quarta-feira, 4 de junho de 2014

Simplificando Futebol na Copa - Grupo A

Brasil
Thiago Silva é o capitão e Neymar é o craque, uma Copa em alto nível da dupla poderá garantir o hexa ao Brasil (Getty Images)

Técnico: Luiz Felipe Scolari-BRA

Time-base (4-2-3-1): Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho; Hulk, Oscar, Neymar; Fred.

Craque: Neymar Junior – Barcelona-ESP

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: Todas as 20 (pentacampeão em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)

Ranking da Fifa: 3º

Campanha nas Eliminatórias

País-sede, não participou.

O Brasil tem um time. Após a derrota para Holanda, em 2010, Dunga saiu e veio Mano Menezes, mas o técnico não conseguiu ficar no cargo até a Copa. No final de 2012, quando o seu time começava a se acertar, foi demitido e o presidente da CBF, José Maria Marin optou por colocar no cargo o último campeão do mundo com os canarinhos, Luiz Felipe Scolari, com Carlos Alberto Parreira na retaguarda. Ao longo da Copa das Confederações 2013, o país viveu uma onda de protestos, mas a seleção foi poupada e, com muito apoio nas arquibancadas, venceu a competição FIFA, jogando muito bem na final, contra a forte Espanha.

Para ganhar a Copa das Confederações, Felipão não desprezou todo o trabalho do ex-comandante verde e amarelo: manteve o 4-2-3-1 (com variações para o 4-4-1-1, com Neymar atrás de Fred) e aproveitou de vários jogadores. Porém, realizou mudanças: priorizou o uso de centroavantes clássicos e volantes de mais marcação. Além de dar confiança, segundo o treinador, os protestos contra a Copa das Confederações, em Fortaleza, definiram a nova “família Scolari” – na convocação para o Mundial, repetiu 16 dos convocados para a competição anterior.

O Brasil tem destaques em todas as posições. A defesa é uma das mais elogiadas do mundo e, apesar dos laterais apoiarem muito, a dupla de volantes Luiz Gustavo e Paulinho tem ótima integração e fecha bem os setores. O setor ofensivo tem Hulk, Oscar e Neymar compondo a linha de três meias e o trio funciona bem, com muita movimentação e características complementares. Mais à frente, está Fred, que, se conseguir participar do jogo sem a bola, será um dos centroavantes interessantes da Copa do Mundo. Mas o grande destaque verde e amarelo é Neymar. O camisa dez é o artilheiro (13) e líder em assistências (10) da Era Felipão – já havia sido na Era Mano Menezes.

Jogando em casa e com um grupo acessível (não confunda com fácil), o Brasil deve alcançar a segunda fase sem grandes problemas. Mas, a partir daí, a disputa ficará mais acirrada, porém, com o bom time e com uma etapa inicial ideal para ganhar confiança, os canarinhos chegam entre os principais favoritos. Para confirmar este favoritismo alguns pontos são chaves: a defesa terá manter a solidez, Neymar jogar em alto nível e Fred ajudar também sem a bola.

Goleiros: 12- Júlio César (Toronto FC-CAN), 1- Jefferson (Botafogo-BRA) e 22- Victor (Atlético Mineiro-BRA);
Defensores: 2- Daniel Alves (Barcelona-ESP), 23- Maicon (Roma-ITA), 6- Marcelo (Real Madrid-ESP), 14- Maxwell (Paris Saint-Germain-FRA), 3- Thiago Silva (Paris Saint-Germain-FRA), 13- Dante (Bayern de Munique-ALE), 4- David Luiz (Chelsea-ING) e 15- Henrique (Napoli-ITA);
Meias: 17- Luiz Gustavo (Wolfsburgo-ALE), 8- Paulinho (Tottenham-ING), 16- Ramires (Chelsea-ING), 5- Fernandinho (Manchester City-ING), 11- Oscar (Chelsea-ING), 19- Willian (Chelsea-ING), 18- Hernanes (Internazionale-ITA) e 20- Bernard (Shakhtar Donetsk-UCR);
Atacantes: 10- Neymar (Barcelona-ESP), 9- Fred (Fluminense-BRA), 7- Hulk (Zenit-RUS) e 21- Jô (Atlético Mineiro-BRA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Croácia: Brasil 1x0 Croácia (fase de grupos, 2006)
México: Brasil 4x0 México (fase de grupos, 1950), Brasil 5x0 México (fase de grupos, 1954) e Brasil 2x0 México (fase de grupos, 1962)
Camarões: Camarões 0x3 Brasil (fase de grupos, 1994)

Calendário de amistosos durante a preparação
3/junho: Brasil 4x0 Panamá
6/junho: Brasil 1x0 Sérvia

Croácia
Rakitc e Modric são os motores do meio-campo croata, que terá que municiar o ótimo centroavante Mandzukic (Goran Stanzl/Pixsell)

Técnico: Niko Kovac-CRO

Time-base (4-2-3-1): Pletikosa; Srna, Corluka, Lovren, Pranjić; Modric, Rakitic; Olic, Kovacic, Peresic; Mandzukic.

Craque: Luka Modric – Real Madrid-ESP



Lesionados: Ivan Strinic (lateral-esquerdo, Dnipro-UCR) – ruptura no tendão do tornozelo, Mate Males (volante, Rijeka-CRO) – lesão no tornozelo, Ivan Mocinic (Rijeka-CRO) – lesão no tornozelo, Niko Kranjcar (meia, Queens Parks-Rangers-ING) – lesão nos ligamentos da coxa e Ivo Ilicevic (meia, Hamburgo-ALE) – lesão muscular nas duas pernas.

Participações no Mundial: 4 (terceiro lugar em 1998)

Ranking da Fifa: 18º 

Campanha nas Eliminatórias (12J-6V-3E-3D-14GP-9GC-5SG)
Croácia 1x0 Macedônia
Bélgica 1x1 Croácia
Macedônia 1x2 Croácia
Croácia 2x0 País de Gales
Croácia 2x0 Sérvia
País de Gales 1x2 Croácia
Croácia 0x1 Escócia
Sérvia 1x1 Croácia
Croácia 1x2 Bélgica
Escócia 2x0 Croácia
Repescagem europeia:
Islândia 0x0 Croácia
Croácia 2x0 Islândia

A Croácia teve dificuldades para se classificar ao Mundial de 2014, mas após uma disputa ausente, está de volta. O difícil grupo nas eliminatórias com bons adversários, como a Bélgica, Escócia, País de Gales e a arquirrival Sérvia, justifica o grande trabalho que os croatas tiveram para chegar à Copa. Os Vatreni não venceram nenhuma das últimas quatro partidas da primeira fase e quase ficaram fora da repescagem, porém a boa largada garantiu à Croácia a participação nos jogos decisivos. Contra a Islândia, apesar da dificuldade, os croatas garantiram a classificação com a vitória por 2 a 0 em casa.

O ex-jogador Niko Kovac assumiu a seleção após o final de eliminatórias ruim da equipe, mas já estava na federação desde o início de 2013, quando comandava a seleção sub-21. Com Kovac, a seleção passou pela repescagem e virá ao Mundial. O treinador opta por um 4-2-3-1 bastante ofensivo, pois não tem nenhum 1º volante na composição do meio-campo da equipe. A ideia de priorizar a qualidade no manejo da bola explica a opção. Ademais de não ter um volante mais marcador no meio, Kovac conta com o esforço dos jogadores mais avançados na marcação e com uma boa linha defensiva, destacando os bons níveis do zagueiro Lovren e do lateral-direito e capitão Srna.

O talentoso meio-campo supracitado começa com Modric e Rakitic, como volantes. A dupla que atua na Liga Espanhola vem de ótima temporada, ambos estão jogando em altíssimo nível. O problema é que Rakitic tem jogado mais avançado no Sevilla e, talvez, tenha dificuldade para jogar como volante, o que até poderá proporcionar uma troca de posição com o jovem Kovacic, que atua centralizado mais à frente. Além do ótimo passador interista, a linha de três tem o bom ponta Peresic e o atacante Olic. O trio dá suporte ao ótimo centroavante Mandzukic, que além de balançar as redes, consegue ajudar na pressão da saída de bola adversária e assistir para gols de companheiros.

Não há dúvida que, depois de ficar ausente em 2010, a Croácia chega com chances de fazer uma boa campanha no Brasil. Afinal, o grupo A tem os anfitriões como claros favoritos e os europeus como segunda força. Mas, México e Camarões não podem ser totalmente desprezados da briga pela vaga, por isso, os Vatreni deverão ter atenção total contra esses adversários, para não serem surpreendidos e conseguirem alcançar as oitavas de final.

Goleiros: 1- Stipe Pletikosa (Rostov-RUS), 23- Danijel Subasic (Monaco-FRA) e 12- Oliver Zelenika (NK Lokomotiva-CRO);
Defensores: 11- Darijo Srna (Shakhtar Donetsk-UCR), 6- Dejan Lovren (Southampton-ING), 5- Vedran Corluka (Lokomotiv Moscou-RUS), 13- Gordon Schildenfeld (Panathinaikos-GRE), 3- Danijel Pranjić (Panathinaikos-GRE), 21- Domagoj Vida (Dinamo Kiev-UCR) e 2- Šime Vrsaljko (Genoa-ITA);
Meias: 10- Luka Modric (Real Madrid-ESP), 7- Ivan Rakitic (Sevilla-ESP), 8- Ognjen Vukojevic (Dinamo Kiev-UCR), 4- Ivan Perisic (Wolfsburgo-ALE), 20- Mateo Kovacic (Internazionale-ITA), 14- Marcelo Brozović (Dinamo Zagreb-CRO), 15- Milan Badelj (Hamburgo-ALE) e 19- Sammir (Getafe-ESP);
Atacantes: 17- Mario Mandzukic (Bayern de Munique-ALE), 18- Ivica Olic (Wolfsburgo-ALE), 22- Eduardo da Silva (Shakhtar-UCR), 9- Nikica Jelavic (Hull City-ING) e 16- Ante Rebic (Fiorentina-ITA).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Brasil: Brasil 1x0 Croácia (fase de grupos, 2006)
México: Croácia 0x1 México (fase de grupos, 2002)
Camarões: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

31/maio: Croácia 2x1 Mali
6/junho: Croácia 1x0 Austrália

México
Oribe e Gio se conhecem do título olímpico e, na Copa do Mundo, formarão dupla novamente (EFE)

Técnico: Miguel Herrera-MEX

Time-base (3-4-1-2): Ochoa; Reyes, Rafa Márquez, Héctor Moreno; Aguilar, Medina, Peña, Guardado; Giovani dos Santos; Oribe Peralta e Javier Hernández.

Craque: Guillermo Ochoa – Ajaccio-FRA

Lesionados: Juan Carlos Medina (meia, América-MEX) – lesão ântero-lateral no tornozelo direito e Luis Montes (meia, León-MEX) – fratura na perna direita.

Participações no Mundial: 14 (quartas de final em 1970 e 1986)

Ranking da Fifa: 20º 

Campanha nas Eliminatórias (18J-8V-5E-3D-22GP-11GC-11SG)

Terceira fase:
México 3x1 Guiana
El Salvador 1x2 México
Costa Rica 0x2 México
México 1x0 Costa Rica
Guiana 0x5 México
México 2x0 El Salvador

Quarta fase:
México 0x0 Jamaica
Honduras 2x2 México
México 0x0 Estados Unidos
Jamaica 0x1 México
Panamá 0x0 México
México 0x0 Costa Rica
México 1x2 Honduras
Estados Unidos 2x0 México
México 2x1 Panamá
Costa Rica 2x1 México

Repescagem
México 5x1 Nova Zelândia
Nova Zelândia 2x4 México

Desorganizada, a seleção mexicana deixou de ser a mais forte das Américas Central e do Norte e, na Copa Ouro disputa em 2013, perdeu nas semifinais para o Panamá. Além disso, desde que caiu nas oitavas de final da última Copa do Mundo, seis técnicos a comandaram – sendo quatro deles só em 2013. Não por acaso, a classificação para o Brasil só veio na repescagem. Porém não só de fracassos vive o futebol mexicano, com investimento sério na base, El Tri chegou ao inédito ouro olímpico em 2012. Para o Mundial, o atual comandante Miguel Herrera convocou oito campeões em Londres, que venceram o Brasil.

A classificação apertada parece ter ensinado e o técnico Miguel Herrera, que levou o time ao Mundial sem jogadores que atuavam na Europa, não deixou totalmente de lado esta filosofia. São apenas sete atletas do velho mundo e Vela, que vai muito bem na Real Sociedad, foi deixado de lado para não prejudicar o grupo. Outra mudança importante do comandante ocorreu na parte tática. Acostumada a jogar na frente, agora, El Tri adota uma postura mais defensiva, muitas vezes atuando com cinco defensores. Para a Copa, acredito que Herrera flexibilize um pouco o esquema, poderia abrir mão do 3-1-4-2 e adotar o 3-4-1-2, dando espaço para os europeus, que poderão acrescentar bastante à verde.

A defesa contará com um dos melhores goleiros da última Ligue 1, Ochoa. Além do seguro arqueiro, o experiente Rafa Márquez deve ser o responsável por comandar a linha defensiva mexicana. Outro ponto forte do onze inicial de Herrera pode ser o lado esquerdo, pois Guardado, recém-convertido em lateral-esquerdo, poderá aproveitar a segurança dos três zagueiros e apoiar bastante. Na frente, para dar espaço a Javier Hernández, Gio dos Santos poderá ser escalado como meia-atacante, com bastante liberdade para chegar ao ataque. Mas, como Chicharito é reserva no United, durante a Copa, o jogador mais famoso poderá perder a vaga e El Tri ganhar mais solidez defensiva. Além deles, o setor ofensivo deve ter o bom Oribe Peralta (autor de cinco gols contra a Nova Zelândia), que vem marcando gols no Campeonato Mexicano e que foi vice-artilheiro das eliminatórias da CONCACAF, com dez gols.

A grande dúvida para a Copa é como se integrarão ao grupo estes jogadores europeus e que não participaram dos jogos que garantiram a equipe no Mundial. Como já descrito aqui, o bom desempenho deles será fundamental para El Tri ter alguma chance de classificação. Apesar de Herrera afirmar que “o México chegará às quartas”, até mesmo passar à segunda fase parece improvável, neste contexto do grupo A.

Goleiros: 12- Jesús Corona (Cruz Azul-MEX), 1- Guillermo Ochoa (Ajaccio-FRA) e 23- Alfredo Talavera (Toluca-MEX);
Defensores: 4- Rafael Márquez (León-MEX), 13- Diego Reyes (Porto-POR), 15- Héctor Moreno (Espanyol-ESP), 22- Paul Aguilar (América-MEX), 7- Miguel Layún (América-MEX), 3- Carlos Salcido (Tigres-MEX), 2- Francisco Maza Rodríguez (América-MEX), 16- Miguel Ponce (Toluca-MEX) e 18- Andrés Guardado (Bayer Leverkusen-ALE);
Meias: 5- José Juan Vázquez (León-MEX), 6- Héctor Herrera (Porto-POR), 17- Carlos Peña (León-MEX), 8- Marco Fabián (Cruz Azul-MEX), 20- Javier Aquino (Villarreal-ESP) e 21- Isaac Brizuela (Toluca-MEX);
Atacantes: 19- Oribe Peralta (Santos Laguna-MEX), 14- Javier Hernández (Manchester United-ING), 9- Raúl Jiménez (América-MEX), 11- Alan Pulido (Tigres-MEX) e 10- Giovani dos Santos (Villarreal-ESP).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Brasil: Brasil 4x0 México (fase de grupos, 1950), Brasil 5x0 México (fase de grupos, 1954) e Brasil 2x0 México (fase de grupos, 1962)
Croácia: Croácia 0x1 México (fase de grupos, 2002)
Camarões: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

28/maio: México 3x0 Israel
31/maio: México 3x1 Equador
3/junho: México 1x0 Bósnia
6/junho: México 1x0 Portugal

Camarões
Eto'o é o craque dos camaroneses, que esperam não repetir a péssima campanha da Copa de 2010 (Getty Images)

Técnico: Volker Finke-ALE

Time-base (4-1-4-1): Itandje; M’Bia, N’Koulou, Chedjou, Bedimo; Song; Choupo Moting, Makoun, Enoh, Eto’o; Webo.

Craque: Samuel Eto’o – Chelsea-ING

Lesionados: Nenhum

Participações no Mundial: 7 (quartas de final em 1990)

Ranking da Fifa: 56º 

Campanha nas Eliminatórias (8J-5V-2E-1D-12GP-4GC-8SG)

Segunda fase:
Camarões 1x0 República Democrática do Congo
Líbia 2x1 Camarões
Camarões 2x1 Togo
Togo 0x3 Camarões (originalmente, o jogo foi 2 a 0 para Togo, que, por ter escalado um jogador irregularmente, perdeu a vitória para os camaroneses)
República Democrática do Congo 0x0 Camarões
Camarões 1x0 Líbia

Terceira fase:
Tunísia 0x0 Camarões
Camarões 4x1 Tunísia

Depois de ficar ausente em 2006, Camarões participou da Copa de 2010 e também virá ao Brasil em 2014. E, ao contrário do que ocorreu há quatro anos, quando saíram sem vencer da competição, os Leões Indomáveis têm esperança de chegar à segunda fase. Porém, a passagem pelas eliminatórias africanas não foi tranquila e quase veio a eliminação. Nas partidas decisivas, contra a Tunísia, o 4 a 1, no jogo em casa, garantiu a vaga. Ainda no período entre copas, os camaroneses tiveram quatro comandantes e não conseguiram a classificação para as duas copas de nações africanas disputadas em 2012 e 2013. E, claro, como não poderia ser diferente em Camarões, muitos problemas internos e confusões, com Eto’o no protagonismo.

Para o Mundial, o técnico será Volker Finke, que assumiu o comando em 2013 e conduziu o time na reta final das eliminatórias. Algumas vezes com ele, Camarões não teve muita criatividade, chegando a jogar em um 4-3-1-2, com o volante Makoun sendo o homem mais avançado da linha média. Mas, nos últimos jogos, Finke escolheu um 4-1-4-1, com Eto’o aberto pela esquerda. Desta forma, o camisa nove pode contribuir não só com os gols, mas também com a criação de jogadas, que é o grande problema camaronês. Nas eliminatórias, os Leões Indomáveis marcaram 12 gols (três deles conquistados no tribunal) em oito jogos e, em cinco partidas, ou marcou apenas uma vez ou não anotou.

O melhor jogador da história do país, Samuel Eto’o, mesmo aos 33 anos, segue como principal esperança dos Leões Indomáveis. O capitão da equipe já teve problemas com o treinador e com o grupo, chegando a anunciar a retirada do futebol internacional. Mas, no final, esteve em campo e acabou saudado pelos companheiros. Além do camisa nove, que é a grande alternativa ofensiva camaronesa, a equipe tem um bom sistema defensivo. A dupla de zaga Chedjou e N’Koulou vêm jogando em alto nível há um bom tempo e o setor de marcação do meio-campo é onde Camarões tem mais opções válidas: Makoun, Song, M’Bia (que poderá jogar na lateral), Enoh e Matip.

Por isso, para alcançar a segunda fase, os Leões Indomáveis se apoiarão muito na boa defesa e, claro, contar com um Eto’o inspirado. O grupo A parece acessível, mas Camarões não larga como favorito à vaga, este posto é ocupado por Brasil e Croácia. Mas os africanos têm condição de surpreender neste Mundial, que poderá ser o último de Eto’o jogando em alto nível.

Goleiros: 16- Charles Itandje (Konyaspor-TUR), 23- Sammy Ndjock (Fethiyespor-TUR) e 1- Loic Feudjou (Coton Sport-CMR);
Defensores: 22- Allan Nyom (Granada-ESP), 5- Danny Nounkeu (Besiktas-TUR), 4- Cedric Djeugoue (Coton Sport-CMR), 14- Aurelien Chedjou (Galatasaray-TUR), 3- Nicolas N’Koulou (Olympique Marsella-FRA), 12- Henri Bedimo (Olympique Lyon-FRA) e 2- Benoit Assou-Ekotto (Queens Park Rangers-ING);
Meias: 6- Alex Song (Barcelona-ESP), Stephane 17- M’Bia (Sevilla-ESP),18-  Eyong Enoh (Antalyaspor-TUR), 11- Jean Makoun (Rennes-FRA), 21- Joel Matip (Schalke 04-ALE), 7- Landry N’Guemo (Bordeaux-FRA) e 20- Edgar Salli (Lens-FRA);

Atacantes: 9- Samuel Eto’o (Chelsea-ING), 13- Maxin Choupo-Moting (Mainz 05-ALE), 8- Benjamin Moukandjo (Nancy-FRA), 10- Vincent Aboubakar (Lorient-FRA), 15- Pierre Webo (Fenerbahçe-TUR) e 19- Fabrice Olinga (Zulte-Waregem-BEL).

Retrospecto contra rivais do grupo em Copas do Mundo
Brasil: Camarões 0x3 Brasil (fase de grupos, 1994)
Croácia: nunca se enfrentaram
México: nunca se enfrentaram

Calendário de amistosos durante a preparação

26/maio: Camarões 2x0 Macedônia
29/maio: Camarões 1x2 Paraguai
1/junho: Camarões 2x2 Alemanha
7/junho: Camarões 1x0 Moldávia

Para completar a análise, um podcast com Pierre Andrade, que, por muito tempo comandou o site Futebolespanhol.com.br, e Tauan Ambrosio, repórter do Goal Br, que trabalha com futebol internacional. Confiram o programa, que claro, contou com muita análise do futebol da seleção brasileira:


terça-feira, 3 de junho de 2014

Vai começar a Copa

Em 2010, Iniesta comemorou assim o gol do título. Ele e a Espanha vêm em busca do bicampeonato (Getty Images)

Finalmente chegou o Mundial, já começa no dia 12 de junho, com Brasil x Croácia, na Arena Corinthians, em São Paulo. A expectativa é enorme, pois a Copa do Mundo está voltando ao país, depois de 64 anos. Assim como em 1950, os Canarinhos chegam entre os favoritos, desta vez, acompanhados pela atual campeã Espanha e pelas tricampeãs Alemanha e Itália. Fora de campo, ainda existem problemas, ao contrário do que muitos pensavam, o Mundial não colocou fim em tudo de errado que há no Brasil. Os gargalos na mobilidade urbana, claramente, podiam ter recebido mais atenção e os Estádios deveriam ter sido construídos com mais rapidez, afinal, um bom volume de dinheiro foi investido.

Dentro de campo, não há dúvida que a Copa do Mundo promete muito. Diversos craques virão ao Brasil e é perigoso querer listá-los, pois, com certeza, esqueceria de alguém. Na questão tática, 2010 foi o Mundial do 4-2-3-1, com a maioria das seleções utilizando o esquema da moda. Aqui, a formação será muito utilizada, mas, pelas análises pré-Copa, não haverá um soberania como na África do Sul. O sistema com três zagueiros, que não apareceu muito em 2010, vem com força neste ano e o 4-1-4-1, uma adaptação do 4-3-3, será bastante vista aqui no Brasil.

Com grande jogadores e muita variação tática, grandes duelos não faltarão, inclusive na primeira fase. No segundo dia de Mundial, já há a repetição da final de 2010, Espanha x Holanda, em Salvador. O grupo D terá os confrontos entre três campeões do mundo, Uruguai, Inglaterra e Itália. E a temida chave G começa com Alemanha x Portugal, no dia 16, na Fonte Nova. Esses são as partidas contam com seleções mais famosas, porém, todas os grupos têm jogos que o público em geral não gostaria de perder - nem falo por mim, afinal, verei tudo que for possível desta Copa.

Simplificando Futebol na Copa

Este projeto nasceu com a ideia de fazer um guia, para que todos possam conhecer um pouco mais das seleções do Mundial. Claro, falar de todos os países da Copa, montando equipe base, mostrando a forma de jogar das seleções, citando destaques e etc não é fácil. Por isso, contei com a ajuda de vários amigos e sites que têm trabalhos geniais. Portanto, vamos aos créditos, espero não esquecer de ninguém. 

Talvez, a pessoa que mais me ajudou foi o Saimon Mryczka, que fez um trabalho espetacular no Doentes por Futebol, colocando todas as convocações, lesões, numerações e amistosos das seleções no Mundial. Além do trabalho da DPF, vale destacar o site espanhol Marcador Internacional, com ótimas análises sobre o futebol mundial, o que ajuda muito a saber como estão alguns jogadores, que não consigo acompanhar. Sobre os números, não há nada melhor do que o espetacular Transfermarkt e o mais recente, porém muito bom WhoScored. Claro, não é só pesquisa, tem também a parte de ter assistido muito futebol, durante os quatro anos entre copas do mundo.

O já citado Saimon contribuiu bastante com o entendimento da Bélgica, e algumas conversas com Renato Zanata Arnos me ajudaram a compreender o funcionamento tático da Argentina. Mas, como vocês poderão observar, as análises de cada grupo terão um podcast* para completar as minhas observações realizadas em texto. Por isso, convidei alguns amigos, que entendem muito da coisa e acrescentaram muito nos áudios. Vocês poderão ouvir, Anderson MouraEduardo Junior, Matheus Rocha, que me ajudou muito na análise escrita dos Estados Unidos, Pierre Andrade, Tauan Ambrosio e Thiago Ienco.

Portanto, fiquem de olho, que amanhã começa a Copa do Mundo no Blog:

Grupo A (http://goo.gl/w9YIz2)
Grupo B (http://goo.gl/EwDVv6)
Grupo C (http://goo.gl/sgRaen)
Grupo D (http://goo.gl/O7RpkL)
Grupo E (http://goo.gl/bPHvQy)
Grupo F (http://goo.gl/3KPHUi)
Grupo G (http://goo.gl/KiJd9x)
Grupo H (http://goo.gl/d1TvpZ)

*Por problemas no programa escolhido para fazer a gravação dos podcasts: o grupo D fica com o material incompleto e o H fica sem análise em áudio. Peço desculpa, principalmente, porque o trabalho tinha ficado bem legal.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Recital dos melhores

 Cristiano Ronaldo é a grande estrela, mas este Real Madrid é forte, pois tem um grupo muito qualificado, contra o Bayern, mostrou isso (AFP/Getty Images)

Primeiro, se convencionou chamar o Barcelona de melhor time do mundo, porém, após a tríplice coroa na temporada passada, o Bayern de Munique passou a ostentar a alcunha. Mas, em 2013-14, o Real Madrid, com o acréscimo de Bale e com Cristiano Ronaldo jogando cada vez melhor, mostrou que estaria pronto para reassumir o topo do futebol, algo que, talvez, não ocorra desde 2001-02. Por envolver os dois melhores times do planeta e valer vaga na final da Liga dos Campeões, a partida de hoje já tinha atmosfera especial, mas, além disso, a vitória madridista, por placar mínimo, na ida, deixava as duas equipes com boas chances de avançar.

Com Bale e Ronaldo 100%, Ancelotti voltou a escalar o time com ambos. Porém, ao invés de apostar no 4-3-3, que deu certo na maior parte da temporada, o italiano armou um 4-4-2, com Bale à direita e Di María à esquerda, ajudando os meias-centrais, Xabi Alonso e Modric, na marcação e, claro, Ronaldo e Benzema jogaram na frente, mas também recompondo, quando necessário. Guardiola colocou o Bayern em uma espécie de 4-2-3-1, em que Kroos e Schweinsteiger foram os volantes, e Robben à direita, Müller no centro e Ribéry à esquerda alinharam atrás do centroavante Mandzukic - exceção de Robben, todos muito abaixo daquilo que podem oferecer. Além disso, os laterais Lahm e Alaba avançaram muito, o que deixou, muitas vezes, Dante e Boateng completamente expostos aos contra-ataques do Real Madrid.

Mas os merengues ofereceram muito mais do que os mortais contra-golpes. A defesa funcionou muito bem, destaque para a dupla de zaga, Sergio Ramos e Pepe. E, quando teve oportunidade, o Real propôs o jogo, com uma verticalidade impressionante. O Bayern controlou a posse de bola (acabou com 64% dela), mas chutou pouco, no primeiro tempo, não conseguiu exigir nenhuma defesa de Casillas e, enquanto a marcação blanca funcionava a perfeição, os bávaros não foram bem lá atrás. Em duas bolas paradas, o mesmo erro: Boateng e Dante foram marcar Ronaldo e, com isso, Ramos apareceu, com alguma liberdade, para marcar.

Com os dois gols do zagueiro, o Bayern se perdeu. Os jogadores passaram a querer ganhar algumas jogadas no grito e também avançaram muito ao ataque, dando ainda mais espaço ao Real, que não costuma desperdiçar os contra-golpes. Em um deles, Benzema achou Bale, que deixou a defesa para trás, e rolou para o lado esquerdo, onde Ronaldo apareceu para fazer o gol. Foi o 15° gol do camisa sete na competição, o que o torna o maior artilheiro de uma edição de Liga dos Campeões, deixando para trás José Altafini, do Milan, e Lionel Messi, do Barcelona, que marcaram 14 gols, em 1962-63 e 2011-12 respectivamente.

Depois dos primeiros 45 minutos perfeitos do rival, o Bayern não tinha muito o que fazer, precisava de um improvável 5 a 3 para avançar. Guardiola até mexeu, colocou Javi Martínez para dar segurança à defesa e o basco proporcionou isso, porém, o estrago já estava feito. Os bávaros seguiram dominando a posse de bola e o território de jogo (213 passes trocados no terço final do campo, contra 27 do Real), mas, precisando de cinco gols e enfrentando a ótima defesa madridista, conseguiram apenas quatro finalizações na baliza de Casillas, que não deixou nenhuma delas se transformar em gol.

A vantagem era enorme, por isso, o Real não buscou estar muito presente no ataque. Em alguns contra-ataques, assustou. Mas a intensidade no segundo tempo foi outra. Porém, Ronaldo ainda tinha um truque para apresentar à Allianz Arena. Depois de cobrar uma falta na barreira, o português teve mais uma oportunidade, desta vez, bem próximo da área. O camisa sete surpreendeu a todos e bateu rasteiro por baixo dos adversários, matando Neuer e fechando o placar em 4 a 0 – 16° gol na LC 2013-14, ampliando o recorde recém-conquistado.

A goleada categórica impede que o Bayern repita o feito do ano passado (já tem a Bundesliga e ainda poderá vencer a Copa da Alemanha) e recoloca o Real Madrid em uma final de LC, após 12 anos ausentes. O técnico Carlo Ancelotti, que tem muita responsabilidade neste feito, ressaltou o recital madridista: “estão todos de parabéns, os nossos jogadores estiveram muito bem. Quando todos trabalham em conjunto, podemos juntar a qualidade e as coisas podem resultar na perfeição”.

Falta um jogo para o clube alcançar a tão sonhada décima conquista da Liga dos Campeões, que é perseguida desde 2001-02, quando venceu a nona taça. Para isso, além de enfrentar um grande adversário, seja o Chelsea, seja o Atlético de Madrid, o Real terá de suprir a ausência do indispensável Xabi Alonso, que está suspenso para a final. Mas isso é assunto para a prévia da decisão, que ocorrerá no Estádio da Luz, em Lisboa, no dia 24 de maio.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Podcast 4

Calma, calma, ele está de volta. Ronaldo é a principal arma madridista para o confronto com o Bayern e, com mais um gol, ele se torna, de forma isolada, o maior artilheiro de uma edição de Liga dos Campeões (AP Photo)

Chegou uma das semanas mais esperadas do ano, pois teremos os jogos de volta das semifinais de Liga dos Campeões e Liga Europa, envolvendo oito grandes times europeus. Portanto, quatro partidas que prometem ser de alto nível. Por isso, eu, Pierre Andrade e Tauan Ambrosio, do Goal Brasil,  gravamos o quarto podcast do Blog. Já me justifiquei na gravação, mas não custa repetir, por culpa de um erro meu, perdi o início do programa e, na hora da regravação, apenas o Tauan esteve comigo - alguns outros problemas técnicos poderão ser observados no programa, mas nada que prejudique o entendimento.

Na ordem, os assuntos:

Ronaldo e Bale serão preponderantes? E os técnicos repetirão os esquemas da última partida? (Bayern de Munique x Real Madrid);

José Mourinho colocará o Chelsea mais para frente, precisando vencer a partida? O Atlético optará apenas pelo contra-ataque ou tentará propor mais o jogo? (Chelsea x Atlético de Madrid);

O sonho de decidir a Liga Europa em casa parece próximo para Juventus, que deve ter Vidal. O Benfica deixou a marca de quase no ano passado, mas ainda pode perder três títulos na temporada e ficar apenas com uma taça de quatro possíveis (Juventus x Benfica);

O confronto que parece mais definido, pois o 2 a 0 em casa deu boa vantagem ao Sevilla, que tem os ótimos Bacca e Rakitic (Valencia x Sevilla).

Confiram o papo  de quase uma hora neste player abaixo:


terça-feira, 22 de abril de 2014

Sentimentos diferentes

Arda Turan entrou no segundo tempo para inflamar o Atlético, que, apesar do discurso dos técnicos, agora parece ter uma ligeira vantagem no confronto (Getty Images)

Antes dos confrontos entre Atlético de Madrid e Chelsea, no podcast do Blog, falamos que a disputa envolveria dois times bem semelhantes. Nesta tarde, no Vicente Calderón, isto foi visto em campo. Porém, por jogarem em casa, os rojiblancos de Diego Simeone tiveram uma postura mais ofensiva, enquanto os blues de José Mourinho mostraram completa satisfação com o empate sem gols. 

A escalação do Chelsea deixou clara a ambição em não sofrer gols. O Special One armou um 4-1-4-1, com Mikel mais recuado, Ramires pela direita, Lampard e David Luiz pelo centro, e Willian na esquerda. Os cinco meias pouco atacaram e correram muito atrás dos adversários. Por isso, isolado no ataque, Fernando Torres brigou muito, mas conseguiu pouco sucesso nos lançamentos longos que o procuraram. Sem Arda Turan desde o início, o Atlético veio com 4-2-3-1, no qual os dois volantes foram Mario Suárez e Gabi, e, na linha de meias, alinharam com Raúl García à direita, Diego Ribas no centros e Koke na ponta-esquerda – o trio se movimentou muito atrás de Diego Costa. 

Desde o início o Atlético mandou na partida, mas não assustou muito. O ótimo cobrador de bolas paradas Koke não acertou em nenhuma das oportunidades que teve e, quando a bola subia na área, Cahill e Terry afastavam. Aos 18 minutos, a lesão de Cech (deslocou o ombro), que também não jogará a volta em Londres, mudou um pouco a postura dos rojiblancos. Com Schwarzer no gol, o Atléti passou a arriscar de fora da área, afinal, entrar na zona final do campo parecia impossível. 

Trocando passes, não vencendo a linha defensiva blue e ainda sofrendo com alguns contra-ataques, o Atlético reagiu rapidamente. Na volta para o segundo tempo, Simeone colocou Raúl Garcia mais próximo de Diego Costa e abriu Diego Ribas na esquerda e manteve Koke à direita. Além disso, o Chelsea se mostrou ainda mais preocupado com a marcação e sem saída para o contra-ataque. 

A troca de Diego Ribas por um ativo Arda Turan, normalmente partindo da direita, mas presente em todas as partes do campo, fez com que o Atlético amassasse o Chelsea. Porém, apesar de ter finalizado 25 vezes, apenas quatro chegaram ao gol inglês e, de fato, não assustaram a defesa dos blues. Os comandados de Mourinho também não ameaçaram, das cinco finalizações, apenas duas exigiram a intervenção de Cortouis. 

Sem conseguir o gol, apesar de tentar de todas as formas, Diego Simeone reconheceu o bom trabalho defensivo do adversário: “as duas equipas fizeram o jogo que acharam ser melhor para si. O Chelsea defendeu muito bem. Nós tentámos pelas alas, pelo meio, mas eles não deram espaços”. José Mourinho atingiu o objetivo, porém teria sido melhor se tivesse conseguido encaixar um gol em um dos raros contra-ataques. 

Portanto, a vantagem não é grande e, além disso, a equipe não contará com dois pilares defensivos, Cech e Terry, que saíram machucados hoje e não se recuperarão para a partida de volta, e o meias Lampard e Obi Mikel estarão suspensos. A grande dúvida é se Hazard terá condições de jogo. A expectativa é que o belga possa jogar, mas, por enquanto, ainda não voltou a treinar com os companheiros. O Atlético tem apenas um desfalque confirmado, o capitão e importante meia-central, Gabi está suspenso. Não há dúvida que, até aqui, as ausências serão mais cruéis com o Chelsea. 

A vantagem de decidir em Stamford Bridge, onde é muito forte com o português, é mínima e, um gol do Atlético, obrigará o Chelsea, dono do pior ataque entre os semifinalistas, a fazer dois gols na melhor defesa da LC 2013-14, com apenas cinco gols sofridos. Por isso, ao contrário do que ocorreu em Madri, os blues que tomarão a iniciativa do jogo e os rojiblancos jogarão do jeito que mais gostam: bem compactados e prontos para marcar no contra-ataque. Por isso, apesar de Mourinho parecer ter atingido o objetivo traçado, a pequena vantagem no confronto é espanhola. 

Antes do jogo de volta, neste final de semana, as duas equipes, que estão brigando pelos títulos nacionais, jogam partidas duras fora de casa pelos campeonatos. O Atlético vai domingo ao Mestalla, enfrentar o forte Valencia, semifinalista da Liga Europa. Para os rojiblancos faltam quatro jogos para o título e precisa de mais três vitórias para ganhar La Liga, após 18 anos. Também no domingo, o Chelsea viaja ao Anfield e, se for derrotado pelo Liverpool, dará adeus às chances de título na Premier League. Vitórias no final de semana poderão influenciar na mentalidade das equipes para a decisão da próxima quarta-feira.