sábado, 2 de junho de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo C – Croácia

Modric é o grande nome croata para a Euro 2012. O meia-central jogará na mesma função em que rende muito no Tottenham (Getty Images)

Técnico: Slaven Bilic (CRO)
Time-base: Pletikosa; Vida, Simunic, Schildenfeld, Corluka; Srna, Modric, Dujmovic, Rakitic; Mandzukic e Olic.
Craque: Luka Modric (Tottenham) – meia, 54 jogos pela seleção e oito gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 22 pts, 10 jogos, 7 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 18 gols marcados, 7 gols sofridos, 11 gols de saldo – segundo lugar do grupo F. No play-off: Turquia 0 a 3 Croácia e Croácia 0 a 0 Turquia.

A Croácia é mais uma seleção que chega à Euro 2012 sem fazer tanto barulho e leva uma equipe, que mescla jogadores muito experientes com alguns mais jovens. Porém, os croatas podem sim incomodar no grupo C da competição. Claramente, os comandados de Slaven Bilic são a terceira força do grupo, mas, com algum tropeço de Itália e Espanha, eles podem beliscar a segunda vaga às quartas de final. O técnico, que defendeu a Croácia em seus tempos de jogar nos anos 90, está à frente da seleção desde o final da Copa do Mundo de 2006. Ele falhou na missão de levar o país ao Mundial de 2010, mas conseguiu duas classificações à Eurocopa consecutivas. A “Era Bilic” acabará após a Euro 2012, pois o técnico já assinou com o Lokomotiv Moscou para dirigir o time a partir desta data.

Slaven Bilic adota um 4-4-2 ortodoxo como esquema base da equipe. O meio-campo é o grande ponto de referência e, cada jogador, tem a sua função definida. Srna é o externo-direito, Rakitic faz este papel pela esquerda, o craque Modric é o meio-campista box-to-box e Dujmovic joga mais preso, protegendo a defesa. Individualmente, na fase classificatória, o grande destaque foi o capitão Srna. Lateral-direto em seu clube, na seleção, jogando mais solto, ele conseguiu bastante destaque ofensiva e liderou a Croácia em assistências, com seis passes decisivos – um dos maiores números entre todos os jogadores.

No ataque, a dupla vêm da Bundesliga: Mandzukic e Olic. Porém, Bilic tem um plano B bastante viável: um 4-2-3-1, onde os dois atacantes no 4-4-2 seriam recuados para a linha de criadores e o centroavante seria Jelavic. Já ter uma alternativa bem definida para a formação mostra o quanto o técnico conhece seus jogadores. Toda esta noção do elenco de Bilic aliada ao melhor de Modric pode fazer com que a Croácia realmente surpreenda a todos na Euro 2012.

Convocados –
Goleiros:
1- Stipe Pletikosa (Rostov-RUS)
12- Ivan Kelava (Dinamo Zagreb-CRO)
23- Danijel Subasic (Monaco-FRA)
Defensores:
2- Ivan Strinic (Dnipro-UCR)
3- Josip Simunic (Dinamo Zagreb-CRO)
4- Jurica Buljat (Maccabi Haifa-ISR)
5- Vedran Corluka (Bayer Leverkusen)
13- Gordon Schildenfeld (Eintracht Frankfurt-ALE)
21- Domagoj Vida (Dinamo Zagreb-CRO)
Meias:
6- Danijel Pranjic (Bayern de Munique-ALE)
7- Ivan Rakitic (Sevilla-ESP)
8- Ognjen Vukojevic (Dynamo Kiev-UCR)
10- Luka Modric (Tottenham-ING)
11- Darijo Srna (Shakhtar Donetsk-UCR)
14- Milan Badelj (Dinamo Zagreb-CRO)
15- Ivo Ilicevic (Hamburgo-ALE)
16- Tomislav Dujmovic (Real Zaragoza-ESP)
19- Niko Kranjcar (Tottenham-ING)
20- Ivan Perisic (Borussia Dortmund-ALE)
Atacantes:
9- Nikica Jelavic (Everton-ING)
17- Mario Mandzukic (Wolfsburg-ALE)
18- Ivica Olic (Bayern de Munique-ALE)
22- Eduardo Da Silva (Shakhtar Donetsk-UCR)

Guia da Eurocopa: Grupo C – Irlanda

O técnico Trapattoni e o capitão Robbie Keane: as principais esperanças da Irlanda (EPA)

Técnico: Giovanni Trapattoni (ITA)
Time-base: Given; Stephen Kelly, Dunne, O’Shea (St Ledger), Ward; McGeady, Gibson, Whelan, Duff (Hunt); Kevin Doyle e Robbie Keane.
Craque: Shay Given (Aston Villa-ING) – goleiro, 121 jogos pela seleção e nenhum gol marcado.
Campanha nas Eliminatórias: 21 pts, 10 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 15 gols marcados, 7 gols sofridos, 8 gols de saldo – segundo lugar do grupo B. No play-off: Estônia 0 a 4 Irlanda e Irlanda 1 a 1 Estônia.

Giovanni Trapattoni assumiu a Irlanda em 2008, com o objetivo de levar o país à sua quarta Copa do Mundo. Por pouco e por uma “mãozinha” de Henry, ele não cumpriu a missão. Porém, o trabalho de Trap seguiu e o italiano conseguiu fazer uma campanha sólida e levar os “meninos de verde” à segunda Euro da história da seleção do Reino Unido. No período pós-Mundial de 2010, são 21 jogos, 13 vitórias, quatro empates e apenas quatro derrotas. Os resultados negativos vieram em jogos, contra adversários mais fortes: Argentina, Rússia, Noruega e Uruguai.

Desde o início de seu trabalho, Trap apostou no 4-4-2 ortodoxo, esquema bastante clássico do futebol inglês. Damien Duff um dos mais experientes do elenco aprova a forma de jogar, “nós jogamos há tempos no 4-4-2, especialmente desde que o técnico chegou, por isso, nós sabemos como fazer”, disse ele à BBC. Mas o grande nome irlandês durante a fase classificatória foi Robbie Keane – também da velha guarda irlandesa. O atacante marcou sete gols nos 12 jogos. Além dele, o meia-externo McGeady conseguiu três assistências e liderou o país neste quesito.

O esquema já favorece a retaguarda, mas a experiência também ajuda no desempenho do setor. Os prováveis quatro titulares do setor: Stephen Kelly, Dunne, O’Shea e Ward têm pelo menos 30 jogos pela seleção – a exceção é Ward, que defendeu o país apenas 11 vezes. Os dois zagueiros somados têm mais de 140 jogos com a camisa verde. Além disso, é interessante notar a vivência futebolística de todo o elenco: dos 23 convocados, 20 atuam no futebol inglês.

Porém, mesmo com o bom trabalho de Trapattoni à frente dos “garotos de verde”, uma classificação à segunda fase é tida como muito improvável. Porém, o que deve preocupar a Irlanda é a falta de jovens protagonistas: o mais novo é o meia James McClean, do Sunderland, que tem 23 anos.

Convocados –
Goleiros:
1- Shay Given (Aston Villa-ING)
16- Keiren Westwood (Sunderland-ING)
23- David Forde (Millwall-ING)
Defensores:
2- Sean St Ledger (Leicester-ING)
3- Stephen Ward (Wolverhampton-ING)
4- John O’Shea (Sunderland-ING)
5- Richard Dunne (Aston Villa-ING)
12- Stephen Kelly (Fulham-ING)
13- Paul McShane (Hull City-ING)
18- Darren O’Dea (Celtic-ESC)
Meias:
6- Glenn Whelan (Stoke City-ING)
7- Aiden McGeady (Spartak Moscou-RUS)
8- Keith Andrews (West Bromwich-ING)
11- Damien Duff (Fulham-ING)
15- Darron Gibson (Everton-ING)
17- Stephen Hunt (Wolverhampton-ING)
21- Paul Green (Derby County-ING)
22- James McClean (Sunderland-ING)
Atacantes:
9- Kevin Doyle (Wolverhampton-ING)
10- Robbie Keane (LA Galaxy-EUA)
14- Jonathan Walters (Stoke City-ING)
19- Shane Long (West Bromwich-ING)
20- Simon Cox (West Bromwich-ING)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo C – Itália

Cassano e Balotelli, as principais apostas ofensivas italianas: problema ou solução em dobro? (La Presse)

Técnico: Cesare Prandelli (ITA)
Time-base: Buffon; Maggio, Bonucci, Chiellini, Balzaretti; Marchisio, Pirlo, De Rossi; Montolivo (Giovinco); Cassano e Di Natale (Balotelli).
Craque: Giorgio Chiellini (Juventus-ITA) – zagueiro, 50 jogos pela seleção e 2 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 26 pts, 10 jogos, 8 vitórias, 2 empates, 0 derrotas, 20 gols marcados, 2 gols sofridos, 18 gols de saldo – primeiro lugar do grupo C

A Itália chegou à Copa do Mundo de 2010 como campeã do mundo e decepcionou, caindo logo na primeira fase. Por conta disso, para este novo ciclo de competições, muita coisa mudou. Prandelli assumiu o comando e levará à Euro 2012 apenas dez jogadores do Mundial africano. Sem fazer muito barulho, o técnico ajeitou a Nazionale e sem fazer uma grande revolução. O ex-comandante da Fiorentina apostou no 4-3-1-2, com Montolivo fazendo a função de trequartista, ou seja, nada de muita ofensividade. A aposta é na famosa consistência defensiva azzurra.

A Squadra Azzurra teve “sorte” também, pois entrou em grupo fácil na fase classificatória para a Euro 2012. A Estônia, por exemplo, foi a segunda colocada. Com isso, a Itália teve tempo para se refazer e, ao mesmo tempo, conseguiu ter resultados, que evitaram pressão sobre o trabalho que era realizado. Nas Eliminatórias, a defesa italiana só foi vazada duas vezes e o ataque não produziu tão mal: 20 gols (três no W.O. contra a Sérvia), em dez jogos, com Cassano como artilheiro, com seis gols marcados. A recuperação do milanista será fundamental para a equipe na dispusta. Além da boa defesa e do camisa 99 rossonero, as grandes apostas de Prandelli são dois atacantes. O primeiro é Mario Balotelli, que vem de temporada conturbada no Manchester City, mas apareceu em momentos decisivos para os citzens durante o ano. O outro é o experiente e centrado, Antonio Di Natale, que foi pela primeira vez convocado pelo treinador para a Euro e, mais uma vez, jogou muito pela Udinese – são 80 gols nas últimas três edições da Serie A.

Além disso, o meio-campo bem dinâmico e forte tem tudo para encaixar. Todos os quatro meias sabem marcar e também têm boa saída de bola – a exceção pode ser Giovinco, caso seja escalado. A proteção proporciona à defesa pelo setor é fundamental pelo ótimo desempenho durante as Eliminatórias. Mas uma dúvida paira no ar: a Itália estaria pronta para jogar contra os melhores times da Europa? Sim, além dos jogos da fase classificatória da Eurocopa, o desemepnho azzurro nos amistosos “maiores” foi bom. Empate em 1 a 1, com a Alemanha; vitória de 2 a 1 , contra a Espanha e derrota por 1 a 0 imposta pelo Uruguai.

A Itália parece mais uma vez ser capaz de chegar desacredita e surpreender a todos. Porém, os escândalos de combinação que afetam o calcio e tiraram Criscito da seleção desestabilizaram o elenco. Nos amistosos antes da Euro, foram duas derrotas em dois jogos.

Convocados –
Goleiros:
1- Gianluigi Buffon (Juventus-ITA)
12- Salvatore Sirigu (PSG-ITA)
14- Morgan De Sanctis (Napoli-ITA)
Defensores:
2- Christian Maggio (Napoli-ITA)
3- Giorgio Chiellini (Juventus-ITA)
4- Angelo Ogbonna (Torino-ITA)
6- Federico Balzaretti (Palermo-ITA)
7- Ignazio Abate (Milan-ITA)
15- Andrea Barzagli (Juventus-ITA)
19- Leonardo Bonucci (Juventus-ITA)
Meias:
5- Thiago Motta (PSG-FRA)
8- Claudio Marchisio (Juventus-ITA)
13- Emanuele Giaccherini (Juventus-ITA)
16- Daniele De Rossi (Roma-ITA)
18- Riccardo Montolivo (Fiorentina-ITA)
20- Sebastian Giovinco (Parma-ITA)
21- Andrea Pirlo (Juventus-ITA)
22- Alessandro Diamanti (Bologna-ITA)
23- Antonio Nocerino (Milan-ITA)
Atacantes:
9- Mario Balotelli (Manchester City-ING)
10- Antonio Cassano (Milan-ITA)
11- Antonio Di Natale (Udinese-ITA)
17- Fabio Borini (Roma-ITA)

Guia da Eurocopa: Grupo C – Espanha

Com 19 campeões do mundo a Espanha chega à Euro 2012 como favorita, mas a ausência do artilheiro Villa irá pesar? (Ag. Reuters)

Técnico: Vicente Del Bosque (ESP)
Time-base: Casillas; Juanfran (Arbeloa), Pique, Sergio Ramos, Jordi Alba; Sergio Busquets, Xabi Alonso; David Silva, Xavi Hernández, Andrés Iniesta; Fernando Torres (Llorente).
Craque: Andrés Iniesta (Barcelona-ESP) – meia, 64 jogos pela seleção e 11 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 24 pts, 8 jogos, 8 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 26 gols marcados, 6 gols sofridos, 20 gols de saldo – primeiro lugar do grupo I

A Espanha é mais uma favorita ao título da Eurocopa. Campeã europeia em 2008 e da Copa do Mundo em 2010, la roja não modificou seu elenco para esta competição. São 19 remanescentes do primeiro título mundial espanhol. No comando, Vicente Del Bosque também segue, mas o time ganhou em opções táticas. Enquanto na África do Sul, o 4-2-3-1 tinha como principal variação o 4-1-4-1. Hoje, o sistema da moda já foi deixado de lado para a entrada do tradicional 4-3-3, no qual, com a ausência de David Villa, Silva chegou a ser escalado como “falso nove”.

As principais mundanças na furia forama na retaguarda. Sergio Ramos, que era o dono da lateral-direita, assumiu o centro da zaga ao lado de Pique, já que Puyol está machucado. Por conta desta mudança também, as laterais serão diferentes e de jogadores e devem ser ocupadas por jogadores que cresceram de produção nos útlimos tempos: Juanfran, do Atlético de Madrid e Jordi Alba, do Valencia, que até recentemente era meia-externo.

O principal prolbema deveria ser o ataque: com a lesão de Villa e a fraca temporada de Fernando Torres, o grandalhão Llorente deve ser o dono da posição, mas o basco vem de ótimas temporadas no Athletic Bilbao e é garantia de gols, principalmente pelo alto. No meio-campo, além da ótima dupla de volantes composta por Busquets e Xabi Alonso e dos meias barcelonistas Iniesta e Xavi, estará David Silva. O ex-jogador do Valencia, que era reserva na Copa do Mundo de 2010, será titular nesta Euro e vem embalado pelo título da English Premier League, com o Manchester City, onde ele foi um dos melhores da campanha e terminou o campeonato como líder de assistências.

A campanha impressionante nas Eliminatórias e o histórico recente apontam para mais uma vez uma Espanha forte em busca do título. A ausência de Villa não deve afetar e os novos laterais também não devem ter um desempenho que prejudique a campanha roja.

Convocados –
Goleiros:
1- Iker Casillas (Real Madrid-ESP)
12- Víctor Valdés (Barcelona-ESP)
23- Pepe Reina (Liverpool-ING)
Defensores:
2- Raúl Albiol
3-Gerard Pique (Barcelona-ESP)
4- Javi Martínez (Athletic Bilbao-ESP)
5- Juanfran (Atlético de Madrid-ESP)
15- Sergio Ramos (Real Madrid-ESP)
17- Álvaro Arbeloa (Real Madrid-ESP)
18- Jordi Alba (Valencia-ESP)
Meias
6- Andrés Iniesta (Barcelona-ESP)
8- Xavi Hernández (Barcelona-ESP)
10- Cesc Fàbregas (Barcelona-ESP)
13- Juan Mata (Chelsea-ING)
14- Xabi Alonso (Real Madrid-ESP)
16- Sergio Busquets (Barcelona-ESP)
20- Santi Cazorla (Málaga-ESP)
21- David Silva (Manchester City-ING)
22- Jesús Navas (Sevilla-ESP)
Atacantes:
7- Pedro Rodríguez (Barcelona-ESP)
9- Fernando Torres (Chelsea-ING)
11- Álvaro Negredo (Sevilla-ESP)
19- Fernando Llorente (Athletic Bilbao-ESP)