sábado, 3 de novembro de 2012

Benzema ou Higuaín?


Benzema e Higuaín: disputa justa entre os atacantes, que parecem não ligar para a alternância da titularidade no Real Madrid. (Getty Images)

O Real Madrid tem dois centroavantes entre os dez (talvez, 15) melhores do mundo. Benzema e Higuaín são jogadores que no CM seriam descritos como: “precisa só de meia oportunidade para marcar”. No começo desta temporada foi especulada a saída do argentino dos blancos para ir jogar no PSG. Porém, o camisa 20 ficou e segue dividindo a titularidade do ataque madrilenho em 2012-13.

No 4-2-3-1 de Mourinho apenas um homem pode ocupar ataque e, desde 2010-11, quando os dois passaram a dividir esta responsabilidade a disputa é bem acirrada entre o argentino e o francês. Mas os números mostram que, na teoria, o técnico português teria uma escolha óbvia: Higuaín no Campeonato Espanhol e Benzema na Liga dos Campeões.

Na primeira temporada da dupla convivendo ao mesmo tempo em Madri houve a exceção, pois Benzema conseguiu mais gols em La Liga e na LC. Mas proporcionalmente o argentino já se mostrou melhor no torneio local. Em 2010-11, Benzema jogou 33 partidas (20 como titular) no Espanhol e fez 15 gols. No torneio europeu, foram oito jogos (quatro como titular) e seis bolas nas redes adversárias. Depois de ser o artilheiro do Real no Campeonato Espanhol 2009-10, em 2010-11 o camisa 20 jogou menos, por conta de uma lesão. Por isso, foram apenas 17 partidas (16 como titular) e dez gols em La Liga. Na Liga dos Campeões, seis jogos (cinco desde o início) e dois gols.

Na última temporada tanto proporcionalmente como em números absolutos a tese foi comprovada.  O francês mesmo tendo mais jogos como titular, não balançou a rede mais vezes que “El Pipita”. Foram 34 partidas (26 como titular) e 21 gols marcados para o camisa nove no campeonato nacional. Na Liga dos Campeões, 11 jogos (iniciando dez partidas) e dez gols para Benzema. Já Higuaín, jogou 35 vezes (18 desde o início) e marcou 22 vezes em La Liga. Porém, no torneio continental, foram 12 partidas (cinco atuando entre os titulares) e apenas três gols marcados.

Nesta temporada, Mourinho parece ter observado os números e está escalando de acordo com eles. Ou seja, Benzema nos jogos europeus e Higuaín na Espanha. O francês tem nove partidas no Espanhol (três entre os 11 inciais) e um gol. Mas, na LC, o desempenho do camisa nove cresce: três jogos, autuando duas vezes entre os titulares e com dois gols anotados. Neste início de temporada, já foram dez partidas em La Liga (sete como titular) e são sete gols anotados. No torneio continental, o argentino ainda não marcou nos dois jogos (um entre os 11 iniciais) que realizou.

Como dito acima, Mourinho parece ter observado esta coincidência e passou a escalar cada atacante em seu jogo preferido. Os números mostram que isto tem dado certo. Pra mim, na teoria, Benzema é melhor. Parece ser mais completo, tem o artifício do drible melhor desenvolvido, tem mais habilidade. Do outro lado está Higuaín, atacante de finalização fácil e um artilheiro implacável nos campos espanhóis. Ou seja, tanto o argentino como o francês têm ótimas qualidades e características semelhantes, o que não exige uma mudança de forma de atuar da equipe. Além disso, os Benzema e “El Pipita” estão entrosados com os companheiros, algo que também facilita as constantes trocas dos titulares.

Usar os dois juntos em um 4-4-2 não parece ser a ideia do técnico português. Quando atuaram ao mesmo tempo, normalmente, Benzema ficou deslocado para o lado esquerdo da linha de três meias do 4-2-3-1 blanco. Por conta de tudo isso e, principalmente, pelo  alto nível dos dois centroavantes que Mourinho tem à disposição, a tendência é que a alternância do titular deve seguir no Real Madrid e isso é bom para os merengues. 

domingo, 30 de setembro de 2012

Golaços pelo mundo

O blog está parado: artigo, radio documentário e preparação para a maior cobertura das eleições de Londrina, pela rádio CBN, estão tomando conta do meu tempo. Mas, nesta semana, decidi voltar. Um post que será fácil de fazer, pois o mais difícil foi fazer o que estes jogadores fizeram. Só gols de rara felicidade dos atletas.

O primeiro golaço vem da Rússia. Jiranek, do Terek Grozny, acertou um chute de muito longe. Normalmente em lances assim, o goleiro tem culpa, pois a bola veio de grande distância e nem sempre chega com tanta força. O tcheco acertou um chute muito forte e com muito efeito, sem nenhuma chance para a defesa do goleiro Belenov, do Kuban, que venceu o encontro por 2 a 1, mas levou este golaço:



Depois, descobri o gol de Henry. O francês fez exibição especial contra o Toronto FC. Primeiro deu três assistências - a terceira delas foi espetacular. Faltava o gol do camisa 14, porém, no final, ele apareceu e fez um golaço. Um tapa de primeira, que pegou o goleiro do time canadense de surpresa. Veja os lances da partida:


Para terminar, outro veterano que fez partida soberba e coroou a exibição com um golaço daqueles. Miccoli havia marcado duas vezes na vitória sobre o Chievo, que àquela altura era de 3 a 1. Mas o atacante baixinho fez questão de transformar o placar em goleada e fez com um arremate do meio-campo maravilho. Veja o chute de primeira do camisa dez rosanero:




Desfrutem muito dos belos gols.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Grazie, Júlio César

Júlio César chora no adeus ao Giuseppe Meazza (Inter.it)

Não escondo de ninguém o tanto que torço pela Internazionale, por isso, resolvi escrever esta postagem. O título é uma referência ao adeus de Júlio César no Giuseppe Meazza e quer dizer, “Obrigado, Júlio César”. 

Depois de sete anos em Appiano Gentile, JC vai para Londres, defender o Queens Park Rangers. Na Inter, ganhou tudo e foi importante em tudo que venceu – foram 14 taças. Em 2009-10, era o goleiro titular do triplete e teve participação fundamental. Na semifinal, contra o Barcelona de Messi, o brasileiro fez uma defesa espetacular em chute do melhor do mundo. No período em que esteve nos nerazzurri, Julione sempre figurou entre os melhores do mundo e chegou a ser o número um do planeta por uma temporada. 

Ao acertar a transferência, o camisa um nerazzurro fez questão de dizer que queria se despedir da torcida no estádio. E isto aconteceu hoje, na partida frente ao Vaslui, em que o empate por 2 a 2, garantiu a Inter na fase de grupos da Liga Europa. Antes da bola rolar, Julione tirou uma foto com o grupo e agradeceu pelo apoio que os torcedores lhe ofereceram durante todo o tempo em que vestiu a camisa do clube. No momento da despedida, o brasileiro chegou a chorar e eu confesso fui às lágrimas com Julione. A torcida colaborou com o momento e, além de aplaudir, fez a saudação tradicional ao camisa 12: "Júlio César lálálálá".

Protagonistas brasileiros se foram 

Maicon, Júlio César, Lúcio, Philippe Coutinho e Thiago Motta comemoraram juntos o Mundial Interclubes de 2010 (AP Photo)

No time titular do triplete, estavam Júlio César, Maicon, Lúcio e o ítalo-brasileiro Thiago Motta, que alternava entre o banco e a titularidade. No início de 2012, Thiago foi negociado para o PSG e, no começo da temporada, o zagueiro já havia sido liberado para assinar com a Juventus. Com a saída de JC e a quase certa venda de Maicon para o Manchester City, os nerazzurri ficarão sem os principais brasileiros da história recente do clube. 

O jogador verde e amarelo do elenco que parece com mais condições de assumir o protagonismo exercido pelos ex-companheiros é Philippe Coutinho. O agora camisa sete nerazzurro está na Itália desde 2010 e tem evoluído bem no clube, principalmente, depois do empréstimo, no início deste ano, ao Espanyol. Cout parece ter a confiança plena do técnico Andrea Stramaccioni. O brasileiro ainda não é titular, mas é membro importante no elenco interista. A temporada 2012-13 tem tudo para ser a da afirmação Coutinho na Europa. 

Sobre as saídas de Maicon e Júlio César, o presidente Massimo Moratti declarou: "eu já fiz isso (sobre liberá-los). É triste para nós, mas isso também vai motivá-los a ter um melhor desempenho daqui pra frente. Nós gostamos muito deles e A INTER SEMPRE SERÁ A CASA DELES".

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Números europeus

Como de costume, recebi em meu e-mail o relatório do CIES Football Observatory, da Suíça, empresa que faz levantamentos interessantes sobre os times das principais ligas europeias: Bundesliga, Serie A, Ligue 1, La Liga e English Premier League. A última compilação de dados talvez seja a mais interessante, pois é a “Revisão Anual” da temporada 2011-12. Por isso, resolvi selecionar alguns pontos que me chamaram a atenção no relatório e replicá-los por aqui – outros destaques já foram divulgados em sites e blogs.

A cada vez menos valorizada Serie A italiana sofre com elencos envelhecidos e é a liga com maior média de idade dos jogadores: 28, muito acima de Inglaterra (26,9), Espanha (26,1), França (26,1) e Alemanha (25,6). Os times de Milão são os mais velhos no Belpaese. A Inter teve média de 29,4 e, o Milan, 29,22. Para esta temporada, os planteis dos rivais virão renovados.

A juventude é a tendência nas cinco principais ligas, pois, em todas, o campeão era dono de um elenco mais jovem que o do vice-campeão. Entre as equipes que levantaram taças, o Borussia Dortmund se destaca como o mais jovem, 24,49 é a média de idade dos borussianos. O Toulouse, oitavo colocado no Francês, foi o time mais jovem da última temporada, 24,02.

Outro fator que foi quase unanime é: campeões contratam menos que os segundos colocados. A exceção foi a Itália, onde a campeã Juventus teve em média 4,38 contratações entre os titulares, enquanto, o vice-campeão Milan teve 2,54 contratados entre os 11 inciais. A manutenção do entrosamento é fundamental ao futebol de hoje. Este número ajuda a explicar a baixa participação de Manchester City, Real Madrid e Barcelona no mercado. Times muito fortes e ricos, mas, com base sólida, que têm contratado ultimamente apenas de forma pontual. Os citzens trouxeram Rodwell, jovem volante do Everton; o Real quer Modric e o Barcelona trouxe o lateral-esquerdo titular da Espanha, Jordi Alba e um dos melhores volantes do mundo, Song, do Arsenal.

A continuidade e o entrosamento transformados em títulos são ressaltados pelo seguinte número: nas cinco principais ligas, em apenas uma, o campeão usou mais jogadores do que o segundo colocado. O Borussia Dortmund usou 23 jogadores, enquanto o vice-campeão Bayern de Munique utilizou apenas 21 atletas – menor número entre todos os times pesquisados. Por conta disso, os bávaros participaram ativamente do mercado e trouxeram cinco jogadores para a composição do elenco principal: Mandzukic (a, Wolfsburg), Pizarro (a, Werder Bremen), Dante (z, Mongengladbach) e Starke (g, Hoffenheim).

sábado, 18 de agosto de 2012

O futebol europeu voltou


Já tinha voltado, o Russão já havia começado, fase eliminatórias de competições europeias e etc, mas as televisões passaram a dar atenção ao que acontece nos gramados do velho mundo neste sábado. Premier League, Ligue 1 e La Liga foram transmitidas por ESPN, Fox Sports e Sky Sports. Assisti alguns jogos, passei o olho em outros, portanto, vou falar de forma breve sobre o que eu vi.

Arsenal falha no primeiro jogo sem Van Persie

Cazorla foi o melhor dos estreantes do Arsenal, que não transformou a posse de bola em gol, contra o Sunderland do inspirado goleiro Mignolet (Arsenal.com)

0 a 0 contra o Sunderland no Emirates Stadium, no jogo que marcou as estreias de Cazorla, Podolski e Giroud. O grande nome dos gunners foi o espanhol, que jogou como armador central do time, mas apareceu nos dois lados do campo e foi o responsável por criar a melhor chance da partida, desperdiçada por Giroud. Podolski como homem centralizado não rendeu tão bem e Gervinho, aparecendo nas duas pontas, foi uma boa surpresa.

Mas a pior notícia dos dias para os gunners foi a saída de Song, por 19 milhões de euros para o Barcelona. Com isso, os melhores jogadores do Arsenal em 2011-12 e responsáveis por 64% dos gols da equipe na última premier league, segundo o twitter Opta Joe. Outro fato curioso da transferência destacado pelo Marca é que o camaronês é o sétimo jogador a trocar o Arsenal pelo Camp Nou: em 2000, Overmars e Petit; em 2003, Van Bronckhorst; quatro anos depois foi a vez de Henry; em 2008, Hleb; três anos depois, Fàbregas e, agora, Song.

Sobre Wilshere, jogador que aposto muito para liderar o Arsenal dentro de campo, ele só deve ter condições de jogo no final de outubro. Quando o novo camisa dez voltar, o time do Norte de Londres vai ganhar muito.

Golaço brasileiro

 

O Lyon tinha dificuldade e perdia para o Troyes pela segunda rodada da Ligue 1, empatou e virou em um golaço de Michel Bastos. Uma bela bicicleta. No final, 4 a 1 para os gones, que têm 100% de aproveitamento no Francês.

Mas, mesmo com o gol, o brasileiro segue com seu futuro em dúvida. Em entrevista à Rádio Estadão/ESPN, ele afirmou: "Se não vier nenhuma proposta boa para nós (Lyon e jogador), eu fico sem problema". Porém, Michel Bastos deixou claro que a indefinição na pré-temporada o atrapalhou (e incomodou) e disse que ficou surpreso ao ser convocado para o jogo de hoje. Ou seja, se a proposta considerada correta por Aulas chegar, o brasileiro deixará o heptacampeão francês.

Sevilla pensa em Europa

Jogando no 4-1-4-1, o Sevilla mostra que vai brigar por vagas em competições europeias, depois do desempenho ruim na última temporada. Reyes aberto pela esquerda, Jesús Navas pela direita e Negredo como centroavante serão muito importantes nesta briga. Porém, Rakitic, criando pelo centro, promete ser fundamental ao funcionamento da engrenagem rojiblanca.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Um novo Arsenal


Palmas para Van Persie: ele deixa o Emirates Stadium com a sensação de dever cumprido (Arsenal.com)

Parece que tem que ser sempre assim, o capitão do Arsenal se despede da equipe antes do início da próxima temporada. Em 2010-11, Gallas foi para o Tottenham; um ano depois, Fàbregas voltou ao Barcelona e, neste ano, Van Persie trocou os gunners pelo rival United. Antes disso, em 2007-08, Henry havia deixado o clube para se unir aos blaugranas. Com exceção da transferência do defensor, todas as saídas foram muito sentidas pelo elenco e o time enfraqueceu. Somado a isso, Nasri, Clichy, Touré e Adebayor também deixaram o Norte de Londres para jogarem no City e, para piorar, as contratações colocaram o Arsenal um nível abaixo dos principais rivais.

O grande problema foi ter perdido Van Persie para o rival Manchester United. Nos red devils, o ex-camisa dez gunner promete formar dupla de ataque incrivelmente perigosa com Rooney – talvez a melhor do mundo. Porém, a venda do capitão, artilheiro e melhor jogador do time de Arsene Wenger tende a não ser tão traumática – pior seria perdê-lo de graça no final da próxima temporada. Isso porque só com os 30 milhões de euros recebidos pelo holandês, o Arsenal, praticamente, fez três contratações interessantes: Cazorla, Málaga, 20 milhões de euros; Giroud, Montpellier, 12 milhões de euros e Podolski, Colônia, 12 milhões de euros.

Todos eles são mais jovens que Van Persie e bons jogadores. Nada do nível do holandês em 2011-12, mas que podem compor de forma interessante o time titular. Cazorla é ótimo meia, não foi ao Mundial da África do Sul, porém, participou dos dois títulos europeus recentes da Espanha. O espanhol é habilidoso, tem bom chute e dá ao meio-campo uma nova opção de criação de jogadas. Giroud foi importante para a conquista da Ligue 1 do Montpellier e Podolski é nome forte na seleção alemã, que tem muito destaque no cenário futebolístico mundial atualmente.

Onde este Arsenal poderá chegar? Ainda não dá pra definir, pois um fator pode mudar tudo: Wilshere. O meia surgiu bem na temporada 2010-11 e ficou machucado durante todo o último ano, sem jogar nenhuma partida. Quando apareceu dava sinais de que seria o novo condutor do meio-campo do time norte-londrino, mas, com a grave lesão, ele não pôde ser posto à prova. Song como marcador e Wilshere como segundo volante compõem uma volância que merece destaque. Portanto, o inglês será fator fundamental para a definição da ambição deste Arsenal.

Não há como negar que o provável time titular é bastante interessante e com opções que podem suprir as eventuais ausências dos titulares (4-2-3-1): Szczesny; Sagna, Mertesacker (Koscielny), Vermaelen, Gibbs; Song, Wilshere (Arteta, Ramsey ou Rosicky); Walcott (Gervinho), Carzorla, Podolski (Oxlade-Chamberlain); Giroud.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Uma Imperial lembrança

Adriano executou uma de suas melhores partidas, contra o Valencia na LC 2004-05 (Inter.it)

Passeando no Youtube e revendo alguns melhores momentos de partidas, que me lembrava de forma completa ou vagamente, encontrei uma das que me marcaram muito. Logo da Inter de Milão. À época, não tinha televisão por assinatura e, talvez, por conta disso o jogo tenha sido ainda mais marcante.

Primeiro a história para assistir a ele: fazia aula de inglês próximo à residência de meu tio e minha aula ia até quase a hora do pontapé inicial. Portanto, a professora acabou a aula, eu corri para o apartamento do meu tio padrinho, liguei a televisão e o jogo está pronto para começar, vamos a ele:

19 chutes da Inter, contra 15 do Valencia, sendo que 16 foram no alvo, ou seja, partida muito movimentada na Espanha e uma das melhores exibições que pude presenciar de Adriano, à época, muito próximo do ápice de sua carreira. Além disso, ao seu lado estava Vieri, um dos meus maiores ídolos no futebol e nos nerazzurri.

O primeiro tempo foi pouco movimentado, tanto que lembrava vagamente de seu desenvolvimento. Porém, a segunda etapa, se mostrou impressionante e intensa desde o início. Já com a vantagem no placar, Adriano, que estava tendo um ótimo desempenho, começou a decidir. Primeiro, pela ponta-direita cruzou – de três dedos – no segundo pau, contou com o desvio de um defensor para ceder a “assistência” para o gol de Vieri. Lembro-me do comentarista descrevendo “Bobo”, “um dos melhores jogadores grossos do futebol mundial”.

Com 2 a 0 no placar, aconteceu um dos lances mais lindos que já pude ver no futebol. Vieri enfiou na frente para o Imperador, que cortou Canizares para a direita, girou sobre a bola, passando a redonda por entre as pernas de Navarro e bateu quase sem ângulo para fora. Seria um gol mágico. Minha reação: “Ele merecia, não pode sair da partida sem um gol” - mas ele não saiu. Após o lance espetacular, os donos da casa pararam em Fontana e na trave algumas vezes, até Aimar arrematar muito bem de primeira e marcar o primeiro e único gol valencianista.

Mas a noite em Valencia era noite do Imperador. Ele fez a enfiada de bola para Van der Meyde, que matou o zagueiro e finalizou de destra: 3 a 1 e a comemoração tradicional do holandês, fingindo que estava caçando. Faltava o dele e Javier Zanetti, que veio do banco, tratou de fazer toda a jogada e rolar para Adriano marcar no meio da área. Pronto, a injustiça estava desfeita, o camisa dez havia balançado as redes. Ainda coube mais um gol, que foi marcado por Júlio “El Jardinero” Cruz, durante os acréscimos da partida. Um 1 a 5 bastante intenso na Espanha..

A emoção e a grande qualidade de Valencia e Inter ficou apenas no jogo de ida, porque na volta, houve um 0 a 0, que só ficou quente pela briga entre Adriano e Caneira.

A reflexão que fica é a seguinte: a lembrança de Adriano voando é cada vez mais distante. Obviamente, o Imperador teve momentos altos no Flamengo em 2009. Na verdade, foram vários, mas, jogar uma partida no nível da que fez frente ao Valencia, isso foi rareando na vida do, à época, dez nerazzurro. Ele está treinando no Flamengo e não duvido nada que ganhe mais uma chance de jogar em um grande clube, porém, este padrão de exibição relembrado no texto, deve ser exatamente isso: uma saudosa lembrança.

Desfrutem dos melhores momentos da partida postados pela TV da Inter, com narração do "imparcial" Roberto Scarpini:




Ficha técnica:

Valencia 1x5 Inter – Estádio Mestalla, Valência - 1ª Fase de Grupos da Liga dos Campeões 2004-05
Valencia: Canizares; Curro Torres, Navarro, Caneira, Carboni; Albelda, Baraja; Rufete,  Aimar, Angulo; Di Vaio.
Inter: Fontana; Burdisso, Cordoba, Materazzi, Favalli; Stankovic, Verón, Cambiasso, Emre; Adriano e Vieri.
Gols: 48’ Stankovic, 49’ Vieri, 74’ Aimar, 77’ Van der Meyde, 81’ Adriano e 92’ Cruz.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os esquecidos de Mano Menezes


Desde a primeira lista anunciada em 26 de Julho de 2010 para o amistoso em Nova Jersey no dia 10 de agosto contra a seleção norte-americana, Mano Menezes convocou 76 jogadores diferentes, mas algumas ausências têm de ser destacadas. Listei quatro jogadores, que considero que agregariam bastante ao plantel brasileiro, se fossem testados.

Vamos aos atletas:

Nenê, meia-atacante, 30 anos (Paris Saint-Germain-FRA)

Nenê grita por uma chance na seleção (AFP)

Nenê é um dos melhores jogadores da Ligue 1 (tem 54 gols na competição) e do milionário PSG há algum tempo, mas jamais foi convocado para a Seleção principal. A moral do camisa dez do time parisiense é tão grande que a sua naturalização já foi cogitada, porém, ele nunca quis abrir mão do sonho de vestir verde e amarelo

Na última temporada, Nenê foi o melhor jogador do PSG mais uma vez e terminou o Campeonato Francês como um dos artilheiros, com 21 gols. Além disso, o camisa dez foi um dos maiores assistentes da disputa, com 11 assistências.  O brasileiro é um jogador técnico, pois finaliza bem, tem bom passe, visão de jogo acima do comum e é um bom cobrador de bolas paradas. Nenê também sabe driblar, o que o torna um meia-atacante bem completo.

Uma vantagem para Mano Menezes caso convoque o jogador do PSG é que ele é acostumado a atuar no 4-2-3-1, esquema preferido do treinador verde e amarelo. Além disso, pelo estilo de jogo parisiense, com muita troca de posição entre os meias, Nenê pode atuar em qualquer um dos lados e também no centro da linha de três criadores de jogadas.

Diego, meia-atacante, 27 anos (Wolfsburg-ALE)

Diego já vestiu até a camisa dez verde e amarela (Getty Images)

Um legitimo meia-ofensivo. Veloz, ótimo tecnicamente, dotado bom passe e um finalizador de qualidade. Diego é uma das ausências que mais intrigam naquilo que chamo de “Era Mano Menezes”. A cria do Santos vem de duas temporadas que no mínimo são regulares – a de 2011-12 é, indiscutivelmente, ótima. No Wolfsburg há dois anos, apesar dos problemas em se adaptar aos métodos Felix Magath, o camisa 28 cedeu dez assistências e ainda marcou seis vezes.

Mas Diego chamou a atenção realmente vestindo o rojiblanco do Atlético de Madrid, onde esteve na última temporada por empréstimo. No clube da capital espanhola, o camisa 22 foi destaque e conquistou a Liga Europa, marcando um belo gol na final. No ano, foram os mesmos seis gols e as mesmas dez assistências, mas, com uma participação muito mais decisiva no balanço da equipe do que nos “Lobos”.

Além disso, o jogador que está há oito anos na Europa, atua na mesma faixa do campo – e ainda pode jogar pelos lados do campo – que Paulo Henrique Ganso, até outro dia, o camisa dez tido como ideal por Mano Menezes. No esquema do treinador de Passo do Sobrado, o 4-2-3-1, Diego encaixaria nas três funções de criação e, com a lesão do dez santista, poderia ser o meia-atacante pelo centro. A substituição de Ganso foi problema por muito tempo para o técnico da seleção brasileira e o camisa 22 do Atléti seria uma boa opção.

Felipe Melo, volante, 29 anos (Galatasary-TUR)

Felipe Melo paga pelo pisão dado em Robben, durante a Copa do Mundo de 2010, até hoje (AFP)

O volante foi responsabilizado pela derrota brasileira na Copa de 2010. Não há dúvida, Felipe Melo paga pelo lance da foto até hoje e, de certa forma, injustamente. Hoje, há espaço para o jogador, que começou como meia-atacante no Flamengo. A caminhada para o camisa cinco verde e amarelo na África do Sul foi longo. Primeiro, uma temporada regular pela Juventus, que acabou o emprestando para o Galatasaray. Na Turquia, o pitbull voltou ao protagonismo.

Vestindo a dez, Felipe Melo marcou 12 vezes na Superlig Turca e ajudou aos leões na conquista do título, que não vinha há três temporadas. Ninguém duvida da qualidade do volante. Além de marcar bem, ele chuta bem e tem ótima visão de jogo, qualidade adquirida na época em que jogava mais avançado. Porém a cabeça sempre se mostrou como um ponto fraco. A inconstância psicológica o atrapalhou na Juventus e na Copa de 2010.  Porém a boa notícia nesta questão também vem da Turquia: no campeonato, 13 cartões amarelos, bons números para um volante e somado a isso nenhuma expulsão.

A melhora do comportamento tem justificativa, o jogador admite os problemas, “meu problema não é técnico, qualidade eu tenho, meu problema é psicológico”. Por isso, hoje ele tem acompanhamento psicológico e melhorou. Este é outro argumento que fortalece a cobrança por uma nova chance para Felipe Melo.

Fernando Reges, volante, 24 anos (Porto-POR)

Fernando ergue a Liga Europa 2010-11 pelo Porto e não se esquece do Brasil. Pelos azuis e brancos já são nove títulos. (Getty Images)

Na ausência de grandes revelações brasileiras nos últimos anos na Europa, Fernando foi uma das maiores surpresas verde e amarela nas últimas duas temporadas. Campeão Sul-Americano Sub-20, em 2007, logo foi vendido para o Porto, mas foi se destacar mesmo em Portugal a partir de 2010-11. Forte e com uma boa estatura, atua muito bem como primeiro volante.

Fernando é o legítimo camisa cinco e é fundamental à engrenagem portista. No 4-3-3, o brasileiro é o primeiro protetor da defesa, já que os azuis e brancos atuam com jogadores mais ofensivos ao seu lado no meio-campo. Em 2010-11, eram Guarín e Moutinho, agora, Moutinho e Lucho González. O camisa 25 do Porto também executa bem o primeiro passe e ajuda muito na saída de bola.

Na Seleção, Fernando seria uma alternativa para Lucas Leiva e Sandro, que são os preferidos de Mano na função de primeiro volante e já se machucaram muito na trajetória do treinador gaúcho à frente do Brasil. Vestindo a camisa verde e amarela, talvez o goiano conseguisse trabalhar melhor uma de suas características: o chute potente de fora da área. No clube, há pouco espaço para os seus avanços e, por isso, os gols são raros – ele tem apenas um oficialmente pelo Porto.

Outros nomes:

Quando citei os meus injustiçados, me lembraram no twitter outros nomes, posto àqueles que concordo que mereciam uma chance aqui. Atur Moraes, goleiro, 31 anos (Benfica-POR) e Fábio, goleiro, 31 anos (Cruzeiro-BRA). Os dois são goleiros, tendo em vista a inconstância apresentada pelos convocados de Mano, eles poderiam ser testados sob a baliza verde e amarela.

domingo, 1 de julho de 2012

Afinal, a melhor Roja



Espanha bicampeã da Eurocopa 2012, com 19 remanescentes do título mundial de 2010 (Getty Images)

A final reuniu a Espanha, favorita desde o início, e a Itália, uma das maiores surpresas do torneio. Deu a furia, que honrou o apelido e atropelou a Squadra Azzurra na final, com um 4 a 0 convincente. Foi a melhor roja de todo o torneio, “gastando” a bola, mas tendo profundidade e verticalidade, mesmo adotando – mais uma vez – a alternativa do “falso nove” Fàbregas.

A Itália não repetiu a estratégia do jogo de estreia na competição, contra a mesma Espanha e, desta vez, veio no 4-3-1-2 – formação que mais utilizou na competição. Porém, desde o início, a roja, que muitas vezes tinha sido pragmática e até chata no torneio, mostrou que na decisão seria diferente. Os espanhóis guardaram o melhor para a final. Foram 15 minutos empurrando a Itália para o próprio campo. A pressão deu resultado e, em uma enfiada genial de Iniesta, Fàbregas recebeu nas costas de Chiellini e curzou para trás, onde Silva apareceu para marcar.

Depois do gol, a Nazionale cresceu e passou a dominar as ações, com Cassano bem. Porém, a Itália não chegou a assustar o goleiro Casillas, completamente seguro nas bolas, que foram no gol que defendia. O nome da semifinal, Mario Balotelli estava apagado e o craque italiano na competição, Andrea Pirlo também não vivia grande jornada. Com isso, no final do primeiro, a Espanha deu mais um golpe na Squadra Azzurra: Jordi Alba começou a jogada atrás do meio-campo, tocou para Xavi e disparou para a área. O resultado foi um passe perfeito de xavinho nas costas de Barzagli e o 2 a 0 no placar.

Com a situação bastante adversa, os italianos voltaram de forma diferente: postura mais ofensiva e com Di Natale na vaga do esgotado Cassano, que fez bela Euro 2012. O atacante da Udinese teve duas boas chances para marcar, mas não conseguiu. Ou seja, a situação seguia a mesma. Quando tinha a bola, a Espanha criava também e chegou a assustar Buffon. Fàbregas, Silva, Xabi Alonso, Busquets e, principalmente, a dupla Xavi e Iniesta davam o tom no meio-campo. Prandelli tentou a sua última cartada cedo e sacou o apagado Montolivo e colocou Thiago Motta, tinha Giovinco e Diamanti no banco se quisesse arriscar mais.

O treinador italiano que faz ótimo trabalho frente à Nazionale desde o meio de 2010 teve azar. O seu escolhido se contundiu três minutos depois de entrar em campo e a Itália ficou com dez em campo, decretando o final da partida. A Espanha teve ainda mais espaço e, com isso, além do toque de bola insistente, os contra-ataques passaram a ser cada vez mais comuns e eficientes. Torres entrou e logo marcou, após mais uma bela assistência de Xavi, que até esta partida, fazia uma Eurcopa bastante discreta e executou um recital na final.

Mata e Fernando Torres, campeões europeus pelo Chelsea e pela Espanha (Getty Images)

Com o 3 a 0 e o terceiro gol de Torres na Euro 2012, mesmo sem jogar todas as partidas, ele se tornava um dos artilheiros do torneio. Mas faltava um outro gol ou uma assistência (critério de desempate) para ser o dono da chuteira de ouro da competição e o passe decisivo veio para um companheiro também campeão europeu pelo Chelsea. Mata, que havia acabado de entrar, recebeu de “El Niño” e, em seu primeiro toque na bola na Eurocopa, empurrou para as redes: 4 a 0, em Kiev.

A goleada sobre a boa Itália na decisão mostra, que mesmo sem querer, a Espanha executou sua melhor partida na final. Veio sem Puyol e se virou, sofrendo apenas um gol na campanha campeã; não teve o maior artilheiro da sua história, Villa e também conseguiu produzir ofensivamente; não viu Xavi fazer grande campeonato, mas a ausência do grande futebol do número oito da roja, não fez falta e, com isso, a Espanha mostra a força de um grupo e, principalmente, do futebol no país. Pela primeira vez na história, uma seleção consegue ganhar a copa continental duas vezes seguidas, tendo vencido a Copa do Mundo entre os títulos. Os espanhóis hoje têm o melhor futebol do mundo e, além disso, têm uma base muito forte, por conta disso, no futuro, devemos ver a furia brilhando ainda mais.

A derrota italiana não pode fazer com que o bom trabalho de Prandelli seja esquecido. A Itália volta ao protagonismo com ele. O caminho até 2014 será duro, mas a Squadra Azzurra deve chegar forte ao Brasil e terá um grande personagem, Mario Balotelli, um dos que mais sentiu o golpe da derrota.

sábado, 23 de junho de 2012

Fiel ao estilo


Espanha 1x0 França

Xabi Alonso tentou 108 passes e acertou 97 e foi o dono do jogo (Getty Images)

O título do texto de hoje também poderia ser: valeu a manutenção do estilo. Enquanto a Espanha não abriu mão de jogar à sua forma, com toques de bola e manutenção da redonda, procurando o melhor espaço para o passe decisivo; a França de Blanc foi covarde. O ex-defensor campeão do mundo em 1998 preferiu abrir mão do esquema ofensivo e de Nasri, para armar um 4-1-4-1 bastante defensivo. Com Réveilèrre na lateral-direita e o ex-lateral-direito titular, Debuchy, como meia-externo direito.

Abrir mão da forma de jogar, que fez Les Bleus alcançarem bons resultados após o fracasso na Copa do Mundo de 2010, logo de cara se mostrou um erro infantil do treinador. Desde o início os espanhóis impuseram o seu estilo de jogo, com um 4-3-3 sem centroavante fixo e com Fàbregas ocupando o centro da linha ofensiva. Mas, o grande destaque era Xabi Alonso, o homem que “marcava” a redonda em cada lance.

O camisa 14 fez de tudo e acertou tudo. Marcou, fez a saída de bola, tocou, lançou e, para coroar a exibição, dois gols. Terceira vez na história em que marcou um doblete pela furia. As outras duas, em amistosos: primeiro na vitória por 3 a 0 contra a Dinamarca, em Copenhagen, no dia 20 de agosto de 2008 e, em 14 de novembro de 2009, no Estádio Vicente Calderón, na vitória por 2 a 1 frente à Argentina.

O primeiro gol do meia-central basco veio em jogada de Iniesta. O camisa seis, que até àquela altura estava apagado, apareceu. Da intermediária ofensiva esquerda enfiou a bola para Jordi Alba, que recebeu atrás dos dois “laterais-direitos” da França. O jogador do Valencia ergueu a cabeça e colocou para Xabi Alonso cabecear livre no segundo pau. Não foi um cruzamento e sim um passe para a finalização pelo alto do companheiro.

Na segunda etapa, a França melhorou seu jogo, mas não foi capaz de assustar Casillas. Les Bleus chutaram apenas uma vez no gol defendido pelo goleiro da roja. Blanc tentou empurrar a sua equipe para a frente, com as entradas de Menez, Nasri e Giroud. Com o artilheiro da Ligue 1 em campo, os franceses passaram a atuar com dois centroavantes, mas nada mudou. A Espanha seguiu dominando sem ter grande profundidade e fazendo uma partida até certo ponto burocrática, porém, eficiente.

O 1 a 0 para a furia pelo jogo que executava estava de bom tamanho, mas havia alguém que merecia algo a mais em campo: Xabi Alonso, o craque da partida. Pedro cavou um pênalti e o camisa 14 bateu com perfeição. 2 a 0 e Espanha na semifinal para enfrentar Portugal, de Crisitano Ronaldo, o melhor jogador da Euro 2012 até aqui. Blanc abrir mão de jogar como a França deu certo com ele fez com que a Espanha, em partida pouco inspirada, eliminasse os franceses sem grandes dificuldades.

Para a semifinal, insisto que Vicente Del Bosque não pode abdicar de um centroavante e Llorente seria a melhor opção. Ter um homem dentro da área, para brigar com Pepe e Bruno Alves pode ser fundamental. Por outro lado, não ter um “nove” pode deixar os dois zagueiros portugueses sem função e confusos na partida. Mas iria de 4-2-3-1, com o jogador do Atlhetic Bilbao no centro do ataque. Pois além de brigar com a dupla lusa, o centroavante dá a profundidade que está faltando à Espanha em alguns jogos da Euro 2012. 

Zidane

Zidane flutuava com elegância pelos gramados europeus (Getty Images)

Hoje é o aniversário de Zinedine Yazid Zidane, 40 anos. Meia recheado de classe, o mais técnico que vi: ótimo finalizador, tocava curto e fazia lançamentos sem problemas, driblava fácil e tinha um domínio de bola impressionante. Porém, isso todos sabem e não é novidade para ninguém. Mas queria dividir com os amigos, uma leitura que fiz há algum tempo, “Zinedine Zidane”, de Patrick Fort e Jean Philippe.

Logo no começo do livro contam que, no início da carreira, o jovem, que já se destacava pela técnica e pela altura, não usava o tamanho a seu favor. Quando as bolas vinham altas, Zidane costumava se abaixar. Porém, ele foi alertado que não deveria fazer isso. O resultado todos sabem: no Stade de France, dois gols de cabeça na final da Copa do Mundo de 1998.

A outra é ainda mais legal. A história da contratação milionária de Zidane pelo Real Madrid em 2001 quase todos conhecem. À época, a maior transferência da história do futebol, por 75 milhões de euros, o francês deixou a Juventus para jogar no clube de Madrid. Florentino Pérez seguia seu plano galáctico, contratando o maior jogador do planeta no momento. Mas a obsessão do Presidente merengue por Zizou começou antes e tem uma explicação. Em uma premiação da Uefa, os dois estavam presentes. E o representante do Real Madrid passou um bilhete em um guardanapo para Zidane, “Zizou, você gostaria de jogar nos merengues?”. O craque francês demorou a responder, mas disse que “sim” e as tratativas com a Juventus começaram.