quinta-feira, 31 de maio de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo B – Alemanha

Mario Gómez, Schweinsteiger e Lahm perderam a Liga dos Campeões com o Bayern e têm, na Euro 2012, a chance de conquistar uma taça na temporada com a seleção (Getty Images via BBC)

Técnico: Joachim Löw (ALE)
Time-base: Neuer; Höwedes, Hummels, Metersacker, Lahm; Khedira (Kroos), Schweinsteiger; Thomas Müller, Özil, Podolski; Klose (Mario Gómez).
Craque: Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE), volante, 90 jogos pela seleção e 23 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 30 pts, 10 jogos, 10 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 34 gols marcados, 7 gols sofridos, 27 gols de saldo – primeiro lugar do grupo A

A Alemanha chega à Euro 2012 entre as principais favoritas, ao lado de Espanha e Holanda. A base é semelhante a que fez bonito na África do Sul há dois anos, mas com reforços entre os titulares: Höwedes e Hummels, que cresceram no período.  Além disso, o desempenho nas Eliminatórias foi espetacular: venceu os dez jogos. Porém, nos amistos, os resultados não têm sido no mesmo nível dos jogos oficias. A forma recente não é das melhores. França e Suíça venceram a nationalelf recentemente.

O grande problema alemão tem sido a defesa. Lahm e Hummels são as unanimidades. Ao lado do zagueiro do Borussia Dortmund, a vaga deve ser de Metersacker, mas o problema é que o jogador do Arsenal ficou parado na reta final da temporada e deve ter alguma dificuldade para retomar o ritmo. Outro problema é a lateral-direita, que carece de um especialista: Höwedes tem quebrado o galho no setor. De qualquer forma, Joachim Löw tem o elenco na mão é conhece muito bem o grupo. O esquema tático deve ser o mesmo da Copa do Mundo, o 4-2-3-1, mas com a variação para 4-1-4-1, que se mostrou suicida contra a Suíça. Porém, pode ser útil em jogos contra equipes defensivas, como deve ser o caso da partida frente à Dinamarca.

Nas Eliminatórias para a Euro, Klose mostrou que está em forma e foi o vice-artilheiro, com nove gols. No meio-campo, além da dupla de volante bastante dinâmica, os três meias-atacantes são muito bons: Özil foi o líder de assistências na fase classificatória, com sete passes decisivos e pode ser fundamental na criação. Thomas Müller jogando aberto pela direita tende a render mais do que no Bayern e Podolski vem de ótima temporada pelo Colônia. Além disso, as opções ofensivas do banco são bem interessantes. Götze, um dos melhores jogadores sub-20 do mundo; Reus, o melhor jogador da Bundesliga 2011-12 e Mario Gómez, vice-artilheiro da Liga dos Campeões e vice-artilheiro do Alemão.

O grupo difícil na primeira fase deve ser um teste bastante interessante para a Alemanha. Caso volte para casa sem a taça, a nationalelf terá frustado as expectativas criadas ao seu redor.

Convocados –
Goleiros:
1- Manuel Neuer (Bayern de Munique-ALE)
12- Tim Wiese (Werder Bremen-ALE)
22- Ron-Robert Zieler (Hannover-ALE)
Defensores:
3- Marcel Schmelzer (Borussia Dortmund-ALE)
4- Benedikt Höwedes (Schalke-ALE)
5- Mats Hummels (Borussia Dortmund-ALE)
14- Holger Badstuber (Bayern de Munique-ALE)
16- Philipp Lahm (Bayern de Munique-ALE)
17- Per Mertesacker (Arsenal-ING)
20- Jerome Boateng (Bayern de Munique-ALE)
Meias:
2- Ilkay Gündogan (Borussia Dortmund-ALE)
6- Sami Khedira (Real Madrid-ESP)
7- Bastian Schweinsteiger (Bayern de Munique-ALE)
8- Mesut Özil (Real Madrid-ESP)
9- André Schürlle (Bayer Leverkusen-ALE)
10- Lukas Podolski (Colônia-ALE)
15- Lars Bender (Bayer Leverkusen-ALE)
18- Toni Kroos (Bayern de Munique-ALE)
19- Mario Götze (Borussia Dortmund-ALE)
21- Marco Reus (Borussia Mönchengladbach-ALE)
Atacantes:
11- Miroslav Klose (Lazio-ITA)
13- Thomas Müller (Bayern de Munique-ALE)
23- Mario Gómez (Bayern de Munique-ALE)tacantes:
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo A – Rússia

Dick Advocaat sabe do potencial de seu camisa dez e Arshavin tem, na seleção, o técnico que o comandou na melhor fase da carreira (AP Photo)

Técnico: Dick Advocaat (HOL)
Time-base: Akinfeev; Anyukov, Ignashevich, Aleksei Berezutski, Zhirkov; Denisov, Zyryanov, Shirokov; Arshavin, Pogrebnyak, Kerzhakov.
Craque: Andrei Arshavin (Zenit-RUS) – meia-atacante, 68 jogos pela seleção e 17 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 23 pts, 10 jogos, 7 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 17 gols marcados, 4 gols sofridos, 13 gols de saldo – primeiro lugar do grupo B

Para a disputa da Euro 2012, a Rússia ainda bebe da fonte da equipe que encantou o mundo em 2008. Além disso, o elenco russo para a disputa terá muito do Zenit, campeão da Premier League Russa com alguma facilidade. Porém, a base não significa que Arshavin e cia ainda estejam na forma que se apresentaram há quatro anos. A situação hoje é muito diferente: dos 25 que fazem parte da lista provisória, apenas Izmailov (Sporting) e Pogrebnyak (Fulham) jogam fora do país.

Depois da Euro 2008, três dos quatro russos que fizeram parte do “time do torneio” tiveram experiência no futebol inglês e pouco fizeram. Zhirkov, no Chelsea; Pavlyuchenko, no Tottenham e Arshavin, no Arsenal. Apenas o último teve alguma sequência na English Premier League, mas, nos últimos tempos, caiu muito de produção com os gunners e foi emprestado ao Zenit, onde, pelo menos, teve sequência de jogos. No campeão russo, o camisa dez da seleção, reencontrou companheiros e jogou com vários nomes que estarão com ele na Euro 2012, entre eles, Kerzhakov, que marcou 19 gols no Russão. Além disso, o técnico holandês Dick Advocaat também conhece bem a principal esperança da seleção do leste europeu. Foi ele, o comandante da equipe de São Petersburgo nas conquistas inéditas da Copa da Uefa e da Supercopa da Uefa em 2007-08.

O conhecimento de boa parte do elenco que o “pequeno general” tem pode ser fundamental para um bom rendimento russo na Eurocopa. Foi com Advocaat que a maioria deles alcançou os melhores desempenhos no Zenit. Com o comando holandês a Rússia se recuperou da decepção de não ter se qualificado para a Copa do Mundo de 2010 e a equipe teve bons resultados, mas não enfrentou nenhum adversário entre as equipes mais fortes do mundo. Porém, para conseguir algo além da segunda fase na Euro 2012, os russos deverão encontrar a constância, que ainda falta à equipe. Após a competição, o envelhecido elenco deve ser reformulado e esta deve ser a última chance dessa geração conquistar algo ou deixar novamente o seu nome marcado no futebol europeu mais uma vez.  As mudanças vão começar pelo comando: Advocaat já tem contrato assinado com o PSV para depois da Euro 2012.

Convocados –
Goleiros:
1- Igor Akinfeev (CSKA-RUS)
13- Anton Shunin (Dynamo Moscou-RUS)
16- Vyacheslav Malafeev (Zenit-RUS)
Defensores:
2- Aleksandr Anyukov (Zenit-RUS)
3- Roman Sharonov (Rubin Kazan-RUS)
4- Sergei Ignashevich (CSKA-RUS)
5- Yuri Zhirkov (Anzhi-RUS)
12- Aleksei Berezutski (CSKA-RUS)
19- Vladimir Granat (Dynamo Moscou-RUS)
21- Kirill Nababkin (CSKA-RUS)
Meias:
6- Roman Shirokov (Zenit-RUS)
7- Igor Denisov (Zenit-RUS)
8- Konstantin Zyryanov (Zenit-RUS)
9- Marat Izmailov (Sporting-POR)
10- Andrei Arshavin (Zenit-RUS)
15- Dmitri Kombarov (Spartak Moscou-RUS)
17- Alan Dzagoev (CSKA-RUS)
22- Denis Glushakov (Lokomotiv Moscou-RUS)
23- Igor Semshov (Dynamo Moscou-RUS)
Atacantes:
11- Aleksandr Kerzhakov (Zenit-RUS)
14- Roman Pavlyuchenko (Lokomotiv Moscou-RUS)
18- Aleksandr Kokorin (Dynamo Moscou-RUS)
20- Pavel Pogrebnyak (Fulham-ING)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo A – República Tcheca


Cech brilhou pelo Chelsea na temporada e terá muito trabalho na seleção (The Daily Telegraph)

Técnico: Michal Bílek (TCH)
Time-base: Cech; Selassie, Hubník, Sivok, Kadlec; Jirácek, Rosicky; Rezek, Plasil, Pilar; Baros.
Craque: Petr Cech (Chelsea-ING) – goleiro, 89 jogos pela seleção.
Campanha nas Eliminatórias: 13 pts, 8 jogos, 4 vitórias, 1 empates, 3 derrotas, 12 gols marcados, 8 gols sofridos, 4 gols de saldo – segundo lugar do grupo I. No play-off: República Tcheca 2 a 0 Montenegro e Montenegro 0 a 1 República Tcheca.

A República Tcheca chega a sua quinta participação em Eurocopa consecutiva e tem uma parte importante da equipe que ficou em terceiro lugar há oito anos em Portugal. Cech, Rosicky, Plasil e Baros são remanescentes importantes e compoõem a espinha dorsal de Michal Bílek. O técnico é um ex-meia, que alcançou a seleção, jogou pela Tchecoslováquia entre 1987 e 1995 e comandou a equipe sub-19 do país, entre 2002-03. Ele assumiu o comando dos tchecos, após o fracasso de Peter Rada e Ivan Hasek nas Eliminatórias para a Copa de 2010.

O grande destaque para a Euro 2012 é Peter Cech, que vem de ótima temporada com o Chelsea. Com ótimas atuações, ele ajudou os blues na conquista da primeira Liga dos Campeões por um time londrino. A sua segurança será fundamental para que o time consiga sucesso na disputada primeira fase, pois, na Eliminatória, a retaguarda não teve desempenho que valha destaque.

No meio-campo, Rosicky, apesar de ano inconstante com o Arsenal, deverá guiar os tchecos. Na Eliminatória já foi assim, o capitão cedeu seis assistências ao longo dos dez jogos classificatórios – ficou em segundo lugar no quesito. Mais à frente há Baros, segundo maior artilheiro da história da seleção e opções mais jovens: o grandalhão Necid e Pekhart, que ganhou espaço com Bílek nas últimas partidas. Ambos podem beliscar a vaga de titular no ataque tcheco, ou até, formarem uma dupla ofensiva ao lado do mais experiente, em caso de necessidade de gols.

A presença de jogadores importantes, que participaram da melhor campanha tcheca em uma Eurocopa não garante muita coisa. A obrigação deles será de liderar um elenco mediano. Para ultrapassar o equilibrado grupo A da primeira fase, isso pode bastar, porém, para ir ainda mais longe na competição, é improvável que seja suficiente.

Convocados –
Goleiros:
1- Petr Cech (Chelsea-ING)
16- Jan Lastuvka (Dnipro-UCR)
23- Jaroslav Drobny (Hamburgo-ALE)
Defensores:
2- Theodor Gebre Selassie (Slovan Liberec-TCH)
3- Michal Kadlec (Bayer Leverkusen-ALE)
4- Marek Suchy (Spartak Moscou-RUS)
5- Roman Hubnik (Hertha Berlim-ALE)
6- Tomas Sivok (Besiktas-TUR)
8- David Limbersky (Viktoria Plzen-TCH)
12- Frantisek Rajtoral (Viktoria Plzen-TCH)
Meias:
9- Jan Rezek (Anorthosis Famagusta-CHIPRE)
10- Tomas Rosicky (Arsenal-ING)
11- Milan Petrzela (Viktoria Plzen-TCH)
13- Jaroslav Plasil (Bordeaux-FRA)
14- Vaclav Pilar (Viktoria Plzen-TCH)
17- Tomas Hubschman (Shakhtar Donetsk-UCR)
18- Daniel Kolar (Viktoria Plzen-TCH)
19- Petr Jiracek (Wolfsburg-ALE)
22- Vladimir Darida (Viktoria Plzen-TCH)
Atacantes:
7- Tomas Necid (CSKA-RUS)
15- Milan Baros (Galatasaray-TUR)
20- Tomas Pekhart (Nurnberg-ALE)
21- David Lafata (FK Jablonec-TCH)

Guia da Eurocopa: Grupo A - Grécia


O técnico português Fernando Santos é o grande responsável pela classificação grega à Euro 2012, ele será fundamental em um eventual sucesso grego na disputa (AP Photo)

Técnico: Fernando Santos (POR)
Time-base: Tzorvas; Torosidis, Avraam Papadopoulos, Kyriakos Papadopoulos, Sokratis Papastathopoulos; Karagounis, Katsouranis, Makos; Salpigidis, Ninis; Gekas.
Craque: Theofanis Gekas (Samsunspor-TUR) – atacante, 56 jogos pela seleção e 21 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: 24 pts, 10 jogos, 7 vitórias, 3 empates, 0 derrotas, 14 gols marcados, 5 gols sofridos, 9 gols de saldo – primeiro lugar do grupo F

A Grécia tem um título de Eurocopa, em 2004, em Portugal. Neste ano, o país vai para a sua quarta disputa continental e com um novo comandante. Fernando Santos assumiu o comando dos azuis e brancos, após a Copa do Mundo de 2010. Com ele, foram 17 jogos de invencibilidade depois do Mundial da África do Sul até a derrota por a 1 para a Romênia.

O português não mudou muito do que já era feito quando Otto Rehhagel era o comandante do time grego. O jogo segue sendo defensivo e, durante a fase sem perder, não sofreu mais de um gol em nenhuma partida – ao todo, foram oito gols sofridos em 17 jogos. A marcação é o primeiro objetivo dos gregos dentro das quatro linhas.

Pelo o que apresentou na convocação, o treinador português parece querer apostar na experiência, a média de idade para disputar a competição continental será alta. Nomes como o dos meias Karagounis, Katsouranis e Salpigidis já estão há muito na seleção grega. Se a defesa é o ponto de destaque no jogo grego, o ataque depende da velocidade de Salpigidis e de Ninis, que têm que criar as oportunidades para o artilheiro azul e branco. Além disso, a pontente perna direita de Karagounis é uma opção válida para chutes de fora da área e nas cobranças de bolas paradas.

Pensar em mais um título, oito anos depois, é muito improvável. Mas, não há como negar que este time grego pode encaixar e buscar a vaga na próxima fase. Fernando Santos está, praticamente, invicto no comando do país e o sistema defensivo segue muito forte – os azuis e brancos dependerão muito dele para terem sucesso na Euro 2012. A briga pelas duas vagas às quartas de final no grupo A promete ser dura e a Grécia tem chance de beliscar uma delas.

Convocados –
Goleiros:
1- Kostas Chalkias (PAOK-GRE)
12- Alexandros Tzorvas (Palermo-ITA)
13- Michalis Sifakis (Aris Thessaloniki-GRE)
Defensores:
2- Ioannis Maniatis (Olympiacos-GRE)
3- Giorgos Tzavelas (Monaco-FRA)
4- Stelios Malezas (PAOK-GRE)
5- Kyriakos Papadopoulos (Schalke-ALE)
8- Avraam Papadopoulos (Olympiacos-GRE)
15- Vasilis Torosidis (Olympiacos-GRE)
16- Sokratis Papastathopoulos (Werder Bremen-ALE)
20- José Holebas (Olympiacos-GRE)
Meias:
6- Grigoris Makos (AEK-GRE)
10- Giorgos Karagounis (Panathinaikos-GRE)
16- Giorgos Fotakis (PAOK-GRE)
18- Sotiris Ninis (Panathinaikos-GRE)
21- Kostas Katsouranis (Panathinaikos-GRE)
22- Kostas Fortounis (Kaiserslautern-ALE)
23- Giannis Fetfatzidis (Olympiacos-GRE)
Atacantes:
7- Giorgos Samaras (Celtic-ESC)
9- Nikos Lyberopoulos (AEK-GRE)
11- Kostas Mitroglou (Atromitos-GRE)
14- Dimitris Salpigidis (PAOK-GRE)
17- Theofanis Gekas (Samsunspor-TUR)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Guia da Eurocopa: Grupo A – Polônia


Trio borussiano é o destaque da seleção polonesa para a Euro, que disputará em casa (Redakcja Fotograficzna PAP)

Técnico: Franciszek Smuda (POL)
Time-base: Szczesny; Wasilewski, Perquis, Wojtkowiak, Piszczek; Dudka, Mierzejewski; Blaszczykowski, Obraniak, Rybus; Lewandowski.
Craque: Robert Lewandowski (Borussia Dortmund-ALE) –atacante, 40 jogos pela seleção e 13 gols marcados.
Campanha nas Eliminatórias: Não participou, pois é país sede.

Jogando em casa, a Polônia vai para a sua segunda participação consecutiva em na principal competição entre seleções da Europa. Com o apoio da torcida, o objetivo é chegar pela primeira vez na segunda fase. O sorteio coloborou para deixar está esperança acessa no país, pois o grupo A apresenta como adversários: Rússia, República Tcheca e Grécia, nenhum gigante do continente – a chance de fazer história parece clara.

As águias brancas chegam à Euro 2012 credenciada por uma longa invencibilidade. Desde a derrota para a França, em junho de 2011, os vermelhos e brancos não sabem o que é um resultado adverso. São quatro vitórias e cinco empates frente a adversários interessantes, como Alemanha, Itália e Portugal.
O treinador é Franciszek Smuda, um ex-defensor, com carreira extensa, mas que jamais conseguiu vestir a camisa vermelha e branca da seleção. O treinador está no comando do selecionado desde 2009, um trabalho extenso. A aposta é na velocidade da equipe, que vem em um 4-2-3-1.

Dentro das quatro linhas, um trio que vêm do bi-campeão alemão, Borussia Dortmund embala o time: o lateral-direito, que na seleção joga na esquerda, Lukasz Piszczek; o meia-atacante e capitão Jakub Blaszczykowski e o centroavante Robert Lewandowski. Cada um em seu setor do campo exercerá o protagonismo. O atacante chega à competição credenciado por 22 gols marcados na difícil Bundesliga – liderando a equipe no quesito. O capitão foi o melhor dos campeões nos passes para gol: ao todo, nove. Neste quesito, o defensor também contribuiu e cedeu seis assistências.

Além disso, o elenco de apoio polonês é forte e tem: o goleiro Szczesny, do Arsenal; o experiente marcador Dudka; o meia-atacante Obraniak, do Bordeaux e o atacante Pawel Brozek, do Celtic. Por tudo isso, a classificação parece um objetivo viável, mas a briga no gurpo se desenha para ser muito interessante.

Convocados –
Goleiros:
1- Wojciech Szczesny (Arsenal-ING)
22- Przemyslaw Tyton (PSV-HOL)
12- Grzegorz Sandomierski (Genk-BEL)
Defensores:
2- Sebastian Boenisch (Werder Bremen-ALE)
15- Marcin Kaminski (Lech Poznan-POL)
4- Damien Perquis (Sochaux-FRA)
20- Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund-ALE)
13- Marcin Wasilewski (Anderlecht-BEL)
14- Jakub Wawrzyniak (Legia Warszawa-POL)
3- Grzegorz Wojtkowiak (Lech Poznan-POL)
Meias:
16- Jakub Błaszczykowski (Borussia Dortmund-ALE)
5- Dariusz Dudka (Auxerre-FRA)
21- Kamil Grosicki (Sivasspor-TUR),
6- Adam Matuszczyk (Fortuna Düsseldorf-ALE)
18- Adrian Mierzejewski (Trabzonspor-TUR)
11- Rafal Murawski (Lech Poznan-POL)
7- Eugen Polanski (Mainz-ALE)
10- Ludovic Obraniak (Bordeaux-FRA)
8- Maciej Rybus (Terek Grozny-RUS)
17- Rafał Wolski (Legia Warszawa-POL)
Atacantes:
23- Paweł Brozek (Celtic-ESC)
9- Robert Lewandowski (Borussia Dortmund-ALE)
19- Artur Sobiech (Hannover-ALE)

domingo, 13 de maio de 2012

Mano de olho em Londres


Marin e Mano Menezes, por enquanto, só risadas, mas se houver um fracasso na Olimpíada, as coisas podem mudar (Fabio Motta/Agência Estado)

A 16ª lista de Mano Menezes para a série de amistos contra Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina, entre o final de maio e o início de junho mostrou que o treinador já pensa muito em Londres. Neste sentido, o gaúcho de Passo do Sobrado deu pistas do que poderá ser a lista final para os Jogos Olímpicos.

O que mais chama a atenção é enorme presença de jogadores com idade para disputar a competição, que já está no horizonte da seleção verde e amarela. Entre os 23 convocados, 17 têm a idade olímpica, são eles: Neto, Rafael, Danilo, Juan, Bruno Uvini, Alex Sandro, Sandro, Casemiro, Rômulo, Giuliano, Paulo Henrique Ganso, Oscar, Lucas, Neymar, Alexandre Pato, Leandro Damião e Wellington Nem.

É interessante reparar que entre os seis nomes de jogadores acima da idade olímpica, apenas o atacante Hulk atua em uma zona do campo que não seja a defesa. Ou seja, neste esboço de lista para Londres, cinco jogadores com mais de 23 anos compõem o sistema defensivo. Os escolhidos foram: Jefferson (Botafogo-BRA) – 29 anos, Daniel Alves (Barcelona-ESP) – 29 anos, Thiago Silva (Milan-ITA) – 27 anos, David Luiz (Chelsea-ING) – 25 anos e Marcelo (Real Madrid-ESP) – 23 anos. O lateral merengue é 1988 e fará 24 anos em 2012, por isso, não é um dos jogadores dentro da limitação de idade da Olimpíada.

Leandro Damião e Oscar se entendem bem no Internacional e são duas das opções ofensivas interessantes que o Brasil tem para a Olimpíada (Jefferson Bernardes/Vipcomm)

Não acredito que Mano Menezes não opte por levar Thiago Silva aos Jogos Olímpicos de Londres. Além disso, acho bastante provável que David Luiz faça para desta lista. Para completar os três jogadores acima de 23 anos o gaúcho de Passo do Sobrado tem boas chances de escolher um goleiro. Parece bastante improvável que o treinador brasileiro “queime” uma de suas escolhas fora da limitação da idade da Olimpíada, com um jogador, que atue do meio-campo para frente. Pois hoje, há um grande leque de opções de brasileiros atuando em alto nível nestas funções.  

O ótimo volante Lucas Leiva, do Liverpool, é um nome que pode ser muito considerado para à Olimpíada. Muito bom marcador e com boa saída de bola, pode formar uma dupla de volantes bastante interessante com Sandro, do Tottenham. Ele ainda é um dos jogadores considerados da confiança de Mano Menezes, que sempre que pode contar com ele, colocou entre os 11 iniciais. O que conta contra o jogador dos reds é a grave lesão que ele teve na temporada e, por este fato, ter jogado pouco ao longo do ano.

Com esta nova movimentação, mostrando que está pressionado para conquistar a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil, Mano deixa claro que o novo Presidente da CBF, José Maria Marin trata a competição como prioridade. O principal nome administrativo do futebol brasileiro também já deu a enteder que um fracasso na Olimpíada pode custar o cargo do técnico. Uma troca no comando às vespéras do ciclo Copa do Mundo de 2014, com a Copa das Confederações já em 2013 pode ter um preço alto no Mundial brasileiro.

Números da Era Mano Menezes:
21 jogos; 13 vitórias; 5 empates; 3 derrotas; 30 gols marcados; 11 gols sofridos; 19 no saldo de gols e 44 pontos conquistados, em 63 pontos possíveis.

Artilharia:
1°- Neymar – 8
2°- Alexandre Pato – 5
3°- Daniel Alves, Fred, Jonas e Marcelo – 2
7°- Hernanes, Hulk, Jádson, Leandro Damião, Lucas, Nilmar, Robinho, Ronaldinho e Sandro – 1

Assistências:
1°- André Santos – 4
2°- Paulo Henrique Ganso – 3
3°- Daniel Alves e Neymar – 2
5°- Bruno César, Carlos Eduardo, Danilo, Diego Souza, Elias, Fernandinho, Hulk, Maicon, Marcelo, Ramires e Robinho – 1

domingo, 6 de maio de 2012

O dérbi de Milito


Milito levanta a torcida interista, nos dérbis, ele tem se dado bem. (Inter.it)

O clima era tenso no estádio Giuseppe Meazza. A Inter, dona da casa nesta tarde, precisava da vitória para manter a remota chance de se classificar à próxima Liga dos Campeões e o Milan queria os três pontos com o intuito de evitar um título da Juventus. Os nerazzurri entraram em campo armados por Andrea Stramaccioni na teoria em um 4-3-2-1, com Álvarez e Sneijder atrás de Diego Milito. Mas, na prática, o argentino ficava mais recuado pela esquerda, configurando um 4-4-1-1 . Já, no outro lado, Allegri escalou o Milan no tradicional 4-3-1-2, com Kevin-Prince Boateng na criação e Ibrahimovic e Robinho, como dupla ofensiva.

O derby della madonnina começou em alta rotação, como esperado. Os “visitantes” iniciaram melhor e quase abriram o placar com Ibrahimovic. Mas, aos pocuos, a Inter começou a se impor e Sneijder passou a tomar conta das ações - o holandês jogou muito, mostrando ter recuperado seu futebol no final da temporada. Em falta cobrada por ele, a defesa milanista assistiu ao lance e viu Diego Milito marcar, após passe de Samuel. Mesmo melhor em campo, os nerazzurrri não conseguiram ampliar e sofreram o empate no final do primeiro tempo. KPB invadiu a área e foi desarmado por Júlio César, mas, para o árbitro Rizzoli: pênalti. Ibra e JC trocaram provocações e o sueco fez o 1 a 1, seu 27° gol na Serie A.

Com o jogo igual e uma confusão entre um auxliar interista e Robinho na descida para os vestiários, a partida prometia voltar quente para o segundo tempo. E a expectativa se realizou no primeiro lance da etapa final: Ibra, o artilheiro do Italiano, virou o jogo e marcou o seu gol 28 na disputa. A Inter não se abalou e empatou logo. Abate fez pênalti infantil em Milito, que cobrou e marcou o 2 a 2.

Daí para frente, a partida ficou muito aberta, mas o terceiro gol não aparecia. Por isso, pouco depois dos 30 minutos, os dois lados fizeram alterações ofensivas. Na Inter, Pazzini no lugar do apagado Álvarez e, no Milan, Muntari deixou o gramado para a entrada de Cassano. Os nerazzurri conseguiram passar na frente mais uma vez, em jogada com participação de Pazzo, que desivou cruzamento e viu a bola pegar no braço de Nesta, que estava com ele aberto: mais um pênalti. Milito cobrou e marcou a tripleta – sexto gol em seis jogos contra o rival na Serie A, com a camisa nerazzurra.

Maicon foi para a família, após marcar um golaço (Inter.it)

Porém, o mais belo ficou para o final. Maicon avançou pelo lado direito e, próximo da entrada da área, soltou a bomba de direita. Amelia não fez nada e viu a bola entrar em seu ângulo direito. O 4 a 2 levou a Inter a loucura. O lateral brasileiro saiu comemorando e foi para a torcida, apontando para a família. Além disso, na comemoração do gol, Júlio César atravessou o campo para participar da festa.

Com o 4 a 2, a Juventus venceu o seu 28° scudetto e a Inter segue viva na briga pela terceira vaga italiana. Mas, para conquistar o que parecia improvável há oito rodadas atrás, os nerazzurri precisam de uma grande combinação de resultado na próxima semana: vencer a Lazio, em Roma; a Udinese perder para o Catania fora de casa e o Napoli não ganhar do Siena, no San Paolo.

A mudança interista tem um nome: Andrea Stramaccioni, o ex-treinador da equipe primavera da Inter, que revigorou o elenco. Com ele são oito jogos, cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota. É provável que Massimo Moratti renove com o jovem treinador para a próxima temporada. Deve ser ele o homem a conduzir a nova Inter, que deve ser reformulada em 2012-13. Hoje, enxergo que a manutenção de Guarín no elenco pode ser o primeiro passo interessante para esta reformulação.


Cordoba

Cordoba é festejado pelos companheiros de time, depois da sua última partida em "sua casa na Itália"  (Inter.it)

A partida ainda marcou a última partida de Iván Cordoba pela Inter em Giuseppe Meazza, pois ele anunciou que não irá seguir na equipe em 2012-13. O colombiano de 35 anos fez 455 jogos e marcou 18 vezes em sua trajetória nerazzurra. Neste domingo, ele teve a sorte de jogar os minutos finais contra o maior rival, pelo fato do jogo já estar decidido. Com o apito final, o camisa dois foi homenageado pelos companheiros e pela torcida, que enquanto ele esteve em campo, não cansou de exaltá-lo. Depois de tudo, Cordoba disse: “eu vou dizer isso: obrigado, Inter”.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Três professores na função de centroavante


Drogba comemora o gol marcado contra o Barcelona. O marfinense é muito decisivo. (AP Photo)

Na semana passada tive a oportunidade de assistir Chelsea 5x1 Tottenham; Bayern de Munique 2x1 Real Madrid; Chelsea 1x0 Barcelona e Atlético de Madrid 4x2 Valencia. Um fator compartilhado por todos estes jogos é que centroavantes excepcionais estavam dentro das quatro linhas: Drogba (11 gols na temporada), Mario Gómez (39 gols na temporada), mais uma vez Drogba e Falcao García (32 gols na temporada), respectivamente. Estes são alguns dos melhores exemplares de “camisas noves” disponíveis no futebol mundial atualmente. O que chama a atenção é a diferença de gols marcados pelo marfinense em relação aos outros dois, mas a explicação é simples: ele disputou na temporada apenas 22 partidas e, em oito delas, entrou com o jogo em andamento.

Não são jogadores de habilidade incrível ou donos de um repertório de dribles desconcertantes, mas têm como caracteristíca primária a facilidade de estarem bem colocados para fazerem gols. Falcao e Drogba ainda contam com a facilidade de terem bons chutes de fora da área em seus repertórios, o que torna ainda mais ingrata a missão de marcá-los. Já Mario Gómez tem seu jogo mais focado ao trabalho dentro da área, onde atua praticamente perfeitamente.

Os três me encantaram na semana passada, não apenas pelos gols anotados, mas pela forma com que jogaram. Bem posicionados e sempre dando a impressão de que ao receber uma chance em condição, eles iriam marcar. Às vezes, a oportunidade não precisa ser tão clara, pois o trio conta com as habilidades necessárias para limpar o lance para o arremate fatal.

O trabalho sem a bola dos três impressiona. O destaque fica por conta de Drogba e Falcao, pois Mario Gómez se mexe bem e está sempre bem colocado, porém, como dito anteriormente, o jogo do alemão é realizado, em sua maior parte, dentro da área. O camisa 11 dos blues usa toda a força aliada à velocidade para ser praticamente fatal ao ficar no um contra um – seja de frente ou de costas para a marcação. Contra o Tottenham pela semifinal da FA CUP, ele mostrou exatamente isso, com um giro fatal. Frente ao Barcelona, o marfinense muitas vezes se utilizou de seu fisíco para brigar sozinho com diversos jogadores blaugranas. Falcao, mesmo tendo 12 centímetros a menos que Drogba, sabe proteger a bola como poucos. Muitas vezes, o colombiano vence no corpo adversários muito maiores e mais fortes. Pois, com sua técnica e velocidade, o nove colchonero é dificilmente parado pelas defesas adversárias.

Junto ao trio existem diversos outros atacantes em grande fase na Europa, mas com esta caracteristíca de homem mais de área e dotado dos recursos para marcar os gols. Cavani, Soldado, Higuaín, Benzema, Llorente, Huntelaar, Luuk de Jong, Lewandowski, Giroud e o incrível Bas Dost seriam os nomes que mais chamam atenção pelo velho mundo. Como podemos observar, faltam os brasileiros nesta lista.

Brasileiros em baixa

Leandro Damião: nos últimos jogos, ele tem sido o nove brasileiro (AP Photo)

Na questão de homem gol, a ausência de brasileiros chama a atenção. Além de estarem mal cotados nas brigas pelas principais artilharias, não há hoje disponível para Mano Menezes este homem gol, que faz seu jogo mais ao redor da área. Hoje os nossos compatriotas com mais gols anotados nas principais ligas da Europa não têm a caracteristíca de ser um jogador de área. Após a rodada do final de semana, os três homens gols brasileiros são: Lima, do Braga, 24 gols; Hulk, do Porto, 17 gols e Nenê, do PSG, 17 gols – números somando todas as competições que os atletas disputam pelo clube.

A baixa europeia está refletida na seleção. Recentemente, Mano tem usado o bom Leandro Damião, do Internacional, no centro do ataque. O camisa nove colorado tem caracteristícas bem próximas às de Falcao e Drogba: chuta com os dois pés, cabeceia bem, também arremata próximo da área, busca o drible já pensando na finalização, tem velocidade e sabe usar o corpo para proteger a bola. Mas da Europa têm vindo vestir a camisa nove do Brasil, jogadores que não são centroavantes nos clubes, casos de Jonas e de Hulk.

Nem no Brasil existem grandes opções para a suplência de Damião, mostrando que o problema é global no país: não estamos produzindo centroavantes como em outros tempos. Pela juventude do titular da seleção, não há dúvidas que ele vai passar por inconstâncias em seu jogo – coisa natural, levando-se em conta a idade do jogador do Internacional. Pato, que tem um estilo de jogo diferente, poderia ser o camisa nove, mas, por culpa das intermináveis lesões, não conseguiu se firmar com a camisa verde e amarela. Lembrando que a “Era Mano Menezes” começou com o jogador rossonero na titularidade no centro do ataque.

A ausência do homem gol entre os brasileiros é clara, mas, na Europa, existem diversos jogadores, que exercem a função com maestria. Na última semana, vi três grandes exemplos: Didier Drogba, Falcao García e Mario Gómez. Espero mais aulas nesta semana.

sábado, 17 de março de 2012

Santos bem, Flamengo tropeça no final

A competição começou, pelo menos, para mim. A Fox Sports chegou à Sky e, por isso, já voltei a ficar de olho na Copa Libertadores da América. Dois brasileiros entraram em campo nesta quinta-feira e pude acompanhar os jogos.

Juan Aurich 1x3 Santos: o campeão vai bem

Ganso voltou a ser decisivo para alegria de Neymar e cia (Ag. Reuters)

Fora de casa, com campo de grama sintética, o Santos teve algum trabalho no primeiro tempo, contra o Juan Aurich. Antes da partida, o alvi-negro praiano teve que ir às compras: jogadores tiveram que correr às lojas para comprarem chuteira de futebol suiço. O Peixe teve dificuldade na primeira metade dos primeiros 45 minutos, quando a bola parecia queimar no pé de seus jogadores – inclusive dos craques Paulo Henrique Ganso e Neymar.

Nos reticentes primeiros minutos do time brasileiro, o Juan Aurich conseguiu assustuou a defesa alvi-negra. Em vacilo da zaga, o bom atacante Luis Tejada (melhor em campo de El Ciclón del Norte) fez belo domínio de canhota e girou batendo de direita, sem chances para o goleiro Rafael. O camisa nove do time peruano foi o artilheiro do último campeonato do país, com 17 gols.

Aparentando estar mais adaptado ao gramado, o Santos foi se encontrando em campo e PH Ganso começou a desfilar bom futebol. No primeiro gol, marcado pelo bom lateral uruguaio Fucile, foi dele o cruzamento para à área. A virada – ainda no primeiro tempo –, veio em gol de falta cobrada pelo dez do Peixe e que o goleiro Penny chegou bem atrasado.

No segundo tempo, as coisas ficaram mais fácies ainda para os brasileiros, pois, aos 14 minutos, o zagueiro e capitão da equipe peruana Guadalupe foi expulso. Mais espaço para Ganso jogar e ele apareceu com mais um passe decisivo, desta vez, para Borges, que fechou o placar do jogo em 3 a 1. Neymar, que passou longe de ser o jogador de outras partidas, quase fez um gol, em boa jogada individual, mas a finalização parou na trave.

A vitória do time brasileiro embolou o grupo 1 da Libertadores. Agora, Internacional é líder com seis pontos e saldo cinco; Santos também tem seis, mas com saldo de três e o The Strongest é o terceiro e mais uma equipe com seis pontos, porém, com saldo negativo de três gols. Depois de um início ruim dos brasileiros, o grupo parece sem encaminhar para que a dupla verde e amarela passe à segunda fase.

Flamengo 3x3 Olimpia: vacilo do tamanho da nação

Ronaldinho Gaúcho sofreu com muitas faltas, mas, mesmo assim, fez boa exibição, principalmente, no segundo tempo (AFP)

Todos estão falando e é verdade, o Flamengo jogava sua melhor partida no ano, mas vacilou e desperdiçou dois pontos importantes. Agora, o complicado para o rubro-negro é que no segundo truno fará dois dos três jogos fora de casa – justamente os dois primeiros, contra Olimpia e Emelec.

O Engenhão não estava lotado para acompanhar Flamengo e Olimpia, mas um bom público compareceu para apoiar o time da casa. O domínio rubro-negro no início da partida não foi capaz de assustar El Decano, que marcava muito bem em um 4-4-2 em linha. Para o 1 a 0 surgir, Vágner Love teve de fazer bela jogada, para quebrar a defesa e descobrir Bottinelli, que de cobertura marcou. O resultado refletia bem a primeira etapa: Flamengo melhor, mas não controlando totalmente o jogo.

No segundo tempo, os donos da casa voltaram muito acesos. E com uma cobrança de pênalti de Ronaldinho e uma finalização livre dentro da área de Luiz Antônio, após assistência genial do camisa dez, o Flamengo parecia ter matado o jogo. A sensação não ficou apenas fora de campo e, dentro dele, o time brasileiro se acomodou frente à um bom adversário, que estava disposto a empatar a partida.

O camisa dez do time tricampeão da Libertadores, Zeballos havia começado a partida no banco e entrou no decorrer do segundo tempo. Com o melhor jogador do último Campeonato Paraguaio em campo, o Olimpia passou a jogar no 4-3-3 e cresceu. Zeballos fez o primeiro, em bela cobrança de falta, um torpedo da entrada da área, indefensável para o goleiro Paulo Victor, que fazia mais uma boa exibição. O segundo foi de Caballero, atacante, que é terceiro colocado na tabela de artilharia do Apertura 2012. No lance do 3 a 2, falha de González, que atua mais uma vez bem, mas falhou no gol.

O vexame ficou ainda maior, quando Marín (ex-Atlético Paranaense e um ótimo cobrador de faltas) recebeu livre dentro da área passe de Maxi Biancucchi e finalizou forte e cruzado para empatar. O espaço que o carequinha teve dentro da área foi muito grande, algo que não pode acontecer em um momento decisivo de uma partida tão importante. Muralha e Luiz Antônio se saíram bem na marcação frente à zaga, mas, em alguns momentos, houve desleixo na marcação.

Porém, a culpa não pode ficar com os meninos, em um momento como esse, o Flamengo – os mais experientes – devem segurar a bola no ataque e esperar o tempo passar ou quem sabe alcançar um quarto gol. O time Gávea pecou mais uma vez na Libertadores, algo comum nos últimos anos. Em breve levantamento do amigo Thiago Rabelo, em seu twitter, isto ficou claro: nas últimas seis participações nada mais que as quartas de final em 1991, 93 e 2010. Além de ter ficado na primeira fase em 2002 e nas oitavas de final em 2007 e 2008.

Hoje o Flamengo lidera o grupo com cinco pontos, mas é seguido de perto por Olimpia e Lanús que têm quatro e o Emelec também enxerga a liderança, com três. O grupo 2 da Libertadores está bem embolado e, como dito no início do texto, o Flamengo tem a desvantagem de jogar duas partidas das três restantes fora de casa. A situação está longe de pedir desespero, mas o rubro-negro deve jogar o seu máximo nas três partidas restantes e, principalmente, aprender com os erros cometidos na quinta-feira.