insubstituível no Brasil, vale destacar que, na fase final da Copa, o camisa dez não brilhou. Por isso, os canarinhos conseguiram não depender tanto do craque, que teve atuações mais apagadas, mostrando que a seleção não é apenas o principal jogador. Portanto, há vida sem Ney.

A adversária

 Palmas para Hummels, muito bem na defesa e o autor do gol decisivo (Martin Rose/Getty Images)

Como previsto, o Maracanã viu um jogo muito equilibrado, entre Alemanha e França. A Nationalmannschaft trouxe novidades para a partida: Lahm na lateral e Klose (abaixo dos demais fisicamente) como centroavante. Assim, Löw manteve o 4-3-3, mas teve o time mais próximo daquele que vinha sendo trabalhado durante todo o período entre copas do mundo, principalmente, quando observamos a forma de jogar. Por isso, a aposta forte é na manutenção da trinca de meias, com Khedira, Schweinsteiger e Kroos, tendo Özil e Müller abertos. A mudança que deve ocorrer é a provável escalação Schürrle, deixando Klose como opção para o segundo tempo.

Sobre o jogo, o Rio de Janeiro viu a vitória, por 1 a 0, com o gol do zagueiro Hummels, que, além de marcar de cabeça, conseguiu fazer um ótimo trabalho defensivo. Esta exigência ao jogador do Dortmund foi reflexo da produção dos franceses, que não foi tão grande como em outras partidas, porém capaz de assustar os alemães. Neuer foi exigido várias vezes e fez boas defesas, as que mais chamaram a atenção foram realizadas com uma mão só.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Copa do Mundo – Dia 21

Mais um dia sem Copa e, desta vez, serão dois. Por isso, aproveitarei esta quarta-feira para pensar no jogo do Brasil, na próxima fase. Partida que promete equilíbrio, afinal, os verde e amarelos não atingiram seu ápice, enquanto a Colômbia é tida como uma das principais seleções do Mundial. 

Brasil 

 Apesar da atuação ruim, o Brasil chegou às quartas de final e, depois da disputa de pênaltis, sobrou emoção (Quinn Rooney/Getty Images)

Sem jogar bem, o Brasil chegou à esta fase, baseado em bons desempenhos individuais de Júlio César (nos pênaltis, contra o Chile), David Luiz, Thiago Silva, Luiz Gustavo (suspenso, fará para marcar os adversários) e, principalmente, Neymar. Luiz Felipe Scolari opta pelo 4-2-3-1 e fornece muita liberdade de movimentação ao trio de meias, que, além do craque da seleção, tem Hulk e Oscar pelos flancos. Porém, se os três trocam muito de posição durante o jogo, a bola não tem chegado ao trio. Os Sambas Boys têm um problema crônico: a dificuldade na saída pelo chão e, por isso, o uso excessivo dos lançamentos longos pelos zagueiros e Luiz Gustavo. 

O problema, que é evidente e persiste pelos quatros jogos, ainda não teve solução. Para vencer a Colômbia, o treinador terá que trazer uma resposta a isso. Os laterais, tidos como pontos fortes dos canarinhos, não vêm bem e uma evolução do desempenho da dupla (seja Daniel e Marcelo ou Maicon e Marcelo) será importante para dar alternativas a esta saída pelo chão. Mas o ponto central para a evolução, se encontra na volância. Sem Luiz Gustavo, o Brasil deve ter Fernandinho e Paulinho, ambos já foram titulares como 2° volantes, mas nenhum dos dois conseguir facilitar o início das jogadas do meio. Jogar sem um jogador posicional, neste setor, pode ser a solução circunstancial contra a Colômbia. Mas contar com os laterais em melhor nível e Oscar participando, como fez contra a Croácia, na estreia, parece ser o mais importante. 

Colômbia 

 Cuadrado e James Rodríguez: o Brasil e qualquer um que enfrentar a Colômbia deverá prestar atenção na dupla (Adam Pretty/Getty Images)

Antes da Copa, não havia quem não falasse da força cafetera, mas, com a lesão de Falcao García, as dúvidas entraram em campo. No Mundial, a ausência da principal estrela tem sido esquecida, James Rodríguez e Cuadrado tem conseguido suprir esta falta, criando e marcando os gols para a Colômbia. Os bons desempenhos da equipe têm muito do trabalho do técnico, o argentino José Perkerman. Durante a caminhada para a Copa do Mundo, ora com dois atacantes, ora com o 4-2-3-1 ou 4-1-4-1, os Cafeteros apenas mostraram força. No Brasil, o comandante fixou a equipe no esquema da moda: Teó Gutiérrez é o nove; mais atrás, estão Cuadrado à direita, James Rodríguez no centro e Ibarbo à esquerda; e, na volância, dois jogadores mais presos, Carlos Sánchez e Abel Aguilar. 

Com a nova configuração do meio para frente, a Colômbia tem conseguido ter uma defesa relativamente segura. Nisso, o goleiro Ospina tem bastante importância, pois é um dos bons nomes da posição, no Mundial, e a dupla de zaga Yepes e Zapata também vai muito bem. Mas o destaque é mesmo o ataque e tem relação com o esquema também. Com muitos jogadores dispostos a trabalhar para as estrelas, James e Cuadrado têm total liberdade para agir. Ambos aproveitam bem isso e tem números impressionantes. O camisa dez é o craque e artilheiro da Copa e tem cinco gols e duas assistências. O ponta-direita é o líder em passes decisivos, com quatro e ainda balançou as redes uma vez. Porém, os cafeteros também tem problemas no ataque, Pekerman tem insistido em Teó Gutiérrez, que marcou apenas uma vez, enquanto, no banco, está Jackson Martínez, que joga em nível mais alto e já tem dois gols na Copa. Em um jogo, que promete tanto equilíbrio, tem um centroavante um pouco pior pode ser a diferença entre seguir na competição e voltar para casa.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo C

Colômbia
Sem Falcao García, o companheiro de Monaco, James Rodríguez assumirá o protagonismo na seleção colombiana (Getty Images)

Técnico: José Pékerman-ARG

Time-base (4-1-4-1): Ospina; Zúñiga, Yepes, Zapata, Pablo Armero; Sánchez; Cuadrado, Aguilar, Guarín, James Rodríguez; Jackson Martínez.

Craque: James Rodríguez – Monaco-FRA

Lesionados: Stefan Medina (zagueiro, Atlético Nacional-COL) – rompeu ligamentos do tornozelo direito, Luis Amaranto Perea (zagueiro, Cruz Azul-MEX) – lesão na coxa esquerda, Edwin Valencia (volante, Fluminense-BRA) – lesão muscular na coxa direita, Aldo Leão Ramírez (meia, Morelia-MEX) – lesão no joelho direito e Radamel Falcao García (atacante, Monaco-FRA) – ruptura no ligamento anterior cruzado do joelho esquerdo.

Participações no Mundial: 5 (oitavas de final em 1990)

Ranking da Fifa: 8º

Campanha nas Eliminatórias (16J-9V-3E-4D-27GP-13GC-14SG)
Bolívia 1x2 Colômbia
Colômbia 1x1 Venezuela
Colômbia 1x2 Argentina
Peru 0x1 Colômbia
Equador 1x0 Colômbia
Colômbia 4x0 Uruguai
Chile 1x3 Colômbia
Colômbia 2x0 Paraguai
Colômbia 5x0 Bolívia
Venezuela 1x0 Colômbia
Argentina 0x0 Colômbia
Colômbia 2x0 Peru
Colômbia 1x0 Equador
Uruguai 2x0 Colômbia
Colômbia 3x3 Chile
Paraguai 1x2 Colômbia

Após 16 anos fora de mundiais, a Colômbia volta e chega como cabeça de chave. Para retornar às copas, os sul-americanos se aproveitaram do ótimo trabalho realizado na base. Esta geração tem jogadores que ficaram em terceiro lugar no Mundial sub-20 2003 e outros que foram campeões Sul-americanos em 2005. Bebendo desta fonte, os Cafeteros fizeram ótima campanha nas eliminatórias, se classificando no segundo posto, dois pontos atrás da líder Argentina.

Apesar da continuidade de jogadores, no comando, as coisas mudaram bastante. O projeto Copa 2014 começou com Hernán Darío Gómez, que caiu, após a campanha mediana na Copa América 2011. O sucessor foi o auxiliar Leonel Álvarez, que ficou apenas quatro meses e foi substituído. No início de 2012, José Pekerman chegou e, nas palavras do craque Falcao García, fica clara a importância do treinador: “ele tratou de nos dar a confiança necessária para que pudéssemos jogar da forma como estamos acostumados. Hoje em dia, somos uma seleção mais madura e equilibrada”. O técnico argentino fez mudanças táticas, mas, na maior parte do tempo, utilizou o 4-1-4-1 e o 4-2-3-1. Com Pekerman, os Cafeteros seguem sendo um time com foco mais no ataque em relação à defesa, até porque, a qualidade das peças ofensivas é muito maior que as defensivas.

O principal destaque da Tricolor é Falcao García, que marcou nove vezes na eliminatória, mas não virá ao Brasil, por conta de uma séria lesão sofrida no primeiro mês de 2014. Com a ausência de El Tigre, a Colômbia tem bons substitutos para a função. O titular inicial deve ser Jackson Martínez, um centroavante completo, que bate com os dois pés e cabeceia bem também. Ele foi o artilheiro da Liga Sagres com 20 gols. Carlos Bacca, do Sevilla, é o que mais ameaça a titularidade do portista, pois fez 18 gols, em Liga Espanhola e Liga Europa. Além deles, ainda há Adrián Ramos, que balançou as redes 16 vezes, na Bundesliga. Mas a principal estrela será o habilidoso meia-atacante James Rodríguez, líder em assistências da Ligue 1. Rápido e com perna esquerda especial, o camisa dez é a esperança para criação de jogadas e também de gols. O outro ponta no esquema é Cuadrado, muito veloz o jogador se destacou pela Fiorentina na Serie A, com 11 gols e cinco assistências e é mais uma alternativa de criação no meio-campo.

O ótimo técnico José Pékerman conseguiu formar um bom time, priorizando o ataque, mas sem deixar a defesa de lado. Passar da primeira fase não deve ser um grande desafio, pois o grupo C não é dos mais difíceis. Porém, para chegar ainda mais longe na Copa, os Cafeteros precisarão que um dos substitutos de Falcao García funcione bem e que James Rodríguez e Cuadrado cedam as assistências.

Goleiros: 1- David Ospina (Nice-FRA), 22- Faryd Mondragón (Deportivo Cali-COL) e 12- Camilo Vargas (Santa Fe-COL);
Defensores: 3- Mario Yepes (Atalanta-ITA), 2- Cristian Zapata (Milan-ITA), 23- Carlos Valdés (San Lorenzo-ARG), 16- Eder Álvarez Balanta (River Plate-ARG), 4- Santiago Arias (PSV Eindhoven-HOL), 18- Camilo Zúñiga (Napoli-ITA) e 7- Pablo Armero (West Ham-ING);
Meais: 6- Carlos Sánchez (Elche-ESP), 13- Fredy Guarín (Internazionale-ITA), 8- Abel Aguilar (Toulouse-FRA), 5- Carlos Carbonero (River Plate-ARG), 20- Juan Fernando Quintero (Porto-POR), 10- James Rodríguez (Monaco-FRA), 11- Juan Cuadrado (Fiorentina-ITA) e 15- Alexander Mejía (Atlético Nacional-COL);

Atacantes: 17- Carlos Bacca (Sevilla-ESP), 19- Adrián Ramos (Hertha Berlin-ALE), 9- Teófilo Gutiérrez (River Plate-ARG), 21- Jackson Martínez (Porto-POR) e 14- Víctor Ibarbo (Cagliari-ITA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Grécia: nunca se enfrentaram
Costa do Marfim: nunca se enfrentaram
Japão: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

31/maio: Colômbia 2x2 Senegal
6/junho: Colômbia 3x0 Jordânia

Costa do Marfim
Drogba e Yaya Toure são as grandes referências costa marfinenses, mas hoje, o camisa 19 é o grande pilar de sustentação dos Elefantes (AFP)

Técnico: Sabri Lamouchi-FRA

Time-base (4-2-3-1): Barry; Aurier, Kolo Toure, Bamba, Boka; Tiote, Romaric; Kalou, Yaya Toure, Gervinho; Drogba.

Craque: Yaya Toure – Manchester City-ING

Lesionados: Arouna Koné (atacante, Everton-ING) – ruptura no ligamento do joelho esquerdo.

Participações no Mundial: 3 (fase de grupos em 2006 e 2010)

Ranking da Fifa: 23º

Campanha nas Eliminatórias (8J-5V-3E-0D-19GP 7GC-12SG)

Segunda fase:
Costa do Marfim 2x0 Tanzânia
Marrocos 2x2 Costa do Marfim
Costa do Marfim 3x0 Gâmbia
Gâmbia 0x3 Costa do Marfim
Tanzânia 2x4 Costa do Marfim
Costa do Marfim 1x0 Marrocos

Terceira fase:
Costa do Marfim 3x1 Senegal
Senegal 1x1 Costa do Marfim

A melhor geração da história do futebol costa marfinense não tem nenhum título, esta é a marca que Drogba e companhia ostentam. Os vice-campeonatos da Copa de Nações Africanas, em 2006 e 2012, foram aonde o talentoso plantel chegou mais perto de uma conquista. Porém, com este grupo, a Costa do Marfim chegou à primeira participação em copas e, desde 2006, participa de todos os mundiais, apesar de nunca passar às oitavas de final. Para a Copa no Brasil, a história não foi diferente: classificação invicta e sem dificuldades.

O técnico é o ex-meia da seleção francesa, Sabri Lamouchi, que assumiu o comando da após o vice-campeonato da CAN 2012, portanto, participou de toda a caminhada nas eliminatórias. Estudioso do futebol, no final do ano de estreia à frente dos Elefantes – e na função de técnico –, o francês visitou José Mourinho, no Real Madrid. A visita deve ter influenciado na mudança tática executada na seleção: saiu o 4-3-3 e veio o 4-2-3-1, formação adotada nos últimos trabalhos pelo português. O esquema potencializa as principais qualidades do elenco costa marfinense, a velocidade pelas pontas e a força pelo centro.

O destaque individual dos Elefantes tem potencial para ser um dos melhores da Copa, afinal, Yaya Toure já está entre os dez melhores do mundo, há, pelo menos, dois anos (2012 e 2013). O costa marfinense fechou a temporada como terceiro artilheiro da Premier League, com 20 gols e ainda cedeu nove assistências, liderando o campeão Manchester City nos dois quesitos. Na seleção, o volante joga como meia (o setor original dele é bem coberto por Tiote e Romaric) e amplifica suas qualidades: a força física, os arremates de fora da área, o ótimo passe, a visão de jogo apurada e a boa qualidade nas bolas paradas. Ao lado de Yaya, estão Kalou e Gervinho, jogadores que proporcionam grande velocidade pelas pontas – o lateral-direito Aurier também chega bem à frente. Por isso, o outrora craque absoluto do país, Drogba deverá ser bem municiado e continuará sendo um perigo aos goleiros adversários.

Se pensar em título, parece inatingível para a melhor geração da história da Costa do Marfim, passar de fase, pela primeira vez na história, é completamente possível. Nas últimas copas, os Elefantes foram sorteados para grupos muito complicados, mas, para 2014, a chave C é acessível. Por isso, se não ficar marcada por títulos, a geração de Drogba e Yaya Toure poderá entrar na história do país, sendo aquela que colocou Costa do Marfim nos mundiais e, ainda, não participou apenas e conseguiu ultrapassar a fase de grupos.

Goleiros: 1- Boubacar Barry (Lokeren-BLG), 23- Sayouba Mandé (Stabaek-NOR) e 16- Sylvain Gbohouo (Sewe Sport-CIV);
Defensores: 4- Kole Toure (Liverpool-ING), 17- Serge Aurier (Toulouse-FRA), 3- Arthur Boka (Stuttgart-ALE), 5- Didier Zokora (Trabzonspor-TUR), 22- Sol Bamba (Trabzonspor-TUR), 7- Jean-Daniel Akpa-Akpro (Toulouse-FRA), 18- Constant Djakpa (Eintracht Frankfurt-ALE) e 2- Ousmane Viera (Caykur Rizespor-TUR);
Meias: 19- Yaya Toure (Manchester City-ING), 9- Cheick Tioté (Newcastle-ING), Romaric (Bastia-FRA), 20- Serey Die (Basel-SUI), 15- Max Gradel (Saint-Étienne-FRA), 14- Ismael Diomande (Saint-Étienne-FRA) e 13- Didier Ya Konan (Hannover-ALE);

Atacantes: 11- Didier Drogba (Galatasaray-TUR), 6- Mathis Booly (Fortuna Düsseldorf-ALE), 12- Wilfried Bony (Swansea-WAL), 10- Gervinho (Roma-ITA), 8- Salomon Kalou (Lille-FRA) e 21- Giovanni Sio (Basel-SUI).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Colômbia: nunca se enfrentaram
Grécia: nunca se enfrentaram
Japão: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

30/maio: Costa do Marfim 1x2 Bósnia
4/junho: Costa do Marfim 2x1 El Salvador

Grupo C - Japão
A conexão da dupla de criação, Honda e Kagawa será decisiva para o Japão na Copa de 2014 - (Vicenzo Pinto/AFP)

Técnico: Alberto Zaccheroni-ITA

Time-base (4-2-3-1): Kawashima; Uchida, Yoshida, Konno, Nagatomo; Endo, Hasebe; Kiyotake, Kagawa, Honda; Okazaki.

Craque: Shinji Kagawa – Manchester United-ING

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: 5 (oitavas de final em 2002 e 2010)

Ranking da Fifa: 46º

Campanha nas Eliminatórias (14J-8V-3E-3D-30GP-7GC-23SG)

Terceira fase:
Japão 1x0 Coreia do Norte
Uzbequistão 1x1 Japão
Japão 8x0 Tajiquistão
Tajiquistão 0x4 Japão
Coreia do Norte 1x0 Japão
Japão 0x1 Uzbequistão

Quarta fase:
Japão 3x0 Omã
Japão 6x0 Jordânia
Austrália 1x1 Japão
Japão 1x0 Iraque
Omã 1x2 Japão
Jordânia 2x1 Japão
Japão 1x1 Austrália
Iraque 0x1 Japão

O Japão nunca teve tradição no futebol, porém, a partir de 1998, as coisas mudaram e, desde então, os Samurais Azuis vêm a todos os Mundiais. Por isso, a história mais recente dos japoneses, os coloca como os melhores asiáticos e, nas eliminatórias, provaram isso, sendo a seleção que se classificou com mais antecedência. Além disso, o Japão conquistou a última Copa Asiática, disputada em 2011.

Sob a batuta do italiano Alberto Zaccheroni (desde 2010), os nipônicos virão ao Brasil mais europeus do que nunca, são 12 jogadores atuando na Europa, entre os 23 convocados, e, a maior parte desta dúzia de atletas, será titular na Copa. Este número mostra a evolução do futebol do país. Conhecido pelo jogo mais defensivo, o técnico italiano não tem um time defensivo. Quase sempre jogando no 4-2-3-1 e com laterais que preferem atacar a defender, o esquema é bem armado e a linha defensiva não fica exposta, por isso, apesar da vocação ofensiva da escalação, o Japão conseguiu manter a melhor defesa (ao lado do Irã), entre os times que chegaram à fase final das eliminatórias asiáticas.

Mas, o que chamou a atenção mesmo foi o ataque. Os quatro jogadores ofensivos mais habituais atuam na Europa e já têm boa experiência no melhor futebol do mundo. O trio de meias formado por Kiyotake, Kagawa e Honda tem velocidade e bastante qualidade técnica e consegue confundir defesas, com diversas trocas de posição durante as partidas. E, claro, os velozes laterais Uchida e Nagatomo podem colaborar com o setor ofensivo, com boas chegadas ao fundo. Além deles, a dupla de volantes formada por Endo e Hasebe também consegue colaborar com a criação de jogadas.          À frente dos cinco meias, está Okazaki, que foi artilheiro das eliminatórias da Ásia, com oito gols. Portanto, depois de muito tempo, o Japão dá sinais que tem um centroavante confiável.

Com um time arrumado, bons jogadores atuando bem na Europa e na mão do técnico, o Japão entra com chances de chegar à segunda fase. Para isso, os jogadores mais badalados, Honda e Kagawa, mais uma vez, terão que combinar bem e não poderão falhar. Pois, o grupo C é um dos mais equilibrados do Mundial e qualquer deslize pode custar uma eliminação.

Goleiros: 1- Eiji Kawashima (Standard Liege-BEL), 12- Shusaku Nishikawa (Urawa Reds-JAP) e 23- Shuichi Gonda (Fc Tokyo-JAP);
Defensores: 2- Atsuto Uchida (Schalke 04-ALE), 5- Yuto Nagatomo (Internazionale-ITA), 21- Hiroki Sakai (Hannover-ALE), 3- Gotoku Sakai (Stuttgart-ALE), 19- Masahiko Inoha (Jubilo Iwata-JAP), 15- Yasuyuki Konno (Gamba Osaka-JAP), 6- Masato Morishige (FC Tokyo-JAP) e 22- Maya Yoshida (Southampton-ING);
Meias: 7- Yasuhito Endo (Gamba Osaka-JAP), 17- Makoto Hasebe (Nuremberg-ALE), 14- Toshihiro Aoyama (Sanfrecce Hiroshima-JAP), 16- Hotaru Yamaguchi (Cerezo Osaka-JAP), 4- Keisuke Honda (Milan-ITA), 10- Shinji Kagawa (Manchester United-ING), 8- Hiroshi Kiyotake (Nuremberg-ALE) e 20- Manabu Saito (Yokohama F Marinos-JAP);
Atacantes: 13- Yoshito Okubo (Kawasaki Frontale-JAP), 9- Shinji Okazaki (Mainz-ALE), 11- Yoichiro Kakitani (Cerezo Osaka-JAP) e 18- Yuya Osako (1860 Munich-ALE).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Colômbia: nunca se enfrentaram
Grécia: nunca se enfrentaram
Costa do Marfim: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

27/maio: Japão 1x0 Chipre
2/junho: Japão 3x1 Costa Rica
6/junho: Japão 4x3 Zâmbia

Grécia
O iluminado Mitroglou é a principal esperança de gols e de classificação da Grécia na Copa de 2014 (Reuters)

Técnico: Fernando Santos-POR

Time-base (4-1-4-1): Karnezis; Torosidis, Sokratis, Moras, Holebas; Maniatis; Salpingidis, Karagounis, Tachtsidis, Samaras; Mitroglou.

Craque: Kostas Mitroglou – Fulham-ING

Lesionados: Kyriakos Papadopoulos (zagueiro, Schalke 04-ALE) – ruptura no ligamento do joelho e Avraan Papadopoulos (zagueiro, Olympiakos-GRE) – ruptura no ligamento do joelho.

Participações no Mundial: 3 (primeira fase em 1994 e 2010)

Ranking da Fifa: 12º

Campanha nas Eliminatórias (12J-9V-2E-1D-16GP-6GC-10SG)

Letônia 1x2 Grécia
Grécia 2x0 Lituânia
Grécia 0x0 Bósnia
Eslováquia 0x1 Grécia
Bósnia 3x1 Grécia
Lituânia 0x1 Grécia
Liechtenstein 0x1 Grécia
Grécia 1x0 Letônia
Grécia 1x0 Eslováquia
Grécia 2x0 Liechtenstein

Repescagem europeia:
Grécia 3x1 Romênia
Romênia 1x1 Grécia

A Grécia chega ao segundo Mundial consecutivo e ainda tem muito do apresentado em 2004, quando se sagrou campeã europeia, com Otto Rehhagel. O time segue focado na defesa e foi com o bom desempenho dos marcadores que os gregos conseguiram a classificação ao Brasil. Nas eliminatórias, a Grécia foi vazada seis vezes em 12 partidas, números bons. Quando comparado ao ataque, o rendimento da defesa merece ainda mais ser exaltado, pois o setor ofensivo anotou apenas 16 gols, sendo nove deles pela dupla Mitroglou e Salpingidis.

O treinador Fernando Santos está à frente da seleção desde 2010, mas já passou por AEK, Panathinaikos e PAOK e foi eleito o técnico da década da Superliga Grega (2000-10). O comandante tentou mudar um pouco estilo defensivo dos azuis e brancos, mas a equipe parece incapaz de ser mais ofensiva, até pela falta de jogadores mais criativos e habilidosos para mudar esta mentalidade. Por isso, o 4-3-3 do português é muito mais um 4-1-4-1, focado na marcação e nos contra-ataques, mesmo que o time não seja tão veloz.

A grande esperança dos gregos é o centroavante Mitroglou, que recentemente chegou ao Fulham, após ter marcado 14 vezes na Superliga Grega 2013-14 e três na Liga dos Campeões. Na Inglaterra, o atacante ainda não marcou, mas o que mostrou nas eliminatórias e no Olympiakos o credenciam a ser a principal estrela do país. Mitroglou incomodará as defesas adversárias, ao lado de Salpingidis. O meio campo segue tendo o capitão Karagounis, que é o líder da equipe, e atua ao lado de um jovem, como Tachtsidis, que tem talento e ainda pode evoluir. Há de se destacar que Samaras, se Fernando Santos não mudar de ideia e colocar Kone em campo, será titular, fazendo o trabalho habitual por uma das pontas: marcação, disposição para ajudar atrás e, de vez em quando, chegando ao ataque.

Alcançar a segunda fase e fazer a melhor campanha em copas do mundo do país parece improvável. Colômbia, Costa do Marfim e Japão têm times com mais talento e se colocam à frente dos gregos na briga pelas vagas as oitavas de final. Porém, a solidez defensiva azul e branca, em um grupo tão equilibrado, poderá garantir pontos, que serão capazes de fazer a Grécia ultrapassar a primeira fase, um feito inédito.  

Goleiros: 1- Orestis Karnezis (Granada-ESP), 12- Panaglotis Glykos (PAOK-GRE) e 13- Stefanos Kapino (Panathinaikos-GRE);
Defensores: 5- Vangelis Moras (Hellas Verona-ITA), 4- Kostas Manolas (Olympiakos-GRE), 2- Giannis Maniatis (Olympiakos-GRE), 20- Jose Holebas (Olympiakos-GRE), 19- Sokratis Papastathopoulos (Borussia Dortmund-ALE), 3- Giorgios Tzavellas (PAOK-GRE), 11- Loukas Vyntra (Levante-ESP) e 15- Vasilis Torosidis (Roma-ITA);
Meias: 6- Alexandros Tziolis (Kayserispor-TUR), 22- Andreas Samaris (Olympiakos-GRE), 21- Kostas Katsouranis (PAOK-GRE), 10- Giorgos Karagounis (Fulham-ING), 23- Panagiotis Tachtsidis (Torino-ITA), 18- Ioannis Fetfatzidis (Genoa-ITA), 16-Lazaros Christodoulopoulos (Bologna-ITA) e 8- Panagiotis Kone (Bologna-ITA);
Atacantes: 9- Kostas Mitroglou (Fulham-ING), 14- Dimitris Salpingidis (PAOK-GRE), 7- Giorgios Samaras (Celtic-ESC) e 17- Theofanis Gekas (Konyaspor-TUR).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Colômbia: nunca se enfrentaram
Costa do Marfim: nunca se enfrentaram
Japão: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

31/maio: Grécia 0x0 Portugal
3/junho: Grécia 0x0 Nigéria
6/junho: Grécia 2x1 Bolívia

Para completar a análise, um podcast com Tauan Ambrosio, repórter do Goal Br, que faz um ótimo trabalho com futebol internacional. Confiram o programa:


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Olho nelas: Colômbia

Colômbia 

 Falcao García é o dono da bola, mas a Colômbia não se resume ao artilheiro (EFE/Mauricio Duenas)

A história recente do futebol colombiano é semelhante à dos belgas, porém, com um ponto mais negativo e outro bastante positivo. Os sul-americanos não iam ao Mundial desde 1998 (portanto, 16 anos de ausência), mas tiveram um brilho continental depois disso, com a conquista da Copa América disputada em casa, em 2001, quando Aristizábal esteve em grande destaque, conquistando a artilharia do torneio.

Esta geração colombiana bebe da fonte de times que tiveram sucesso recente no futebol base mundial e sul-americano. O trio de meias, Guarín, Aguilar e Macnelly Torres ficou em terceiro lugar no Mundial sub-20 2003. Dois anos depois, o grupo mudou, mas Guarín e Aguilar estavam lá, e ganharam companhia de Zapata, Valdés, Zuniga, Edwin Valencia e Falcao García. Com este grupo, sob o comando de Reinaldo Rueda – hoje, técnico do Equador, que também virá a Copa de 2014 –, a Colômbia foi campeã sul-americana sub-20, deixando Argentina, de Messi e Lavezzi; e o Brasil, de Sóbis e Fernadinho; para trás. No título, Rodallega, que iniciou a competição como reserva, foi o grande destaque, com 11 gols. O artilheiro daquela disputa hoje nem está mais no elenco tricolor, o que mostra as boas opções ofensivas desta seleção. 

A história desta Colômbia começa a mudar quando a Federação escolhe Hernán Darío Gómez, no meio de 2010, para assumir a seleção com o único objetivo: voltar ao Mundial. No meio deste percurso, os cafeteros fizeram ótima campanha, na primeira fase da Copa América de 2011. Mas caíram logo em seguida, nas quartas de final e, com isso, o treinador deixou o comando da equipe. O auxiliar Leonel Álvarez foi promovido ao cargo de técnico principal, porém, a trajetória tricolor mudou mesmo com a chegada do argentino (com passagem longa pela Colômbia, quando era jogador) José Pekerman, no início de 2012. 

“Ele tratou de nos dar a confiança necessária para que pudéssemos jogar da forma como estamos acostumados: tentando competir de igual para igual tanto em casa quanto fora e buscando sempre as vitórias sem rodeios. Hoje em dia, somos uma seleção mais madura e equilibrada”. Disse Falcão García ao site da Fifa recentemente. O principal jogador da tricolor (um dos principais atletas do mundo) mostra a importância de Pekerman, o homem que consegue dar equilíbrio à Colômbia. Pois está claro que a parte ofensiva da seleção tem muito talento, porém, nas Eliminatórias, além do bom ataque, a defesa é a melhor da tabela ao lado da Argentina, méritos para o comandante. 

 Um volante mais fixo e quatro meias buscando municiar o brilhante centroavante, Falcao García (clique na imagem para ampliar)

Taticamente o time joga prioritariamente no 4-1-4-1, porém, muitas vezes, com o avanço dos meias-externos passa a ser um 4-3-3. Um ponto importante para o bom funcionamento do esquema cafetero e que não tem funcionado ultimamente é o meia-central Guarín, que vive má-fase técnica na Internazionale, mas que foi fundamental na campanha da Copa América de 2011. Nestes oito meses que separam a Colômbia do Mundial, um dos principais trabalhos de Pekerman será a recuperação do camisa 13.

Após viver “uma das maiores alegrias da minha vida”, o técnico argentino e seus dois auxiliares seguirão trabalhando muito. Durante a trajetória à frente da seleção, o trabalho de pesquisa sobre os adversários foi destacado pelos comandados e poderá fazer a diferença na Copa de 2014. Para dar mais bagagem aos cafeteros, a Federação Colombiana também trabalha e, em novembro, agendou amistoso frente à Bélgica e Holanda, na Europa.

Acostumar os jogadores à grandes jogos, com seleções que estarão na Copa, poderá ser o antídoto para a falta de experiência em Mundiais do elenco tricolor. A inexperiência é algo que poderá pesar à esta geração colombiana: dos 23 jogadores constantemente convocados por Pekerman, apenas o goleiro reserva Mondragón esteve em uma Copa do Mundo. Mesmo com a maioria dos cafeteros jogando há muito tempo na Europa, não ter disputado um Mundial poderá ser mais um desafio para a boa seleção colombiana. Mas com o incrível centroavante Falca García e o comando do equilibrado José Pekerman, sim, a Colômbia poderá surpreender na Copa do Mundo, que, muito possivelmente, virá ao Brasil como cabeça de chave.

PS: talvez, tenha mais algumas seleções que serão abordas aqui na "Olho nelas", porém, deverão ser faladas apenas mais para frente.